A Amizade é a sua Única Arma Contra a Solidão.

O que é melhor? Muitos amigos falsos; ou poucos amigos verdadeiros? A maior lição de liderança é cultivar amizades frutíferas.

A amizade é um presente de Deus.

Uma maneira que o homem criou de aumentar a sua família. Uma maneira de fazer outras pessoas se aproximarem sem a obrigação do vínculo familiar.

O vínculo familiar é uma barreira. Familiares precisam relevar, precisam tolerar, precisam calar-se, uma vez que temos que respeitar os defeitos daqueles que partilham da mesma família conosco.

Já as pessoas de fora não.

A minha família é obrigada a tolerar a minha chatice. Talvez, genética, ou culturalmente falando, eles até tenham um dedinho nisso.

Já os meus amigos, não. O que diabos eles tem a ver com a minha chatice?

Se, por algum acaso eles toleram a minha chatice é por que, no final das contas, deve valer a pena tolerar o defeito em prol do restante. E sim, meus amigos são benditos, por que eu sou bem chato.

Mas, afinal de contas, o que liderança tem a ver com amizade?

John Wooden é um técnico amado nos Estados Unidos.

Dono de um comportamento e um espírito de liderança inigualável, em seu livro “Jogando Pra Vencer”, ele aponta um checklist da liderança, que diz ter sido presente do seu pai para que ele pudesse se tornar uma pessoa melhor.

Diferentemente da tábua dos 10 mandamentos, o checklist da liderança de John Wooden tem apenas 7 itens:

#1. Seja verdadeiro consigo mesmo;

#2. Ajude os outros;

#3. Faça de cada dia a sua obra-prima;

#4. Leia bons livros, sobretudo a bíblia;

#5. Transforme a amizade em uma arte;

#6. Construa um abrigo para os dias de chuva; e

#7. Ore todos os dias para pedir orientação e agradecer as bênçãos que recebeu.

Como vocês já devem ter percebido, este artigo fala sobre o item 5, sobre a arte da amizade.

Mas, antes de apenas falar da importância da amizade para o espírito da liderança, eu queria também fazer homenagem aos amigos.

A Importância da Amizade para a Liderança | ThinkOutside - Marketing e Vendas, Empreendedorismo e Inovação

A amizade é um forte vínculo para a liderança.

Sim. Homenagem aos amigos. Primeiro por que, SIM, eu acredito que os amigos são pessoas, mais até do que as famílias, responsáveis por nos ajudar a subir na vida, atingir objetivos, superar obstáculos e sonhar.

Por que não?

Porque muitas vezes, pai, mãe, irmãos e etc. falam por serem implicantes. Mas os amigos são legais, e falam porque querem o bem, querem nos ver felizes e bem-sucedidos.

Por isso a amizade é uma escolha delicada.

Porque ela pode te jogar pra cima, sem nenhum esforço, ou pode fazer você se desviar do caminho, sem perceber que está caminhando em direção ao abismo.

Meus amigos sempre foram de fundamental influência no plano da minha vida. De conseguir a liderança do meu próprio caminho; de acreditar que eu posso sim, ser a mão do meu destino e mandar nas minhas escolhas.

Eu não cheguei em lugar nenhum ainda. Não sou um exemplo de liderança, mas sou grato por conseguir enxergar o caminho que tenho que percorrer e, o que precisa ser feito para chegar na outra ponta.

Não tenho 1 ou 2 histórias de amizade para contar. Eu tenho milhões. Milhões de histórias de coisas que eu fiz na presença de pessoas maravilhosas – certas e erradas – e que me renderam lições que me fazem uma pessoa melhor hoje.

A família sempre vai nos achar lindos. Mesmo que sejamos os últimos na linha de chegada, estamos maravilhosos, grandiosos e perfeitos.

Os amigos têm a liberdade, o dever e a obrigação de puxar a nossa orelha, de nos alertar e de mostrar em que precisamos melhorar. Por que eles querem o nosso bem, mas não têm o dever moral de sentirem apenas orgulho.

Portanto, se você quer aprender mais sobre liderança, precisa cultivar melhor as suas amizades.

Com meus amigos eu aprendi que uma pedra pode fazer um rasgo na cabeça de outra pessoa e não haver mágoas.

Com meus amigos eu aprendi que você pode até admirar um amigo seu, mas precisa desenvolver a sua personalidade.

Com meus amigos eu aprendi que a morte existe. E é sorrateira, age quando menos estamos percebendo e, faz mal – é irremediável.

Com meus amigos eu aprendi que, em Volta Redonda, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Brasília, ou qualquer outro lugar do mundo, a amizade é uma só e, quando nos encontramos, nos tratamos como há 10 anos atrás.

Com meus amigos eu aprendi que não se sabe o quanto se ama um amigo, até que começamos a cogitar a hipótese de perdê-lo.

Com meus amigos eu aprendi que dinheiro não é a solução pra tudo. Às vezes, uma boa conversa faz com que você levante a cabeça e resolva seguir em frente pelo menos mais um dia.

Com meus amigos eu aprendi que é saudável ser você mesmo.

Com meus amigos eu aprendi que juntos, seremos sempre moleques.

Com meus amigos eu aprendi que temos que fazer errado pra aprender o certo.

Com meus amigos eu aprendi que a distância fortalece uma amizade, não enfraquece.

Com meus amigos eu aprendi que posso ser quem eu sou e ser aceito.

E por isso, por ter aprendido tantas coisas com amigos, com pessoas que passaram e continuam na minha vida, eu entendi que liderança é sobre aprender com pessoas que te amam.

Eu estou há, no mínimo, 300km dos meus melhores amigos. Mínimo porque tem gente mais longe. O que me mantém aqui é a amizade de 1 pessoa, muito especial e diferente das outras, por que se transformou em outro tipo de amor.

E, todos os dias, em alguma coisa que eu faço, eu queria muito saber a opinião deles, escutar o que eles teriam a dizer, com suas maneiras únicas de debater, discutir e, por que não, brigar comigo para exporem as suas razões.

Eu tenho os melhores amigos do mundo. Não tenho dúvida disso. Se eu estou no caminho da realização dos meus sonhos, empolgado com as coisas que estão acontecendo ao meu redor, um pedacinho de tudo isso é deles.

Por que eles me mostraram que, a liderança mais importante que existe é a autoliderança e que ela faz com que trilhemos o rumo da nossa história.

Liderança é Sobre Fazer Amizades | ThinkOutside - Marketing & Vendas, Empreendedorismo e Inovação

Liderança é sobre fazer amizades.

Obrigado amigos! Por terem me ajudado, me escutado, me compreendido. Obrigado por me ajudarem a desenvolver o espírito da liderança.

Certamente, com os amigos errados eu estaria em outro caminho.

E, certamente, por eu estar envolto de pessoas trabalhadoras, inteligentes, estudiosas, cativantes, simpáticas, bem-humoradas, experientes, carismáticas, companheiras e amáveis, que sempre tiveram uma palavra na hora certa, digo em alto e em bom som que sou uma pessoa melhor.

Eu já fiz milhares de artigos agradecendo a minha família – a consanguínea. Agora estou fazendo um para agradecer a minha família por afinidade, meus amigos – os poucos que tenho (vivos ou mortos) – sinceros e que dariam a vida por mim, literalmente.

Sou muito agradecido por me mostrarem o verdadeiro papel da amizade. Sou muito agradecido por me mostrarem como a amizade é importante para sermos pessoas melhores. Sou muito agradecido pelas palavras de incentivo e puxões de orelha. Sou muito agradecido pela amizade e o companheirismo de todos esses anos juntos!

Sem vocês, eu não seria nada. Sem vocês eu seria raso. Sem vocês, seria mais um perdido. Obrigado por me mostrarem o sentido da amizade, e por me mostrarem o caminho da liderança.

Para conseguir a amizade de uma pessoa digna é preciso desenvolvermos em nós mesmos as qualidades que naquela admiramos”. Socrates – o cara.

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Retrospectiva 2011, Parte Final – Os artigos do ano.

Até meados de 2011 eu estive meio parado. Escrevi pouco, muitas vezes por falta de parar e tirar um tempo pra escrever. Eu ainda não estou escrevendo da maneira que eu queria, na frequência que eu queria. Mas, já desenferrujei bastante e, o importante é não parar.

Em 2011, além do Think|Outside eu me engajei em dois projetos: o CINEBusiness, que é um blog, como todo mundo já sabe que alia cinema e negócios e o AveMarketing, que é o blog do meu amigo Elcio Fernando Del Prete, que eu fico muito honrado de colaborar com artigos quinzenais.

Em 2012 a ideia é aumentar essa produção. Já estou confirmado como colaborador de mais dois portais, que me deram a honra de poder estar entre os colaboradores para falar de branding, marketing e vendas e, o Think|Outside certamente vai voltar a produzir como nunca.

Por isso eu vou fazer dessa última parte da retrospectiva, um apanhado dos melhores artigos que eu escrevi, na minha opinião. Seja aqui no blog, no CINEBusiness ou no AveMarketing, aqui vai um apanhado daqueles que eu mais gostei e daqueles que eu acho que foram direto ao ponto que eu queria.

#8. O dilema do marketing moderno. Eu vivo dizendo que o marketing publicitário já está com seus dias contados. A publicidade, como ela funciona na TV e na mídia impressa, não funciona na internet, aonde a grande maioria dos consumidores que interessam estão. As publicidades do Google, ninguém tem paciência de ver e pula. Com os poup-up’s, mesma coisa. O que o marketing precisa fazer é se adaptar ao seu consumidor 1-a-1 e, mostrar pra ele que sabe o que tá fazendo. Que conhece o mercado, que conhece o consumidor e que conhece a concorrência.

