Retrospectiva 2011, Parte 2 – Os filmes do ano.

O ano de 2011 está se despedindo nessa semana. Sendo assim, vou dar continuidade aos posts de retrospectiva antes que o ano acabe e fique faltando alguns posts.

Esse ano foi o ano que eu retomei o projeto CINEBusiness. Eu e mais uma galera nos propusemos a escrever sobre lições de empreendedorismo, liderança, marketing, vendas, administração e etc. utilizando para isso as histórias dos filmes que, muitas pessoas assistem mas, muitas vezes acabam passando desapercebidas.

Sendo assim, eu que sou um cara que adora filmes, me vi assistindo a mais filmes ainda. Assisti a filmes de comédia, desenhos, ação, filmes baseados em fatos reais, enfim, quase tudo que saia no cinema e me interessava, por algum motivo, eu tava lá, assistindo.

Por esse motivo, eu vou listar aqui, em ordem decrescente, os dez melhores filmes do ano na minha opinião. E eu vou listar apenas os filmes que eu vi nesse ano e que são desse ano. Filmes como Karatê Kid e Tropa de Elite 2, que eu assisti nesse ano, mas são de 2010 estão de fora.

#10. Se Beber não Case, Parte 2. Eu acredito que 99% dos filmes de comédia têm enredo feito para mulheres. Casais que se separam e depois descobrem que se amam, amigos que descobrem que estão apaixonados, pais de noivos que quase acabam com o relacionamento dos casais, enfim, tudo feito pra mulher. Os filmes estão aí se repetindo entra ano e sai ano e muita gente ainda não percebeu isso. Mas a galera de Hangover (nome original da franquia, que significa A Ressaca), conseguiu no meio de um monte de roteiro mais do mesmo, construir algo original que conseguiu agradar gregos e troianos. Digo isso porque não sou um apreciador de comédia mas, gostei dos filmes e, tenho certeza de que ele agradou também à galera que curte filmes de comédia. No final das contas, Se beber não case, parte 2 vale a diversão, as risadas e o tempo de filme e, certamente é a melhor comédia do ano, o que faz com que ele esteja entre os melhores de 2011.

#9. Contra o Tempo. Esse é um daqueles filmes de ficção científica que estreiam sem fazer muito barulho mas que, no fundo têm uma bela história sobre segunda chance e sobre mudanças. O filme acompanha o capitão Colter Stevens (Jake Gyllenhaal), que acorda no corpo de um outro homem e descobre que faz parte de uma missão para salvar Chicago de um trem desgovernado. Em uma tarefa que não se parece a nenhuma das que já realizou, percebe que é parte de um experimento do governo chamado “Source Code,” um programa que lhe permite passar pela identidade de outro homem nos últimos 8 minutos de sua vida. Nesses oito minutos ele precisa descobrir quem é o terrorista por detrás do atentado que matou centenas de inocentes. Mas, o capitão Stevens acredita que esse programa pode ir além e, dar uma segunda chance às pessoas. Porém, se o programa conseguir evitar esses acidentes, fazendo com que eles nunca tenham acontecido, as pessoas não saberão da sua importância. E é aí que a politicagem e o bem maior se chocam, fazendo com que cada um dos envolvidos escolha o lado que quer jogar. Um filme primoroso que nos responde aquele perguntinha que todos nós já nos fizemos algum dia: “mas e se isso não tivesse acontecido?”.

#8. Planeta dos Macacos – A Origem. Caramba! Outro filme de ficção científica? Pois é. Esse ano foi o ano de filmaços de ficção científica. Um outro filme do gênero que poderia estar nessa lista, mas não está é Super-8, outro filme de ficção científica lindamente produzido por J.J. Abrams, que mostra que esses filmes foram bem representados ao longo do ano. O filme Planeta dos Macacos combina uma narrativa fantástica com o próximo salto da tecnologia de efeitos visuais, obtendo como resultado um filme com uma textura de ação e emoção inédita. A arrogância do homem deflagra uma cadeia de acontecimentos que leva os símios a ter um outro tipo de inteligência e a desafiar nosso posto de espécie dominante no planeta. Caesar, o primeiro símio inteligente, é traído pelos humanos e se revolta passando a liderar a incrível corrida de sua espécie rumo à liberdade e ao inevitável confronto com o homem.

