Nos Contos de Fadas…

Quanto mais eu paro pra observar o comportamento das pessoas eu chego à conclusões ÓBVIAS, mas desmotivadoras. E, quando eu digo comportamento, estou falando sobre gestos, forma de falar, conversas, e a forma de se comportar: tom de voz, gírias e etc.

E o comportamento das pessoas justificam o seu sucesso, ou o seu fracasso. Ou ambos. Apenas isso. É o comportamento de um indivíduo que vai determinar o seu presente e o seu futuro. O comportamento, os hábitos e as opiniões moldam o jeito de ser da pessoa. Não há segredos, fórmulas de sucesso, ou milagres de marketing na vida e nos negócios. Não há contos de fadas, não há mundo das maravilhas e não há cor. Purpurina e confete são coisas que SIMPLESMENTE não existem quando o assunto é business e carreira.

O SEBRAE e os outros “s” apontam que o principal motivo pelo qual as empresas falem é a falta de preparo, a falta de conhecimento específico e a falta de estudo. MAS, não há conhecimento, não há estudo, comprometimento, conhecimento nem força-de-vontade que sobreviva aos comportamentos.

O que fale as empresas não são a falta, mas sim o excesso. O que acaba com as empresas não é o que o empreendedor faz as coisas, mas sim o COMO ele as faz.

O segredo está nos hábitos, no modus operandi, e não nos livros, nas estatísticas e nos cursos. O que acaba com uma empresa? Empreendedor que se comporta como funcionário de chefia, e não como RESPONSÁVEL pelo negócio.

A diferença?

O empreendedor não pode, não deve, em hipótese alguma, permitir que seus hábitos fujam do normal. Se, em um primeiro momento, a ideia de ter um negócio, empreender do zero e engatinhar  der certo, em um outro momento, ele não pode achar que, porque a coisa está começando a acontecer que ele pode abandonar o barco e apenas viver com a renda que o negócio da pra ele.

O que acaba com as empresas é quando o cara que era pra tocar o negócio até a morte abandona o barco, e vai apenas gastando o dinheiro, vai apenas curtindo a vida, vai apenas usando a pose de empreendedor, sem querer colocar a mão na massa. É nessa hora, quando a pessoa não quer mais trabalhar e começa a contratar um monte de funcionários, quando ele quer apenas usufruir, quando ele para de pensar sobre o negócio, quando ele para de viver o negócio, que as coisas começam a dar errado.

E, em inúmeros casos isso acontece ANTES de um ano. E aí estão as estatísticas.

Casos não faltam pra comprovar essa situação e mostrar que ela é verdade.

Antônio tinha um trailler na cidade e, estava bombando de vender os seus lanches. O público jovem curtia demais o visual do local e gostava de um lanche específico, que vendia demais. As coisas estavam ótimas, quando a fiscalização começou a proibir que Antônio colocasse o seu trailler na mesma praça, todos os dias. Sabendo que, uma hora seria impossível continuar com a sua rotina de trabalho, Antônio teve a ideia de abrir uma loja fast food, para poder continuar vendendo o seus lanches e agradar todo mundo.

Entre procurar o local e fazer a reforma se foram quase três meses. Depois de pronto, Antônio vendeu o seu trailler e usou os equipamentos pra equipar a loja. Montada, abriu em um excelente ponto comercial, próximo a escolas e supermercados e padarias e, começou a faturar mais do que vinha ganhando.

Foi quando a correria do trabalho forçou a ele contratar uma funcionária. Até então, Antônio trabalhava apenas junto com sua esposa e, o surpreendente movimento fez com que duas pessoas fossem pouco para dividir o trabalho de fazer os lanches, etregar os pedidos pelo telefone e atender os clientes. Uma funcionária era o que Antônio mais precisava.

E Antônio contratou uma funcionária, que a princípio apenas montava os lanches. Com o tempo, Antônio foi se acomodando e, a sua jovem funcionária ficara responsável por tudo. Antônio agora apenas fazia as entregas de motocicleta e, sua esposa apenas atendia algum cliente quando o local estava cheio. Em outros momentos, Antônio, quando não estava entregando lanches, estava lendo, batendo papo, e não trabalhava.

E começou a não abrir alguns dias. Abria apenas nos dias de mais movimento, ao invés de investir na divulgação e na sua marca, preferia ficar fechado. E com isso, o faturamento foi diminuindo. Por não saber quais dias o local ficava aberto, os clientes desistiam de ligar e ir até lá para não arriscarem dar com a cara na porta – literalmente.

E como o faturamento vinha emagrecendo, Antônio decidiu aumentar o preço do lanche. E diminuir alguns ingredientes. Uma pena.

