O Empreendedorismo Demora Quanto Tempo Pra Fazer Efeito?

O limiar entre persistência e teimosia é bem pequeno. Por isso, quanto tempo esperar até o empreendedorismo dar certo – ou não?

Na sexta-feira passada, pela manhã enquanto fazia o trajeto de metrô para o trabalho, me deparei com uma pergunta reflexão no Twitter do meu amigo Gabriel Galvão sobre empreendedorismo que me provocou essa reflexão, que se transforma agora em artigo.

A pergunta? Bem, a pergunta era sobre o tempo de maturação do empreendedorismo.

Empreendedorismo - Qual é o Tempo de Maturação - ThinkOutside | Marketing & Vendas, Empreendedorismo e Inovação

Quanto tempo demora pro empreendedorismo dar certo?

A pergunta que não quer calar é:

Quanto tempo um empreendedor deve suportar até seu empreendimento ter sucesso? 1 ano, 2 anos, 5 anos?

Essa pergunta é muito difícil de responder na minha opinião. Acredito que não exista uma resposta padrão sobre essa questão do empreendedorismo.

A primeira regra do empreendedorismo é que empreendedorismo não tem regra. O que funciona pro seu concorrente, o que funciona para um mercado pode não funcionar muito no outro, ou até levar ao fracasso.

Da mesma maneira que, em empreendedorismo o limiar da persistência e teimosia é minúsculo; o limiar do sucesso ou fracasso também é bem pequeno.

Tendo isso em mente, vou falar um pouco do que eu acho que seja a resposta para essa pergunta, que acima de tudo é uma reflexão.

A resposta para essa pergunta de empreendedorismo precisa levar em conta três fatores:

#1. Cada caso de empreendedorismo é um caso.

Se você tem uma startup de internet, o tempo de maturação do seu negócio é um. Se você tem uma empresa de prestação de serviço, esse tempo é outro, se você tem uma empresa de produtos, é outro, e assim por diante.

SIM! O segmento, o mercado, o ecossistema em que você e seu empreendimento estão inseridos significa muito. Na internet, por exemplo, seis meses pode ser “longo prazo”, enquanto isso em serviços pode ser “curto prazo”.

O timing é totalmente diferente, para um empreendedor, de acordo com o meio.

Então, a primeira coisa a fazer é guiar-se não pela persistência/teimosia, mas pelo espírito “comece pequeno, pense grande, cresça rápido”.

O melhor indicador para a sua empresa deve ser o crescimento. Até mais do que o ROI. Se você está crescendo, acredita no que faz e está disposto a fracassar por isso, siga em frente.

Em empreendedorismo, crescer vem primeiro do que ROI. E não estamos falando de crescimento financeiro. Estou falando de crescimento do negócio.

Qual deve ser a sua métrica?

Número de novas pessoas atendidas pelo que você faz;

Número de novas pessoas falando sobre o que você faz;

Seus vizinhos – em muitos casos literalmente – precisam ser entusiastas do que você faz;

Número de feedbacks positivos;

Número de indicações;

Número de pessoas que apostam na sua ideia.

Esses são alguns dos índices de que o empreendedor precisa para medir a sua ideia.

O dinheiro não vai aparecer da noite pro dia. Existe um caminho para o dinheiro. E esse caminho é o crescimento de que falei acima. Você precisa estar na boca das pessoas. Só assim a coisa vai começar a acontecer. Se você não está crescendo, pode ser bom parar.

#2. O empreendedor conta muito. Por isso chama-se empreendedorismo.

O empreendedorismo não é nada sem empreendedores.

Então, o pessoal de cada um ajuda muito no tempo de maturação de um negócio.

Uma coisa que você precisa fazer é melhorar e aumentar o seu potencial, sua filosofia e seu comportamento sobre empreendedorismo.

O que fazer?

Aumentar a bagagem cultural fomenta o empreendedorismo.

Ampliar os horizontes fomenta o empreendedorismo.

