Ayrton Senna é o Exemplo de Empreendedorismo.

Saiba por que o ídolo das pistas também deve ser reconhecido como ícone de empreendedorismo, inovação e superação.

Diz o ditado que o brasileiro gosta de deixar tudo pra última hora. Será que é verdade?

Eu nunca fui adepto desse ditado e sempre tentei, ao máximo ser a exceção à essa regra. Mas, ontem, depois de três vezes tentando ir e, no último dia, eu compareci à exposição interativa sobre o Ayrton Senna que tava rolando no metrô República, aqui em São Paulo.

Ayrton Senna Motivação para Artistas na Call Parade 2012 - ThinkOutside | Marketing & Vendas, Empreendedorismo e InovaçãoDigo tentei sem sucesso por que duas vezes eu fui e estava fechado e uma vez eu fui e estava uma fila violenta. Ontem não estava menos vazio mas, era o último dia e eu tive que esperar mesmo.

Eu nem preciso dizer que a exposição é belíssima. Você pode ver mais fotos no meu Flickr.

Com uma riqueza de materiais interativos enorme, vídeos, troféus, fotografias, roupas, capacetes, muitas (muitas mesmo) fotografias do corredor e milhares de depoimentos, imagens dos podiums e até mesmo o próprio Ayrton Senna narrando uma volta em Interlagos. Na minha opinião toda a exposição é uma prova de emoção. É impossível não se arrepiar vendo tantos fatos e características da vida de Senna tão pertinho da gente (até pneus usados em provas).

Para mim, foi impossível não me emocionar e quase chorar durante a exposição. Principalmente no vídeo em que Ayrton fala sobre não desistir de seus objetivos e de não deixar de lutar por aquilo que você acredita.

Depois disso, é impossível discordar que Ayrton Senna é um exemplo de empreendedorismo e liderança. Acredito que é justamente isso que faz com que, mesmo depois de morto ele ainda seja um ícone não apenas no automobilismo, que o reconheceu recentemente como o maior piloto de todos os tempos, mas como para milhares de fãs por todo mundo que o reconhecem como exemplo de brasileiro a ser seguido.

Sendo assim, eu vou listar aqui cinco motivos pelo qual Senna é exemplo de empreendedorismo.

1. Ayrton Senna era persistente.

Todo mundo sabe o quão desgastante é pilotar um carro de Formula 1. Não porque já pilotou, mas porque cresceu com todo mundo falando sobre isso. Dizem que, em média se emagrece três quilos por corrida. Isso se o seu carro estiver em perfeitas condições. Se estiver.

E se não tiver?

Se não estiver tudo certo é bem capaz que você nem consiga terminar. Ou que tenha que abandonar a prova. Ou que se acidente.

Isso se você for um simples mortal, que desiste sob qualquer adversidade, sob qualquer dificuldade e goste de ficar dando desculpinha. Com os empreendedores desistir, muitas vezes não é uma opção. Não mesmo.

Um carro de F1 tem sete marchas. Imagine levar grande parte de uma corrida com apenas uma marcha – a sexta. Não é pra qualquer um, realmente. Ayrton Senna não apenas levou seu carro com apenas uma marcha por grande parte de uma corrida, como também venceu a corrida.

E o sinal de seu esforço era visível. Além de ter sido tirado do carro no colo, ele nem conseguiu erguer o troféu na hora do podium. Mais um sinal de que o grande ídolo não se transformou em ícone à toa.

2. Ayrton Senna era meticuloso.

Dizem que Senna, nos finais de semana que antecedia as corridas não dormia direito. Ou praticamente não dormia.

Após os treinos e corridas ele não se contentava em dar o seu melhor pisando fundo no acelerador. Ele estudava os dados das voltas na corrida, analisava quais voltas ele teve o melhor desempenho e o que havia feito nessa volta. E ele fazia isso com os treinos e com as corridas.

Se debruçar sobre os relatórios de desempenho com engenheiros, chefe de equipe e mecânicos.

Não descansava enquanto não conseguia estabelecer qual seria o seu limite e o do carro durante a prova. Isso o tornou um exemplo de liderança e empreendedorismo.

Após o final de semana de provas ele poderia simplesmente dormir e descansar; ou ir pra farra. Mas não. Ele queria entender o por quê ganhou ou perdeu, o motivo de ter quebrado, de ter falhado ou de ter sido ultrapassado em algum momento.

