A Escola do Futuro.

Segunda eu escrevi um artigo sobre como nossos jovens vêm sendo educado. Da forma “linha de produção” em que são encarados como produtos IGUAIS e são formulados com o MESMO PADRÃO, com o mesmo conhecimento, com a mesma aula. As escolas, sejam elas PÚBLICAS, PARTICULARES ou BENEFICENTES ensinam e educam nossas crianças através de uma FÓRMULA FRACASSADA. Elas aprendem a ter medo, a ter preguiça, a pensar pequeno e a se satisfazer com pouco.

MAS, ainda existe esperança. O que acontece quando crianças, jovens e adultos são apresentados a uma nova forma de ensino, à uma nova educação?

O que Estão Fazendo Com Nossos Jovens?

Hoje foi o segundo, e último, dia da primeira edição do Novo ENEM, o Exame Nacional do Ensino Médio, que tem o caráter de avaliar os alunos de ensino médio junto com as instituições de ensino pelo país. O ENEM é uma avaliação conjunta, para ser possível avaliar o que escolas estão ensinando para os alunos e como pessoas diferentes reagem a uma mesma forma de ensino.

A primeira prova do ENEM, como todos sabem, vazou há meses atrás. Na semana passada às vésperas do ENEM, o Ministro da Educação, Fernando Haddad avisou que a prova ainda não está totalmente livre de vazamento.

Para ele, o vazamento e adiamento da prova, no mês de outubro, não mancharam a imagem do Enem. No entanto, nos próximos anos, haverá mudanças no exame no que diz respeito, principalmente, à contratação da empresa responsável pela impressão e aplicação do teste. A realização de um concurso das proporções do Enem não pode ser objeto de um processo de licitação por menor preço, completou.

Haddad disse que o MEC ainda aguarda o fim do inquérito da Polícia Federal para entrar na justiça contra o consórcio e conseguir de volta os R$ 38 milhões pagos para as empresas responsáveis pelo exame em outubro e que foram responsáveis por permitir o vazamento, na opinião do ministro.

O ministro disse também que o MEC mantém a intenção de acabar com o vestibular nos próximos três anos. Queremos acabar com as decorebas, as fórmulas, o adestramento, e, para isso, é preciso acabar com o vestibular do jeito que é feito hoje.

O inferno está cheio de boas intenções. Se por um lado, temos o senhor Ministro cheio de vontade de mudar a história das seleções para as Universidades, temos crianças achando que vivem em um lindo mundo cor de rosa, e reclamam, que fazer noventa questões em um dia é muito puxado.

É isso que estão fazendo com as nossas crianças, futuros profissionais que podem fazer a diferença? Professores, pais, mães e família estão estampando de idiotas meninos e meninas que estão crescendo sem uma ideia real do que está os esperando na esquina.

O mundo é um bicho-papão. Não criamos crianças para nós mesmos. Até porque, com ou sem educação, uma hora eles vão embora, o mundo vai retirá-las de você. Se é assim, precisamos ser sinceros e realistas para mostrar a elas o que as está esperando, para que elas não nos culpem depois.

1. A nota não é importante. Eu estudei sempre em escolas onde a média era maior do que na maioria dos lugares. Ainda no ensino fundamental tinha média seis e, já no ensino médio, média sete. Na faculdade, como na grande maioria, a média também era sete. Ou seja, ou você tira sete, ou não vai passar de ano. Eu sempre fui cobrado pra tirar as notas e passar de ano. Mas, o importante mesmo, que é fazer amigos, ser respeitado, ser provocado a pensar em novas formas de usar o cérebro e INOVAR, nunca ninguém cobrou de mim. A professora de literatura sempre mandou lermos os mesmos livros ridículos, o que, tenho certeza, assustou mais de metade de minha turma que, hoje não deve nem chegar perto deles.

Não interessa a nota que você tira. Eu nunca fui o exemplo de aluno.A minha família é uma família de CDF’s (por parte de mãe), e eu fui a ovelha negra. Nunca estudei pra tirar nota. E se a aula estava ruim, EU NÃO ASSISTIA. Já quase fiquei reprovado por falta, mas nunca por nota. Quando chegava o final do ano, eu tirava a nota que precisava e c’est fine, próximo ano.

As notas não importam. O que importa mesmo é o que você consegue aprender, e o que faz com aquilo que aprende. Já que as escolas e faculdades continuam sendo a mesma droga de sempre, temos que aproveitar a escola do nosso jeito e, criar uma nova forma de aprender.

2. A escola é chata. A escola é realmente chata. Como eu disse lá em cima, VÁRIAS foram as vezes em que eu sai da sala com ânsia de vômito. Os professores têm o mesmo padrão de dar aula, as mesmas apostilas, e assim, os alunos cada dia que passa, saem em debandada fugindo de seus professores. A culpa dos alunos faltarem aula, de ficarem em casa, ou de dormir enquanto o professor se vangloria de quanto é excelente é deles mesmo.

Se eles não fizessem tudo igual sempre, sempre com o mesmo padrão, com a mesma maneira enjoativa de ensinar, as coisas não seriam tão monótonas e repetitiva. A aula de portugês não se conecta com a de biologia, que não se relaciona com geografia, que não tem nada a ver com história, que não se comunica com a matemática, que nem brinca com física e química, que cagam e andam pra filosofia.

Quando o professor entra em uma sala, ele simplesmente APAGA o quadro que o outro professor deixou, sem ao menos pensar COMO pode estabelecer alguma conexão entre uma coisa e outra. Cada um fica no seu quadrado e, assim, o aluno que poderia se desenvolver multidisciplinarmente fica também quadrado e acaba aprendendo apenas um terço das matérias.