Despertar o espírito da liderança fomenta o empreendedorismo.

Bases familiares fomentam o empreendedorismo.

Ao contrário do que pensa, dinheiro não fomenta o empreendedorismo.

Com isso, o empreendedor torna-se uma pessoa mais capaz de conduzir o negócio rumo ao sucesso e, faz com que as possibilidade das coisas darem certo sejam maiores.

Não existe fórmula mágica de empreendedorismo. Por isso, a capacidade de aprender sobre aquilo que envolver cultural e economicamente o seu negócio vai fazer muita diferença na hora do negócio dar certo ou não.

#3. Não caminhe sozinho no mundo do empreendedorismo.

Parece besteira isso. Por que todo empreendedor acredita que é o super-homem no início de tudo.

Sim, eu posso aguentar a barra!

É mais ou menos assim que todos pensam. Só que a verdade é bem por outro caminho.

Todo empreendedor precisa de suporte. Todo empreendedor precisa de alguém para ajudá-lo a ver as coisas por outro ângulo, alguém para opinar, alguém para ajudar nas tomadas de decisões.

Esse alguém pode ser um sócio, um parente, um amigo, o cônjuge ou até mesmo um coaching.

Acredite!

A barra é pesada. Não há noites de sono, dias de lazer e, mesmo de folga as preocupações financeiras, operacionais e tudo que envolve o negócio vai te martelar para onde você for.

Por isso, ter alguém que veja as coisas de fora, alguém com opinião diferente, alguém que tenha experiência, de vida ou de negócios vai te ajudar muito.

Não seja egocêntrico a ponto de se achar o melhor de todos. Não seja prepotente a ponto de achar que sabe tudo. Seja humilde, cale a boca daquele rei que você tem na barriga e ESCUTE OS OUTROS.

Acredite em mim. Estou falando por experiência própria.

Empreendedorismo é assim. Todo empreendedor vai se dar mal uma hora.

Tô louco?

Não… eu sei bem o que to falando. Por isso digo que você precisa ter alguém por trás. Isso minimiza as chances de burrada e, aumenta as cabeças pensantes por trás das ideias.

A verdade é que se desse pra prever com exatidão e antecedência se um negócio ia dar certo ou errado, empresas não fechavam todos os dias.

Mas, seguir esses três passos simples vai ajudar muito a você diminuir e muito as chances de fracasso. Vai por mim…

Se você quiser saber mais sobre empreendedorismo

Leia o manifesto do empreendedorismo no CINEBusiness e visite o PontoMarketing. É certeza de conteúdo relevante para fomentar o empreendedorismo mundo afora.

Qual a diferença entre coaching e consultoria?

A venda de serviços é muito difícil de ser mensurada pelo cliente. E quando ele nem sabe diferenciar os tipos de serviços oferecidos no mercado, a coisa fica mais difícil ainda.

Diferença entre Coaching e Consultoria  - ThinkOutside | Marketing & Vendas, Empreendedorismo e InovaçãoDia desses, eu fui surpreendido por um e-mail me perguntando a diferença entre coaching e consultoria.

Sei que na prática existe, ou pelo menos deveria existir muita diferença entre coaching e consultoria. Mas, os clientes desses serviços realmente conseguem enxergar essa diferença?

Ou será que é tudo uma grande balela e enganação de empresas de serviços?

Afinal de contas, coaching ou consultoria?

Todo mundo tá cansado de saber que, a venda de serviços não é mensurável.

Mesmo que a sua empresa apresente o melhor case do mundo – seja de coaching ou consultoria – na melhor empresa do mundo, no final da reunião o cliente ainda terá a mesma dúvida.

O que sua empresa pode fazer por mim?

Sim! É isso que você, fazendo coaching ou consultoria vai ter que responder pra ele. Sim. É isso que interessa.

O resto é balela.