O lanche foi ficando ruim. E sem dinheiro pra fazer novas compras, tinha que adaptar na hora de montar o lanche. O que fazia o negócio ficar pior ainda. Nesse pouco tempo, a sua funcionária desistiu de trabalhar, porque estava sobrecarregada e, Antônio que vivia apenas na sombra, gastando o pouco dinheiro que ainda entrava, teve que voltar de volta ao balcão, o que o deixou desmotivado, pois queria apenas gastar o dinheiro que entrava.

Assim, resolveu abrir apenas aos finais de semana e, com isso, a clientela foi diminuindo, foi faltando dinheiro pro aluguel e a coisa foi ficando feia. Já sem vontade de seguir em frente, Antônio resolveu fechar, já que não tinha dinheiro suficiente para as despesas.

E assim, mais uma empresa entra para as estatísticas de fechar no primeiro ano. E, para embasar a teoria de que o comportamento é o que decide o sucesso do empreendimento, o hábito de Antônio passar de empreendedor para DONO do negócio, fez com que a coisa afundasse. Apenas com muito comprometimento, suor, esforço e perseverança é que a coisa da certo. Acomodar e, curtir a sensação de ser patrão é perda de tempo, além de ser alienação.

Esse comportamento, além de afastar os clientes do empreendedor, o que é muito ruim, uma vez que não mais será possível o contato direto entre o dono e o cliente, tão importante para medirmos o índice de comportamento e satisfação, acaba criando uma hierarquia dentro da empresa que faz o empreendimento não dar certo. O chefe, o dono, apenas cuida e gasta o dinheiro. O funcionário, trabalha duro e ainda tem que ouvir pressão do chefe. Enquanto isso, tem, o funcionário, que ser o defensor do cliente, escutá-lo e estar atento a todos os sinais.

MAS, de quem mesmo é a obrigação pelo sucesso da empresa? Quem é o cara que tem que colocar a mão na massa e ter todos os dados e estatísticas na mão? Mais importante numa empresa são as pessoas e as estatísticas. O caixa, o dinheiro e as o que foi vendido fica pra depois. Mais valioso do que saber quanto vendemos é saber se estamos vendendo mais, o que fizemos que fez com que as vendas aumentaram, o porque das vendas terem caído, o POR QUE, o porque, o POR QUÊ! Mais importante do que o  QUANTO vendemos é preciso saber PORQUE vendemos.

E se não o empreendedor, quem melhor pra cuidar de um filho, de um empreendimento.

O comportamento é crucial para o sucesso de um negócio. Pelo comportamento, podemos saber se o negócio é correto, é ético, se vai dar certo, ou se vai fechar no primeiro ano.

Anderson trabalhou alguns anos antes de decidir ter o seu próprio negócio. Alguns anos de experiência em vendas de TI, foi o motivo para, quando um amigo saiu da empresa que trabalharam fundarem a Infotel, uma empresa de serviços de TI voltada a segurança da informação e micro e pequenas empresas. A rescisão do sócio de Anderson, foi toda investida no negócio, além de um dinheiro que Anderson tinha guardado, pouca coisa, mas que somada ao de seu sócio foi suficiente par alugarem uma sala e começarem a ir pra cima dos clientes.

Como o sócio de Anderson tinha o conhecimento técnico e Anderson tinha o conhecimento comercial, Anderson começou a falar com os seus clientes e o seu sócio começou a ir nos locais que costumava atender antigamente.

Juntos, conseguiram os maiores clientes da empresa onde trabalharam. Junto a isso, somou-se um trabalho bem feito e pontual, o que não acontecia na empresa que trabalhavam. Tudo estava correndo bem, até que o dinheiro começou a não ser dividido igualmente. Anderson estava comprando carro novo, enquanto seu sócio ganhava pouco mais do que um salário mínimo.

Questionado, Anderson disse que eram algumas economias e, quando repartiam o dinheiro, os dois ficavam com a mesma parte. O que o sócio de Anderson não sabia era que Anderson tinha um caixa dois e estava desviando dinheiro da empresa. Muito decepcionado e, em um acesso de raiva, a sociedade foi desfeita, e o sócio de Anderson saiu sem nada.

Pro lugar de seu sócio, Anderson contratou dois funcionários com um salário de estagiário. Infelizmente, por falta de ética, olho grande e safadeza, uma sociedade que tinha tudo pra dar certo foi pelos ares.

Hoje, Anderson está no terceiro financiamento de carro zero kilometro. Em compensação, a sua empresa perde clientes como nunca e o faturamento está caindo. Se as coisas não mudarem, eles não duram até o final de 2010.

Porque? Porque o comportamento ladrão de Anderson desfez uma sociedade. Porque o egoísmo de Anderson pelo luxo, pelo dinheiro acabou com uma coisa que não era só dele. Porque a imagem subiu a cabeça de Anderson.