O dia em que PROFESSORES tiverem a capacidade de INOVAR, serão adorados por seus alunos, que terão muito TESÃO em suas matérias.

3. Na vida real não existe recuperação. Alunos estão acostumados a uma segunda chance. São educados desta maneira. Primeiro, escreve a lápis para depois passar a limpo de caneta. Assim, caso exista algum erro, é possível ainda consertar. Da mesma maneira, no final do ano, caso você não consiga passar de ano, seja porque não conseguiu aprender nada, seja porque não conseguiu colocar em prática o que aprendeu durante todo o ano, terá uma segunda chance, a RECUPERAÇÃO. Na recuperação, você tem que, em uma ou duas semanas, aprender tudo aquilo que não conseguiu aprender, para depois fazer uma prova. Ou seja, uma segunda opção de fazer uma coisa que não conseguiu durante TODO O ANO.

Porém, pessoas diferentes têm problemas diferentes e, da mesma maneira, aprendem de formas diferentes. Não adianta dar segundas ou terceiras chances para resolver o problema de um ano inteiro, se não conseguirmos uma nova maneira de ensinar.

Só, que quando as crianças crescem e viram adultas, são jogadas na fria realidade do mundo.

Em uma entrevista de emprego não há segundas chances. Se você não passou, nada de emprego. Ou então, se você não soube planejar a sua empresa e o dinheiro acabou, ou se você faliu, ACABOU. Nada de segundas chances. Na vida real, as pessoas precisam escrever logo de caneta sem muitas chances de erro.

Se a sua empresa falir, não existe recuperação. Do mesmo modo, não existe recuperação para a maioria das coisas que fazemos.

Nossas crianças são educadas para aprender em série. Os alunos estão na linha de montagem educacional. São educados em série, através de um processo único e ultrapassado. Estamos em pleno século XXI utilizando a mesma forma de aprendizado de dois mil anos atrás.

Sendo assim, as crianças crescem achando que a vida é feita de malhação, baladas e dez na faculdade. No final do curso das coisas, o pessoal que senta na frente da sala, acaba trabalhando pra quem senta atrás. Os melhores alunos, muitas vezes quando jogados na prática, nunca mais voltam…

Os alunos sabem tudo de reality shows, de novelas, de fofocas. Acham que da pra se ganhar a vida em qualquer concurso público e, que só é preciso trabalhar depois da faculdade. Não sabem a importância de aprender a teoria na prática, seja lá qual a teoria que escolhemos.

Os jovens de hoje não querem trabalhar. E quando eu digo trabalhar, não estou dizendo EMPREGO. Estou dizendo trabalho. Aprender, criar, ter um ideal.

E por outro lado, os pais passam a mão na cabeça de seus filhos. Não precisam trabalhar, não precisam colocar a mão na massa, não precisam fazer nada. Apenas ir à escola, passar de ano, e serem felizes em frente da televisão. Nada de esportes, cursos extracurriculares, para desenvolver a inteligência dos filhos. Apenas passar de ano, e ir empurrando com a barriga.

Por esse motivo, hoje os jovens acharam o ENEM difícil. Acharam noventa questões muita coisa. Isso porque nunca fizeram uma entrevista de emprego, nunca elaboraram um plano de negócios, nunca ficaram até mais tarde trabalhando por uma causa. Assim, noventa questões serão realmente difíceis.

Os alunos, são educados pelos pais e pelos professores para acreditarem que a escola é o maior desafio que eles têm. LEDO ENGANO.

Estão criando jovens covardes e preguiçosos. É uma pena, mas é isso que estão fazendo com nossos jovens.

O Meu Tipo de Sucesso.

Ei! Eu não tenho todas as respostas. Na vida eu ganhei e perdi na mesma proporção. Mas eu amo minha mulher, minha profissão e é isso que desejo para você: o meu tipo de sucesso“. – do filme Jerry Maguire.

Sim. Muitas pessoas confundem o sucesso. E infelizmente isso tá cada vez mais comum nos dias de hoje. É claro que eu tenho ciência que as contas vencem no final do mês, que o seu filho precisa de um ótimo futuro mas, e aí?!? E até onde vai fazer as coisas só pelo dinheiro? Até quando vai ficar sonhando com aquela promoção que tanto acha que merece para GANHAR MAIS, e assim poder trocar o carro, pagar a faculdade do garoto e aí se frustrar novamente? Eu te respondo. Isso tudo não vai demorar mais do que seis meses, SE a promoção sair.

Sabe como a grande maioria dos chefes pensam?!? Quais? Aqueles que temos em 99,9% das empresas espalhadas pelo mundo todo. Eles pensam que, se você tá fazendo um trabalho bem feito, ou que seja, ou excelente trabalho, ou uma coisa foram do comum, extraordinariamente excelente, isso acaba virando justamente um motivo para NÃO TE PROMOVER. Isso mesmo. Seu salário, suas responsabilidades e o orgulho da sua família não irão aumentar. E muito provavelmente, você terá que trabalhar aos Sábados.

Eu vou começar de novo porque acho que não me fiz entender.

