Você está atingindo mais pessoas no Facebook do que imagina

Um novo estudo mostra que a percepção dos usuários do Facebook é diferente do que a realidade. A maioria das pessoas tem um alcance maior do que imagina

Pense naquela pessoa que trabalhou com você há 6 anos atrás e que sempre curte seus posts no Facebook e deve ser o único a ver isso. Agora pense novamente.

Um novo estudo do departamento de ciência da computação da universidade de Stanford com dados do Facebook, mostrou que a maioria dos usuários do Facebook estão atingindo mais de 3 vezes o número de pessoas que acreditam atingir.

Uma análise da atividade de 220 mil usuários americanos do Facebook ao longo de Junho de 2012 demonstrou que cada post é visto, em média por 1/3 dos seus amigos.

Além disso, os pesquisadores exploraram a disparidade entre a percepção dos usuários do Facebook de seu público e da realidade estatística, e comparou a comunicação via Facebook com outras redes sociais.

Acredite: você está atingindo mais pessoas no Facebook do que imagina.

Acredite: você está atingindo mais pessoas no Facebook do que imagina.

Alguns destaques do estudo:

  • Os usuários do Facebook subestimam o seu público, acreditando que suas mensagens são vistas por apenas 27% do número de pessoas que realmente veem.
  • Cerca de 50% dos participantes do estudo expressaram o desejo de ter um público maior, mas todos eles tinham estimado um volume muito menor de espectadores do que realmente tinha.
  • As pessoas não não curtem regulamente as postagens, ainda sim as leem. Os sistemas sociais têm mais espectadores do que contribuintes, afirmou o estudo, concluindo que a maioria das pessoas que recebem suas mensagens não estão respondendo ativamente a elas.

___

Este artigo foi adaptado do original, “You’re Reaching More People on Facebook Than You Think”, da revista Inc.

O Poder do Modelo Pay Per Fan e Facebook Ads

Entenda o que o modelo denominado Pay Per Fan pode agregar à sua fanpage.

No final de 2012 eu fui convidado pelo pessoal da revista Promo Insights para participar de uma matéria sobre o sistema Pay Per Fan e o seu crescimento aqui no Brasil.

O resultado foi uma excelente matéria na revista que vocês podem ver abaixo (a partir da página 22):

Além disso, seguem abaixo as minhas respostas às perguntas que o pessoal da Promo Insights mandou pra mim na íntegra.

#1. Você conhece o sistema Pay Per Fan? Como ele pode auxiliar as marcas que tem presença no Facebook?

Sim, conheço. O pay per fan é uma adaptação do modelo pay per lead.

Enquanto o pay per lead as empresas pagam a cada lead qualificado, no pay per fan, as empresas pagam a cada fã – teoricamente qualificado – que a marca ganha no Facebook. Esse sistema, em um primeiro momento acaba sendo vantajoso por permitir que uma fanpage ganhe fãs qualificados e faça a sua página aumentar o número de seguidores. Por um lado, com a promessa de que os fãs são qualificados e estão dentro do perfil dos usuários que a empresa quer atingir no Facebook acaba sendo uma grande sacada.

A síntese do pay per fan é justamente essa: conseguir seguidores qualificados, de acordo com o estudo de público-alvo da empresa, para a fanpage de uma marca. E, como o próprio nome já diz, a empresa só paga pelo lead qualificado.

#2.  Qual a diferença entre o Pay Per Fan e os sites que compram seguidores?

Quando uma marca compra seguidores para sua fanpage, ela não necessariamente está comprando uma pessoa que está interessada no que ela faz. Programadores que vendem esse tipo de serviço mascaram o curtir por trás de algum aplicativo que, muitas vezes não permite com que o curtidor saiba que está curtindo uma página.

Assim, esse público, em algumas vezes nem sabe como acabou curtindo aquela página. E, dificilmente vai acabar interagindo com uma marca que não curtiu por livre e espontânea vontade, o que significa que, além desse público não ter engajamento com a marca – e com isso não vai interagir com a página – acaba não tendo valor nenhum.

O que importa no social é justamente a qualificação. Uma pessoa que curte por vontade, e não por um script instalado em algum aplicativo, está muito mais propenso a dialogar com a marca e com a fanpage: curtindo, comentando e compartilhando. É justamente isso qua vai espalhar o conteúdo da marca no Facebook.

#3. Qual a importância do Facebook para o relacionamento entre marcas e consumidores?

