Quando a Paixão Acaba.

Um casamento sem paixão acaba. Mesmo que ainda exista amor, é o fogo da paixão que mantêm os noivos unidos e o relacionamento aceso. Um relacionamento sem paixão, apenas com amor MORRE. Morre porque o amor é um sentimento fraternal, sem desejos, sem libidos. Casamento sem paixão transforma noivos, maridos e esposas em irmãos. Paixão é um sentimento fraterno, é um sentimento sem fogo, sem raiva, meio morno. Bonito, mas totalmente desprezível.

Por que? Porque é a paixão a responsável por nos fazer acordar no meio da noite pensando na pessoa. Ou, de não conseguirmos dormir pensando no que vamos falar pra pessoa no dia seguinte, ou se vamos conseguir fazer com que tudo aquilo que planejamos aconteça.

O amor é o êxtase, é a obsessão e, muitos acham que é doença, porque, uma pessoa apaixonada, não descansa, não enjoa, não muda de ideia, não desiste. Uma pessoa apaixonada é obcecada e luta até conseguir. É um cachorro que, não larga o osso e, por isso, está sempre a postos pra cuidar do seu território.

A paixão é o combustível dos relacionamentos. Amor sem paixão é apego.

O que acontece quando a paixão acaba? As coisas ficam monótonas, chatas, sem novidades, sem promessas, sem perspectivas, sem futuro, se tornam uma obrigação. E aí, a coisa anda para o precipício, para o fim. Mesmo que se tenha algum apego (que pode ser um misto de costume e de pena), as coisas começam a cambalear. Um casamento, quando a paixão acaba, fica sem diálogo, fica solitário, fica insuportável.

Um empreendedor e uma empresa são um casamento. E, como tal, precisa ter paixão, obsessão, vontade e, muito tesão. Sem isso, a paixão vira apego, vira hábito, fica chato e MORRE.

E é justamente isso que acontece com um empreendedor quando a sua empresa torna-se uma obrigação. Acabou a paixão e, as coisas vão perdendo o sentido, a razão de ser e vai morrendo aos poucos. Eu, infelizmente, já tive a oportunidade em ver um casamento desses no fim. Quando o negócio acabava se tornando uma obrigação; quando o negócio acabava se tornando chato; quando o negócio, que um dia foi sua grande paixão, acaba se transformando em um simples emprego.

A pessoa perde a personalidade. Além disso, é perceptível que, o negócio mais incomoda do que agrada. Torna-se uma obrigação e, como tal, sem prazer e, acaba ficando muito chato. No final, só restam horários a cumprir. E aí, as coisas começam a ficar muito ruins.

A minha experiência com isso deixou muito aprendizado. Ver uma pessoa que era pra ser a mais empolgada com o negócio apática não é nada legal. Ver uma pessoa que criou um negócio olhar para ele sem o mínimo de tesão é horrível. Ver um empreendedor se esconder atrás de tarefas ridículas é triste. E o pior. A coisa fica clara. A coisa aparece pra todo mundo. A coisa está na cara. Todos percebem que está chato.

E aí é que vem as reuniões. Diariamente, várias ao dia. Pra que? Pra acompanhar o andamento das coisas, que antigamente eram sabidas de cór e salteado. E, muitas vezes, essas reuniões duram alguns dias. E as respostas não chegam. E as pessoas ficam sem saber pra onde ir. E o empreendedor, se mostra tão perdido quanto todo mundo.

É aí que sugerem férias. Sugerem se afastar. Sugerem descanso. Sugerem isso pra ver se a paixão volta. É como a famosa “segunda lua de mel”. E as coisas só pioram. Nas férias, o empreendedor quer cada dia mais, continuar de férias e, volta pior ainda. Mais desanimado, mais desiludido, mais insatisfeito. Pior, do que funcionário mal reconhecido. E o problema aqui é que um funcionário pede demissão, é demitido e começa outra jornada. E o empreendedor desiludido, desanimado, faz o que?

SOFRE. Sofre quando o certo a fazer é CAIR FORA. Assim como no casamento, a melhor alternativa é o divórcio, nos negócios a melhor alternativa é PARTIR PRA OUTRA. Partir pra um projeto que faça novamente a paixão nascer. Faça novamente o prazer florescer. Somente o calor da paixão é forte o suficiente pra trazer a animação, a epolgação, o brilho nos olhos e a força de volta.

Quando o prazer torna-se uma obrigação, o melhor a fazer é partir pra um novo projeto. Partir pra uma nova oportunidade. Empreender do zero, novamente. Criar mais, arriscar mais e voltar ao jogo. Um empreendedor preso em uma empresa por obrigação mata o espírito empreendedor que possui.

Projetos são como a vida. Nascem, crescem, reproduzem-se e morrem. O segredo é sair enquanto se estar prestes a morrer, e não deixar o corpo apodrecendo e tentar ressucitá-lo, sem nenhuma chance ou alternativa.

Saiba sair de um negócio, se preciso, antes que seja tarde demais. Se sentir que a paixão tá perdendo o apego e tá virando obrigação, vire a mesa e parte pra próxima.

Saiba aproveitar oportunidades e, saiba quando abandonar o barco e, partir pra próxima. Paixão e TESÃO devem ser o motor do empreendedor. Nunca a obrigação e o marasmo devem tomar conta de ninguém. Caso isso aconteça, não pense duas vezes entre a chatice e a emoção.

Somente a paixão e a emoção faz o sangue correr nas veias e proporciona o frio na barriga.

O Segredo das Franquias.

Uma dúvida que diversos conhecidos meus têm na hora de abrir um negócio é se devem, ou não, optar por uma franquia. Se por um lado, o investimento inicial é maior, por outro lado, você ganha know how, fornecedores, marca, propaganda, divulgação e um grande nome. Por outro lado, os royalties são eternos.