#7. X-Men First Class. Sem sombra de dúvida esse é o melhor filme de todos os filmes sobre os X-Men (a trilogia incial e a Arma X). Tudo bem que falta um pouco em algumas partes o sarcasmo do Wolverine, mas a história é impecável e, conta muito bem o início da saga dos mutantes, e como cada um seguiu seu caminho e chegou aonde estão hoje. O filme se passa nos anos 60. Charles Xavier (James McAvoy) é formado em teologia e filosofia e realiza um trabalho de pós-graduação junto às Nações Unidas. Na univesidade de Oxford ele conhece Erik Lehnsherr (Michael Fassbender), filho de judeus que foram assassinados pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. Erik apenas escapou graças ao seu poder mutante de controlar metais, que permitiu que fugisse para a França. Ao término da guerra, Erik passou a trabalhar como intérprete para a inteligência britânica, ajudando judeus a irem para um país recém fundado, hoje chamado Israel. Charles e Erik logo se tornam bons amigos, mantendo um respeito mútuo pela inteligência e ideais do outro. Em 1965, Charles decide usar seus poderes psíquicos para ensinar jovens alunos mutantes a usarem seus dons para fins pacíficos. Nasce a Escola para Jovens Superdotados, gerenciada pelos dois amigos. Além de retratar a loucura de alguns experimentos nazistas, mostra a perseguição com as crianças judias, o que explica muito bem a personalidade do Magneto. O melhor filme baseado em quadrinhos do ano (muito melhor do que Lanterna Verde, Capitão América e cia. limitada).

#6. O Palhaço. O palhaço é o único filme brasileiro nessa lista. Eu gostaria muito de dizer que esse foi um ótimo ano pro cinema nacional. Mas, não foi. Mas, O Palhaço valeu por todos os filmes fracos que o país produziu nesse ano. Minha maior decepção no cinema nacional foi “O Assalto ao Banco Central”, que pelos traillers parecia ser excelente e, acabou nem valendo o ingresso. O Palhaço é o segundo filme em que Selton Mello atua como diretor e, mostra que estamos diante de um gênio do cinema. Um ator que as qualidades transcende as câmeras. Puro Sangue (Paulo José) e Pangaré (Selton Mello), pai e filho, são os donos do Circo Esperança e lideram uma trupe de artistas pelas estradas do país. Entre os espetáculos, surgem muitas cobranças em cima de Pangaré. Ele está exausto e obcecado pela seguinte ideia: “Eu faço todo mundo rir, mas quem é que vai me fazer rir?”. No final, Pangaré entende que, “o rato come queijo, o gato bebe leite e eu… sou palhaço”. Um filme belíssimo que, muito bem representa o cinema brasileiro nas telonas.

#5. Transformers – O Lado Oculto da Lua. Esse é mais um filme cuja estreia vinha sob grande expectativa. O primeiro filme tinha sido um sucesso. O segundo, um fracasso. Confuso, perdido e muita gente não gostou. O terceiro precisava arrumar novamente a casa e mostrar que a história era boa. E o desafio aumentou depois que Megan Fox saiu fora e, todo mundo achava que seria difícil explicar isso no filme. Eu sou um cara que o desenho dos Transformers fez parte da infância e, como não podia deixar de ser, sou aficionado por todos os três filmes.  Neste novo filme, os Autobots e Decepticons se envolvem em uma perigosa corrida espacial entre os EUA e a Rússia, e uma vez mais humano Sam Witwicky (Shia Lebouf) tem de vir em auxílio de seus amigo robô. Há também novos personagens, incluindo um novo vilão, Shockwave, um transformer que governa Cybertron enquanto os Autobots e Decepticons se enfrentam na Terra. O filme pega um gancho brilhante na corrida espacial e leva o enredo muito bem, colocando novamente entre os eixos e aparando as arestas que fez o grande público criticar o segundo filme.