Ayrton Senna não estava satisfeito com o primeiro lugar. Ele estudava e se debruçava sobre os dados para entender os fatores técnicos, aerodinâmicos, mecânicos e humanos que o fazia ser melhor ou pior do que os concorrentes.

Não é por acaso que a sua equipe tinha a fama de ser uma das melhores em trocas de pneu e reabastecimento.

Ayrton Senna Exemplo de Empreendedorismo - ThinkOutside | Marketing & Vendas, Empreendedorismo e Inovação

3. Ayrton Senna era metódico.

As vitórias de Senna não eram um golpe de pura sorte.

Ele tinha uma rotina. E não apenas uma rotina, ele tinha uma rotina que dava certo.  Ele sabia intercalar entre treinos, exercícios e descanso seus estudos sobre a concorrência, sobre o seu melhor e sobre o mercado da Formula 1.

E Ayrton sabia que, precisava ganhar X corridas para ter chance de ser campeão e levar não só ele, como sua equipe ao podium.

Em uma dessas vezes, outro caso conhecido é de que Ayrton Senna correu um grande prêmio inteiro sem freios. Isso mesmo. Ele correu há cerca de 300km/h sem freio.

Isso por que ele precisava vencer, de qualquer maneira aquela corrida. Ele tinha um método de estudar seus concorrentes, um método de correr e uma rotina.

Não era apenas garra e força de vontade. Era método, estatística, matemática e lógica.

4. Ayrton Senna Sabia se Adaptar às Circunstâncias.

Já diz o ditado: “adapte-se ou morra”!

Ayrton Senna foi um grande empreendedor por saber se adaptar às circunstâncias.

Quando ainda estava no kart ele treinava quase todos os dias durante toda a tarde, após a escola. Ele ia para Interlagos e andava por toda a tarde, fazia chuva ou sol.

Quando chovia ele não voltava aos boxes e sim continuava correndo. Com isso ele aprendeu a regular o kart para dar o melhor de si durante as chuvas sem que isso o prejudicasse. Com isso, acabou tendo um grande diferencial no seu desempenho quando chovia.

Depois de ter aprendido a se adaptar para aumentar o seu rendimento mesmo com às adversidades, ao invés de ser vítima delas, Ayrton Senna aprendeu não apenas a regular o seu carro para andar na chuva, mas a regular a si mesmo, seu comportamento e seu desempenho quando chovia. E com isso, ganhou a fama de ser um piloto que fazia acontecer quando a pista estava molhada.

Até hoje Senna é lembrado por seu talento de andar na pista molhada. Até hoje as pessoas acreditam que isso era apenas audácia do piloto. A verdade é que estamos falando sobre uma pessoa que soube se adaptar às circunstâncias e adversidades e encontrar uma maneira de fazer diferente.

#5. Ayrton Senna Ajudou a Fazer a Diferença na Vida das Pessoas.

Conheça e ajude o Instituto. Clique na Imagem!

Ayrton Senna sabia que muito do que era foi feito pela educação. Sabia ainda que sem educação muita coisa poderia ter sido diferente na sua vida e na sua família.

E ele não apenas pregou a educação em seus discursos. Ele criou um maneira de disseminar e dar educação. Através do Instituto Ayrton Senna ele mudou a vida de milhares de crianças que nunca teriam ao seu alcança educação de qualidade para serem os agentes de suas próprias mudanças em suas vidas.

Ele não apenas usou as oportunidades que teve para alavancar a sua carreira e fazer dinheiro e fama. Ele usou as oportunidades que teve em sua vida para fazer também a diferença na vida das pessoas.

Esses são apenas cinco pontos que corroboram para a conclusão de que mais do que um profissional de alto desempenho, mais do que um piloto vitorioso, mais do que um exemplo de brasileiro, mais do que um profissional bem sucedido Ayrton Senna era um empreendedor e por isso está marcado como ídolo e herói na vida das pessoas.

Esses tópicos ficaram muito claros na minha visita à exposição Senna Emotion que terminou ontem e, acredito eu deveria passar por mais lugares.

Abaixo, um belíssimo vídeo que eu fiz da exposição sobre todos os carros de Senna durante sua trajetória entre nós.

Viva Ayrton Senna! Onde quer que esteja…

Vencer é o que importa. Não vencer uma corrida, uma temporada, mas sim vencer na vida. É isso que interessa“. Ayrton Senna.

