Retrospectiva 2011, Parte Final – Os artigos do ano.

Até meados de 2011 eu estive meio parado. Escrevi pouco, muitas vezes por falta de parar e tirar um tempo pra escrever. Eu ainda não estou escrevendo da maneira que eu queria, na frequência que eu queria. Mas, já desenferrujei bastante e, o importante é não parar.

Em 2011, além do Think|Outside eu me engajei em dois projetos: o CINEBusiness, que é um blog, como todo mundo já sabe que alia cinema e negócios e o AveMarketing, que é o blog do meu amigo Elcio Fernando Del Prete, que eu fico muito honrado de colaborar com artigos quinzenais.

Em 2012 a ideia é aumentar essa produção. Já estou confirmado como colaborador de mais dois portais, que me deram a honra de poder estar entre os colaboradores para falar de branding, marketing e vendas e, o Think|Outside certamente vai voltar a produzir como nunca.

Por isso eu vou fazer dessa última parte da retrospectiva, um apanhado dos melhores artigos que eu escrevi, na minha opinião. Seja aqui no blog, no CINEBusiness ou no AveMarketing, aqui vai um apanhado daqueles que eu mais gostei e daqueles que eu acho que foram direto ao ponto que eu queria.

#8. O dilema do marketing moderno. Eu vivo dizendo que o marketing publicitário já está com seus dias contados. A publicidade, como ela funciona na TV e na mídia impressa, não funciona na internet, aonde a grande maioria dos consumidores que interessam estão. As publicidades do Google, ninguém tem paciência de ver e pula. Com os poup-up’s, mesma coisa. O que o marketing precisa fazer é se adaptar ao seu consumidor 1-a-1 e, mostrar pra ele que sabe o que tá fazendo. Que conhece o mercado, que conhece o consumidor e que conhece a concorrência.

O pessoal das agências de publicidade, e os prêmios dizem que o Brasil é um país muito criativo na hora de produzir propagandas e coisas criativas. Mas, será que essa criatividade maravilhosa e premiada do Brasil tá fazendo o dever de casa? O jeito que a marca está comunicando com o consumidor tem sido satisfatório? Ou, se essa não for a pergunta certa, tá funcionando, pelo menos? O Brasil é o pais mais criativo? Que produz os melhores comerciais? Então porque será que eu gosto de um ou outro apenas. Se eu parar pra pensar, tem apenas o da Johnie Walker que eu posso dizer que foi uma peça bem produzida. Mas, estou falando de um, no meio de infinitas produções já feitas nesse ano (leia mais).

#7. O que os olhos não vêm, o coração não sente. Esse é mais um da lista sobre branding e history telling. Publicado no AveMarketing, é um artigo que fiz inspirado na leitura de BrandSense, de Martin Lindstrom, que mostra que os sentidos e a sensação que temos com o imperceptível influencia, e muito a nossa maneira de ver uma marca, de comprar e de interagir com produtos e fabricantes.

Um grande desafio das marcas atuais é comunicar ao consumidor a seu diferencial e, passar a ele a sua personalidade. Atualmente, algumas marcas vivem seu momento de agressividade propagandística, aonde bombardear a cabeça de pessoas com o seu produto, não tem feito muita diferença nos resultados. Martin Lindstrom, no seu livro Brand Sense, fala sobre a importância de se utilizar os cinco sentidos na comunicação entre marcas e consumidores. Essa importância é sustentada na pesquisa que originou o livro, onde empresas que investiram em uma experiência sensorial completa foram muito mais lembradas pelos clientes (leia mais).

#6. Eu nunca trabalhei oito horas por dia! Esse foi um post aqui do blog que eu fiz em homenagem ao meu avô, que há pouco tempo sofreu um AVC e mostrou que é muito mais forte do que todo mundo pensa. Parte dessa força veio do trabalho duro, forçado e da determinação de uma pessoa que não tinha outra alternativa a não ser dar certo, para sustentar a sua família. Meu avô é um exemplo de empreendedorismo e  determinação porque sempre se mexeu, sempre fez um pouco a mais e sempre foi além. Criou os filhos sempre trabalhando muito mais do que oito horas por dia, o que demonstra que o amor pelo trabalho faz com que sejamos ativos e saudáveis por mais que o tempo insista em nos envelhecer.