No fim, resta a dúvida se devemos abrir Subway, McDonald’s, Bobs, Burguer King, ou se devemos apostar na marca própria.

Porém, de um tempo para cá, as franquias têm crescido muito e, milhares de franquias estão surgindo por aí, com todas as faixas de preços imagináveis.

Mas, se você optar por uma franquia, há algumas coisas que você PRECISA saber. Aí vão elas:

1. Conhecimento do sistema de franquias: O candidato deve procurar conhecer as prinncipais características do sistema de franquias. Essas informações estão disponíveis em diversos sites, como o da Associação Brasileira de Franchising –ABF, ou publicações impressas sobre o tema, como o anuário 500 Franquias para Você Investir, da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

2. Auto-Avaliação: É importante também fazer uma auto-análise para saber se você tem o perfil para administrar uma franquia e para definir qual o melhor tipo de empresa para você. Deve-se levar em consideração: características pessoais, capacidade de investimento, habilidades e conhecimentos prévios, objetivo de vida a curto, médio e longo prazos, grau de disponibilidade, vontade de aprender e seguir regras, ambição, persistência, determinação e reserva financeira para investir e resistir.

3. Definição da Franquia: Depois de concluídas as duas etapas anteriores, é hora de escolher a franquia. Para isso, é importante identificar os segmentos que mais se encaixam no seu perfil, definir a região onde quer se instalar e iniciar uma pesquisa sobre a estrutura, imagem e conceito de algumas empresas franqueadoras. Obviamente, também é fundamental levantar informações sobre o investimento necessário.

4. Avaliação do Investimento Necessário: Nesse momento, é preciso fazer a avaliação detalhada dos números do negócio, pedir informações sobre investimentos necessários e detalhes do sistema, além de fazer simulações de resultados (prazo de retorno, lucratividade, captal de giro, etc).

5. Conhecimento da Empresa Franqueadora: Algumas perguntas são fundamentais antes de decidir por determinada franquia. Quais os principais desafios do negócio? Qual a estrutura para expansão e crescimento? Qual o nível de autonomia do franqueado para inovações? Em quanto tempo se instala a loja? Esses são só alguns exemplos.

Blogs de Conteúdo que Fazem a Diferença.

Dias atrás eu twittei sobre uma super inteligente iniciativa de um grande amigo, o Gabriel Galvão. Trata-se da 1a Coletânea de Blogs Sobre Marketing. A ideia é excelente porque vai juntar muita galera jovem e pensante sobre uma nova forma de fazer marketing e negócios.

Obviamente, no momento em que eu fiquei sabendo sobre a INCRÍVEL iniciativa, me inscrevi para fazer parte dessa grande atitude. Após a inscrição eu tive um pequeno bate-papo com o o Gabriel e resolvi entrevistá-lo para divulgar a ideia da coletânea. A entrevista, além de ser mais uma divulgação sobre essa incrível iniciativa, visa esclarecer ainda mais sobre a coletânea e, quem sabe, fazer com que mais pessoas se inscrevam nesse evento maravilhoso, que reunirá pessoas totalmente fora da caixa colaborando para aumentar o conhecimento sobre Marketing disponível na internet e também fora dela.

Eu agradeço ao Gabriel pela boa vontade em responder as perguntas e pela grande ideia que estamos colocando em prática. Abaixo, um pouco mais sobre a 1a Coletânea de Blogs Sobre Marketing. Se você não conhecia a iniciativa, essa é uma excelente oportunidade de conhecer um pouco mais e fazer a sua inscrição. As incrições podem ser feitas aqui.

1.Quem é Gabriel Galvão?

Pernambucano, 27 anos, administrador habilitado em marketing, consultor de marketing para micro e pequenas empresas e blogueiro atuante e agitador.

2. A sua história com blogs não é tão recente assim. Fazem parte do seu portfólio, além do Administrando, que você foi editor, temos agora o Ponto Marketing. O que os blogs de negócios representam para você?

Blogs de negócios, seja sobre marketing, administração, finanças, empreendedorismo – como o Think)Outside – ou outros tipos, são ótimas fontes rápidas e dinâmicas de adquirir informações sobre o mundo dos negócios. Tenho dezenas de blogs no meu Google Reader e os acesso frequentemente para me manter informado do que acontece no mercado. Quem quer sempre estar atualizado deve acessar blogs de negócios e fazer disso um hábito.

3. Quais os motivos que lhe fizeram abrir mão do Administrando e trocá-lo pelo Ponto marketing? Os dois blogs têm apelos diferentes. Foi isso que lhe fez optar apenas pelo Marketing?

O marketing é minha paixão, mesmo antes de entrar na faculdade. Eu nem sabia o que era marketing mas já o admirava. Após a faculdade, essa paixão ficou mais forte e evidente. Então resolvi me dedicar mais ao marketing, sem deixar de falar de outros assuntos que me interessam, como blogs e o mundo do café. Mas não abandonei o Administrando não! Ele é como um filho para mim (risos)! Comecei ele ainda na faculdade, mas ele tomou uma proporção muito grande, sendo então entregue ao Claudinei Costa, que o está gerenciando com muita responsabilidade. Ainda continuo participando dele uma vez por quinzena falando sobre marketing.

4. Como foi a concepção da ideia da Coletânea de Blogs Sobre Marketing? Quem está junto com você na organização dessa iniciativa?

A 1ª Coletânea sobre Blogs de Marketing surgiu da necessidade de haver uma integração maior dos blogs para ajuda mútua e divulgação de seus trabalhos. Em muitos casos, os blogueiros são esforçados e atuantes, mas vêem pouco resultado para tanto trabalho e aos poucos vão abandonando seus projetos. A Coletânea visa estimular os blogueiros a se engajar e a encarar os outros blogueiros como parceiros e não como inimigos, gerando visitações mais consistentes para seus blogs e mais possibilidades de que sejam iniciados negócios que tragam dinheiro para os participantes.