As redes sociais não são centrais de atendimento ao consumidor. Mas, ao mesmo tempo são.  O Facebook é um canal para a marca dialogar com o consumidor. E é importante produzir conteúdo nos canais aonde os usuários estão.

Provavelmente, muitos dos fãs das marcas no Facebook são clientes e, aquele canal é um canal riquíssimo para conhecer o consumidor, seus hábitos, gostos de comportamento em geral. Isso significa que estar no Facebook é uma grande oportunidade de conhecer melhor e se aproximar dos seus consumidores, além de criar a reputação de uma marca online. Ao entender o comportamento dos seus consumidores e fãs, uma marca consegue interagir de maneira mais funcional com sua comunidade e, criar a sua reputação, espalhar o seu conteúdo e conversar com seus fãs.

#4. A eficácia da marca na rede social depende de fatores importantes como a qualidade do conteúdo gerado e a interatividade com o público. Como conseguir isso? O número de fãs de página influencia na eficácia das ações no Facebook?

Nas mídias sociais a grande sacada é: é muito mais importante ter meia dúzia de seguidores entusiasmados do que milhões de seguidores que pouco se importam com o que a marca produz. O número de fãs é importante e , obviamente quando construído de maneira limpa, mostra o quanto as pessoas gostam do que a empresa faz. Mas, é muito mais importante o índice de engajamento e interação do que número de seguidores.

Até porque o que importa no Facebook não é apenas o número de fãs, mas sim a frequência e o tipo de conteúdo que é produzido. Um estudo recente mediu a eficácia do conteúdo produzido pelas marcas na web. O resultado é que  pessoas mais compartilham no Facebook são, em primeiro lugar as fotos (com 70% dos compartilhamentos), seguido pelos links (14% dos compartilhamentos), atualizações de status (10% dos compartilhamentos) e vídeos (com 6% dos compartilhamentos).

O que isso tudo significa é: a frequência de atualização e o tipo de conteúdo são de grande importância para o engajamento dos fãs. Aliando o tipo de atualização certa, com o horário certo (o horário nobre do Facebook é 20:00h) e a quantidade de atualização certa, uma marca consegue a interatividade com os seus seguidores. E, quanto mais qualificado esses seguidores, melhor o resultado. Quando uma marca interage com uma base de fãs comprada, isso raramente vai funcionar.

Quando os seguidores são conquistados de acordo com o mérito da marca, da sua interatividade com os usuários e, a freqência do conteúdo, as ações têm muito mais chances de surtirem o efeito desejado de fazer as marcas fincarem com os dois pés a comunidade digital.

#5. Gostaria de acrescentar alguma informação sobre o tema?

Os canais digitas são uma oportunidade para que uma marca espalhe a sua história, crie a sua reputação online e interaja na comunidade aonde o seu público está inserido.

Facebook, Twitter e outras mídias sociais são canais aonde é possível ter uma conexão direta com consumidores e futuros consumidores. Diferentemente da TV ou de outros meios, aonde o público não pode interagir, a internet permite às marcas contarem as suas histórias e validarem aquilo que está fazendo em tempo real, para focarem no que realmente faz a diferença para o seu público.

Muito obrigado ao pessoal da Promo Insights pela matéria!

Enhanced by Zemanta

As Promoções do CINEBusiness.

Como todos sabem, o CINEBusiness voltou com força total. Toda semana tem vários artigos novos e, junto com os artigos de filmes temos também diversos Wallpapers e promoções. Agora o CINEBusiness sorteará TODO dia 30 um livro entre as pessoas que curtirem a página do CINEBusiness no Facebook.

As regras são simples:

1. Acesse o link da página do CINEBusiness no Facebook: http://www.facebook.com/CINEBusiness. Clique em curtir. ATENÇÃO: É preciso curtir a PÁGINA do Facebook do CINEBusiness e não as postagens;

2. Depois vá ao álbum de fotos da nossa página no Facebook e compartilhe imagem da promoção do mês no seu perfil;

3. Pronto! Você já estará concorrendo.

A promoção do mês de Setembro vai até o dia 30. No final do dia 30 de Setembro sortearemos o livro “Satisfação Garantida”, de Tony Hsieh, o fundador da Zappos!, a empresa de e-commerce sensação no mundo todo que se destacou pela sua cultura e, recentemente foi adquirida pela Amazon.com por um bilhão de dólares.

Eu gostaria que todos participassem e ajudassem a divulgar o CINEBusiness.

Histórias Empreendedoras, Volume I.

Eu vou passar a contar por aqui algumas histórias de amigos, ou conhecidos, ou de pessoas que eu vejo passar pela rua, e que eu fico conhecendo e passo a admirar.