Eu tenho um grande presente em minha vida que é ter a minha família próxima. A relação que tenho com a minha mãe e irmã, que são incomuns e, a relação com todo mundo ao redor. O relacionamento que tenho com primos e tios, são muito mais estreitos do que a maioria, o que faz com que a minha pequena família, de certa maneira, possa-se dizer que é bem unida. E eu tenho por detrás de meu caráter e minha personalidade o exemplo de um grande homem, meu avô, que é o dono dessa frase aí. Meu avô, hoje para completar seus setenta e nove anos é um senhor que casou muito jovem e, foi pai também muito jovem. E por circunstância do destino, foi pai de dois filhos, um atrás do outro. Digo circunstância do destino porque minha avó era muito inocente, havia sido criada em colégio interno de freiras e, naquele tempo, diferentemente de hoje, as meninas de dezessete anos não sabiam nada sobre educação sexual. Ela mesma me disse que só conseguiu entender, pela lógica e, ligando uma coisa à outra, como se engravidava, quando engravidou do seu terceiro filho (leia mais).

#5. O Comprometimento só é Verdadeiro Quando Sujamos a Nossa Reputação Com o Próprio Sangue. Esse foi o meu artigo de re-estreia no CINEBusiness. E, pra recomeçar eu escolhi falar da série 24 Horas e do comprometimento de Jack Bauer com o seu trabalho e com a defesa de seu país. Acredito que existem milhares de lições que podemos tirar da série mas, no post, destaquei nove que acredito serem as mais importantes e que podem ensinar sobre empreendedorismo:

1. Coloque o dedo na ferida;

2. Os negócios podem prejudicar a família;

3. Herois para alguns, bandido para outros;

4. O tempo sempre vai estar contra você;

5. Amizades verdadeiras são importantes;

6. Conheça o concorrente. Infiltre-se caso necessário;

7. Faça uma tarefa de cada vez;

8. Trabalho em equipe! Trabalho em equipe! Trabalho em equipe! Trabalho em equipe!; e

9. Deadlines muitas vezes podem mesmo significar “deadlines“.

O quanto estamos dispostos a nos doar pelo comprometimento? Até que ponto estar comprometido com uma causa está também ligado a causas hierárquicas? O comprometimento para na hierarquia, ou, pelo bem maior, devemos fazer o que precisa ser feito, para não jogar o nosso comprometimento em cheque? (leia mais).

#4. O Destino Raramente nos Chama no Momento de Nossa Escolha. Mais um post do CINEBusiness, dessa vez do filme Transformers. Acredito que Transformers seja um lindo filme sobre liderança, ajudar os outros e, fazer o que precisa ser feito. O comportamento de Optimus Prime e seus ensinamentos são equivalente a qualquer Mestre Yoda e, qualquer líder deveria ouvir com mais atenção o que ele tem pra falar. Assim como no post sobre 24 Horas, destaquei algumas lições – dessa vez oito – sobre o que podemos aprender com esse filme de robôs:

1. Muitas vezes, o seu passado não interessa;

2. Cuidado com as informações que chegam ao seu ouvido;

3. Você precisa saber a hora de lutar e de ensinar;

4. Muitas vezes seus amigos dizem não precisar de você. Mas, eles precisam de você, mesmo sem saber;

5. “Quando a esmola é demais, o santo desconfia”;

