O que Podemos Aprender com o Aikido?

1. Motivação. Tadao diz que cada pessoa deve saber o que se passa de verdade em seu coração, ou seja, entender qual é realmente a força que move suas ações. “É ruim quando um vendedor não acredita no que vende ou não tem certeza se aquilo será bom para quem vai comprar. Nesse caso, o interior da pessoa não está bem com o que ela faz, isto é, os sentimentos são contrários à ação”, explica. É importante que o indivíduo tenha confiança no que realiza. Mas, para isso, precisará saber no que realmente acredita e quer para sua vida. “Assim, acreditamos que os negócios vão prosperar. Agora, se mesmo sabendo que não é bom, a pessoa tentar vender, certamente não terá bons resultados. A mente e a força do pensamento influenciam muito no que você faz.”

2. Foco. Quando uma pessoa inicia algo, ela deve ter um objetivo. No caso do Ki Aikido, é o crescimento através de melhores graduações. No entanto, Tadao lembra que se deve visar essa meta, porém não se pode esquecer a finalidade dessa prática: “O indivíduo precisa ter o objetivo de crescer, mas sempre focado na finalidade, que é buscar a harmonia entre o corpo e a mente. Com a prática, a pessoa começa a expandir sua energia e consegue superar qualquer problema”.

3. Iniciativa. Ao escolher fazer algo, a pessoa deve realmente fazer, ou seja, não adianta só pensar, é preciso agir. E se, em algum momento, descobrir que acabou pegando o caminho errado, precisa ter a mesma iniciativa: interromper e parar de fazer. É importante aceitar a ideia de que errou e corrigir isso. “Essa avaliação é fundamental em tudo o que fazemos”, afirma.

4. Inteligência Emocional. Mesmo para um mestre oriental, é difícil evitar os conflitos do dia a dia, mas é possível diminuí-los. Na opinião de Takao, o primeiro passo é respeitar os outros e deixá-los falar: “Aprenda a ouvir! Ao fazer isso, você pode perceber que o que o indivíduo está falando não é tão errado assim, pode também ver outra forma de pensar e aprender com ela, e isso é importante para o seu crescimento e o crescimento do outro. Não adianta querer impor seu pensamento a qualquer custo, porque lá na frente você poderá descobrir que estava errado. É preciso valorizar a comunicação e ter a vontade de crescer com outras pessoas”.

5. Disciplina. As pessoas que praticam Ki Aikido apenas durante as aulas demoram mais para se desenvolverem que aquelas que praticam todos os dias em diferentes momentos. “Dedicar-se ao estudo somente no tatâmi não é suficiente e traz uma resposta muito mais demorada”, diz. Assim como em tudo na vida, o mestre explica que os resultados dependem do esforço individual para atingir objetivos: “As pessoas de negócios devem prestar atenção se estão se esforçando ao máximo a todo o momento”.

6. Resiliência. O equilíbrio, tão buscado pelo Ki Aikido, é muito importante para superar as dificuldades e ter tranquilidade a fim de resolvê-las. “Se surge um problema e o indivíduo fica muito nervoso e preocupado, a tendência da situação piorar é muito maior. Ele precisa estar com a mente e o corpo em equilíbrio para resolver aquilo. Assim, vai pensar e ver diversas formas para solucionar seus problemas. Com o Ki Aikido, as pessoas aprendem a chegar nesse nível de equilíbrio, mas existem diversos outros métodos para isso. Cada um deve buscar o que melhor se adapte ao seu perfil”, aconselha.

7. Criatividade. O Ki Aikido é uma arte marcial voltada para a autodefesa, diferenciando-se das outras que buscam o ataque. “Através dessa maneira diferente de ver a arte marcial, podemos aprender melhores formas de nos relacionarmos com os outros, desenvolvemos o relaxamento do corpo e trabalhamos para expandir nossa energia, visando sempre o autoconhecimento”, adverte.

8. Ética. Uma empresa que está apenas preocupada em derrubar a outra, ou um vendedor que deseje prejudicar o outro, está indo contra os princípios de ética e moral. Os do Ki Aikido defendem que todos precisam visar crescimento e melhorias. “Não é errado buscar a vitória e o crescimento, o problema está em querer prejudicar os outros para conseguir isso. É importante vencer, mas seu sucesso deve acontecer através de um bom treinamento. Essa é a forma correta de buscar a vitória”, esclarece.