Quando eu escutava as pessoas dizendo pra começar a empreender com nada, pra dar os seus pulos e começar com R$ 1.000,00, eu tinha dificuldades pra visualizar isso. Geralmente, por que essas pessoas não começaram com essa pequena quantia. É o típico caso de “faça o que eu digo, mas não o que eu faço”, ou seja, tente começar com milzinho, se conseguir, mérito seu. Eu preferi juntar um pouco mais de capital.

Mas, essa minha concepção mudou depois que eu conheci o Edison. Um simples revendedor de gás. De gás, de água, de cloro, de produtos de limpeza, de linguiça, de queijo, de várias coisas.

E ele faz tudo isso, com apenas uma bicicleta. Ele mesmo compra o cloro e prepara os sabões e produtos de limpeza.

E como ele começou?

Ele começou indo até um depósito de gás da marca X, que não interessa aqui divulgar a marca e se oferecendo para ser revendedor. Com apenas uma bicicleta, ele foi vendendo para os vizinhos e, com isso passou para as águas. Depois, na estratégia de promoção, começou a comprar o cloro. Quando uma pessoa comprava um gás, ganhava um litro de cloro.

Quando os seus vizinhos todos compravam gás dele, chegou a hora de expandir. Expandir pra entregar em outros bairros, em localidades próximas, com a ajuda da sua fiel escudeira, a bicicleta.

E Edison começou com os imãs de geladeira. Que ele mesmo distribuia. Depois que entregava o último gás, lá pelas 22:00h, começava a distribuir os imãs pelos bairros vizinhos. Um imã simples. Dizendo apenas “Disque Gás e ganhe um litro de cloro. Temos também água e produtos de limpeza”. Um imã simples, objetivo (divulgava o produto e oferecia um brinde), que ele fazia a um custo muito baixo e que ele mesmo distribuia, porque não confiava o trabalho de panfletagem na mão dos outros, o que realmente é muito arriscado e que rapidamente da resultados.

E os resultados da panfletagem foi aparecendo. E com isso, ele contratou uma pessoa pra atender ao telefone (que estava nos imãs) e concentrou-se apenas nas entregas, com a sua bicicleta, que sempre lhe acompanhava. Com as entregas aumentando, ele vendia mais e, fazia mais imãs e panfletava ainda mais.

Depois dos imãs, foi a vez do carro de som. Começou a circular aos Domingos pelo seu bairro e toda redondeza de bairros vizinhos. Começando na parte da manhã e indo até o final da tarde. Anunciava todos os seus produtos e ainda sorteva brindes no final do mês pra quem comprava QUALQUER produto que ele vendia (do gás, ao produto mais barato).

Eu vou começar a comentar essa história por aqui, porque ela já chegou aonde eu queria. Um cara e uma bicicleta hoje entregam mais de cinquenta butijões de gás por dia (fora os outros produtos).

Eu vejo administrador formado nessas faculdades de plástico que têm medo de empreender. Já convivi com gente assim. Gente que queria trabalhar para os outros, tentar juntar um dinheirinho e, depois abrir uma coisinha aqui, colocar duas ou três pessoas para trabalhar pra ela e, CONTINUAR trabalhando pros outros. A pessoa prefere empregar a sua mão-de-obra ajudando os outros, do que ajudar a si mesmo.

Pessoas que, mesmo após quatro anos de faculdade (em média), mais dois anos de curso disso, um ano de curso daquilo, ainda não se sente SEGURO para arriscar em algo, em criar algo. Primeiro, com medo de quebrar. Segundo, com medo do pouco dinheiro.

Por uma regra lógica, mas que podemos chamar de falácia, não era pra, quanto mais estudada uma pessoa ser, menos chance de errar ela ter?

Pelo visto não. Primeiro pelos curriculuns ridículos que as faculdades ensinam. Uma faculdade ensina antropologia aos alunos de administração, ensina contabilidade, ensina introdução ao direito, ensina introdução ao marketing, e não se aprofunda em nada. É tudo um pouquinho. E muito de nada.

Oras, porque ensinar a droga de antropologia – se o que é estudado lá não tem nada  a ver com o COMPORTAMENTO do consumidor, ou empreendedor, e não ensinar como conseguir financiamento? Porque ensinar estatística blá, blá, blá, CRM e Sistemas da Informação, se não ensina o futuro administrador a fazer um plano de negócios, a elaborar uma presentation para vender um projeto, um plano de ação.