Deve Haver um Jeito Melhor.

“Foco significa dizer não a centenas de boas ideias”. Steve Jobs.

Bem, não é novidade mas, o estimado e REVOLUCIONÁRIO Steve Jobs se foi…

E este post não irá discutir para onde e nem porque.

Eu sempre achei Jobs um cara fantástico. Para mim, o seu discurso em Stanford, que os telejornais exibiram essa semana como algo inedito e triunfante, pode ser comparado, pelo legado deixado à história, ao consciente empreendedor como um presente tão importante e belo quanto o discurso de Martin Luther King Jr. Esse discurso, por si só já mostra o quanto estamos falando sobre um indivíduo fora do comum.

Eu me lembro do dia primeiro de maio de 1994 como se fosse hoje. Ao acordar, meus pais, ainda casados, me disseram, com uma voz que não sei se de tristeza ou de preocupação que, “dessa” vez, o acidentado da Fórmula 1 tinha sido Ayrton Senna. Eu ainda não tinha dez anos quando o grande Senna morreu. Mas me lembro muito bem daquele dia porque eu assistia Fórmula 1 apenas por causa dele. Porque ele era brasileiro, vencia, tinha personalidade e, era admirado até pelos concorrentes (ou seria melhor adversários?).

Acontece que, no dia da morte de Ayrton, em especial, eu não tinha acordado para ver à corrida. Acordei já estava na metade e, recebi essa notícia de meus pais, sem saber da gravidade do acidente. Eles apenas me disseram que ele havia se acidentado.  E, durante o resto da corrida, pude ver o quanto o negócio era sério.

Ayrton Senna morreu. Naquele mesmo dia. Naquele mesmo primeiro de Maio. Dia do trabalho aqui no Brasil. E, como uma criança que era, e ainda sou, me permiti chorar, me permiti ficar triste e me permiti perguntar: e agora?

Eu ainda não tinha noção da grandeza de tudo que estava por trás de Ayrton Senna. Depois, fui podendo ver o quanto esse cara era líder, visionário, trabalhador, inovador e persistente. Depois, crescendo, fui aprendendo, como todo e qualquer jovem brasileiro, a admirar e gostar ainda mais desse cara que, tinha o capacete verde e amarelo.

No esporte, na minha vida, na Fórmula 1, esse cara vai ter sempre o lugar dele.

Depois de tanto tempo, me vejo, nesse dia cinco de Outubro, como aquela criança que recebe dos pais aquela notícia estranha, fatídica, final. Perdemos Steve. Quando conjugo o verbo perder na segunda pessoa do plural não falo de mim e de todos aqueles que o admiram. Falo no coletivo, NÓS, porque Steve Jobs é cidadão do mundo e, patrimônio da humanidade. Todos que entendem, admiram, enxergam, gostam, vêm, sabem que, perdemos uma pessoa diferente. Não basta pensar diferente. Precisamos SER diferentes.

E Steve foi. Ou será que é. Não sei se aquilo que você continua representando muda, mesmo depois que a morte aparece. Ele não está mais aqui, mas continua sendo muita coisa ainda. Inclusive EXEMPLO. E isso, pode-se passar centenas de anos, ele continuará sendo.

Eu fico me perguntando se pessoas extraordinárias nascem com algum dom extraordinário. Mas, essa resposta, sempre me aparece de uma maneira fácil, quando eu vejo que pessoas extraordinárias sempre se preocuparam com coisas extraordinárias. Por extraordinário, vamos entender que é aquilo que não é conforme ao costume geral.

E aí eu vejo que, para ser extraodinário, excelente e, completamente diferente, você precisa pensar e agir de uma maneira que não seja da maneira costumeira, que não seja guiada pelos costumes gerais.

E isso, pessoas como Steve Jobs realmente nunca foram. Os costumes nunca se aplicam a essas pessoas e, por isso, por elas não se submeterem ao costume, ao consenso, às opiniões formadas, seu legado transcende o comum, transcende o que muitas pessoas enxergam como normal. E aí nasce o magnífico, o que faz a diferença, o que muda o mundo e inspira gerações.

