50 Dicas Para Vender Mais, Parte 1.

Toda empresa quer – e muitas vezes precisa – vender mais. Pois então aqui vão algumas dicas para ajudar a sua empresa a vender mais de maneira profissional.

Um dos desafios do marketing & vendas de toda empresa é trabalhar a favor do crescimento. E para alavancar o crescimento é necessário aumentar as vendas, aumentar a lucratividade e etc.

Sendo assim, eu elaborei um pequeno guia com 50 dicas para vender mais, que eu separei em dez posts, com cinco dicas cada.

Sim. Eu sei que toda empresa, principalmente as micro e pequenas, querem vender mais.

Sim. Eu sei também que existem milhares de dicas na internet sobre vender mais.

Mas, mesmo assim eu acredito que ainda existe espaço para pensar em vender mais de uma maneira diferente e, pensando nisso, inicio hoje uma série de posts sobre vender mais.

Vender mais é o maior desafio de toda empresa. As empresas que não encaram o crescimento como meta vão acabar sucumbindo.

Sim. Todos os dias o gerente de vendas tem que levantar da cama com isso em mente. Ele precisa se perguntar o que precisa fazer para vender mais.

O vendedor profissional, ou vendedor 2.0 também precisa ter isso em mente.

Afinal, com recursos e tecnologias cada vez mais permissivas e com as técnicas corretas de vendas sempre é possível vender mais, além de vender mais para clientes já existentes.

Vamos à primeira parte da série dicas para vender mais:

#1. Para vender mais, nunca deixe de estudar.

Para Vender Mais Nunca Deixe de Estudar - ThinkOutside | Marketing & Vendas, Empreendedorismo e InovaçãoAssim como qualquer carreira, vendas evolui. É importante estar sempre atento às tendências e comportamentos dos clientes sobre vendas. Nada pior do que estar desatualizado na profissão que você atua.

Todo vendedor, gerente de vendas e empreendedor que se preze é um devorador de livros de marketing & vendas. Um vendedor atualizado é o primeiro grande passo para vender mais sempre.

Lembre-se que, há pouco tempo atrás o modo de comprar e vender era totalmente diferente do que o de hoje.

E com o ritmo das mudanças, as coisas vão mudar ainda com mais rapidez. O único diferencial competitivo das empresas é o conhecimento transformado em prático. Isso sempre vai permitir vender mais.

Hoje em dia, por exemplo, muitos clientes não aceitam ser incomodados com ligações de vendedores. Lembre-se que, cada vez mais o telefone está entrando em descrédito quando o assunto é vendas.

Portanto, para vender mais é preciso estudar novos métodos de vendas.

#2. Para vender mais, você precisa estar online.

Para Vender Mais Você Precisa Estar Online - ThinkOutside | Marketing & Vendas, Empreendedorismo e InovaçãoEssa é uma verdade absoluta sobre vendas. Você precisa estar em todos os canais. Se você ainda não tem e-commerce, tenha um site com um ótimo visual e muitos artigos sobre vendas.

Esteja no atendimento online, no formulário de contato e responda rapidamente as dúvidas dos clientes.

Para vender mais, a sua loja não pode ser o único canal de vendas do cliente. Você precisa implementar televendas, vendas online, vendas pela internet, e tudo que for possível.

Canais diferentes de vendas vão certamente fazer você vender mais. Você precisa estar disponível. Acredite, se o cliente for até você e não te encontrar ele vai desistir.

#3. Para vender mais, segmente os clientes.

Para Vender Mais Segmente os Clientes - ThinkOutside | Marketing & Vendas, Empreendedorismo e InovaçãoAté uma lojinha de bairro que vende roupas femininas precisa segmentar seus clientes.

Segmentar os seus clientes vai fazer com que você sempre possa vender mais para aquela galera que já compra com você.

Por que segmentar?

Por que se você sabe qual tipo de produto um cliente mais compra, quais os interesses deles, qual o ticket médio da compra dele, quantas vezes ele comprou nos últimos meses, aonde o cliente mora, qual o telefone, e-mail, endereço, fica mais fácil de você oferecer um produto que se encaixe 100% no gosto dele.

E uma coisa é verdade. É mais fácil vender mais para quem já compra de você do que conquistar um novo cliente. Isso já é uma coisa bem manjada no mundo das vendas.

Por isso, sempre que o cliente comprar pela primeira vez na sua loja, ofereça um brinde, um desconto, ou algum incentivo para ele se cadastrar.

E quando eu digo cadastro, digo cadastro de verdade. Não apenas nome e endereço. Mas sim TUDO que você possa saber sobre ele que vai te ajudar a entender o seu comportamento e, com isso fazer você vender mais.

#4. Para vender mais, peça indicações.

Para Vender Mais Peça Indicações - ThinkOutside | Marketing & Vendas, Empreendedorismo e InovaçãoVocê sabia que pedir indicação de leads para quem já compra de você é uma excelente estratégia para vender mais?

Então não perca a oportunidade de sempre pedir indicações para clientes. Se um cliente já compra com você com certa frequência e gosta do seu produto ou serviço, peça para ele indicação de pessoas que possam se interessar por aquilo que você vende.

Mesmo que para isso você dê um pequeno percentual de desconto, ou um brinde, ou aumente o prazo de pagamento.

É muito importante que, toda vez que um cliente que já compra com você e te conhece for comprar novamente, você peça uma pequena lista de indicações.

É muito mais fácil vender para alguém que foi indicado por um cliente, do que para alguém desconhecido.

A indicação da ideia de que a sua empresa tem o aval e o apoio da pessoa que lhe indicou e isso vai ajudar a abrir algumas portas no novo cliente.

Pedir indicações é um passo muito importante e, de muito resultado pra vender mais.

#5. Para vender mais, faça eventos.

Para Vender Mais Faça Eventos - ThinkOutside | Marketing & Vendas, Empreendedorismo e InovaçãoVocê acha que uma loja de roupas faz evento de lançamentos de coleções apenas por que ela quer mostrar o que tem pra vender?

Errado!

Uma empresa que faz isso, o faz pensando em vender mais.

Como?

Bem, ao convidar seus melhores clientes para o evento de lançamento eles terão o privilégio de ver e comprar seus produtos ou serviços antes de todo mundo, justamente por que são os seus melhores clientes.

Além disso essa é a oportunidade para se relacionar com esses clientes, que são os melhores e dar-lhes tratamento especial.

Quando clientes especiais são tratados como tal e têm privilégios, certamente eles recompensarão a sua empresa comprando mais.

Realizar eventos, de networking, de lançamento, de promoções sempre é uma excelente oportunidade de vender mais para os clientes que já compram com você.

#5.5. Para vender mais, junte as dicas 4 e 5.

Você precisa pedir indicações para seus clientes para vender mais.

Quando chegar a sua coleção nova, ou quando você for lançar o seu mais novo serviço, convide os seus top 20 clientes para o evento de pré-lançamento.

Junto com esse convite, peça para que ele leve dois ou três amigos para o evento. Prometa algum desconto no produto – que já será lançado com desconto pra ele, que é especial – para cada pessoa que ele levar. Ou um período de degustação.

Funciona mais ou menos assim:

A nova coleção será lançada para os clientes preferenciais com 10% de desconto. Para cada amigo que ele levar, e comprar alguma coisa, ele ganha mais 5%.

Aí, quando o cliente novo, amigo do seu cliente VIP comprar, você faz o cadastro dele, como na dica 3.

Certamente você, mesmo com os descontos, irá vender mais e fazer a diferença no faturamento e no número de clientes cadastrados.

Além disso, peça constantemente indicações para seus clientes ativos e que já compram habitualmente com a sua empresa. É muito mais fácil vender para alguém que foi indicado por um cliente, do que para alguém desconhecido.

A indicação da a ideia de que a sua empresa tem o aval e o apoio da pessoa que lhe indicou e isso vai ajudar a abrir algumas portas no novo cliente.

Pedir indicações é um passo muito importante e, de muito resultado pra vender mais.

Esse é o primeiro passo do nosso guia para vender mais. Basicamente todas essas dicas de hoje têm a ver com relacionamento.

Além de abrir portas, relacionamento faz com que a sua empresa consiga vender mais para clientes já existentes.

Exercite esses cinco passos e meio para vender mais e fique atento às oportunidades de vendas.

A lição mais importante da primeira fase dessas dicas é: para vender mais, fortaleça os laços e relacionamentos.

Vendas é Relacionamento - ThinkOutside | Marketing & Vendas, Empreendedorismo e Inovação

Para vender mais, relacione-se mais e melhor com seus clientes!

Tudo que você precisa aprender sobre vendas e não tinha pra quem perguntar.

Eu sempre fui um grande apaixonado por vendas. Principalmente as difíceis que demandam uma grande atenção, generosidade e conehcimento técnico. Na verdade, tenho certeza que são nessas vendas que diferenciamos o joio do trigo, os tiradores de pedidos e atendentes de vendas (sem desmerecer o termo atendentes) dos VENDEDORES PROFISSIONAIS (os vendedores 2.0).

Geralmente o termo 2.o é usado para demonstrar algo ligado à tecnologia. Em “Como se transformar em um vendedor 2.0” eu mostrei, lá em 2009, como empregar a tecnologia a favor das vendas.

Agora, 2.0 não é apenas mais alguma coisa incrementada pela tecnologia, mas porque precisamos de uma “nova versão”. Precisamos urgentemente de uma nova versão de vendedores.

Todo mundo diz que vendas é a segunda profissão mais antiga no mundo e a menos profissionalizada (podemos dizer o mesmo da primeira?). Mas agora acredito que empresas e pessoas não querem mais saber de papo furado com vendedores que não sabem para onde rumar. As pessoas por trás das empresas precisam dar certo. Os problemas têm que serem resolvidos. As inseguranças precisam ser sanadas. AGORA.

Não há tempo para espera.

E quem será o supervendedor que vai resolver todos esses problemas? Quem vai surgir em meio a escuridão com soluções, conhecimento, audácia e provocações necessárias para resolver problemas que os clientes nem sabem que têm?

