Como parecer confiante – mesmo que você não esteja

Dê a suas grandes ideias o impulso verbal que elas merecem com estas 6 dicas.

Mesmo que você tenha grandes ideias, ninguém vai ouvi-las se você soar como uma pessoa insegura ou um covarde quando você abrir a boca.

Por outro lado, até mesmo ideias medíocres parecem ter certa profundidade quando se fala com confiança.

Mas a notícia boa é que não é difícil parecer confiante, se você seguir estas 6 regras simples.

Você se sente inseguro na hora de apresentar uma ideia? Fique atento a essas 6 dicas.

Você se sente inseguro na hora de apresentar uma ideia? Fique atento a essas 6 dicas.

#1. Imagine-se em pé de igualdade com a audiência

Se você estiver falando com um CEO, imagine-se sendo um CEO também. Se estiver falando com engenheiros, imagine-se sendo um engenheiro.

Encontre e foque em pontos em comum entre você e o seu público. Caso contrário, o máximo que você vai conseguir e parecer um suplicante.

#2. Ensaie mentalmente cada frase

Você vai parecer maciçamente menos confiante se tropeçar nas suas próprias palavras ou articular uma frase pela metade.

Antes de falar, dedique um breve momento para pensar, imaginar, resumidamente aquilo que você está prestes a dizer em voz alta. Isso torna a pausa pensativa e sábia.

#3. Fale pelo peito – e não pela garganta ou nariz

Quando as pessoas ficam nervosas, suas vozes tendem a se mover para cima para que o som saia da garganta ou do nariz, o que pode fazer com que até mesmo a sabedoria mais profunda soe como um gemido.

Se você mover a sua voz para baixo do seu peito você vai soar – e se sentir – mais confiante.

#4. Fale 20% mais lento do que o normal

Muitas pessoas também expressam o nervosismo falando apressadamente.

As pessoas realmente experientes tendem a falar um pouco mais devagar, como se seus ouvintes fossem anotar cada palavra.

#5. Elimine os tiques verbais

Algumas pessoas usam tiques verbais (éééé, ah!, tipo assim, você sabe, etc.), enquanto estão pensando no que dizer em seguida.

Isso faz você soar como se não tivesse certeza de si mesmo, por isso é melhor simplesmente fazer uma pausa silenciosa no meio da frase. Grave-se falando e pratique, se necessário.

#6. Nunca deixe uma afirmação com tom de pergunta

Um pequeno aumento no tom no final de uma frase transforma até mesmo uma declaração definitiva em um apelo de aprovação.

Se você está confiante, você faz afirmações que refletem seu conhecimento e opinião. Se você tem uma pergunta, faça como pergunta. Sem a mistura de pergunta e afirmação.

Até mesmo ideias medíocres parecem ter certa profundidade quando se fala com confiança.

Até mesmo ideias medíocres parecem ter certa profundidade quando se fala com confiança.

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Este artigo foi adaptado do original, “How to Sound Confident (Even if You’re Not)”, da Inc.

O storytelling é sua arma mais poderosa

Jonathan Gottschall, autor de The Storytteling Animal, diz que a ciência comprova a antiga crença de que a história é o mais poderoso meio de comunicar uma mensagem.

Nos negócios, o storytelling é todo o sentimento. Sem uma história convincente para contar, nosso produto, ideia, ou marca pessoal está morto.

Em seu livro Tell to Win, Peter Guber junta escritores como Annette Simmons e Stephen Denning para evangelizar os leitores sobre o poder da história nas relações humanas em geral, e particularmente as empresas.

Guber argumenta que nós, humanos, simplesmente não somos movidos por dados e estatísticas, slides de PowerPoint densos e planilhas repletas de números.

As pessoas são movidas por emoção. A melhor maneira de conectar emocionalmente outras pessoas ao que estamos fazendo começa com “Era uma vez…”.

Isso soa bastante plausível. Mas as reivindicações sobre o poder do storytelling nos negócios são suportados apenas como “mais uma história”.