O pessoal das agências de publicidade, e os prêmios dizem que o Brasil é um país muito criativo na hora de produzir propagandas e coisas criativas. Mas, será que essa criatividade maravilhosa e premiada do Brasil tá fazendo o dever de casa? O jeito que a marca está comunicando com o consumidor tem sido satisfatório? Ou, se essa não for a pergunta certa, tá funcionando, pelo menos? O Brasil é o pais mais criativo? Que produz os melhores comerciais? Então porque será que eu gosto de um ou outro apenas. Se eu parar pra pensar, tem apenas o da Johnie Walker que eu posso dizer que foi uma peça bem produzida. Mas, estou falando de um, no meio de infinitas produções já feitas nesse ano (leia mais).

#7. O que os olhos não vêm, o coração não sente. Esse é mais um da lista sobre branding e history telling. Publicado no AveMarketing, é um artigo que fiz inspirado na leitura de BrandSense, de Martin Lindstrom, que mostra que os sentidos e a sensação que temos com o imperceptível influencia, e muito a nossa maneira de ver uma marca, de comprar e de interagir com produtos e fabricantes.

Um grande desafio das marcas atuais é comunicar ao consumidor a seu diferencial e, passar a ele a sua personalidade. Atualmente, algumas marcas vivem seu momento de agressividade propagandística, aonde bombardear a cabeça de pessoas com o seu produto, não tem feito muita diferença nos resultados. Martin Lindstrom, no seu livro Brand Sense, fala sobre a importância de se utilizar os cinco sentidos na comunicação entre marcas e consumidores. Essa importância é sustentada na pesquisa que originou o livro, onde empresas que investiram em uma experiência sensorial completa foram muito mais lembradas pelos clientes (leia mais).

#6. Eu nunca trabalhei oito horas por dia! Esse foi um post aqui do blog que eu fiz em homenagem ao meu avô, que há pouco tempo sofreu um AVC e mostrou que é muito mais forte do que todo mundo pensa. Parte dessa força veio do trabalho duro, forçado e da determinação de uma pessoa que não tinha outra alternativa a não ser dar certo, para sustentar a sua família. Meu avô é um exemplo de empreendedorismo e  determinação porque sempre se mexeu, sempre fez um pouco a mais e sempre foi além. Criou os filhos sempre trabalhando muito mais do que oito horas por dia, o que demonstra que o amor pelo trabalho faz com que sejamos ativos e saudáveis por mais que o tempo insista em nos envelhecer.

Eu tenho um grande presente em minha vida que é ter a minha família próxima. A relação que tenho com a minha mãe e irmã, que são incomuns e, a relação com todo mundo ao redor. O relacionamento que tenho com primos e tios, são muito mais estreitos do que a maioria, o que faz com que a minha pequena família, de certa maneira, possa-se dizer que é bem unida. E eu tenho por detrás de meu caráter e minha personalidade o exemplo de um grande homem, meu avô, que é o dono dessa frase aí. Meu avô, hoje para completar seus setenta e nove anos é um senhor que casou muito jovem e, foi pai também muito jovem. E por circunstância do destino, foi pai de dois filhos, um atrás do outro. Digo circunstância do destino porque minha avó era muito inocente, havia sido criada em colégio interno de freiras e, naquele tempo, diferentemente de hoje, as meninas de dezessete anos não sabiam nada sobre educação sexual. Ela mesma me disse que só conseguiu entender, pela lógica e, ligando uma coisa à outra, como se engravidava, quando engravidou do seu terceiro filho (leia mais).

#5. O Comprometimento só é Verdadeiro Quando Sujamos a Nossa Reputação Com o Próprio Sangue. Esse foi o meu artigo de re-estreia no CINEBusiness. E, pra recomeçar eu escolhi falar da série 24 Horas e do comprometimento de Jack Bauer com o seu trabalho e com a defesa de seu país. Acredito que existem milhares de lições que podemos tirar da série mas, no post, destaquei nove que acredito serem as mais importantes e que podem ensinar sobre empreendedorismo:

1. Coloque o dedo na ferida;

2. Os negócios podem prejudicar a família;

3. Herois para alguns, bandido para outros;

4. O tempo sempre vai estar contra você;

5. Amizades verdadeiras são importantes;

6. Conheça o concorrente. Infiltre-se caso necessário;

7. Faça uma tarefa de cada vez;

8. Trabalho em equipe! Trabalho em equipe! Trabalho em equipe! Trabalho em equipe!; e

9. Deadlines muitas vezes podem mesmo significar “deadlines“.

O quanto estamos dispostos a nos doar pelo comprometimento? Até que ponto estar comprometido com uma causa está também ligado a causas hierárquicas? O comprometimento para na hierarquia, ou, pelo bem maior, devemos fazer o que precisa ser feito, para não jogar o nosso comprometimento em cheque? (leia mais).

#4. O Destino Raramente nos Chama no Momento de Nossa Escolha. Mais um post do CINEBusiness, dessa vez do filme Transformers. Acredito que Transformers seja um lindo filme sobre liderança, ajudar os outros e, fazer o que precisa ser feito. O comportamento de Optimus Prime e seus ensinamentos são equivalente a qualquer Mestre Yoda e, qualquer líder deveria ouvir com mais atenção o que ele tem pra falar. Assim como no post sobre 24 Horas, destaquei algumas lições – dessa vez oito – sobre o que podemos aprender com esse filme de robôs:

1. Muitas vezes, o seu passado não interessa;

2. Cuidado com as informações que chegam ao seu ouvido;

3. Você precisa saber a hora de lutar e de ensinar;

4. Muitas vezes seus amigos dizem não precisar de você. Mas, eles precisam de você, mesmo sem saber;

5. “Quando a esmola é demais, o santo desconfia”;

6. Até o seu melhor soldado pode ter vendido a alma ao diabo;

7. Não importa quem você conhece, mas quem conhece você; e

8. Tenha aliados dispostos a perder a cabeça para te ajudar.

O líder dos autobots tem não apenas essa mas, milhares de frases que são verdadeiras lições de vida e, lições empresariais, já figurando até mesmo nos wallpapers do CINEBusiness. A sabedoria desse robozinho fez eu me apaixonar pela saga dos Transformers e, como já deve ter dado pra perceber, esse será o filme que eu irei resenhar aqui. Mais especificamente: Transformers – O Lado Oculto da Lua, o terceiro filme da série que, espero eu continue por mais algum tempo. Primeiro, pela excelente qualidade dos efeitos especiais e,  porque, até hoje foi este o melhor filme em 3D que eu já ví. Outro motivo que me faz gostar da série são os enredos bem formados, as tiradas engraçadas sem dar tom pastelão ao filme e, as histórias bem fechadas onde a máxima violência só gera violência é deixada por terra. Até porque, somente com muita violência é que os mocinhos – nossos amigos autobots, conseguem vencer os bandidos – os decepticons (leia mais).

#3. Deve haver um jeito melhor. Infelizmente, entre as perdas irreparáveis de 2011 está Steve Jobs. Deve haver um jeito melhor é o post que eu fiz falando sobre a morte e sobre os ensinamentos desse gênio do mundo dos negócios. Certamente, hoje o mundo está mais pobre sem a presença e as loucuras de Steve.

Eu sempre achei Jobs um cara fantástico. Para mim, o seu discurso em Stanford, que os telejornais exibiram essa semana como algo inedito e triunfante, pode ser comparado, pelo legado deixado à história, ao consciente empreendedor como um presente tão importante e belo quanto o discurso de Martin Luther King Jr. Esse discurso, por si só já mostra o quanto estamos falando sobre um indivíduo fora do comum (leia mais).

#2. A resposta certa não muda nada. O essencial é que as perguntas estejam certas. Este é mais um artigo publicado no blog AveMarketing. Na verdade é um questionamento sobre verdades absolutas, questionamentos e crenças. As respostas certas não nos conduzem a lugar nenhum. Mas as perguntas certas nos conduzem para respostas inimagináveis. Essa é a maneira mais inteligente e sábia de empreender e tocar o coração das pessoas.

Se fizermos uma síntese sobre o aprendizado, vamos chegar a uma bela conclusão: que podemos aprender de duas maneiras, com a nossa vivência, e com a vivência dos outros. E, se pararmos pra pensar, tudo se encaixa em um lado ou outro dessa equação. Livros, palestras, aulas, vídeos, reuniões, tudo isso pode gerar aprendizado. E, em todos esses exemplos temos a vivência e a experiência dos outros que nos ensinam. Uma aula, uma palestra ou um livro, nada mais é do que o relato da experiência, do conhecimento de uma outra pessoa. E, claro, existe também aquilo que aprendemos com nossa experiência, com nossa vida, conosco. Um erro é uma maneira de aprendermos pela nossa experiência. Mas, a mais bela maneira de se aprender é questionar o porquê das coisas. E vejo que muitas pessoas que fizeram isso conseguiram ir além. Acabei de ler a biografia de Steve Jobs. E vi que isso era uma coisa que ele fazia diariamente com aquele que os outros a seu redor chamam de “campo de distorção da realidade”. Foi assim que ele conseguiu convencer Steve Wozniak a produzir um jogo para a Atari em menos tempo, foi assim que ele convenceu Jonny Ive que dava tempo de fazer o iPod em seis meses, foi assim que ele convenceu o dono da fábrica que produz os vidros dos iPhones e iPads a fazer o vidro quando ele disse que não tinha como produzir a quantidade que Jobs precisava (leia mais).