Por enquanto, apenas eu estou catalogando os blogs e preparando o projeto gráfico da Coletânea, mas a Frente Guerrilha, uma agência de marketing de guerrilha, já se ofereceu para ajudar na divulgação. Mesmo assim, todos podem participar dando suas opiniões ou ajudando quando puderem, principalmente por meio do Twitter, Facebook e blogs.

5. Quem está dentro do projeto até agora? Fale um pouco mais dos participantes confirmados até agora. Existe algum patrocinador por trás disso tudo, algum parceiro?

São até agora (26/11/2009) 18 blogs inscritos pelo link http://bit.ly/88JwLQ. Os participantes são bem variados e isso está sendo muito bom para o material.

Estou em busca de parceiros para que a Coletânea possa ser impressa e entregue aos blogueiros participantes e também para jornais, agências de marketing, publicidade e propaganda e outras empresas que venham a aproveitar das informações ali reunidas. Se souber de algum provável parceiro, me fale sobre ele no meu e-mail, gabriel@pontomarketing.com.

6. Como vai funcionar a coletânea?

A Coletânea será disponibilizada para download, para que todos os participantes possam baixar e repassar para seus contatos. Como disse acima, dependendo da captação dos parceiros, a Coletânea poderá ser impressa e distribuída.

7. A coletânea tem a ideia futura de suas próximas edições se transformarem em um livro? Um livro sobre empreendedorismo colaborativo pode estar pintando por aí?

É uma boa ideia, mas vamos dando um passo de cada vez. A prioridade da Coletânea é ser uma referência para quem estiver interessado em fontes confiáveis e regulares de informações sobre marketing. É como se fosse uma lista telefônica, só que de blogs sobre marketing.

8. Para quando podemos esperar o lançamento da coletânea de marketing?

Minha vontade é lançá-la até a última semana do ano virtualmente e, se Deus e os patrocinadores quiserem, impressa em janeiro.

9. Teremos direito a um lançamento web à altura do projeto, como são feitos os grandes lançamentos da internet?

Geralmente são feitos através de redes sociais e o uso estratégico de SMM (social media marketing). As mídias sociais trabalhando de forma integrada conseguem alavancar lançamentos na internet de uma forma muito vantajosa. Então, quando vira vírus, a informação sobre o lançamento corre solta, divulgando o produto lançado sem muito esforço a partir dessa etapa.

10. Após o primeiro volume da coletânea, o que mais está por vir em 2010? Quais os planos e expectativas do Ponto Marketing?

Quem sabe a Coletânea não vira um evento itinerante, dependendo dos resultados dessa primeira edição? Estou concentrado na Coletânea e as ações para 2010 estão atreladas aos seus resultados. Porém, independente da Coletânea ser um sucesso ou um fracasso, sempre estarei pensando em formas de estimular e agitar a galera blogueira, em especial meus colegas mercadólogos.

Espero que em 2010 muitas pessoas copiem minha iniciativa e passem a fazer catálogos ou outros meios para divulgar blogs de negócios, principalmente os de menos visitações, para que os pequenos editores de blogs não percam as esperanças e vejam os resultados mais rapidamente.

5 Regras de Empreendedorismo que as Escolas não Ensinam (mas deveriam).

1. Lidar com pessoas. Você pode ensinar a gestão organizacional, e existem rotinas para os trabalhadores, vendas, compras, liderança, e todos os processos dentro de uma empresa. Mas ninguém pode realmente ensinar empatia. Você não aprende como outras pessoas se sentem por estar em uma sala de aula. Grande maioria das pessoas precisam da vida inteira para descobrir isso, e muito provavelmente, alguns de nós nunca irão realmente aprender.

2. O Certo e o errado.As escolas de negócios estão tentando ensinar a ética nos negócios. Porém, isso não é tarefa fácil. Existem milhares de opiniões e comportamentos diferentes e, a ética não tem o mesmo significado para todas as pessoas.

Empresas que estão agindo de alguma maneira para ajudar a comunidade, seus funcionários, seus clientes, o planeta e o meio ambiente, vence no longo prazo. Atitudes “fair play” são fundamentais para o sucesso a longo prazo.

A justiça é muito importante. Microgerenciar as pessoas não é um modelo de negócio bem sucedido. Mas isso pode ser ensinado?

3. Ter uma vida. Com todas as lições espalhadas sobre a paixão, o espírito de perseverança e persistência, onde no currículo nos ensinaram colocar os negócios na ordem correta de prioridades? Quem disse que é mais fácil encontrar um novo emprego, ou construir um novo negócio, do que se casar?

As escolas de negócios subestimam forma com que se ensina a criar uma empresa de sucesso. E ninguém ensina o que fazer quando uma reunião de negócios crucial interfere no futebol das crianças.

Toda escola de empreendedorismo deve ter pelo menos uma aula com alguém que ficou tão obcecado com a empresa que perdeu o resto de sua vida. Isso acontece muito.

4. Gerenciamento de risco.  As escolas de negócios geralmente são excelentes no ensino dos números e na análise de risco, ferramentas matemáticas para avaliar o valor do dinheiro no tempo, e as fórmulas para comparar o risco de investimento, como a taxa interna de retorno (TIR).

Estamos falando de outra forma de risco. VIVER COM O RISCO. Como dormir à noite sabendo que seus clientes lhe devem o suficiente para quebrá-lo se não pagarem? Como aceitar o risco de ter de fazer uma segunda hipoteca, ou um refinanciamento de um veículo?

Não corra os riscos, se você não pode viver com as consequências.