Ei! O administrador sai da faculdade da mesma maneira que o aluno sai do ensino médio quando não faz um curso técnico: sabendo um pouquinho de coisa nenhuma.

O Edison, não sei até quando ele estudou. Acho que no máximo, um ensino médio incompleto.

E ele sabe, melhor do que muito administrador, sobre um mix de marketing que muitos ignoram: propaganda e promoção.

Eu vejo, todos os dias, administradores recém-saídos de suas faculdades abrindo empresas, abrindo negócios, e achando que os clientes virão por si só. Que vão brotar, que vão passar em frente e comprar. Bem, isso até pode acontecer, mas você precisa de audiência.

Mesmo que a sua estratégia seja o marketing boca-a-boca, você precisa gerar audiência para que ela ocorra. Ninguém fazendo boca-a-boca pra muitos, é igual a nada, é o mesmo que multiplicar qualquer coisa por zero.

Administradores ficam muito enraizados em planos financeiros, em custos, margens, fluxos-de-caixa, e esquecem das vendas, das entradas, do marketing, das ações que geram vendas.

Administradores aprendem Conjuntura Econômica, Tecnologia e Sociedade, Jogos Empresarias, enquanto deveriam estar aprendendo sobre vendas, sobre como vender, como trazer lucro, dinheiro, pra depois sim estruturar-se financeiramente.

Se Steve Jobs e Wozniak tivessem atentos à conjuntura econômica da época em que lançaram o primeiro computador pessoal da Apple, será que hoje teríamos o iPad, o iPhone, e todos os produtos da maçã?

Eu odeio o exemplo de Zuckerberg e o Facebook por achar a estória um tanto quanto suja. Mas, se ele estivesse atento à essas conjunturas ele seria considerado pela Forbes o cara do ano de 2010?

Caramba. Danem-se as conjuturas, as matemáticas. Tem gente investindo dinheiro em empresas que vão ao contrário de todas as lógicas matemáticas e conjunturais porque compram ideias, e não relatórios financeiros e essa baboseira de dossiês.

E o cara, empreendedor nato, com a sua bicicleta, e nenhum curso de administração ou marketing sabe o quanto é necessário divulgar a sua marca, a sua história, os seus produtos para atrair novos clientes.

Sabe também que precisa tratar bem esses clientes (e nessa ideia, ele da algumas coisas de brinde: cloro, desinfetante e sabão) para que eles não comprem apenas uma vez, virem clientes, fãs e entusiastas (estágio onde o marketing boca-a-boca começa). Sabe que quanto mais entusiastas, melhor e que, quanto mais divulgação, mais oportunidade de divulgar o seu trabalho e transformar os potenciais clientes em fãs. Sabe que, quando o ciclo se completa, quando um cliente vira fã e indica, outras pessoas compram e, se ele fizer tudo certo, novos fãs, agindo como um ciclo vicioso.

Uau! Isso é um milagre que ele aprendeu na faculdade? Não. Isso é uma coisa que ele fez pra aumentar as vendas. Experimentou sem saber o quanto ia dar certo e, viu os resultados. E ele vai experimentando e colhendo resultados. O que da mais resultados, recebe mais investimentos da próxima vez.

O que da mais resultado? O envolvimento dele nas vendas e no aumento delas, ou ele ficar apenas controlando o fluxo de caixa em uma planilha qualquer e reclamando de um dia ruim?!?

Tem coisas que a escola de administração não ensinam. Elas ensinam o cara a ser um administrador (?), mas não um criador, um empreendedor. Ensinam o aluno a administrar sem ter contato com as vendas, sem aprofundar o marketing, apenas com relatórios, reuniões e nomes bonitos. O resto é milagre.

Hey, administradores, venham aprender a colocar a mão na massa, venham ter uma aula de propaganda, de divulgação, de marketing, de promoção e propaganda com o Edison. Vocês vão aprender que existem coisas muito mais importantes do que um relatório mensal de vendas com um logotipo timbrado ao fundo.

Comece fazendo. Controle quando começar a crescer.

Viva o empreendedorismo do Edison. Viva a faculdade que ele não fez e que, poderia ter destruido as suas vendas de mais de cinquenta butijões de gás por dia (pequeno cálculo matemático 50 X R$42,00 = R$ 2100 – mas essa matemática ele aprendeu na escola, não precisou de faculdade).

Que o Brasil tenha, em um futuro próximo, mais empreendedores do que administradores. Precisamos de pessoas de chinelo e camiseta fazendo, e não de engomadinhos de terno confabulando.