O vendedor 2.0. Vender 2.0 é vender de verdade. A verdadeira venda 2.0 é um misto de marketing com relacionamento, com capacitação de vendas, com provocação, com educação, com mostrar o caminho, com reputação, com generosidade, com vendas 3.0, com estudo constante.

Um vendedor 2.0 é um homem de negócios cuja missão é FAZER OS CLIENTES DAREM CERTO!

Um vendedor 2.o é um gestor de projetos. Projetos de ajudar o cliente a superar o desafio de dar certo.

Um vendedor 2.0 é um guerreiro armado de tecnologia, planos, gestão de relacionamento, networking, ideias, desafios para motivar e cativar o cliente.

Um vendedor 2.0 é um produtor, escritor, falador, praticador e provocador de novas ideias, atitudes e resultados inesperados.

Um vendedor 2.0 é um guru das redes sociais, marketing e gestão.

Um vendedor 2.0 é um eterno estudioso de relacionamento, vendas, marketing, tecnologia, pessoas e inovação.

Um vendedor 2.0 é um empreendedor.

Um vendedor 2.0 é aquele que quando a porta não se abre, arruma um jeito de arrombá-la.

Um vendedor 2.0 é aquela pessoa que merece ser ouvida. E por ela ser ouvida, sua reputação chega antes dela na empresa.

Um vendedor 2.0 é o profissional que todo vendedor precisa se tornar para ser relevante.

Ser um vendedor 2.0 deve ser a missão de todo profissional que trabalha com vendas.

Por esses motivos eu gostaria de convidar você para o webseminário A (R)Evolução do Vendedor 2.0: Práticas para revolucionar a sua carreira de vendas.

Esse é o webseminário que você que quer entrar na carreira de vendas precisa fazer, o webseminário que quem quer se profissionalizar em vendas precisa fazer, o webseminário que o vendedor que quer se reciclar precisa fazer.

No final do webseminário você vai ser provocado a pensar de uma maneira diferente sobre vendas.

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Convite para o webseminário A (R)Evolução do Vendedor 2.0.

Retrospectiva 2011, Parte Final – Os artigos do ano.

Até meados de 2011 eu estive meio parado. Escrevi pouco, muitas vezes por falta de parar e tirar um tempo pra escrever. Eu ainda não estou escrevendo da maneira que eu queria, na frequência que eu queria. Mas, já desenferrujei bastante e, o importante é não parar.

Em 2011, além do Think|Outside eu me engajei em dois projetos: o CINEBusiness, que é um blog, como todo mundo já sabe que alia cinema e negócios e o AveMarketing, que é o blog do meu amigo Elcio Fernando Del Prete, que eu fico muito honrado de colaborar com artigos quinzenais.

Em 2012 a ideia é aumentar essa produção. Já estou confirmado como colaborador de mais dois portais, que me deram a honra de poder estar entre os colaboradores para falar de branding, marketing e vendas e, o Think|Outside certamente vai voltar a produzir como nunca.

Por isso eu vou fazer dessa última parte da retrospectiva, um apanhado dos melhores artigos que eu escrevi, na minha opinião. Seja aqui no blog, no CINEBusiness ou no AveMarketing, aqui vai um apanhado daqueles que eu mais gostei e daqueles que eu acho que foram direto ao ponto que eu queria.

#8. O dilema do marketing moderno. Eu vivo dizendo que o marketing publicitário já está com seus dias contados. A publicidade, como ela funciona na TV e na mídia impressa, não funciona na internet, aonde a grande maioria dos consumidores que interessam estão. As publicidades do Google, ninguém tem paciência de ver e pula. Com os poup-up’s, mesma coisa. O que o marketing precisa fazer é se adaptar ao seu consumidor 1-a-1 e, mostrar pra ele que sabe o que tá fazendo. Que conhece o mercado, que conhece o consumidor e que conhece a concorrência.

O pessoal das agências de publicidade, e os prêmios dizem que o Brasil é um país muito criativo na hora de produzir propagandas e coisas criativas. Mas, será que essa criatividade maravilhosa e premiada do Brasil tá fazendo o dever de casa? O jeito que a marca está comunicando com o consumidor tem sido satisfatório? Ou, se essa não for a pergunta certa, tá funcionando, pelo menos? O Brasil é o pais mais criativo? Que produz os melhores comerciais? Então porque será que eu gosto de um ou outro apenas. Se eu parar pra pensar, tem apenas o da Johnie Walker que eu posso dizer que foi uma peça bem produzida. Mas, estou falando de um, no meio de infinitas produções já feitas nesse ano (leia mais).

#7. O que os olhos não vêm, o coração não sente. Esse é mais um da lista sobre branding e history telling. Publicado no AveMarketing, é um artigo que fiz inspirado na leitura de BrandSense, de Martin Lindstrom, que mostra que os sentidos e a sensação que temos com o imperceptível influencia, e muito a nossa maneira de ver uma marca, de comprar e de interagir com produtos e fabricantes.

Um grande desafio das marcas atuais é comunicar ao consumidor a seu diferencial e, passar a ele a sua personalidade. Atualmente, algumas marcas vivem seu momento de agressividade propagandística, aonde bombardear a cabeça de pessoas com o seu produto, não tem feito muita diferença nos resultados. Martin Lindstrom, no seu livro Brand Sense, fala sobre a importância de se utilizar os cinco sentidos na comunicação entre marcas e consumidores. Essa importância é sustentada na pesquisa que originou o livro, onde empresas que investiram em uma experiência sensorial completa foram muito mais lembradas pelos clientes (leia mais).

#6. Eu nunca trabalhei oito horas por dia! Esse foi um post aqui do blog que eu fiz em homenagem ao meu avô, que há pouco tempo sofreu um AVC e mostrou que é muito mais forte do que todo mundo pensa. Parte dessa força veio do trabalho duro, forçado e da determinação de uma pessoa que não tinha outra alternativa a não ser dar certo, para sustentar a sua família. Meu avô é um exemplo de empreendedorismo e  determinação porque sempre se mexeu, sempre fez um pouco a mais e sempre foi além. Criou os filhos sempre trabalhando muito mais do que oito horas por dia, o que demonstra que o amor pelo trabalho faz com que sejamos ativos e saudáveis por mais que o tempo insista em nos envelhecer.

Eu tenho um grande presente em minha vida que é ter a minha família próxima. A relação que tenho com a minha mãe e irmã, que são incomuns e, a relação com todo mundo ao redor. O relacionamento que tenho com primos e tios, são muito mais estreitos do que a maioria, o que faz com que a minha pequena família, de certa maneira, possa-se dizer que é bem unida. E eu tenho por detrás de meu caráter e minha personalidade o exemplo de um grande homem, meu avô, que é o dono dessa frase aí. Meu avô, hoje para completar seus setenta e nove anos é um senhor que casou muito jovem e, foi pai também muito jovem. E por circunstância do destino, foi pai de dois filhos, um atrás do outro. Digo circunstância do destino porque minha avó era muito inocente, havia sido criada em colégio interno de freiras e, naquele tempo, diferentemente de hoje, as meninas de dezessete anos não sabiam nada sobre educação sexual. Ela mesma me disse que só conseguiu entender, pela lógica e, ligando uma coisa à outra, como se engravidava, quando engravidou do seu terceiro filho (leia mais).

#5. O Comprometimento só é Verdadeiro Quando Sujamos a Nossa Reputação Com o Próprio Sangue. Esse foi o meu artigo de re-estreia no CINEBusiness. E, pra recomeçar eu escolhi falar da série 24 Horas e do comprometimento de Jack Bauer com o seu trabalho e com a defesa de seu país. Acredito que existem milhares de lições que podemos tirar da série mas, no post, destaquei nove que acredito serem as mais importantes e que podem ensinar sobre empreendedorismo:

1. Coloque o dedo na ferida;

2. Os negócios podem prejudicar a família;

3. Herois para alguns, bandido para outros;

4. O tempo sempre vai estar contra você;

5. Amizades verdadeiras são importantes;

6. Conheça o concorrente. Infiltre-se caso necessário;

7. Faça uma tarefa de cada vez;

8. Trabalho em equipe! Trabalho em equipe! Trabalho em equipe! Trabalho em equipe!; e

9. Deadlines muitas vezes podem mesmo significar “deadlines“.

O quanto estamos dispostos a nos doar pelo comprometimento? Até que ponto estar comprometido com uma causa está também ligado a causas hierárquicas? O comprometimento para na hierarquia, ou, pelo bem maior, devemos fazer o que precisa ser feito, para não jogar o nosso comprometimento em cheque? (leia mais).

#4. O Destino Raramente nos Chama no Momento de Nossa Escolha. Mais um post do CINEBusiness, dessa vez do filme Transformers. Acredito que Transformers seja um lindo filme sobre liderança, ajudar os outros e, fazer o que precisa ser feito. O comportamento de Optimus Prime e seus ensinamentos são equivalente a qualquer Mestre Yoda e, qualquer líder deveria ouvir com mais atenção o que ele tem pra falar. Assim como no post sobre 24 Horas, destaquei algumas lições – dessa vez oito – sobre o que podemos aprender com esse filme de robôs:

1. Muitas vezes, o seu passado não interessa;

2. Cuidado com as informações que chegam ao seu ouvido;

3. Você precisa saber a hora de lutar e de ensinar;

4. Muitas vezes seus amigos dizem não precisar de você. Mas, eles precisam de você, mesmo sem saber;

5. “Quando a esmola é demais, o santo desconfia”;

6. Até o seu melhor soldado pode ter vendido a alma ao diabo;

7. Não importa quem você conhece, mas quem conhece você; e

8. Tenha aliados dispostos a perder a cabeça para te ajudar.

O líder dos autobots tem não apenas essa mas, milhares de frases que são verdadeiras lições de vida e, lições empresariais, já figurando até mesmo nos wallpapers do CINEBusiness. A sabedoria desse robozinho fez eu me apaixonar pela saga dos Transformers e, como já deve ter dado pra perceber, esse será o filme que eu irei resenhar aqui. Mais especificamente: Transformers – O Lado Oculto da Lua, o terceiro filme da série que, espero eu continue por mais algum tempo. Primeiro, pela excelente qualidade dos efeitos especiais e,  porque, até hoje foi este o melhor filme em 3D que eu já ví. Outro motivo que me faz gostar da série são os enredos bem formados, as tiradas engraçadas sem dar tom pastelão ao filme e, as histórias bem fechadas onde a máxima violência só gera violência é deixada por terra. Até porque, somente com muita violência é que os mocinhos – nossos amigos autobots, conseguem vencer os bandidos – os decepticons (leia mais).