Então, se o cliente não consegue medir o serviço, como ele vai saber se a sua consultoria ou se o serviço de coaching do concorrente serão melhor para ele?

A princípio eu achei que não tinha como saber.

Diferença entre Coaching e Consultoria  - ThinkOutside | Marketing & Vendas, Empreendedorismo e Inovação

As etapas de um processo de coaching.

Na verdade, coaching ou consultoria, é tudo uma questão de PERCEPÇÃO.

Infelizmente uma coisa é certa. Não importa se você diz que faz coaching ou consultoria. Importa o que o cliente enxerga e percebe do que você faz.

Se ele acha que é coaching, mesmo que você vendeu serviço de consultoria, pra ele é coaching.

Se ele acha que é consultoria, bem… então não é coaching.

Isso se o cliente tiver a percepção de alguma coisa. Isso se ele realmente já tiver ouvido falar em coaching e não achar que tudo é prestação de serviços do mesmo jeito.

Aí, cabe a sua empresa, mostrar a diferença.

Eu acredito que a diferença entre coaching e consultoria é filosófica e estrutural.

Filosófica por que tem tudo a ver com a filosofia de trabalho da empresa de coaching e do coach.

Estrutural por que se o cliente não sabe a diferença entre consultoria e coaching esse deve ser o primeiro passo na hora da venda.

Vender gato por lebre não funciona. Vender coaching como consultoria não vai fazer você conseguir renovar o contrato no final do ano.

A diferença básica entre coaching e consultoria está no resultado.

Os especialistas em coaching e consultoria que me perdoem. Mas se a diferença não é o resultado a culpa é deles.

Sim! Para o resultado de um coaching ser diferente do de uma consultoria,obviamente o processo todo é diferente.

Então não venha me dizer que o processo da consultoria é que é totalmente diferente do de coaching, porque o que importa é o resultado final. Se o resultado for o mesmo, o serviço é o mesmo, mas com nome diferente.

Coaching desenvolve pessoas para fazer por si mesmo.

Sim. Coaching desenvolve para que você faça. Se você quer pronto, coaching não é o serviço de que você precisa.

O coaching vai fazer com que você busque desenvolver e aprimorar o seu comportamento para, por si só realizar as mudanças.

Sim, o coaching é muito mais voltado para desenvolver e fazer com que a própria pessoa pense na solução e busque caminhos para que ela aconteça.

Algo como ensinar a pescar, ao invés de dar o peixe.

O resultado – e não o processo – do coaching é formar indivíduos – e não empresas, soluções e etc. – capazes de pensar e buscar soluções para o desenvolvimento.

Essas soluções são desenvolvidas através de competências complementares que são trabalhados nos profissionais de forma com que ele consigam enxergar problemas e buscar soluções.

Como eu disse, um trabalho de coaching ensina as pessoas a pensarem e buscarem soluções sozinha.

O coaching não vai te mostrar o que tá errado e sugerir a solução e a implementação. O coaching vai mostrar e auxiliar a busca pela solução e fazer com que pessoas cheguem a solução de maneira independente de apontamentos de processos inefetivos.

Consultoria é o serviço que soluciona determinado problema.

É mais ou menos isso.

A consultoria vai te dar o peixe. Mas, muitas vezes, você nem vai saber como ela fez isso. A consultoria não vai te ajudar a pensar na solução, nem no que está errado.

Ela vai dizer o que não funciona, através de um estudo elaborado, e trazer para a sua empresa o que ela precisa para que o problema seja resolvido.

Obviamente que, a consultoria não vai fazer com que você consiga resolver o problema sozinho depois. Nem pensar no problema para buscar a solução.

Consultoria é aquela coisa. Apareceu o problema. Contratou a consultoria pra resolver, melhorar ou aprimorar. A consultoria identificou os pontos críticos, elaborou o plano de ação, resolveu o problema, gerenciou tudo e acompanha os resultados.

Ok. Mas e se a consultoria for embora e der problema de novo?