Eu não estou dizendo para você não ser um funcionário excelente e fazer o seu trabalho medíocre. É óbvio que você tem que ser o MELHOR NO QUE FAZ. SIM! O melhor. MAS, na grande maioria das vezes, o seu esforço não está sendo percebido lá em cima, onde você acha que deveria estarem prestando atenção em você. E você, continua sonhando com a promoção, continua sonhando com as possibilidade, e almeja ficar rico, porque sabe o seu potencial e sabe onde pode chegar. Só tem dois probleminhas: 1. você está pensando no dinheiro; e 2. você não sabe o que se passa pela cabeça das outras pessoas. É isso que eu quero dizer. Você trabalha mais do que seu chefe, todo mundo vive pedindo o seu apoio e a sua ajuda pra fazer as coisas e você não sabe dizer não. Afinal, as pessoas confiam em você e isso é importante. Seu chefe, o chefe do seu chefe, o presidente da empresa, todos estão vendo o seu trabalho, mas como espectadores, e não como autores da sua história.

Por um lado, temos esse esforço em vão. Essa coisa de querer fazer tudo para todos ao mesmo tempo. Por um lado, temos o medo da demissão. Por outro, a lenda da popularidade. MAS afinal, o que é mais importante, qual o melhor tipo de reconhecimento? A fama, ou a promoção? Ah! No meio disso tudo tem uma coisa chamada demissão. Afinal, se eu me negar a fazer, posso ser demitido, não é mesmo?!

Eu vou esquecer disso tudo, e falar do que realmente importa. Dias atrás eu terminei de ler o livro Startup e cheguei a algumas conclusões que mostram que, na verdade, o verdadeiro caminho é ANDAR NA CONTRAMÃO. Parece brincadeira, mas não é. O que atrasa sua promoção é justamente um dos pontos que grandes empreendedores têm, e você não. EMPREENDEDORISMO é o que as pessoas procuram, e não um funcionário milagroso que faz tudo.

Aqui estão as razões pelas quais você não será promovido:

1. Você NÃO É EMPREENDEDOR. Os chefes querem pessoas que fazem, que tomam a iniciativa. Pessoas que FAÇAM a sua função, e não que fiquem esperando qual é a descrição do cargo que ocupa. Obviamente, TODO vendedor tem que vender, todo atendente de telemarketing tem que fala no telefone, todo motorista precisa dirigir. O que diferencia um bom de um mediocre é a FORMA com a que ele faz isso. Esse é o diferencial, essa é a forma que precisamos atingir. Existe uma forma do cliente te atender. Mesmo ele inventando uma reunião que não existe, tem um jeito de você passar pela secretária.

O exemplo:

No início da década de 1990, o mercado brasileiro de cerveja era dos mais concorridos. Três grandes empresas disputavam o mercado de bares, restaurantes, bodegas, biroscas e pequenos comércios, que revendiam o produto, gelado, para o consumidor final: a Companhia Cervejaria Brahma, a Antarctica Paulista e a Kaiser. Uma pequena companhia também ganhava fôlego: a Schincariol.

Em uma década as transformações no setor de cerveja no Brasil foram impressionantes. Em 1999, a Companhia Cervejaria Brahma e a Antarctica Paulista se fundiram, dando origem a Companhia de Bebidas das Américas ou American Beverage Company (AMBEV). Na nova empresa prevaleceram a cultura, os valores e as práticas gerenciais da Brahma, pois a maneira com que a empresa lidava com os problemas e superava os desafios havia se mostrado vencedora.

Em meados da década de 1990, antes da fusão, portanto, cada equipe de vendas da Brahma era formada por um GVO, ou gerente de vendas e operações, e por 5 a 20 vendedores. Todos os dias, o GVO reunia a sua equipe às sete horas da manhã e definia os objetivos de venda de cada vendedor. Às oito horas da manhã, os vendedores saíam para visitar os clientes da sua rota com o objetivo de vender os produtos da empresa, retornando às cinco horas da tarde para a reunião de balanço do dia. O gerente, então, verificava se as metas de venda haviam sido cumpridas e ouvia os relatos dos vendedores sobre o mercado.

Thomás era o GVO responsável por uma determinada área na cidade do Rio de Janeiro. A cada reunião de balanço do dia, ele buscava encontrar explicações para entender por que apenas alguns vendedores tinham atingido suas metas de vendas enquanto outros não. A questão era a seguinte: o desempenho dos vendedores variava muito; alguém que vendia muito bem em uma determinada semana, decepcionava na seguinte. Ele perguntava aos vendedores a razão da instabilidade nas vendas e obtinha respostas variadas: o dono do bar já estava com o estoque lotado, a concorrência chegou primeiro e já tinha vendido para o estabelecimento, o preço da concorrência era melhor, e assim por diante.

As razões variavam muito. O certo era que muitos vendedores perdiam vendas para a concorrência e algumas vezes tinham a impressão de ter vendido os produtos da empresa por um preço muito baixo. Thomás sabia que o desempenho de vendas dependia de formular o preço corretamente para cada cliente, e isto não estava acontecendo.

Ele então decidiu criar um formulário contendo a posição do estoque de cada cliente no dia da visita do vendedor e ainda coletar dados sobre os preços ofertados pela concorrência naquele dia. Os vendedores passaram a preencher um formulário para cada estabelecimento que visitavam. Ao final do dia, os formulários preenchidos eram entregues a Thomás, que digitava todos os dados em uma planilha. Com os dados em mãos, ele passou a fazer análises, simulações e comparações. Era comum ele ficar até às onze horas da noite no escritório e retornar no dia seguinte para a reunião matinal com uma estratégia de vendas definida para cada estabelecimento. Os resultados desta ação de inteligência foram imediatos; no primeiro mês, as vendas de sua equipe superaram as de todas as outras equipes da empresa.