#4. A Grande Virada. Esse é um filme que bem poderia ser baseado em fatos reais. Mostra como a especulação e o lobby durante a crise deixou milhares de famílias na miséria para que altos executivos não saíssem perdendo. Mostram que, quando as pessoas perdem as suas essências e viram engravatados, a alma já está vendida. Bobby Walker (Ben Affleck) não tem o que reclamar da vida. Tem uma bela família, um bom emprego e um deslumbrante Porsche na garagem. O que ele não esperava era que, devido a uma política de redução de pessoal, fosse demitido. Phil Woodward (Chris Coioper) e Gene McClary (Tommy Lee Jones), seus colegas de trabalho, passam pela mesma situação. A mudança faz com que o trio tenha que redefinir suas vidas, como maridos e pais de família. Está merecidamente entre o top de 2011 porque é um filme que faz pensar, refletir e mostra vários ângulos (reais) de um acontecimento que afetou milhares de pessoas, a crise de 2008.

#3. Gigantes de Aço. Gigantes de aço é um desses filmes que faz você torcer junto. Mesmo já tendo um roteiro manjado. Parecido com Falcão e Rocky. Mas, mesmo assim faz você vibrar, rir, torcer e sair do cinema com uma energia contagiante. Uma história ousada, eletrizante e cheia de tensão ambientada em um futuro próximo quando o boxe se tornou um esporte de alta tecnologia, Gigantes de Aço  é estrelado por Hugh Jackman no papel de Charlie Kenton, um lutador decadente que perdeu sua chance de ganhar um título quando robôs de aço de mais de 900 quilos e mais de dois metros e quarenta de altura entraram no ringue. Charlie, então um mero e insignificante promotor, ganha apenas o suficiente, juntando sucatas de metal de robôs, para passar de uma arena de boxe para outra. Quando Charlie chega ao fundo do poço, ele relutantemente se une a seu filho afastado, Max (Dakota Goyo), para construir e treinar um competidor para disputar o campeonato. Conforme as apostas na brutal arena sem limites aumentam, Charlie e Max, contra todas as probabilidades, têm uma última chance de dar a volta por cima. É um grande filme que, até poucas semanas atrás era, em minha opinião, o melhor de 2011.

#2. O preço do Amanhã. Esse é um filme sensacional que nos faz refletir sobre a expressão “você tem um minuto?”, que comumente falamos sem nos dar conta de que a verdadeira moeda de nossas vidas é justamente o tempo. O filme é um tapa na cara de pessoas que dão mais valor a posses do que a relacionamentos, pessoas e o que realmente importa. Sem sobra de dúvida uma ficção científica que, faz pensar sobre pautado em quais princípios estamos levando nossas vidas. Em um futuro não muito distante, a ciência descobre um processo que interrompe o envelhecimento aos 25 anos, mas com o processo a pessoa possui apenas mais um ano de vida, a não ser que tenha dinheiro para pagar pelo tempo extra. Na busca por poder e tempo de vida, um homem (Justin Timberlake) é acusado injustamente de homicídio e se vê obrigado a sequestrar uma bela jovem (Olivia Wilde) para conseguir ganhar mais tempo e provar sua inocência. Merecidamente um filme que nos faz colocar a mão na consciência, com um belo roteiro e, merecidamente entre os melhores filmes de 2011.

#1. Imortais. Esse é um épico magistral. Acabo de assistir e certamente irei assistir novamente pra admirar ainda mais o filme. É um filme que faz você sair do cinema refletindo. Primeiro sobre crenças. Segundo sobre a ganância do ser humano. O Rei Hiperión (Mickey Rourke) declarou guerra contra todo o mundo grego e, para reforçar seu exército, ele tentará libetar os Titãs presos por Zeus (Luke Evans) no Monte Tártato. Tentando detê-lo, Zeus escolhe Teseu (Henry Cavill), um mortal que, com a ajuda da bela sacerdotisa Phaera (Freida Pinto), comandará o exército grego nesta batalha épica. O filme é dos mesmos produtores de 300 que, mais uma vez acertam magistralmente. Um filme cheio de reflexões aonde a virtude é o passaporte para a imortalidade. Merecidamente o melhor filme do ano.