#1. Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa. A capacidade de aprender é fascinante. E, mais fascinante ainda é quando usamos o aprendizado pro bem, ao nosso favor, para mudar a vida das pessoas.

A frase título do post é do Leonardo da Vinci. Mas, o mais incrível é a forma com que a nossa mente desenvolve inúmeras maneiras de aprendermos. O vício em aprendizado atrapalha na ação? Ou será que, o fato de a mente nunca se cansar de aprender não demonstra uma dependência em ficar tentando aprender? Porque eu acredito que, agente só prova que aprendeu quando coloca o aprendizado em prática. Existe um ditado que diz que “errar é humano, mas persistir no erro é burrice”. Existe ainda outro ditado, esse  acho que muçulmano, que diz que “muitas vezes não temos culpa por errar uma vez; ele pode ser fruto de ignorância ou desconhecimento”. Mas que o erro, recorrente, é culpa nossa. Nós escolhemos errar (leia mais).

Eu 2012 eu vou escrever como nunca. Escrever, dialogar, ler e assistir filmes são as melhores maneiras de aprendermos práticas não ortodoxas e mudar o mundo!

Acorda!! Tá na hora de mudar o mundo…

Retrospectiva 2011, Parte 1 – Os livros do ano.

Hoje é 22 de dezembro de 2011. Em pouco mais de uma semana o ano vai embora e, para muitos começa tudo de novo: novas esperanças, novas oportunidades. Para outros, apenas um ciclo se fecha. Eu vou aproveitar o finalzinho do ano pra eleger os top cinco de 2011 – até agora.

E eu escolhi começar pelos livros.

Eu sou simplesmente apaixonado por livros. Já devorei algumas bibliotecas de escolas e universidades por onde passei. Acho o livro o presente mais legal de se dar e receber (tanto é que quase todos os meus presentes de Natal são livros), e sempre que posso tô comprando alguma coisa. Alguma coisa que me chame atenção, alguma coisa que me provoque, alguma coisa que seja diferente.

Eu leio coisas que pra mim têm a ver com Branding, Marketing & Vendas e Empreendedorismo. Essas são as minhas maiores paixões e, acredito que todo bom livro desses temas tem ótimas lições para nos demonstrar. A partir do momento em que eu começo a ler um livro, eu só descanso depois que eu terminei e já comecei a ler outro. Acredito que a paixão pela leitura diferencia totalmente as pessoas que fazem a diferença daquelas que não tão nem aí.

Acredito que os livros são as bases, os pilares para o avanço na educação, na economia, na política e nos rumos do país. Por isso vou começar essa retrospectiva das melhores coisas com os livros.

#5. A Cabeça de Obama, de Sasha Abramsky. Este é um livro que fala sobre como Obama elaborou suas estratégias para vencer praticamente todas as eleições que disputou. Você sabia que Obama até hoje, em todas as eleições e disputas em que se meteu só perdeu uma vez uma prévia de seu partido? Até hoje, apenas uma pessoa derrotou Obama. O hoje presidente os EUA é um advogado formado, um leitor voraz e um escritor altamente determinado que, aos trinta anos publicou sua autobiografia. A maneira de agir aos problemas, aos ataques dos adversários, de se posicionar, de traçar as estratégias de uma campanha limpa, sem apelações, além de mostrar a grande aceitação de um negro às vésperas da eleição presidencial de um país altamente preconceituoso fazem do livro “A Cabeça de Obama” um tratado sobre o pragmatismo, sobre posicionamento e sobre liderança. Obama levou a internet pra dentro de sua campanha, mostrou ser uma pessoal altamente centrada e focada nos objetivos principais de sua estratégia, a ponto de ignorar, ou antecipar, quando convém os ataques de seus adversários políticos. Além disso, sabe usar esses adversários a seu favor, quando necessário. Sem sombra de dúvida é um livro que se faz necessário para aprendermos sobre como agir pragmaticamente e, sobretudo aliar o pragmatismo à decisões estratégicas. Uma aula de marketing político.

#4. A Nascente, de Ayn Rand. A Nascente é o primeiro livro a fazer sucesso de Ayn Rand. A Nascente conta a história de Howard Roark, um arquiteto que tinha um estilo peculiar de trabalhar e que tem uma visão bastante inovadora em seus projetos de construção. Porém, tal maneira de trabalhar encontra muito preconceito e inveja em profissionais que estão acomodados e que não querem mudar o status quo. Isso faz com que Howard Roark encontre pela frente barreiras e inimigos dispostos a derrubar o seus trabalhos e suas ideias. A Nascente é um tratado aos empreendedores, aqueles que rompem com a mediocridade e que com isso, muitas vezes acabam pagando o preço de ter todos contra suas ideias e seus projetos brilhantes. Ayn Rand explora em A Nascente que, o egoismo é a nascente do empreendedorismo, uma vez que o empreendedor constrói para si mesmo e não para os outros. Ele não trabalha pela oportunidade de atender clientes, ou pela oportunidade de ter o seu trabalho reconhecido, mas sim pelo individualismo, por poder ter o seu desejo saciado. Essa é a base da doutrina filosófica da autora – o objetivismo, que prega que o objetivo da vida é atingir a própria felicidade e o seu interesse racional, e não pela vida dedicada a terceiros. É do filme – e consequentemente do livro – de A Nascente a famosa cena na qual Howard Roark discursa no tribunal, durante alguns minutos, em nome do individualismo. A cena pode ser vista abaixo:

#3. BrandSense, de Martin Lindstrom. BrandSense é o nome de uma pesquisa que Martin Lindstrom coordenou e que serviu de estudo sobre o impacto em que apelos sensoriais (além de apenas visão e audição) podem causar nos clientes. Entre os exemplos do livro, um caso aonde uma loja de conveniência instalou na sessão de roupas de banho um odorizador que borrifava um perfume de “leite de coco” e que, fazia com que as pessoas, em pleno inverno, visitassem esse departamento e sempre levasse alguma coisa. Outras coisas como o cheiro de pipoca na porta dos cinemas, poucos instantes antes do filme começar fez com que um cinema que vivia constantemente vazio começasse a encher as suas sessões. Eu acredito que BrandSense seja um dos livros de marketing do ano. Talvez só não seja O livro do ano, porque seu original é de 2005, e assim como muitos outros livros excelentes do autor (como Brandwashed) ainda não chegaram no Brasil traduzidos ou estão chegando só agora (como A Lógica do Consumo, que foi o primeiro livro de Martin a ter sua versão em português).  Martin brinca do livro que a soma dos dois sentidos mais utilizados pelas marcas (visão e audição) já surte efeito. Porém, caso as marcas utilizem todos os sentidos, os resultados podem ser muito maiores. Ele brinca que 2+2=5. Mas que se usarmos os cinco sentidos, teremos (2+2)+(2+2)+(2+2)+(2+2) = 20. Esse livro é altamente indicado para qualquer pessoa que se diz trabalhar em marketing.

#2. Regras Para Revolucionários, de Guy Kawasaki. Regras para Revolucionários é uma dessas relíquias que só quem é realmente “rato de livraria” encontra. Eu tenho o hábito de ficar passeando por livrarias, perder algumas horas vendo algumas coisas, alguns itens e vendo se tem algum achado nisso tudo. Em Novembro, em um passeio despretencioso por uma livraria pequena e familiar de Quatis eu encontrei esse livro, que é de 1999. Esse livro é antes do boom do e-commerce, antes de empresas como a Zappos transformarem a forma de fazer negócio pela internet. Mas, mesmo assim é um excelente guia de marketing para marcas revolucionárias. O livro é dividido em três partes:  crie como um deus, comande como um rei, trabalhe como um escravo. Aqui, Guy Kawasaki conta algumas lições de empresas – inclusive a Apple, a qual ele foi evangelizador – e sobre alguns métodos que até hoje podem ser inovadores para o desenvolvimento de estratégias de marketing de produtos e serviços. O livro fala sobre colocar o dedo na ferida, sobre não ter medo de errar, sobre riscos, sobre os imãs fatais, que podem ser armadilhas a qualquer negócio e sobre o porque ele é a favor de a Apple ter licenciado o seu sistema operacional para outras máquinas, o que Steve não estava de acordo. A lição que Guy Kawasaki deixa de Regras para Revolucionários lá em 1999 é CRIAR SEGUIDORES E NÃO CONSUMUIDORES. Posso dizer que, mesmo sendo da década retrasada, esse é um livro muito atual e, leitura obrigatória pra todas as marcas que querem contar boas histórias e criar bons produtos para seus seguidores.

#1. Steve Jobs por Walter Isaacson. Steve Jobs não poderia faltar na lista dos melhores livros do ano. Talvez tenha sido o único livro que virá a ser um best seller que eu li esse ano. Mas não por estar na moda e, sim por eu ser um seguidor de Jobs e um grande admirador da maneira com que ele criou e revolucionou mercados. A biografia autorizada de Steve Jobs não poupou em nenhum momento o seu lado obscuro, como o fato de ter simplesmente ignorado sua primeira filha, e seus hábitos higiênicos escusos. Saber como Jobs criou a Apple, a NeXT, a Pixar e voltou para revolucionar mais uma vez a Apple é simplesmente sensacional. Mais sensacional ainda é ver as pessoas falando do campo de distorção da realidade de Steve e de seu poder de convencimento junto às outras pessoas. A biografia de Steve Jobs é um curso de empreendedorismo, marketing, inovação, design, apresentação, criação e desenvolvimento de produtos. É um daqueles livros que você quer ler o quanto antes mas, ao mesmo tempo não quer que acabe. Jobs era um cara tão fora do comum que atribui muitas coisas das que ele idealizou na Apple às suas viagens de quando ele estava chapado de LSD. Disse que ele – o LSD – foi muito importante para o seu futuro. E diz isso com uma convicção tão grande que, em alguns momentos realmente me deu uma grande vontade de experimentar. Acredito que, é essa mesma força e essa mesma distorção da realidade que ele usou para atrair pra si pessoas foras do comum e extraordinárias e criar empresas que continuam revolucionando mercados e rompendo barreiras mesmo depois de ele ter morrido. Coincidência ou não, o primeiro e segundo lugar são ocupados por mentes que estavam por detrás de lançamentos dos produtos extraordinários da Aplle: Steve Jobs e Guy Kawasaki.

