Quando Menos é Mais.

O meu avô costuma dizer, ao final de cada dia: “Menos um dia de vida pra mim, pra você e pra todo mundo”. 2010 acabou e isso significa menos 365 dias de vida pra todos nós, que ainda estamos aqui sangrando e lutando. Portanto, devemos pensar, com cuidado e carinho, o que vamos fazer com os 365 dias de vida que iremos perder em 2011.

Então é isso. 2010 foi embora e, não podemos fazer mais nada a respeito. Depois das perdas, das vitórias e dos problemas, ainda estamos aqui, vivos, lutando e, muitas vezes, olhando para o lado errado. Geralmente, não estamos acostumados a perder muita coisa e, a perda faz parte do aprendizado, faz parte da rotina e, é impossível sair ileso de todas as experiências que vivenciamos ao longo dos dias de 2010.

Para mim, 2010 foi um ano de derrotas. Algumas, não umazinha ou vivenciei alguém que perdeu alguma coisa. Eu perdi, eu aprendi com as perdas e, com algumas delas, venho tentando suportar até hoje. Algumas delas são momentâneas, outras delas nos arrastam, nos remoem por toda a nossa vida, por nossa existência.

Mas não é por causa das derrotas, das perdas, das pessoas, dos erros que 2010 foi um ano totalmente ruim. Ainda sim é possível aprender quando nos sentimos caindo em um precipício, ou quando olhamos para o lado e não enxergamos ninguém.

O mais interessante é que achamos que, algumas perdas são irreparáveis e, outras não. E daí vem a primeira lição que temos que aprender com elas.

Lição #1. Não se pode banhar duas vezes em um mesmo rio. Filosoficamente, isso significa que, um rio sempre é diferente e que, as águas que por ali passam, não voltam. Por isso, se você foi algum rio e se banhou, quando voltar lá, mesmo que, no mesmo lugar, as águas serão outras, o que farão com que você se banhe em um rio totalmente novo, em uma nova água, e talvez, por alguma ação da natureza, em um terreno modificado.

Isso também se aplicam as nossas perdas, as nossas derrotas. Não tem como as coisas voltarem ao que eram antigamente, mesmo quando aparentemente podemos resolver as coisas, podemos reaver nossas perdas. Uma perda financeira, acarretará inúmeras lições, mesmo que amanhã ou depois você consiga reverter essa situação. Como essa, qualquer perda nos força a aprendermos com ela e, mesmo que revertamos a situação, não poderemos apagar o tempo, nem as mudanças que aconteceram em nosso redor (incluindo nós mesmos), durante e após a perda, até o momento da re-conquista.

O que acontece é que, até as coisas que perdemos e, conseguimos reaver, não faz com que o tempo em que estiveram perdidas suma, nem que os aprendizados adquiridos durante aquele tempo seja diminuido e, muito menos ainda as transformações que essa perda causaram em nós mesmos.

Não quero aqui tratar de perdas, mas sim sobre a forma que podemos aprender com elas. E quando menciono a palavra perdas, podemos ainda encaixar em um mesmo contexto outras: derrotas, danos, morte, sofrimento, erros e etc. Todas são aplicáveis aqui quando eu digo perdas. Da mesma forma com que não podemos nos banhar em um mesmo rio duas vezes, não podemos esquecer que vivemos, aprendemos, conhecemos pessoas, e nossa vida muda no decorrer do tempo. Portanto, mesmo que perdemos alguma coisa e a recuperemos depois, muita coisa em nossa vida muda, muita coisa ao nosso redor muda. Não somos o mesmo. Aquilo que perdemos e recuperamos, também não.

A perda é um marco histórico, pois marca aqueles que perderam e aquilo que foi perdido.