Bonus: Harry Potter e as Relíquias da Morte, Parte 2. Eu devia ter uns 12 anos (ou menos) quando foi lançado o primeiro livro de Harry Potter. Portanto, os livros fizeram parte da minha infância e, certamente os primeiros filmes também. Sendo assim, não poderia, como fã da série, deixar de destacar o trabalho da competentíssima J.K. Rowling que foi capaz de prender a atenção dos leitores da série por mais de uma década, conseguindo uma drástica evolução nos últimos volumes da saga (a partir do quinto livro). Portanto, o último filme de Harry Potter merece destaque entre os filmes do ano por ter colocado um ponto final em uma história que começou na infância de muitas pessoas e, levaram muitas pessoas a criarem o prazer pela leitura. A batalha entre o bem e o mal no mundo da magia se torna uma guerra entre centenas de bruxos. Os riscos nunca estiveram tão altos e nenhum lugar é seguro o suficiente. Assim, Harry Potter precisa se apresentar para fazer o seu último sacrifício, enquanto o confronto final com Lorde Voldemort se aproxima. Tudo acaba aqui.

Tenho certeza que 2012 será um ano cheio de filmes tesão. Já temos o último filme de Batman, que promete ser sensacional. Já no início de janeiro temos o segundo filme de Sherlock Holmes e o primeiro filme da Trilogia Millenium de Stiegh Larsson, “Os Homens que não Amavam as Mulheres” além do também muito aguardado Os Vingadores, isso só os mais esperados, fora as gratas surpresas que temos pelo caminho. Em 2012 o CINEBusiness volta com tudo, mostrando um pouco mais de como é possível levar para dentro das empresas lições de filmes.

Quando Menos é Mais.

O meu avô costuma dizer, ao final de cada dia: “Menos um dia de vida pra mim, pra você e pra todo mundo”. 2010 acabou e isso significa menos 365 dias de vida pra todos nós, que ainda estamos aqui sangrando e lutando. Portanto, devemos pensar, com cuidado e carinho, o que vamos fazer com os 365 dias de vida que iremos perder em 2011.

Então é isso. 2010 foi embora e, não podemos fazer mais nada a respeito. Depois das perdas, das vitórias e dos problemas, ainda estamos aqui, vivos, lutando e, muitas vezes, olhando para o lado errado. Geralmente, não estamos acostumados a perder muita coisa e, a perda faz parte do aprendizado, faz parte da rotina e, é impossível sair ileso de todas as experiências que vivenciamos ao longo dos dias de 2010.

Para mim, 2010 foi um ano de derrotas. Algumas, não umazinha ou vivenciei alguém que perdeu alguma coisa. Eu perdi, eu aprendi com as perdas e, com algumas delas, venho tentando suportar até hoje. Algumas delas são momentâneas, outras delas nos arrastam, nos remoem por toda a nossa vida, por nossa existência.

Mas não é por causa das derrotas, das perdas, das pessoas, dos erros que 2010 foi um ano totalmente ruim. Ainda sim é possível aprender quando nos sentimos caindo em um precipício, ou quando olhamos para o lado e não enxergamos ninguém.

O mais interessante é que achamos que, algumas perdas são irreparáveis e, outras não. E daí vem a primeira lição que temos que aprender com elas.

Lição #1. Não se pode banhar duas vezes em um mesmo rio. Filosoficamente, isso significa que, um rio sempre é diferente e que, as águas que por ali passam, não voltam. Por isso, se você foi algum rio e se banhou, quando voltar lá, mesmo que, no mesmo lugar, as águas serão outras, o que farão com que você se banhe em um rio totalmente novo, em uma nova água, e talvez, por alguma ação da natureza, em um terreno modificado.

