As Estratégias do Entretenimento.

Eduardo Murad da aula na ESPM na matéria de Entretenimento e Comunicação Integrada. O mercado de entretenimento cresce a cada ano e oferece muitas opções para o desenvolvimento de novas estratégias, não se restringindo apenas às tradicionais áreas de eventos, shows, teatro, cinema e turismo. O grau de eficiência da atividade de entretenimento, na aproximação com os diversos públicos, é visto, pelas empresas de outros setores, como fator fundamental para o sucesso de suas estratégias de comunicação.

Veja abaixo íntegra da entrevista que Murad cedeu à HSM.

Quais são os campos de atuação de um gestor de entretenimento?

Esse profissional tem a incumbência de proporcionar novas experiências e gerar maior atratividade para as marcas. Ele tem dois campos de atuação: em empresas que não sejam do setor de entretenimento, mas que desejam criar estratégias diferenciadas, e na gestão de um negócio no setor. Por exemplo, pode ser gestor de bares, casas de espetáculos, hotéis etc. E, por outro lado, é possível ser funcionário de uma organização como a Oi, que tem um profissional dedicado à gestão do entretenimento, ligado à gerência de comunicação, que cuida de toda a estratégia de comunicação e realiza ações que visam melhorar o relacionamento com o cliente. É uma vasta área para atuação e um amplo mercado para ser explorado de diversas maneiras.

O mercado de entretenimento gera bilhões de dólares de lucro no mundo todo. No Brasil, quais são os principais resultados neste setor?

Podemos utilizar como base os resultados de uma das áreas: a de eventos. Nos últimos dez anos, essa área cresceu cerca de 300%. Já o turismo cresce no mundo todo, e isso proporciona o consumo em setores como shows, teatros e cinemas, entre outros. Essa gama de opções também proporciona o aumento das possibilidades de aplicação de ações de marketing promocional, que focam o relacionamento com os consumidores finais e intensificam a relação deles com as marcas. Isso contribui para o aumento do lucro das empresas do segmento. Outro setor em que temos observado forte tendência de crescimento é o de games.

O que o gestor de entretenimento deve considerar para criar uma boa estratégia de comunicação?

Ele não pode se concentrar em apenas um veículo de comunicação. Deve utilizar iniciativas de cross-media (várias mídias) para atingir o seu público-alvo. Antes, as ações se concentravam em veículos de massa e representavam, praticamente, 90% dos investimentos feitos em mídia. Agora, no máximo, essa participação atinge 60%. Isso se deve à utilização de novas técnicas de comunicação, que estão mais focadas em oferecer entretenimento para os clientes. O gestor de entretenimento tem de explorar todos os recursos de comunicação disponíveis. Além disso, ele deve ter em mente que precisa se dirigir a todos os stakeholders da organização: clientes, acionistas, funcionários, fornecedores, parceiros, sociedade civil, governo e mídia. Um conceito importante é o de que a marca tem público, quando consegue juntar dois universos: o interesse do público e as narrativas da marca, isto é, os assuntos sobre os quais a marca pode falar transmitindo credibilidade e propriedade.

A tecnologia já é uma realidade. Está no cotidiano das pessoas. Como explorar essa opção na comunicação com o cliente?
O entretenimento se beneficia com o crescimento nas possibilidades de uso da tecnologia e a sua participação no dia-a-dia dos consumidores. As empresas têm a oportunidade de reinventar e traçar novas estratégias. Um exemplo claro foi o da Ediouro. Com o seu público envelhecido, precisava renovar a base de clientes. Para isso, criou uma iniciativa muito interessante na internet. Divulgou aos blogueiros um jogo de palavras cruzadas, cujo objetivo era localizar termos que se referiam a conteúdos do interesse desse público. Foi um sucesso, gerou bastante repercussão. A Ediouro é especialista nesse tipo de jogo há décadas e só utilizou os recursos tecnológicos e a linguagem corretos. A chave do sucesso é saber utilizar a tecnologia certa, mas de maneira lúdica, na linguagem apropriada à cultura a que se destina a ação.

