Um País é Mais Importante do que seu Comandante. Uma Empresa Também.

Imagine-se na seguinte situação: “o barco que você tripula (a empresa que você trabalha) está afundando. Por conta de erros do comandante, o barco tá indo LITERALMENTE por água abaixo. Alguns marujos estão esperando a ajuda divina; outros estão pulando na água, desacreditado pelo líder que está fazendo cagadas; há ainda os que apoiam o chefe; porém, há um pequeno grupo de tripulantes que acreditam poder tirar o comandante e dar um novo rumo à embarcação. O comandante? Acredita que tudo que está fazendo é o melhor para todos, e em momento algum pretende mudar. O que deve ser feito?“.

De quem é a responsabilidade pela direção do barco?

Um gerente, em uma empresa, é o responsável por dar as diretrizes de onde a sua equipe deve ir. Ele está lá para ajudar, para dizer o que fazer, para apontar os erros e os acertos, mostrar qual caminho percorrer e, se souber, ou se puder, liderar. O gerente é o chefe. Grande parte dos funcionários acredita que é ele, o Gerente, o responsável pelo rumo da empresa, por fazer atingir as metas, e pela chefia. Ou seja, para grande parte dos funcionários do país, a responsabilidade do rumo do barco é dele.

E tudo isso ainda está temperado pelo medo. O medo de desafiar o gerente, o diretor, o dono da empresa. O medo de provar que ele está errado e ser demitido. Esse erro existe em qualquer lugar e, muitas pessoas se vestem de prudência no seu jeito de trabalhar por conta disso. As empresas procuram profissionais verdadeiros, pessoas dispostas a dar o sangue, e colocar o dedo na ferida. Mesmo que, precise virar contra o seu superior para salvar todo o resto.

E é essa a obrigação de todo profissional de alta performance. Todo profissional que faz a diferença tem OBRIGAÇÃO de estar comprometido com a camisa em que veste, antes do medo de uma pessoa, de um cargo, ou de uma caneta. Empregos não faltam para profissionais excelentes.

A minha vida é marcada pela verdade. Primeiro porque, em momento algum eu me calei diante de cargos. Já tive cargos de liderança que eram diretamente ligados aos donos de empresa. Diante de murros, de gritos, eu sempre me mantive verdadeiro, mesmo sabendo dos riscos da verdade. Eu não fui demitido e, em poucos meses a filial que estava sobre minha responsabilidade foi a líder de vendas do grupo. Eu não tinha medo de falar, de expor o meu pensamento e, no final de tudo, meu trabalho, minha forma de liderar, de cobrar e de arregaçar as mangas, mostraram que eu tinha propriedade em tudo que estava falando, e mesmo que a verdade fosse dolorida, eu sempre estava trabalhando pelo sucesso da empresa.

Depois disso, trabalhei em outras empresas onde minha impaciência com a demora e com a acomodação, a complacência faziam com que eu não ficasse quieto. Com isso, meu sentido de urgência, de querer cumprir prazos, fazer vendas, mandar e-mails marketing incomodou muitas pessoas que estavam achando que a guerra já estava cumprida, no ritmo de trabalho “calma que o Brasil é nosso”. Eu tinha certeza de que, em um ritmo morno de trabalho, onde prazos de vinte dias se prorrogavam por setenta e mudanças importantes eram colocadas de lado, não ia fazer as coisas acontecerem porque estava lutando sozinho. MAS, de forma alguma eu me RENDI e me VENDI aquele ritmo de trabalho.

Eu sempre lutei pela empresa. Pelo aumento da lucratividade. Mesmo que isso significasse bater de frente porque os prazos estavam atrasados, porque os e-mails não tinham sido enviados, e porque as pessoas erradas estavam nos lugares certos.

Nem sempre a responsabilidade do comando do navio, da empresa, do departamento é do comandante. Aliás, pode até ser, mas, cabe a tripulação, aos liderados, saber ATÉ QUANDO tocar o barco para o abismo. E cabem a eles dar um basta, um chega e mostrar que não estão sendo complacentes com a merda toda e que não vão ver o barco ir barranco abaixo apenas por ordem do comandante.

As ordens não podem, NÃO DEVEM nunca ir contra os PRINCÍPIOS MORAIS dos funcionários. Portanto, se você está vendo a coisa ir pro buraco, tem o DEVER MORAL de fazer alguma coisa pra acabar com isso.

