Se a culpa não é sua, de quem é?

Empreendedorismo é sobre assumir as rédeas da sua própria vida e, arcar com os méritos e consequências que isso vai acarretar na sua carreira.

Eu odeio essa sentença.

Acredito, sinceramente que ela deveria ser banida do vocabulário brasileiro.

E o principal motivo é que as pessoas se mascaram por detrás dele para parecerem inocentes e vítimas da situação. Isso acaba me incomodando profundamente pois, se algo de bom ou ruim acontece com você hoje é resultado de alguma ação que apenas você praticou.

E ponto final.

Mas, as pessoas são possuídas por um vitimismo que as impede de entenderem que os resultados são atitudes das suas ações.

Pensando nisso, eu resolvi quebrar 03 tabus que as pessoas acreditam que guiam a sua vida e que, no final das contas não tem nenhuma influência direta em nossa vida.

Por que?

Primeiro, porque eu acho que as pessoas se fazem de vítimas de suas próprias ações e depois colocam a culpa no destino, ou em qualquer coisa parecida.

Segundo, porque eu acredito demais no empreendedorismo e, esse blog, antes de ser um blog de marketing e vendas é um blog de empreendedorismo.

Você é dono do seu caminho | ThinkOutside - Marketing & Vendas, Empreendedorismo e Inovação

Você é senhor do seu próprio destino, não vítima.

A sua vida é baseada naquilo em que você acredita.

E aquilo em que acreditamos é a base para as nossas ações.

E tudo o mais é resultado daquilo que nossas ações se transformam. Sorte, benção de Deus, oportunismo, bunda virada pra lua, karma, e tudo mais que você acredita é só uma desculpa que todo mundo usa na hora do mérito, ou da falta dele?

Azar ou sorte? Isso depende da sua ação, e não da conspiração dos deuses a seu favor.

Dito isso, vamos aos tabus que atrasam a vida das pessoas sem que elas percebam.

#1. É tudo uma questão de oportunidade. Ou de falta dela.

Se você não teve uma oportunidade, tem duas opções: parar de tentar, ou continuar tentando.

Empreendedorismo é sobre continuar tentando.

Desistir é para os fracos.

Dito isso, a oportunidade só vem para quem não desiste de procurar. A oportunidade só vem para quem acredita que está no caminho certo e, com isso acaba criando a sua própria oportunidade.

Oportunidades não estão vagando por aí procurando por pessoas que estejam procurando por oportunidades.

Não. Não existe anúncios de oportunidades nos jornais. Nem na internet. A oportunidade é você quem cria, você que desenvolve e faz acontecer. A falta de oportunidade é uma desculpa.

Uma desculpa de quem desistiu de tentar. Uma desculpa de quem desistiu de fazer o seu próprio caminho e sentou aguardando uma ajuda dos céus, uma ajuda milagrosa.

Deus é onipresente. Mas, entre ajudar uma criança que vai morrer pisando numa mina lá no Irã e te dar uma oportunidade de ser alguém na vida, eu prefiro que ele vá lá, cuidar da criança, porque você tem saúde. E isso é o que basta.

A sua oportunidade é ter saúde. Ela é a única oportunidade que você tem de fazer a sua vida acontecer. Dinheiro, amigos, influência e qualquer outra coisa não tem nada a ver com oportunidade.

Existem duas maneiras de alcançar a linha de chegada: o caminho fácil e o caminho difícil. Todos os dois dão no mesmo lugar. Algumas pessoas conseguem percorrer o caminho mais fácil porque alguém lá atrás já percorreu o caminho difícil.

Outras, precisam fazer todo o trabalho…

Agradeça por ter saúde. Na cidade e na selva, é o que basta.

2. Sorte no jogo, azar no amor.

Você tem duas escolhas a fazer: ter sorte no jogo e azar no amor. Ou vice-versa.

Eu aconselho você a escolher a sorte no amor. Infelizmente não sou profissional desse campo e, aí eu acredito em sorte.

No jogo, a gente aprende as regras e fica bom.

No jogo não existe sorte. No jogo existe talento, competência e força de vontade. No jogo existe esforço, determinação, sonho.

A única alternativa do jogo é aprender. Ser bom. Ter sorte não é uma opção.

Por que?

Porque sorte é resultado de preparação. Muita preparação. Anos de preparação. Muitas horas sem dormir de preparação. Tentativa, erros e acertos. E, junto com isso vamos enxergando as coisas de um outro modo, de uma outra maneira que nos permite fazer diferente.

E, quando fazemos diferente, depois de muito esforço, damos a “sorte” do negócio dar certo.

Mas, é muita sacanagem, muito pouco caso, colocar o mérito de horas e anos de trabalho em sorte.

Sorte não existe. O que existe mesmo é o mérito. A força de vontade. E o trabalho incansável.

Da próxima vez que disser que alguém teve sorte, lembre-se que, muitas vezes, durante o seu sono, ele estava batalhando.

A regra é simples. “Sem sacrifício não há vitória”. Optimus Prime.

Sorte no jogo, azar no amor | ThinkOutside - Marketing & Vendas, Empreendedorismo e Inovação

Não existe sorte, ou azar. Existe trabalho duro!

#3. Ter dinheiro é um pecado.

Caramba. Essa frase me irrita bastante, sabia?

Quer dizer então que temos que fazer filantropia. Aquela pessoa que ganhou dinheiro com aquilo que criou, desenvolveu, com as suas ideias então é uma pecadora?

Infelizmente, no Brasil, ter dinheiro, ou melhor, ganhar dinheiro com o suor do nosso esforço é pecado. Brasileiro rico não presta. Brasileiro rico é picareta, bandido e etc.

Sim, eu concordo que em partes isso é verdade.

Mas é possível sim ganhar dinheiro fazendo a coisa certa, fazendo as coisas conforme mandam o figurino, sem ter que fazer politicagem, sem se envolver em sujeira e em roubo.

Se uma pessoa tem dinheiro por mérito e capacidade própria, tem todo o direito de usufruir daquilo que criou. E, sendo assim, não há pecado nenhum nisso.

Se as pessoas se concentrassem mais tempo de suas vidas trabalhando e criando coisas, ao invés de conspirarem sobre a carreira alheia, acredito que, além de serem mais felizes, seriam muito mais capazes de empreender e fazerem a diferença em suas carreiras.

Para de reclamar e tira a bunda da cadeira.

Se mexer é o melhor remédio. É o elixir do empreendedorismo. Por isso, acredito que as pessoas ficam se lamentando porque o desafio é grande e o sacrifício reamente faz com que queiramos desistir, muitas vezes.

Afinal de contas, ser medíocre tá na moda. E, pra essa galera tem Bolsa Família, ajuda disso, ajuda daquilo e tudo mais.

Mas, por outro lado, eu acredito que a nossa vida tem apenas uma chance de dar certo. E nós temos apenas uma chance de deixar o nosso nome na história, ter um legado e fazer com que essa existência tenha algum sentido: através do empreendedorismo.

O empreendedorismo é a sua chance de fazer a sua história aqui ter algum sentido. Infelizmente nem todos pensam assim.

Aonde Você Irá se Proteger da Chuva?

Por que a prudência pode te ajudar a manter os pés no chão na liderança?

O seu corpo não gosta de chuva.

Quando está chovendo e você busca abrigo em uma guarita, para em uma padaria, ou espera a chuva diminuir em algum lugar, o cérebro te premia com endorfina.

A proteção é uma maneira de resguardar a sua vida.

Nossa vida é mais importante do que o restante e, por isso, salvaguardar nossa saúde é mais importante.

Se hoje cair um temporal, aonde é que você vai se esconder para se proteger da chuva?

Ou você não vai se proteger?

Quando cai um temporal, todo mundo quer um local seguro.

E, os mais prudentes, sempre vão esperar a chuva passar antes de sair se molhando e se arriscando por aí.

Você sabe o que significa prudência?

Para começar a prudência é uma virtude. Uma das 4 virtudes (junto com a temperança, a justiça e a fortaleza). Mas, prudência nada mais é do que precaução e moderação.

Então, o que prudência, precaução ou moderação têm a ver com liderança?

John Wooden é um técnico amado nos Estados Unidos.

Dono de um comportamento e um espírito de liderança inigualável, em seu livro “Jogando Pra Vencer”, ele aponta um checklist da liderança, que diz ter sido presente do seu pai para que ele pudesse se tornar uma pessoa melhor.

Diferentemente da tábua dos 10 mandamentos, o checklist da liderança de John Wooden tem apenas 7 itens:

#1. Seja verdadeiro consigo mesmo;

#2. Ajude os outros;

#3. Faça de cada dia a sua obra-prima;

#4. Leia bons livros, sobretudo a bíblia;

#5. Transforme a amizade em uma arte;

#6. Construa um abrigo para os dias de chuva; e

#7. Ore todos os dias para pedir orientação e agradecer as bênçãos que recebeu.

Eu, livremente, interpretei que, a prudência é o 5º hábito necessário para a prática da liderança.

A Liderança é o seu Maior Abrigo | ThinkOutside - Marketing & Vendas, Empreendedorismo e Inovação

A liderança é o seu maior abrigo.

A prudência é a essência da liderança.

Por que uma mãe é prudente?

Porque ela não quer que nada de ruim aconteça com o seu filho e, para isso, muitas vezes começa a ser metódica até demais.

Por que, então, liderança tem a ver com prudência?

Prudência nada mais é do que ser precavido, considerar as possibilidades, prever as variáveis que podem ser resultado disso tudo.

Prudência é pensar antes de agir, por que liderança tem a ver com pensar em atos e em suas consequências.

Prudência é evitar tomar caminhos que sabemos que vão nos levar a maus resultados, por que liderança é saber por onde se pisa.

Prudência é ter um olhar 360º das coisas, por que liderança é sobre aprender com tudo que está ao nosso redor.

Prudência é pensar antes de agir, por que liderança tem a ver com exemplos.

Ser líder é saber guiar e, para ser um bom guia, precisamos nada mais, nada menos do que prudência para percorrermos o caminho que não conhecemos.

