O guia definitivo para o processo de marketing nas empresas.

A ciência do marketing é uma matéria muito marginalizada por aqui. Digo isso porque, a grande maioria das agências e dos consultores chamam de marketing uma coisa que ele não é: a a propaganda e publicidade. As pessoas resumem o marketing a apenas essa matéria. Publicitários se denominam marketeiros e, hoje até programadores também se denominam marketeiros.

Que pena.

Digo isso porque marketing é muito mais do que só isso. É muito mais do que soltar um anúncio na TV, fazer um spot em um rádio, ou uma página dupla na Veja. Isso, de marketing não tem nada. A lógica do consumo não funciona como as agências de publicidade acreditam: com mulheres gostosas em propagandas de cerveja, com gente estilosa fazendo propaganda de cigarros. As marcas de cerveja adoram colocar as mulheres no topo de suas propagandas, achando que o apelo sexual são os melhores incentivos de marketing.

Bem, quanto a isso, Martin Lindstrom já demonstrou em seu livro “A Lógica do Consumo”, que não procede. O apelo sexual não é decisivo. Não é ele que impulsiona a decisão. No mês de Outubro, pela primeira vez a Cervejaria Petrópilis (fabricante de Crystal e Itaipava), ultrapassou o Grupo Schincariol e ocupa a vice-liderança das vendas de cerveja.

Parando para pensar a respeito, a Itaipava é uma das poucas cervejas em que a sua propaganda não abusa da conotação sexual, como a grande maioria das outras (como a Devassa). Isso acontece porque a estratégia da marca é atingir as mulheres. Itaipava foi uma cerveja que correu por fora para abocanhar um mercado que muitas outras empresas deixaram de olhar e, assim firmar-se no seu segmento. E esse mercado é das mulheres. E funciona. Funciona primeiro porque a Itaipava é uma cerveja mais fraca do que as outras, porque muitas mulheres acham a cerveja amarga, forte e isso as desestimula a comprar a Brahma ou a Atarctica, por exemplo. Mas não as desestimula comprar Itaipava.

Essa estratégia de focar em um grupo que ainda não foi 100% atendido e que carece de atenção funcionou muito bem com a Itaipava. Conheço mulheres e, tenho muitas amigas que adoram essa cerveja, fazendo com que, quando ela não é a preferida, seja a segunda opção (á frente de Skol e Antarctica), o que fez com que a cervejaria que a produz, conseguisse pela primeira vez desde a sua fundação ultrapassar o Grupo Schincariol, que sempre ocupou o segundo lugar após a líder de mercado AbInbev.

Essa história que eu contei, de posicionamento de produto, de personalização de uma mercadoria, de preenchimento de uma lacuna, ao ser comparado com uma peça publicitária é sim um trabalho de marketing. Isso pode ser chamado de marketing, porque envolveu um processo completo de estratégia, desenvolvimento e personalidade de uma marca que, isso sim é o trabalho do marketing.

Marketing, assim como a venda, é uma ciência e, como tal tem um processo. É claro que, no caso acima, a Itaipava fez televisão, fez revistas, fez propaganda em jornal, etc. Mas, isso é só um braço do marketing. A comunicação, a divulgação é apenas MAIS uma das atividades que ficam sob as asas do marketing, e não a ÚNICA atividade.

Bem, diariamente eu presencio conversas do tipo: “Precisamos fazer marketing. Vamos fazer um anúncio no jornal, ou quem sabe uma ou duas emissoras de TV”. E quando eu escuto isso, meu ouvido dói e, meu estômago embrulha, porque infelizmente a grande maioria das pessoas encaram o marketing como propaganda.

Mas, no fundo eu sei que não posso culpar a essas pessoas. Elas estão apenas reproduzindo aquilo em que escutam todos os dias. Que publicidade, propaganda, anúncios é igual a marketing. E por um lado, elas até estão certas. Porque esses profissionais (do marketing) agem como se fosse tudo a mesma coisa, tudo a mesma droga. Eles esquecem do processo do marketing, das etapas, da finalidade do marketing e lembram apenas a comunicação.

É claro que, em sua defesa eles vão dizer que a comunicação é aquilo que os clientes mais percebem, porque eles podem ver os comerciais, os espaços publicitários. Porém, por outro lado, uma comunicação que não passa a mensagem do produto, que não passa a mensagem da marca não tem sentido.