5. Quando esperar e quando dobrar a aposta. Uma das coisas mais difíceis nas pequenas empresas, é descobrir quando seguir o plano e quando voltar e tentar outra coisa. Não existem fórmulas mágicas, nem nenhum software milagroso. Essa decisão é resultado de uma combinação de adivinhar o futuro, projetando diferentes cenários possíveis, entender o que está em jogo, e descobrir o que estava errado. O difícil é decidir até onde seguir o plano faz sentido, e quando abandoná-lo e começar a buscar outras alternativas.

Qual a melhor maneira de ensinar isso nas escolas de negócios?

A Criatividade é o Único Caminho…

Seja lá qual for o ramo do seu negócio, em algum momento você terá que ser criativo. Ainda mais em períodos de recessão econômica, ter boas ideias pode representar a diferença entre o sucesso e a falência. Engana-se, no entanto, quem pensa que a criatividade é um dom reservado a poucos privilegiados. Segundo o empresário, escritor e consultor empresarial Roberto Menna Barreto, a criatividade é uma função natural do cérebro humano, que está ao alcance de todos que queiram conhecê-la e aplicá-la.

Autor do best seller Criatividade no trabalho e na vida (Ed. Summus, 512 p.) – eleito em 1998 como um dos dez melhores livros na área de Administração de Empresas –, Menna Barreto é considerado uma autoridade no assunto.

O senhor afirma que a criatividade é uma palavra “mistificadora, mirabolante”. Afinal, o que é criatividade?

Costumo dizer que criatividade nada mais é que uma palavra de 12 letras. E que muitas vezes só serve para atrapalhar, porque já se mistificou tanto sobre o assunto que acabou se transformando num bicho-de-sete-cabeças. Faço questão de deixar a arte fora desse papo porque a criatividade aplicada às artes é outra coisa. Na verdade, criatividade nada mais é do que um ato mental simples, trivial e intelectualmente primário, capaz de gerar uma solução inédita para um problema. Não é possível entender corretamente as manifestações criativas se elas não estiverem imbricadas a problemas. Sair por aí pintando flores pelos muros, só para dar um exemplo, pode até ser exemplo primário ou não de arte, mas não é de criatividade.

A criatividade só surge quando estamos diante de algum problema?

Sim, mas não é qualquer problema. Podemos considerar que 99,9% dos problemas não precisam de criatividade nenhuma para serem resolvidos. São questões já previstas racionalmente, que se resolvem com técnicas ou com o bom senso. A criatividade só é exigida quando você esgota todas as soluções racionais para uma questão e continua sem resposta. É neste momento que o profissional precisa ser criativo e partir para novos enfoques. Essa parcela mínima – o 0,01% dos problemas – é a única que pode levar uma pessoa a ganhar US$ 50 mil (ou outra quantia qualquer).

A criatividade é um talento?

Pode até ser um talento, mas ao afirmar isso corremos o risco de cair nesta simplificação: o que é talento? Porque o talento pode ser desenvolvido, estimulado. O que eu posso afirmar é que não há ninguém criativo ou ninguém não-criativo. Não existe uma coisa nem outra. O que existem são pessoas abertas à criatividade e outras não. A criatividade é um dado psicobiológico da personalidade que não depende de inteligência. Ela é originada de pressupostos ambientais e psicológicos, internos e externos. Trata-se de um pensamento mais primário, infantil e rudimentar do que qualquer elucubração teórica.

Como exercitar a criatividade no meio empresarial?

O primeiro passo é os empresários saberem o que é criatividade e qual a sua matéria-prima. De modo geral, os homens de negócio são pessoas com uma taxa de inteligência muito alta, que sabem perfeitamente reconhecer atos criativos. Não só os empresários, mas o público em geral sabe reconhecer sinais de criatividade. As pessoas reconhecem com exatidão a criatividade em uma decisão, num anúncio publicitário ou outdoor. Só que as pessoas desconhecem os pressupostos e as características imprescindíveis para o surgimento da criatividade. Tem empresário que acha que pode despertar a criatividade dos funcionários com discursos como: “vocês precisam ser criativos” ou “vamos criar, gente!”. Isso não leva a nada, é puro terrorismo! Ninguém vai se tornar criativo porque o chefe ordenou, pois a criatividade é quase sinônimo de espontaneidade. É um fenômeno advindo da espontaneidade individual de cada um perante determinado problema. Não pode ser algo forçado.

O que justifica a falta constante de criatividade em algumas empresas?

Eu não tenho dúvida em dizer que o problema nesse caso é um erro crasso de liderança. Líderes eventualmente inteligentes, racionalmente competentes, que conhecem a fundo as metas e orçamentos, que são excelentes cobradores das tarefas, mas que não conhecem o processo da criatividade. Um grupo que esteja todo ele trivial e quadrado é problema de liderança. O bom líder não é aquele que só tem consciência das metas e que cobra o cumprimento de tarefas. O bom líder deve ser uma pessoa inspiradora. Ele tem que conhecer os processos de criatividade para ser uma pessoa inspiradora. As pessoas criam para impressionar, para ganhar o reconhecimento de alguém que admiram. Sem isso a equipe é medíocre. Seja uma revista em Florianópolis ou um restaurante em Paris, não há nenhuma empresa criativa que não seja dirigida por um sujeito formidável. O sujeito formidável é o cara que, de forma realista, levanta a motivação da equipe. Outro grande inimigo da criatividade é a preocupação com o status, o que é muito comum no meio empresarial. Principalmente entre presidentes e diretores, que passam a se levar muito a sério. Um bom presidente é o que tem 99% da responsabilidade do cargo e de objetividade, mas que conserva 1% do menino que ele já foi um dia, e que no fundo acha tudo uma molecagem.

Quais são os fatores imprescindíveis para estimular a criatividade?