#3. Deve haver um jeito melhor. Infelizmente, entre as perdas irreparáveis de 2011 está Steve Jobs. Deve haver um jeito melhor é o post que eu fiz falando sobre a morte e sobre os ensinamentos desse gênio do mundo dos negócios. Certamente, hoje o mundo está mais pobre sem a presença e as loucuras de Steve.

Eu sempre achei Jobs um cara fantástico. Para mim, o seu discurso em Stanford, que os telejornais exibiram essa semana como algo inedito e triunfante, pode ser comparado, pelo legado deixado à história, ao consciente empreendedor como um presente tão importante e belo quanto o discurso de Martin Luther King Jr. Esse discurso, por si só já mostra o quanto estamos falando sobre um indivíduo fora do comum (leia mais).

#2. A resposta certa não muda nada. O essencial é que as perguntas estejam certas. Este é mais um artigo publicado no blog AveMarketing. Na verdade é um questionamento sobre verdades absolutas, questionamentos e crenças. As respostas certas não nos conduzem a lugar nenhum. Mas as perguntas certas nos conduzem para respostas inimagináveis. Essa é a maneira mais inteligente e sábia de empreender e tocar o coração das pessoas.

Se fizermos uma síntese sobre o aprendizado, vamos chegar a uma bela conclusão: que podemos aprender de duas maneiras, com a nossa vivência, e com a vivência dos outros. E, se pararmos pra pensar, tudo se encaixa em um lado ou outro dessa equação. Livros, palestras, aulas, vídeos, reuniões, tudo isso pode gerar aprendizado. E, em todos esses exemplos temos a vivência e a experiência dos outros que nos ensinam. Uma aula, uma palestra ou um livro, nada mais é do que o relato da experiência, do conhecimento de uma outra pessoa. E, claro, existe também aquilo que aprendemos com nossa experiência, com nossa vida, conosco. Um erro é uma maneira de aprendermos pela nossa experiência. Mas, a mais bela maneira de se aprender é questionar o porquê das coisas. E vejo que muitas pessoas que fizeram isso conseguiram ir além. Acabei de ler a biografia de Steve Jobs. E vi que isso era uma coisa que ele fazia diariamente com aquele que os outros a seu redor chamam de “campo de distorção da realidade”. Foi assim que ele conseguiu convencer Steve Wozniak a produzir um jogo para a Atari em menos tempo, foi assim que ele convenceu Jonny Ive que dava tempo de fazer o iPod em seis meses, foi assim que ele convenceu o dono da fábrica que produz os vidros dos iPhones e iPads a fazer o vidro quando ele disse que não tinha como produzir a quantidade que Jobs precisava (leia mais).

#1. Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa. A capacidade de aprender é fascinante. E, mais fascinante ainda é quando usamos o aprendizado pro bem, ao nosso favor, para mudar a vida das pessoas.

A frase título do post é do Leonardo da Vinci. Mas, o mais incrível é a forma com que a nossa mente desenvolve inúmeras maneiras de aprendermos. O vício em aprendizado atrapalha na ação? Ou será que, o fato de a mente nunca se cansar de aprender não demonstra uma dependência em ficar tentando aprender? Porque eu acredito que, agente só prova que aprendeu quando coloca o aprendizado em prática. Existe um ditado que diz que “errar é humano, mas persistir no erro é burrice”. Existe ainda outro ditado, esse  acho que muçulmano, que diz que “muitas vezes não temos culpa por errar uma vez; ele pode ser fruto de ignorância ou desconhecimento”. Mas que o erro, recorrente, é culpa nossa. Nós escolhemos errar (leia mais).

Eu 2012 eu vou escrever como nunca. Escrever, dialogar, ler e assistir filmes são as melhores maneiras de aprendermos práticas não ortodoxas e mudar o mundo!

Acorda!! Tá na hora de mudar o mundo…

Por dentro do comportamento dos vendedores.

Há um tempinho atrás eu lancei um post sobre a formação de equipe de vendas e, como complemento fiquei devendo um post sobre os tipos de comportamentos de vendedores, uma vez que temos vários deles por aí. É só parar para observar.

Eu acredito que um processo seletivo de vendedores, para ser bem sucedido precisa estar detalhado. Itens como característica do profissional, tipo de comunicação, postura, vícios de linguagem, forma de vestir precisam estar muito bem estruturados pela empresa antes de se lançar no mercado em busca de um profissional.

Ao contrario do que pensam algumas pessoas que acham que são vendedores, mas que pararam no tempo, um excelente vendedor não vende de tudo. NÃO MESMO. Existem ótimos vendedores de um segmento que podem ser um fracasso quando tentam a sorte em outra área que não seja a sua. Posso citar o exemplo de vendedores B2B que, simplesmente não conseguem vender diretamente para o consumidor e o mesmo pode acontecer no caso contrário (o que acaba sendo muito mais comum).

Eu não estou querendo dizer que não possa existir um vendedor que se dê bem em várias áreas. Muito pelo contrário. No que diz respeito à vendas podemos ter um vendedor-coringa que se encaixa muito bem em todos os produtos e, SIM, venda todos eles com louvor. Mas, vendedor-coringa não entra nas personalidades dos vendedores. É apenas uma característica possível a mais que um vendedor pode ter (seja qual for a sua personalidade).

Por outro lado, eu não gosto de rótulos. Não gosto de rotular pessoas por nada. Esse é um dos motivos pelo qual não acredito em horóscopo (pessoas diferentes, com idades diferentes, educação diferentes, etnias diferentes, vivências diferentes e culturas diferentes não podem ter a mesma personalidade, nem estarem lançadas à mesma sorte padrão). Por isso eu acho que o fator personalidade conta muito.

E a personalidade determina a individualidade de cada pessoa. Por ser o conjunto das características psicológicas é influenciado por tudo aquilo que eu falei lá em cima.  E isso, faz toda diferença. Mas, por outro lado, eu posso traçar algumas características e comportamentos que auxiliem a cada empresa buscar o melhor vendedor para integrar a sua equipe.

Eu acredito que o comportamento e a classificação dos vendedores podem ser divididas em oito categorias que, vou colocar aqui em ordem crescente. Ou seja, se você dispõe dos recursos necessários, os vendedores que você deve contratar são os últimos da lista.

Ah! E antes que eu me esqueça. Mesmo que você possua dinheiro, tenha oportunidades em sua empresa e, acha que merece os melhores, os três tipos de vendedores que configuram o topo dessa lista, representam apenas algo em torno de 5% de todos os profissionais de vendas. Mas, nada impede que você capacite o seu vendedor e o transforme em um superstar.

Aí vão eles.

#8. Os Negativos.

Esses são aqueles vendedores que, por mais que sejam inteligentes, não permanecem muito tempo em um mesmo local de trabalho. Quando as cobranças começam, eles começam a dar as desculpas de que a culpa é da empresa, que a empresa não tem estrutura pra vender, que não da assistência pros vendedores, que não trata bem os clientes, e que a empresa não da valor aos funcionários.

Essas pessoas até que poderiam ser bons vendedores mas, não conseguem parar de falar mal. Falam mal do melhor vendedor, porque ele vende mais. Falam mal do gerente, porque ele cobra mais o vendedor negativo do que o melhor vendedor. No final do dia, tudo que esse vendedor quer é vender a imagem de coitado, de perseguido da empresa.

Esse tipo de pessoal dificilmente consegue crescer dentro da empresa. Mas, em lugares aonde a politicagem, camaradagem e babação de ovo, tudo pode acontecer.

Infelizmente em algumas empresas os vendedores negativos conseguem afastar bons vendedores e, prejudicar muito a empresa nas vendas. Portanto, ao menos que a sua empresa seja uma empresa que só funciona através da pagação de pau, FUJA desses caras.

#7. Amadores.

Amadores são os vendedores que ainda não se decidiram pela profissão de vendas. Eles têm pouco estudo, possuem pouca bagagem e, muitas vezes são aquelas pessoas que trabalham em vendas pra poder pagar a faculdade para depois poder seguir a sua outra profissão.

Eu vejo muitos desses vendedores em lojas de shopping. Lojas de roupas, de calçados e, muitas vezes eles podem ser chamados de atendentes, uma vez que só esperam o cliente chegar na loja e mostram a eles as mercadorias.

Porém, muitas vezes esses vendedores acabam tomando gosto pela carreira de vendas, estudando e, saindo desse rótulo que, abrange a maior parte dos vendedores. Ou seja, a maior parte dos vendedores do mercado são amadores e, a qualquer momento vão cair fora. Apenas um pequeno número dessa galera acaba tomando gosto pela coisa e desenvolvendo uma característica de vendedor profissional.

#6. Sêniores.

O vendedor sênior tá cheio de vícios.

É aquele vendedor que passou a maior parte da sua vida dentro de uma empresa com milhares de funcionários e, cheio de burrocracia. Ele está acostumado com as coisas irem devagar, está acostumado com as desculpas de que as vendas vão mal porque esse mês não é bom pra vender esse produto. E pior ainda, está acostumado a preencher muito mais relatórios do que realmente vender.

Esses caras não estão acostumados a fazer ativo. Mal, mal o que eles fazem é administrar uma carteira de clientes que tem mais de vinte anos e, vender pra essas pessoas. Não procuram clientes novos. “As coisas sempre funcionaram assim. Já era assim antes de eu chegar” é a justificativa pra isso tudo.