Mas, esse não é apenas um problema do marketing. É um problema da gestão de marcas.

Eu conheço pouquíssimas empresas (será que eu realmente conheço alguma?), que têm dado atenção a área de Branding. Da mesma maneira que eles não entendem que a propaganda é um auxiliar do marketing, eles não entendem que o marketing é um auxiliar do branding e, que o branding é que vai realmente mostrar às pessoas quem é a sua marca, o que ela veio trazer e, qual é a sua personalidade.

Bem, mas por hora eu vou deixar o branding de lado. Vou falar do marketing. Parece que as pessoas não sabem qual a função do marketing. Afinal, marketing é comprar um espaço na Globo e pagar alguns milhões para alguma agência de publicidade fazer algum trabalho bonito pra que a gente possa vender mais no natal.

E aí, todo mundo coloca tudo no mesmo cesto. Marketing, publicidade, propaganda, etc. Acaba que até o arte-finalista que faz um panfleto vai se achando marketeiro.

Vale dizer que, não estou criticando a publicidade. Seu que as agências recebem briefing e que, temos algumas agências razoáveis por aí. Porém, temos agência de publicidade que se dizem de marketing fazendo muita cagada Brasil a fora porque entendem apenas de produzir anúncio. E o pior é que, se a empresa não tiver um setor de marketing razoavelmente bom, eles vão sendo enganados por essa turma.

Afinal, eles foram ensinados assim. Marketing, publicidade, é tudo a mesma coisa.

Uma coisa a publicidade não é. Ela não é marketing. E uma coisa o marketing não é. Ele não é APENAS publicidade. Na verdade, o objetivo central do marketing pode ser resumido em um só. Marketing serve para criar relacionamento. Todo marketing é marketing de relacionamento.

Os livros, os professores, os escritores, os sites dizem que existem milhares de tipos de marketing (cybermarketing, ecomarketing, e-mail marketing, endomarketing, geomarketing, marketing 1-a-1, marketing ambiental, marketing direto, marketing promocional, marketing boca-a-boca, marketing cinematográfico, marketing concentrado, marketing cultural, marketing de experiência, marketing de fidelização, marketing de guerrilha, marketing de incentivo, marketing de massa, marketing de nicho, marketing de proximidade, marketing de retenção, marketing de serviços, marketing de transação, marketing de valor, marketing de varejo, marketing diferenciado, marketing digital, marketing emocional, marketing experiencial, marketing focado no cliente, marketing indiferenciado, marketing online, marketing institucional, marketing interativo, marketing internacional, marketing líquido, marketing político, marketing reverso, marketing sensorial, marketing viral, neuromarketing, transmarketing, webmarketing, yadda, yadda, yadda, etc.).

Caramba! Quanto marketing. Na verdade, existe apenas um tipo de marketing, que é o marketing boca-a-boca. Você precisa se RELACIONAR com seu cliente (ajudando-o a ser bem sucedido, a ser feliz, a encontrar a melhor solução), para que ele ENXERGUE a sua empresa como diferente, como uma empresa única na criação de valor e fale para a família, para os amigos e para o seu círculo de influência, gerando assim o boca-a-boca. Portanto, a sua marca, a sua empresa não pode apenas se posicionar como uma vendedora disso ou daquilo. Mas sim como uma especialista na sua área, fazendo negócios de uma maneira DIFERENTE, para que o cliente a perceba de uma maneira DIFERENTE e você consiga manter relacionamento com ela porque realmente a sua marca é DIFERENTE.

Esse é o objetivo do marketing. CRIAR, ESTREITAR, MELHORAR, ESTABELECER, AJUDAR no relacionamento com os clientes, e toda a comunidade. E isso é muito mais do que peças publicitárias. Isso é muito mais do que fazer anúncios, imprimir panfletos, fazer uma fachada ou criar promoções.

Isso é sobre fazer a comunicação correta, fazer o anúncio correto, fazer o panfleto correto, fazer a fachada correta e, saber se realmente é necessário fazer uma promoção. O marketing precisa, através do relacionamento com os clientes criar valor a sua marca e, para isso, todos os fatores precisam convergir na mesma direção para que a sua marca, a sua empresa tenha personalidade própria e, converse da maneira adequada e COERENTE com toda a comunidade.

