05 Mitos que Podem Matar uma Startup.

Uma empresa startup em seu início é totalmente dependente do suor e da disposição de seus parceiros. Se você pensa que basta ter uma boa equipe, está totalmente enganado. É preciso mais.

Bem mais. Isso porque, funcionários de uma startup tem que ser empreendedores. Se eles acharem que são apenas mais um funcionário, a coisa não vai dar certo. Se o cara não achar que a empresa também é dele, que se na véspera de entregar um trabalho, e ele não estiver pronto, o prazo pode ser prorrogado, que ele é apenas mais um e, não se sentir um pouco dono do negócio, a coisa não vira.

Trabalhar em uma startup é ter a oportunidade de ter uma participação na criação de alguma coisa. Uma coisa que vai ser um pouquinho sua porque você vai ajudar a construir. E, se der certo, obviamente, você terá uma pequena participação na coisa toda.

Por isso, empreendedores em uma startup precisam de funcionários empreendedores. Caso contrário a coisa não vira.

Pessoas, garra, força de vontade e, muita disposição pra dar errado, dar a volta por cima e criar tudo do zero novamente. Essas são apenas algumas coisas que podem fazer uma empresa dar certo.

Mas… existem algumas verdades absolutas que são absolutamente mitos em uma startup. E essas verdades, se seguidas podem simplesmente atrapalhar tudo. Se você está em uma startup, preste atenção e veja se você não está se auto sabotando.

Mito 1: É preciso contratar pessoas inteligentes e deixá-los fazer o seu trabalho.

Verdade: É preciso contratar ESTRELAS e deixá-los fazer a sua magia.

A inteligência é importante, mas apenas na medida em que contribui com o desempenho e execução. Você precisa de pessoas dispostas e capazes de trabalhar como parte de uma equipe, e às vezes contribuições individuais superiores podem afetar negativamente o desempenho da equipe.Você deve eliminar todos os idiotas brilhantes de sua equipe. O fato de que a inteligência sozinha não é suficiente é uma grande verdade quando o assunto é liderança.

Mito 2: O negócio é sobre uma grande ideia.

Verdade: O negócio é sobre o seu cliente.

Muitos aspirantes a empresários estão esperando para inovar com uma ideia matadora que lhe dê fama e reconhecimento. A realidade é que as ideias valem tanto quanto uma moeda de dez centavos. É muito mais fácil preencher uma lacuna com o seu produto, do que convencer as pessoas de que eles precisam do que você tem. Em outras palavras, negócios é sobre clientes. Comece testando o seu produto para obter feedback de usuários reais.

Mito 3: O conflito é mau.

Verdade: O conflito afetivo é mau; O conflito cognitivo é bom.

Alguns conflitos são bons e alguns conflitos são ruins. Cognitivo, ou conflito bom, ajuda as empresas a eliminar o pensamento de grupo e abrir possibilidades estratégicas. Isso porque o conflito cognitivo é caracterizado por debates saudáveis sobre “o que” fazer e “porquê” de fazê-lo, e assim, gera múltiplas escolhas estratégicas que permite avaliar as opções. Também nos ajuda a pensar de forma mais clara e ampla sobre a nossa concorrência. E do ponto de vista biológico, estimula o sistema nervoso parassimpático, criando um estado emocional positivo que, por sua vez sobrecarrega o nosso cérebro. Na verdade, o conflito cognitivo foi mostrado para aumentar o desempenho.

Conflito ruim é às vezes chamado “conflito afetivo”, e é geralmente baseada em funções, uma vez que consiste em discussões acaloradas sobre o “como” fazer alguma coisa ou “quem” deve estar no controle de fazê-lo. Ao contrário do conflito bom, acaba por destruir o moral eo desempenho da empresa diminui.

Mito 4: Negócios é sobre trabalho duro; Não esperamos ter uma vida.

Verdade: Negócios é sobre resultados. Você precisa de uma vida.