São três os ingredientes da criatividade: bom humor, irreverência e pressão, que resumo com a sigla BIP. Tudo começa com o bom humor. Só é capaz de ter boas ideias quem está numa boa. E bem-humorada não é aquela pessoa que está sempre rindo e achando tudo maravilhoso, dizendo pelos corredores da empresa que “Deus é brasileiro”, etc. Esse excesso de otimismo não significa bom humor. Isso em alguns casos pode ser até sinal de doença mental, a chamada “euforia maníaca”. Esse tipo tende a ser chato e a brincar fora de hora. A pessoa bem-humorada não precisa necessariamente rir. É claro que ela sorri com facilidade. Mas o riso, em si, não é sinal absoluto de bom humor. Bom humor é “estar numa boa”. É um estado de espírito em que, independentemente do problema que lhe aflige – se é queda nas vendas, ou se é problema pessoal, etc. –, você permanece numa boa. O problema é o problema, mas a pessoa de bom humor continua numa boa.

E o que significa ser irreverente?

Muita gente que pensa que a letra I da sigla BIP quer dizer inspiração. Criatividade não tem nada de inspiração, mas sim de irreverência. E isso não significa rebeldia, oposição ou revolta. Ser irreverente é ter jogo de cintura, é conservar aquele leve ceticismo, sabendo que nada no mundo é 100% exato. É não levar nada demasiadamente a sério. Principalmente os problemas. Não leve os problemas tão a sério. É muito importante aprender, ler, voltar sempre para a universidade, mas não endeuse nenhum conhecimento, não o coloque como coisa sagrada. Saiba que 1% de tudo que você lê, ouve e vê, incluindo os melhores e mais honestos autores, sempre terá uma parcela mínima de besteira. Para criar, o pensamento tem que deixar de ser ativo, como é durante o raciocínio lógico, e passar a ser passivo. A criatividade é passiva. Você não conquista ideia nenhuma. Você é conquistado por elas. Por isso é um prazer enorme criar. Quem trabalha com criatividade tem que saber atrair as ideias. Não é correr atrás delas, mas atraí-las. É preciso estar receptivo às ideias, por isso o bom humor e a irreverência são fundamentais.

O senhor costuma gerar muita polêmica durante seus seminários ao afirmar que a pressão é um fator fundamental para a criatividade. De que forma a pressão pode ser benéfica ao processo criativo?

Costumo dizer que as pessoas são mais criativas quanto maior a pressão. É uma frase provocadora. Mas isso acontece porque a maioria da pressão que o pessoal sofre hoje no chamado “turbo capitalismo” é uma pressão desvalorizadora. É uma pressão que implica o risco da demissão. Se o cara está ameaçado a ser demitido, ele não vai criar nada. Agora, imagine só: se houver bom humor e irreverência num ambiente, mas não houver pressão, nada acontece, vira um clima de clube. No ambiente empresarial, as pessoas precisam de alguma pressão para funcionar. Quando eu falo em pressão, não quero dizer ameaça ou coação. E sim a pressão proveniente de um problema. Há muita diferença entre uma e outra. Costumo dar o seguinte exemplo: uma equipe trabalha o ano inteiro resolvendo problemas. Chega o fim do ano e acontece aquela festa de confraternização, todo mundo se reúne numa boa, tomando cerveja, etc. Ou seja, estão todos de bom humor e irreverentes, achando graça de tudo, etc. Que boa ideia essa equipe vai ter durante a festa? Nenhuma, porque não tem um problema em jogo. Se não há problema, não há ideias, mas sim divagações. Vamos imaginar então que, de repente, chega a secretária com um e-mail urgente, que é entregue ao chefe. Está todo mundo lá superbem-humorado e eis que surge o problema. O primeiro pensamento do líder provavelmente será “que azar, vamos fazer uma reunião de emergência, agora é sério, vamos buscar uma solução”. Ninguém vai dar uma boa ideia porque entrou o problema e saiu o bom humor e a irreverência pulou fora. É isso que normalmente acontece.

Como é possível criar um ambiente de “pressão criativa”?

O desafio dos líderes é fazer com que o bom humor e a irreverência resistam às diferentes pressões. A criatividade não funciona se falhar algum destes itens. Um bom líder, que conheça o processo de criatividade, é um líder que valora sua equipe. Não se trata de bajular ou enganar. Mas sim de valorar. Também não se trata de ameaçar ou acuar, mas valorar. É importante que o líder ou diretor de uma empresa saiba reconhecer de forma sincera o trabalho de seus colaboradores. Em seguida, ele deve pressionar, mas pressionar pra valer. Ou seja: reconheça, valorize e pressione, sempre mantendo o bom humor, o entusiasmo e a irreverência.

Mas a pressão – ainda que não configure uma ameaça – não favorece o clima de estresse na equipe?

As pressões têm que ser realmente exercidas, mas num quadro de gente valorada, entusiasmada, que não perca sua motivação. O que leva ao estresse não é a pressão em si, mas sim a atitude da liderança. A criatividade está ligada ao entusiasmo. As pessoas não se entusiasmam porque você fez um discurso dizendo “gente, temos que ser criativos, temos que resolver problemas”. Se uma pessoa diz “eu estou espontânea”, é porque não está. Impossível alguém falar isso. Porque a espontaneidade requer inclusive certo grau de inconsciência. Quando a pessoa finge que está entusiasmada, ela está num estado de espírito terrível para a criatividade, que a análise transacional define como “impulsor”. É este tipo de líder impulsor que leva a equipe ao estresse. São pessoas que sufocam. Ninguém se estressa pelo número de problemas que tem que enfrentar ou pelo excesso de trabalho, ou porque o chefe é implicante. A pessoa se estressa porque foi lidar com impulsores.

Como encarar a pressão e os problemas com bom humor?

Isso depende da estrutura psicológica das pessoas. A princípio, nada no mundo deve retirar o seu bom humor, nem problema empresarial. Muito menos queda nas vendas, crise ou recessão. Nenhuma crise deve te impedir de estar numa boa. Claro, existem casos de falecimento, por exemplo, que a pessoa vai se deprimir. Mas isso não é problema, é uma fatalidade, que deve ser administrada de forma humana e sincera. O bom humor na hora do trabalho – eu insisto, não se trata de ficar rindo –, você se conservar numa boa, isso vale ouro no ambiente profissional.