Por isso, toda a modalidade do marketing é baseada em RELACIONAMENTOS. O problema é que, muitas marcas fazem todo o tipo de marketing que eu citei acima para vender mais, mas não estão interessadas em se relacionar com cliente, em criar vínculos, em criar proximidade, em transformar a sua atividade em uma via de mão dupla, que não seja apenas “eu te vendo algo” e pronto e acabou.

O marketing é um processo social, investigativo e colaborativo. Ele precisa mostrar que quer que o seu cliente seja bem sucedido, seja diferente, seja especial na prática, para que ele enxergue a sua marca como diferente e valiosa. Porque a gestão e construção de uma marca é uma coisa feita a quatro mãos. As mãos da empresa e as mãos dos clientes. E, depende dessa segunda envolvida o sucesso de qualquer estratégia.

E é justamente essa a pergunta que o marketing tem que responder: como, aonde, porque, quem e o que fazer para relacionar-se com o cliente de uma maneira ÚNICA e AUTÊNTICA? Esse é o a resposta que o processo de marketing tem que responder para que aí sim a mensagem da comunicação seja coerente com a marca, como um braço do marketing e, não como sendo o marketing.

Atigamente, o objetivo do marketing era “encarado” como apenas ajudar a vender mais. Não era necessário relacionamento. Muitas vezes o consumidor era que estava pedindo para que lhe fosse vendido algo. Por isso, as políticas de venda, de lançamento de produtos, de troca, de comunicação eram todas controladas apenas para a empresa. Como todo mundo sabe, esse poder passou, há um certo tempo para a mão do consumidor. Portanto, se você não é coerente, se a história que  a sua marca conta não é praticada pela empresa, os clientes vão simplesmente se afastar.

E o pior é que, muitas empresas ainda estavam céticas e duvidosas desse novo poder do cliente. Poder de simplesmente parar de comprar uma marca e ir comprar outra. Parar de divulgar e de admirar uma marca e, partir pra outra. Acredito que ainda existem muitas marcas grandes que não têm noção do tamanho desse poder.

Aqui no Brasil nós podemos citar o exemplo recente e breve da Brastemp, em que um vídeo curto de um consumidor lesado teve repercussão mundial e a empresa teve que rapidamente correr para solucionar o problema antes que isso causasse algum transtorno à marca, que é sinônimo de excelência, qualidade e produtos top de linha no segmento de eletrodomésticos.

Portando, o poder do cliente, lesado, insatisfeito acabou tendo impacto de comoção tão grande quanto a empresa. A diferença foi que o cliente estava mostrando o problema e, dificilmente qualquer comercial irá fazer com que outros consumidores se esqueçam do vídeo daquele senhor que estava se sentindo lesado divulgou na internet pra tentar resolver o seu problema.

O negócio deu tão certo que, depois deles vieram mais alguns com a mesma estratégia para tentarem ter seus problemas resolvidos. Portanto, o marketing precisa relacionar-se com o seu consumidor.

Porque a Brastemp não trocou a geladeira de seu cliente logo? Porque muitas vezes, as ideias de excelência, de qualidade e de satisfação das empresas são deixadas para trás quando o assunto é garantia, problemas, devolução, troca, reclamação. Depois que o cliente comprou, problema dele. E, a maioria das grandes empresas fazem isso. E acabam inspirando as pequenas a fazerem também. Só que as pequenas quando fazem isso, quebram muito mais rápido.

Gostaria de citar, nesse sentido o exemplo da Zappos!

Eu poderia usar a Zappos! como uma case de marketing da maneira com que a marca se relaciona com o consumidor e como isso fez a empresa ser vendida para a Amazon.com por alguns bilhões de dólares. Mas, vou falar sobre superar expectativas e sobre a política de trocas da empresa.

Na Zappos! a troca de um sapato pode ser feita em qualquer um dia dos 365 dias do ano depois de efetuada a compra. A qualquer momento dentro de UM ANO, o cliente pode mandar de volta o seu produto e ter o seu dinheiro de volta ou trocar por outro produto. Por aqui, se comprarmos um sapato em um dia e tivermos problema no outro, já será difícil trocarmos ele na loja. Sempre haverá uma desculpa.

Não é à toa que a Zappos! ficou mundialmente famosa pela sua maneira de trabalhar, pela sua maneira de atender clientes e sua cultura baseada em serviços voltados aos clientes. Esse é o marketing de hoje. Essa é a comunicação que traz resultado, que diferencia a empresa e que a aproxima dos clientes. Por isso, da resultado e as empresas crescem.