Guber, por exemplo, faz o reforço dessas afirmações ousadas com o exemplo de como um de seus amigos famosos contou uma ótima história e conseguiu um triunfo de persuasão.

Mas, as anedotas não fazem uma ciência. É o storytelling apenas a nova moda mais recente em um mundo de negócios que está continuamente varrido com novas modas e novos gurus lançando o mais novo segredo imperdível para o sucesso?

Ou será que isso tudo representa uma visão real e profunda na estratégia de comunicação entre as pessoas?

Eu acredito profundamente que é uma visão real. Gauber e seus amigos chegaram através da experiência, nas mesmas conclusões que a ciência chegou através da experimentação.

Até recentemente só era possível especular sobre o poder do storytelling e seus efeitos persuasivos. Mas a psicologia, ao longo das últimas décadas começou um estudo sério sobre como as histórias afetam a mente humana.

Os resultados mostram repetidamente que nossas atitudes, medos, esperanças e valores são fortemente influenciados pela história.

O que está acontecendo aqui? Porque estamos na mão do storytelling? Os psicólogos Melanie Green e Tim Brock argumentam que entrar em mundos ficcionais altera radicalmente a forma como a informação é processada.

Estudos de Green e Brock mostram que os leitores mais absorvidos estão lendo uma história e a história pode convencê-los.

E aqui temos uma importante lição sobre o poder de moldagem do storytelling. Quando lemos dados, e argumentos técnicos, somos críticos e céticos. Mas quando somos absorvidos em uma história acabamos por baixar a nossa guarda intelectual.

Somos movidos emocionalmente e isso parece nos deixar indefesos.

Esse é exatamente o ponto de Guber. A metáfora central de Tell to Win é o cavalo de Tróia. Você conhece a história: depois de uma década de impasse sangrento em Tróia, os gregos decidiram que nunca iriam tomar Tróia pela força.

Eles fingiam voltar para casa, deixando para trás um cavalo de madeira maciça, aparentemente como uma oferenda dos deuses. Os troianos felizes arrastaram o presente para dentro dos muros da cidade.

Mas, o cavalo estava cheio de guerreiros gregos, que surgiram no meio da noite para matar, queimar e saquear.

Daí a expressão “presente de grego”.

Assim como o cavalo de Tróia, uma boa história sempre parece um presente.

Assim como o cavalo de Tróia, uma boa história sempre parece um presente.

Guber nos diz que o storytelling pode funcionar como cavalos de Tróia. O público aceita a história porque, para um ser humano, uma boa história sempre parece um presente.

Mas a história é, na verdade, apenas um sistema de entrega das ideias do contador. A história é um truque para esconder uma mensagem para a cidadela fortificada da mente humana.

O livro de Guber é implacavelmente otimista sobre o poder do storytelling para a persuasão. Mas como a metáfora sanguinolenta do cavalo de Tróia sugere, a história é uma ferramenta que pode ser usada para o bem ou para o mal.

Portanto, podemos tirar 2 grandes lições do livro de Guber e da nova ciência do storytelling.

Em primeiro lugar, o storytelling é uma forma poderosa de persuasão. Segundo, em um mundo cheio de contadores de histórias faixa preta, precisamos começar a treinar as nossas defesas.

Os mestres do storytelling nos querem bêbados de emoção porque assim perdemos as considerações racionais, relaxar o nosso ceticismo e acreditar em suas palavras.

O novo evangelho do storytelling para os negócios oferece um desafio para pontos de vista comuns da natureza humana. Quando nos chamamos de Homo sapiens estamos afirmando que é a sapiência humana – sabedoria e inteligência – que realmente diferencia a nossa espécie.

Somos criaturas da história, e o processo de mudança de uma mente ou do mundo inteiro deve começar com “Era uma vez…”.

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Este artigo foi adaptado do original, “Why storytelling is the ultimate weapon”, da FastCompany.