6. Até o seu melhor soldado pode ter vendido a alma ao diabo;

7. Não importa quem você conhece, mas quem conhece você; e

8. Tenha aliados dispostos a perder a cabeça para te ajudar.

O líder dos autobots tem não apenas essa mas, milhares de frases que são verdadeiras lições de vida e, lições empresariais, já figurando até mesmo nos wallpapers do CINEBusiness. A sabedoria desse robozinho fez eu me apaixonar pela saga dos Transformers e, como já deve ter dado pra perceber, esse será o filme que eu irei resenhar aqui. Mais especificamente: Transformers – O Lado Oculto da Lua, o terceiro filme da série que, espero eu continue por mais algum tempo. Primeiro, pela excelente qualidade dos efeitos especiais e,  porque, até hoje foi este o melhor filme em 3D que eu já ví. Outro motivo que me faz gostar da série são os enredos bem formados, as tiradas engraçadas sem dar tom pastelão ao filme e, as histórias bem fechadas onde a máxima violência só gera violência é deixada por terra. Até porque, somente com muita violência é que os mocinhos – nossos amigos autobots, conseguem vencer os bandidos – os decepticons (leia mais).

#3. Deve haver um jeito melhor. Infelizmente, entre as perdas irreparáveis de 2011 está Steve Jobs. Deve haver um jeito melhor é o post que eu fiz falando sobre a morte e sobre os ensinamentos desse gênio do mundo dos negócios. Certamente, hoje o mundo está mais pobre sem a presença e as loucuras de Steve.

Eu sempre achei Jobs um cara fantástico. Para mim, o seu discurso em Stanford, que os telejornais exibiram essa semana como algo inedito e triunfante, pode ser comparado, pelo legado deixado à história, ao consciente empreendedor como um presente tão importante e belo quanto o discurso de Martin Luther King Jr. Esse discurso, por si só já mostra o quanto estamos falando sobre um indivíduo fora do comum (leia mais).

#2. A resposta certa não muda nada. O essencial é que as perguntas estejam certas. Este é mais um artigo publicado no blog AveMarketing. Na verdade é um questionamento sobre verdades absolutas, questionamentos e crenças. As respostas certas não nos conduzem a lugar nenhum. Mas as perguntas certas nos conduzem para respostas inimagináveis. Essa é a maneira mais inteligente e sábia de empreender e tocar o coração das pessoas.

Se fizermos uma síntese sobre o aprendizado, vamos chegar a uma bela conclusão: que podemos aprender de duas maneiras, com a nossa vivência, e com a vivência dos outros. E, se pararmos pra pensar, tudo se encaixa em um lado ou outro dessa equação. Livros, palestras, aulas, vídeos, reuniões, tudo isso pode gerar aprendizado. E, em todos esses exemplos temos a vivência e a experiência dos outros que nos ensinam. Uma aula, uma palestra ou um livro, nada mais é do que o relato da experiência, do conhecimento de uma outra pessoa. E, claro, existe também aquilo que aprendemos com nossa experiência, com nossa vida, conosco. Um erro é uma maneira de aprendermos pela nossa experiência. Mas, a mais bela maneira de se aprender é questionar o porquê das coisas. E vejo que muitas pessoas que fizeram isso conseguiram ir além. Acabei de ler a biografia de Steve Jobs. E vi que isso era uma coisa que ele fazia diariamente com aquele que os outros a seu redor chamam de “campo de distorção da realidade”. Foi assim que ele conseguiu convencer Steve Wozniak a produzir um jogo para a Atari em menos tempo, foi assim que ele convenceu Jonny Ive que dava tempo de fazer o iPod em seis meses, foi assim que ele convenceu o dono da fábrica que produz os vidros dos iPhones e iPads a fazer o vidro quando ele disse que não tinha como produzir a quantidade que Jobs precisava (leia mais).

#1. Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa. A capacidade de aprender é fascinante. E, mais fascinante ainda é quando usamos o aprendizado pro bem, ao nosso favor, para mudar a vida das pessoas.

A frase título do post é do Leonardo da Vinci. Mas, o mais incrível é a forma com que a nossa mente desenvolve inúmeras maneiras de aprendermos. O vício em aprendizado atrapalha na ação? Ou será que, o fato de a mente nunca se cansar de aprender não demonstra uma dependência em ficar tentando aprender? Porque eu acredito que, agente só prova que aprendeu quando coloca o aprendizado em prática. Existe um ditado que diz que “errar é humano, mas persistir no erro é burrice”. Existe ainda outro ditado, esse  acho que muçulmano, que diz que “muitas vezes não temos culpa por errar uma vez; ele pode ser fruto de ignorância ou desconhecimento”. Mas que o erro, recorrente, é culpa nossa. Nós escolhemos errar (leia mais).