Bonus: A Imaginação, de Jean-Paul Sartre. A imaginação é um pequenino livro de bolso de Sartre. Um livro do início da sua carreira universitária, muito distante daquele que seria o autor sensacional de “O ser e o nada”, e livro em que Sartre usa a fenomenologia criada por Edmund Husserl para traçar uma história sobre a filosofia e a imaginação. Eu acredito que a filosofia tem grande peso no que diz respeito ao empreendedorismo e  este, antes de ser um comportamento precisa ser uma filosofia, um modus na vida das pessoas. Acredito ainda, que a filosofia é uma grande maneira de re-pensar soluções para estratégias, produtos e empresas. Entender como as ideias funcionam, como as ideias se encaixam e como as coisas se definem é um belo caminho para se tratar estratégias de marca, de produtos e de vendas. Todo empreendedor é, no fundo, um filósofo. E é justamente esse legado que eles deixam: a sua corrente de pensamento, a suas ideias, e não apenas suas realizações.

Eu desejo que, em 2012 você possa ler ainda mais, possa aprender ainda mais com os livros. Sem leitura, não formamos líderes, não formamos empreendedores, não levamos o país pra frente.

Conselho #1 de ano-novo: em 2012 leia mais do que em 2011, aplique o que aprendeu na leitura em prática e, passe o conhecimento adiante.

Que venha 2012 com mais livros sensacionais!!

Quando Menos é Mais.

O meu avô costuma dizer, ao final de cada dia: “Menos um dia de vida pra mim, pra você e pra todo mundo”. 2010 acabou e isso significa menos 365 dias de vida pra todos nós, que ainda estamos aqui sangrando e lutando. Portanto, devemos pensar, com cuidado e carinho, o que vamos fazer com os 365 dias de vida que iremos perder em 2011.

Então é isso. 2010 foi embora e, não podemos fazer mais nada a respeito. Depois das perdas, das vitórias e dos problemas, ainda estamos aqui, vivos, lutando e, muitas vezes, olhando para o lado errado. Geralmente, não estamos acostumados a perder muita coisa e, a perda faz parte do aprendizado, faz parte da rotina e, é impossível sair ileso de todas as experiências que vivenciamos ao longo dos dias de 2010.

Para mim, 2010 foi um ano de derrotas. Algumas, não umazinha ou vivenciei alguém que perdeu alguma coisa. Eu perdi, eu aprendi com as perdas e, com algumas delas, venho tentando suportar até hoje. Algumas delas são momentâneas, outras delas nos arrastam, nos remoem por toda a nossa vida, por nossa existência.

Mas não é por causa das derrotas, das perdas, das pessoas, dos erros que 2010 foi um ano totalmente ruim. Ainda sim é possível aprender quando nos sentimos caindo em um precipício, ou quando olhamos para o lado e não enxergamos ninguém.

O mais interessante é que achamos que, algumas perdas são irreparáveis e, outras não. E daí vem a primeira lição que temos que aprender com elas.

Lição #1. Não se pode banhar duas vezes em um mesmo rio. Filosoficamente, isso significa que, um rio sempre é diferente e que, as águas que por ali passam, não voltam. Por isso, se você foi algum rio e se banhou, quando voltar lá, mesmo que, no mesmo lugar, as águas serão outras, o que farão com que você se banhe em um rio totalmente novo, em uma nova água, e talvez, por alguma ação da natureza, em um terreno modificado.

Isso também se aplicam as nossas perdas, as nossas derrotas. Não tem como as coisas voltarem ao que eram antigamente, mesmo quando aparentemente podemos resolver as coisas, podemos reaver nossas perdas. Uma perda financeira, acarretará inúmeras lições, mesmo que amanhã ou depois você consiga reverter essa situação. Como essa, qualquer perda nos força a aprendermos com ela e, mesmo que revertamos a situação, não poderemos apagar o tempo, nem as mudanças que aconteceram em nosso redor (incluindo nós mesmos), durante e após a perda, até o momento da re-conquista.

O que acontece é que, até as coisas que perdemos e, conseguimos reaver, não faz com que o tempo em que estiveram perdidas suma, nem que os aprendizados adquiridos durante aquele tempo seja diminuido e, muito menos ainda as transformações que essa perda causaram em nós mesmos.

Não quero aqui tratar de perdas, mas sim sobre a forma que podemos aprender com elas. E quando menciono a palavra perdas, podemos ainda encaixar em um mesmo contexto outras: derrotas, danos, morte, sofrimento, erros e etc. Todas são aplicáveis aqui quando eu digo perdas. Da mesma forma com que não podemos nos banhar em um mesmo rio duas vezes, não podemos esquecer que vivemos, aprendemos, conhecemos pessoas, e nossa vida muda no decorrer do tempo. Portanto, mesmo que perdemos alguma coisa e a recuperemos depois, muita coisa em nossa vida muda, muita coisa ao nosso redor muda. Não somos o mesmo. Aquilo que perdemos e recuperamos, também não.

A perda é um marco histórico, pois marca aqueles que perderam e aquilo que foi perdido.

Na verdade, mesmo que recuperemos aquilo que foi perdido, já não será aquela mesma coisa que perdemos. Portanto, é impossível recuperar a mesma coisa que perdemos. Da mesma maneira que, no rio, as águas que passam não voltam mais, na perda, aquilo que recuperamos NUNCA é a mesma coisa que perdemos. Nem nós somos. Os fatores temporais modificam tanto aqueles que perderam quanto aquilo que foi perdido.

Sendo assim, não recuperamos o que foi perdido, mas sim conquistamos uma nova coisa. Dá-se o início a uma nova coisa, um novo relacionamento. Nada de duas vezes no mesmo rio, nem recuperarmos o que foi perdido.

Nem todos se lidam bem com as perdas. Perda, por si só tem um caráter negativo, uma concepção de derrota e, por isso, perdemos a oportunidade de aprender com eles, de interagir com eles e, de fazer com que essas coisas não se repitam pelo mesmo motivo.

Essa é a segunda lição das perdas.

Lição #2. As brigas que perdi, estas sim, eu nunca esqueci. As nossas vitórias são excelentes oportunidades para sermos fisgados pelo pecado da vaidade e colocarmos tudo a perder quando inflamos o nosso ego. Já, as nossas derrotas, os nossos deslizes, as nossas perdas, são excelentes oportunidades de aprendizado.

Eu não sei se isso é verdade ou não, mas dizem que, nos EUA, se um empreendedor já fracassou alguma vez em um empreendimento, as suas chances de conseguir um segundo financiamento para um próximo empreendimento não diminuem, mas sim aumentam. Para os venture capitalist, isso é um agravante na hora de conceder o financiamento. Isso porque eles acreditam que, um empreendedor aprende com os erros e a chance do erro que levou à falência o seu empreendimento não será repetido nesse próximo empreendimento.

Essa premissa, vem de que, verdadeiros empreendedores devem saber lidar com a perda e, tirar proveito dela. Não acredito que isso se aplique apenas a “verdadeiros empreendedores”, mas sim para todas as pessoas que querem crescer. Aprender com os erros, com as perdas, com as derrotas é agir em caminho totalmente diferente ao que, comumente utilizamos.

Geralmente, após uma perda, um erro, uma derrota, temos a péssima mania de escondê-los, de deixarmos ele de lado, de querer esquecer tudo. E aí está o nosso erro, a nossa derrocada. Fazemos uma coisa quando, na verdade, teríamos que seguir o caminho oposto.

O que temos que fazer?

Temos que dissecar a nossa derrota. Temos que fazer um retrospecto, ver o que erramos, porque erramos, estudar as nossas ações e reações. Pegar uma perda e devorá-la de modo que ela possa servir como degrau para uma próxima vitória. Temos que estudar os nossos passos, as nossas, reações, nossas ideias, nossos pensamentos e crenças e analisá-las se estavam corretamente alinhadas à época da derrocada. A melhor maneira de aprender não é apenas agindo, mas sim, analisando as nossas ações.

Mais do que os exemplos de sucesso, que devem ser estudados (e alguns viram livros), temos que estudar, um-a-um os nossos erros, as nossas perdas, as nossas derrotas.

Mas eu não tô falando pra vivermos errando, vivermos nos desapontando. Temos que aprender com os erros que por ventura cometemos, mas não viver provocando as nossas perdas. Talvez essa seja a terceira lição sobre perdas.

Lição #3. Vivendo e aprendendo a jogar. Nos temos, sim, que aprender com os eventuais erros, derrotas e perdas na nossa vida. Temos que analisá-los fria e tecnicamente a busca de qualquer ponto de aprendizado, qualquer ponto de lição que podemos tirar disso tudo.

Mas, de maneira nenhuma, temos que viver errando para apenas depois aprender com eles. Se tivermos a capacidade de aprender antes do erro acontecer, bem, isso é ótimo. Caso contrário, temos a obrigação de aprender na perda, durante a derrota.