Com a morte de Steve Jobs, eu me senti no mesmo direito de quando Ayrton Senna morreu. No direito de me sentir criança, de me sentir privado de um exemplo, de um gênio, de uma pessoa fora do comum e que que não age conforme o “normal”. E que, por isso, são extraordinárias, são inspiradoras, são líderes, são inovadores. E criam…

E por isso Steve Jobs mereceu minhas lágrimas, minha tristeza e meu luto. Porque ele era um cara diferente. Porque era O CARA.

Eu admiro Steve Jobs como empreendedor. Nada mais interessa. Steve fez muito mais do que qualquer um no campo empreendedorismo, tecnologia, inovação, computadores, música, telefonia, filmes de animação, tablets, publicação digital e lojas de varejo. Bem, se isso não é ser um ser humano extraordinário, não sei o que é.

Vida pessoal, vida social, causas humanitárias? Diante de tantas realizações, acho que isso é apenas um detalhe. Acredito que, quando uma pessoa foca 100% em algo, ela se destaca 100% nisso. Quando ela se concentra 80%, 60%, 40% ou menos, ela se destaca o proporcional. No caso de Steve temos um cara 100% destaque naquilo que ele propôs se concentrar.

Pai e marido ausente? Talvez. Mas Steve sempre fez questão de agradecer a esposa compreensiva e companheira que tinha. Acredito que, nessa parte, ele conseguiu algo que muitos empreendedores não conseguem: uma cúmplice. Caso contrário ele teria se divorciado, teria ficado como dezenas de empreendedores: sozinho. Mas não foi esse o caso. Acredito que todos nós temos uma chance de encontrarmos a companhia certa para aquilo que somos. E Steve Jobs soube que Laurene seria a pessoa certa para estar presente enquanto ele estivesse ausente e, que seria madura, amável e amorosa o suficiente para entender toda a sua ausência.

No seu livro “Fora de Série”, Malcolm Gladwell estuda e analisa as condições temporais, sociais, tecnológicas, familiares, psicológicas e etc., que “transformam” pessoas normais em pessoas fora de série. No livro ele cita ainda o exemplo de Bill Gates e do nascimento e sucesso da Microsoft. Parece que esse fato é oculto e não sabido para muitas pessoas e empreendedores. Mas, por algum motivo, Jobs sabia que o contexto, que o cenário era muito importante na sua carreira para ter lhe transformado na pessoa que ele se tornou.

Você não consegue ligar os pontos olhando pra frente; você só consegue ligá-los olhando pra trás. Então você tem que confiar que os pontos se ligarão algum dia no futuro. Você tem que confiar em algo – seu instinto, destino, vida, carma, o que for. Esta abordagem nunca me desapontou, e fez toda diferença na minha vida.

Essa é a prova de que Steve Jobs sabia que o contexto influencia naquilo que somos. Ele sabia que, seus conhecimentos de eletrônica, em sua grande maioria, só eram possíveis por causa da profissão de seu pai adotivo. Ele conhecia esses fatores e foi capaz de usá-los para que, no futuro, pudesse “ligar os pontos”.

Infelizmente, perdemos um cara que, escolheu concentrar 100% de seus esforços em mudar o mundo e, conseguiu.  Viva Steve Jobs, aonde quer que ele esteja!

É claro que, por todos os lados vemos pessoas ressaltando o quanto Steve era um mau líder, uma pessoa egoísta e sei lá o que. Mas, eu acredito que ele era muito mais. Vejo pessoas chamando-o de egoísta e autoritário. Mas, acho que todos nós temos a obrigação de sermos egoístas.

Nossas realizações são feitas para nós mesmos. Se as outras pessoas gostam, que ótimo. Mas, em um primeiro momento, elas são feitas para nos agradar. E não agradar aos outros. E, talvez esse tenha sido um grande segredo de Steve. Ele criou pensando nele, ignorando a opinião dos “consumidores” e, com isso, fez coisas que nem os consumidores sabiam que precisavam.

Aí está a “magia” da inovação e da personalidade de Steve Jobs.

Aonde pessoas enxergam um cara durão, ignorante e egoísta, eu vejo uma pessoa autêntica e revolucionária. Para quem acredita que o egoísmo é uma doença, tenho apenas um argumento.

A verdade é que Steve Jobs deixa um legado infinito. De produtos, de lições de negócios, de inovação, de concorrência e de empreendedorismo. Sem ele, até que algum outro revolucionário à altura apareça, o mundo está um tanto quanto órfão, mais pobre e carente.

Thank you Steve!