A cada semana, Thomás aperfeiçoava suas análises e colhia resultados ainda melhores. O desempenho de sua equipe chamou a atenção do Diretor de Vendas, Carlos Brito. Ele percebeu que o modelo de vendas criado por Thomás tinha um grande potencial e decidiu que esse modelo deveria ser expandido para toda a empresa. Esta inovação de vendas foi responsável por ganhos significativos de parcelas de mercado pela Brahma. Brito passou a chamar esse sistema de inteligência de vendas da companhia de Pesquisa Thomás, em homenagem ao seu criador.

A implantação de um modelo de inteligência para a área de vendas da Brahma foi reconhecida como uma ação intra-empreendedora. Thomás tornou-se gerente de vendas corporativo, ganhou um bônus financeiro substancial, além de um signifi cativo aumento de salário. Carlos Brito, que percebeu o valor da inovação proposta e a patrocinou, provendo-lhe os recursos para que fosse automatizada e adotada por toda a empresa, tornou-se presidente da empresa Companhia de Bebidas das Américas (AMBEV), que sucedeu a Companhia Cervejaria Brahma e incorporou a Antarctica. Em 2002, a AMBEV era a maior cervejaria brasileira, detendo aproximadamente 70% do mercado brasileiro e atuante em toda a América Latina. Pois é. Esta brasileiríssima multinacional uniu-se à belga Interbrew, formando a INBEV, com sede em Bruxelas.

Este é só um exemplo de como funcionários empreendedores são bem-vindos em todos os lugares. Na INBEV, na loja de computadores do bairro, na sua escola, no escritório de advocacia que você estagia. EM TODOS OS LUGARES, pessoas que estão dispostas a encarar o negócio como se fosse seu são bem-vindas. Bem, se você ainda está querendo saber como fazer para ser recebido pelo cliente que está sempre em reuniões, a resposta é uma só: APROXIME-SE DELE. Na época em que a Microsoft estava focada em tirar o mercado da Lotus, o gerente do Office sabia tudo sobre o gerente da Lotus: o nome, onde morava, o nome da esposa, filhos, datas de aniversário, o endereço dos pais, qual era seu perfume predileto, a marca do seu carro, e todas as coisas (in)ÚTEIS que podem passar desapercebidas para um funcionário normal. Então é assim que funciona: vence quem souber mais coisas inúteis sobre o cliente: qual o leite em pó que o filho dele, recém-nascido toma, quantas vezes por semana ele leva o filho mais velho no basquete, no futebol, no teatro. Afinal, fora do escritório também é lugar de encontros. Saiba sobre a vida dos seus potenciais clientes. Marque reuniões na farmácia, quando ele for comprar a fralda do bebê; peça convites para a apresentação de balé da filha dele e mande flores quando a mãe dele fizer aniversário. VAI FUNCIONAR.

Ser empreendedor não significa ter o próprio negócio, mas sim pensar de uma maneira inovadora sobre processos, produtos e pessoas. Significa criar teorias e colocá-las em prática que agreguem e façam a empresa sair ganhando: em redução de gastos, em aumento de vendas, em aumento de lucratividade, em melhorias na contratação, em formas novas de analisar os dados da concorrência, em um jeito novo de gerir pessoas, em revolucionar o turno de trabalho, e assim por diante. Empreendedor é aquele que pensa, planeja e age. Afinal, os chefes que estão REALMENTE comprometidos com o crescimento da empresa estão muito mais propensos a perdoar falhas do que incentivar projetos e aprová-los.

Muito mais vale um erro ou um acerto em uma ideia ou um projeto, do que um “e se eu tivesse feito”. Sendo assim, é mais fácil obter o perdão do que o consentimento. Ou seja, as empresas líderes, em sua maioria, esperam que os seus profissionais façam as coisas acontecerem, corram riscos, e, se alguma coisa der errado, é mais fácil o superior compreender que o erro é parte do processo de construir algo de valor do que demitir alguém porque errou. Afinal, só não erra quem não faz. O que importa é o FAZEJAMENTO. Colocar ideias em prática e assumir o risco. Ser empreendedor não é só ter ideias fora do comum, mas sim fazê-las funcionar.

2. Você está com foco na coisa errada. Afinal, se é só o dinheiro que conta pra você, pode ir embora. Como eu já disse, o dinheiro é muito importante. Infelizmente, não vivemos sem ele. MAS, ele é consequência. Consequência de empenho, de força de vontade, de trabalho bem feito e, sobretudo, de dedicação. Se você está pensando no seu bolso de imediato, pode ter certeza que será muito mais difícil chegar aonde pretende. O sentido que deve comandar as suas ações não é bolso, mas sim o coração, as emoções e os propósitos.

Isso é o que realmente faz a diferença. Se você estiver pensando no dinheiro, nas coisas que poderia estar fazendo, na sua cama e no seu turno de apenas quatro horas diarias, vai ficar bem difícil conseguir alguma coisa. Até porque, isso tudo vai tirar a atenção que poderia estar sendo canalizada para agir.

Eu cansei de ouvir (e de ler) de diversos empreendedores que eu conheço essa frase, de que o dinheiro é consequência, de que dinheiro só vem antes do trabalho no dicionário, e todas essas frases do gênero. MAS, eu conheço pouquíssimos caras que realmente praticam isso. MAS, por incrível que pareça, os que eu conheço que seguiram esse princípio a risca, estão muito ricos hoje.