Eu 2012 eu vou escrever como nunca. Escrever, dialogar, ler e assistir filmes são as melhores maneiras de aprendermos práticas não ortodoxas e mudar o mundo!

Acorda!! Tá na hora de mudar o mundo…

Empreendedores e Loucos!

O que torna um vendedor melhor do que o outro e uma pequena empresa melhor do que a outra? As VENDAS. São vendas que separam o Wall-Mart no topo da cadeia do varejo no mundo de um mercado. São as vendas que diferenciam vendedores de tiradores de pedidos. VENDAS. Não há segredo, não há milagres. Apenas muito esforço e vendas. Da mesma maneira em que as vendas fazem a diferença entre vendedores e empresas, as VENDAS são o diferencial de qualquer micro e pequena empresa.

Uma empresa pequena, um micro empresário, um negócio que está iniciando precisa loucamente de vendas. LOUCAMENTE. As vendas são imprescindíveis, porque, sem elas, a conta NÃO VAI FECHAR no final do mês. E porque algumas empresas, alguns vendedores, alguns empreendedores conseguem vender, e outros não conseguem?

A conta é simples. E a resposta está no esforço. O melhor vendedor vende mais porque, TRABALHA MAIS.

Empreendedores de verdade são vendedores. Eles sabem que sem vendas, tudo acaba e, por isso, são os melhores e maiores vendedores que o seu negócio pode ter. SIM. Empreendedores promovem, vendem e falam de suas empresas. Empreendedores divulgam e falam com as pessoas sobre seus negócios com entusiasmo, com felicidade. Empreendedores vendem ideias, vendem qualidade, vendem a empresa e o produto, porque, acima de tudo, são completamente APAIXONADOS pelo que estão fazendo.

Os empreendedores sabem que, sem clientes, não há vendas e, por isso vai pra cima dos clientes, fazendo o que for preciso para ajudar nas vendas, para ajudar na produtividade e na lucratividade. Empreendedores-vendedores estão dispostos a fazer o que for preciso pra melhorar o negócio. Por isso, trabalham em todas as frentes. Faxinam, atendem ao telefone, entregam panfletos, conversam com as pessoas, fazem contatos, fazem telefonemas, são incansáveis. E colocam totalmente a mão na massa. Isso porque, não adianta ter o melhor produto, ter a melhor opção se você não VENDER.

Empreendedores sabem que, se você não tiver vendendo, você está perdendo. Sabem também que, produto sem vender é dinheiro perdido. A verdade é que, o empreendedor sabe que, se não produzir e, não conseguir fazer com que os produtos girem, vai à falência.

Ok. Mas empreendedores não são entidades divinas. Eles têm de fazer escolhas. Precisa escolher empreender, e jogar tudo pro alto, trabalhar pela sua causa fazendo o que for preciso, ou se vai preferir as regalias de ser um empregado e trabalhar apenas de Segunda à Sexta. Empreendedores sabem que, quando se trabalha em algo que é seu, em algo que está iniciando, detalhes são importantíssimos, e todo tempo é dinheiro.

Empreendedores sabem que, se não fizer agora, amanhã pode ser tarde. Por isso, faz sempre o melhor que possível toda hora porque, no minuto seguinte pode ser tarde demais. FAZER, FAZER, FAZER. É tudo que um empreendedor quer. Ninguém melhor do que ele para imaginar coisas, bolar planos, traçar metas e objetivos e PENSAR, PENSAR e PENSAR, como fazer o negócio crescer, como fazer as vendas aumentarem, como atrair mais clientes.

Perguntas como “COMO” e “E SE”, são as únicas companheiras de um empreendedor. E habitado por perguntas assim e,  pela paixão por seu negócio, empreendedores são sozinhos. Apenas ideias, pensamentos, reflexões e, muito a fazer.