Mas temos a obrigação, tão igual e honrada de aprender antes de errar. Tudo bem que o erro é a última oportunidade de aprendermos se não queremos errar novamente, ou perder mais ainda. Mas não é a primeira, e isso não é uma obrigação.

Não. Não somos obrigados a errar, a ser derrotados. Não temos que errar. Muito pelo contrário. Temos que seguir em busca da perfeição e, como ela não existe, aceitar as prováveis derrotas que estiverem pelo caminho. Mas isso não significa ACOSTUMAR com as derrotas e, nem gostar delas.

Mas sim, significa: ‘Ok! Errei. Vou aprender tudo sobre isso e não errar mais. E se der pra recuperar o que perdi, vou fazer o que é possível para recuperar isso’.

Não saboreie o erro. Debruce sobre ele e estude-o. Mas lute como um louco para não errar. Um erro não pode nunca cair no nosso gosto, nem ser o nosso parceiro de estudo e aprendizado. Temos que evitar ao máximo a perda, a derrota. Mas, se isso acontecer, temos que, ao invés de curtir o seu dissabor, crescer, entender o erro e, chegar a duas conclusões: 1. o aprendizado, sempre; e 2. a reconquista daquilo que perdemos, quando possível.

Em 2011 temos 365 dias de vida para perder. Podemos perder, perdendo, ou perder ganhando. Perder ganhando é a melhor escolha que podemos fazer.

Eu digo isso porque, talvez, em 2010, eu tenha perdido coisas como nunca em minha vida. E o pior, algumas dessas perdas foram definitivas: pela morte. Podemos aprender com ela, mas a situação não é reversível. Aqui, mais do que aprendizado, temos que praticar aceitação.

Sendo assim, eu concentro o meu foco no que perdi, por imprudência, infantilidade, incompetência ou burrice em 2010.

O que eu fiz sobre isso?

Debrucei-me sobre essa perda para aprender com ela e, como eu acredito que posso reconquistar o que perdi, estou totalmente comprometido com esse propósito. E assim, guiarei meu ano de 2011 nessa reconquista.

Infelizmente, em 2010 tive algumas perdas, o que não fizeram dele um bom ano. Mas, eu posso me remoer por isso, ou posso aprender com elas e mudar tudo isso em 2011.

A regra é simples. Podemos remoer ou aprender. E essa é a reflexão que eu quero que todos nós pratiquemos em 2011. Aprendizado acima de tudo.

Feliz 2011!!
Feliz menos 365 dias de vida!!

Há 1/4 de Século Atrás.

28 de fevereiro de 1985. Esta é a data em que nasci. Há exatos vinte e cinco anos atrás. Ou, como minha mãe passou a frisar, um quarto de século.

Ao nascer, fui presenteado com uma família linda. E hoje, de uma forma ou de outra, um ciclo se fecha. Há aquela crendice de que um novo ano só começa de verdade depois do carnaval. Mas, pra mim, um ano nunca termina de verdade. Eu não paro nas pausas de final de ano. Continuo trabalhando com o mesmo afinco e força de vontade. Acredito que esse negócio de trabalhar em ponto morto até depois do carnaval é uma arma de funcionários, empresários e pessoas mediocres. PONTO. Mas, para mim, um novo ciclo se inicia no último dia de fevereiro. É lá, se algo tem que terminar e outra precisa começar, que acontece. E nesse dia, minha energia se renova e a idade da lugar não a lamentações e a PORQUÊS. Isso não existe.

O dia do meu aniversário é, entre outras coisas, o dia em que eu faço reflexões e me pergunto “aonde eu quero chegar”. Essa é a meta mais importante na vida de qualquer pessoa. E, não há nada mais emocionante, nada mais excitante do que saber que o caminho que trilhamos para nós mesmos depende apenas de nosso esforço.

E o meu esforço está totalmente convergendo para o meu propósito de vida. Aos vinte e cinco anos, ou nesse 1/4 de século eu tive oportunidade de estar a cada dia mais me preparando para as coisas que eu quero que aconteçam comigo.

Eu tenho no sangue o espírito empreendedor, de pessoas que criam famílias, empresas e histórias do zero. Tenho avós, tios e parentes que venceram longe de casa. Tenho na história de minha família, desde meu bisavô, a garra e a determinação de colocar ideias em prática, custe o que custar.

Meu bisavô, pai do meu avô – que é pai de minha mãe -, veio fujido de Portugal ao Brasil, no porão de um navio, até porque avião naquela época era um luxo que poucos poderiam se dar. Ao desembarcar no Brasil, foi descoberto como clandestino e, mandado de volta.

Ele, que não era bobo nem nada, assim que chegou em Portugal deu um jeito de entrar no primeiro navio rumo ao Brasil para voltar à terra que ele havia escolhido para recomeçar a vida. E assim, começou a história do patriarca da minha família pela terra do pau-brasil.

A mãe desse meu mesmo avô era da Alemanhã e, meus bisavós protagonizaram uma coisa até então inaceitável para a época deles: a união estável.

Meus bisavós não eram casados. E mesmo assim fizeram uma família linda e, se amaram do mesmo jeito como se fossem casados. O preconceito, os problemas de meu bisavô – que sequer tinha passaporte nunca foram obstáculos para que minha bisavó constituisse com ele uma família.

A disposição, a garra, a determinação e a vontade de construir as coisas sempre estiveram no meu sangue. Desde o meu bisavô que veio de Portugal, passando por meu avô, que saiu do Rio para o interior, e meus tios, todos temos uma grande vontade de ir pra cima das coisas que nos realizam. Distâncias, dificuldade e problemas NUNCA foram motivos para fazer com que nós desistíssemos. Somos fieis a nosso propósito e, com afinco, determinação e uma certa dose de teimosia, vamos pra cima de nossos objetivos e realizamos nossos propósitos.

Talvez minha família não pudesse imaginar que, quando eu nasci, era mais uma ovelha negra no meio de todos. Eu sou incomodado, persistente, teimoso e chato por natureza.

Nos últimos vinte e cinco anos, eu venho juntando conhecimento, experiências, amigos e realizações por onde eu passo. Eu não tenho medo de dizer a verdade.

MAS, o tempo das loucuras ainda não terminou. Eu digo isso, porque muitas vezes, o que é loucura para os outros não é loucura pra mim. Por mais que os outros me chamem de maluco, de pirado, ou de qualquer coisa do tipo, as coisas fazem todo o sentido pra mim.

Por mais que alguns duvidem, eu sei exatamente o que venho fazendo. E, por causa dessa certeza, por causa dessa vontade de continuar fazendo, as coisas vão acontecendo. Para uns, como um lance de sorte, ou um milagre divino. Pra mim, não há milagres, nem sorte, nem nada. Apenas precisamos ir fazendo as coisas. E uma hora, tudo se encaixa.

Essa foi uma frase que ouvi em um discurso de Steve Jobs. Ir fazendo, ir fazendo. Em algum momento, em alguma hora, por mais inexplicável que possa parecer para os outros, as coisas vão acontecendo. E, não tenha dúvidas de que elas realmente acontecem. Uma hora, a neblina que está tomando conta de nosso caminho da lugar à paisagem. Uma hora, aquele monte de peças de quebra-cabeças da lugar à solução. Uma hora, a interrogação transforma-se em exclamação e, o caminho abre-se na nossa frente como se as coisas sempre tivessem ali e nunca tivéssemos enxergado.

O caminho é construído não apenas com trabalho duro. MAS sim com dúvidas, com interrogações, com reflexão e com muita ajuda.

Eu, felizmente tenho apoio, mesmo que silencioso daqueles que estão ao meu redor. Uma cumplicidade. Uma torcida que, me faz me sentir mais forte, mais preparado e mais corajoso para encarar todos os desafios pela frente.

E completar vinte e cinco anos me faz estar mais forte. E essa força vem com as certezas. As certezas de que estou lutando no lado certo, de que estou vendo as coisas realmente acontecer.

Os anos que passaram levaram consigo as dúvidas. Um ano a mais de vida, menos dúvidas na cabeça. A regra tem sido essa, e os resultados têm sido agradáveis. Eu tenho trabalhado e tenho crescido, aprendido e ensinado.  Nesses vinte e cinco anos tenho tido oportunidades de aprender, de realizar e de mostrar pra que vim. E eu vim pra incomodar, pra ser chato e pra fazer as coisas, que para tantos outros é loucura. Pra mim? Pra mim é tudo perfeitamente normal.

Que venha o próximo quarto de século. O show não pode parar.

O que Aprendi.

Uma reportagem da Revista Época relata os maiores conselhos que algumas personalidades já receberam. Eles também contam de quem receberam o conselho e em que situações ele foi útil. Os presidenciáveis José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva revelam o norte de sua vida e de sua paixão pela política; a atriz Juliana Paes traz na memória um dito do pai; o escritor Paulo Coelho fala sobre a magia ensinada por seu mestre no início da carreira; a modelo Gisele Bündchen conta a lição de vida que recebeu de um médico.

Já diz o ditado, conselho, se fosse bom, seria vendido. Um falecido amigo meu, tem uma versão ainda pior deste ditado. MAS, como toda regra tem sua exceção, segue abaixo os MELHORES conselhos.

1. Pare e respire. “Um profissional naturopata (que trabalha com medicina natural) me disse: ‘Pare e respire’. Ele me mostrou a importância que essa atitude tinha. Isso foi há cinco anos. Desde então, aprendi quão valioso é parar e estar consciente sobre minha respiração. Quando estamos muito ansiosos, não conseguimos nos centrar. Ao nos concentrarmos na respiração, vivemos muito mais o momento e temos mais consciência de nossas atitudes e de nosso corpo. Com certeza, a respiração correta ajuda a nos manter em equilíbrio. Hoje em dia, uso essa prática e sinto a diferença. Controlo mais a ansiedade, minhas emoções e aproveito muito mais cada momento da minha vida”. Gisele Bündchen, top model.