Isso também se aplicam as nossas perdas, as nossas derrotas. Não tem como as coisas voltarem ao que eram antigamente, mesmo quando aparentemente podemos resolver as coisas, podemos reaver nossas perdas. Uma perda financeira, acarretará inúmeras lições, mesmo que amanhã ou depois você consiga reverter essa situação. Como essa, qualquer perda nos força a aprendermos com ela e, mesmo que revertamos a situação, não poderemos apagar o tempo, nem as mudanças que aconteceram em nosso redor (incluindo nós mesmos), durante e após a perda, até o momento da re-conquista.

O que acontece é que, até as coisas que perdemos e, conseguimos reaver, não faz com que o tempo em que estiveram perdidas suma, nem que os aprendizados adquiridos durante aquele tempo seja diminuido e, muito menos ainda as transformações que essa perda causaram em nós mesmos.

Não quero aqui tratar de perdas, mas sim sobre a forma que podemos aprender com elas. E quando menciono a palavra perdas, podemos ainda encaixar em um mesmo contexto outras: derrotas, danos, morte, sofrimento, erros e etc. Todas são aplicáveis aqui quando eu digo perdas. Da mesma forma com que não podemos nos banhar em um mesmo rio duas vezes, não podemos esquecer que vivemos, aprendemos, conhecemos pessoas, e nossa vida muda no decorrer do tempo. Portanto, mesmo que perdemos alguma coisa e a recuperemos depois, muita coisa em nossa vida muda, muita coisa ao nosso redor muda. Não somos o mesmo. Aquilo que perdemos e recuperamos, também não.

A perda é um marco histórico, pois marca aqueles que perderam e aquilo que foi perdido.

Na verdade, mesmo que recuperemos aquilo que foi perdido, já não será aquela mesma coisa que perdemos. Portanto, é impossível recuperar a mesma coisa que perdemos. Da mesma maneira que, no rio, as águas que passam não voltam mais, na perda, aquilo que recuperamos NUNCA é a mesma coisa que perdemos. Nem nós somos. Os fatores temporais modificam tanto aqueles que perderam quanto aquilo que foi perdido.

Sendo assim, não recuperamos o que foi perdido, mas sim conquistamos uma nova coisa. Dá-se o início a uma nova coisa, um novo relacionamento. Nada de duas vezes no mesmo rio, nem recuperarmos o que foi perdido.

Nem todos se lidam bem com as perdas. Perda, por si só tem um caráter negativo, uma concepção de derrota e, por isso, perdemos a oportunidade de aprender com eles, de interagir com eles e, de fazer com que essas coisas não se repitam pelo mesmo motivo.

Essa é a segunda lição das perdas.

Lição #2. As brigas que perdi, estas sim, eu nunca esqueci. As nossas vitórias são excelentes oportunidades para sermos fisgados pelo pecado da vaidade e colocarmos tudo a perder quando inflamos o nosso ego. Já, as nossas derrotas, os nossos deslizes, as nossas perdas, são excelentes oportunidades de aprendizado.

Eu não sei se isso é verdade ou não, mas dizem que, nos EUA, se um empreendedor já fracassou alguma vez em um empreendimento, as suas chances de conseguir um segundo financiamento para um próximo empreendimento não diminuem, mas sim aumentam. Para os venture capitalist, isso é um agravante na hora de conceder o financiamento. Isso porque eles acreditam que, um empreendedor aprende com os erros e a chance do erro que levou à falência o seu empreendimento não será repetido nesse próximo empreendimento.

Essa premissa, vem de que, verdadeiros empreendedores devem saber lidar com a perda e, tirar proveito dela. Não acredito que isso se aplique apenas a “verdadeiros empreendedores”, mas sim para todas as pessoas que querem crescer. Aprender com os erros, com as perdas, com as derrotas é agir em caminho totalmente diferente ao que, comumente utilizamos.

Geralmente, após uma perda, um erro, uma derrota, temos a péssima mania de escondê-los, de deixarmos ele de lado, de querer esquecer tudo. E aí está o nosso erro, a nossa derrocada. Fazemos uma coisa quando, na verdade, teríamos que seguir o caminho oposto.