Na verdade, o foco nunca foi ganhar dinheiro. Afinal, Biz Stone e companhia limitada não conseguem uma maneira de fazer o Twitter gerar receita, mas qualquer lugar que eles chegarem no mundo, terão milhares de pessoas dispostas a ouvir. Porque? Porque existem coisas muito maiores do que o dinheiro. Resolver um problema; trabalhar em uma causa; ter um objetivo; ficar reconhecido por um achado, uma invenção; ser o orgulho da família. No fundo de tudo, é isso o que realmente importa. A relevância, a fama, o talento e a admiração é muito mais forte do que o dinheiro. Por mais que todos neguem, a reputação vale muito mais do que o dinheiro.

O dinheiro é consequência de um trabalho bem feito, de uma equipe bem montada, de um produto excelente, de uma grande inovação. Se você conseguir focar no resto, pode ter certeza de que vai ter bem mais dinheiro do que poderá gastar.

3. Coma o capim pela raiz. Como eu disse, esses conselhos são o que eu posso tirar de melhor do livro Startup, de Jessica Livingston. E eles não servem apenas para quem quer abrir o próprio negócio. Servem para quem quer um aumento de salário, uma promoção, respeito e reconhecimento. Serve para aquelas pessoas que querem crescer, serem mais e querem atingir isso com o trabalho. Assim, não adianta ser empreendedor e esquecer o dinheiro se você não está disposto a se arriscar pelo que você acredita.

Não. É muito difícil tudo sair 100% como se imagina na primeira vez. É verdade, as coisas não vão dar 100% certas, o dinheiro não vai dar 100% pra fazer tudo, as pessoas não vão confiar 100% em você, e você não será considerado 100% normal. No início, dificilmente as portas abrirão pra você. Suas ideias serão estranhas, seu chefe vai pedir pra ir mais devagar, com mais cautela e, muitas pessoas vão dizer que você é “acelerado demais”. Calma, no final das contas isso é um elogio. Existem os mortos, os devagares, os que andam conforme o fluxo e os acelerados demais. O problema é que os acelerados demais são vistos como excêntricos perante o restante do pessoal. MAS, como em uma corrida de Fórmula 1, ganha quem anda mais. Ou seja, não se importe com isso. Faça o melhor em menos tempo, com a menor quantidade de dinheiro possível e ainda por cima, quebre o recorde de tempo.

O que importa em um projeto não é o seu envolvimento com ele, mas sim o seu comprometimento. Se você está comprometendo seu emprego, sua promoção o seu futuro na empresa por um projeto, você está certo. Agora, se você quer apenas participar de alguma coisa e está apenas envolvido nisso, saia fora. As pessoas não querem que você se mostre uma pessoa envolvida. Elas precisam de empreendedores comprometidos com o sucesso, ou o fracasso do projeto, do negócio, do empreendimento, de qualquer coisa em que você estiver participando.

Assim como o bom é inimigo do excepcional, o envolvimento é inimigo do comprometimento. Estar envolvido em alguma coisa de nada adianta se você não estiver disposto a fazer o que for preciso para dar certo. Isso, inclusive, engloba ser demitido, ficar sem dinheiro um tempo, ser tachado como maluco, anormal, ter seu nome incluso nos cadastros de proteção ao crédito e muito mais.

Comer capim pela raiz significa sacrificar-se, comprometer-se e arcar com as consequências, se preciso. Porém, entretanto, essa fase tende a ser passageira, uma pequena transição. Assim como a adolescência é a transição da passagem da criança para o adulto, você não precisará se sacrificar por muito tempo. Se o projeto, o empreendimento, a ideia for bem trabalhada, em pouco tempo, essa fase será apenas uma história de sacrifício sem a qual NADA acontece.

4. Toque um projeto paralelo nas horas vagas. Eu tenho um amigo que diz que, o que você faz no seu tempo assalariado determina o seu presente, e o que você faz no seu tempo não assalariado determina o seu futuro.

O que isso quer dizer?

Eu tive oportunidade de trabalhar com muitas pessoas inteligentes. Essas pessoas, durante o dia estavam comprometidas com o trabalho na empresa, exercendo as suas funções e realizando seus trabalhos, tocando seus projetos e tudo mais. Porém, após sair do trabalho, tocavam pequenos projetos individuais em que estavam completamente comprometidas. Como projetos individuais podemos entender criar sites, dar aulas de música, ensaiar com a banda, dar aulas de natação, ser personal trainer, ter uma empresa de brindes, e outras coisas. O que eu quero dizer é que, ao sair dali, os caras entravam em uma outra coisa. Um outro projeto, uma outra empresa, um outro emprego. Só que, dessa vez, esse emprego era SEU.

E vendo essas pessoas fazendo isso, nessa jornada dupla, comprometendo-se em projetos dentro e fora das empresas, eu pude ver o quanto elas cresciam, o quanto elas conseguiam aprender e fazer a diferença. Eu via pessoas TOTALMENTE comprometidas em mudar o cenário futuro através do presente. E isso significava varar a madrugada trabalhando em um projeto independente que, muitas vezes era tocado juntamente com um amigo, com a esposa, e no outro dia não perderem a hora.

Eu via essas pessoas contarem entusiasmadas o que faziam depois do serviço. Eu vi essas pessoas orgulhosas, mostrarem o que faziam após o expediente. Eu via esses amigos cansados, porém realizados. E mesmo assim, mesmo que parecesse que era uma obrigação, o trabalho após o trabalho, eles tratavam como um hobby. E eu vi os projetos crescerem, eu vi os projetos darem certo. E até hoje, mesmo não estando mais junto dessas pessoas, eu vejo e participo, mesmo que indiretamente, de tudo isso. E percebo o quanto isso os engrandece.