Em sua opinião, quais são as tendências de entretenimento para os próximos anos?

Quem trabalha com entretenimento tem de ficar bastante atento às novas tecnologias. Cada vez mais, os recursos vão favorecer a comunicação com o cliente. Posso apontar, por exemplo, a tecnologia de Realidade Aumentada (RA). Ela deve ser acompanhada de perto, pois é um recurso fantástico. Não podemos esquecer a televisão digital e o avanço da tecnologia do celular, sendo que essas duas tecnologias convergem. Mas não se pode focar apenas a tecnologia, é preciso acompanhar de perto o que acontece nas ruas. É importante analisar o comportamento do consumidor. É fundamental saber falar a sua linguagem para acertar na estratégia. Se o gestor de entretenimento souber atender as necessidades de seu cliente, estará muito próximo de atingir a sua meta.

Mitos Sobre a Inovação na Crise.

1. Crise é momento de alto risco: Com certeza, mas lembre-se de que o risco está diretamente associado ao nível de incerteza e a exposição que temos a tais incertezas. Ao invés de “ir com toda sede ao pote” a empresa pode adotar a Experimentação como forma de aprender rápido com baixo custo até que o nível de incerteza seja menor. Dessa forma é possível reduzir significativamente o risco sem deixar de explorar novos caminhos.

2. Crise é momento de olhar para dentro: Pelo contrário, nessa situação parceiros, fornecedores e até concorrentes estão buscando as mais variadas soluções. É hora de aplicar os conceitos de inovação aberta como forma de ampliar os recursos limitados de que a organização dispõe e reduzir o risco dos investimentos necessários.

3. Crise é momento de esquecer a inovação e focar no core business: Depende. Se sua empresa tem um core business controlado ou mesmo saturado esse é o melhor momento para ampliar as fronteiras do core business e inovar na criação de novos negócios. Contudo, se sua empresa tem um core business fragilizado ou sob ataque de terceiros é o momento de direcionar os investimentos de inovação para otimização do núcleo a partir de inovações de processo, organização, cadeia de fornecimento entre outros tipos de inovações disponíveis.

4. Crise é momento de muita análise antes do investimento: Pelo contrário. O nível de incerteza torna o processo de análise ex-ante quase um exercício de futurologia. A melhor forma de lidar com tal incerteza é investir pouco, aprender muito e ir refinando as apostas a medida que o nível de incerteza diminui. Para isso é preciso dominar a Experimentação, uma das principais fases do processo de inovação.

5. Crise é momento de não mudar os projetos de inovação: Também depende. Nesse caso é preciso analisar o seu portifólio de projetos e idéias de potencial inovador para tomar as melhores decisões. O primeiro passo é avaliar o portifolio que a empresa dispõe para encontrar o equilíbrio adequado entre os projetos de curto e longo prazo. Nesse momento pode ser o caso de acelerar projetos de retorno mais rápido sem deixar de investir em alguns grandes projetos de alto impacto.

6. Crise é momento de boca fechada: Crise é momento de comunicação interna intensa. Um dos produtos da crise, especialmente para gestão da inovação, é uma queda da confiança dos profissionais sobre a continuidade dos investimentos e apostas da empresa. Quanto mais comunicar o seu direcionamento maior será a confiança dos envolvidos.

7. Crise é hora de cortar investimentos de inovação: Um dos principais efeitos da crise é a redução de orçamento para os projetos de médio e longo prazo. Uma forma de garantir atenção para inovação é separar investimentos do orçamento especificamente para esse fim com espectro de 2 a 3 anos sem que possam ficar suscetíveis as flutuações de mercado. Outra alternativa é desenvolver novas fontes de recursos junto a clientes, parceiros, fornecedores e os organismos de fomento existentes.

Se a Porta não se Abrir, Arrombe-a!

Se surgir um muro na sua frente, se você achar que as possibilidades e a matemática está remando contra o seu barco e te puxando de volta pra areia; se você achar que esse muro tá aumentando, CHUTE TUDO! Arrebenta essa porta e não perdoe os obstáculos. Estude, leia, crie, invente, opine e ajude. MOSTRE-SE para o mundo que certamente ele se MOSTRARÁ A VOCÊ!