O que temos que fazer?

Temos que dissecar a nossa derrota. Temos que fazer um retrospecto, ver o que erramos, porque erramos, estudar as nossas ações e reações. Pegar uma perda e devorá-la de modo que ela possa servir como degrau para uma próxima vitória. Temos que estudar os nossos passos, as nossas, reações, nossas ideias, nossos pensamentos e crenças e analisá-las se estavam corretamente alinhadas à época da derrocada. A melhor maneira de aprender não é apenas agindo, mas sim, analisando as nossas ações.

Mais do que os exemplos de sucesso, que devem ser estudados (e alguns viram livros), temos que estudar, um-a-um os nossos erros, as nossas perdas, as nossas derrotas.

Mas eu não tô falando pra vivermos errando, vivermos nos desapontando. Temos que aprender com os erros que por ventura cometemos, mas não viver provocando as nossas perdas. Talvez essa seja a terceira lição sobre perdas.

Lição #3. Vivendo e aprendendo a jogar. Nos temos, sim, que aprender com os eventuais erros, derrotas e perdas na nossa vida. Temos que analisá-los fria e tecnicamente a busca de qualquer ponto de aprendizado, qualquer ponto de lição que podemos tirar disso tudo.

Mas, de maneira nenhuma, temos que viver errando para apenas depois aprender com eles. Se tivermos a capacidade de aprender antes do erro acontecer, bem, isso é ótimo. Caso contrário, temos a obrigação de aprender na perda, durante a derrota.

Mas temos a obrigação, tão igual e honrada de aprender antes de errar. Tudo bem que o erro é a última oportunidade de aprendermos se não queremos errar novamente, ou perder mais ainda. Mas não é a primeira, e isso não é uma obrigação.

Não. Não somos obrigados a errar, a ser derrotados. Não temos que errar. Muito pelo contrário. Temos que seguir em busca da perfeição e, como ela não existe, aceitar as prováveis derrotas que estiverem pelo caminho. Mas isso não significa ACOSTUMAR com as derrotas e, nem gostar delas.

Mas sim, significa: ‘Ok! Errei. Vou aprender tudo sobre isso e não errar mais. E se der pra recuperar o que perdi, vou fazer o que é possível para recuperar isso’.

Não saboreie o erro. Debruce sobre ele e estude-o. Mas lute como um louco para não errar. Um erro não pode nunca cair no nosso gosto, nem ser o nosso parceiro de estudo e aprendizado. Temos que evitar ao máximo a perda, a derrota. Mas, se isso acontecer, temos que, ao invés de curtir o seu dissabor, crescer, entender o erro e, chegar a duas conclusões: 1. o aprendizado, sempre; e 2. a reconquista daquilo que perdemos, quando possível.

Em 2011 temos 365 dias de vida para perder. Podemos perder, perdendo, ou perder ganhando. Perder ganhando é a melhor escolha que podemos fazer.

Eu digo isso porque, talvez, em 2010, eu tenha perdido coisas como nunca em minha vida. E o pior, algumas dessas perdas foram definitivas: pela morte. Podemos aprender com ela, mas a situação não é reversível. Aqui, mais do que aprendizado, temos que praticar aceitação.

Sendo assim, eu concentro o meu foco no que perdi, por imprudência, infantilidade, incompetência ou burrice em 2010.

O que eu fiz sobre isso?

Debrucei-me sobre essa perda para aprender com ela e, como eu acredito que posso reconquistar o que perdi, estou totalmente comprometido com esse propósito. E assim, guiarei meu ano de 2011 nessa reconquista.

Infelizmente, em 2010 tive algumas perdas, o que não fizeram dele um bom ano. Mas, eu posso me remoer por isso, ou posso aprender com elas e mudar tudo isso em 2011.

A regra é simples. Podemos remoer ou aprender. E essa é a reflexão que eu quero que todos nós pratiquemos em 2011. Aprendizado acima de tudo.

Feliz 2011!!
Feliz menos 365 dias de vida!!