No final das contas, a burrocracia, contamina essas pessoas que, acabam se acostumando a rotina monótona em tons pastéis de sua vidinha de vendedor sênior. Muito velho pra se renovar, muito velho pra enxergar o futuro, muito velho pra arregaçar as mangas e, muito enferrujado para fazer a diferença.

#5. Ansiosos.

O vendedor ansioso é aquele que tá tão empolgado com as perspectivas dele na empresa que, praticamente esquece de vender. Fica pensando como é legal a empresa e, em como ela valoriza ele como vendedor e, como as pessoas trabalham motivadas e etc., porém esquecem de pegar o telefone e mostrarem resultados.

Qualquer vendedor profissional já pode ter sido, em algum momento, um vendedor ansioso. Essa ansiedade em grande quantidade pode fazer com que o vendedor só se dê conta dela, depois de ser demitido, por falta de resultados. Esse vendedor não é de todo mal e, caso a ansiedade e a empolgação seja usado, pelo gerente de vendas, a favor do vendedor, pode trazer bons resultados.

Por um lado, a ansiedade e o entusiasmo desse vendedor pode ajudar a entusiasmar outros vendedores, além de ser sempre bom motivar a competitividade nas vendas. Por isso, quando a ansiedade é canalizada e, o vendedor consegue tirar proveito delas para passar esse entusiasmo pros clientes, estaremos diante de um grande vendedor evangelizador.

Portanto, não reprima os ansiosos. Apenas aprenda a canalizar a energia dessa galera.

#4. Journeyman.

Os journeymen são aqueles vendedores ideais para as empresas que têm o processo de vendas bem definido e, o relacionamento entre vendedor, empresa e cliente é bem estruturado. Esses vendedores sabem utilizar os processos de vendas da empresa em seu favor.

Se a sua empresa tem um segmento de mercado para atacar, tem um produto definido com público-alvo e tiver um processo de distribuição e venda bem detalhado em um plano de marketing, esses vendedores vão realmente fazer a coisa funcionar. Além de bem organizada, essa galera conhece as etapas da venda e, conseguem ser implacáveis nas ações que precisam colocar em prática para avançarem passo-a-passo até as vendas. A maior parte dos vendedores superstars é formada por essa galera, que depois de aliar alguns anos de conhecimento com experiência, conseguem se transformarem na nata dos vendedores.

#3. Rebeldes (ou Mavericks).

Os rebeldes são aqueles caras que não deixam que a monotonia se instale em uma empresa. Ele não tem medo de expor seu ponto de vista, nem mesmo de ir contra as ideias do gerente, quando não acha que elas são as mais adequadas para as estratégias de vendas da empresa.

Além disso, os rebeldes tendem a ser profissionais carismáticos e empáticos, mas tem uma certa necessidade de ter seguidores e admiradores. E, com o seu grande carisma, geralmente têm essa facilidade de ter admiradores pela empresa.

São os galãs da empresa. Pois devido aos seu comportamentos e atitudes têm uma legião de admiradores empresa a fora. Porém, muitas vezes, por não ter limites e papas na língua, acabam desafiando a empresa, acabam sendo visto com maus olhos pela direção, como sendo vendedores criadores de problemas.

Porém, esses caras têm uma ligação muito grande com os clientes. E, por isso, muitas vezes é bom que as empresas escutem, ao menos um pouco as suas ideias e palpites. Essa galera tem muita facilidade em evangelizar clientes e, pelo entusiasmo, podemos supor que seja a evolução do vendedor ansioso.

Os rebeldes têm o seu estilo próprio de vendas e agem conforme a suas percepções do processo de vendas, o que na maioria das vezes, da muito certo e traz resultados. Porém, podem não se adaptar muito bem (como os journeymen) aos processos da empresa, o que em muitos casos acaba provocando a saída desse pessoal da empresa.

Os rebeldes são uma galera de altos e baixos. Possuem uma conexão grande com os clientes (que os enxergam como especialistas) e, sempre deixam claro o seu ponto de vista, mesmo que isso signifique ir contra todos. Por outro lado, não gostam muito do padrão e da mesmice, tendem a desrespeitar algumas regras que consideram desnecessárias e, por outro lado criam a suas próprias regras. Por muitas pessoas podem ser rotulados como agressivos, e até mesmo palhações e estabanados demais.

Mas, nenhum vendedor é perfeito. Se, por um lado a intransigência dos rebeldes atrapalha, por outro o feeling com os clientes e a capacidade de evangelização desses caras acabam fazendo toda a diferença.

#2. Barracudas.

Esses vendedores são aqueles que, apesar de terem muito talento e conhecimento sobre as vendas, têm também outras características que acabam sendo úteis para o cargo de supervisores e gerentes. Portanto, a grande parte dos vendedores promovidos, que largam as vendas são os barracudas.

Por isso, esses caras são muito críticos. Gostam de dar palpites no estilo de trabalho dos outros vendedores e, muitas vezes acaba indo além dos limites aceitáveis. Mas, de qualquer maneira, todos esses palpites geralmente têm a ver com o lado profissional e, por mais duros que sejam, têm sempre a ideia de melhorar o desempenho de seus companheiros. O que não impede que ele seja tido muitas vezes como intrometido.

Os barracudas sabem que são acima da média e, por isso mesmo têm um ar superior que pode ser interpretado como arrogância por algumas pessoas. E, eles gostam de serem taxados como arrogantes e intrometidos e, acreditam que isso seja um dos fatores de seu excelente desempenho nas vendas. Porém, mesmo sendo geniosos demais, conseguem entregar resultados muito superiores aos da maioria dos vendedores que trabalham com ele, o que colabora para o ar arrogante dessa galera.

#1. Superstars (ou Campeões).

Esses caras são a menina dos olhos de qualquer empresa. São as celebridades do mundo das vendas e, têm aquela faísca de vendedor ansioso e, seguem as regras de comercialização das empresas. Além de automotivados e autoliderados, esse pessoal, quando está no meio de uma equipe de vendas, consegue romper os limites de vendas.

São a turma que conseguem conceder menos descontos, ter menos problemas durante as vendas e, principalmente, isentar-se de clientes problemas. Isso porque, estudam seus clientes e, não exitam em momento algum em dizer para o cliente que o seu produto não serve para ele. São verdadeiros, autênticos e, em grande parte, amigos de seus clientes.

É um grande contador de histórias. Compartilha suas histórias com os colegas e, tem um grande repertório para cativar os clientes e realmente ajudá-los a ter sucesso. Por isso, pelas histórias e simpatia, eles oferecem o tipo de produto que o cliente precisa, é eficaz em fazer diagnósticos e não perde tempo. Se, durante o diagnóstico ele encontra uma oportunidade, vai fundo. Por outro lado, se achar que está perdendo o tempo do cliente, diz claramente que o seu produto não pode ajudá-lo. E, por esse motivo conseguem, com o seu produto, resolver o problema com eficácia e rapidez.

Grande parte desse êxito se da pelo prazer em colocar em prática novos conhecimentos e estratégias de vendas, que além de colocar em prática, faz questão de compartilhar com toda a equipe de vendas. Por esses motivos, quando estão dentro da empresa, e não na rua visitando os clientes, são sempre procurados por colegas que querem novas ideias, novas dicas e novas histórias para compartilhar com os clientes.

Como o nome já diz, são as celebridades das vendas. Possuem o gás e a empolgação de um ansioso, mas sabem levar essa ansiedade pro lado certo para tirarem proveito dela. Por isso tudo, custam mais caro do que os outros tipos de vendedores, mas caso você encontre um, sugiro que você leve para a sua empresa o mais rápido possível. Certamente, os resultados valerão os custos.

O que você precisa saber para aliar psicologia às estratégias de vendas.

Muitos gurus do marketing discursam sobre a psicologia. Eles insistem que as pessoas podem ser plenamente compreendidos e manipulados com uma lista de motivadores ou pirâmide de necessidades, o que é uma grande baboseira, porque as coisas na nossa mente não funcionam como em um quadro.

As pessoas são altamente complexas e muitas vezes misteriosas, por isso, toda a luta para compreender nossos o funcionamento do cérebro humano. No entanto, se você quer saber um pouco mais sobre como funciona a psicologia, aqui seguem algumas pequenas observações sobre o comportamento humano:

#1. As pessoas tomam decisões emocionalmente. Elas decidem com base em um sentimento, necessidade, ou emoção, mas não em um processo de pensamento lógico. É por isso que benefícios intangíveis são as chaves para a persuasão. Quando você está escrevendo, você deve se perguntar: “Qual é o botão emocional quente aqui?”.

#2. As pessoas justificam as decisões com os fatos . Exemplo: um homem vê um anúncio com uma foto de um carro esportivo e imediatamente se apaixona. No entanto, ele não pode justificar a compra do carro com base em um sentimento, então ele lê a as descrições do veículo para obter mais detalhes técnicos sobre o motor poderoso, características de segurança e baixa manutenção. Ele quer o carro, porque ele o faz se sentir bem. Mas ele compra-lo somente quando ele pode justificar a compra racional.

#3. As pessoas são egocêntricas . A palavra “egocêntrico” significa centrado em torno do ego ou de si mesmo. Todos nós vemos o mundo em termos de como ele se relaciona conosco. Então toda e qualquer ação de vendas deve responder à pergunta não formulada: “O que tem neste produto para mim?”. Em um nível mais profundo, a questão poderia ser “Como é que isto me valoriza?”.

#4. As pessoas olham para o valor . Valor não é um número fixo. Valor é relativo ao que você está vendendo, como você cobra, como faz os clientes se sentirem, como eles enxergam seu produto, como você se posiciona diante do concorrente, etc. Você deve demonstrar um valor que parece ser igual ou maior do que o preço do produto. Quanto maior o valor relativo ao preço, maior chance de influenciar as pessoas. Elas tendem a acreditar que o preço é uma pechincha.

#5. As pessoas pensam em termos de pessoas . O cérebro humano não é um computador, calculadora, ou processador de informações. Os cientistas mostraram que a sua função principal é de lidar com as interações sociais. Lembre-se que algumas questões matemáticas no ensino médio foram declaradas como situações da vida real? Elas foram sempre mais fácil de compreender e resolver problemas do que de forma abstrata. Sua estratégia de vendas, portanto, deve sempre figurar pessoas através de nomes, pronomes pessoais, citações, depoimentos, histórias, fotos de clientes satisfeitos, etc. Tudo que crie uma conexão pessoal entre clientes e produtos.