Liderança é dar o Exemplo | ThinkOutside - Marketing & Vendas, Empreendedorismo e Inovação

Liderança é sobre dar o exemplo.

O que é liderança para você?

Quando John Wooden fala sobre um abrigo para a chuva, ele não quer dizer apenas sobre prudência.

Ele quer dizer que nem todos os dias serão ensolarados e que, as dificuldades serão muito maiores do que você imagina. E, por esse motivo, você precisa construir um abrigo para que os dias de tempestade não lhe tirem tudo que você tem.

O dia de tempestade pode levar embora sua reputação, seus sonhos, suas vontades, seu dinheiro, sua família e muito mais, mas a tempestade não poderá levar embora aquilo que você já realizou.

A tempestade não pode levar embora o seu abrigo: tudo aquilo que você aprendeu e tudo aquilo que construiu; a tempestade não pode levar embora o desejo de fazer a diferença e não desistir nunca.

Isso é imprescindível na liderança.

Em liderança as pessoas não querem que uma pessoa – com o sem chicote – mandem os “marujos” remarem. As pessoas esperam por uma pessoa que seja a primeira a pegar o remo, chame a responsabilidade para si e diga: “vamos remar”.

Liderança é sobre fazer o certo porque sabemos qual é o certo, e não apenas dizer para os outros qual o caminho se acha certo.

Prudência.

Realização.

Essas duas virtudes, quando combinadas, mostram que liderança é sobre fazer a diferença em seus liderados e subordinados através de ações, de exemplos, de resultados, e não apenas de reflexões.

Liderança é sobre tomar à frente.

As pessoas precisam de outras pessoas que tomem a frente: a frente dos problemas, para solucioná-los, a frente das empresas, para levá-las ao progresso, a frente dos problemas, para resolvê-los.

É isso que as pessoas querem.

Em liderança, tudo que as pessoas menos querem é um oráculo.

Por que cargas d’água um oráculo merecia ser obedecido.

Se ele liderava apenas com palavras, suposições, dogmas, preconceitos e teorias?

As pessoas precisam da liderança na prática.

Como você vai liderar ou comandar uma equipe se você não sabe como agir?

Construa um abrigo para os dias de chuva. A única coisa que não pode mudar é aquilo que você já realizou e tudo que conseguiu aprender durante essa jornada.

A única coisa que você terá, para sempre é o poder de realização e força de vontade. Mesmo sob o maior temporal do mundo, mesmo sob as maiores adversidades que existem, você sempre será lembrado pelo que entregou.

E, se você tiver entregado ótimos resultados e, tiver sido prudente, aprendendo a pensar antes de fazer e calcular riscos, consequências e tomar decisões de forma acertada, você tem, dentro de si o verdadeiro espírito da liderança vivo e forte.

E, sabendo que as realizações não podem ser tiradas de um líder prudente, que aprende com seus atos e com sua equipe, nenhuma tempestade poderá lhe atingir e você será impenetrável.

Impenetrável com o seu escudo chamado reputação.

Impenetrável com o seu escudo chamado realização.

Impenetrável com o seu escudo chamado legado.

Impenetrável com a virtude chamada prudência.

E esse será o seu escudo, o maior abrigo que qualquer pessoa pode construir para qualquer tempestade: a liderança.

A Liderança não Está em Cartas Marcadas | ThinkOutside - Marketing & Vendas, Empreendedorismo e Inovação

A liderança não está em cartas marcadas!

 

 

 

Eu nunca trabalhei oito horas por dia!

O sonho de muitas pessoas é realmente não precisar trabalhar as malditas oito horas do dia. Mas, essa frase aí em cima não é minha. Não fui eu quem a disse e, o seu significado não tem nada a ver com o que algumas pessoas que podem estar lendo esse post estão pensando.

Eu tenho um grande presente em minha vida que é ter a minha família próxima. A relação que tenho com a minha mãe e irmã, que são incomuns e, a relação com todo mundo ao redor. O relacionamento que tenho com primos e tios, são muito mais estreitos do que a maioria, o que faz com que a minha pequena família, de certa maneira, possa-se dizer que é bem unida. E eu tenho por detrás de meu caráter e minha personalidade o exemplo de um grande homem, meu avô, que é o dono dessa frase aí.

Meu avô, hoje para completar seus setenta e nove anos é um senhor que casou muito jovem e, foi pai também muito jovem. E por circunstância do destino, foi pai de dois filhos, um atrás do outro. Digo circunstância do destino porque minha avó era muito inocente, havia sido criada em colégio interno de freiras e, naquele tempo, diferentemente de hoje, as meninas de dezessete anos não sabiam nada sobre educação sexual. Ela mesma me disse que só conseguiu entender, pela lógica e, ligando uma coisa à outra, como se engravidava, quando engravidou do seu terceiro filho.

E depois disso ela teve apenas mais um.

Acontece que, o meu avô em uma idade em que eu estava ainda estudando, e que hoje, 90% dos jovens também estão, já era pai, e pior, de dois filhos. A minha avó, nem bem tinha completado a maioridade e já tinha dois filhos para cuidar. Como ela mesma gosta de dizer hoje, ela era uma criança cuidando de outras duas. E por isso, meu avô nunca pode se dar ao luxo de trabalhar apenas oito horas por dia. E isso, em uma época em que ele trabalhava em turno de revezamento de seis horas, na ainda recente CSN.

Então, essa frase é do meu avô. Ele diz até hoje que, nunca trabalhou apenas oito horas. Depois que ele saia do seu trabalho ele sempre fazia alguma coisa. Construiu meio-fios em alguns bairros que ainda estavam em construção por aqui, foi motorista de taxi, vendedor de meias, relógios e etc. e, assim criou três filhos. Digo três porque o quarto filho só nasceu depois que os outros já estavam grandinhos.

E o mais legal é que meu avô foi vencendo. Em uma época em que curso superior era coisa pra poucos, meu avô com seu conhecimento, seu interesse e sua disposição foi ganhando espaço dentro da empresa em que trabalhava, fazendo contatos, criando seu networking e, sempre fazendo alguma coisa por fora, por aqui ou por ali para ajudar na renda e, assim poder ter um pouco mais de conforto.

Algumas pessoas diriam que a história do meu avô é uma exceção. Mas não é. Ela é muito comum, mais comum do que pensamos, pela época em que aconteceu, nos idos da década de 50. E meu avô não parou por aí. Ele, depois de aposentado, usou seu networking para abrir empresas de consultoria e representação, que duraram até eu ter nascido e já estar grandinho para poder me lembrar de algumas coisas. Mas, o mais importante é o valor que meu avô sabe que o trabalho tem nisso tudo.

Se perguntarmos pra ele a que ele atribui isso tudo, ele não dirá sorte, ou oportunismo, nem nada parecido. Ele responderá com a frase título desse post. Essa é a resposta. Essa é a resposta para grandes perguntas que as pessoas se fazem diariamente, mas que não conseguem enxergar.

Existe uma grande frase que, tem um pouco a ver com isso que é: “o que você faz em seu tempo assalariado determina o seu presente e, o que você faz no seu tempo não assalariado determina o seu futuro”. É mais ou menos isso mesmo. Hoje, estava conversando com um amigo, e ele me disse que o pai dele teve quatorze filhos. E que criou esses filhos com o dinheiro de um salário-mínimo.

Ele me dizia, que quando era moleque, ele e seus irmãos, no final de semana, trabalhavam ajudando a descarregar caminhões de cal, cimento, tijolo, em alguns materiais de construção para ter um trocado pra passar a semana, pra ajudar na merenda da escola, ou para sair com os amigos. E aqui não estou falando de trabalho infantil. Eles faziam porque precisavam, mas primeiro porque queriam. Queriam ter a autonomia e o prazer de ter um dinheiro pra si, para ajudar a desafogar as contas dos pais, e para poderem ter algo a mais do que os pais poderiam lhe dar.

E ele me disse que, nisso aí, ele e os irmãos pegaram gosto pelo trabalho. Que hoje, trinta anos depois, ele e os irmãos são trabalhadores, são esforçados e, têm consciência de que a única forma de conseguir algo para si e para a família que hoje têm é através do trabalho. Através das horas que têm para usar seus talentos e seus conhecimentos para produzirem algo.

Histórias como essa aconteciam antes, muito mais do que hoje. Como esse amigo mesmo me disse, hoje é mais fácil pedir mesada ao pai, pedir um dinheiro pra sair com os amigos, do que a pessoa querer fazer por merecer o dinheiro.

E realmente é mais ou menos isso aí. Eu vejo poucas pessoas, da minha idade, mais jovens ou até mais velhas, pensando que é o que a gente produz que nos transforma no que somos. Vemos poucos jovens pensando em trabalhar antes de terminar a pós-graduação. Vejo poucas pessoas querendo entrar no mercado de trabalho antes dos trinta anos. Vejo muito pouco sangue nos olhos dessas pessoas em trabalharem em construírem.

Muito pelo contrário, elas querem ter, para ostentar, mostrar e gastar. Não sei se falta paixão pelo trabalho, paixão pelo conhecimento, paixão pelos resultador, ou como já dizia o grande Jack Welch, paixão por vencer.

Sei que falta ambição. Falta querer mais. Os jovens hoje não têm contato com o trabalho como uma forma de construir algo, mas sim de conseguir algo. E isso não tem nada a ver com a melhoria da condição financeira da família e à possibilidade de uma pessoa poder focar nos estudos para somente depois trabalhar não. Até porque, subentende-se que, as pessoas estudam para criar, para trabalhar, para contribuir e, a melhor maneira de fazer isso é conciliando, juntamente com o estudo, a prática e o trabalho.

Mas, será que é tão difícil de enxergar isso?

Será que essa falta de ambição, essa falta de prazer por um legado, essa sensação de poder deixar alguma não é resultado disso? Porque eu vejo aquelas pessoas que por necessidade, vontade, ou até mesmo prazer, começaram a trabalhar desde cedo, conseguem se destacar, conseguem criar mais, conseguem ir além daquelas que só trabalham quando realmente precisam?