O poder está nas mãos do consumidor, e ele da pras empresas em que eles acreditam ser autênticas e verdadeiras. No final das contas é o relacionamento e a sensatez da marca que vai atrair os consumidores a fazer negócio com a sua empresa.

Os “especialistas” chamam isso de “novo marketing”. Eu chamo de marketing apenas. Porque é o que importa, o que interessa e, principalmente, o que trás resultado. Enquanto as empresas não desenvolverem uma PERSONALIDADE para a sua marca que ajude no relacionamento com o consumidor, as bundas na TV serão apenas bundas. Podem ser belas, siliconadas e sensuais em lindos biquínis fio-dentais. Mas, mesmo assim, apenas bundas. E as bundas estão perdendo – na minha opinião já perderam – o poder de convencer alguém a comprar alguma coisa.

Viva a comunicação! Viva o marketing! E, sobretudo, viva os relacionamentos!

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Independência (Marketing) ou Morte.

Um dos posts mais acessados do blog é, sem sombra de dúvidas o 30 Dicas Quentes para Atrair Clientes. Diariamente recebo alguns comentários de pessoas querendo saber mais informações sobre ele e, todo mundo querendo ajuda pra resolver os problemas.

Alguns dos comentários que eu recebo direto sobre ele são:

Ola, estamos precisando de orientaçao em relaçao a nossa loja.

Trabalhamos há 12 anos no ramo de Tapetes Persas e aproximadamete a 1,5ano começamos com tapetes modernos pois a demanda pedia, mas tem aproximandamente 6 meses nossas vendas cairam drasticamente, nao é preço pois temos preços competitivos, mas tem um porem nossa loja quando começou era o auge, pois eramos especializados em tapetes persas é uma loja imponente e começamos a perceber que ela acabou ficando marcada como loja careira, e que na verdade nao é.

Como poderiamo os reverter esse pensamento erroneo. Outra, expomos todos os dias tapetes na calçada com preços. Será que devo mudar o nome da empresa. O que vcs acham podem nos orientar.
Pensamos em ir ao Sebrae procurar uma consutoria. Aguardo.

Jussara.

Ou então:

Achei muito interessante esta matéria, estou precisando de umas estratégias de marketing agressivo para atrair clientes para uma loja de atacado em bijoux, fica na 25 de março, porém é no 8º andar. Tenho várias idéias, se puderem me ajudar com mais, ficarei muito agradecida.

Atenciosamente,

Élide.

E os comentários não param por aí…

Trabalho numa Editora de Livro infantil e Juvenil. Vamos ter um estande de vendas em uma feira de Livros, como posso otimizar minhas vendas em um espaço pequeno?

Obrigada pela atenção,

Joana.

Trabalho em Um Barzinho e restaurante super conseituado em campo grande MS. Mas, ultimamente ele vem caindo o nivel de publico e o movimento tem caido muito. Poderia me ajudar em algumas dicas para que volte a ter o movimento de antes??? O que fazer para chamar a atenção do publico? Este estabelecimento tem musica ao vivo de Terça a Domingo.

Thiago.

Esses são apenas alguns dos comentários que recebo pedindo ajuda, ou querendo desvendar o mistério do porque as vendas caíram, ou como fazer para melhorar o movimento.

A verdade é que essas empresas não posicionaram seu produto na cabeça do consumidor. No exemplo da loja de tapetes o consumidor já vê esta loja como cara, a marca já foi posicionada na cabeça do cliente como cara. E o pior não é ser caro, porque quando o cliente enxerga o valor do produto, mesmo ele sendo caro, isso não impede que ele compre.

Quem tem dinheiro pra comprar uma Ferrari, um Rolex, uma Mont Blanc, não reclamam de seus preços. Da mesma maneira, não vemos nenhum cliente dentro de uma Apple Store chorando desconto. As empresas não vendem porque não fazem marketing. Não vencem porque não investem em marketing.

Os empreendedores acreditam que, o simples fato de abrir uma loja, de vender um produto, por sí só já irá atrair clientes para sua empresa. BALELA! E o único marketing que existe é o boca-a-boca. As outras maneiras de fazer marketing servem apenas para gerar o boca-a-boca positivo.