Sem querer, empreendedores vão afastando as pessoas. Vão afastando familiares e esposas, amigos e parentes, porque, para uns são loucos, por terem o FOCO no seu negócio. Para outros, o fato de trabalhar mais do que relógio incomoda, porque acham que finais de semana são indispensáveis. Muitas vezes, não sabem nada sobre empreendedorismo e, acreditam que um negócio pode andar SOZINHO, sem o mínimo de esforço.

Só que não é assim que a banda toca. Nada acontece sozinho. Negócio nenhum cresce sem esforço. E infelizmente, algumas pessoas simplesmente vão demorar muito tempo até entenderem que, empreender é construir uma história. E uma história, se constrói tijolo por tijolo, pedra por pedra. Diariamente, apenas esforço, dúvidas, problemas e paixão.

Um empreendimento não é apenas um monte de coisas dentro de um lugar. É também uma ideia, é também um sonho, é também uma pequena história se iniciando. Empreendedores são escritores que, substituem o papel e a caneta pelo FAZEJAMENTO. Empreendedores escrevem a sua história fazendo, construindo, realizando. Errando, e acertando. Acertando muito mais pra não perder. MAIS, acima de tudo, arriscando. Porque é o risco que faz o sangue correr nas veias. E é a emoção de criar alguma coisa, o combustível que move o empreendedor para construir muito mais do que empresas, e por isso, a necessidade, a vontade, o compromisso de estar SEMPRE VENDENDO, sempre CRIANDO, sempre EMPREENDENDO.

Empreendedorismo é um pequeno jogo. Um jogo onde muitas vezes, para quem está de fora, as regras são esquisitas, e difíceis de entender. Isso porque, pra entrar no jogo, tem que ter cabeça aberta, tem que ser maluco, tem que esquecer as regras do dia-a-dia, tem que explodir com a rotina.

Só assim pra entender o empreendedorismo. Caso contrário, empreendedores continuaram sendo um pouco loucos, imcompreensíveis e EXAGERADOS.

Ainda bem! Vida longa aos exagerados…

O que Você Está Fazendo Por Você Mesmo?

Eu acredito que a melhor forma de aprendizado é a prática; a possibilidade de vivenciar e aprender antes mesmo da teoria é uma oportunidade única, que muitas pessoas acabam por desperdiçar para dedicar-se exclusivamente ao estudo e à carreira de pesquisador/estudioso. Eu li uma vez, em um livro sobre a Microsoft um caso muito interessante de como a vivência e a experiência valem muito. Resumidamente, o caso era de um funcionário da Microsoft que pediu licença da empresa para fazer um curso fora, para quando voltar, ter a oportunidade de tentar uma vaga na gerência. Mas, como esse funcionário era muito bom e competente, seus superiores lhe questionaram se, caso eles lhe dessem a promoção, ele desistiria do curso; o que ele imediatamente respondeu afirmativamente e foi feito. A empresa o promoveu e ele abriu mão do curso. Mais uma prova de que á melhor forma de aprender é fazendo.

Eu sou um grande defensor de se trabalhar e estudar. Nossa vivência educacional no Brasil preza as pessoas que puderam apenas estudar, que nunca trabalharam, para trabalhar somente após o final de cursos e de especializações. Infelizmente, isso é uma pena. Ao se trabalhar, temos a possibilidade de, ou testarmos aquilo que estamos estudando, ou de nos apaixonarmos pela área que estamos trabalhando (e, muitas vezes não tem nada a ver com a nossa faculdade, ou curso técnico). Se não bastasse a oportunidade de testar a teoria na prática, ou de se envolver com outra área, temos ainda os contatos, o networking e o aprendizado em grupo.

Pense da seguinte maneira: um profissional nunca trabalhou na vida e inicia sua jornada na faculdade sem nenhuma experiência. Além da inexperiência, vai estudar fora, com patrocínio e apoio dos pais, o que impede ainda mais que a pessoa trabalhe, por estar fora, sem muitos contatos e dependendo do tamanho da cidade, sem oportunidades de estágio, ou de um outro emprego alternativo. Terminado o curso (quatro ou cinco anos), a pessoa inicia a jornada de DESEMPREGADO, pois é assim que uma pessoa sem experiência e que nunca trabalhou inicia sua vida profissional: desempregado. Muitas vezes, só vai pintar o primeiro emprego, a primeira oportunidade, depois dos 25 anos. Ou seja, o contato da teoria com a prática só se inicia muito tarde na vida, e aí, é pouco tempo para aprender muitas coisas sobre a vida profissional.