2. Cumpra metas traçadas com disciplina e constância. “Minha mãe, Jutta Batista, me fez entender que ter disciplina faz uma enorme diferença na vida. Eu tinha por volta de 13 anos quando ela conversou comigo sobre o assunto. Acordar cedo, cumprir as tarefas, os horários, ser sempre pontual nos compromissos. No fundo, tudo é disciplina, e ela me ajudou em todos os aspectos. Eu sofria de asma quando criança. Minha mãe sabia que uma das maneiras de me curar era nadando. Então, ela me incentivou na natação, me fez ter disciplina e dedicação. Segui o conselho e me curei da asma. O que ela me ensinou também foi absolutamente vital para meu trabalho, como empreendedor e criador de novos negócios. Cumprir as metas traçadas, com disciplina e constância, e executar os projetos até o fim. Cumprir todas as regras, sem pular etapas. Graças a esse conselho, também continuo a fazer exercício pelo menos duas vezes por semana. Tenho 52 anos e uma saúde de ferro”. Eike Batista, empresário.

3. Nada acontece sem esforço. “O melhor conselho que recebi veio do meu pai. Eu sempre uso a frase que ele me dizia: ‘Peça a Nossa Senhora e não saia correndo atrás, para ver o que acontece’. Não acontece nada se a gente não se esforçar, se não trabalhar, não tiver um planejamento. Ou seja, só ficar na expectativa e não mergulhar, não encarar, não enfrentar os problemas. Minha primeira atitude é sempre correr atrás, não fugir do problema, ir atrás dele para resolvê-lo. Eu sempre procuro entender as questões com profundidade e ver quais são as soluções. Procuro adotar uma estratégia para resolver, ver todas as formas e os ângulos de determinado problema para depois pedir a Nossa Senhora e sair correndo atrás. Outra frase que meu pai dizia é: ‘Nunca chame o lobo para se defender do cão’. Se você não é suficientemente apto para lidar com um problema, não se meta nele. Não pense que, ao chamar alguém mais esperto do que você, ele vai te ajudar. Pode até atrapalhar”. Roger Agnelli, empresário.

4. Nunca se explique. “Era 1964. Eu tinha 30 anos e estava fazendo pós-graduação nos Estados Unidos. No Brasil, o golpe militar trouxe um clima em que qualquer coisa era subversão. Não era preciso fazer nada para ir preso. Muitos amigos meus foram assassinados. Eu escrevia artigos falando de liberdade, nada explícito contra o regime, mas é claro que eu era contra ele. E assim ganhei inimigos. Eu tinha sido pastor. Pessoas que não gostavam de mim dentro da igreja começaram a me fazer acusações. Nada era claro. Nunca sabemos direito como são as coisas. Chegavam mensagens do tipo ‘consta que existe um documento contra você’ e tal. Eram ameaças. E, naquela época, até provar que focinho de porco não era tomada elétrica… Eu quis me defender. Publiquei artigos em revistas americanas para me explicar. Não houve repercussão. Foi então que meu professor de filosofia na universidade, muito sábio, me deu o melhor conselho que já me deram na vida. Ele me disse: ‘Rubem, nunca se explique. Para seus amigos, não é preciso se explicar. Para seus inimigos, é inútil se explicar’. Eu tentei seguir o conselho. Sempre tento, mas muitas vezes eu desobedeço. Ninguém segue conselho, né?”. Rubem Alves, escritor e educador.

5. O estudo traz uma releitura da vida. “Dos 5 aos 14 anos, morei com minha avó Julia, em Mecejana, no Ceará. Eu morava numa casinha de palha, a 10 quilômetros da casa do meu pai. Ficava numa capoeira. Minha avó era uma pessoa muito inteligente, capaz de decorar um livro inteiro de cordel apenas de ouvir a história umas duas vezes. Como ela não sabia ler, meu pai lia para ela, e ela me contava as histórias. Ou as cantava em forma de cantoria, como os repentistas. Foi com ela que aprendi os rudimentos do cristianismo. Ela tinha um catecismo feito de papel-cuchê, com umas ilustrações belíssimas da Capela Sistina, que mostrava desde a Criação até o Apocalipse, o fim do mundo. O livro não tinha escrita, só ilustração. Era feito para analfabetos. Minha avó dizia que no Ceará havia padres, freiras e tudo isso. No meu imaginário de criança, ao ouvir tudo isso, eu comecei a dizer que, quando eu crescesse, seria freira. Todas as vezes que eu dizia isso, ela me aconselhava a estudar. Dizia que freira não podia ser analfabeta. E cresci com esse conselho. Quando fiquei doente, resolvi cuidar da minha saúde e ser freira. Fui para um convento, onde fiquei dois anos e oito meses. Foi assim que comecei a estudar. Para ser freira, eu tinha de aprender a ler. Eu tinha 16 anos e meio quando fui para Rio Branco para ser freira. E continuo tentando me curar do analfabetismo até hoje. Analfabeto é também quem não consegue fazer uma leitura em relação aos tempos que está vivendo, quem não consegue ler os valores que se quer reforçar ou outros que a gente precisa mudar. Enfim, a alfabetização é um processo contínuo; é dar outra significação à vida”. Marina Silva, senadora.

6. Pense em como ajudar as crianças. “Eu era viúva havia cinco anos e estava tomando lanche com meus cinco filhos à noite, quando o telefone tocou. Era maio de 1982. No telefone, estava o meu irmão dom Paulo Evaristo Arns, na época o cardeal de São Paulo. Ele me contou que vinha de uma reunião da ONU. Eles pediram a dom Paulo que pensasse sobre como a Igreja poderia ajudar a expandir o uso do soro oral para as mães, com o intuito de evitar a desidratação, causada pela diarreia. E ele me aconselhou a pensar em como fazer isso. Foi, para mim, um momento de muita emoção. Na ocasião, eu era diretora da Saúde Materna Infantil do Estado do Paraná e o partido político no governo havia mudado. Apesar de eu não pertencer a nenhum partido político, eles me tiraram da direção da Secretaria da Saúde. Eu me sentia subutilizada quando dom Paulo me telefonou, parecia que Deus estava me abrindo uma grande porta: ensinar as mães a cuidar melhor de seus filhos. Depois que meus filhos foram dormir naquela noite, eu planejei a Pastoral da Criança inteira. Eu queria salvar vidas”. Zilda Arns, sanitarista.

7. Cuide mais das qualidades. “Certa vez, eu estava conversando com o Robert Gallo, que descobriu o vírus da aids, e ele disse: ‘Você é um rapaz criativo. E nós, pessoas criativas, temos de tomar mais cuidado com nossas qualidades que com nossos defeitos’. Porque os defeitos você sabe quais são e pode se defender deles, mas, das qualidades, não. Os criativos criam tantas coisas que depois não conseguem levar adiante o que criam, e isso pode ser uma arma contra a própria pessoa. O Gallo me disse isso na casa dele, num almoço, em 1995. Ele me conhece, sabe sobre meu trabalho aqui no Brasil, e a gente vivia trocando ideias. Ele falou por experiência própria, porque, esse tipo de conselho, nunca ouvi em lugar nenhum. Ele é muito entusiasmado com suas ideias e toma esse conselho para si mesmo. Eu também tenho essa tendência de pensar coisas diferentes, de ser empreendedor, de pensar assim: ‘Vamos fazer’. Ao mesmo tempo, reflito: ‘Será que tenho condição de levar até o fim?’. Se você é preguiçoso, toma precauções contra a preguiça. É mais fácil. Agora, se você é generoso, essa generosidade pode te destruir também. Hoje, sou muito cuidadoso e, quando surge algo novo, penso no tempo que aquilo me tomará e de onde eu vou tirar tempo para aquilo. Porque pode chegar uma hora em que não haja tempo para mais nada. Então é preciso decidir, pensar bem”. Drauzio Varella, médico.

8. Na vida, às vezes, o ótimo é inimigo do bom. “Quando eu era presidente da UNE, em 1963, conheci o Juscelino e visitei-o algumas vezes. Ele pretendia se candidatar a presidente em 1965 e, numa das conversas, puxou o assunto. Eu disse, e estava certo, que a UNE e o movimento estudantil não tinham maior importância eleitoral (apesar de que, na época, eram muitíssimo mais fortes do que hoje), nem se engajavam em eleições, mas que, se isso fosse acontecer, nosso candidato seria o Miguel Arraes, então governador de Pernambuco. Ele comentou, muito amavelmente, sorrindo: ‘Na vida, às vezes, o ótimo é inimigo do bom. O Arraes é ótimo, eu sou bom. Cuidado que podemos ficar sem os dois. Ficar com o ruim’. Aludia a Lacerda, a quem combatíamos diariamente. Se fosse mais pessimista, poderia ter aludido ao golpe e à ditadura que o cassou (e me condenou e exilou). Não foi bem um conselho, foi uma reflexão, que assimilei na hora, até porque correspondia à minha forma de analisar e fazer política”. José Serra, governador.