#6. Você não pode forçar as pessoas a fazer nada. Quando as pessoas compram, não é porque você exercer algum tipo de poder mágico sobre elas. Você pode transmitir urgência. Você pode empurrar o produto. Você pode seduzir os clientes. Mas, no final das contas as pessoas só fazem o que querem fazer. Isso significa que seu trabalho é mostrar como o que você está oferecendo atende às necessidades das pessoas que relacionam com a sua empresa.

#7. As pessoas gostam de comprar. Alguns dizem que as pessoas não gostam de que lhe vendam as coisas. Não é verdade. As pessoas gostam adoram que lhes vendam. Elas gostam de descobrir novos produtos e maravilhosas experiências. O que as pessoas não suportam é serem enganadas. Portanto, ao invés de “vender” para as pessoas, a obrigação de todo vendedor e de toda empresa é  “ajudar os clientes a terem sucesso.

#8. As pessoas são naturalmente desconfiadas. É verdade que há uma pessoa sendo enganada a cada minuto, mas a maioria das pessoas são moderadamente céticas em relação a qualquer oferta. Elas procuram evitar o risco. Você nunca pode prever o nível de suspeita de qualquer pessoa em particular tem, por isso é bom usar algumas estratégias que endossem o discurso de sua empresa, como depoimentos, resultados da pesquisas, endossos de autoridades do setor, os resultados dos testes, dados científicos, etc.

#9. As pessoas estão sempre procurando por algo. Amor. Riqueza. Glória. Conforto. Segurança. As pessoas são naturalmente insatisfeitas e passam a vida à procura de bens intangíveis, na busca de realização, de felicidade e alegria. Na sua forma mais simples, fazer uma estratégia de vendas bem sucedida é também uma questão de mostrar às pessoas como um determinado produto, serviço ou causa vai satisfazer uma ou mais das suas necessidades.

#10. As pessoas compram por causa de comodidade e exclusividade. Se as pessoas pudessem encontrar SOZINHAS facilmente as coisas que você oferece em uma loja próxima, seria lá que elas iriam comprá-los. Então, se eles não estão comprando de você por mera conveniência, eles estão fazendo isso porque eles não conseguem encontrar o item em outro lugar (ou simplesmente não sabem para onde procurar). É por este motivo que o seu produto deve ter um discurso de COMODIDADE ou EXCLUSIVIDADE para atrair os clientes. Algumas empresas conseguem fazer uma interseção entre os dois.

#11. As pessoas gostam de ver, ouvir, tocar, sentir, saborear, ou ou cheirar o seu produto antes de comprá-lo. Algumas pessoas nunca compram on-line porque eles não podem examinar o produto. Muitas vezes, logo após a confiabilidade no comércio eletrônico, essa é a principal objeção para esse tipo de compra e, um desafio a ser rapidamente remediado pelas empresas. Alguns itens, como livros e CDs, são tangíveis e familiares o suficiente para vender facilmente online, porque há pouca dúvida sobre a qualidade física. Outros itens, como roupas ou alimentos, podem ser mais difíceis de vender – pelo menos até que as pessoas tenham uma experiência de compra satisfatória – porque a qualidade pode ser variável. Pense em como as pessoas compram coisas nas lojas e descubra se existe algum elemento de experiência sensorial que está faltando na sua mensagem de vendas.

#12. A maioria das pessoas seguem a multidão. A maioria dos consumidores são imitadores. Nós olhamos para os outros pedindo orientação, principalmente quando não temos certeza sobre algo. Perguntamos: “O que os outros pensam sobre isso? O que os outros sentem? O que os outros fazem?”. Então, nós agimos em conformidade. É por isso que depoimentos e histórias de casos são tão influentes.

Obviamente, todos esse fatores são apenas arranhões na superfície psicológica de compra de cada um. A psicologia é uma linha profunda e eternamente reveladora de estudo. Sendo assim, utilize as estratégias certas para atingir o público que você deseja. Porém não se esqueça que isso não resolve todos os seus problemas. Traçar uma estratégia correta, mas não segui-la e não capacitar os envolvidos para fazer o que foi planejado é desperdício de tempo.

O guia definitivo para o processo de marketing nas empresas.

A ciência do marketing é uma matéria muito marginalizada por aqui. Digo isso porque, a grande maioria das agências e dos consultores chamam de marketing uma coisa que ele não é: a a propaganda e publicidade. As pessoas resumem o marketing a apenas essa matéria. Publicitários se denominam marketeiros e, hoje até programadores também se denominam marketeiros.

Que pena.

Digo isso porque marketing é muito mais do que só isso. É muito mais do que soltar um anúncio na TV, fazer um spot em um rádio, ou uma página dupla na Veja. Isso, de marketing não tem nada. A lógica do consumo não funciona como as agências de publicidade acreditam: com mulheres gostosas em propagandas de cerveja, com gente estilosa fazendo propaganda de cigarros. As marcas de cerveja adoram colocar as mulheres no topo de suas propagandas, achando que o apelo sexual são os melhores incentivos de marketing.

Bem, quanto a isso, Martin Lindstrom já demonstrou em seu livro “A Lógica do Consumo”, que não procede. O apelo sexual não é decisivo. Não é ele que impulsiona a decisão. No mês de Outubro, pela primeira vez a Cervejaria Petrópilis (fabricante de Crystal e Itaipava), ultrapassou o Grupo Schincariol e ocupa a vice-liderança das vendas de cerveja.

Parando para pensar a respeito, a Itaipava é uma das poucas cervejas em que a sua propaganda não abusa da conotação sexual, como a grande maioria das outras (como a Devassa). Isso acontece porque a estratégia da marca é atingir as mulheres. Itaipava foi uma cerveja que correu por fora para abocanhar um mercado que muitas outras empresas deixaram de olhar e, assim firmar-se no seu segmento. E esse mercado é das mulheres. E funciona. Funciona primeiro porque a Itaipava é uma cerveja mais fraca do que as outras, porque muitas mulheres acham a cerveja amarga, forte e isso as desestimula a comprar a Brahma ou a Atarctica, por exemplo. Mas não as desestimula comprar Itaipava.

Essa estratégia de focar em um grupo que ainda não foi 100% atendido e que carece de atenção funcionou muito bem com a Itaipava. Conheço mulheres e, tenho muitas amigas que adoram essa cerveja, fazendo com que, quando ela não é a preferida, seja a segunda opção (á frente de Skol e Antarctica), o que fez com que a cervejaria que a produz, conseguisse pela primeira vez desde a sua fundação ultrapassar o Grupo Schincariol, que sempre ocupou o segundo lugar após a líder de mercado AbInbev.

Essa história que eu contei, de posicionamento de produto, de personalização de uma mercadoria, de preenchimento de uma lacuna, ao ser comparado com uma peça publicitária é sim um trabalho de marketing. Isso pode ser chamado de marketing, porque envolveu um processo completo de estratégia, desenvolvimento e personalidade de uma marca que, isso sim é o trabalho do marketing.

Marketing, assim como a venda, é uma ciência e, como tal tem um processo. É claro que, no caso acima, a Itaipava fez televisão, fez revistas, fez propaganda em jornal, etc. Mas, isso é só um braço do marketing. A comunicação, a divulgação é apenas MAIS uma das atividades que ficam sob as asas do marketing, e não a ÚNICA atividade.

Bem, diariamente eu presencio conversas do tipo: “Precisamos fazer marketing. Vamos fazer um anúncio no jornal, ou quem sabe uma ou duas emissoras de TV”. E quando eu escuto isso, meu ouvido dói e, meu estômago embrulha, porque infelizmente a grande maioria das pessoas encaram o marketing como propaganda.

Mas, no fundo eu sei que não posso culpar a essas pessoas. Elas estão apenas reproduzindo aquilo em que escutam todos os dias. Que publicidade, propaganda, anúncios é igual a marketing. E por um lado, elas até estão certas. Porque esses profissionais (do marketing) agem como se fosse tudo a mesma coisa, tudo a mesma droga. Eles esquecem do processo do marketing, das etapas, da finalidade do marketing e lembram apenas a comunicação.

É claro que, em sua defesa eles vão dizer que a comunicação é aquilo que os clientes mais percebem, porque eles podem ver os comerciais, os espaços publicitários. Porém, por outro lado, uma comunicação que não passa a mensagem do produto, que não passa a mensagem da marca não tem sentido.

Mas, esse não é apenas um problema do marketing. É um problema da gestão de marcas.

Eu conheço pouquíssimas empresas (será que eu realmente conheço alguma?), que têm dado atenção a área de Branding. Da mesma maneira que eles não entendem que a propaganda é um auxiliar do marketing, eles não entendem que o marketing é um auxiliar do branding e, que o branding é que vai realmente mostrar às pessoas quem é a sua marca, o que ela veio trazer e, qual é a sua personalidade.

Bem, mas por hora eu vou deixar o branding de lado. Vou falar do marketing. Parece que as pessoas não sabem qual a função do marketing. Afinal, marketing é comprar um espaço na Globo e pagar alguns milhões para alguma agência de publicidade fazer algum trabalho bonito pra que a gente possa vender mais no natal.

E aí, todo mundo coloca tudo no mesmo cesto. Marketing, publicidade, propaganda, etc. Acaba que até o arte-finalista que faz um panfleto vai se achando marketeiro.

Vale dizer que, não estou criticando a publicidade. Seu que as agências recebem briefing e que, temos algumas agências razoáveis por aí. Porém, temos agência de publicidade que se dizem de marketing fazendo muita cagada Brasil a fora porque entendem apenas de produzir anúncio. E o pior é que, se a empresa não tiver um setor de marketing razoavelmente bom, eles vão sendo enganados por essa turma.

Afinal, eles foram ensinados assim. Marketing, publicidade, é tudo a mesma coisa.

