Vence Quem Contar a Melhor História…

Já não é segredo que eu estive lendo nos últimos dias a biografia de um dos fundadores da AmWay, como eu já disse. O negócio foi é ainda levanta polêmica por onde passa, devido ao seu modelo de vendas diretas que por muitos é chamado de Marketing de Pirâmide.

Pra quem não conhece a AmWay, ela é uma empresa que fabrica mais de duzentos produtos, entre eles vitaminas, sabonetes e primeiro socorros (anti-sépticos no estilo mertiolate) que são revendidos por seus milhares de distribuidores mundo a fora, onde a empresa tem bases instaladas e pontos de distribuição. E é justamente o fato de ter distribuidores (e não funcionários) que faz da AmWay uma empresa amada por uns e odiada por outros. Odiada por um lado por que os críticos alegam que o “distribuidor” é que acaba sendo o cliente da empresa. Isso por que ele tem que comprar os produtos e depois revender, correndo o risco de deixar encalhado algum e ter prejuízo, pois é necessário um valor mínimo de “faturamento”. Por outro lado, isso é chamado por espírito empreendedor pelos seguidores da AmWay e, segundo eles, isso que faz a empresa ser tão excelente, por que proporciona a possibilidade de pessoas “comuns” terem o próprio negócio com um pequeno investimento. Ou seja, entre a cruz e a espada.

O que fica muito claro no livro é que a AmWay por esse motivo foi alvo de inúmeros processos que qeustionavam o seu modus operandi e acreditavam que o Marketing Multinível é algum tipo de trapaça piramidal. Porém, segundo o próprio autor e co-fundador da AmWay, em todos os processos, todos os inquéritos e investigações sobre a empresa que aconteceram na sua história a AmWay conseguiu provar que não utiliza nenhuma estratégia piramidal e que o seu Plano de Marketing e Vendas é totalmente realista e verdadeiro, tanto é que todos os órgãos que investigaram a empresa ao longo dos anos, nos relatórios finais reconheciam a idoneidade da empresa.

Mas, o que me levou ao livro não foi a história contraditória da empresa. Foi a vontade empreendedora e o a falta de medo. Falta de medo em não errar, em não ter medo de FAZER, mesmo sem saber muito bem qual a direção a seguir. A primeira grande lição que eu tiro desse livro é que empreendedores não têm medo de arriscar quando o assunto é criar uma empresa para mudar o mundo. O medo afasta as idéias, a criatividade e a inovação das pessoas. O medo é uma maldição que acompanha os indíviduos e os impedem de enxergar oportunidades e desafios à frente. Jay Van Andel, junto com Rich DeVos, antes de fundarem a AmWay passearam por muitas outras empresas que fundaram. Em umas tiveram sucesso extraordinário, em outras histórias para contar. Mas, em todos os casos lições foram tiradas, e idéias colocadas em prática. Quem PLANEJA não tem história pra contar, nem liçõespara ensinar. Quem FAZ tem dúzias delas para distribuir a quem quiser saber.

A segunda grande lição que o livro transmite é que VENCE QUEM CONTA UMA HISTÓRIA e consegue envolver as pessoas em torno de uma CULTURA. A história da AmWay (American Way) era possibilitar a todas as pessoas que queriam ter o próprio negócio, a possibilidade de realizá-lo ao “estilo americano”, uma empresa sediada em um país livre, onde para crescer o indivíduo só depende dele e dos esforços que está disposto a realizar para que o sucesso chegue. A AmericanWay Companio quer espalhar pelo mundo o “American Way of Life”, onde não é impossível conquistar o sucesso, muito pelo contrário, ele é questão de esforço pessoal. A dupla fundadora da AmWay empreendeu já na década de trinta, onde cem dólares era uma fortuna e todo mundo queria ser empregado de grandes indústrias. Sempre com desejo de mudar o mundo e o comportamento das pessoas, eles estavam sempre trilhando um caminho diferente daqueles que estavam ao seu redor e, em 1959 fundaram a AmWay, uma empresa feita baseada no ideal americano de liberdade e trabalho árduo, como força motriz para o capitalismo, o único e verdadeiro sistema capaz de colocar as diretrizes do sucesso na mão do indivíduo. Confusos e contraditórios ou não, Van Andel e DeVos, realmente estavam à frente de seu tempo.

Jay agradece à Deus, a Esposa e aos Amigos por tudo que construiu. Religioso fervoroso, jogava todos os méritos de seu sucesso nas mãos de Deus e passou a vida servindo-o em retribuição ao sucesso alcançado. Infelizmente, soube por pesquisas pela internet, que Van Andel faleceu em 2004, cinco anos após a publicação de sua auto-biografia, provavelmente por algum problema que agravara seu mal de Parkinson.

Qual é a história que a sua empresa quer contar??

amway

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4 pensamentos sobre “Vence Quem Contar a Melhor História…

  1. Olá, Enrico.

    Gostei de ler o seu artigo. Bem diferente de muitos dos que vamos lendo por aí acerca da empresa, escritos sem conhecimento de causa. Queria fazer apenas um reparo: não há valores mínimos de compra, logo não há risco de ficar com nada encalhado! Só fica, quem dá o passo maior do que a perna e não se pode culpar a empresa por isso. Aliás, alguém que goste efectivamente dos produtos e queira usá-los apenas, pode fazê-lo, sem ter de distribuir.

    Conheço a empresa desde a minha adolescência e, de facto, devo-lhe muito. O meu pai, que é médico e foi professor universitário, desenvolve o negócio em paralelo há algum tempo, com bastante sucesso. Mas mais do que o dinheiro o que ele ganhou com a AMWAY foi outra atitude perante a vida. Hoje, ele é uma pessoa mais positiva, alegre, tolerante e um melhor pai. Quanto a mim, durante anos, estive associada apenas para fazer o meu auto-consumo. Assim, poupava e recebia os produtos sem intermediação. Há alguns meses, fiquei desempregada, decidi desenvolver esta actividade de forma profissional e hoje não só tenho clientes fixos, como uma rede de distribuidores espalhados pelo meu país. Em breve, vou abrir a minha empresa na área da beleza e da moda, que terá como base algumas das marcas AMWAY. Sem esta oportunidade, apesar da minha vasta formação e experiência, continuaria à procura de emprego, provavelmente, e não teria desenvolvido a minha capacidade empreendedora! Mais um testemunho para registo…

  2. Ah, esqueci-me de outra coisa… Temos de lembrar-nos que o negócio AMWAY é um negócio feito por pessoas e nem todos somos iguais! É claro que há quem seja menos correcto aqui como noutro sítio qualquer… E não é de estranhar que alguns, empolgados com as perspectivas, às vezes, dourem demasiado a pílula. No entanto, se tivermos os pés assentes no hão (como qualquer empreendedor deve ter), percebemos que nada acontece do nada e que é preciso trabalhar de forma profissional para ter resultados (como em tudo na vida). Se encararmos o negócio como um projecto de vida e não como um meio rápido para atingir um fim, não defraudamos as expectativas de ninguém e conseguimos manter a nossa chama acesa.

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