Obviamente que coaching não pode te ensinar a resolver todos os problemas do mundo. Uma hora ou outra, o que você precisa mesmo é de uma consultoria.

Sim. Não adianta querer fazer um coaching 360º e saber de tudo para nunca precisar de consultoria e etc. Isso será praticamente impossível.

Nem sempre será possível identificar pontos críticos e propor soluções, sozinho. Muitas vezes será preciso o olhar de alguém de fora, com mais experiência e expertise no assunto para visualizar uma coisa que você ainda não viu.

Afinal de contas, é pra isso que existem coaching e consultoria. Caso contrário um já teria extinguido o outro há muito tempo.

Diferença entre Coaching e Consultoria  - ThinkOutside | Marketing & Vendas, Empreendedorismo e Inovação

Etapas do processo de consultoria empresarial.

Concluindo…

O que as empresas precisam é de um processo que misture coaching e consultoria na hora de identificar problemas e propor soluções para que as empresas entendam a importância na implementação de processos para resolver os problemas.

A consultoria precisa ser um misto de coaching. Precisa ajudar e influenciar empresas a pensarem soluções e refletirem o seu desempenho.

Esse já o primeiro grande passo para a evolução. O resto acaba sendo uma união de detalhes. Detalhes que, claro, fazem toda a diferença. Mas, sem o primeiro passo, muitas vezes nem são observados.

Eu, Você e os Outros.

Um bom profissional precisa dosar, com toda a precisão, a INDIVIDUALIDADE com o TRABALHO EM EQUIPE. Digo isso porque um profissional não é apenas formado por aquilo que ele consegue fazer sozinho: o seu sentido de urgência, sua determinação, disciplina e auto-confiança. A sua fama e reputação podem ser importantes para a empresa, mas pode matar o trabalho em equipe. Isso, porque muitas vezes, ser um profissional de excelência em empresas, ser um cara que faz a diferença pode fazer com que o sucesso suba a cabeça. O QUE É UM SÉRIO PROBLEMA.

Relacionamento não é ensinado nesses livros que somos obrigados a ler nas faculdades. Lá, muita gente aprende a fazer cálculos contábeis, estatísticos, contratos de trabalho, cálculos de preços de vendas, inventários. Todo esse trabalho técnico vai colocando ainda mais em segundo plano a grande importância do RELACIONAMENTO. Uma empresa, antes de produtos, de preços, de INOVAÇÃO e CRIATIVIDADE é feita de pessoas competentes.

Pessoas competentes que sejam humildes e, que sabem que nem toda capacidade do mundo faz a diferença SOZINHO. A única coisa que todos os cálculos da faculdade podem fazer em uma empresa é saber que um funcionário pode fazer muito menos SOZINHO do que junto de uma equipe competente.

Um parêntese.

O que eu tô querendo dizer aqui não é que todos devem viver felizes trabalhando como formigas. Eu estou dizendo que funcionários extraordinários fazem toda a diferença, mas que, muitas vezes o EGO e o seu ESTRELISMO o afastam do resto da equipe, o que pode matar em 50% o trabalho de uma empresa. Um excelente funcionário FAZ  a diferença, mas não faz tudo sozinho. Relacionamento é a matéria que não nos ensinam na faculdade e que faz mais falta no dia-a-dia de uma empresa.

Funcionários inovadores e empreendedores muitas vezes estão tão envolvidos no trabalho que esquecem dos outros. Por isso, temos que criar uma forma de exercitar o nosso RELACIONAMENTO na prática, uma vez que só iremos sentir falta dele quando nos vermos rodeados por outras pessoas, o que muitas pessoas chamam de EQUIPE.

Aí entramos na verdadeira raiz do problema. Saber lidar com colegas de diferentes opiniões, culturas, comportamento, gostos e até religiões diferentes é um coringa. Uma necessidade de todo profissional para o sucesso e crescimento de toda empresa.