Algumas empresas têm uma cultura infeliz de trabalho duro. Quando as coisas ficam difíceis, as pessoas trabalham mais duro. Quando as coisas são boas, as pessoas trabalham mais ainda para tentar manter os “bons tempos “.

O mais importante é a eficácia do empregado. Certamente você quer que as pessoas que sejam inteligentes o suficiente para começar o trabalho feito e que trabalhe duro o suficiente para cumprir a missão. Esta capacidade de iniciar uma empresa e ter uma vida não é só para as empresas do estilo de vida, tem que ser para todas as startups.

Mito 5: É tudo uma batalha difícil Até que um dia, tudo da certo.

Verdade: É tudo uma montanha-russa.

Muitos aspirantes a empresários foram levados a crer que a trajetória de uma startup envolve o trabalho realmente duro, até que construir um produto perfeito e, depois disso, tudo será mil maravilhas. A realidade é business é um passeio de montanha-russa, com altos e baixos que raramente vamos para cima.

Mitos Sobre a Inovação na Crise.

1. Crise é momento de alto risco: Com certeza, mas lembre-se de que o risco está diretamente associado ao nível de incerteza e a exposição que temos a tais incertezas. Ao invés de “ir com toda sede ao pote” a empresa pode adotar a Experimentação como forma de aprender rápido com baixo custo até que o nível de incerteza seja menor. Dessa forma é possível reduzir significativamente o risco sem deixar de explorar novos caminhos.

2. Crise é momento de olhar para dentro: Pelo contrário, nessa situação parceiros, fornecedores e até concorrentes estão buscando as mais variadas soluções. É hora de aplicar os conceitos de inovação aberta como forma de ampliar os recursos limitados de que a organização dispõe e reduzir o risco dos investimentos necessários.

3. Crise é momento de esquecer a inovação e focar no core business: Depende. Se sua empresa tem um core business controlado ou mesmo saturado esse é o melhor momento para ampliar as fronteiras do core business e inovar na criação de novos negócios. Contudo, se sua empresa tem um core business fragilizado ou sob ataque de terceiros é o momento de direcionar os investimentos de inovação para otimização do núcleo a partir de inovações de processo, organização, cadeia de fornecimento entre outros tipos de inovações disponíveis.

4. Crise é momento de muita análise antes do investimento: Pelo contrário. O nível de incerteza torna o processo de análise ex-ante quase um exercício de futurologia. A melhor forma de lidar com tal incerteza é investir pouco, aprender muito e ir refinando as apostas a medida que o nível de incerteza diminui. Para isso é preciso dominar a Experimentação, uma das principais fases do processo de inovação.

5. Crise é momento de não mudar os projetos de inovação: Também depende. Nesse caso é preciso analisar o seu portifólio de projetos e idéias de potencial inovador para tomar as melhores decisões. O primeiro passo é avaliar o portifolio que a empresa dispõe para encontrar o equilíbrio adequado entre os projetos de curto e longo prazo. Nesse momento pode ser o caso de acelerar projetos de retorno mais rápido sem deixar de investir em alguns grandes projetos de alto impacto.

6. Crise é momento de boca fechada: Crise é momento de comunicação interna intensa. Um dos produtos da crise, especialmente para gestão da inovação, é uma queda da confiança dos profissionais sobre a continuidade dos investimentos e apostas da empresa. Quanto mais comunicar o seu direcionamento maior será a confiança dos envolvidos.

7. Crise é hora de cortar investimentos de inovação: Um dos principais efeitos da crise é a redução de orçamento para os projetos de médio e longo prazo. Uma forma de garantir atenção para inovação é separar investimentos do orçamento especificamente para esse fim com espectro de 2 a 3 anos sem que possam ficar suscetíveis as flutuações de mercado. Outra alternativa é desenvolver novas fontes de recursos junto a clientes, parceiros, fornecedores e os organismos de fomento existentes.