Porque na maioria das vezes, em sua raiz familiar isso está impregnado. Assim como na minha família, pelo meu avô e pelo pai dele a história de trabalho, de esforço de força-de-vontade e de exemplo; pela família de meu amigo, que começaram trabalhando para ter o “gostinho” da responsabilidade; e pelo exemplo de tantas outras pessoas que criaram famílias trabalhando, construindo e criando as coisas, geralmente em um primeiro momento por necessidade, seja depois por hábito prazer ou gosto.

O exemplo precisa estar impregnado nas famílias. Da mesma maneira que uma empresa precisa de suas raízes para deixar uma mensagem, as pessoas precisam de raízes para se transformarem em pessoas excelentes, diferentes, incomuns.

Eu vou citar um exemplo, sobre o “exemplo” que um amigo deu e que eu achei deslumbrante, que é sobre você precisar ser o exemplo, ser coerente, fazer o que você fala, ter atitude conforme aquilo que você prega porque só assim você consegue contagiar as pessoas que estão ao seu redor e, muitas vezes, aquelas pessoas que são diretamente influenciadas por você.

Um pai que diz que o filho não pode comer a sobremesa antes do almoço (ou da janta), tem que agir da mesma maneira. Não adianta ele dizer que o filho não pode e ele achar que ele, por ser o pai, por ser o “chefe” pode. Se ele diz que o filho não pode comer a sobremesa antes do almoço, ele tem que AGIR dessa forma.

O mesmo é um chefe que exige que os funcionários cheguem no horário. Ele precisa dar o exemplo. Ele precisa estar ali no horário. Se um chefe exige de seus funcionários chegarem às oito, mas não consegue estar na empresa antes das dez significa que ele não tá dando exemplo e, se ele mesmo não consegue cumprir as regras que ele estabelece pra empresa, tem algo de errado.

Da mesma maneira temos o exemplo do trabalho. Se um filho cresce vendo o pai falando mal do trabalho, chegando estressado do trabalho, brigando no trabalho, ele vai achar que aquilo é ruim e, depois não adianta falar que é bom porque a experiência que ele vai ter daquilo é que é algo ruim. E eu acho que é justamente isso que faz toda a diferença.

Eu tenho certeza de que minha mãe e meus tios não cresceram vendo nem meu avô, nem minha avó falar mal do trabalho. Muito pelo contrário, eles cresceram ouvindo o meu avô falar que nunca trabalhou somente oito horas por dia e, que o trabalho não faz mal a ninguém. Da mesma maneira, ele mostrou que a úncia chance de você conseguir construir alguma coisa é por conta do seu trabalho, do seu esforço, dos seus conhecimentos, da sua vontade.

Será que é a falta de exemplo que faz essa apatia que eu vejo hoje por todos os lados. As pessoas enchendo a boca pra falar que não querem enriquecer, como se isso fosse algo proibido, ou um crime. Dizendo que querem apenas ter uma “vidinha tranquila” poder passear, sair e dar uma boa educação para os filhos. Será que alguém pode querer só isso mesmo da sua vida? Será que alguém pode querer apenas que não aconteça nada de ruim? Será que tá todo mundo querendo apenas esperar a vida passar, a aposentadoria e a morte chegar?

Será que tá todo mundo jogando a vida fora, perdendo a chance de criar, de errar, de acertar, de ter experiências, de contar uma história, de recomeçar do zero, de criar riqueza pro universo, de sempre produzir, se querer mais, de se exigir mais, de se cobrar, e de poder deixar um legado, apenas por falta de exemplo?

Qual exemplo essas crianças estão tendo?

Ah! Já sei. Dos pais que trabalham nos Correios e fazem greve. Nos concursados que ganham pra trabalhar pouco e colcocar a culpa na burocracia. Nos pais que trabalham no banco, fazem greve e, de repente, estão em casa enquanto deveriam trabalhar. Mas, o mundo, as pessoas não se lembram dos bancários, dos correios. Elas se lembram das pessoas que quiseram realmente contribuir.

E nesse time, concurseiros, concursados, concursandos e, conformados não fazem parte. São mau exemplo. Mostram que o que importa é você ter e não construir, que o que importa é você ganhar, não conquistar. Realmente é um péssimo exemplo. Um péssimo exemplo pra um país com um grande potencial, que precisa de empreendedores, de netos, bis-netos, tetranetos e filhos de pessoas que nunca trabalharam apenas oito horas por dia.

É uma pena! Estão perdendo uma vida, perdendo a oportunidade de construir uma história de avanço e progresso para construírem e trabalharem na burocracia e na mediocridade. Eu prefiro trabalhar na outra ponta. Eu tive exemplo pra isso e, me envergonharia se não estivesse nessa lado: no lado dos que produzem, dos que puxam pra frente, dos que constroem e, mesmo errando, não desistem!

Eu sou mais um desses loucos. E vou fazendo minha parte. Terei orgulho em, daqui a cinquenta anos dizer pro meu neto que eu nunca trabalhei apenas oito horas por dia, e completar dizendo que aquilo que eu fiz no meu tempo assalariado garantiu o meu presente, mas aquilo que fiz no meu tempo não assalariado garantiu o meu futuro. E eu estarei lá, com ambição, força de vontade e muita determinação para vê-lo.

E quando meus olhos se fecharem pela última vez, quero que meu legado fale por si só!

Acorda!! Tá na hora de mudar o mundo…

Deve Haver um Jeito Melhor.

“Foco significa dizer não a centenas de boas ideias”. Steve Jobs.

Bem, não é novidade mas, o estimado e REVOLUCIONÁRIO Steve Jobs se foi…

E este post não irá discutir para onde e nem porque.

Eu sempre achei Jobs um cara fantástico. Para mim, o seu discurso em Stanford, que os telejornais exibiram essa semana como algo inedito e triunfante, pode ser comparado, pelo legado deixado à história, ao consciente empreendedor como um presente tão importante e belo quanto o discurso de Martin Luther King Jr. Esse discurso, por si só já mostra o quanto estamos falando sobre um indivíduo fora do comum.

Eu me lembro do dia primeiro de maio de 1994 como se fosse hoje. Ao acordar, meus pais, ainda casados, me disseram, com uma voz que não sei se de tristeza ou de preocupação que, “dessa” vez, o acidentado da Fórmula 1 tinha sido Ayrton Senna. Eu ainda não tinha dez anos quando o grande Senna morreu. Mas me lembro muito bem daquele dia porque eu assistia Fórmula 1 apenas por causa dele. Porque ele era brasileiro, vencia, tinha personalidade e, era admirado até pelos concorrentes (ou seria melhor adversários?).

Acontece que, no dia da morte de Ayrton, em especial, eu não tinha acordado para ver à corrida. Acordei já estava na metade e, recebi essa notícia de meus pais, sem saber da gravidade do acidente. Eles apenas me disseram que ele havia se acidentado.  E, durante o resto da corrida, pude ver o quanto o negócio era sério.

Ayrton Senna morreu. Naquele mesmo dia. Naquele mesmo primeiro de Maio. Dia do trabalho aqui no Brasil. E, como uma criança que era, e ainda sou, me permiti chorar, me permiti ficar triste e me permiti perguntar: e agora?

Eu ainda não tinha noção da grandeza de tudo que estava por trás de Ayrton Senna. Depois, fui podendo ver o quanto esse cara era líder, visionário, trabalhador, inovador e persistente. Depois, crescendo, fui aprendendo, como todo e qualquer jovem brasileiro, a admirar e gostar ainda mais desse cara que, tinha o capacete verde e amarelo.

No esporte, na minha vida, na Fórmula 1, esse cara vai ter sempre o lugar dele.

Depois de tanto tempo, me vejo, nesse dia cinco de Outubro, como aquela criança que recebe dos pais aquela notícia estranha, fatídica, final. Perdemos Steve. Quando conjugo o verbo perder na segunda pessoa do plural não falo de mim e de todos aqueles que o admiram. Falo no coletivo, NÓS, porque Steve Jobs é cidadão do mundo e, patrimônio da humanidade. Todos que entendem, admiram, enxergam, gostam, vêm, sabem que, perdemos uma pessoa diferente. Não basta pensar diferente. Precisamos SER diferentes.

E Steve foi. Ou será que é. Não sei se aquilo que você continua representando muda, mesmo depois que a morte aparece. Ele não está mais aqui, mas continua sendo muita coisa ainda. Inclusive EXEMPLO. E isso, pode-se passar centenas de anos, ele continuará sendo.

Eu fico me perguntando se pessoas extraordinárias nascem com algum dom extraordinário. Mas, essa resposta, sempre me aparece de uma maneira fácil, quando eu vejo que pessoas extraordinárias sempre se preocuparam com coisas extraordinárias. Por extraordinário, vamos entender que é aquilo que não é conforme ao costume geral.

E aí eu vejo que, para ser extraodinário, excelente e, completamente diferente, você precisa pensar e agir de uma maneira que não seja da maneira costumeira, que não seja guiada pelos costumes gerais.

E isso, pessoas como Steve Jobs realmente nunca foram. Os costumes nunca se aplicam a essas pessoas e, por isso, por elas não se submeterem ao costume, ao consenso, às opiniões formadas, seu legado transcende o comum, transcende o que muitas pessoas enxergam como normal. E aí nasce o magnífico, o que faz a diferença, o que muda o mundo e inspira gerações.

Com a morte de Steve Jobs, eu me senti no mesmo direito de quando Ayrton Senna morreu. No direito de me sentir criança, de me sentir privado de um exemplo, de um gênio, de uma pessoa fora do comum e que que não age conforme o “normal”. E que, por isso, são extraordinárias, são inspiradoras, são líderes, são inovadores. E criam…

E por isso Steve Jobs mereceu minhas lágrimas, minha tristeza e meu luto. Porque ele era um cara diferente. Porque era O CARA.

Eu admiro Steve Jobs como empreendedor. Nada mais interessa. Steve fez muito mais do que qualquer um no campo empreendedorismo, tecnologia, inovação, computadores, música, telefonia, filmes de animação, tablets, publicação digital e lojas de varejo. Bem, se isso não é ser um ser humano extraordinário, não sei o que é.