Na verdade, mesmo que recuperemos aquilo que foi perdido, já não será aquela mesma coisa que perdemos. Portanto, é impossível recuperar a mesma coisa que perdemos. Da mesma maneira que, no rio, as águas que passam não voltam mais, na perda, aquilo que recuperamos NUNCA é a mesma coisa que perdemos. Nem nós somos. Os fatores temporais modificam tanto aqueles que perderam quanto aquilo que foi perdido.

Sendo assim, não recuperamos o que foi perdido, mas sim conquistamos uma nova coisa. Dá-se o início a uma nova coisa, um novo relacionamento. Nada de duas vezes no mesmo rio, nem recuperarmos o que foi perdido.

Nem todos se lidam bem com as perdas. Perda, por si só tem um caráter negativo, uma concepção de derrota e, por isso, perdemos a oportunidade de aprender com eles, de interagir com eles e, de fazer com que essas coisas não se repitam pelo mesmo motivo.

Essa é a segunda lição das perdas.

Lição #2. As brigas que perdi, estas sim, eu nunca esqueci. As nossas vitórias são excelentes oportunidades para sermos fisgados pelo pecado da vaidade e colocarmos tudo a perder quando inflamos o nosso ego. Já, as nossas derrotas, os nossos deslizes, as nossas perdas, são excelentes oportunidades de aprendizado.

Eu não sei se isso é verdade ou não, mas dizem que, nos EUA, se um empreendedor já fracassou alguma vez em um empreendimento, as suas chances de conseguir um segundo financiamento para um próximo empreendimento não diminuem, mas sim aumentam. Para os venture capitalist, isso é um agravante na hora de conceder o financiamento. Isso porque eles acreditam que, um empreendedor aprende com os erros e a chance do erro que levou à falência o seu empreendimento não será repetido nesse próximo empreendimento.

Essa premissa, vem de que, verdadeiros empreendedores devem saber lidar com a perda e, tirar proveito dela. Não acredito que isso se aplique apenas a “verdadeiros empreendedores”, mas sim para todas as pessoas que querem crescer. Aprender com os erros, com as perdas, com as derrotas é agir em caminho totalmente diferente ao que, comumente utilizamos.

Geralmente, após uma perda, um erro, uma derrota, temos a péssima mania de escondê-los, de deixarmos ele de lado, de querer esquecer tudo. E aí está o nosso erro, a nossa derrocada. Fazemos uma coisa quando, na verdade, teríamos que seguir o caminho oposto.

O que temos que fazer?

Temos que dissecar a nossa derrota. Temos que fazer um retrospecto, ver o que erramos, porque erramos, estudar as nossas ações e reações. Pegar uma perda e devorá-la de modo que ela possa servir como degrau para uma próxima vitória. Temos que estudar os nossos passos, as nossas, reações, nossas ideias, nossos pensamentos e crenças e analisá-las se estavam corretamente alinhadas à época da derrocada. A melhor maneira de aprender não é apenas agindo, mas sim, analisando as nossas ações.

Mais do que os exemplos de sucesso, que devem ser estudados (e alguns viram livros), temos que estudar, um-a-um os nossos erros, as nossas perdas, as nossas derrotas.

Mas eu não tô falando pra vivermos errando, vivermos nos desapontando. Temos que aprender com os erros que por ventura cometemos, mas não viver provocando as nossas perdas. Talvez essa seja a terceira lição sobre perdas.

Lição #3. Vivendo e aprendendo a jogar. Nos temos, sim, que aprender com os eventuais erros, derrotas e perdas na nossa vida. Temos que analisá-los fria e tecnicamente a busca de qualquer ponto de aprendizado, qualquer ponto de lição que podemos tirar disso tudo.

Mas, de maneira nenhuma, temos que viver errando para apenas depois aprender com eles. Se tivermos a capacidade de aprender antes do erro acontecer, bem, isso é ótimo. Caso contrário, temos a obrigação de aprender na perda, durante a derrota.

Mas temos a obrigação, tão igual e honrada de aprender antes de errar. Tudo bem que o erro é a última oportunidade de aprendermos se não queremos errar novamente, ou perder mais ainda. Mas não é a primeira, e isso não é uma obrigação.