Uma coisa a publicidade não é. Ela não é marketing. E uma coisa o marketing não é. Ele não é APENAS publicidade. Na verdade, o objetivo central do marketing pode ser resumido em um só. Marketing serve para criar relacionamento. Todo marketing é marketing de relacionamento.

Os livros, os professores, os escritores, os sites dizem que existem milhares de tipos de marketing (cybermarketing, ecomarketing, e-mail marketing, endomarketing, geomarketing, marketing 1-a-1, marketing ambiental, marketing direto, marketing promocional, marketing boca-a-boca, marketing cinematográfico, marketing concentrado, marketing cultural, marketing de experiência, marketing de fidelização, marketing de guerrilha, marketing de incentivo, marketing de massa, marketing de nicho, marketing de proximidade, marketing de retenção, marketing de serviços, marketing de transação, marketing de valor, marketing de varejo, marketing diferenciado, marketing digital, marketing emocional, marketing experiencial, marketing focado no cliente, marketing indiferenciado, marketing online, marketing institucional, marketing interativo, marketing internacional, marketing líquido, marketing político, marketing reverso, marketing sensorial, marketing viral, neuromarketing, transmarketing, webmarketing, yadda, yadda, yadda, etc.).

Caramba! Quanto marketing. Na verdade, existe apenas um tipo de marketing, que é o marketing boca-a-boca. Você precisa se RELACIONAR com seu cliente (ajudando-o a ser bem sucedido, a ser feliz, a encontrar a melhor solução), para que ele ENXERGUE a sua empresa como diferente, como uma empresa única na criação de valor e fale para a família, para os amigos e para o seu círculo de influência, gerando assim o boca-a-boca. Portanto, a sua marca, a sua empresa não pode apenas se posicionar como uma vendedora disso ou daquilo. Mas sim como uma especialista na sua área, fazendo negócios de uma maneira DIFERENTE, para que o cliente a perceba de uma maneira DIFERENTE e você consiga manter relacionamento com ela porque realmente a sua marca é DIFERENTE.

Esse é o objetivo do marketing. CRIAR, ESTREITAR, MELHORAR, ESTABELECER, AJUDAR no relacionamento com os clientes, e toda a comunidade. E isso é muito mais do que peças publicitárias. Isso é muito mais do que fazer anúncios, imprimir panfletos, fazer uma fachada ou criar promoções.

Isso é sobre fazer a comunicação correta, fazer o anúncio correto, fazer o panfleto correto, fazer a fachada correta e, saber se realmente é necessário fazer uma promoção. O marketing precisa, através do relacionamento com os clientes criar valor a sua marca e, para isso, todos os fatores precisam convergir na mesma direção para que a sua marca, a sua empresa tenha personalidade própria e, converse da maneira adequada e COERENTE com toda a comunidade.

Por isso, toda a modalidade do marketing é baseada em RELACIONAMENTOS. O problema é que, muitas marcas fazem todo o tipo de marketing que eu citei acima para vender mais, mas não estão interessadas em se relacionar com cliente, em criar vínculos, em criar proximidade, em transformar a sua atividade em uma via de mão dupla, que não seja apenas “eu te vendo algo” e pronto e acabou.

O marketing é um processo social, investigativo e colaborativo. Ele precisa mostrar que quer que o seu cliente seja bem sucedido, seja diferente, seja especial na prática, para que ele enxergue a sua marca como diferente e valiosa. Porque a gestão e construção de uma marca é uma coisa feita a quatro mãos. As mãos da empresa e as mãos dos clientes. E, depende dessa segunda envolvida o sucesso de qualquer estratégia.

E é justamente essa a pergunta que o marketing tem que responder: como, aonde, porque, quem e o que fazer para relacionar-se com o cliente de uma maneira ÚNICA e AUTÊNTICA? Esse é o a resposta que o processo de marketing tem que responder para que aí sim a mensagem da comunicação seja coerente com a marca, como um braço do marketing e, não como sendo o marketing.

Atigamente, o objetivo do marketing era “encarado” como apenas ajudar a vender mais. Não era necessário relacionamento. Muitas vezes o consumidor era que estava pedindo para que lhe fosse vendido algo. Por isso, as políticas de venda, de lançamento de produtos, de troca, de comunicação eram todas controladas apenas para a empresa. Como todo mundo sabe, esse poder passou, há um certo tempo para a mão do consumidor. Portanto, se você não é coerente, se a história que  a sua marca conta não é praticada pela empresa, os clientes vão simplesmente se afastar.

E o pior é que, muitas empresas ainda estavam céticas e duvidosas desse novo poder do cliente. Poder de simplesmente parar de comprar uma marca e ir comprar outra. Parar de divulgar e de admirar uma marca e, partir pra outra. Acredito que ainda existem muitas marcas grandes que não têm noção do tamanho desse poder.

Aqui no Brasil nós podemos citar o exemplo recente e breve da Brastemp, em que um vídeo curto de um consumidor lesado teve repercussão mundial e a empresa teve que rapidamente correr para solucionar o problema antes que isso causasse algum transtorno à marca, que é sinônimo de excelência, qualidade e produtos top de linha no segmento de eletrodomésticos.

Portando, o poder do cliente, lesado, insatisfeito acabou tendo impacto de comoção tão grande quanto a empresa. A diferença foi que o cliente estava mostrando o problema e, dificilmente qualquer comercial irá fazer com que outros consumidores se esqueçam do vídeo daquele senhor que estava se sentindo lesado divulgou na internet pra tentar resolver o seu problema.

O negócio deu tão certo que, depois deles vieram mais alguns com a mesma estratégia para tentarem ter seus problemas resolvidos. Portanto, o marketing precisa relacionar-se com o seu consumidor.

Porque a Brastemp não trocou a geladeira de seu cliente logo? Porque muitas vezes, as ideias de excelência, de qualidade e de satisfação das empresas são deixadas para trás quando o assunto é garantia, problemas, devolução, troca, reclamação. Depois que o cliente comprou, problema dele. E, a maioria das grandes empresas fazem isso. E acabam inspirando as pequenas a fazerem também. Só que as pequenas quando fazem isso, quebram muito mais rápido.

Gostaria de citar, nesse sentido o exemplo da Zappos!

Eu poderia usar a Zappos! como uma case de marketing da maneira com que a marca se relaciona com o consumidor e como isso fez a empresa ser vendida para a Amazon.com por alguns bilhões de dólares. Mas, vou falar sobre superar expectativas e sobre a política de trocas da empresa.

Na Zappos! a troca de um sapato pode ser feita em qualquer um dia dos 365 dias do ano depois de efetuada a compra. A qualquer momento dentro de UM ANO, o cliente pode mandar de volta o seu produto e ter o seu dinheiro de volta ou trocar por outro produto. Por aqui, se comprarmos um sapato em um dia e tivermos problema no outro, já será difícil trocarmos ele na loja. Sempre haverá uma desculpa.

Não é à toa que a Zappos! ficou mundialmente famosa pela sua maneira de trabalhar, pela sua maneira de atender clientes e sua cultura baseada em serviços voltados aos clientes. Esse é o marketing de hoje. Essa é a comunicação que traz resultado, que diferencia a empresa e que a aproxima dos clientes. Por isso, da resultado e as empresas crescem.

O poder está nas mãos do consumidor, e ele da pras empresas em que eles acreditam ser autênticas e verdadeiras. No final das contas é o relacionamento e a sensatez da marca que vai atrair os consumidores a fazer negócio com a sua empresa.

Os “especialistas” chamam isso de “novo marketing”. Eu chamo de marketing apenas. Porque é o que importa, o que interessa e, principalmente, o que trás resultado. Enquanto as empresas não desenvolverem uma PERSONALIDADE para a sua marca que ajude no relacionamento com o consumidor, as bundas na TV serão apenas bundas. Podem ser belas, siliconadas e sensuais em lindos biquínis fio-dentais. Mas, mesmo assim, apenas bundas. E as bundas estão perdendo – na minha opinião já perderam – o poder de convencer alguém a comprar alguma coisa.

Viva a comunicação! Viva o marketing! E, sobretudo, viva os relacionamentos!

O guia definitivo para formar uma equipe de vendas matadora.

Um monte de empresas são iniciadas por engenheiros, designers e gerentes de produto. É por isso que eles têm grandes produtos, certo? Mas você já percebeu que lhes falta uma boa frente de vendas?

Bem, é porque eles geralmente não entendem de vendas e como uma devem usar os vendedores.

Isso é um grande problema, porque essas pessoas vão precisa entrevistar, contratar, avaliar e gerenciar os vendedores. E, às vezes, até mesmo demiti-los.

Se você é um empreendedor e se encaixa nesse cenário, então é útil ter uma estratégia quando se trata de construir uma equipe de vendas matadora.

Essas dicas devem lhe ajudar com alguns desses probleminhas.

#1. Você precisa compreender o conceito de vendas.

A primeira coisa que você deve fazer antes de agendar qualquer entrevista com um candidato a vendedor é certificar-se de que você entende o que é uma venda. Então, o que são vendas?

Basicamente uma venda é quando você fecha o negócio. O marketing encontra alguns leads e os alimenta e, com o trabalho correto a venda acontece. Como você fecha as vendas é muito importante. Na verdade, se você cometer erros na hora do fechamento, não estará fechando muitas vendas .

Os maus vendedores não fazem nada, mas falam. Podemos chamá-los de “vendedores crocodilo” porque sua boca está sempre aberta, mas eles nunca estão ouvindo, nem prestando atenção em nada. Um bom vendedor percebe que as vendas são realmente um diálogo entre a empresa e o cliente, onde uma relação é construída em primeiro lugar.

Uma vez que o relacionamento é estabelecido, então o vendedor pode começar a perguntar ao cliente sobre suas necessidades. Se você tentar um atalho e partir logo pra essa etapa o cliente vai ver que você realmente não está interessados neles.

Mas as vendas não são apenas sobre os clientes. Na verdade, tudo em uma empresa, todo diálogo, toda reunião é sobre vendas. Você precisa vender a empresa, precisa vender o produto e precisa vender a si mesmo. No final do dia, a conversa será sobre primeiro vender a si mesmo para depois vender o que você vende.