E eles não estão pensando apenas no dinheiro. E não estão nem aí sobre o que o chefe pensa da sua ocupação após o trabalho. Eles fazem por prazer. Fazem por amor. Fazem por que acreditam na ideia, acreditam no propósito, acreditam no projeto. E, eu tenho visto diariamente o que esse pessoal tem feito. E posso afirmar que está dando certo. E, mais ainda, posso dizer que, em breve, alguns empregos noturnos precisarão de tempo integral.

SIM! Essas histórias são de amigos meus. Mas, poderiam ser diversas outras histórias e outros projetos que começaram alternativamente e hoje ocupam todo o tempo. Poderiam ser grandes empresas que vemos hoje. Poderiam se chamar Orkut, YouTube, Hotmail, Yahoo!, e não para por aí.

Esses projetos independentes, que começaram como Ideia S/A acabou tomando proporções inimagináveis. Porque? Por que tudo que é feito com prazer, com gosto, com força de vontade e empenho acaba dando certo. Além disso, as pessoas que têm vida dupla, durante o dia no trabalho normal e à noite em seus projetos individuais, conseguem ser bem mais capazes e inteligentes, com o espírito empreendedor pronto para o que der e vier.

Bem… não importa o que você esteja fazendo, nem o horário que você trabalha. Mantenha um projeto paralelo para oxigenar o cérebro.

Eu tenho certeza de que este post ainda pode parecer incompreensível. Mas, assim também o é a mente humana. Incompreensível, indecifrável e misteriosa. O que importa não é a ordem lógica, mas sim a ordem emocional. Mesmo que você não tenha entendido o que eu disse aqui, o seu cérebro compreendeu o recado. Você já não ficará mais frustrado se a promoção não vier e, pode ser que eu esteja errado, mas o dinheiro vai acabar perdendo a importância.

Não, eu não quero que você deixe de gostar do dinheiro. Não disse perder o valor, e sim a importância. Afinal, existem muito mais coisas entre o sucesso e o dinheiro do que podemos desejar.

Esqueça as coisas materiais. Assim como a nossa vida, o dinheiro não dura pra sempre. Ele é moeda circulante e, a melhor maneira dele voltar para o nosso bolso, é usando-o, fazendo com que ele circule. Como eu ia dizendo, ele não dura pra sempre, mas os projetos, as ideias, as soluções, as invenções ficam. Afinal, o Windows, o iPhone e Google, ainda continuaram sendo falados daqui a duzentos anos, mesmo tendo a certeza de que seus idealizadores não estarão mais por aqui. Assim como falamos hoje de Henry Ford, vale muito mais o reconhecimento aos ideais, à inteligência, ao legado, do que ao sucesso financeiro.

A pergunta certa a se fazer não é quanto você quer ganhar, mas sim, pelo que você quer ser lembrado?

O que eu quero?

Eu quero ter um nome respeitado, pelas ideias, pelos ideais, pelos princípios, e se possível, deixar um pouco de dinheiro para os meus herdeiros poderem se sacrificar menos do que eu precisei. Como eu disse, dinheiro não vem em primeiro lugar, é consequência, mas é importante.

Esse é o sucesso que eu quero pra mim. E é esse o sucesso que eu desejo pra você: o meu tipo de sucesso!

Reflexões Empreendedoras.

É público e notório pra todo mundo que mais da metade das empresas no Brasil fecham as portas antes de completarem os cinco anos. Para Jerônimo Mendes, o principal problema nisso tudo é a falta de intimidade do empreendedor com o negócio.

Jerônimo Mendes é graduado em administração de empresas, pós-graduado em logística empresarial e mestre em organizações e desenvolvimento local pela UNIFAE-PR. Especialista em processo de consultoria pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA-SC), além de consultor organizacional e professor universitário de várias instituições de ensino.

Para colocar o tema empreendedorismo em discussão, Jerônimo lançou o livro “Manual do Empreendedor”, que trata a história de empreendedores que viveram na prática o desafios e as vantagens de empreender no Brasil. Na entrevista abaixo, Mendes disse temer o aumento de empreendedores por necessidade com a crise e garante: “Para dar certo em um novo negócio, o empreendedor tem de ser ousado, persistente, focado e criativo”.

Como o empreendedorismo brasileiro é visto por você?
Existem basicamente dois tipos de empreendedorismo: o da necessidade e o da iniciativa. Nós, brasileiros, somos muito mais por necessidade, embora as estatísticas não digam isso. Elas dizem que estamos mais ou menos meio a meio – 50% a 50%. Mas eu tenho uma convicção devido à pesquisa que fiz: num primeiro momento, as pessoas entram por necessidade, ou seja, desemprego, informalidade, etc. E, num segundo momento, elas ganham velocidade, pois veem que é possível ganhar dinheiro com aquilo. Então, começam a migrar e a pensar na iniciativa, em melhorar o negócio, focar, partir para o marketing e tudo mais. Entretanto, eu diria que hoje nós temos muito para caminhar em relação aos outros países. Por quê? Porque eles incentivam mais. A Itália, por exemplo, está muito avançada, Dinamarca, Suécia e os países nórdicos também. Os Estados Unidos estão 80 anos a nossa frente.

O que precisaria ser feito em termos de incentivo?
O Brasil é o futuro do empreendedorismo, mas não basta apenas o governo agir, dando incentivos ou amenizando a legislação. Segundo dados do site e-business.com, para abrir uma empresa aqui, você leva em média 150 dias. Já para fechá-la, 10 anos. Isso desestimula as pessoas, pois é muita burocracia – as taxas são elevadas e demora bastante tempo. Por isso, precisamos aliviar a carga tributária, facilitar a questão da documentação e também ter um pouco mais de linhas de crédito facilitadas. Na Índia, por exemplo, existem organizações que fornecem pequenos créditos – de mil ou 2 mil reais. Quem faz isso razoavelmente são as cooperativas, porém esse universo está limitado aos cooperados. Nós precisamos trazer isso para o empreendedorismo.

