Para Resistir à Crise.

Para Kjell Nordstrom, sobrevivem à crise as empresas que fizerem uso de INOVAÇÃO e EMOÇÃO. A Publico, revista portuguesa, fez uma rápida entrevista com ele enquanto ele se preparava para a “Business Innovation in 2009”. Eu vou reproduzir aqui alguns trechos do qe eu achei mais legal:

Vem a Portugal para falar sobre como a inovação pode conduzir-nos através de tempos difíceis. Pensa que a inovação é agora, mais do que nunca, necessária?

Sem dúvida. Numa crise como a actual, fazer o mesmo que todos os outros fazem é uma má ideia. Ninguém quer pagar mais por uma cópia ou por algo que se parece como outra coisa qualquer.

Mas será que as empresas vão arriscar e inovar? Não será mais seguro continuar a imitar?

Quem o fizer está a cair numa armadilha. Claro que é mais barato e conveniente copiar do que inovar. Mas, em contrapartida, acaba por ser ainda mais arriscado porque a empresa se coloca a si mesma numa situação em que, mais tarde ou mais cedo, vai perder. Crises como a actual mostram que realmente temos de fazer as coisas de um modo diferente. E por vezes é muito simples. Por exemplo, quando se quer começar um processo de inovação, a primeira coisa a fazer é contratar pessoas que tenham outro background, diferente dos outros funcionários da companhia. É procurar pessoas com outro treino, outra visão, procurar algo não convencional. Desde o mais básico que é: se uma empresa tiver muitos homens deve contratar uma mulher.

Que tipo de companhias vão sobreviver à crise?

Há dois tipos: as grandes multinacionais como a Siemens, ou as pequenas empresas especializadas como a Apple. No fundo, serão as companhias inovadoras e que, simultaneamente, têm uma relação muito próxima com o consumidor e são capazes de o seduzir.

Que empresas são essas capazes de seduzir?

Basta pensar no Mini da BMW, no iPhone da Apple, nos telemóveis da Nokia…

Os líderes do futuro também terão de ser assim… sedutores?

Sem dúvida. Serão uma combinação de “hard and soft” (“duro e suave”). Um líder tem de ser duro, de cortar custos e tomar decisões críticas. Mas tem também de ser emocional e capaz de, agora mais do que nunca, entender os consumidores, motivar os empregados e antecipar as tendências que estão por vir. Um dos melhores exemplos disto é Richard Branson, dono da Virgin. Ou Barack Obama, a nível político. E, em breve, serão as mulheres. Muitas serão as líderes no futuro.

Voltando ao mundo dos negócios, costuma dizer que as empresas bem-sucedidas são aquelas que não competem mas sim que evitar a concorrência…

Sim, chamo a isso a criação de um monopólio temporário. É quando uma empresa é tão diferente das outras que não chega a competir. Para isso é preciso primeiro encontrar uma vantagem competitiva, mas claro que esta não se vai manter para sempre. A Volvo, por exemplo, distinguiu-se enquanto fabricante automóvel a fazer casos únicos no mundo, mais seguros do que os outros. Hoje em dia, todos os carros são seguros.

Então não se pode parar de inovar?

Claro, a inovação nunca pode parar.

Considera que as universidades estão preparadas para formar os líderes do futuro?

Não, não estão preparadas porque não é essa a sua função. As universidades não preparam líderes nem desenvolvem os seres humanos, apenas treinam pessoas em matérias específicas, como economia, medicina ou gestão, e dão o conhecimento básico sobre a sociedade. A liderança e as capacidades necessárias para ser um bom líder não se adquirem na universidade.

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