Por outro lado, a pessoa que trabalha desde cedo, fazendo sacrifícios e estudando à noite, e nas madrugadas na véspera de provas, tem muito mais coisa para acrescentar na sua carreira. Primeiro porque, junto do amadurecimento nos estudos, vem o amadurecimento profissional. Segundo, porque independente da relação entre os estudos e a profissão, muita coisa sempre pode ser adaptada, complementada e é possível aprender na prática. Aos 25 anos, esse profissional terá mais experiência, mais visão de mercado, estará mais amadurecido e isso, com certeza irá se refletir positivamente. Afinal, quem tem mais contatos, aquele que sempre trabalhou, o recém ingressado no mundo profissional?

Porém, infelizmente, assim que terminam a faculdade, muitas pessoas param. Ficam ESTAGNADAS, sem se preocupar com nada, com a sensação de dever cumprido. É aí que a coisa começa a complicar. Por quê? Porque, apesar de a prática ser a melhor forma de estudo, precisamos alimentar o nosso cérebro (que é um músculo, e precisa ser exercitado), com desafios, conteúdo e aprendizado. Afinal, as pessoas passam o dia inteiro trabalhando, doando e vendendo seu trabalho em troca de um salário, e não faz nenhum investimento no futuro, pois aquilo que fazemos depois que já doamos nossa mão-de-obra é o que determina a distância que vamos conseguir caminhar a mais no final da jornada.

Quem faz mais sacrifícios sempre está mais bem preparado. Aquele que faz sempre mais do que é cobrado, mais do que os outros fazem, mais do que ele mesmo acredita que aguenta, consegue colher mais, ir mais a adiante, e alcançar e realizar muito mais objetivos. Afinal, o que determina o vencedor no final é o caminho percorrido e a prova é realizada passo por passo. O importante é acreditarmos que, quando não da mais, tentarmos sempre um passo a mais adiante: assim, não se contente com o diploma ou o certificado, faça por vontade própria. A melhor forma de aprendizado é a boa-vontade aliada ao trabalho. Por trabalho, entenda ser o melhor do mundo em alguma coisa, fazendo algo de relevante para você e para os outros. Por boa-vontade, entenda, cursos, leituras, relacionamentos, aprendizado e sacrifício. Afinal, não é à toa que os exemplos em excelência vêm de pessoas que a vida inteira se sacrificaram; e continuam sacrificando. Experimente dormir uma hora a menos, ler duas horas por dia, escrever por trinta segundos e nunca almoçar sozinho. O resultado será imediato e, você também sentirá a diferença.

Grandes poderes, grandes responsabilidades, quanto maior o treino maior a habilidade, nunca desista de tentar, Deus ajuda quem cedo madruga. Os ditados estão aí pra comprovar. Você vai querer tirar a prova real, ou vai começar desde já a fazer algo a mais para ser mais do alguém?

Invista em você. As suas missões no mundo são apenas duas: deixar um nome que sirva de exemplo, e dar liberdade financeira e de escolha aos seus herdeiros.

Nunca se contente com pouco. Honre a sua saúde e sua inteligência. Quando é dada a largada, todos os competidores estão em pé de igualdade na mesma linha. A partir daí, o que vai diferenciar a distância entre o vencedor e os demais é apenas uma coisa: a DEDICAÇÃO.

Acorda!! Tá na hora de mudar o mundo…

O que é Trabalho pra Você?

Essa reflexão é um trabalho show de bola feito pelo meu amigo Matozo. Vale refletir sobre o verbo TRABALHAR. Substituam o verbo TRABALHAR pela palavra e pela atitude EMPREENDER. Os três vídeos são um filme só. ASSISTAM!!

No final, só resta uma pergunta: “você é realmente feliz????”…