Você Tem Medo do Escuro?

“Não tenha medo”…

A minha mãe diz que precisamos pensar várias vezes. Minha mãe acha que as coisas não são fáceis assim. Lógico que não é assim, é ainda mais fácil. A vida é sobre FAZER ou NÃO FAZER. Simples assim. Na verdade é até mais simples do que isso… agente e o MALDITO DO MEDO é que DIFICULTAMOS AS COISAS!!

Tudo começou com o dia 03 de Outubro de 2008. Na verdade, começou antes, mas não sei o dia ao certo. No dia 03 eu fui sugado pra São Paulo, e o último pino preso que eu tinha soltou. Nesse dia eu morri e nasceu outro Enrico. Foi nesse dia que eu decidi que precisava de MAIS. Mesmo que eu não estivesse a altura desse mais que eu procurava. Nessa brincadeira toda, eu fui sugado por São Paulo, através de uma oportunidade dada por um amigo.

No dia 28 de Novembro eu desembarquei em São Paulo pra fazer uma entevista. Ao sair do ônibus pensei: “O que eu tô fazendo aqui nessa porra”. Porém, isso foi um pensamento de um segundo… logo depois o Enrico voltou ao seu estado normal, estado-arte sem medo, cheio de vontade de renascer e começar e aprender tudo de novo.

Eu não tenho medo. Posso ter medo de cobra, de bandido, de bico, sei lá.. Mas não tenho medo de arriscar. Eu não sou jogador de xadrez,  meu inglês ainda não é fluente, e eu sou um homem de negócio às avessas. Não tenho faculdade de administração, mas já li mais livros de business que muito aluno de pós-graduação. Eu não sei nada, mas posso aprender. Eu sou um cara do fazejamento. Mais ações e menos papel!! Mas atitudes e menos teorias. O mundo esta cansado de gente que olha tudo da mesma maneira que acontecia no Século XIX. Cacete.. estamos no século XXI. A administração que cohecemos MORREU.

Eu não tenho medo! Nem de dar certo, nem de dar errado. O medo das pessoas, segundo elas mesmas são de dar errado, de falhar ou de não conseguir atingir os objetivos. MENTIRA. O medo é de dar certo. Oba, deu certo, que bom, qual é o próximo passo?? NÃO S EI!

Por isso que eu não tenho medo. Eu já não sei nada mesmo. Eu desafio as teorias. Me chamem de “caçador de mitos”, mas eu vim pra mudar a forma com que enxergamos a antiga escola de administração.

Eu mudei de casa, de cidade, e as minhas idéias e atitudes vivem mudando. Foi pra isso que eu vim.. pra mudar sempre. “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.  Eu vim trabalhar com um amigo que tem grandes histórias pra ensinar. Grandes teorias e manuais pra rasgar e grandes fórmulas mágicas pra desbancar.

Eu tenho certeza que Einsten estava CERTÍSSIMO quando disse que: “a imaginação é mais importante do que o conhecimento”. Nada menos que isso me interessa. Um dia diferente do outro é muito mais proveitoso do que viver todos os dias as mesmas idéias.

Ouse mudar, ouse fazer diferente. Ouse rasgar o seu plano de negócios igual ao de todo mundo. Pega esse sumário executivo plagiado de um autor teório e transforma ele em uma coisa palpável, prática. Saia dos textos e vá para os vídeos.  Crie novas formas de fazer velhas coisas e velhas formas de fazer coisas novas.

A vida é feita de experimentação. Experimente fazer diferente e não tenha medo de dar certo. Aliás, não tenha medo de nada. O medo só atrapalha e estraga o momento maravilhoso das coisas.

Eu desafio a você não ter medo e fazer alguma coisa diferente em 2009.  Em 2009, Renasça todos os dias e faça um dia ser diferente do outro.

EU QUERO VER SE VOCÊ TEM CORAGEM!!