Você acredita que a crise dificultou a abertura de empresas ou a ânsia por trabalho acabou aumentando o número de empreendedores?
Do lado burocrático não facilitou, continua a mesma coisa. No entanto, na hora do sufoco e desespero, aumenta o índice de empreendedorismo por necessidade. Quando as companhias começam a demitir, o que você faz: pega seu FGTS, o pouquinho que possui, e abre uma lanchonete, uma banca, uma floricultura, etc. Isso eleva o índice por necessidade, mas não é o empreendedorismo nato, planejado. Esse é o que precisa ser trabalhado, é aquele em que você faz alguma coisa porque quer, porque tem uma missão, uma visão, todo um conjunto de coisas que conspiram em favor daquilo. É nesse sentido que eu entendo empreendedorismo mais por iniciativa. Esse é o original, aquele dos EUA da década de 20, 30, com a Ford, a Gold, com aquela tropa que montou a Chrysler, Goodyear, GM, Firestone, 3M.

Em que consiste a vocação que você tanto defende?
A vocação é um termo que vem lá da Idade Média e que foi cunhado por Max Weber. Ele se baseou na escola de Martinho Lutero, que dizia que o trabalho é a base e a chave da vida. Enquanto que, para os católicos, o trabalho é igual a castigo, para os protestantes, dignifica o homem. Max Weber percebeu que as famílias mais ricas dos EUA, naquela época, eram todas protestantes. Por quê? Justamente porque eram focadas em trabalho. A partir daí, ele percebeu que o trabalho tem de estar associado a alguma coisa que o faça sentir-se realizado. Então, Weber criou a palavra “vocação”, que é fazer algo que você adora tanto que, se o tirassem daquilo, ficaria frustrado, é algo que te envolve. A vocação está associada àquilo que eu gosto de fazer, que me realiza, que me sinto bem fazendo. E o dinheiro vem por consequência. Hoje, muita gente busca o dinheiro para tentar ser feliz, mas não. Primeiro, você tem de buscar alguma coisa que goste para, depois, o dinheiro aparecer.

Quais são as ameaças trazidas pela crise para quem pretende empreender?
A ameaça é você ter um grande número de empreendedores que, por necessidade, irão se atirar no mercado e acabarão, de certa forma, proliferando algumas profissões, o que tumultua um pouquinho. Pois são mais pessoas disputando uma mesma demanda. Você verá muito isso na crise, porque as pessoas realmente se perdem. Quando a pressão financeira vem, você acaba fazendo o que vê pela frente, sem planejar nada ou aplicar alguma estratégia, e isso é ruim, já que contribui para aumentar ainda mais o índice de mortalidade das empresas. Hoje, segundo o Sebrae, 60% das organizações morrem até o quarto ano. Apenas 5% chegam ao sétimo ou oitavo ano.

E as oportunidades?
Como já diz o ditado chinês “É na crise que as oportunidades aparecem”. Então, encontramos vários nichos que ainda podem ser explorados. Nessas horas, você pode fortalecer seu negócio, procurando fazer algo diferente para agregar mais valor. Existem muitas oportunidades na área de serviços, na de terceirização também, pois há uma tendência de as empresas terceirizarem alguns departamentos, deixando assim a estrutura mais enxuta e fácil de administrar. Esse é um nicho fantástico que as pessoas podem aproveitar. Outra oportunidade é a área de TI, por exemplo, que tem uma demanda cada vez mais pressionada e não possui tantos profissionais. São muitas as áreas que podem ser aproveitadas, porém, em todas elas, precisamos de formação e conhecimento, e isso é o que está difícil. Quem está se estruturando, buscou um determinado nicho, aperfeiçoou-se e especializou-se não tem problema.

Quais são os passos que devem ser seguidos por quem deseja empreender?
Primeiro, é preciso ter identificação com o negócio. Segundo, possuir conhecimento, pesquisar o segmento para onde está caminhando, se existe demanda, quais são os concorrentes e onde eles estão posicionados, os locais mais favoráveis, etc. É necessário fazer ao menos uma pesquisa do segmento para saber quem produz, quem fornece e quem entrega. É importante também conhecer as competências e habilidades das pessoas que irá precisar. Terceiro, é essencial um bom plano de negócio. Talvez, ele nem funcione na prática, mas orienta, dá a base, fundamenta. O plano de negócio é dinâmico, ele muda a cada instante e deve ser corrigido todos os anos. Geralmente, as pessoas têm dificuldades para elaborá-lo, por isso você deve procurar o Sebrae, fazer uma pesquisa na internet ou buscar um profissional que o ajude, pois sozinho é muito mais difícil. E, por último, não tem jeito, é trabalhar, mas com foco. Não adianta ser um maluco, que faz de tudo um pouco e acredita que em seis meses ganhará dinheiro.

Como conciliar vida pessoal com trabalho?
Enquanto empresário, você é responsável por pessoas: possui uma cadeia de dependência formada por fornecedores, empregados e clientes. Para que possa atender a tudo isso, você precisa ter foco, concentração e equilíbrio. Como fazer isso? Há várias maneiras: primeiro, se fizer do dinheiro o seu senhor, você estará perdido. É preciso tentar equilibrar, ser a mesma pessoa que você é em casa, em termos de integridade, no trabalho. Segundo, não misture as coisas, empresa é empresa e casa é casa. Não dá para misturar, por exemplo, o caixa da empresa com suas contas pessoais. A sequência: faltou em casa, tira da empresa; faltou na empresa, tira da poupança, não dá. O que é destinado ao empreendimento, desde o primeiro momento, deve ser gerenciado de maneira responsável. Cada coisa, e conta, em seu lugar.