9. Persistência. Cada vez mais as pessoas querem resultados muito rápidos. No entanto, é preciso entender que cada um tem o seu ritmo. “Não é porque alguém faz o mesmo estudo que terá o mesmo resultado. Em um grupo de vendas, alguns indivíduos se destacam mais que os outros tendo iguais condições. Certamente, os que se sobressaem têm um diferencial”, afirma. Na opinião de Tadao, é importante estar equilibrado e focado a fim de prestar atenção no que precisa ser feito durante o processo, e não apenas no resultado. Ele ressalta que, muitas vezes, as pessoas só pensam no fim, mas esquecem do meio que precisam atravessar. Por isso, a persistência é tão importante para garantir a dedicação no meio do processo e, consequentemente, um resultado melhor.

10. Autodesenvolvimento. No Ki Aikido não existe a ideia de que se atinge o máximo. “A pessoa não pode achar que está pronta ou que é melhor que os outros. O ser humano precisa buscar o aprendizado sempre. Tanto no Ki Aikido como no mundo dos negócios, se a pessoa achar que sabe tudo, ficará atrasada. E por mais que se atinja um nível elevado de autocontrole e equilíbrio, um pouco que ela se descuide pode fazer com que perca o que já conquistou. Por isso, deve se aprimorar cada vez mais!”, finaliza Tadao.

Lições de Empreendedorismo que só Aprendemos na Prática.

As dicas são do Leo Kuba, sobre as dicas que ele mesmo aprendeu como Empreendedor. Além de muito úteis e serem uma experiência, são imperdíveis.

Convicção. A sua percepção é única. Sua formação e experiências levam você a ter uma visão que faz parte da sua identidade. Portanto, muitas vezes uma idéia que seja óbvia para você, não ressoará nas pessoas ao seu redor. Ouça e avalie as opiniões e críticas, mas confie na sua convicção.

Perfil x Valores. Esteja cercado de pessoas com perfis e competências complementares. Porém, não confunda perfil complementar com valores e objetivos diferentes. No médio prazo, estas características mais sutis, que muitas vezes não avaliamos no início, podem ser críticas para os negócios.

Aprendizado Horizontal. Continue aperfeiçoando suas habilidades e aprendendo competências adjacentes. Aprender não significa tornar-se especialista num determinado assunto. O empreendedor deve aprender o suficiente para saber identificar novas oportunidades, reconhecer talentos e saber se sua equipe está na direção correta.A execução operacional de atividades técnicas nunca deveria ser sua prioridade (fácil falar, difícil fazer).

Persistência. Na maioria dos casos, a estabilidade e sucesso de um negócio vem após anos de persistência. Mas, é bom não confundir persistência com insistência em produtos e/ou modelos de negócios que não funcionam. Faz parte da persistência a habilidade de reinventar, sempre.

Vocação. Pode parecer contraditório com a dica acima, mas já presenciei e, eu mesmo vivi, casos onde investe-se energia no negócio errado. Às vezes, seu perfil pode ser mais adequado a outro mercado e, ao mudar, você pode experimentar uma fluência maior e uma melhor sinergia de suas competências, o mercado, sua rede de contatos, etc. Descubra sua vocação!

Cuidado com produtos muito inovadores. Mesmo com um bom produto, serviço e equipe, às vezes, o negócio não vai pra frente. Um exemplo que acontece frequentemente na área de tecnologia, é um excelente técnico desenvolver um produto que o mercado ainda não está preparado para consumir. Muitos empreendedores subestimam o custo de tempo e recursos para criação de cultura para uma nova tecnologia. O problema não é o produto, e sim, o timing do mercado.

Acelere! Cuidado para não se acomodar em seus negócios. Às vezes, atingimos uma estabilidade confortável e, naturalmente, podemos reduzir o ritmo. Nenhum negócio anda por inércia por muito tempo. Veja se, ao seu redor, você não está cercado por sócios ou funcionários com tendência a parar no tempo e, se tiver, não se influencie por eles. Parafraseando Aleksandar Mandic: – “Se tudo está sob controle, você não está indo rápido o suficiente.”