9. A magia está nas coisas simples da vida. “J., meu mestre e amigo, no início do ano de 1986 me disse para fazer o caminho de Santiago de Compostela. Até aquele momento, eu achava que o mundo do oculto era cheio de mistérios, merecia uma vida inteira de dedicação e um considerável afastamento da realidade. Quando comecei a peregrinação, acreditava que estava prestes a realizar um dos maiores sonhos da minha juventude. Meu guia, Petrus (nome fictício), era para mim o bruxo D. Juan, e eu revivia a saga de Castañeda em busca do extraordinário. Petrus, entretanto, resistiu bravamente a todas as minhas tentativas de transformá-lo em herói. Isso tornou muito difícil nosso relacionamento, até que entendi que o extraordinário reside no caminho das pessoas comuns. O mágico reside nas coisas simples da vida – é apenas uma questão de estar aqui e agora, conectado com tudo o que nos rodeia. Hoje em dia, essa compreensão é o que possuo de mais precioso, me permite fazer qualquer coisa, e vai me acompanhar para sempre”. Paulo Coelho, escritor.

10. Seja política. Quando minha mãe, Cláudia, entrou no meu quarto numa manhã sugerindo que eu me candidatasse a vereadora, dei risada. Nove anos depois de sofrer o acidente de carro que me deixou tetraplégica, dedicava quase todo o meu tempo à ONG Próximo Passo, que criei para promover pesquisas para a cura de paralisias. E eu odiava política. Era daquele tipo de leitor que pulava a seção de política do jornal. Minha mãe passou quase um ano repetindo aquele que, descobri tempos depois, foi o conselho mais importante da minha vida. Acabei me filiando ao PSDB apenas para agradá-la e ver se ela se esquecia do assunto. Ao contrário, ela passou a insistir mais. Comecei a campanha só 40 dias antes da eleição. Todo o material que eu tinha eram uns santinhos impressos por ela. Eu mesma distribuía nas calçadas de São Paulo, com alguém me empurrando na cadeira de rodas. Acabei tendo votos o bastante para ser a terceira suplente do partido. Dois anos depois, ocupei uma cadeira na Câmara. E percebi que poderia ampliar o meu trabalho com a política. Hoje, já sou autora de três leis para melhorar o acesso aos 3 milhões de deficientes que vivem em São Paulo. Em 2008, me candidatei a vereadora outra vez. Fui a mulher que conquistou o maior número de votos, 79.912, em disputa para a Câmara dos Vereadores do Brasil. Tudo por causa da insistência da minha mãe”. Mara Cristina Gabrilli, psicóloga, publicitária e vereadora.

11. Sucesso ou fracasso não são para sempre. “Em 1998, eu fazia um espetáculo chamado Um tal de Dom Quixote, com a Companhia Bando de Teatro Olodum. Meu papel era o de Sancho Pança. Quando a crítica do espetáculo saiu na imprensa, me fazia enormes elogios. Disse que eu havia roubado a cena. O título era: ‘Um tal de Sancho Pança’. Fiquei exultante e fui mostrar a crítica à minha diretora, Cica Carelli. Ela me disse: ‘Mas por que você está comemorando tanto? Saiba que não existem nem sucesso nem fracasso permanentes’. Na hora, fiquei chateado por ela ter cortado a minha onda. De lá para cá, vi que é exatamente assim. Devemos ser comedidos nas alegrias e nas tristezas da profissão. O conselho que ela me deu, na verdade, formou parte de minha personalidade, pauta quem sou hoje. Depois de fazer televisão e de ficar mais popular, com novelas de grande sucesso, sempre penso nisso e comento sobre o que faço com o máximo de normalidade. Eu me tornei realmente consciente da possibilidade desses altos e baixos. Isso me ajuda muito a ter equilíbrio no trabalho e na vida”. Lázaro Ramos, ator.

12. Somos todos seres iguais. “Certa vez, eu estava melindrada por ter de conversar com o reitor da universidade onde estudava. Eu tinha 19 anos, e meu pai me disse: ‘Nunca tenha medo ou timidez ao falar com quem quer que seja. Lembre-se sempre de que somos todos homens mortais, iguais, acima de qualquer cargo, profissão e status. Mesmo se estiver diante da maior autoridade que você reconheça, encare-a de igual para igual. Nem de cabeça baixa, pois não deve ter vergonha, nem de nariz em pé, pois tem de manter a humildade. Encare-a de frente, como iguais que são’. Essas palavras me acompanham sempre, são como um eco do meu pai em mim. Sempre fui muito respeitosa, quase tímida quando mais menina, e sempre tive medo de dizer não, de desagradar. Uma terapeuta me disse uma vez que eu sou uma pessoa que gosta de agradar. É verdade. Mas o conselho do meu pai me ajuda até hoje a não ter medo de me colocar, de questionar. Ele me fez ser mais forte e confiante”. Juliana Paes, atriz.

13. Só você pode se derrotar. “Na época da ditadura, eu estava presa no Dops, em São Paulo. Como as celas estavam lotadas de presos políticos e havia menos mulheres do que homens, botavam a gente nas solitárias. Então, fui parar em uma solitária. Estávamos eu e uma jovem de 21 anos chamada Leslie Denise, a Lelé. Um dia bateram na nossa porta com uma caneca. Pela janelinha, vimos um velhinho de olhos azuis. Com bandagens nos pulsos, ele disse assim: ‘Oi, meu nome é Jacob Gorender. Como é que vocês se chamam?’. Entre os presos havia dois estrangeiros do Al Fatah (facção palestina). Um deles nos contou que o velhinho era o doutor Jacob Gorender. Fizeram barbaridades com ele e passamos a cuidar dele. Lavávamos sua roupa, amassávamos abacate, botávamos açúcar, limãozinho. Ficamos amicíssimas dele. A gente o achava velho, mas ele tinha 47 anos. Um dia, ele me deu um conselho: ‘Só tem uma coisa que você não pode fazer’, disse para mim e para Lelé. ‘Vocês não podem achar antecipadamente que eles (do Dops) sabem tudo, porque, se você achar que eles sabem tudo, que entendem tudo e são tão poderosos, vocês já se derrotaram’. Então, na vida, você não pode achar nunca que as pessoas sabem tudo ou são tudo. Se você não for capaz de entender o que a outra pessoa quer de ti, como é que ela te atinge, se você não for capaz de fazer isso, você já perdeu. E a frase dele era a seguinte: ‘Cuidado. Só você pode se derrotar’.” Dilma Rousseff, ministra.

14. A vida é o trabalho do artista. “Minha carreira como artista plástico estava prestes a acabar em 1994. Logo após a dura recessão dos anos 90, a decisão de me reinventar como fotógrafo parecia não me levar a lugar nenhum. Embora trabalhasse intensamente, estava sem galeria em Nova York, e o que ganhava mal dava para sobreviver. Além disso, torturava-me imaginar como sustentar e educar meu filho, na época com 4 anos. Eu era também professor de fotografia e desenho na New School for Social Research, em Nova York. Lembro-me claramente do dia em que comentei com a amiga e curadora americana Tricia Collins que eu estava pensando em dar mais aulas e encarar uma carreira como educador e abandonar esse sonho de viver de arte. Tricia me disse que a pior coisa a fazer é deixar de ser o que somos para ser algo para nossos filhos. Que o meu filho seria mais orgulhoso de mim como artista do que como o infeliz que deixou de ser o que queria ser por sua causa. Ela também me ofereceu um projeto na pequena sala alternativa que dirigia no Soho. Eu disse a Tricia que trabalharia como um louco para seu projeto. Aí ela me deu um conselho: ‘A vida é o trabalho do artista. Saia de férias!’. Segui seu conselho à risca e embarquei para o Caribe, onde conheci as crianças da série de fotografias que me consagraram. As fotos também fizeram parte da minha primeira retrospectiva, em Nova York, estabelecendo definitivamente minha identidade pública como artista plástico e fotógrafo. Meu filho, hoje com 19 anos, é o meu maior fã e amigo”. Vik Muniz, artista plástico.

15. Celebre sua comunhão com o mundo. “Entrei em crise aos 20 anos. Eu havia sofrido muitas perdas e acreditava que precisava de psicanálise para resolver minhas questões. Para mim, era hora de olhar para dentro. Fui atrás de terapia e consegui uma entrevista com o famoso Hélio Pellegrino, psicanalista e intelectual brilhante. No dia marcado, fui feliz da vida a seu consultório, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Por uma hora, desfilei todos os problemas que tinha e outros que achava que tinha. A conversa foi ótima, e eu, ainda estudante, acabei contando para ele sobre minha paixão pela física e pela natureza. No fim, me surpreendi com o que ele me disse: ‘Marcelo, acho que você não precisa de análise. Para mim, a análise é a pró-cura. E você, através de sua procura, vai se autocurar. E você está já no seu caminho de busca. Continue nutrindo essa paixão, buscando e celebrando sua comunhão com o mundo, que estará sempre bem’. Eu nem cheguei a me deitar no divã. Passados 30 anos, eu posso dizer que encontrei meus caminhos e que ele tinha toda a razão”. Marcelo Gleiser, astrofísico, professor, escritor, roteirista.

16. Mostre sua glória com simplicidade e humildade. “Estava à beira-mar, numa praia de Varberg, na Suécia, aguardando o início de uma regata. Era final de manhã e ventava muito. Eu tinha 20 anos e acabara de participar da minha primeira Olimpíada (Los Angeles, em 1984). O dinamarquês Paul Elvström, o velejador mais importante de todos os tempos, tinha então 57 anos. Sua simplicidade – apesar das quatro medalhas de ouro olímpicas e dos 13 títulos mundiais – chamou minha atenção e eu resolvi lhe fazer um elogio. Paul respondeu que o mais importante na vida de um campeão não deve ser ostentar seus grandes resultados. E que as glórias de um vencedor podem ser mostradas com simplicidade e humildade. Hoje, Paul está com mais de 80 anos e ainda mantemos contato. Provavelmente, ele não sabe quanto esse conselho foi importante na minha vida. E procuro passá-lo adiante. Faço palestras por todo o Brasil e, quando alguém me trata como celebridade, tento mostrar que estamos no mesmo patamar e que a simplicidade é um valor fundamental na vida de qualquer ser humano. Isso não deve se aplicar apenas aos campeões no esporte. Mas também àquelas pessoas que se destacam, seja na política, na economia ou em qualquer outra área”. Lars Grael, velejador.