A Operação Valquíria foi um dos 15 planos elaborados por militares alemães para assassinar Adolf Hitler. Em 1944, o conde Claus Schenk Graf von Stauffenberg perpetuou um atentado contra Hitler, (o atentado de 20 de Julho) em nome do movimento de resistência, do qual faziam parte vários oficiais. Hitler saiu apenas levemente ferido da explosão de uma bomba em seu quartel-general, na Prússia Oriental. A represália não se fez esperar: mais de quatro mil pessoas, membros e simpatizantes da resistência, foram executadas nos meses seguintes.

O conde Claus Schenk Graf von Stauffenberg foi um dos principais personagens da conspiração que culminou com o fracassado atentado contra Hitler em 20 de julho de 1944. Nascido naSuábia em 15 de novembro de 1907, Stauffenberg foi um patriota alemão conservador, que a princípio simpatizou com os aspectos nacionalistas e militaristas do regime nazista.

Mas desde cedo começou a questionar não só o genocídio contra judeus, polacos, russos e outros grupos da população estigmatizados pelo regime de Hitler, como também a forma, na sua opinião “inadequada”, do comando militar alemão. Mesmo assim, como muitos outros militares, preferiu no começo manter-se fiel ao regime.

Em 1942, junto com seu irmão Berthold e outros membros da resistência, ele ajudou a elaborar uma declaração de governo pós-derrubada de Hitler. Os conspiradores defendiam a volta das liberdades e direitos previstos na Constituição de 1933, mas rejeitavam o restabelecimento da democracia parlamentar.

Em março de 1942, Stauffenberg havia sido promovido a oficial do Estado Maior da 10ª Divisão de Tanques, com a incumbência de proteger as tropas do general Erwin Rommel, comandante do Afrika Korps, após o desembarque dos aliados no norte da África. Num ataque aéreo em 7 de abril de 1943, Stauffenberg perdeu um olho, a mão direita e dois dedos da mão esquerda.

Após recuperar-se dos ferimentos, aliou-se ao general Friedrich Olbricht, Alfred Mertz von QuinheimHenning von Treskow na conspiração que passaram a chamar de Operação Valquíria. Oficialmente, a operação pretendia combater inquietações internas, mas na realidade preparava tudo para o período posterior ao planejado golpe de Estado. Os planos do atentado que mataria Hitler foram elaborados com a participação de Carl-Friedrich Goerdeler e de Ludwig Beck. Os conspiradores mantinham, além disso, contatos com a resistência civil. Os planos visavam a eliminação de Hitler e seus sucessores potenciais – Hermann Göring e Heinrich Himmler. A primeira tentativa de atentado em Rastenburg (hoje Polônia), no dia 15 de julho, fracassou.

Na manhã de 20 de julho de 1944, Stauffenberg voou até o quartel-general do Führer “Wolfsschanze” (Toca do lobo) na Prússia Oriental. Com seu ajudante Werner von Haeften, ele conseguiu ativar apenas um dos dois explosivos previstos para detonar. Mais tarde, usou uma desculpa para sair da sala de conferências, onde depositou a bolsa com explosivos perto doFührer. Porém, um de seus generais afastou-a involuntariamente de Hitler. A explosão, às 12h42, matou quatro das 24 pessoas na sala. Hitler sobreviveu.

Na capital alemã, os conspiradores comunicaram por telefone, por volta das 15 horas, convencidos do êxito da missão: “O Führer Adolf Hitler está morto.” Duas horas mais tarde, a notícia foi desmentida. Na mesma noite, Stauffenberg, Von Haeften, Von Quirnheim e Friedrich Olbricht foram executados. No dia 21 de julho, os mortos foram enterrados em seus uniformes econdecorações militares. Mais tarde, Himmler mandou desenterrá-los e ordenou sua cremação. As cinzas foram espalhadas pelos campos.

A Operação Valquíria virou filme. Mostrou, além da perspectiva do atentado no ponto de vista do Stauffenberg, é uma mostra de quanto devemos seguir nossos propósitos, nossos princípios e verdades. Seguir Hitler, em 1944 para a grande maioria dos alemães era uma honra. Porém, para alguns poucos, seguí-lo era uma vergonha, um abuso e arbitrariedade. Seguir Hitler iria fazer com que, anos depois, ele fosse motivo de vergonha para o país. Seguir os ideais de honra e justiça de seus princípios eram muito mais importantes para, anos depois, quando os crimes cometidos pela Alemanha fossem motivo de vergonha por toda uma nação europeia.

