Os desafios da administração e do empreendedorismo.

O artigo que vou publicar abaixo é inedito. Apesar de ter sido escrito em 2008. A ideia deste artigo era ser um artigo conjunto. Eu e mais dois colaboradores iriamos escrever sobre o “desafios da administração comtemporânea”. Era pra mostrar como, muitas vezes, o que a gente aprende na faculdade não está de acordo com a realidade do que os profissionais precisam ao entrar no mercado de trabalho. E uma das pessoas que iriam escrever uma parte desse artigo era justamente um coordenador de uma faculdade de administração.

A ideia era bacanosa. Ia sair no jornal da faculdade de administração, pra garotada que faz o curso pensar refletir. E quem sabe, mudar um pouco a coisa.

Mas o artigo não foi pra frente. O projeto foi abandonado. Acho que eles acharam que meu artigo ia muito direto ao ponto e tinha uma crítica muito forte às instituições de ensino. E o pior é que eu tentei ser, em um certo ponto, ser até meio suave nas minhas observações.

O artigo não tem um final escrito. E também não vou escrever.

O final dele era pra ser escrito a seis mãos (porque eram três colaboradores), mas não foi. Assim, quem quiser pode ajudar a escrever o final desse artigo. A interpretação é livre. As críticas também. Só acho que, algumas faculdades, e nelas incluo o curso de administração, ensinam coisas que não seriam úteis nem no século XXVIII.

Se você se enxerga nesse artigo, ou enxerga a sua faculdade, corra como se não existesse o amanhã! Você pode perceber, tarde demais, que o seu diploma não serviu pra nada.

O sistema de ensino brasileiro precisa de uma reforma. E a melhor forma de fazê-lo é de dentro pra fora!

“Todas as Grandes Verdades Começam como Blasfêmias”.
George Bernard Shaw.

 Aceite uma verdade: A administração como nós conhecemos morreu. Se não morreu ainda, falta pouco. Sim, sabemos que isso parece uma heresia, mas mostramos a você como chegamos a essa conclusão: 55,4% dos empreendedores brasileiros o fazem por NECESSIDADE, e não por PAIXÃO ou VOCAÇÃO. Vale dizer que esses, na grande maioria das vezes não possuem nenhum estudo sobre administração, empreendedorismo ou  têm a mínima noção de como montar uma empresa. Ou seja, pessoas abrem empresas e criam negócios em mais de 50% das vezes por dificuldade de encontrar trabalho.

E não é com nenhum espanto que as Micro e Pequenas Empresas já empregam a maior parte da mão-de-obra no país. Por isso, acreditamos que a missão de Administração no século XXI é muito mais o fazejamento do que apenas o planejamento. Foi-se o tempo em que Maquiavel era o grande mentor da administração contemporânea.

Grandes empreendedores com histórias e teorias de sucesso têm dicas bem mais interessantes do que pensadores da antiguidade. As armas têm que evoluir conforme a guerra. Imaginemos uma terceira grande guerra hoje. Imagine que, nessa mesma guerra, um país utilize as mesmas “garruchas” e arsenais da primeira, o resultado é previsível, MASSACRE TOTAL. E é desse jeito que muitos empreendedores enxergam a Administração hoje, como uma ciência que estuda a realidade com ferramentas pré-históricas.

Em um século dominado por gamers, Orkut, MSN e iPods, não podemos mais seguir conselhos de um Maquiavel de O Príncipe, que por não ter nascido em um berço “tão dourado como queria”, resolveu que cresceria ajudando os mais fortes a USAR os mais fracos. Da mesma forma, não podemos forçar alunos de quinta série a ler Dom Casmurro, um livro que é dificílimo de ler e incompreensível para as crianças, alem de chato, mesmo ele sendo um grande clássico da literatura brasileira. Algumas (quase todas) palavras ali já nem mais existem. O resultado? 1.8% os brasileiros lêm ao menos um livro por ano. Temos que utilizar o tempo atual para educarmos os novos profissionais que trilharão o rumo do país. Ao invés de ferramentas “antepassadas”, usarmos ferramentas ATUAIS.

O menino não gosta de Dom Casmurro, Vidas Secas e companhia limitada, mas ADORA Harry Potter, O Crepúsculo e Senhor dos Anéis. Adoram gibis e mangás japoneses. Será que é impossível despertar o hábito da leitura nos brasileiros, ou é tudo questão de APLICAR ferramentas NOVAS a pessoas novas? Somente gostando de ler livros legais, é que as pessoas terão coragem de ler livros chatos.

O que isso tem a ver com Administração? MUITO! O curso de Administração usa autores antigos, crenças antigas e TEORIAS velhas para transformar jovens talentos em profissionais que não conseguem aplicar a teoria em prática. Nosso século é DOMINADO por profissionais que não estudaram, inclusive o homem mais rico do mundo: Bill Gates, que voltou ao topo com a crise econômica, sem faculdades; Steve Jobs, CEO da empresa mais INOVADORA do mundo abandonou a faculdade por que a achava um desperdício de dinheiro, David Portes que começou sua fortuna com R$: 12,00 vendendo balas, o Alexandre da Cacau Show, que não teve medo do desafio e Adelson de Sousa que criou a maior editora de mídia especializada do Brasil, a ItMídia apenas com a oitava série do ensino fundamental. Esses são os novos líderes do século XXI.

Temos plena consciência de que a Administração ainda pode ser essencial para transformar pessoas em empreendedoras e AJUDAR os negócios POR NECESSIDADE a se transformarem em GRANDES NEGÓCIOS. Como?

EDUCAR os novos profissionais conforme a sociedade. Internet, Blogs, Comunidades e Empreendedorismo. Precisamos de muito mais do que Empretecs da vida, precisamos de pessoas com senso de urgência e cultura inovadora. Precisamos disso já! O que você vai fazer pra transformar o curso de Administração em uma nova ferramenta de transformação, aprendizado e aplicação do Fazejamento e da Inovação nos negócios?

Um pensamento sobre “Os desafios da administração e do empreendedorismo.

  1. Bom, eu discordo da sua visão, mas admiro ela.

    Se você pegar os 14 princípios da teoria de Fayol escritos em 1.914 verá que eles são verdadeiros e atuais até os dias de hoje, são a base para qualquer nova teoria que surgiu, assim como os 4 P’s de Kotler ainda serve de base para qualquer nova teoria de Marketing, inclusive as dos 11 P’s do Marketing Digital do Conrado, que inclusive tomou carona pelo nome.

    Já a segunda parte, essa semana eu li algo bem parecido e interessante no Websinder. Ok, Bill, Steve e até o nosso camelê David construiram fortunas sem faculdade (e não sem estudar diga-se de passagem), MAS, e isso o artigo enfatizava bem, e os milhares de outros sem estudo que quebraram e ainda continuam quebrando a cara? Bill e Steve são excessões, favorecidos por uma série de fatores (está bem explicadinho no livro do Gladwell)

    Nenhum professor, nenhum profissional de administração consegue garantir 100% de sucesso para uma empresa, isso é impossivel, por mais que voce domine todas as teorias do mundo. O que ela consegue é MINIMIZAR a porcentagem de erro.

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