Eu já vi empresas com tudo para dar certo dar errado por causa de relacionamento. E o pior de tudo. Problema de relacionamentos entre a família. Os sócios, donos do negócio, começaram a divergir suas opiniões, brigar e atrapalhar o ambiente da empresa com um conflito idiota. Um conflito besta que, por ciúmes dividia a empresa em um conflito onde um sócio diariamente discutia com os demais. Assim, um queria mostrar mais serviço do que o outro, para mostrar que era a pessoa mais indicada para tocar o negócio, fazendo que um clima horrível dividisse a equipe de trabalho de cada sócio. Isso, acabou com o ambiente e com o relacionamento na empresa. Se os donos do negócio, irmãos, não conseguem se dar bem, ninguém mais conseguia.

Assim, o comportamento entre a família acabou afetando diretamente o desempenho dos outros e, consequentemente as VENDAS da empresa e quando todo mundo percebeu isso já era muito tarde. A empresa se dividiu em partes, por causa da briga dos irmão, uma vez que o ambiente estava insustentável e a sobrevivência da empresa estava em risco. No final das contas, as brigas só acabaram com a divisão da empresa.

Isso porque o RELACIONAMENTO dentro da própria família estava desgastado e, cada sócio só sabia defender sua própria opinião sobre as coisas. Relacionamento não é ensinado na teoria, mas sim na prática, através da solidariedade, das conversas com pessoas de estilos diferentes, sobretudo da VONTADE DE AJUDAR.

A minha estadia em São Paulo me faz concluir que falta nas pessoas a vontade de ajudar, o que explica todo problema de relacionamento que vemos nas grandes empresas.

A vontade de ajudar, a solidariedade é a única forma de entendermos as pessoas, compreendê-las e AJUDAR DE VERDADE.

Eu tenho treinado o meu relacionamento, a minha vontade de entender as pessoas e me transformar em um profissional melhor ainda da seguinte maneira:

1. Ajudar pessoas. Quando eu falo em ajudar pessoas, eu não digo em dar conselhos à secretária, agradecer ao motoboy, ou servindo de exemplo para as outras pessoas. Quando eu digo ajudar, eu digo fazer alguma coisa pequena, mas que para outras pessoas pode parecer ser GIGANTESCA. Quando eu digo ajudar, eu digo você se levantar da praça de alimentação na rodoviária de São Paulo e oferecer um lanche a uma pessoa que está mexendo no lixo, desesperado por um pedaço de pão para preencher a fome. Ajudar é oferecer o que comer, escutar o que a pessoa tem a dizer e descobrir que ela foi para São Paulo encontrar o irmão que trabalhava na cidade e lhe prometera um emprego e, quando chegou, nem sinal do irmão. Ajudar é descobrir que aquela pessoa mexendo no lixo é um TRABALHADOR. É descobrir que ele está pedindo dinheiro para ir embora e, não quer gastar o pouco que já conseguiu com comida, por que precisa pegar o ônibus às 23:00h e já são 19:00h. Ajudar, de verdade é, depois de comprar a passagem para essa pessoa e lhe dar algum dinheiro para o lanche, ver essa pessoa chorar de felicidade e simplesmente sumir, desaparecer. Ajudar pessoas é muito mais do que uma simples palavra, ou um simples gesto. Ajudar, é QUERER RESOLVER O PROBLEMA DELA. E se possível, RESOLVER. Ajudar é olhar o necessitado do outro lado da rua e estender a mão independentemente do terno que se está usando.

Ajudar é o mais importante. O resto é detalhe.

Ajudar é ver uma pessoa que sofre de problemas mentais e não tem onde morar, não tem dinheiro, não tem emprego, precisar comprar um remédio para evitar a convulsão e ajudá-la. Não ajudar procurando um abrigo para que ele durma, ou pedir na justiça remédios gratuitos, o que qualquer um poderia fazer no longo prazo. Ajudar de verdade naquele momento significa comprar o remédio que a pessoa precisa pra não ter uma convulsão e morrer. Ajudar é sempre no CURTÍSSIMO PRAZO. O abrigo, os remédios gratuitos e tudo mais não resolveriam o problema dele, porque não iria evitar o problema eminente.