No caso da loja de tapetes, o marketing boca-a-boca dos clientes deve ser que a loja vende os produtos caros, por um preço em que o cliente não vê valor. No caso do movimento do barzinho, se durante o período de inauguração não foi feito nada para prender o cliente no local, se o boca-a-boca dos clientes não foi positivo ou, se não houve boca-a-boca, a experiência não foi agradável.

Porque quando um cliente vai a uma inauguração, seja de loja, seja de bar, restaurante, ou qualquer que seja a empresa, ele comenta bem, ou comenta mal. O simples fato de ele não dizer nada já é suficiente para ele não ter gostado. E a música ao vivo, você tem que colocar esse serviço de acordo com o seu público-alvo. Não adianta colocar rock em um lugar onde o pessoal que frequenta curte sertanejo. O contrário também não funciona.

O que essas empresas têm em comum?

Ambas estão sem rumo no marketing. E, pra quem tá sem rumo, qualquer lugar serve, porque o mar, chamado mercado, leva a nau a deriva a se perder no oceano da concorrência.

No caso da loja de tapetes, quais foram as iniciativas que foram feitas para reposicionar a loja junto ao consumidor? Quais foram os eventos, quais foram as ações de marketing que a empresa organizou para mudar a ideia do consumidor sobre a marca.

Isso é branding. Isso é a CULTURA que todos falam hoje em dia que precisa existir na empresa.

Se a abordagem da empresa, os funcionários da empresa, os produtos da empresa, a garantia da empresa, os valores agregados do produto da empresa, a divulgação da empresa, as formas de pagamento da empresa,o show room da empresa, não PASSAM para o cliente como sendo uma coisa EXCEPCIONAL, o cliente não vai ver valor nessa empresa, não vai acreditar na excelência dos serviços dessa empresa, e vai passar pra próxima empresa. O oceano vermelho está cheio de tubarões e concorrência por todos os lados. O que toda marca precisa fazer é navegar no oceano azul e, se diferenciar em meio aos concorrentes.

A dica que todo mundo precisa entender é, o VENDEDOR, a MARCA precisa ser um educador de clientes, precisa educar os clientes para entender o diferencial da empresa, precisa ensinar ao cliente sobre o seu produto, sobre a concorrência, sobre o mercado. Em uma empresa, da faxineira ao dono, todo mundo precisa saber vender, atender os clientes com espírito de vendedor porque é nos mínimos detalhes que se faz a diferença.

ISSO sim gera uma boa percepção do cliente. Isso faz com que a empresa qualifique e crie laços com a comunidade de clientes do seu ramo.

O que essas empresas precisam fazer no curto prazo?

Eles precisam saber quem é o seu público-alvo e trabalhar pra eles. Precisa saber qual é o seu cliente e ir pra cima deles. E esse é o ínicio não apenas de um plano de marketing, mas deveria ser o início de um business plan, que deveria ter sido feito no início do negócio.

QUEM é o cara que você quer vender, COMO ele se comporta, AONDE ele está, O QUE ele espera de uma empresa como a sua?

O que eu estou dizendo não é lenga-lenga nem embromation. É que se você não sabe PRA QUEM quer vender, não adianta planejar marketing, propaganda, eventos, porque não vai dar certo. E, aquela desculpa de fazer tudo pra todos não cola. Porque nenhuma empresa consegue agradar a todo mundo. Nem todo mundo gosta das empresas que eu gosto e, nem eu gosto das empresas que os outros adoram.

Faça apenas para o seu público-alvo. Mas, saiba primeiro quem é o seu público-alvo.

E depois?

Depois que você souber TUDO sobre o seu alvo, vá pra cima dele. Vá pra cima dele com eventos, com ligações, com conteúdo. Você, depois que souber qual é o alvo, precisa se infiltrar na comunidade que seus clientes estão inseridos e influênciá-los.

No caso do tapete persa, ligue pros antigos clientes que estão sem comprar, faça uma lista de e-mail e envie conteúdo para esses clientes. Vocês não estão inseridos no mercado de tapetes, vocês estão inseridos no mercado de decoração, precisam saber as tendências, as diretrizes, a moda do mundo da decoração para mostrar isso pros clientes. Vocês não estão com a loja aberta apenas para mostrar e vender tapetes. Vocês estão no ramo de decoração e, precisam mostrar para os clientes que caminho eles devem seguir, porque vocês sabem tudo de decoração e eles não sabem tanto quanto vocês.

