Dez Mentiras que os Chefes Contam Para Sim Mesmo.

Quando os chefes ficam enclausurados em seus salões de vidro, as suposições começam a tomar conta das certezas. Os gerentes, os diretores, perdem tanto tempo em reuniões inúteis, com detalhes do cargo, com a hierarquia e com a politicagem na empresa, que esquecem de ir pra rua pra saber da concorrência, pra conhecer melhor os clientes, pra saber sobre a reputação da empresa.

Sam Walton, em seu livro Made in America mostra a importância de conhecer a concorrência, de estar em contato direto com os clientes. O próprio Sam, pegava seu avião e ia pra cima dos grande varejistas quando o Wall Mart era apenas uma lojinha no interior dos EUA. Deve ser por esse motivo que o Wall Mart hoje é um grande varejista e, dexiou pra trás todos os grandes da época em que era pequeno. Nenhum, ou quase nenhum, varejista da época do Wall Mart existe hoje.

Isso porque, com a ajuda de seu avião e um pequeno gravador, Sam saia pelos EUA visitando e estudando concorrentes. E depois que cresceu, exigiu isso de todos os diretores da empresa. E assim, visitando, conhecendo, sabendo o que os clientes pensavam da concorrência, e muita observação conseguiu construir a empresa que conhecemos hoje. Só assim, deixando as salas com ar condicionado pra trás e valorizando as duas coisas mais importantes para o sucesso de uma empresa: CLIENTES e CONCORRÊNCIA.

Por este motivo, empresas vão perdendo vendas, vão entrando em crise e, quebram. A GM, com seus diretores em ternos pretos é um grande exemplo. Quanto mais alto na cadeia da evolução em uma empresa, mais as pessoas acham que sabem mais das coisas. MAS, isso não é a verdade. Chefes mentem para si mesmo quando acham que sabem tudo e são os donos da verdade.

Enquanto os chefes ficarem nas suas cadeiras de presidente, dentro de salas com ar condicionado e gravatas listradas horríveis, eles vão continuar mentido pra eles mesmos; enquanto o resto da empresa vai tentar, sem sucesso, convencê-los do contrário.

Assim, antes que o poder suba à sua cabeça, confira as dez mentiras que os chefes contam para si mesmo:

1. Eu sei o que os clientes querem. CEOs, muitas vezes pensam que sabem o que os clientes querem. Na verdade eles não sabem. Eles só sabem o que querem, e geralmente, eles não são o público alvo da empresa;

2. Nós temos o melhor produto. Tecnologia, marketing, atendimento ao cliente, o que quer. Normalmente, os chefes acham que tem o melhor produto, sem ao menos ter ouvido a opinião do cliente. Tirou as conclusões por conta própria;

3. Tudo vai dar certo. Quando a preguiça toma conta do trabalho e as respostas para as perguntas de funcionários e clientes acabam;

4. Nossos clientes nos amam. Geralmente, uma forma de impedir os funcionários de fazerem perguntas que não querem responder para que eles não tenham de aprender a verdade que eles não sabem;

5. Meus funcionários me amam. Mesma coisa que com os clientes;

6. Longe da vista, longe do coração. Ledo engano se acreditam que a melhor maneira de resolver um problema é ignorando-o, queimando-o, esquecendo-o, ou qualquer outra atitude infantil que não vai resolver o problema;

7. É para seu próprio bem. Normalmente quando são contrariados, quando não querem dar o braço a torcer, ou durante uma dispensa;

8. Os fins justificam os meios. Conforte-se quando eles fizeram algo terrível para os outros.

9. Eu sei o que os executivos querem. Essa é uma maneira besta de manter a hierarquia, achando, mais uma vez que sabem mais do que os outros;

10. É a minha companhia. Aqui é o ego falando mais alto do que a capacidade de liderar e de fazer acontecer. Geralmente eles falam isso quando não querem escutar a voz dos funcionários e a voz dos clientes.

Mitos Sobre a Inovação na Crise.

1. Crise é momento de alto risco: Com certeza, mas lembre-se de que o risco está diretamente associado ao nível de incerteza e a exposição que temos a tais incertezas. Ao invés de “ir com toda sede ao pote” a empresa pode adotar a Experimentação como forma de aprender rápido com baixo custo até que o nível de incerteza seja menor. Dessa forma é possível reduzir significativamente o risco sem deixar de explorar novos caminhos.

2. Crise é momento de olhar para dentro: Pelo contrário, nessa situação parceiros, fornecedores e até concorrentes estão buscando as mais variadas soluções. É hora de aplicar os conceitos de inovação aberta como forma de ampliar os recursos limitados de que a organização dispõe e reduzir o risco dos investimentos necessários.

3. Crise é momento de esquecer a inovação e focar no core business: Depende. Se sua empresa tem um core business controlado ou mesmo saturado esse é o melhor momento para ampliar as fronteiras do core business e inovar na criação de novos negócios. Contudo, se sua empresa tem um core business fragilizado ou sob ataque de terceiros é o momento de direcionar os investimentos de inovação para otimização do núcleo a partir de inovações de processo, organização, cadeia de fornecimento entre outros tipos de inovações disponíveis.

4. Crise é momento de muita análise antes do investimento: Pelo contrário. O nível de incerteza torna o processo de análise ex-ante quase um exercício de futurologia. A melhor forma de lidar com tal incerteza é investir pouco, aprender muito e ir refinando as apostas a medida que o nível de incerteza diminui. Para isso é preciso dominar a Experimentação, uma das principais fases do processo de inovação.

5. Crise é momento de não mudar os projetos de inovação: Também depende. Nesse caso é preciso analisar o seu portifólio de projetos e idéias de potencial inovador para tomar as melhores decisões. O primeiro passo é avaliar o portifolio que a empresa dispõe para encontrar o equilíbrio adequado entre os projetos de curto e longo prazo. Nesse momento pode ser o caso de acelerar projetos de retorno mais rápido sem deixar de investir em alguns grandes projetos de alto impacto.

6. Crise é momento de boca fechada: Crise é momento de comunicação interna intensa. Um dos produtos da crise, especialmente para gestão da inovação, é uma queda da confiança dos profissionais sobre a continuidade dos investimentos e apostas da empresa. Quanto mais comunicar o seu direcionamento maior será a confiança dos envolvidos.

7. Crise é hora de cortar investimentos de inovação: Um dos principais efeitos da crise é a redução de orçamento para os projetos de médio e longo prazo. Uma forma de garantir atenção para inovação é separar investimentos do orçamento especificamente para esse fim com espectro de 2 a 3 anos sem que possam ficar suscetíveis as flutuações de mercado. Outra alternativa é desenvolver novas fontes de recursos junto a clientes, parceiros, fornecedores e os organismos de fomento existentes.