Networking do bem. Pense sempre na relação “ganha-ganha” com sua rede de contatos. Sempre que puder, ajude algum colega, provendo aconselhamento, sugestões ou críticas construtivas. Apresente contatos que possam ter sinergias nos negócios. Seja um facilitador para negócios entre terceiros. Uma hora, da forma mais inesperada, alguém fará o mesmo por você.

Negócios paralelos x Foco. Às vezes, o empreendedor não se contenta com apenas um negócio. A fome por novos desafios trará, em algum momento, a vontade de iniciar projetos paralelos. Avalie se a necessidade por um novo projeto não é uma fuga de seu negócio principal. Caso siga em frente, gerencie bem seu tempo e foco para não desbalancear os negócios e, se tiver sócios, fale abertamente sobre o assunto para evitar desconfortos ou perda de confiança.

Aconselhamento tributário e jurídico. Desde o começo do seu negócio, procure ter uma boa assessoria contábil, tributária e jurídica. Serão estes profissionais que terão acesso a informações “íntimas” de seu negócio, e você precisará confiar muito neles. Já vi empresas passarem dificuldades consideráveis por terem economizado na qualidade de contadores e advogados.

O que Você Está Fazendo Por Você Mesmo?

Eu acredito que a melhor forma de aprendizado é a prática; a possibilidade de vivenciar e aprender antes mesmo da teoria é uma oportunidade única, que muitas pessoas acabam por desperdiçar para dedicar-se exclusivamente ao estudo e à carreira de pesquisador/estudioso. Eu li uma vez, em um livro sobre a Microsoft um caso muito interessante de como a vivência e a experiência valem muito. Resumidamente, o caso era de um funcionário da Microsoft que pediu licença da empresa para fazer um curso fora, para quando voltar, ter a oportunidade de tentar uma vaga na gerência. Mas, como esse funcionário era muito bom e competente, seus superiores lhe questionaram se, caso eles lhe dessem a promoção, ele desistiria do curso; o que ele imediatamente respondeu afirmativamente e foi feito. A empresa o promoveu e ele abriu mão do curso. Mais uma prova de que á melhor forma de aprender é fazendo.

Eu sou um grande defensor de se trabalhar e estudar. Nossa vivência educacional no Brasil preza as pessoas que puderam apenas estudar, que nunca trabalharam, para trabalhar somente após o final de cursos e de especializações. Infelizmente, isso é uma pena. Ao se trabalhar, temos a possibilidade de, ou testarmos aquilo que estamos estudando, ou de nos apaixonarmos pela área que estamos trabalhando (e, muitas vezes não tem nada a ver com a nossa faculdade, ou curso técnico). Se não bastasse a oportunidade de testar a teoria na prática, ou de se envolver com outra área, temos ainda os contatos, o networking e o aprendizado em grupo.

Pense da seguinte maneira: um profissional nunca trabalhou na vida e inicia sua jornada na faculdade sem nenhuma experiência. Além da inexperiência, vai estudar fora, com patrocínio e apoio dos pais, o que impede ainda mais que a pessoa trabalhe, por estar fora, sem muitos contatos e dependendo do tamanho da cidade, sem oportunidades de estágio, ou de um outro emprego alternativo. Terminado o curso (quatro ou cinco anos), a pessoa inicia a jornada de DESEMPREGADO, pois é assim que uma pessoa sem experiência e que nunca trabalhou inicia sua vida profissional: desempregado. Muitas vezes, só vai pintar o primeiro emprego, a primeira oportunidade, depois dos 25 anos. Ou seja, o contato da teoria com a prática só se inicia muito tarde na vida, e aí, é pouco tempo para aprender muitas coisas sobre a vida profissional.