Não. Não somos obrigados a errar, a ser derrotados. Não temos que errar. Muito pelo contrário. Temos que seguir em busca da perfeição e, como ela não existe, aceitar as prováveis derrotas que estiverem pelo caminho. Mas isso não significa ACOSTUMAR com as derrotas e, nem gostar delas.

Mas sim, significa: ‘Ok! Errei. Vou aprender tudo sobre isso e não errar mais. E se der pra recuperar o que perdi, vou fazer o que é possível para recuperar isso’.

Não saboreie o erro. Debruce sobre ele e estude-o. Mas lute como um louco para não errar. Um erro não pode nunca cair no nosso gosto, nem ser o nosso parceiro de estudo e aprendizado. Temos que evitar ao máximo a perda, a derrota. Mas, se isso acontecer, temos que, ao invés de curtir o seu dissabor, crescer, entender o erro e, chegar a duas conclusões: 1. o aprendizado, sempre; e 2. a reconquista daquilo que perdemos, quando possível.

Em 2011 temos 365 dias de vida para perder. Podemos perder, perdendo, ou perder ganhando. Perder ganhando é a melhor escolha que podemos fazer.

Eu digo isso porque, talvez, em 2010, eu tenha perdido coisas como nunca em minha vida. E o pior, algumas dessas perdas foram definitivas: pela morte. Podemos aprender com ela, mas a situação não é reversível. Aqui, mais do que aprendizado, temos que praticar aceitação.

Sendo assim, eu concentro o meu foco no que perdi, por imprudência, infantilidade, incompetência ou burrice em 2010.

O que eu fiz sobre isso?

Debrucei-me sobre essa perda para aprender com ela e, como eu acredito que posso reconquistar o que perdi, estou totalmente comprometido com esse propósito. E assim, guiarei meu ano de 2011 nessa reconquista.

Infelizmente, em 2010 tive algumas perdas, o que não fizeram dele um bom ano. Mas, eu posso me remoer por isso, ou posso aprender com elas e mudar tudo isso em 2011.

A regra é simples. Podemos remoer ou aprender. E essa é a reflexão que eu quero que todos nós pratiquemos em 2011. Aprendizado acima de tudo.

Feliz 2011!!
Feliz menos 365 dias de vida!!

Feliz Ano Novo!!

Eu recebi esse texto por e-mail agora há puco do Ivan Krüger, que fez o curso De Vendedor Para Gerente de Clientes comigo há uns quinze dias atrás. Ele é especialmente feito para aquelas pessoas que só acordam depois do Carnaval. Eu sempre adorei o Carnaval, tenho minha escola de samba, viajo e etc. Mas esse ano trabalhei todos os dias direto em prol de uma causa que eu ACREDITO. Eu quero trabalhar no que eu AMO, por isso, o Carnaval de 2009 será compensado em 2010! Porém, não se esqueçam, o ano começa no dia 1° de Janeiro, e não no final de Feveiro, início de Março, quando tem fim o Carnaval!

Aí vai o texto:

Para muitos, 2009 iniciou na quarta feira dia 25, em virtude do mito que emplaca o começo do ano novo apenas quando o carnaval termina. Você desejou feliz ano novo para estas pessoas? Talvez assim elas acordem do sono profundo, e despertem para uma abordagem mais real. Todos nós precisamos de alguém que nos chacoalhe, e como pessoas  maduras, temos que aceitar as palavras que não nos soam tão agradáveis, ao mesmo tempo que precisamos aprender a proferi-las em um tom mais moderado e amoroso àqueles a quem queremos corrigir.