Vida pessoal, vida social, causas humanitárias? Diante de tantas realizações, acho que isso é apenas um detalhe. Acredito que, quando uma pessoa foca 100% em algo, ela se destaca 100% nisso. Quando ela se concentra 80%, 60%, 40% ou menos, ela se destaca o proporcional. No caso de Steve temos um cara 100% destaque naquilo que ele propôs se concentrar.

Pai e marido ausente? Talvez. Mas Steve sempre fez questão de agradecer a esposa compreensiva e companheira que tinha. Acredito que, nessa parte, ele conseguiu algo que muitos empreendedores não conseguem: uma cúmplice. Caso contrário ele teria se divorciado, teria ficado como dezenas de empreendedores: sozinho. Mas não foi esse o caso. Acredito que todos nós temos uma chance de encontrarmos a companhia certa para aquilo que somos. E Steve Jobs soube que Laurene seria a pessoa certa para estar presente enquanto ele estivesse ausente e, que seria madura, amável e amorosa o suficiente para entender toda a sua ausência.

No seu livro “Fora de Série”, Malcolm Gladwell estuda e analisa as condições temporais, sociais, tecnológicas, familiares, psicológicas e etc., que “transformam” pessoas normais em pessoas fora de série. No livro ele cita ainda o exemplo de Bill Gates e do nascimento e sucesso da Microsoft. Parece que esse fato é oculto e não sabido para muitas pessoas e empreendedores. Mas, por algum motivo, Jobs sabia que o contexto, que o cenário era muito importante na sua carreira para ter lhe transformado na pessoa que ele se tornou.

Você não consegue ligar os pontos olhando pra frente; você só consegue ligá-los olhando pra trás. Então você tem que confiar que os pontos se ligarão algum dia no futuro. Você tem que confiar em algo – seu instinto, destino, vida, carma, o que for. Esta abordagem nunca me desapontou, e fez toda diferença na minha vida.

Essa é a prova de que Steve Jobs sabia que o contexto influencia naquilo que somos. Ele sabia que, seus conhecimentos de eletrônica, em sua grande maioria, só eram possíveis por causa da profissão de seu pai adotivo. Ele conhecia esses fatores e foi capaz de usá-los para que, no futuro, pudesse “ligar os pontos”.

Infelizmente, perdemos um cara que, escolheu concentrar 100% de seus esforços em mudar o mundo e, conseguiu.  Viva Steve Jobs, aonde quer que ele esteja!

É claro que, por todos os lados vemos pessoas ressaltando o quanto Steve era um mau líder, uma pessoa egoísta e sei lá o que. Mas, eu acredito que ele era muito mais. Vejo pessoas chamando-o de egoísta e autoritário. Mas, acho que todos nós temos a obrigação de sermos egoístas.

Nossas realizações são feitas para nós mesmos. Se as outras pessoas gostam, que ótimo. Mas, em um primeiro momento, elas são feitas para nos agradar. E não agradar aos outros. E, talvez esse tenha sido um grande segredo de Steve. Ele criou pensando nele, ignorando a opinião dos “consumidores” e, com isso, fez coisas que nem os consumidores sabiam que precisavam.

Aí está a “magia” da inovação e da personalidade de Steve Jobs.

Aonde pessoas enxergam um cara durão, ignorante e egoísta, eu vejo uma pessoa autêntica e revolucionária. Para quem acredita que o egoísmo é uma doença, tenho apenas um argumento.

A verdade é que Steve Jobs deixa um legado infinito. De produtos, de lições de negócios, de inovação, de concorrência e de empreendedorismo. Sem ele, até que algum outro revolucionário à altura apareça, o mundo está um tanto quanto órfão, mais pobre e carente.

Thank you Steve!

O Meu Tipo de Sucesso.

Ei! Eu não tenho todas as respostas. Na vida eu ganhei e perdi na mesma proporção. Mas eu amo minha mulher, minha profissão e é isso que desejo para você: o meu tipo de sucesso“. – do filme Jerry Maguire.

Sim. Muitas pessoas confundem o sucesso. E infelizmente isso tá cada vez mais comum nos dias de hoje. É claro que eu tenho ciência que as contas vencem no final do mês, que o seu filho precisa de um ótimo futuro mas, e aí?!? E até onde vai fazer as coisas só pelo dinheiro? Até quando vai ficar sonhando com aquela promoção que tanto acha que merece para GANHAR MAIS, e assim poder trocar o carro, pagar a faculdade do garoto e aí se frustrar novamente? Eu te respondo. Isso tudo não vai demorar mais do que seis meses, SE a promoção sair.

Sabe como a grande maioria dos chefes pensam?!? Quais? Aqueles que temos em 99,9% das empresas espalhadas pelo mundo todo. Eles pensam que, se você tá fazendo um trabalho bem feito, ou que seja, ou excelente trabalho, ou uma coisa foram do comum, extraordinariamente excelente, isso acaba virando justamente um motivo para NÃO TE PROMOVER. Isso mesmo. Seu salário, suas responsabilidades e o orgulho da sua família não irão aumentar. E muito provavelmente, você terá que trabalhar aos Sábados.

Eu vou começar de novo porque acho que não me fiz entender.

Eu não estou dizendo para você não ser um funcionário excelente e fazer o seu trabalho medíocre. É óbvio que você tem que ser o MELHOR NO QUE FAZ. SIM! O melhor. MAS, na grande maioria das vezes, o seu esforço não está sendo percebido lá em cima, onde você acha que deveria estarem prestando atenção em você. E você, continua sonhando com a promoção, continua sonhando com as possibilidade, e almeja ficar rico, porque sabe o seu potencial e sabe onde pode chegar. Só tem dois probleminhas: 1. você está pensando no dinheiro; e 2. você não sabe o que se passa pela cabeça das outras pessoas. É isso que eu quero dizer. Você trabalha mais do que seu chefe, todo mundo vive pedindo o seu apoio e a sua ajuda pra fazer as coisas e você não sabe dizer não. Afinal, as pessoas confiam em você e isso é importante. Seu chefe, o chefe do seu chefe, o presidente da empresa, todos estão vendo o seu trabalho, mas como espectadores, e não como autores da sua história.

Por um lado, temos esse esforço em vão. Essa coisa de querer fazer tudo para todos ao mesmo tempo. Por um lado, temos o medo da demissão. Por outro, a lenda da popularidade. MAS afinal, o que é mais importante, qual o melhor tipo de reconhecimento? A fama, ou a promoção? Ah! No meio disso tudo tem uma coisa chamada demissão. Afinal, se eu me negar a fazer, posso ser demitido, não é mesmo?!

Eu vou esquecer disso tudo, e falar do que realmente importa. Dias atrás eu terminei de ler o livro Startup e cheguei a algumas conclusões que mostram que, na verdade, o verdadeiro caminho é ANDAR NA CONTRAMÃO. Parece brincadeira, mas não é. O que atrasa sua promoção é justamente um dos pontos que grandes empreendedores têm, e você não. EMPREENDEDORISMO é o que as pessoas procuram, e não um funcionário milagroso que faz tudo.

Aqui estão as razões pelas quais você não será promovido:

1. Você NÃO É EMPREENDEDOR. Os chefes querem pessoas que fazem, que tomam a iniciativa. Pessoas que FAÇAM a sua função, e não que fiquem esperando qual é a descrição do cargo que ocupa. Obviamente, TODO vendedor tem que vender, todo atendente de telemarketing tem que fala no telefone, todo motorista precisa dirigir. O que diferencia um bom de um mediocre é a FORMA com a que ele faz isso. Esse é o diferencial, essa é a forma que precisamos atingir. Existe uma forma do cliente te atender. Mesmo ele inventando uma reunião que não existe, tem um jeito de você passar pela secretária.

O exemplo:

No início da década de 1990, o mercado brasileiro de cerveja era dos mais concorridos. Três grandes empresas disputavam o mercado de bares, restaurantes, bodegas, biroscas e pequenos comércios, que revendiam o produto, gelado, para o consumidor final: a Companhia Cervejaria Brahma, a Antarctica Paulista e a Kaiser. Uma pequena companhia também ganhava fôlego: a Schincariol.

Em uma década as transformações no setor de cerveja no Brasil foram impressionantes. Em 1999, a Companhia Cervejaria Brahma e a Antarctica Paulista se fundiram, dando origem a Companhia de Bebidas das Américas ou American Beverage Company (AMBEV). Na nova empresa prevaleceram a cultura, os valores e as práticas gerenciais da Brahma, pois a maneira com que a empresa lidava com os problemas e superava os desafios havia se mostrado vencedora.

Em meados da década de 1990, antes da fusão, portanto, cada equipe de vendas da Brahma era formada por um GVO, ou gerente de vendas e operações, e por 5 a 20 vendedores. Todos os dias, o GVO reunia a sua equipe às sete horas da manhã e definia os objetivos de venda de cada vendedor. Às oito horas da manhã, os vendedores saíam para visitar os clientes da sua rota com o objetivo de vender os produtos da empresa, retornando às cinco horas da tarde para a reunião de balanço do dia. O gerente, então, verificava se as metas de venda haviam sido cumpridas e ouvia os relatos dos vendedores sobre o mercado.

Thomás era o GVO responsável por uma determinada área na cidade do Rio de Janeiro. A cada reunião de balanço do dia, ele buscava encontrar explicações para entender por que apenas alguns vendedores tinham atingido suas metas de vendas enquanto outros não. A questão era a seguinte: o desempenho dos vendedores variava muito; alguém que vendia muito bem em uma determinada semana, decepcionava na seguinte. Ele perguntava aos vendedores a razão da instabilidade nas vendas e obtinha respostas variadas: o dono do bar já estava com o estoque lotado, a concorrência chegou primeiro e já tinha vendido para o estabelecimento, o preço da concorrência era melhor, e assim por diante.

As razões variavam muito. O certo era que muitos vendedores perdiam vendas para a concorrência e algumas vezes tinham a impressão de ter vendido os produtos da empresa por um preço muito baixo. Thomás sabia que o desempenho de vendas dependia de formular o preço corretamente para cada cliente, e isto não estava acontecendo.