Pra finalizar, o Histórias Empreendedoras será uma coleção de histórias de pessoas que eu conheço, ou que vejo fazendo coisas relevantes e crescendo. Essas pessoas podem, ou não, ter um nível educacional avançado. Elas, as pessoas e as histórias, tendem a ensinar conceitos básicos de estratégia, crescimento, planejamento, vendas e marketing, de uma forma que as escolas não ensinam: simples, rápido e objetivamente. No caso do Edison, além do comportamento altamente empreendedor (comece com pouco: uma bicicleta), tivemos uma pequena aula de como criar audiência e fazer propaganda com baixo custo e de forma eficaz.

O show não pode parar….

As empresas que ouvem, de verdade, o que as pessoas têm a dizer alcançam o sucesso.

A declaração título desse post é de Chris Hughes, jovem de 25 anos e criador do Facebook. Além disso, ele foi também o principal arquiteto da estratégia para a internet na vitoriosa campanha de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos. O My.BarackObama.com formou 35 mil grupos voluntários, deu origem a 200 mil eventos de apoio, arregimentou mais de 2 milhões de pessoas e conseguiu arrecadar US$ 30 milhões.

A revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios do mês passado entrevistou Hughes, que falou pela primeira vez a um veículo de comunicação brasileiro. A íntegra da entrevista segue abaixo.

Qual será a nova grande onda da internet?

Uma tendência chave que vejo ganhar espaço é o compartilhamento. As pessoas querem dividir fotos, conhecimentos, vídeos, preferências, listas de amigos, o que for. E querem fazer isso por blogs, sites e outras ferramentas da web, como o GeoCities e o Facebook. Acredito que assistiremos a um aumento substancial na troca de informações de todos os tipos.

De que forma a democratização da internet altera o comportamento do consumidor?

As ferramentas da internet permitem que cada um de nós crie, estreite, fortaleça e mantenha relacionamentos com pessoas de qualquer parte do planeta e crie formas de gerir suas conexões. Quantas oportunidades tudo isso vem criando! Porém, é preciso que existam controles e mecanismos que garantam a privacidade das pessoas, para que estas se sintam seguras em compartilhar suas informações. A confiança continua sendo essencial nas interações humanas. Inclusive nas interações via internet.

Na sua visão, quais foram as razões desse sucesso tão rápido e estrondoso do Facebook?

O Facebook foi criado como um lugar onde as pessoas pudessem ser elas mesmas. Esse sempre foi e continua sendo um dos principais valores da empresa, que esta preserva com muito cuidado. Nossos esforços sempre foram direcionados por um desejo genuíno de conectar as pessoas e de inovar continuamente.

Que dicas você pode dar a empreendedores que estejam em busca de recursos financeiros para viabilizar seus projetos?

Sou um idealista com relação a esse tema. Acredito que, se você tem uma grande ideia ou um produto realmente bom, que agregue valor, não terá dificuldade em obter recursos. Mas, para isso, seu foco não pode estar voltado para o dinheiro. Mantenha seu foco na criação e aprimoramento de seu produto e o resto acontecerá naturalmente.

Que conselhos você dá a quem esteja pensando em desenvolver projetos na área de tecnologia no Brasil?

O Brasil é um país muito rico em talentos. O importante é aprender a tirar vantagem daquilo que o país tem de único. Quais os recursos disponíveis? Que características culturais os brasileiros têm? Construir coisas novas a partir do que já existe, da cultura e do conhecimento acumulados, é importantíssimo, mas muitas vezes as pessoas se esquecem disso. Os brasileiros precisam, antes de mais nada, compreender qual é sua grande vantagem competitiva. E construir algo de valor a partir daí.

As empresas podem bolar uma estratégia para a internet como a que ajudou a eleger Obama?

A campanha de Obama foi bem-sucedida por causa do envolvimento das pessoas comuns. Cidadãos comuns decidiram apoiar um candidato que, acreditavam, poderia gerar transformações. A tecnologia teve um papel chave nisso, pois permitiu que esses indivíduos se auto-organizassem em comunidades e fizessem coisas concretas espontaneamente em favor do seu candidato. Acredito que é uma ação muito parecida com a forma como as empresas bem-sucedidas tocam seus negócios. Focando nas pessoas – seus clientes, consumidores, colaboradores, etc. – e fazendo com que cada um deles se envolva da maneira que estiver ao seu alcance. Ouvir as pessoas é fundamental. As empresas que ouvem – de verdade – o que as pessoas têm a dizer colocam-se em condições de alcançar o sucesso.