17. Planeje sua vida. “Eu tinha 16 anos e meus pais tinham se separado. Minha mãe assumiu praticamente sozinha minha criação e a de minhas irmãs. Como qualquer garoto da minha idade, comecei a namorar muito. Ela via aquilo e temia que eu engravidasse alguma das moças. Na minha família e na minha comunidade, era muito comum os jovens terem filhos cedo, perdendo muitas oportunidades na vida. Meu pai parecia não ligar para isso. Ele teve, ao todo, 12 filhos com mulheres diferentes. E sempre repetia que queria que eu desse muitos netos a ele. Minha mãe pensava diferente: ela queria que eu fosse além. Um dia cheguei tarde em casa e ela foi enfática. Me disse: previna-se sempre, planeje sua vida. E comentou sobre todos os nossos conhecidos que haviam estragado o futuro por causa de uma gravidez indesejada. Senti que a coisa era séria e percebi tudo o que ela havia superado para falar daquele assunto comigo, já que sexo e drogas eram tabus na minha casa. Por isso, sempre pensei nela e me cuidei. Pude seguir meu caminho sem barreiras. Tive liberdade para investir na minha carreira, arriscar, sem a preocupação de ter de sustentar uma criança, que é algo de uma enorme responsabilidade. Na hora certa, vou planejar ter um filho. Tenho três sobrinhos e adoro crianças. E vou ser o maior pai babão, com toda a tranquilidade”. MV Bil, compositor, rapper e escritor.

18. Deixe de lado a opinião dos outros. “Desde que decidi ser piloto, recebi orientações bastante úteis. Meu pai logo me alertou que eu precisaria abrir mão de muita coisa se quisesse realmente chegar aonde pretendia. Na minha adolescência e juventude, cansei de abrir mão de festas e baladas. Mas acredito que o melhor conselho partiu do piloto Michael Schumacher. Eu já o conhecia bem desde 2003, ano em que passei como piloto de testes da Ferrari. Em 2006, fui seu companheiro de equipe na sua despedida da Fórmula 1. Eu correria ao lado simplesmente do cara que virou uma lenda e quebrou praticamente todos os recordes da categoria. Foi quando ele disse para jamais me preocupar com o que as pessoas, e principalmente a imprensa, falassem a meu respeito: ‘Eles vão falar bem um dia e falarão mal depois, mas você não deve dar importância. O que vale mesmo é se concentrar em fazer o seu trabalho da melhor forma possível, deixando de lado a opinião dos outros’. Foi o que passei a fazer a partir de então. Essa postura me deixou mais forte mentalmente e me ajudou a superar os momentos difíceis na F-1”. Felipe Massa, piloto de Fórmula 1.

19. O tempo atenua a dor. “Eu tinha uns 11 anos quando uma amiga muito próxima perdeu a mãe. Foi triste demais. Ela estava muito triste, e eu não sabia o que escrever para atenuar sua dor. Chamei meu pai, e ele mandou que eu escrevesse que, para aquela dor, não havia remédio e que o tempo traria um conforto da saudade. Tomei isso para minha vida. Daquilo que não pode ser resolvido, imediatamente o tempo dará conta”. Ivete Sangalo, cantora.

20. Decisões, só de cabeça fria. “Um dos melhores conselhos que já recebi foi de um grande amigo, Paulo Borges. Ele me disse para nunca decidir nada no calor das emoções. Sempre diga: ‘Vou pensar e respondo amanhã’. Junto com esse conselho, que lembro sempre, ele me apresentou sua advogada, que passou a advogar para mim também, isso 12 anos atrás. Ela reforçou o conselho dado por Paulo e acrescentou: ‘Nunca assine nada sem eu ler’. Sigo os dois conselhos e sou muito feliz”. Alexandre Herchcovitch, estilista.

21. Invista no seu potencial. “Minha professora de violoncelo, Nydia Otero, me disse para estudar na Europa. Muitos foram contra minha saída do país aos 16 anos. Eu nem tinha terminado a escola. Ela foi firme em me convencer a ir para a Alemanha, estudar com o italiano Antonio Janigro. Na época, eu era músico profissional de orquestra. Ela achava que, se eu ficasse no Brasil, entraria numa rotina brasileira e não chegaria ao máximo do meu potencial. Segui seu conselho. Meu pai me apoiou porque via essa possibilidade como a melhor. Minha mãe foi contra. Era o receio típico de mãe, de ver o primogênito ir embora, sem saber falar alemão, inglês. Eu não tinha bolsa de estudos. Por dois anos, trabalhei na Orquestra Sinfônica Brasileira. Todo o dinheirinho que ganhava, poupava. Foi com isso que vivi durante os primeiros meses fora. Depois, tive de me virar. Meu pai mandava o que podia, mas era pouco. Toquei em enterros, casamentos, onde era necessário um violoncelista, eu tocava. A vida era cara, mas nem por um segundo eu me arrependi. O único momento em que fiquei receoso foi quando o avião começou a subir. Olhei para baixo e comecei a chorar. Estava indo embora e não voltaria tão cedo. Se tivesse ficado, minha vida teria sido outra”. Antonio Meneses, músico e compositor.

Um conselho, se bem refletido e levado em conta, pode ajudar e muito na evolução de uma carreira ou negócio. O mais importante, de todos esses conselhos é a oportunidade de aprender com a experiência alheia. Um coach, um amigo, um board of directors. Não importa de onde venha, tenha conselheiros, tenha oráculos que lhe dê opiniões, mostre o caminho a seguir e, principalmente, que já tenham aprendido e praticado a experiência de aprender com os erros e com as diversidades.

Esteja atento para o que as pessoas podem lhe ensinar. Uma pequena frase, pode evitar erros e frustrações na sua carreira. Aprender com o próximo é uma virtude empreendedora. Apenas assim, podemos utilizar a vivência das pessoas ao nosso redor para um aprendizado produtivo.

Quem está ao seu redor e que pode lhe dar um conselho significativo? Quando você irá adotar um coach? Quando irá dar ouvido aos mais experientes? Quando vai usar o exemplo dos outros para aprender e não errar?

O que Grandes Marcas Podem Ensinar a Pequenas Empresas.

1. Google – Experimente rapidamente, aceite o erro. O Google cria um ambiente propenso à inovação e leva seus usuários a testarem os novos serviços;

2. Apple – Faça com que todo o aspecto da marca seja tão bom quanto o produto;

3. Zipcar – Pare de vender produtos e comece a vender serviços’;

4. Good Magazine – Estabeleça a pauta e deixe os consumidores espalharem a conversa;

5. Amazon – Identifique partes do seu negócio que podem ser oferecidas como serviços adicionais;

6. Facebook – Crie o playground e deixe os consumidores definirem sua oferta. Escute-os e expanda seus serviços de acordo com essas solicitações;

7. Virgin – Pense grande, pense pequeno. Maravilhe os consumidores com sua audácia e agrade-os dando atenção aos detalhes e serviços;

8. Twitter – Mantenha-se flexível. Deixe que seu público dite como seus serviços e produtos serão utilizados; 9. Ikea – Tenha uma visão mais ampla da experiência de compra, tornando cada passo mais simples e agradável;

10. Skype – Obtenha escala com um produto grátis e ganhe dinheiro com seus serviços premium.

Ou Você se Diferencia, ou Será Confundido com a Multidão.

Quando você pensa dentro das suas limitações, você está pensando como a grande maioria de pessoas na sua condição. Quando você tem os mesmos hábitos que a maioria das pessoas, você está se igualando a elas.

Mas, você quer ser igual a todo mundo, ou quer se tornar uma pessoa fora do comum?

Se você quer ser igual, mais um ovo na caixa, não precisa fazer nada, apenas continuar seguindo o senso comum. Faça o que as pessoas normais fazem.

MAS, se você quer ser MAIS, tem que fazer sempre um pouco mais. Sempre plus. Assim, não adianta pensar dentro das limitações, seguir o senso comum e se contentar com o pouco. Cabe a você, e somente a você dificultar as coisas para que se transforme em uma pessoa fora do normal.

Cabe a você se desafiar a ficar acordado mais cinco minutos, escrever mais meia hora, ler apenas mais um livro, assistir pelo menos mais uma palestra, ajudar pelo menos mais uma pessoa, fechar pelo menos mais uma venda, dar um passo a mais do que ontem. SEMPRE.

Se você OUSAR ultrapassar os limites que o seu cérebro impõe ao seu corpo, você será ousado o suficiente para fazer sempre MAIS e será recompensado por isso.

Todas as pessoas têm duas opções. Lamentar-se com sua condição, lamentar das dificuldades, lamentar seus problemas, lamentar das limitações, lamentar, lamentar, lamentar. 80% das pessoas escolhem essa opção.

A outra opção é BATALHAR, todos os dias para ultrapassar as barreiras e, toda vez que pensar em se comportar com uma pessoa comum, PRECISA AUMENTAR O NÍVEL. 20% das pessoas escolhem essa opção.

A diferença está nítida. Os que lutam sempre, estarão sempre um passo na frente. Os que lamentam, já conhecemos o lugar deles.