Resultado? Mais uma empresa que vai entrar pra estatística dos cinco anos. Vai fechar antes de completar cinco anos. Pela ganância, pela imagem, pela ostentação. Esses são os motivos que matam todas as empresas: a conduta, o comportamento.

Oscar saiu de seu emprego porque não era valorizado. Dono de um enorme conhecimento técnico em TI e com inúmeros contatos, a sua empresa não o valorizava.

Ao sair, pegou um dinheiro que tinha guardado e abriu uma revenda de TI voltada à serviços e automação comercial. Alugou um ponto barato em um local onde pudesse pagar o aluguel por um ano adiantado.

Começou pequeno. Tinha a lista de fornecedores de onde trabalhava. Começou a conversar com eles. Uma representação aqui, um contato ali, começou a vender uma impressora aqui, um cartucho ali e, foi conseguindo se firmar.

No horário em que não estava trabalhando, sua esposa ficava no telefone, no atendimento e na limpeza. Oscar contratou dois ajudantes. Um pra ficar nas vendas e no estoque, outro pra ficar de ajudante na execução dos serviços junto com ele.

Não era o mais barato. Mas tinha prazo, tinha boas marcas e tinha uma boa forma de negociar. No meio do caminho precisou vender seu carro zero pra investir na empresa. Vendeu o carro, e como não podia andar a pé, não podia ficar sem carro para realizar os serviços, pegou um vinte anos mais velho. Pegou um mais velho, para não ficar a pé, e pra ter onde levar os equipamentos, mas continuou trabalhando e contactando clientes todos os dias.

Foi vencendo aos poucos. Contratou mais um ajudante e, agora conta com duas equipes de funcionários – incluindo ele – para a realização dos serviços.

Há cerca de um mês, fechou o contrato em um condomínio de prédios comerciais de aproximadamente duzentos e sessenta câmeras de vigilância. E, com muito esforço e noites sem dormir, continua crescendo, em ritmo firme e bem pensado.

O empreendedor é o pai da criança. É o responsável por ela e, por isso, não pode largá-la de mão. Seu envolvimento é obrigatório, necessário e crucial para o sucesso do negócio. Sem um comportamento firme de trabalho e a consciência de que ele é o responsável pelo sucesso, ou pelo fracasso do negócio, nada vai pra frente.

Não é conhecimento que faz diferença nas empresas. É o comportamento, o hábito e a conduta que o empreendedor tem. São esses três fatores que vão determinar se o cara é empreendedor, ou se ele é só dono. E é isso que vai dizer se o negócio da certo ou vai pro lixo, em um cinco ou dez anos.

Somente nos contos-de-fadas é que acontecem mágicas e sapos viram príncipes encantados. Na vida real, tudo pode ser resumido em suor, sangue e dedicação. Ou seja, comportamento.

Ah! Faltou dizer se as histórias são reais??! SIM elas são. Todas elas.

Educação?

Eu acredito que nosso país precisa URGENTEMENTE de alguma mudança na educação. Primeira coisa que tem que acabar é esse negócio de Concurso Público, estabilidade e bla, bla, bla. Isso é uma coisa que me revolta. Na minha turma de faculdade, quando os professores perguntavam quem queria fazer concurso público, apenas eu a mais meia dúzia de gatos pingados não levantávamos a mão. Concurso pra que? Juiz, Promotor, Procurador, Defensor, Delegado, etc. Pra que concurso? Primeiro, em alguns casos pela mordomia: trabalhar pouco e ganhar mais do que o suficiente. Afinal, o que é que o povo procura? DINHEIRO! Isso em primeiro lugar, por que depois vem a maldita ESTABILIDADE. Não poder ser mandado embora é o sonho de todo brasileiro. E com isso, vem a oportunidade de fazer um trabalho medíocre, incompetente e de aposentar nessa mentira. Por isso que grande parte dos serviços não funcionam. A justiça, o governo, a educação, e por aí vai. É claro que, existe um ou outro que não encara as coisas dessa maneira, e acaba trabalhando de verdade, mesmo tendo todos esses benefícios. Eu acho que acabar com essa brincadeira seria um importante passo para o negócio ficar mais sério e profissional. Até por que, por um lado vemos professores ganhando R$: 500,00 no serviço público, e um professor de um cursinho universitário ganha dez vezes isso pra dar duas aulas por semana. Por que, por que métodos alternativos, revolucionários, novos e mais eficazes são necessários. Afinal, até quando teremos os métodos antigos em prática em pleno século XXI? Nas escolas públicas velhas práticas e teorias funcionam, mas nos cursos preparatórios para a universidade eles não são o bastante. Por isso eles vão buscar os melhores professores onde for preciso para mostrarem novas formas de aprendizado. O que separa um do outro? Um ficou satisfeito com a “estabilidade”, o outro não. Um aproveitou o final de semana pra ir à praia; o outro aproveitou os cursos, especilizações e reciclagens para aprender métodos alternativos.