E, finalmente, é preciso entender de vendas, porque você vai precisar disso para criar uma estratégia de vendas que funcione a longo prazo. Porque vendas é um processo e, não há milagres. Você precisa começar a plantar para depois colher. Pensar o contrário é um erro, um suicídio.

#2. Aprenda a vender antes de contratar.

Se você está pensando que não será preciso se envolver no processo de vendas, e que contratar alguém para essa parte é o melhor a fazer, eu recomendo que você não cometa esse erro. O empreendedor precisa ser o vendedor número um de seu negócio, não apenas para investidores, para o banco, ou para a sua família, mas para os clientes. E o pior, você precisa ser um grande vendedor. Precisa fazer bem a venda. Porque somente assim um empreendedor consegue transmitir paixão à sua equipe de vendas.

Isto também é importante porque vai ajudar você a entender os  obstáculos que seus vendedores encontrarão pela frente. Assim, quando você contratar os vendedores, você pode ajudá-los a serem uma equipe de sucesso. Pode, aparentemente ser meio chato, mas fica MUITO mais fácil quanto mais vendedor você for.

Você pode adquirir alguma prática com a venda antes de seu produto ou serviço ser lançado, com uma apresentação. Além disso, você pode, e DEVE, vender aos seus amigos e à sua família o seu produto antes de ele ser lançado. Isso irá lhe ajudar porque essas pessoas serão sinceras com você e lhe dirão se você está no caminho certo, ou se precisa mudar alguma coisa no seu discurso de vendas.

Tudo que você tem a fazer é mostrar visualmente o que sua empresa tem para oferecer. Em outras palavras, aprender a vender o que você vai ter e, não apenas o que você tem atualmente. E com isso, você precisa aprender a elaborar o discurso de trinta segundos de sua empresa. Você precisa dizer o que a sua empresa e o seu produto fazem em trinta segundos. Somente quando você conseguir definir isso em trinta segundos e, estiver pronto para vender dentro de um elevador ou no sinal de trânsito é que o discurso de vendas da sua empresa estará começando a ficar bom.

#3. Contrate pessoas que querem crescer.

A seleção de vendedores precisa ser um processo lento e eliminatório. Os bons vendedores são caros e você não quer desperdiçar dinheiro com aqueles que “parecem” ser bons. E lembre-se, só porque um vendedor foi bom em seu último emprego não significa que ele será um ótimo vendedor para a sua empresa e para o seu produto. Mesmo que eles tenham uma grande experiência no seu setor e na sua área.

Além disso, ao entrevistar os vendedores, não deixe que eles se vendam para você como ótimos, excelentes e grandes vendedores. Não caia nessa conversa. Você precisa ver a paixão deles, e olhar para as pessoas que estão buscando por novos desafios e metas maiores. O desejo de um candidato a vendedor deve ser a excelência jamais alcançada em vendas. O candidato precisa transpirar ambição.

Estes vendedores também precisa estar confiáveis na linha de frente, sempre observando o cliente usar o produto, ouvindo seus comentários e pedindo, a todo momento, uma crítica construtiva. Eles precisam estar ansiosos para ouvir o que o cliente está dizendo, para que dessa maneira o gerente de produto consiga criar algo que seus clientes vão adorar. E eles devem estar prontos para fazer esse trabalho infinitamente. Saber transmitir com eficácia o feedback dos clientes sobre os produtos de sua empresa é uma tarefa da qual apenas os melhores vendedores sabem a importância.

#4. Trabalhe com quem você quer contratar.

Nunca pense que só porque você contratou uma equipe de vendas,  que você já fez tudo que tinha que fazer e, o trabalho já está feito. Você realmente precisará sendo um exemplo de vendas, até que consiga encontrar uma pessoa à altura para substituí-lo dessa missão e, continuar fazendo com que o desafio do aumento das vendas seja cumprido.

Reúna-se com sua equipe, diariamente.Você precisa observá-los nas suas atuações durante as etapas da venda, para que possa dar o seu feedback e também para ouvir os vendedores. Bons vendedores sempre terão muitas perguntas. É realmente uma experiência de aprendizagem para todos os envolvidos no processo e, se você conseguiu contratar um vendedor matador, você precisa começar sempre utilizar essa energia positiva para contagiar as pessoas na empresa para que você consiga criar uma cultura de melhoria constante.

#5. Contratar pessoas que sabem como qualificar.

Você quer que os vendedores saibam qualificar os clientes. Primeiro para oferecer a melhor solução; segundo para que eles não acabem comprando algo que não lhes seja útil. Qualificação pode ser resumida a três perguntas:

  • Será que eles têm a autoridade para comprar?
  • Será que eles têm o orçamento para comprar?
  • Quando eles vão comprar?

Uma boa pergunta durante uma entrevista com um vendedor é “Você sabe a diferença entre um lead A, B e C?”. A resposta a essa pergunta deverá mostrar se o vendedor sabe como qualificar os clientes ou não.

O Lead “A” é aquele que pretende comprar o seu produto em até três meses. O lead “B” é aquele que vai comprar o seu produto entre 3 a 12 meses. Um lead que vai demorar mais de 12 meses para comprar é um lead “C”. E quando eu digo comprar o seu produto, não quero dizer que ele vai comprar O SEU produto. Pode ser de um concorrente, um similar, ou outro que, mesmo não tendo nada a ver com o seu produto, para ele seja parecido.

Se eles responderam a essa pergunta corretamente, em seguida, perguntar-lhes quanto tempo um vendedor deve gastar em cada ligação. Eles devem responder assim:

  • Um lead “A” toma, geralmente 70% do tempo de um vendedor;
  • Um lead “B” é aquele que ocupa, geralmente, 30% do tempo de um vendedor; e
  • Um lead “C” deve tomar 0% do tempo de um vendedor, pois é tarefa de marketing separá-los.

O que realmente faz a diferença é que um bom vendedor saberá alinhar o ciclo de vendas de uma empresa com uma perspectivas de ciclo de compra. E esse vendedor irá mostrar para a empresa se, a perspectiva do ciclo de compra que ela tem está de acordo com a expectativa do mercado.

Mas, você sempre precisa saber se o vendedor que você está contratando é um caçador ou não. Se não forem, você terá que fornecê-los os leads e acompanhar seu trabalho durante as etapas da venda até o fechamento. Tenha isso em mente no momento da contratação.

#6. Dê os leads “C” para o marketing.

Uma boa equipe de marketing irá gerar leads para os vendedores, mas como eu disse acima, algumas dessas ligações não serão de interesse para a frente de vendas.

Como o marketing busca os leads, eles devem criar ações para fazer com que os leasds “C” se transformem em leads “B” e, eventualmente, a leads “A”. O trabalho do departamento de marketing se concentra em algumas ações:

  • Newsletters – um boletim informativo semanal ou mensal é enviado para os leads “C” para mantê-los perto da empresa e do produto, para que eles não se esqueçam após o contacto inicial. Newsletters para esses leads devem ser diferentes do que as newsletters que os clientes recebem;
  • Relações Públicas – a segunda coisa que o marketing faz é sempre conversar com os jornalistas e os meios de comunicação sobre a sua empresa, oferecendo notícias sobre atualizações de produtos e lançamentos especiais do mercado;
  • Eventos de Networking – eventos permitem a você a oportunidade de interagir com os clientes. É uma excelente ideia convidar alguns dos seus clientes satisfeitos para falar durante esses eventos, uma vez que não há nada melhor do que um endosso de terceiros!

#7. Contrate Mavericks primeiro, Journeymen e Superstars depois.

Quando chega a hora de contratar, você precisa olhar para Mavericks. O que é um Maverick? Maverick e um tipo de vendedor que é grande em vendas de evangelização, o que significa que eles gostam de educar os clientes sobre algo novo e diferente.

Mavericks também são muito confortáveis em lugares onde não há processos de vendas bem definidos, produtos ou estruturas, o que é uma coisa rotineira em empresas novas, startups e novos empreendimentos.

Eles tendem a negligenciar algumas regras e processos, mas muitas vezes isso é algo aceitável, porque eles são realmente bons para persuadir os clientes a a tomar uma decisão consciente.

Quando a sua empresa já tiver processos bem definidos, procedimentos e estratégias comerciais bem claras, você pode passar para a próxima etapa. Neste ponto, você pode começar a contratar Journeymen que não têm a potência que você vê nos Mavericks. Porém eles são implacáveis quando existe uma estrutura de vendas bem definida e estabelecida, e têm um produto bem definido para trabalhar.

Finalmente, comece a olhar para os Superstars , vendedores que são uma combinação do Maverick e Journeyman. Essas pessoas têm a faísca de vendas e podem seguir as regras e os procedimentos da empresa também.

Superstars geralmente podem levar uma equipe de vendas a se superar. Eles trazem para o jogo uma grande cabeça para vendas e para os processos e liderança.

#8. Não contrate vendedores experientes ou sênior.

Certamente, em algum momento você vai chegar a um lugar com a sua empresa que você vai precisar de um líder de vendas. Isso não vai acontecer nos primeiros estágios do seu crescimento e não deve. Porém, quando acontecer, cuidado com os seniores.

O vendedor experiente ou sênior normalmente vem de empresas onde os procedimentos documentados, processos definidos com precisão e muitas vezes, muita burocracia. Sendo assim, não irão aguentar o rítmo nem a forma de trabalho de uma empresa com espírito jovem opera. Então, quando esses vendedores entram na sua empresa, você está convidando a frustração para trabalhar com você. O que você pode facilmente evitar simplesmente contratando uma pessoa com características totalmente contrárias aos seniores: chamando um Maverick para seu lugar.

Além disso, as pessoas experientes ou seniores podem não ter a paixão que alguém mais jovem e menos experiente do que eles tem.