Por outro lado, a pessoa que trabalha desde cedo, fazendo sacrifícios e estudando à noite, e nas madrugadas na véspera de provas, tem muito mais coisa para acrescentar na sua carreira. Primeiro porque, junto do amadurecimento nos estudos, vem o amadurecimento profissional. Segundo, porque independente da relação entre os estudos e a profissão, muita coisa sempre pode ser adaptada, complementada e é possível aprender na prática. Aos 25 anos, esse profissional terá mais experiência, mais visão de mercado, estará mais amadurecido e isso, com certeza irá se refletir positivamente. Afinal, quem tem mais contatos, aquele que sempre trabalhou, o recém ingressado no mundo profissional?

Porém, infelizmente, assim que terminam a faculdade, muitas pessoas param. Ficam ESTAGNADAS, sem se preocupar com nada, com a sensação de dever cumprido. É aí que a coisa começa a complicar. Por quê? Porque, apesar de a prática ser a melhor forma de estudo, precisamos alimentar o nosso cérebro (que é um músculo, e precisa ser exercitado), com desafios, conteúdo e aprendizado. Afinal, as pessoas passam o dia inteiro trabalhando, doando e vendendo seu trabalho em troca de um salário, e não faz nenhum investimento no futuro, pois aquilo que fazemos depois que já doamos nossa mão-de-obra é o que determina a distância que vamos conseguir caminhar a mais no final da jornada.

Quem faz mais sacrifícios sempre está mais bem preparado. Aquele que faz sempre mais do que é cobrado, mais do que os outros fazem, mais do que ele mesmo acredita que aguenta, consegue colher mais, ir mais a adiante, e alcançar e realizar muito mais objetivos. Afinal, o que determina o vencedor no final é o caminho percorrido e a prova é realizada passo por passo. O importante é acreditarmos que, quando não da mais, tentarmos sempre um passo a mais adiante: assim, não se contente com o diploma ou o certificado, faça por vontade própria. A melhor forma de aprendizado é a boa-vontade aliada ao trabalho. Por trabalho, entenda ser o melhor do mundo em alguma coisa, fazendo algo de relevante para você e para os outros. Por boa-vontade, entenda, cursos, leituras, relacionamentos, aprendizado e sacrifício. Afinal, não é à toa que os exemplos em excelência vêm de pessoas que a vida inteira se sacrificaram; e continuam sacrificando. Experimente dormir uma hora a menos, ler duas horas por dia, escrever por trinta segundos e nunca almoçar sozinho. O resultado será imediato e, você também sentirá a diferença.

Grandes poderes, grandes responsabilidades, quanto maior o treino maior a habilidade, nunca desista de tentar, Deus ajuda quem cedo madruga. Os ditados estão aí pra comprovar. Você vai querer tirar a prova real, ou vai começar desde já a fazer algo a mais para ser mais do alguém?

Invista em você. As suas missões no mundo são apenas duas: deixar um nome que sirva de exemplo, e dar liberdade financeira e de escolha aos seus herdeiros.

Nunca se contente com pouco. Honre a sua saúde e sua inteligência. Quando é dada a largada, todos os competidores estão em pé de igualdade na mesma linha. A partir daí, o que vai diferenciar a distância entre o vencedor e os demais é apenas uma coisa: a DEDICAÇÃO.

Acorda!! Tá na hora de mudar o mundo…

Conselhos Para os Empreendedores de Primeira Viagem.

1. Foco. Foco. Foco. Muitos empreendedores de primeira viagem sentem a necessidade de saltar em todas as oportunidades “que encontrar”. As oportunidades são muitas vezes lobos em pele de cordeiro. Evite ficar atirando para todos os lados. O segredo é fazer uma coisa perfeitamente, e não 10 coisas mal. Se você sentir a necessidade de saltar para outro projeto, pode ser que algo estava errado em seu conceito original.

2. Saiba o que fazer. Faça o que você sabe. Não comece um negócio simplesmente porque parece atraente ou promete lucros mirabolantes e enormes margens de retorno. Os negócios em torno de seus pontos fortes e talentos terão uma maior chance de sucesso. Não é só importante para criar um negócio rentável, é importante também que você está feliz gestão e ele cresce dia após dia. Se o seu coração não está nele, você não será bem sucedido.

3. Defina-o em 30 segundos ou não diga nada. De um encontro casual com um investidor para um cliente curioso, esteja sempre pronto para vender o seu negócio. Menos é sempre mais.