É possível conciliar a “lógica quadrada dos manuais de gestão” com a criatividade no contexto organizacional?

É possível, se a pessoa não levar estes conceitos demasiadamente a sério. É preciso também entender como surgem as boas ideias, porque não dá para enquadrá-las em nenhuma regra. No meu último livro, eu cito duas obras sobre gestão de ideias. Uma delas sugere um fluxograma explicando o surgimento da ideia. Tem lá um quadradinho que representa o “eureka” seguido da análise, custos, riscos, etc. Ou seja, eles colocam esse esquema como se fosse algo infalível, mecânico. Ninguém chega e diz “daqui a 15 minutos temos que ter uma ideia”. Não é assim que funciona, ninguém cria dessa forma. A ideia vem quando quiser, se ela quiser. E você tem que anotar tudo depressa, ou vai perdê-las.

Um País é Mais Importante do que seu Comandante. Uma Empresa Também.

Imagine-se na seguinte situação: “o barco que você tripula (a empresa que você trabalha) está afundando. Por conta de erros do comandante, o barco tá indo LITERALMENTE por água abaixo. Alguns marujos estão esperando a ajuda divina; outros estão pulando na água, desacreditado pelo líder que está fazendo cagadas; há ainda os que apoiam o chefe; porém, há um pequeno grupo de tripulantes que acreditam poder tirar o comandante e dar um novo rumo à embarcação. O comandante? Acredita que tudo que está fazendo é o melhor para todos, e em momento algum pretende mudar. O que deve ser feito?“.

De quem é a responsabilidade pela direção do barco?

Um gerente, em uma empresa, é o responsável por dar as diretrizes de onde a sua equipe deve ir. Ele está lá para ajudar, para dizer o que fazer, para apontar os erros e os acertos, mostrar qual caminho percorrer e, se souber, ou se puder, liderar. O gerente é o chefe. Grande parte dos funcionários acredita que é ele, o Gerente, o responsável pelo rumo da empresa, por fazer atingir as metas, e pela chefia. Ou seja, para grande parte dos funcionários do país, a responsabilidade do rumo do barco é dele.

E tudo isso ainda está temperado pelo medo. O medo de desafiar o gerente, o diretor, o dono da empresa. O medo de provar que ele está errado e ser demitido. Esse erro existe em qualquer lugar e, muitas pessoas se vestem de prudência no seu jeito de trabalhar por conta disso. As empresas procuram profissionais verdadeiros, pessoas dispostas a dar o sangue, e colocar o dedo na ferida. Mesmo que, precise virar contra o seu superior para salvar todo o resto.

E é essa a obrigação de todo profissional de alta performance. Todo profissional que faz a diferença tem OBRIGAÇÃO de estar comprometido com a camisa em que veste, antes do medo de uma pessoa, de um cargo, ou de uma caneta. Empregos não faltam para profissionais excelentes.

A minha vida é marcada pela verdade. Primeiro porque, em momento algum eu me calei diante de cargos. Já tive cargos de liderança que eram diretamente ligados aos donos de empresa. Diante de murros, de gritos, eu sempre me mantive verdadeiro, mesmo sabendo dos riscos da verdade. Eu não fui demitido e, em poucos meses a filial que estava sobre minha responsabilidade foi a líder de vendas do grupo. Eu não tinha medo de falar, de expor o meu pensamento e, no final de tudo, meu trabalho, minha forma de liderar, de cobrar e de arregaçar as mangas, mostraram que eu tinha propriedade em tudo que estava falando, e mesmo que a verdade fosse dolorida, eu sempre estava trabalhando pelo sucesso da empresa.

Depois disso, trabalhei em outras empresas onde minha impaciência com a demora e com a acomodação, a complacência faziam com que eu não ficasse quieto. Com isso, meu sentido de urgência, de querer cumprir prazos, fazer vendas, mandar e-mails marketing incomodou muitas pessoas que estavam achando que a guerra já estava cumprida, no ritmo de trabalho “calma que o Brasil é nosso”. Eu tinha certeza de que, em um ritmo morno de trabalho, onde prazos de vinte dias se prorrogavam por setenta e mudanças importantes eram colocadas de lado, não ia fazer as coisas acontecerem porque estava lutando sozinho. MAS, de forma alguma eu me RENDI e me VENDI aquele ritmo de trabalho.

Eu sempre lutei pela empresa. Pelo aumento da lucratividade. Mesmo que isso significasse bater de frente porque os prazos estavam atrasados, porque os e-mails não tinham sido enviados, e porque as pessoas erradas estavam nos lugares certos.

Nem sempre a responsabilidade do comando do navio, da empresa, do departamento é do comandante. Aliás, pode até ser, mas, cabe a tripulação, aos liderados, saber ATÉ QUANDO tocar o barco para o abismo. E cabem a eles dar um basta, um chega e mostrar que não estão sendo complacentes com a merda toda e que não vão ver o barco ir barranco abaixo apenas por ordem do comandante.

As ordens não podem, NÃO DEVEM nunca ir contra os PRINCÍPIOS MORAIS dos funcionários. Portanto, se você está vendo a coisa ir pro buraco, tem o DEVER MORAL de fazer alguma coisa pra acabar com isso.

A Operação Valquíria foi um dos 15 planos elaborados por militares alemães para assassinar Adolf Hitler. Em 1944, o conde Claus Schenk Graf von Stauffenberg perpetuou um atentado contra Hitler, (o atentado de 20 de Julho) em nome do movimento de resistência, do qual faziam parte vários oficiais. Hitler saiu apenas levemente ferido da explosão de uma bomba em seu quartel-general, na Prússia Oriental. A represália não se fez esperar: mais de quatro mil pessoas, membros e simpatizantes da resistência, foram executadas nos meses seguintes.