Hoje, milhares de países consideram o Holocausto o maior ato de segregação da história. Em alguns países (brevemente também no Brasil), NEGAR o Holocausto será um crime. Eu fico imaginando, como deveria ser um militar alemão que seguiu Hitler apaixonadamente viver no Século XXI.

Se eu conseguir, serei chamado pelo povo alemão de traidor, mas se eu não conseguir, estarei traindo minha consciência”, essa foi a frase que Stauffenberg utilizou para justificar a conspiração contra Hitler, que foi conhecida como o Atentado de 20 de Julho.

Os princípios valem mais do que as diretrizes de um comandante. A traição, por um lado, pode ser considerada como um alto grau de comprometimento no futuro. Hoje, o Atentado de 20 de Julho, junto com os outros 14 que foram atentados contra Hitler é visto como uma tentativa de parar um homem louco. Naquele tempo, era visto como uma traição. Hoje, uma atitude de patriotismo.

Assim, ir contra as ordens do gerente, que louco ou inconsequente pede algo que não vai funcionar não é rebelião, não é desobediência, muito menos revolta ou intransigência. Você tem o dever de ajudar a empresa a crescer. É isso que os profissionais altamente eficazes fazem. Assim, é sua missão SEMPRE fazer com que ela trilhe esse caminho. Mesmo que, para alguns o que você esteja fazendo seja considerado uma loucura, uma traição. Faça o que tem de ser feito. Mesmo que para isso seja preciso ir contra as ordens do comandante, do diretor, do presidente.

Não cumpra uma ordem se não tiver certeza de que ele irá beneficiar toda a empresa. Não contrate, demita, aumente as metas ou mude o turno dos funcionários se não estiver claro que isso será essencial para o crescimento da empresa. Existem cópias baratas de Hitler por todas as partes, todas as empresas. Seja corajoso a ponto de tomar o poder, ou pelo menos tentar para o benefício de toda a empresa.

Você também é responsável pelo rumo da empresa. Você é responsável por bater as metas, por fazê-la crescer e vencer os concorrentes. Você é o responsável por transformá-la em referência de empresa. Por isso, não cumpra nenhuma ordem idiota. Não cumpra um devaneio do gerente. Não cumpra uma ordem boba apenas para que seu chefe se auto-afirme. Se for preciso, pegue o timão do barco para levá-lo ao rumo certo. Mostre aos seus superiores que ele está errado e mostre o caminho certo. Mostre o rumo e tenha sinceridade para mostrar que você está está apontando a alternativa certa, e não acredite em qualquer delírio da chefia.

Como toda empresa, funcionários também têm uma missão. E a sua missão deve ser, acima de tudo, trabalhar para o crescimento da empresa. Os chefes, principalmente os inovadores e criativos, estão contando que você lute – LITERALMENTE – para mostrar que está certo. Muitas vezes, os chefes não precisam de justificativas para uma ordem. MAS, cabe a você perguntar, nem que MIL VEZES, o porque. Até estar convencido de que, de uma forma ou de outra, aquilo irá contribuir para o crescimento da empresa.

Não aceite as ordens sem uma justificativa verdadeira; não acredite em ordens suspeitas; não respeite, ou confie, cegamente nas atitudes do chefe. Questione, aja, brigue. Afinal, gerencia é delegada, liderança é tomada. E grandes líderes não aceitam que qualquer comandante despreparado e desequilibrado transformem devaneios em ordem apenas pela hierarquia.

Lute pela verdade. Lute pela missão da empresa. A empresa em primeiro lugar.

Lembre-se disso. Um país é mais importante do que seu comandante. Uma empresa também!

“Vida longa para a Sagrada Alemanha!”.

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Um pensamento sobre “Um País é Mais Importante do que seu Comandante. Uma Empresa Também.

  1. VERDADE…
    Viver por sua verdade e lutar por essa verdade.
    E ser gentil acima que qualquer outra verdade!
    Em tempos de paz ficou mais fácil lutar por essa verdade e o mercado está em busca de profissionais assim.
    Pena que não existe essa matéria na faculdade.

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