Ele então decidiu criar um formulário contendo a posição do estoque de cada cliente no dia da visita do vendedor e ainda coletar dados sobre os preços ofertados pela concorrência naquele dia. Os vendedores passaram a preencher um formulário para cada estabelecimento que visitavam. Ao final do dia, os formulários preenchidos eram entregues a Thomás, que digitava todos os dados em uma planilha. Com os dados em mãos, ele passou a fazer análises, simulações e comparações. Era comum ele ficar até às onze horas da noite no escritório e retornar no dia seguinte para a reunião matinal com uma estratégia de vendas definida para cada estabelecimento. Os resultados desta ação de inteligência foram imediatos; no primeiro mês, as vendas de sua equipe superaram as de todas as outras equipes da empresa.

A cada semana, Thomás aperfeiçoava suas análises e colhia resultados ainda melhores. O desempenho de sua equipe chamou a atenção do Diretor de Vendas, Carlos Brito. Ele percebeu que o modelo de vendas criado por Thomás tinha um grande potencial e decidiu que esse modelo deveria ser expandido para toda a empresa. Esta inovação de vendas foi responsável por ganhos significativos de parcelas de mercado pela Brahma. Brito passou a chamar esse sistema de inteligência de vendas da companhia de Pesquisa Thomás, em homenagem ao seu criador.

A implantação de um modelo de inteligência para a área de vendas da Brahma foi reconhecida como uma ação intra-empreendedora. Thomás tornou-se gerente de vendas corporativo, ganhou um bônus financeiro substancial, além de um signifi cativo aumento de salário. Carlos Brito, que percebeu o valor da inovação proposta e a patrocinou, provendo-lhe os recursos para que fosse automatizada e adotada por toda a empresa, tornou-se presidente da empresa Companhia de Bebidas das Américas (AMBEV), que sucedeu a Companhia Cervejaria Brahma e incorporou a Antarctica. Em 2002, a AMBEV era a maior cervejaria brasileira, detendo aproximadamente 70% do mercado brasileiro e atuante em toda a América Latina. Pois é. Esta brasileiríssima multinacional uniu-se à belga Interbrew, formando a INBEV, com sede em Bruxelas.

Este é só um exemplo de como funcionários empreendedores são bem-vindos em todos os lugares. Na INBEV, na loja de computadores do bairro, na sua escola, no escritório de advocacia que você estagia. EM TODOS OS LUGARES, pessoas que estão dispostas a encarar o negócio como se fosse seu são bem-vindas. Bem, se você ainda está querendo saber como fazer para ser recebido pelo cliente que está sempre em reuniões, a resposta é uma só: APROXIME-SE DELE. Na época em que a Microsoft estava focada em tirar o mercado da Lotus, o gerente do Office sabia tudo sobre o gerente da Lotus: o nome, onde morava, o nome da esposa, filhos, datas de aniversário, o endereço dos pais, qual era seu perfume predileto, a marca do seu carro, e todas as coisas (in)ÚTEIS que podem passar desapercebidas para um funcionário normal. Então é assim que funciona: vence quem souber mais coisas inúteis sobre o cliente: qual o leite em pó que o filho dele, recém-nascido toma, quantas vezes por semana ele leva o filho mais velho no basquete, no futebol, no teatro. Afinal, fora do escritório também é lugar de encontros. Saiba sobre a vida dos seus potenciais clientes. Marque reuniões na farmácia, quando ele for comprar a fralda do bebê; peça convites para a apresentação de balé da filha dele e mande flores quando a mãe dele fizer aniversário. VAI FUNCIONAR.

Ser empreendedor não significa ter o próprio negócio, mas sim pensar de uma maneira inovadora sobre processos, produtos e pessoas. Significa criar teorias e colocá-las em prática que agreguem e façam a empresa sair ganhando: em redução de gastos, em aumento de vendas, em aumento de lucratividade, em melhorias na contratação, em formas novas de analisar os dados da concorrência, em um jeito novo de gerir pessoas, em revolucionar o turno de trabalho, e assim por diante. Empreendedor é aquele que pensa, planeja e age. Afinal, os chefes que estão REALMENTE comprometidos com o crescimento da empresa estão muito mais propensos a perdoar falhas do que incentivar projetos e aprová-los.

Muito mais vale um erro ou um acerto em uma ideia ou um projeto, do que um “e se eu tivesse feito”. Sendo assim, é mais fácil obter o perdão do que o consentimento. Ou seja, as empresas líderes, em sua maioria, esperam que os seus profissionais façam as coisas acontecerem, corram riscos, e, se alguma coisa der errado, é mais fácil o superior compreender que o erro é parte do processo de construir algo de valor do que demitir alguém porque errou. Afinal, só não erra quem não faz. O que importa é o FAZEJAMENTO. Colocar ideias em prática e assumir o risco. Ser empreendedor não é só ter ideias fora do comum, mas sim fazê-las funcionar.

2. Você está com foco na coisa errada. Afinal, se é só o dinheiro que conta pra você, pode ir embora. Como eu já disse, o dinheiro é muito importante. Infelizmente, não vivemos sem ele. MAS, ele é consequência. Consequência de empenho, de força de vontade, de trabalho bem feito e, sobretudo, de dedicação. Se você está pensando no seu bolso de imediato, pode ter certeza que será muito mais difícil chegar aonde pretende. O sentido que deve comandar as suas ações não é bolso, mas sim o coração, as emoções e os propósitos.

Isso é o que realmente faz a diferença. Se você estiver pensando no dinheiro, nas coisas que poderia estar fazendo, na sua cama e no seu turno de apenas quatro horas diarias, vai ficar bem difícil conseguir alguma coisa. Até porque, isso tudo vai tirar a atenção que poderia estar sendo canalizada para agir.

Eu cansei de ouvir (e de ler) de diversos empreendedores que eu conheço essa frase, de que o dinheiro é consequência, de que dinheiro só vem antes do trabalho no dicionário, e todas essas frases do gênero. MAS, eu conheço pouquíssimos caras que realmente praticam isso. MAS, por incrível que pareça, os que eu conheço que seguiram esse princípio a risca, estão muito ricos hoje.

Na verdade, o foco nunca foi ganhar dinheiro. Afinal, Biz Stone e companhia limitada não conseguem uma maneira de fazer o Twitter gerar receita, mas qualquer lugar que eles chegarem no mundo, terão milhares de pessoas dispostas a ouvir. Porque? Porque existem coisas muito maiores do que o dinheiro. Resolver um problema; trabalhar em uma causa; ter um objetivo; ficar reconhecido por um achado, uma invenção; ser o orgulho da família. No fundo de tudo, é isso o que realmente importa. A relevância, a fama, o talento e a admiração é muito mais forte do que o dinheiro. Por mais que todos neguem, a reputação vale muito mais do que o dinheiro.

O dinheiro é consequência de um trabalho bem feito, de uma equipe bem montada, de um produto excelente, de uma grande inovação. Se você conseguir focar no resto, pode ter certeza de que vai ter bem mais dinheiro do que poderá gastar.

3. Coma o capim pela raiz. Como eu disse, esses conselhos são o que eu posso tirar de melhor do livro Startup, de Jessica Livingston. E eles não servem apenas para quem quer abrir o próprio negócio. Servem para quem quer um aumento de salário, uma promoção, respeito e reconhecimento. Serve para aquelas pessoas que querem crescer, serem mais e querem atingir isso com o trabalho. Assim, não adianta ser empreendedor e esquecer o dinheiro se você não está disposto a se arriscar pelo que você acredita.

Não. É muito difícil tudo sair 100% como se imagina na primeira vez. É verdade, as coisas não vão dar 100% certas, o dinheiro não vai dar 100% pra fazer tudo, as pessoas não vão confiar 100% em você, e você não será considerado 100% normal. No início, dificilmente as portas abrirão pra você. Suas ideias serão estranhas, seu chefe vai pedir pra ir mais devagar, com mais cautela e, muitas pessoas vão dizer que você é “acelerado demais”. Calma, no final das contas isso é um elogio. Existem os mortos, os devagares, os que andam conforme o fluxo e os acelerados demais. O problema é que os acelerados demais são vistos como excêntricos perante o restante do pessoal. MAS, como em uma corrida de Fórmula 1, ganha quem anda mais. Ou seja, não se importe com isso. Faça o melhor em menos tempo, com a menor quantidade de dinheiro possível e ainda por cima, quebre o recorde de tempo.

O que importa em um projeto não é o seu envolvimento com ele, mas sim o seu comprometimento. Se você está comprometendo seu emprego, sua promoção o seu futuro na empresa por um projeto, você está certo. Agora, se você quer apenas participar de alguma coisa e está apenas envolvido nisso, saia fora. As pessoas não querem que você se mostre uma pessoa envolvida. Elas precisam de empreendedores comprometidos com o sucesso, ou o fracasso do projeto, do negócio, do empreendimento, de qualquer coisa em que você estiver participando.

Assim como o bom é inimigo do excepcional, o envolvimento é inimigo do comprometimento. Estar envolvido em alguma coisa de nada adianta se você não estiver disposto a fazer o que for preciso para dar certo. Isso, inclusive, engloba ser demitido, ficar sem dinheiro um tempo, ser tachado como maluco, anormal, ter seu nome incluso nos cadastros de proteção ao crédito e muito mais.

Comer capim pela raiz significa sacrificar-se, comprometer-se e arcar com as consequências, se preciso. Porém, entretanto, essa fase tende a ser passageira, uma pequena transição. Assim como a adolescência é a transição da passagem da criança para o adulto, você não precisará se sacrificar por muito tempo. Se o projeto, o empreendimento, a ideia for bem trabalhada, em pouco tempo, essa fase será apenas uma história de sacrifício sem a qual NADA acontece.

4. Toque um projeto paralelo nas horas vagas. Eu tenho um amigo que diz que, o que você faz no seu tempo assalariado determina o seu presente, e o que você faz no seu tempo não assalariado determina o seu futuro.

O que isso quer dizer?