Eu cresci no meio da educação. Na minha família todos são educadores, todos são exemplos em suas áreas. Minha mãe é uma pedagoga referência na região onde moramos em Volta Redonda, sempre muito estudiosa, dedicada e pronta para aprender novas formas de aprendizado, entre a Pedagogia do Oprimido e a Pedagogia do Amor. Sempre acreditou na educação e, mesmo depois de aposentada voltou ao trabalho para reescrever mais uma vez o seu nome na educação. Meus tios, todos professores super competentes e influências em suas áreas: história e enfermagem. Especialistas, estudiosos, apaixonados pelo que fazem, com formas diferenciadas de ensino e teorias coerentes com o nosso tempo, nunca trabalharam por dinheiro, mas sim por um ideal, por uma causa. E é isso que me faz acreditar em uma educação feita por professores capacitados e apaixonados pelo que fazem. E não professoras que trabalham de qualquer jeito apenas por não poderem ser demitidos. Afinal, eu ainda acredito na educação, por que dentro de casa as pessoas me mostraram que é possível ser excelente e fugir da mediocridade, ser competente, estudioso e nunca parar. Esse é o meu exemplo de educação, de professores, mestres e doutores que acreditam no ensino e que vão além. Enquanto uns dormem, outros aprendem!

O que separa os dois lados da educação? Veja você mesmo, por que um professor é mais valorizado do que o outro. Cabe a você mesmo saber em qual lado quer estar, quinhentos ou cinco mil. E o melhor, de onde vem esse, ainda tem mais.

Liderança na Crise

Hoje, a Nissan anunciou o corte de vinte mil vagas no mundo todo. Esse corte é resultado do primeiro ano de prejuízo da da montadora japonesa desde 2000. Ela prevê com os cortes, uma economia de aproximadamente US$: 2,9 bilhões já para 2009. As vinte mil vagas representam 8,5% de toda a força de trabalho da empresa.

“Segundo a agência de notícias Associated Press, a última vez que a Nissan registrou perdas foi em 2000, antes da fusão com a francesa Renault que colocou Ghosn para resgatar a japonesa da falência.

Em 1999 nós estávamos sozinhos, mas em 2009 estamos todos juntos, disse Ghosn sobre a crise financeira durante a divulgação das previsões da empresa nesta segunda, em Tóquio (Japão).

Com as demissões, a Nissan se une a outras grandes companhias japonesas entre os afetados pela crise. A Toyota anunciou que deve registrar em 2008 seu primeiro prejuízo anual da história; a Panasonic planeja fechar 27 fábricas e demitir 15 mil funcionários. As montadoras Honda, Yamaha, Suzuki e Mazda também registraram perdas, assim como as companhias do setor tecnologico Sony, Toshiba e Sanyo, entre outras”.

Do outro lado do  mundo, em São Paulo, pesquisa do DataFolha aponta que um terço dos lares da cidade já foram atingidos pelo desemprego. Você pode ler mais sobre a pesquisa aqui.

Bem, com essa crise, muitos empregos irão acabar. Literalmente. Muitas pessoas que trabalhavam em grandes indústrias terão, ou já tiveram os seus cargos substituídos por máquinas, robôs, ou outro tipo de tecnologia. Ou seja, o emprego dessas pessoas ACABOU. Mesmo depois que acabar a tão falada crise, essas pessoas não terão seus empregos de volta. A solução??

A solução é aprender um outro ofício. Aprender a fazer coisas novas, começar em uma nova profissão. Profissões relacionadas à Era Industrial estão com os dias contados. Portanto, se a sua profissão pode ser feita por uma máquina que não utiliza vale transporte, ticket alimentação, plano de saúde e salário mensal, fique atento. Procure por uma nova especialização. Estamos na Era do Conhecimento, onde quem desenvolve a sua massa encefálica consegue fazer a diferença e vencer.

As profissões acabaram. Os empregos acabaram. TRABALHE DURO!

Abaixo seguem dez dicas para exercer a liderança em tempos de crise:

1. Trabalhe duro;

2. Demonstre confiança e otimismo;

3. Não esconda a verdade;

4. Peça ajuda a todos da equipe;

5. Não fale mal da sua equipe, empresa, o que for. Foque no que vocês podem fazer;

6. Não se aproveite do fato do mercado de trabalho estar “comprador”;

7. Tempos difíceis são uma oportunidade para mudar e inovar;

8. Colabore em diferentes funções e áreas de uma empresa;

9. COMUNICAÇÃO, COMUNICAÇÃO, COMUNICAÇÃO;

10. Lembre-se: é uma oportunidade para VOCÊ MELHORAR!