Ligue para os clientes antigos, faça eventos de lançamento de produtos, faça eventos com decoradores com palestras para os melhores clientes, faça ativo, peça indicações aos clientes antigos, faça barulho, gere buz. Isso vai despertar interesse sobre a sua empresa, vai fazer vocês serem vistos como uma empresa que MANJA tudo de decoração, que mostra pros clientes quais serão a tendência antes mesmo dela chegar aqui, que mude o aspecto de empresa cara, para de empresa especialista, conhecedora do mercado. É esse o tipo de empresa que os consumidores até pagariam mais para fazer negócios.

No caso da Élide, uma loja no oitavo andar pode parecer estratégicamente mal colocada. Mas, cace todas as distribuidoras de jóias e bijuterias de São Paulo e trabalhe esses revendedores. Panflete e faça mídia de som na própria 25 de Março. Faça telemarketing ativo, mande catálogo para os clientes ativos da empresa para que ele não se limite a vender apenas o que ele comprou, mas sim tudo o que a sua empresa oferece, mesmo que ele não tenha a pronta entrega.

Dê certificado de garantia, tenha uma política de trocas facilitada, mostre credibilidade. Porque muitas empresas que estão na 25 de Março não têm credibilidade. Mostre-se confiável para quem revende. Você não precisa estar no melhor ponto da rua para vender bem. Você pode estar “escondida” e fazer um trabalho de campo bom. Concentre-se em ir pra cima dos revendedores, de educar os revendedores que vocês já possuem. Ofereça para os revendedores treinamentos de vendas, de metas, de apresentação de produtos. Incentive que os seus revendedores façam eventos com os amigos, com os vizinhos, com os parentes para demonstrarem as jóias. Crie desfiles em parceria com alguma marca de roupas para expor fora do seu ponto de venda os seus produtos para mais pessoas. É isso, e não estar estratégicamente bem localizado que vai fazer com que a sua empresa se destaque.

Já o que eu tenho que dizer pra Joana é: a sua participação no evento não termina quando o evento acaba. O tamanho de um stand em um evento não significa que a sua empresa é melhor ou pior do que as outras que têm um stand maior.

Eu indico a você o vídeo abaixo sobre como uma empresa deve se portar em uma feira ou evento. Tenho certeza que a sua empresa tem muito a aprender com essas dicas do Ricardo Jordão Magalhaes.

Já pro Thiago, o que o bar dele precisa fazer é estudar o público que está ao redor dele. Porque não adianta oferecer um serviço para um público que possui uma característica totalmente diferente do que ele quer oferecer. Estude os seus vizinhos. E divulgue, um cardápio, um serviço, uma experiência diferenciada de tudo que tem ao redor. Seja diferente de todos os concorrentes. Tenha os melhores garçons, a melhor música ao vivo de acordo com o perfil da vizinhança e, gere audiência. Nesse ramo, as pessoas acreditam que uma empresa só vai bem se ela está na mídia. Portanto, feche parceria com uma rádio, faça panfletagem semanalmente, e constantemente, carro de som, patrocine shows e eventos. Fique na mídia para que as pessoas vejam o seu nome relacionado a coisas boas, a eventos, a novidades. E ofereça EXPERIÊNCIA. Entregue a melhor experiência da região, da cidade. Treine os seus garçons, cozinheiros, ajudantes, caixa, TODO MUNDO a ser o MELHOR DO MUNDO naquilo que eles fazem.

Esse é o caminho pra fazer a diferença.

O bê-a-bá do marketing começa aí. Nos próximos dias eu vou oferecer um webseminário sobre o bê-a-bá do marketing e as estratégias que as pequenas empresas precisam traçar para fazerem a diferença. Mas, eu preciso de uma turma de, no mínimo 50 pessoas. Se você tem interesse, comente nesse artigo e coloque seu e-mail. Com 50 pessoas interessadas agente fecha uma turma.

Portanto, se você se interessa pelo tema e/ou conhece alguém que precisa de um curso assim, coloca seus dados no comentário que assim que tivermos 50 pessoas interessadas agente vai abrir a turma.

Marketing não é um evento, mas um processo. Ele tem um começo, um meio, mas nunca um final, pois ele é um processo. Você melhora, aperfeiçoa, e até interrompe, mas nunca para o processo completamente“. Jay Conrad Levinson.