Eu tive oportunidade de trabalhar com muitas pessoas inteligentes. Essas pessoas, durante o dia estavam comprometidas com o trabalho na empresa, exercendo as suas funções e realizando seus trabalhos, tocando seus projetos e tudo mais. Porém, após sair do trabalho, tocavam pequenos projetos individuais em que estavam completamente comprometidas. Como projetos individuais podemos entender criar sites, dar aulas de música, ensaiar com a banda, dar aulas de natação, ser personal trainer, ter uma empresa de brindes, e outras coisas. O que eu quero dizer é que, ao sair dali, os caras entravam em uma outra coisa. Um outro projeto, uma outra empresa, um outro emprego. Só que, dessa vez, esse emprego era SEU.

E vendo essas pessoas fazendo isso, nessa jornada dupla, comprometendo-se em projetos dentro e fora das empresas, eu pude ver o quanto elas cresciam, o quanto elas conseguiam aprender e fazer a diferença. Eu via pessoas TOTALMENTE comprometidas em mudar o cenário futuro através do presente. E isso significava varar a madrugada trabalhando em um projeto independente que, muitas vezes era tocado juntamente com um amigo, com a esposa, e no outro dia não perderem a hora.

Eu via essas pessoas contarem entusiasmadas o que faziam depois do serviço. Eu vi essas pessoas orgulhosas, mostrarem o que faziam após o expediente. Eu via esses amigos cansados, porém realizados. E mesmo assim, mesmo que parecesse que era uma obrigação, o trabalho após o trabalho, eles tratavam como um hobby. E eu vi os projetos crescerem, eu vi os projetos darem certo. E até hoje, mesmo não estando mais junto dessas pessoas, eu vejo e participo, mesmo que indiretamente, de tudo isso. E percebo o quanto isso os engrandece.

E eles não estão pensando apenas no dinheiro. E não estão nem aí sobre o que o chefe pensa da sua ocupação após o trabalho. Eles fazem por prazer. Fazem por amor. Fazem por que acreditam na ideia, acreditam no propósito, acreditam no projeto. E, eu tenho visto diariamente o que esse pessoal tem feito. E posso afirmar que está dando certo. E, mais ainda, posso dizer que, em breve, alguns empregos noturnos precisarão de tempo integral.

SIM! Essas histórias são de amigos meus. Mas, poderiam ser diversas outras histórias e outros projetos que começaram alternativamente e hoje ocupam todo o tempo. Poderiam ser grandes empresas que vemos hoje. Poderiam se chamar Orkut, YouTube, Hotmail, Yahoo!, e não para por aí.

Esses projetos independentes, que começaram como Ideia S/A acabou tomando proporções inimagináveis. Porque? Por que tudo que é feito com prazer, com gosto, com força de vontade e empenho acaba dando certo. Além disso, as pessoas que têm vida dupla, durante o dia no trabalho normal e à noite em seus projetos individuais, conseguem ser bem mais capazes e inteligentes, com o espírito empreendedor pronto para o que der e vier.

Bem… não importa o que você esteja fazendo, nem o horário que você trabalha. Mantenha um projeto paralelo para oxigenar o cérebro.

Eu tenho certeza de que este post ainda pode parecer incompreensível. Mas, assim também o é a mente humana. Incompreensível, indecifrável e misteriosa. O que importa não é a ordem lógica, mas sim a ordem emocional. Mesmo que você não tenha entendido o que eu disse aqui, o seu cérebro compreendeu o recado. Você já não ficará mais frustrado se a promoção não vier e, pode ser que eu esteja errado, mas o dinheiro vai acabar perdendo a importância.

Não, eu não quero que você deixe de gostar do dinheiro. Não disse perder o valor, e sim a importância. Afinal, existem muito mais coisas entre o sucesso e o dinheiro do que podemos desejar.

Esqueça as coisas materiais. Assim como a nossa vida, o dinheiro não dura pra sempre. Ele é moeda circulante e, a melhor maneira dele voltar para o nosso bolso, é usando-o, fazendo com que ele circule. Como eu ia dizendo, ele não dura pra sempre, mas os projetos, as ideias, as soluções, as invenções ficam. Afinal, o Windows, o iPhone e Google, ainda continuaram sendo falados daqui a duzentos anos, mesmo tendo a certeza de que seus idealizadores não estarão mais por aqui. Assim como falamos hoje de Henry Ford, vale muito mais o reconhecimento aos ideais, à inteligência, ao legado, do que ao sucesso financeiro.

A pergunta certa a se fazer não é quanto você quer ganhar, mas sim, pelo que você quer ser lembrado?

O que eu quero?

Eu quero ter um nome respeitado, pelas ideias, pelos ideais, pelos princípios, e se possível, deixar um pouco de dinheiro para os meus herdeiros poderem se sacrificar menos do que eu precisei. Como eu disse, dinheiro não vem em primeiro lugar, é consequência, mas é importante.

Esse é o sucesso que eu quero pra mim. E é esse o sucesso que eu desejo pra você: o meu tipo de sucesso!

O Legado de Michael Jackson.

Michael Jackson morreu. Ponto. Essa condição é irreversível. Se com ela aparecem trágicas revelações e suspeitas dramáticas, não seria diferente.

A vida que o artista levou foi cheia de controvérsias e a hora de sua morte não seria diferente. Se os filhos dele não são realmente dele? Se foi realmente uma injeção de morfina que o prejudicou? Se o médico é suspeito? Isso por enquanto é impossível de saber, até ficarem prontas, daqui a duas semanas aproximadamente, o resultado dos exames toxicológicos, que vão apurar a(s) causa(s) de sua morte.

Além de um patrimônio avaliado em US$ 1 bilhão e uma dívida equivalente a metade desse patrimônio, MJ deixou alguns outros legados e lições que eu acredito merecem ecoar nos anais da história e servir de lição para todas as pessoas.

1. A infância é o espelho do futuro. Tudo que Michael Jackson fez, ou deixou de fazer, foi reflexo de sua infância. Em primeiro lugar, com a fama precoce, junto de seus outros quatro irmãos.

A fama deslumbra as crianças, por que para elas tudo é apenas um divertimento, uma brincadeira, e não uma obrigação e uma coisa séria. Os pais deveriam respeitar essa vontade e ACEITAR quando elas decidissem para de brincar. Porém, Michael não teve essa sorte.

O pai obrigava os irmãos a encararem a carreira musical como uma profissão, mesmo muito cedo e, com toda rigidez e rigorosidade que NENHUM pai deve ter, humilhava e maltratava as crianças.

Jackson nasceu em Gray, no Estado americano de Indiana. Ao todo, seus pais tiveram sete filhos e desde muito pequeno ele mostrou habilidade musical, que foi ostensivamente treinada e explorada por seu pai, Joseph Jackson.

O pai foi guitarrista e era operário. Michael Jackson relatou que sofreu muitos abusos durante a infância, tendo que ensaiar exaustivamente, e, muitas vezes, a punição para erros era violenta.

O grupo Jackson Five fez sucesso em shows de casas do interior dos Estados Unidos, e com, a fama se espalhando, eles acabaram assinando um contrato com a gravadora Motown. Desde os 11 anos, Jackson integrou o grupo.

Para uma criança, ser chamado de burro, feio, ridículo, imbecil, imprestável e adoráveis adjetivos como esses, não é tão simples como (talvez) para um adulto. AINDA MAIS, se esses elogios vierem de seus próprios pais, que são as pessoas em que as crianças mais se espelham, mas acreditam e mais confiam.

Que criança acredita que o pai é mentiroso?

Que criança acredita que o pai estaria mentindo ao chamá-lo de narigudo, feio e MONSTRO? Os fantasmas da infância são os monstros do futuro.

Michael Jackson não queria ser branco, não queria ser cosmético. Ele queria apagar aqueles elogios que o seu pai o fizera no passado. Ele queria poder olhar no espelho e não concordar com ele.

Hoje, os pais (principalmente o pai) de Michael amargam uma grande responsabilidade no resultado final que o filho atingiu: a morte. O trauma psicológico imposto pelos pais se torna uma verdade absoluta na vida de uma criança. Por isso, em primeiro lugar, as crianças precisam de apoio, carinho, amor e EDUCAÇÃO. E não abuso, maus-tratos e punições.

Afinal, trabalho infantil é crime não apenas no Brasil, mas em todos os países civilizados do mundo. Crianças precisam brincar, se divertir, se sentirem amadas e apoiadas.

E não serem obrigadas a trabalhar para encher o bolso dos pais de dinheiro. São os pais que criaram a figura de um Michael Jackson infantil, bobo, fraco e viciado em remédios, que fugia de si mesmo e encarava um personagem que não era.

2. Não importa qual o seu ramo, sempre é possível inovar. Quem diria que depois de tantos músicos consagrados, artistas louváveis, existiria um artista que mudaria para sempre a história da música. Michael Jackson tem mais vendagens do Beatles e Elvis JUNTOS.

Trhiler, seu videoclipe mais conhecido, ganhou prêmios de CURTA-METRAGEM. Músicos de soul, black music, pop, hip-hop, rap e jazz seguem os passos de Michael Jackson. TODO bailarino que gosta de street precisa estudar os passos de Michael para poder montar uma coreografia.

Indiretamente, todo pessoal que surgiu depois dele, nessas áreas que eu disse, QUER QUEIRA, QUER NÃO, tem alguma influência dele. Michael Jackson, ao contrário do que todos imaginam, não tinha vergonha de ser NEGRO.

As suas mudanças de aparência foram resultado do tópico acima – a sua infância -, e existem inúmeras declarações dele (no próprio YouTube) defendendo os músicos negros, a música dos guetos e os artistas da periferia, do rap, do soul e da street dance.

Michael Jackson conseguiu fazer o que muitos não conseguiram: emplacar sucesso atrás de sucesso, ensinando um novo jeito de fazer shows aos artistas da época que vêm sendo seguido até hoje. Além de tudo isso, se não bastasse o legado musical, a herança cultural da dança e do estilo de se vestir nos palcos, Michael era obstinado.

