Os 08 Erros da Mudança.

1. Não criar entre executivos e funcionários um sentido adequado de urgência
A maioria dos esforços de mudança bem-sucedidos tem início com a transmissão de forma abrangente de informações drásticas, principalmente quando se trata de crises em potencial ou oportunidades, que dependem do momento certo para alcançarem o sucesso. Por isso, o senso de urgência é crucial para obtenção da cooperação necessária ao processo de implementação de mudanças.

2. Não criar uma aliança de orientação forte o suficiente
É preciso envolver a alta direção e formar uma equipe apoiada por ela para comandar a mudança. Para que a transformação seja bem-sucedida, é necessário que a alta cúpula se envolva de corpo e alma em todas as ações. Quando não for possível formar essa aliança, pode-se até conseguir um progresso aparente durante um pequeno espaço de tempo, mas logo a oposição se une e acaba com a mudança.

3. Subestimar o poder da visão corporativa
A empresa deve criar uma visão que ajude a direcionar os esforços de mudança. Além disso, precisa elaborar estratégias para atingi-la. Kotter destaca que em um processo de mudança, uma visão tem três finalidades: esclarecer à direção-geral as transformações e simplificar milhares de decisões mais detalhadas; motivar as pessoas a agirem na direção correta, ainda que os passos iniciais sejam dolorosos, e ajudar a coordenar as ações de maneira rápida e eficiente. Para ele, a visão deve estar estreitamente vinculada à realidade, não se tratando apenas de abstrações. Ela tem de ser desejável, realista, focalizada, flexível e fácil de comunicar.

4. Não comunicar a visão de forma maciça e adequada
É impossível a mudança acontecer se a maior parte das pessoas não estiver disposta a colaborar, até mesmo a ponto de fazer alguns sacrifícios em curto prazo. Normalmente, a visão é dez vezes menos divulgada que deveria.

5. Não fomentar o empowerment
A empresa deve eliminar obstáculos à transferência de poder e responsabilidade para os colaboradores, assim como modificar os sistemas ou estruturas que atrapalhem a visão de mudança deles e estimulá-los a assumirem riscos e terem idéias e iniciativas não convencionais.

6. Não gerar resultados de curto prazo
Os compromissos com as vitórias de curto prazo mantêm o nível de urgência elevado e forçam um raciocínio analítico detalhado, que pode esclarecer ou reconsiderar visões. Sem ganhos de curto prazo, a maioria das pessoas desiste ou acaba se unindo àquelas que vêm resistindo à mudança.

7. Cantar vitória antes da hora
Até que as mudanças criem raízes profundas na organização, sempre existe a possibilidade de regressão. Portanto, ao cantar vitória antes do tempo, abre-se espaço para as forças poderosas da tradição. Não se deve satisfazer com os resultados logo, deixando de consolidá-los para criar mais mudanças.

8. Não incorporar as mudanças à cultura da empresa
A organização deve chegar a um patamar de desempenho melhor, com um comportamento orientado para o cliente e produtividade, através de mais e melhor liderança e uma gestão mais eficaz. Kotter se refere mais especificamente ao comportamento e valores dos funcionários. Ele defende que a mudança só se estabelece, de fato, quando se converte na “maneira de fazer as coisas” da empresa, quando circula nas veias corporativas. Se os novos comportamentos não estiverem firmemente enraizados nas normas sociais e valores compartilhados pela comunidade empresarial, vão se degradar à medida que diminuírem as pressões associadas ao esforço de mudança.

Por isso, é preciso mostrar às pessoas que as novas abordagens, comportamentos e posturas ajudaram a melhorar o desempenho, como também garantir que geração seguinte da alta gerência personifique a nova abordagem. Isso é importante porque a cultura permeia as ações das pessoas e grupos. Então, se a mudança não for incorporada ao cotidiano da organização, pode reverter à situação anterior.

Liderança na Crise

Hoje, a Nissan anunciou o corte de vinte mil vagas no mundo todo. Esse corte é resultado do primeiro ano de prejuízo da da montadora japonesa desde 2000. Ela prevê com os cortes, uma economia de aproximadamente US$: 2,9 bilhões já para 2009. As vinte mil vagas representam 8,5% de toda a força de trabalho da empresa.

“Segundo a agência de notícias Associated Press, a última vez que a Nissan registrou perdas foi em 2000, antes da fusão com a francesa Renault que colocou Ghosn para resgatar a japonesa da falência.

Em 1999 nós estávamos sozinhos, mas em 2009 estamos todos juntos, disse Ghosn sobre a crise financeira durante a divulgação das previsões da empresa nesta segunda, em Tóquio (Japão).

Com as demissões, a Nissan se une a outras grandes companhias japonesas entre os afetados pela crise. A Toyota anunciou que deve registrar em 2008 seu primeiro prejuízo anual da história; a Panasonic planeja fechar 27 fábricas e demitir 15 mil funcionários. As montadoras Honda, Yamaha, Suzuki e Mazda também registraram perdas, assim como as companhias do setor tecnologico Sony, Toshiba e Sanyo, entre outras”.

Do outro lado do  mundo, em São Paulo, pesquisa do DataFolha aponta que um terço dos lares da cidade já foram atingidos pelo desemprego. Você pode ler mais sobre a pesquisa aqui.

Bem, com essa crise, muitos empregos irão acabar. Literalmente. Muitas pessoas que trabalhavam em grandes indústrias terão, ou já tiveram os seus cargos substituídos por máquinas, robôs, ou outro tipo de tecnologia. Ou seja, o emprego dessas pessoas ACABOU. Mesmo depois que acabar a tão falada crise, essas pessoas não terão seus empregos de volta. A solução??

A solução é aprender um outro ofício. Aprender a fazer coisas novas, começar em uma nova profissão. Profissões relacionadas à Era Industrial estão com os dias contados. Portanto, se a sua profissão pode ser feita por uma máquina que não utiliza vale transporte, ticket alimentação, plano de saúde e salário mensal, fique atento. Procure por uma nova especialização. Estamos na Era do Conhecimento, onde quem desenvolve a sua massa encefálica consegue fazer a diferença e vencer.

As profissões acabaram. Os empregos acabaram. TRABALHE DURO!

Abaixo seguem dez dicas para exercer a liderança em tempos de crise:

1. Trabalhe duro;

2. Demonstre confiança e otimismo;

3. Não esconda a verdade;

4. Peça ajuda a todos da equipe;

5. Não fale mal da sua equipe, empresa, o que for. Foque no que vocês podem fazer;

6. Não se aproveite do fato do mercado de trabalho estar “comprador”;

7. Tempos difíceis são uma oportunidade para mudar e inovar;

8. Colabore em diferentes funções e áreas de uma empresa;

9. COMUNICAÇÃO, COMUNICAÇÃO, COMUNICAÇÃO;

10. Lembre-se: é uma oportunidade para VOCÊ MELHORAR!