O que um empreendedor ideal tem?
Um forte espírito de liderança, o que, às vezes, é difícil manter. Além disso, o empreendedor precisa ter ética, ser socialmente responsável, preocupado com a comunidade, com seus acionistas, caso existam, possuir preocupação com a vida pessoal e profissional, equilíbrio e, principalmente, tem de criar empregos. Ele também precisa saber delegar as responsabilidades. A gente quer abraçar o mundo, mas não dá. Fazemos isso, muitas vezes, por ciúmes e insegurança. Precisamos estabelecer prioridades constantemente, pois nem tudo é urgente e necessário. Ser empresário é aquele negócio: você tem de pagar salários no começo do mês – tendo ou não dinheiro na conta. E somente poderá fazer uma retirada de dinheiro da empresa se realmente sobrar. O problema é que nós, de uma maneira geral, não conseguimos conviver com a oscilação, e os empresários precisam saber viver nesses altos e baixos. Para isso, é preciso equilíbrio, ser uma pessoa muito centrada e, ao mesmo tempo, não pode ser centralizadora.

Quando não é aconselhável empreender?
Você não empreende quando não tem a convicção de que aquilo é o que realmente quer. Também existe a questão da oportunidade, será que é o momento correto? Há ainda o fato de não ter a segurança de trabalhar sozinho. Será que um sócio é ou não um bom negócio? Quem tem sócio tem patrão, ou seja, você vai precisar prestar contas. É por isso que, muitas vezes, as pessoas preferem empreender sozinhas, a menos que você tenha um vínculo tão forte de amizade, conhecimento e áreas correlatas que consiga estabelecer uma grande sinergia e aquilo não o preocupa. Mas você precisa avaliar o risco sempre. Monet possui uma frase que é muito interessante: “Os homens preferem a escravidão na segurança ao risco na independência”, isto é, muitos preferem ter um salário mensal e ficar sofrendo em uma empresa que detestam, que não gostam das pessoas nem da forma de trabalho, porque aquilo rende mil ou 2 mil reais por mês. E vão levando, até que um dia, quando se aposentarem e virem que a vida passou, percebem que não realizaram muita coisa – e isso é muito ruim. Você precisa ter alguns cuidados, mas não pode ficar esperando a vida toda. Você deve olhar com olhos críticos, porém com um pouquinho de ousadia. Quem não é ousado não pode ser empreendedor. Olha quantas “besteiras” os empresários cometem porque atropelam as coisas, não têm processos, não possuem pessoas qualificadas ou são extremamente desconfiados. Todos os dias, milhares de empresas abrem e fecham. Entretanto, o bom empreendedor sempre volta. Duas coisas são importantíssimas para ele: sentido de realização e de contribuição.

Faça o Futuro no Presente.

Vivemos querendo acreditar que estamos trabalhando, estamos agindo, estamos aprendendo para transformar nossas vidas no futuro. Vivemos para o futuro, e sacrificamos o agora, sem muitas vezes nos darmos conta de que estamos perdendo o passado, o presente e o futuro que tanto cultivamos. Felicidade, riqueza, paixão, amor vão embora muitas vezes quando menos esperamos e vimos que é simplesmente tarde demais.

Temos o poder de fazer a nossa vida dar certo. Porém, mais do que isso, temos a grande chance de fazê-la dar errado com nosso ego, expectativas, ambições e egoísmo. Viva a vida que você quer hoje. Esqueça o futuro pelo menos uma vez.

As Gravadoras Têm Futuro?

Os sucessos de hoje não vendem mais quanto há vinte ou quinze anos atrás. Alguém tem dúvida disso? Mas isso não significa que os músicos de hoje fazem menos sucesso do que antigamente, muito pelo contrário. Porém, hoje, com o advento da pirataria, softwares P2P para download de músicas e etc., as vendas de CDs diminuem e as gravadoras não vendem tanto quanto antigamente. Mas isso não quer dizer que os artistas não são ouvidos, admirados ou assistidos. Muito pelo contrário. Existem artistas que surgiram pela internet, YouTube, Napsters e coisas do gênero, e como as bandas nunca ganharam muito dinheiro com vendas de CD (apenas alguns centavos), isso acaba não fazendo grande diferença pra eles. Afinal, o que importa é que o trabalho seja ouvido. Nesse sentido, o Lobão foi o primeiro a falar alguma coisa fora do script sobre isso, e começou a criar um projeto independente que vendia o seu CD a menos de R$: 9,00. Na verdade, os artistas fazem esse jogo todo de “apoiar o original” e pedir para não baixarem músicas da internet, por que em seus contratos com as gravadoras, elas “pedem”. MAS.. quem é que não quer ser conhecido, seja pelo CD original ou pelo MP3?!?! Todo artista.

A luta contra os downloads, pirataria e etc., é das gravadoras, não dos artistas. Nesse sentido, a iniciativa da Nokia com o seu recém-lançado Nokia 5800 Comes With Music é bem legal para continuar fazendo com que os artistas sejam ouvidos com o apoio das gravadoras. Dá uma olhada no vídeo que a Nokia soltou pra divulgar o serviço que eles “acordaram” desde as grandes gravadoras até as independentes.