Quatro horas antes de morrer ele estava ensaiando para sua nova turnê, que teria cinquênta shows em Londres e provavelmente mais trinta shows em outras cidades espalhadas pelo mundo. A turnê garantiria a Jackson um cachê aproximado de US$ 50 milhões. Invejável para qualquer artista de sucesso contemporâneo.

Os números de Michael Jackson ainda são absolutos. Ainda vai nascer algum outro artista espetacularmente extraordinário para quebrar os seus recordes de vendagem, de arrecadação e exemplos musicais. Por enquanto, e provavelmente sua morte eternizará esse título, ele é o REI DO POP.

3. Os remédios matam. Michael tinha dívidas que chegavam a US$ 200 mil em uma farmácia, com compras de medicamento. Tinha um médico particular para receitar medicamentos para dor e para todos os problemas de saúde que as inúmeras cirurgias que ele fez acarretaram.

Michael poupava esforços ao não andar, ao utilizar máscaras de oxigênio e ao evitar suas aparições em público. Suas cirurgias, suas plásticas acabaram debilitando todo o seu sistema imunológico e isso foi complicado ainda mais pelo vício em medicamentos como a morfina.

Há boatos que afirmam que ele não mais se alimentava e, vivia a base de remédios e compostos que substituiam as refeições, o que faria com  que todo o seu organismo estivesse fraco demais, e não aguentasse mais esforços. Enfim, aqueles medicamentos que eram pra ajudar acabaram apenas tornando-o cada vez menos saudável, e cada vez MAIS dependente.

Por último, ao decidir retornar, lançou mão de mais medicamentos para conseguir fazer o esforço dos ensaios para a sua nova turnê. Aqueles que eram para curá-lo, acabou por envenená-lo. Como diz o ditado, o que separa o remédio do veneno é a dosagem.

E neste caso, não há dúvidas de que os medicamentos foram mais uma ajuda para a lenta e gradual morte de Jackson, que tinha apenas cinquenta anos. Remédios são drogas.

Perigosos como qualquer cocaína, heroína, crack e cigarro, e como ambos deveria ser muito mais controlada pelos governos. Precisaram de mais quantos exemplos?

Uma biografia não-autorizada de Michael Jackson deve estar por vir. Um filme não tardará a ser filmado e, quem sabe assim, não consigamos todos nós entender um pouco mais dos conflitos que, diariamente aterrorizavam Jackson e o tornaram naquilo que ele foi: uma pessoa tão controversa, com tantos altos e baixos.

Com uma história tão triste, que tinha tudo para ser BRILHANTE. Michael Jackson merece um filme de sua biografia. Negar o talento, a genialidade e os conflitos psicológicos desse artista é impossível.

A foto abaixo foi tirada no dia de sua morte. Jackson ensaiava com seus bailarinos para uma turnê de volta aos velhos tempos.

Michael Jackson

O Exemplo é seu único legado.

O texto abaixo é de minha mãe. A minha mãe pra quem não sabe é uma dessas guerreiras que nunca morrem, nunca desistem, nunca admitem a derrota, nunca aceitam o fracasso e estão sempre olhando com cara de brava para os novos desafios.  Guerreiros estão sempre prontos pra batalha.

Se tem uma coisa que eu herdei da minha mãe é a força de vontade, a invencibilidade e o não derrotismo. Minha determinação é tão grande quanto a de minha mãe, que é tão forte e determinada que consegue marcar a vida de todos que a rodeiam. 

Como eu já disse por outras vezes aqui, ela é educadora. Não uma educadora, mas sim A educadora. Eu me atrevo a dizer, com minúsculas margens de erro que é a maior educadora e pedagoga de seu tempo, de sua geração. Pessoas são reconhecidamente espetaculares quando suas figuras são inseparáveis. Quando não conseguimos separar uma guerreira de uma mãe e de uma educadora, temos uma pessoa EXTRAORDINARIAMENTE diferente, fazendo a diferença. De que servem mestrados, doutorados, PHDs, MBAs, faculdades e títulos se não conseguimos aprender com a própria vida? RASGUE seus diplomas, aprenda com a vida, depois volte aos estudos. O seu único legado é o exemplo. Exemplo vem de berço. 

Acompanhe o texto da Regina Angelica Cardoso.

MEMORIAL DE LEITURA

Minha prática como leitora não vem de muito não.

Filha de pai operário , mãe exímia educadora dos filhos ,não tivemos algumas “regalias” como a aquisição de um acervo de livros.

Sempre conversamos muito ,em família contávamos e ouvíamos muitos casos e sempre tivemos a liberdade de emitir opiniões. As histórias e os Contos de Fadas ficavam por conta de alguns exemplares que por vezes comprávamos ou ganhávamos de presente. Me lembro de um livro grande com bonita encadernação com várias histórias que eram lidas para os filhos , por minha mãe e mais tarde já alfabetizada eu lia e relia infinitas vezes as mesmas histórias.Lembro-me também de um disco LP com as histórias atrapalhadas de dois palhaços “Fuzarca e Torresmo”, que ficava na casa de minha avó já que não tínhamos “Toca discos”, mas nada foi mais marcante e prazeroso  que ouvir as narradas por meu pai: “O macaco e o rabo” e “A canequinha do Rei” repetidas incansavelmente, mas sempre com o gostinho de primeira vez.

Quando ingressei na 5ª série o acesso a Literatura ficou por conta da lista dos Clássicos exigidos: A Moreninha, Dom Casmurro, Helena, Senhora, O Cortiço, e outros dos quais éramos solicitados a fazer fichas de resumos, alguns foram gostosos de ler, outros porém nem mesmo eram bem entendidos. Ainda tiveram O Pequeno Príncipe e Polliana .

Com o passar do tempo o gosto pelo estudo ,a curiosidade e vontade de aprender mais, já na faculdade, vieram : Paulo Freire , Piaget. Vigostsky,Pedro Demo, Celso Vasconcelos, Dermeval Saviani, Moacir Gadotti, Regina Leite Garcia, Jussara Roffmann e muitos outros ao mesmo tempo que trabalhando com a Educação Infantil toda a magia  da literatura infantil reascenderam em mim o prazer da infância e fez de mim uma formadora de leitores. Lia para eles várias histórias diariamente, fazíamos “O Clube do Livro”, confeccionamos livros a partir de história lidas ou criadas por eles…

Em família não foi diferente,ao longo da infância de meus filhos adiquiri uma grande variedades de livros lidos diariamente o que despertou neles, gradativamente, o gosto e necessidade de ler o que, para mim, é motivo de grande orgulho; são hoje grandes leitores. O exemplo é o único legado que deixamos…

Viva para que você seja lembrado pelas suas ações, pelos seus exemplos e pelas batalhas vencidas. Não perca tempo!

O que Podemos Aprender com a Microsoft?

Nos últimos dias eu estive lendo um livro que peguei na Biblioteca da ArmRebel chamado “Os Segredos da Microsoft – Os Bastidores da Empresa Mais Criativa e Bem-Sucedida de Todos os Tempos“. O livro é de 1998, mas muita coisa nele abordada é muito atual e todos os temas abordados 

microsoft

por Julie Bick, devem ser estudados e considerador por toda empresa que pensa em vencer no século XXI. Julie tem uma forma de escrever 

muito dinâmica e bem-humorada, onde todos os Princípios abordados no livro são implementados por algumas histórias,  muitas delas que encontramos no dia a dia.

O livro é dividito em partes como: Tudo que eu precisava aprender sobre como gerenciar um negócio aprendi na Microsoft; Tudo que eu precisava saber para executar bem meu trabalho eu aprendi na Microsoft; Tudo que precisava saber para ser uma boa líder aprendi na Microsoft; Tudo que eu precisava saber sobre comunicação eu aprendi na Microsoft, e finalmente, Tudo que eu precisava saber para administrar minha carreira eu aprendi na Microsoft. O livro é pequeno, mas ilustra inúmeros princípios e cultura dos Microsofties (funcionários da Microsoft).

Eu vou fazer um pequeno resumo sobre os pontos que eu acho que devem ser levados (mais) em conta e oas lições que podemos tirar com a cultura Microsofot.

1. Coma a Ração Canina, não Acredite em seus Próprios Press Releases. Você deve conhecer o seu produto a fundo. Tanto os mais novos, quanto os antigos e consagrados. Você precisa utilizar o seu produto e conhecê-lo mais do que qualquer um como usuário, funcionário e APAIXONADO POR TECNOLOGIA. Não importa se ele ainda está em fase de testes com vários erros, se ele é uma porcaria, ou se é a menina dos olhos da empresa. Teste e estude o seu produto.

2. Analise seus Erros e Permita que as Pessoas Falhem. É aqui que entra aquela conhecida histórinha da Microsoft, em que um gerente, todo alegre envia a sua equipe um e-mail dizendo que o produto deles tinha ganhado nova entre dez prêmios oferecidos. A resposta, todo mundo já conhece, foi o questionamento da equipe sobre qual prêminho não haviam ganhado e por que. Se já erramos, deu errado nós devemos aprender com isso. Seja através de atitudes que NÃO DEVEM ser repetidas ou através de um case sobre o problema e como isso poderá ser uma vantagem no futuro. Permitir que as pessoas falhem é ENCORAJAR-LAS a ACEITAR cada vez mais DESAFIOS sem o medo da recriminação ou do fracasso. Até as melhores pessoas podem entrar em projetos fracassados e ninguém está a salvo de ter um projeto falho. Pior do que a certeza do erro é a expectativa do sucesso. Ter certeza de uma falha é cuidar para que ela NUNCA MAIS SE REPITA. Na Microsoft, pessoas que falharam, entraram em projetos que não deram certo e tiveram esse tipo de experiência, geralmente acabam sendo promovidas, pois a Microsoft SABE que um fracasso contribui para o aprendizado de seus funcionários. Não tenha medo de dar errado ou falhar. ERRAR É HUMANO, APRENDER COM OS ERROS É OBRIGATÓRIO!!