 Feliz Ano Novo a você que acredita que o 2009 começou depois do carnaval. Estourou mais uma champagne? Fez a contagem regressiva? Fez as promessas que você sabe que não vai cumprir? Traçou metas realistas para sua vida? Mesmo que você continue confiando no mito pós-carnaval, se você traçou suas metas e está com vontade de “correr”, recebe aqui meu aplauso. Quero te incentivar a fazer coisas extraordinárias este ano, mesmo se você largou atrás, iniciando seu ano no dia 25 de fevereiro. Sempre é tempo de mudar, de fazer, de pensar, de melhorar e de crescer. Independente da crise mundial, da sua idade, não importa onde você está, nem quem você é, mas para onde você está indo. Quem começou o ano agora, perdeu  16,67% do ano, mas para confortar, há pessoas que largam bem, mas terminam mal. Disciplina e organização continuam sendo as palavras que norteiam o caminho do êxito de qualquer pessoa em qualquer ramo de atividade ou setor. 

Outro problema que as pessoas que iniciaram o ano agora, é que elas são mais propensas a arranjarem outra desculpa para seu fracasso no mês de março ou abril. Se não existe algo, elas inventam, como pretexto para julgarem-se azaradas e vítimas do contexto econômico pelo qual o mundo passa. A época é propícia para quem não gosta de trabalhar, pois dar desculpas e colocar a culpa no ambiente externo ou nas pessoas sempre foi fácil do que fazer as coisas acontecerem. Cuidado, pois este é um sintoma que rodeia as pessoas que começam o ano dia 25 de fevereiro. Não deixe que este vírus pegue você. Vacine-se  com boas leituras, boas pessoas e hábitos saudáveis. Feliz Ano Novo para você que já disse pelo menos uma vez neste ano: “ O ano novo começa depois do carnaval.”  Por que não traçar a meta de não pronunciar esta frase em 2010? Logo, logo ele chega…“.

Se você é do tipo que precisa ser chacoalhado, aproveite essa deixa!! Há certas coisas que só são pronunciadas uma única vez!

Acorda!! Tá na hora de mudar o mundo…

carnaval

Em 2009, Renove!

Eu quero que 2009 seja um ano diferente. Um ano novo, único, abençoado. Abençoado por suor, sangue, por vontade de ser diferente, por vontade de FAZER A DIFERENÇA!

Em 2009, não tenha medo de começar do zero. Não tenha medo de largar tudo, ouça a EMOÇÃO, ouse fazer sem ouvir o medo. Ouse dar certo; ouse crescer; ouse aprender; ouse descobrir que está errado. Em 2009 OUSE RENASCER!! Não tenha medo de aprender de novo, nem de descobrir que não aprendeu. Faça todos os dias uma coisa nova, provoque-se!!

Eu elegi a Fênix para ser o símbolo de 2009.

fenix

Por que a Fênix?

Por que ela renasce das próprias cinzas. Porque ela, não tem medo de voltar do zero, como um ovo, um filhote e aprender tudo de novo, e viver tudo de novo. A Fênix, ao sentir que a morte se aproxima, se concentra, e se implode, nascendo de suas cinzas o seu novo ovo, de onde ela renasce, jovem, pronta para aprender tudo novamente e se encantar com as maravilhas do mundo.

Por isso eu quero, que em 2009 você seja como a ave de fogo. Não tenha medo de começar do zero, não tenha medo da morte, da distância ou da solidão. Tenha sempre a certeza de que, um novo ano, uma nova jornada, um novo desafio e, portanto, NOVAS OPORTUNIDADES estão chegando!!

Viva 2009 como se fosse o último ano. Comece do ZERO. VÁ ATÉ O SEU LIMITE. Supere-o, comemore, viva cada momento único e DESAFIE-SE constantemente. ESSE É O CICLO DA VIDA!! Nada menos do que a vitória nos aguarda!!

Que venha 2009, com todas as suas dificuldades, que não serão poucas, mas que serão vencidas por gente incomodada, por gente determinada e por quem não tem medo de virar cinzas, e descobrir um novo mundo.

Acorda!! Tá na hora de mudar o mundo…

Nos vemos em 2009!!