O conde Claus Schenk Graf von Stauffenberg foi um dos principais personagens da conspiração que culminou com o fracassado atentado contra Hitler em 20 de julho de 1944. Nascido naSuábia em 15 de novembro de 1907, Stauffenberg foi um patriota alemão conservador, que a princípio simpatizou com os aspectos nacionalistas e militaristas do regime nazista.

Mas desde cedo começou a questionar não só o genocídio contra judeus, polacos, russos e outros grupos da população estigmatizados pelo regime de Hitler, como também a forma, na sua opinião “inadequada”, do comando militar alemão. Mesmo assim, como muitos outros militares, preferiu no começo manter-se fiel ao regime.

Em 1942, junto com seu irmão Berthold e outros membros da resistência, ele ajudou a elaborar uma declaração de governo pós-derrubada de Hitler. Os conspiradores defendiam a volta das liberdades e direitos previstos na Constituição de 1933, mas rejeitavam o restabelecimento da democracia parlamentar.

Em março de 1942, Stauffenberg havia sido promovido a oficial do Estado Maior da 10ª Divisão de Tanques, com a incumbência de proteger as tropas do general Erwin Rommel, comandante do Afrika Korps, após o desembarque dos aliados no norte da África. Num ataque aéreo em 7 de abril de 1943, Stauffenberg perdeu um olho, a mão direita e dois dedos da mão esquerda.

Após recuperar-se dos ferimentos, aliou-se ao general Friedrich Olbricht, Alfred Mertz von QuinheimHenning von Treskow na conspiração que passaram a chamar de Operação Valquíria. Oficialmente, a operação pretendia combater inquietações internas, mas na realidade preparava tudo para o período posterior ao planejado golpe de Estado. Os planos do atentado que mataria Hitler foram elaborados com a participação de Carl-Friedrich Goerdeler e de Ludwig Beck. Os conspiradores mantinham, além disso, contatos com a resistência civil. Os planos visavam a eliminação de Hitler e seus sucessores potenciais – Hermann Göring e Heinrich Himmler. A primeira tentativa de atentado em Rastenburg (hoje Polônia), no dia 15 de julho, fracassou.

Na manhã de 20 de julho de 1944, Stauffenberg voou até o quartel-general do Führer “Wolfsschanze” (Toca do lobo) na Prússia Oriental. Com seu ajudante Werner von Haeften, ele conseguiu ativar apenas um dos dois explosivos previstos para detonar. Mais tarde, usou uma desculpa para sair da sala de conferências, onde depositou a bolsa com explosivos perto doFührer. Porém, um de seus generais afastou-a involuntariamente de Hitler. A explosão, às 12h42, matou quatro das 24 pessoas na sala. Hitler sobreviveu.

Na capital alemã, os conspiradores comunicaram por telefone, por volta das 15 horas, convencidos do êxito da missão: “O Führer Adolf Hitler está morto.” Duas horas mais tarde, a notícia foi desmentida. Na mesma noite, Stauffenberg, Von Haeften, Von Quirnheim e Friedrich Olbricht foram executados. No dia 21 de julho, os mortos foram enterrados em seus uniformes econdecorações militares. Mais tarde, Himmler mandou desenterrá-los e ordenou sua cremação. As cinzas foram espalhadas pelos campos.

A Operação Valquíria virou filme. Mostrou, além da perspectiva do atentado no ponto de vista do Stauffenberg, é uma mostra de quanto devemos seguir nossos propósitos, nossos princípios e verdades. Seguir Hitler, em 1944 para a grande maioria dos alemães era uma honra. Porém, para alguns poucos, seguí-lo era uma vergonha, um abuso e arbitrariedade. Seguir Hitler iria fazer com que, anos depois, ele fosse motivo de vergonha para o país. Seguir os ideais de honra e justiça de seus princípios eram muito mais importantes para, anos depois, quando os crimes cometidos pela Alemanha fossem motivo de vergonha por toda uma nação europeia.

Hoje, milhares de países consideram o Holocausto o maior ato de segregação da história. Em alguns países (brevemente também no Brasil), NEGAR o Holocausto será um crime. Eu fico imaginando, como deveria ser um militar alemão que seguiu Hitler apaixonadamente viver no Século XXI.

Se eu conseguir, serei chamado pelo povo alemão de traidor, mas se eu não conseguir, estarei traindo minha consciência”, essa foi a frase que Stauffenberg utilizou para justificar a conspiração contra Hitler, que foi conhecida como o Atentado de 20 de Julho.

Os princípios valem mais do que as diretrizes de um comandante. A traição, por um lado, pode ser considerada como um alto grau de comprometimento no futuro. Hoje, o Atentado de 20 de Julho, junto com os outros 14 que foram atentados contra Hitler é visto como uma tentativa de parar um homem louco. Naquele tempo, era visto como uma traição. Hoje, uma atitude de patriotismo.

Assim, ir contra as ordens do gerente, que louco ou inconsequente pede algo que não vai funcionar não é rebelião, não é desobediência, muito menos revolta ou intransigência. Você tem o dever de ajudar a empresa a crescer. É isso que os profissionais altamente eficazes fazem. Assim, é sua missão SEMPRE fazer com que ela trilhe esse caminho. Mesmo que, para alguns o que você esteja fazendo seja considerado uma loucura, uma traição. Faça o que tem de ser feito. Mesmo que para isso seja preciso ir contra as ordens do comandante, do diretor, do presidente.

Não cumpra uma ordem se não tiver certeza de que ele irá beneficiar toda a empresa. Não contrate, demita, aumente as metas ou mude o turno dos funcionários se não estiver claro que isso será essencial para o crescimento da empresa. Existem cópias baratas de Hitler por todas as partes, todas as empresas. Seja corajoso a ponto de tomar o poder, ou pelo menos tentar para o benefício de toda a empresa.