Ajudar o próximo. Aquele que menos tem. Essa é a melhor forma de entender o ser humano, de se misturar, e de levar a verdadeira postura de ajudar para dentro das empresas.

2. Envolva-se com pessoas de diferentes culturas. Se você não sair do seu gueto, você não vai entender as pessoas. Se você não sair da sua casa e começar a conversar com as pessoas da sua rua, você não vai conseguir entendê-las, e conviver com o posicionamento delas. Se você só conhece os solteiros, não vai conseguir se relacionar com os casados, os viuvos e os separados. Se você não tem amigos com filhos, não vai entender quando um funcionário chegar atrasado por causa da febre de 40o da filha. Se você tem preconceitos com homossexuais, nunca irá entender como se relacionar com essa pessoa no trabalho. Se misture na multidão.

Se você souber o por quê dos feriados dos judeus, ficará mais fácil se relacionar com eles. Se você souber alguma coisa da dificuldade dos deficientes, ficará mais fácil convencer o chefe a passar o escritório pro térreo, ou colocar um elevador no prédio.

Se você não souber o que as outras pessoas pensam, o que esperar, como agem, como trabalham, como encaram a vida, ficará MUITO difícil se relacionar bem com elas. Se todos os seus companheiros forem homens, se não tiver nenhuma mulher, será bem difícil quando você tiver que trabalhar com uma.

Se misture na multidão. Envolva-se com as pessoas, veja como elas agem, entenda-as. Relacionamento é isso, é se misturar, entender e se fazer entender. Viver com outras pessoas e fazer parte de uma sociedade é isso, entender os sentimentos e conhecer os semelhantes.

3. Tenha um espelho. Espelhe-se em quem você conhece que tem amigos e é respeitado. Peça conselhos, veja sua postura e aprenda diariamente como se portar para que as pessoas lhe entendam, lhe admirem e, acima de tudo, que você consiga ser entendido e respeitado.

A grande diferença não é fazer vencer a sua opinião em um consenso, ou hierarquicamente. A diferença é ser entendido e compreendido por muito mais amigos do que companheiros de trabalho. Espelhe-se na pessoa que você acredita ser um mestre em relacionamento. O exemplo é a melhor forma de aprendizado e, junto com as outras coisas vai fazer a grande diferença.  Mire-se na forma de agir dos grandes exemplos do relacionamento que lhe rodeiam. Estude-o. Se preciso, aproxime-se, peça dicas e lições sobre RELACIONAMENTO. Todo líder de verdade está praticando as três lições que eu falei sobre o relacionamento, e estão sempre prontos para AJUDAR DE VERDADE.

Tenha um exemplo, um parâmetro. Um espelho para que você possa observar, estudar, e ver quais atitudes que realmente fazem a diferença no RELACIONAMENTO.

O relacionamento é a matéria menos estudada, menos praticada e que mais faz diferença vai fazer em sua vida. Estou falando sobre relacionar-se com pessoas, e não sobre politicagem. Como eu disse acima, a individualidade, a inovação, a criatividade e a força-de-vontade são igualmente importantes ao relacionamento, ou trabalho em equipe. Vence quem consegue atingir mais pontos nos dois quesitos: INDIVIDUALIDADE e RELACIONAMENTO. O respeito não pode ser imposto pela INDIVIDUALIDADE, mas é facilmente conquistado quando sabemos nos relacionar e temos um IMPECÁVEL TRABALHO DE EQUIPE.

O segredo para ultrapassar qualquer crise, qualquer problema é a INDIVIDUALIDADE combinada com o TRABALHO EM EQUIPE. Trabalho em equipe aliado a metas e objetivos individuais. Essa é a atitude profissional que faz a diferença.