3. Deixe que Seus Funcionários Ouçam os Clientes. Precisa mencionar que os funcionários tem que ter um relacionamento plus com os clientes?? NÃO. Todos na empresa devem se envolver com os clientes, devem se especializar cada vez mais em relacionamentos produtivos com os clientes. Relacionamento, atenção é o mínimo que uma empresa pode fazer para continuar viva.

4. Um Cliente, Uma Mensagem. Uma mesma coisa pode ter significados diferentes para clientes diferentes. Um produto é apenas um produto, até que você explique ao seu cliente o para que ele precisa dele. E, raramente, as razões e as necessidades são iguais. Isso é 1-a-1. Tratar cada cliente como um indivíduo e não como parte do todo.

5. Aja Como um Líder. Empresas precisam de LÍDERES, não de funcionários, que simplesmente são mais um número e não uma cabeça. Empresas precisam de pessoas que não tenham medo, que assumam riscos calculados e que leve o projeto até o final, que não espere que ninguém delegue as funções e esteja sempre pronto para as mudanças.

6. Pense Três Lances à Frente. Eu não jogo Xadrez, mas acredito que esse deve ser um ensinamento que todo enxadrista deve aprender desde cedo. NUNCA se empolgue com a alegria e com as possibilidades imediatas. Pense sempre na frente, na Sexta-Feira, ou seja, no final das coisas. Pense NOS MÍNIMOS DETALHES, nas POSSIBILIDADES  e faça o milagre de PREVER O FUTURO. Pense sempre no dia de depois de amanhã, na semana que vem, em Dezembro, ou seja, NUNCA PENSE APENAS NO AGORA! O longo prazo é o que irá assegurar o seu sucesso.

7. Coloque suas Idéias em Prática. Aquele que fala e não faz, não sabe nada. Falar e não fazer é não saber. Fazer e não falar é dar EXEMPLO. A vida é feita de exemplos, coloque as suas idéias em prática mesmo que elas demorem mais de cinquenta anos pra ficarem prontas. Nunca abandone os seus sonhos, nem as promessas que você se fez. Nunca se esqueça do velho ditado, “falar é fácil, fazer é difícil“. Faça primeiro, fale depois. Começe e apenas comece. Mesmo que com poucos recursos, pouca tecnologia, pouca gente, comece e depois aprimore, melhore e cresça. As suas idéias e seus sonhos DIFICILMENTE sairão prontos, da forma que você sempre imaginou. Comece com pouco e transforme-se no que você sempre sonhou gradativamente.

8. Tenha Sempre Pronto o seu Discurso de Elevador. Nós nunca sabemos onde encontrar pessoas que podemos falar sobre os nossos negócios, sobre a nossa empresa e sobre o nosso produto. No livro Alta Performance em Vendas, esse “discurso de elevador” é chamado de discurso de 30 segundos e eu acredito que ele não serve apenas para o elevador. Uma venda pode ou não ser feita nos primeiros 30 segundos, por isso, você deve vender a sua empresa e o seu produto no primeiro minuto. Caso contrário, prepare-se para um possível NÃO.

9. Mergulhe no seu Concorrente. Na época em que o Lotus 123 e o WordPerfect, concorrentes da Microsoft dominavam o mercado de aplicativos de escritório, os gerentes do Word e do Excel tinham até as fotos das pessoas que ocupavam a mesma posição do que ele na concorrência. Imagina você, com a foto da pessoa que exerce a mesma função que você na empresa, “observando você trabalhar”. Isso dá gás aos funcionários, aos desenvolvedores, e a toda equipe. Os caras da Microsoft sabiam o nome da esposa, dos filhos, da mãe, irmã, pai, avô e etc., além da data de aniversário dessas pessoas. Na Microsoft existem cargos para pessoas estudarem a concorrência, MERGULHAR no produto, usar o produto, entrar em comunidades de quem AMA o produto e saber o que o faz tão TESÃO. A sua empresa se importa com a concorrência ou vocês ainda estão no aceano vermelho?

10. Antecipe as Perguntas que seu Chefe Fará. Depois que você tiver estudado sobre um determinado produto, apresentação ou proposta, estude-o novamente e coloque-se no lugar do seu chefe, pense nas perguntas que provavelmente ele irá te fazer, procure falhas na sua apresentação, erros nos seus relatórios, problemas nas suas próprias propostas. Coloque-as em cheque por você mesmo. Assim, quando os “porquês” começarem a surgir, você saberá muito bem as respostas, tanto para o seu chefe, quanto para seus clientes.

11. Ninguém Precisa Saber Tudo. Não há problema nenhum em ser pego de surpresa por uma pergunta ou questionamento que você simplesmente não sabe a resposta ou não sabe como funciona. Ninguém nasce sabendo de tudo e as “saias justas” são oportunidades de aprendizado em dobro. Primeiro, por que podemos ser supreendidos por falta de preparação e assim, aprendemos a nos dedicar mais; segundo, por que temos a oportunidade de buscar a resposta e aprendermos uma coisa que não tínhamos conhecimento. A grande sacada ao não saber como responder uma dúvida, ou algum questionamento é buscar a resposta. Mesmo que a resposta não possa ser imediata, faça contato, fique disponível e BUSQUE A RESPOSTA. Quando não souber alguma coisa, a sua atitude deve ser, “não sei, mas vou descobrir”, e descubra. Depois de descobrir, responda ao dono da dúvida e divulgue o conhecimento.

12. Seja bem-humorado, criativo e instintivo. Essas são características que podem transformar um funcionário médio em uma “estrela”. O bom-humor pode livrar-lhe de enrascadas, de armadilhas e de incidentes que você mesmo possa cometer. Ao cair no chão, o cara que levanta emburrado leva muito mais risadas e ouve muito mais sacanagem do que aquele cara que começa a rir de si mesmo, levanta e faz uma piada. A criatividade é o que vai fazer com que você reinvente a sua forma de trabalhar transformar os seus dias de trabalho em coisas novas, contribuir para o crescimento da empresa, ajudar na evolução daqueles que trabalham ao seu lado. O instinto, muitas vezes pode valer mais do que as informações e os fatos, anteriormente comprovados. Seguir os instintos significa que você tem conhecimento dos dados, dos fatos e das ordens, mas a sua intuição lhe diz, em um determinado momento que seguir um outro caminho seria válido. Combine, junto com a decisão dos especialistas, uma pitada do seu instinto. Muitas vezes, só você sabe o rumo que as coisas estão tomando e, sabe o que fazer para equilibrar ou melhorar a situação. Use o instinto para, se preciso, quando preciso, dar a volta por cima em uma situação, ganhar uma venda, marcar uma reunião com o cliente e fazer a empresa crescer. Informações e instinto devem andar de mãos dadas.

13. Seja um Divulgador de Soluções, não Problemas. Ao surgir um problema, não alardeie a empresa toda por causa do problema, comece a trabalhar na sua solução. Pense na solução e não no problema. E, ao dar as notícias do problema, fale sobre ele mas proponha a sua solução. A proporção do problema será bem melhor e as pessoas, ao ouvir a sua possível solução, ficaram aliviados e poderão ajudar na melhoria da idéia, na execução da tarefa. Isso, por que o impacto de um problema foi MINIMIZADO pela apresentação de uma solução. Mostre soluções, exponha soluções com todos e nunca foque os problemas!!

14. Seja o Chato de sua Equipe. Eu agradeço a todos os meus amigos e colegas de trabalho por me chamarem de chatos. Devemos ser o Advogado do Diabo, o bonzinho na pele de mau. O mercado não perdoa, é implacável. A chance da melhora, do aperfeiçoamento, do melhoramento é a cobrança, as perguntas, a chatice do cara enjoado que quer o bem de todo mundo, que quer ver o negócio funcionando sem maiores falhas. O chato é o firewall da empresa. Ele é a parede de fogo que faz com que a idéia amadureça, que as pessoas aprendam e que o sucesso esteja um pouco mais perto. Faça perguntas, critique idéias que você acha descartáveis, reclame sempre e COBRE MUITO. Os legais sempre agradecem aos chatos pelo seu toque peculiar aos projetos.

15. Conheça Você Mesmo. Seja Você Mesmo. Saiba de suas limitações, estude suas falhas, aperfeiçoe-se constantemente, busque a melhora e o aprimoramento, siga o caminho da verdade e do empreendedorismo. Quebre as máscaras sobre seu rosto TODAS AS MANHÃS. Seja você!!

16. Dez Maneiras de Equilibrar o Trabalho e a Vida Pessoal, por um Microsoftie. 

“1. Mantenha o hábito de marcar um encontro à noite, no meio da semana, com aquela pessoa que é importante para você;

2. Combine um encontro com um amigo na academia (não só lá, mas em outras atividades que você pratique). Você terá menos chances de não ir naquele dia se souber que há alguém esperando por você;

3. Inscreva-se para ajudar em algum programa de caridade ou para participar do conselho de algum deles;

4. Faça um curso noturno de algo que não tenha relação com o seu trabalho, como por exemplo, ioga;

5. Volte para casa às seis, jante com a família, ponha as crianças na cama e DEPOIS responda seus e-mails;

6. Compre ingressos antecipados para concertos ou teatro. Você se sentiria tão culpado jogando o dinheiro fora que, com certeza, não perderia o espetáculo;

7. Escolha dois dias da semana para sair às seis horas. Fique até a hora que precisar nas outras três noites. Isso funciona melhor se você for solteiro;

8. Nunca programe uma reunião para antes das 08:00h, nem para depois das 17:00h. E de maneira alguma nos fins de semana;

9. Planeje viagens de fim de semana. Contrate alguém para fazer as pequenas coisas que você vai acabar pondo de lado;

10. Os Microsofties só conseguem pensar em nove maneiras diferentes“.

Enfim, eu altamente recomendo a leitura desse livro para termos equipes mais conscientes de sua missão no grupo. Não é por acaso que no legado da Microsoft temos outras grandes empresas INOVADORAS. Apple, Google, Yahoo, e mais um monte de gente que sabe o verdadeiro valor de criar paixão ao invés de cumprir horário de serviço ou apenas ser mais um número.

Estou indo agora buscar o próximo livro e material de estudo por mais uma ou duas semanas…

Acorda!! Tá na hora de mudar o mundo…