Você também é responsável pelo rumo da empresa. Você é responsável por bater as metas, por fazê-la crescer e vencer os concorrentes. Você é o responsável por transformá-la em referência de empresa. Por isso, não cumpra nenhuma ordem idiota. Não cumpra um devaneio do gerente. Não cumpra uma ordem boba apenas para que seu chefe se auto-afirme. Se for preciso, pegue o timão do barco para levá-lo ao rumo certo. Mostre aos seus superiores que ele está errado e mostre o caminho certo. Mostre o rumo e tenha sinceridade para mostrar que você está está apontando a alternativa certa, e não acredite em qualquer delírio da chefia.

Como toda empresa, funcionários também têm uma missão. E a sua missão deve ser, acima de tudo, trabalhar para o crescimento da empresa. Os chefes, principalmente os inovadores e criativos, estão contando que você lute – LITERALMENTE – para mostrar que está certo. Muitas vezes, os chefes não precisam de justificativas para uma ordem. MAS, cabe a você perguntar, nem que MIL VEZES, o porque. Até estar convencido de que, de uma forma ou de outra, aquilo irá contribuir para o crescimento da empresa.

Não aceite as ordens sem uma justificativa verdadeira; não acredite em ordens suspeitas; não respeite, ou confie, cegamente nas atitudes do chefe. Questione, aja, brigue. Afinal, gerencia é delegada, liderança é tomada. E grandes líderes não aceitam que qualquer comandante despreparado e desequilibrado transformem devaneios em ordem apenas pela hierarquia.

Lute pela verdade. Lute pela missão da empresa. A empresa em primeiro lugar.

Lembre-se disso. Um país é mais importante do que seu comandante. Uma empresa também!

“Vida longa para a Sagrada Alemanha!”.

12 Dicas Para Prosperar no E-commerce.

1. Seriedade. Encare a venda on-line com muita seriedade. O nome é virtual, mas o trabalho é real;

2. Especialização. Procure um nicho para explorar. Quanto mais específico for o seu negócio, maior a chance de sucesso na internet;

3. Concorrência. Fuja dos produtos vendidos em grandes magazines;

4. Investimento em tecnologia. Na hora de comprar a sua plataforma de loja virtual, fique atento: nem todas são tão boas quanto parecem. Escolha muito bem o seu parceiro. Tecnologia é muito importante para que uma loja on-line esteja preparada para um rápido crescimento;

5. Formas de pagamento. Inicie o seu site de vendas com o maior número de parcerias (Visa, MasterCard, American Express, entre outras) para facilitar a compra ao e-consumidor;

6. Confiabilidade. Esteja na E-bit, consultoria que classifica lojas virtuais no Brasil. Só assim, mesmo ainda pequena, os clientes irão confiar na sua loja. Não economize nos selos de segurança;

7. Teste seu portal. Antes de colocá-lo no ar, faça testes e verifique se a sua entrega chega em pelo menos três dias ao cliente, fator importantíssimo para satisfação dele;

8. Organização. Lembre-se dos pilares de um site de vendas: atendimento ao cliente, divulgação digital, logística e administrativo;

9. Marcas. Alie-se a marcas reconhecidas em suas áreas de atuação para conquistar a confiabilidade do e-consumidor e oferecer produtos de qualidade;

10. Estoque. Cuide de seu estoque e da logística para atendimento ágil ao e-consumidor. Lembre-se: a primeira impressão é a que fica;

11. Atração e retenção de clientes. Invista em marketing, meça cada detalhe das campanhas digitais e otimize as estratégias dia a dia;

12. Invista. Contrate uma consultoria especializada em vendas on-line, isso ajuda muito o pequeno empreendedor a errar menos no início.

Os 10 Mandamentos da Empresa Familiar.

1 – Controle de caixa – Pesquisas internacionais revelam que apenas 5% dos negócios familiares continuam a gerar dividendos atrativos para os seus acionistas depois da terceira geração. A ordem é controlar o caixa com pulso firme

2 – Seleção criteriosa – Jamais empregue alguém que não possa ser demitido. Os descendentes do fundador precisam acumular experiência no mercado e aprender a olhar a empresa da família não como uma herança, mas como um negócio

3 – Crescimento limitado – Por mais eficiente que seja a empresa, dificilmente ela crescerá mais do que a família. Por isso, muito cuidado para não comprometer o negócio por transformá-lo em um cabide de empregos

4 – Conflitos à parte – Estudo feito por uma consultoria internacional especializada em gestão de empresas revela que 65% dos casos de mortalidade decorrem de conflitos entre parentes. Por isso, é importante deixar os rancores do lado de fora dos portões da companhia

5 – História passada a limpo – Procurar manter o vínculo dos descendentes com o negócio deve ser um exercício diário. Uma das formas de fazê-lo é estimular a participação dos herdeiros desde cedo na rotina da empresa

6 – Valorização da essência – É indispensável passar às próximas gerações os princípios e os valores que nortearam a criação do negócio

7 – Planejamento a longo prazo – Empresas só atravessam décadas de vida porque seus gestores estão sempre atentos aos rumos do mercado, aos movimentos da concorrência e às inovações tecnológicas

8 – Aprender com os erros – A maioria da empresas familiares já passou por pelo menos um problema sério ao longo de sua história. Porém, é importante aprender com a história do negócio e tentar não repetir os erros do passado

9 – Olho no futuro – A tradição é um grande diferencial, mas empresas devem ter os olhos voltados para o futuro, para não perder seu lugar no mercado

10 – Sangue novo – É importante que cada geração que assuma o comando dê fôlego ao negócio e ao modelo de gestão, de modo que a empresa seja renovada e esteja preparada para enfrentar novos desafios