4. Saiba o que você sabe, o que você não sabe, e quem sabe o que você não sabe. Ninguém sabe tudo. Cerque-se com consultores e mentores que incentivará a se tornar um líder melhor e empresário. Encontre pessoas conhecedoras com quem você compartilha interesses comuns e metas de negócios e que vejam o valor em trabalhar com você para o longo prazo.

5. Aja como uma StartUp. Esqueça escritórios extravagantes, carros rápidos e contas de despesas de gordura. Sua carteira é a vida da sua empresa. Assista cada dólar e tome cuidado triplicado com cada despesa. Mantenha uma baixa sobrecarga e gerir o seu fluxo de caixa de forma eficaz.

6. Aprenda debaixo de fogo. Nenhum livro plano de negócio ou empresa pode prever o futuro ou prepará-lo para se tornar um empresário bem sucedido. Não existe um caminho perfeito ou atalho. Você vai se tornar um empresário bem-arredondado quando testado sob o fogo. A coisa mais importante que você pode fazer é aprender com seus erros – e nunca cometer o mesmo erro duas vezes.

7. Ninguém vai lhe dar dinheiro. Ninguém vai investir em você. Se você precisa de grandes quantias de capital para lançar o seu risco, volte para a prancheta. Encontre um ponto de partida em vez de um ponto final. Simplifique a idéia até que seja manejável como um risco à fase inicial. Encontre maneiras de provar o seu modelo de negócio em um orçamento apertado. Demonstre o seu valor antes de buscar investimentos. Se o seu conceito é bem sucedido, suas chances de levantar o capital de investidores irá melhorar dramaticamente.

8. Seja saudável. Não, eu não sou sua mãe. No entanto, eu prometo que você será muito mais produtivo quando você cuidar melhor de si mesmo. O empreendedorismo é um estilo de vida, não é uma profissão. Trabalhando para o ponto de exaustão será queimá-lo e torná-lo menos produtivos. Não dê desculpas. Coma direito, exercícios e encontre tempo para si mesmo.

9. Não ser vítima de sua própria besteira. Impressão não combina com a ação. Evite exagerar verdades e divulgando os objetivos de longo alcance como certezas. Em suma, colocar-se ou cale-se.

10. Saber quando por fim ao negócio. Contrariamente à crença popular, um capitão inteligente não vai para baixo com o navio. Não vá a serviço de um tolo por uma questão de ego. Saiba quando é hora de ir embora. Determine como você irá utilizar estas difíceis de lições aprendidas para melhorar a si e aos seus futuros empreendimentos empresariais. O fracasso é inevitável, mas um verdadeiro empreendedor irá prevalecer sobre a adversidade.

Empreendedorismo na Prártica.

A finlandesa Team Academy é uma faculdade de pós-graduação única no mundo. Não tem salas de aula nem professores. Seus alunos aprendem a ser empreendedores na prática. O curso é custeado pelo governo, ou seja, gratuito. A coordenadora Henna Kaariainen, que esteve no Brasil em julho, em evento realizado pelo Senac-SP, Banco Santander e Real, SOL Brasil e Hub, explica o método.

TRABALHO EM EQUIPE
São apenas 60 alunos por ano, rigorosamente selecionados. Logo no primeiro dia de “aula”, eles se organizam em três grupos. “Trabalhar em time faz com que as pessoas se esforcem mais”, diz Henna.

VIVÊNCIA EMPRESARIAL
Cada time se registra como uma empresa de verdade e tem que cumprir todas as obrigações fiscais. O lucro gerado pelo negócio montado durante o Team Academy — que chega a 400 mil euros por ano, é destinado em parte aos alunos e em parte à manutenção da escola. Cerca de 30% dos times dão tão certo que continuam como empresas após a conclusão do curso.

LIÇÃO DE CASA
Cada equipe tem que propor um projeto de verdade para grandes empresas (como Ford e Unilver) e executá-lo. No final, é escrita uma tese, em grupo ou individualmente.

COACHING
Em vez de um professor, os alunos contam com a ajuda de um coaching, que auxilia no desenvolvimento dos projetos. A maioria dos treinadores são alunos graduados.