Porém, quando for contratar um líder de vendas (um gerente, ou diretor) tenha em mente que você precisa estar ajudando os vendedores ao fazê-lo. Caso contrário, repense a necessidade e, acima de tudo esteja seguro de que o funcionário a ser contratado estará alinhado à cultura e aos processos da empresa. Contrate apenas se os candidatos tiverem algo a agregar à empresa. Caso contrário, espere até conseguir a pessoa certa.

Se você contratar errado na hora errada, você pode simplesmente arruinar as suas expectativas de vendas, ou até mesmo quebrar. No entanto, se você construir uma equipe de vendas matadora, contratando as pessoas certas no momento certo, então você certamente irá aumentar as chances de crescer e transformar a sua empresa em uma empresa de sucesso.

Em breve eu irei preparar um post sobre os tipos e personalidades dos vendedores (e quando digo vendedores digo aqueles de verdade, não os atendentes e tiradores de pedido) para que você saiba qual é o melhor perfil pra ter na sua empresa.

E você, acredita que existem outras maneiras de se formar uma equipe de vendas matadora?

A Verdade Versus A Venda.

Enrico,

Gosto da Verdade, aliás defendo ela a todo custo. Porém tem algumas coisas que precisamos observar…

1 – Você tem razão quando diz que vendedor que não se interessa pelo cliente é atendente, isso fica explícito em ações como não anotar o telefone para trazer o cliente para a loja quando tiver um preço melhor, uma promoção ou quando chegar o produto; mas isso não tem nada a ver com verdade, tem a ver com Ser VENDEDOR.

2 – No tipo de venda que você abordou, venda no varejo, a maioria dos clientes não está procurando alguém que fale a verdade, e sim alguém que motive, ou pelo menos não desmotive. Falar aquilo que você considera verdade muitas vezes vai desmotivar o cliente e fazer ele fugir de você e de sua marca ao invés de se tornar seu fã;

3 – Verdade é muito relativo, afinal, aquilo que você coloca como verdade é verdade pra você, mas não certamente para todas as pessoas;

4 – Um tipo de vendedor desse descrito no seu post certamente seria um fracassado no varejo, e Enrico, eu sou vendedor de varejo, sei do que estou falando;

5 – Vendedores falsos são assustadores, mas super sinceros pior ainda.

Então qual caminho seguir?

A resposta não está pronta, depende do cliente que você está atendendo, para uma venda corporativa não adianta você ficar bajulando o cara, ele precisa de solução, então a VERDADE é o melhor caminho, porém, se nesse mesmo caso esse seu cliente for um exibicionista, a VERDADE de dizer que ele não precisa investir tanto em uma solução pode fazer com que a venda seja perdida, e ele compre de um vendedor que percebeu que o cliente valorizava bobagens.

Não tem como eu convencer um cara que acredita em bobagens que aquilo não é certo, ou que a VERDADE é melhor que aquilo que ele deseja.

No varejo mesma coisa, cada cliente é um, se você for super sincero e verdadeiro dizendo por exemplo que uma peça não ficou legal, você pode conquista (acho q só 1% das pessoas é assim) ou perder o cliente de vez (99% dos clientes querem ser massageados), ou massagem no ego só faz bem pra mim. Se eu estou com vontade de comprar uma coisa, experimento, gosto e o vendedor fala que não ficou legal, eu saio fora dele, talvez até não compre seguindo o conselho do vendedor VERDADEIRO, mas pode ter certeza, não vou comprar nenhuma com esse vendedor, eu preciso no momento da minha decisão como cliente de alguém que concorde comigo, me incentive, e não de alguém sincero.

Então pense nisso, não sei onde você está trabalhando agora, mas tente aplicar essa sua filosofia no varejo real, você vai perceber que ela não funciona

Pedro Amancio“.

O que eu penso sobre isso é:

Existem dois tipos de vendedores. Na verdade, existem inúmeros tipos, mas eles podem ser resumidos, em duas espécies: os ESPECIALISTAS e os OPINIÁTICOS.

Especialista é o cara que sabe o que vende. Que conhece produtos, clientes, concorrência e, principalmente o mercado. Ele conhece, especificamente o que vende. Por isso, é um vendedor profissional, porque ESTUDA, porque participa ativamente de tudo que está acontecendo, porque se relaciona e, acima de tudo, porque faz parte de um seleto grupo.

O seleto grupo de pessoas que sabem o que estão fazendo. Sabem que são profissionais de venda e que, precisam além de dominar o profissional precisam conhecer tudo ao seu redor. Precisam não apenas dizer a verdade, mas também precisam mostrar o caminho certo e, acima de tudo, o PORQUE seguir tal caminho, e não aquele que se julgava ser mais fácil.

Quem é o vendedor? Vendedor é um facilitador. Clientes, muitas vezes, não sabem o que querem. Clientes, muitas vezes querem um produto, um serviço, uma solução, mas não sabem como, onde e porque seguir este, aquele, ou aquele outro caminho.

Quem nunca precisou comprar alguma coisa e não sabia por onde começar? Quem nunca achou que estava percorrendo o caminho correto até, por algum motivo, ser convencido, ou comprovado de que estava fazendo a coisa errada? Clientes, muitas vezes são como adolescentes, cheios de certezas e dúvidas ao mesmo tempo. Cheio de perguntas e respostas rodeando uma mesma teoria.

Quando o cliente não conhece muito bem o que ele precisa comprar, ele precisa de ajuda. Quando ele conhece, mesmo assim ele precisa de alguém que o apoie, que o incentive na decisão.

E esse cara é o vendedor ESPECIALISTA. Esse cara é o vendedor profissional. Um vendedor que CONHECE o que está vendendo e, por esse motivo, muitas vezes, ele vende APENAS UMA COISA. Ele estuda SOBRE o que vende. Ele participa ativamente de tudo o que rodeia o produto: participa de feiras, workshops, eventos, palestras, demonstrações, lançamentos, e tudo que pode aumentar ainda mais o seu conhecimento sobre o que ele vende.

E por isso ele é especialista. Ele é um conselheiro. Um guru. Um cara que, quando o assunto é o que ele vende, ele domina e, muitas vezes é publicamente reconhecido por isso. E ele é verdadeiro. E por isso, mostra o porque a verdade não ofende, e sim, mostra o porque de ser VERDADE  e não apenas SUPOSIÇÕES.

Um vendedor PROFISSIONAL e VERDADEIRO de roupas não vai, simplesmente dizer que a roupa listrada na horizontal ficou ruim. MAS, sim, vai explicá-lo que, por ser acima do peso, as listras horizontais podem deixá-lo ainda mais gordo do que você é. Além disso, vai explicar que, as listras verticais podem fazer as pessoas “acima do peso” parecerem mais magras, mais esbeltas e que, assim trará o efeito esperado.

Um vendedor PROFISSIONAL e VERDADEIRO de TI não vai, simplesmente dizer que o anti-vírus gratuito não serve de firewall de um servidor onde fica hospedado um e-commerce de uma empresa. Ele vai explicar que, por ser gratuito, um firewall deixa ainda muitas brechas e pode acabar surtindo o efeito contrário, impedindo a execução de um programa, acreditando que este pode ser uma entrada não autorizada. Vai explicar ainda, que um firewall de uma versão paga  lhe oferece muitas atualizações e muitas configurações, o que faz com que o CLIENTE tenha o controle do produto que está comprando, e não o desenvolvedor.

A verdade não serve pra ofender, mas sim pra mostrar o verdadeiro sentido da venda, EDUCAR  o cliente. A VERDADE não serve pra mostrar que o vendedor sabe mais do que o cliente, mas sim que, o VENDEDOR está mostrando ao cliente um caminho mais EXATO pra seguir. A VERDADE não serve pra ignorância. Apenas a SINCERIDADE  e a VERDADE podem fazer um vendedor mostrar para o cliente o que comprar, porque comprar, como comprar e, assim fazer com que o cliente tenha satisfeito a sua venda.

MAS, ele da liberdade ao cliente. Da liberdade do cliente comprar a camisa listrada que engorda, o firewall que ao invés de ajudar atrapalha, e o que mais ele quiser. A verdade e a sinceridade são apenas uma opinião, uma forma de ser verdadeiro, e de ser ESPECIALISTA. De mostrar o conhecimento e aconselhar o cliente para, se ELE DECIDIR, fazer a coisa certa.

E, existem os OPINIÁTICOS.

Esses são aqueles que acham que ser VENDEDOR é dar opinião. Opinam sobre tudo. Sobre Big Brother, sobre novela, sobre política. Sobre tudo que perguntam, eles têm um palpite pra dar. Um palpite, uma ideia, uma opinião. As palavras mais usadas são: “na minha opinião”; “eu acho que”; “meu ponto de vista”; “eu particularmente”, entra tantas outras.

São os famosos intrometidos. Falam de tudo, dão palpite em tudo e, se metem em tudo. Não são vendedores. Estão usando apenas esta oportunidade para estarem empregados. Para não perder a oportunidade em um mundo que “o emprego tá difícil”.

Esses sim falam que listras horizontais não ficam bem, porque “em sua opinião” as listras verticais são mais bonitas. Esses sim dizem que o gratuito não é legal porque, “acha que” a marca X, Y, ou Z é mais legal, mais famosa e vende mais.

Esses são os OPINIÁTICOS. Opinião, achismo e suposições. Esses são arrogantes. Esses não sabem o que estão falando, não têm conhecimento de causa, não são nem um pouco especialistas no que vendem. Roupas, TI, Comidas e ração, tudo junto. Vendem de tudo. São camelôs ambulantes. Muitas vezes, nem ao menos conhecem o nome ou o fabricante do produto que vende.

É apenas uma opinião. E não tem nada a ver com verdade. Tem a ver com gosto. E gosto, quando se discute ofende e, quando ofende, afasta os clientes.

Quando isso acontece, realmente as vendas pioram. Realmente as coisas ficam insuportáveis. Ninguém, nem no varejo, nem em lugar algum tolera um vendedor desses.

MAS, a verdade, o conhecimento e a exposição de um vendedor profissional, apenas mostra um caminho. Afinal, essa é a missão de um vendedor. Educar. A escolha, continua ficando a critério do decisor.

Fale a verdade. Explique o porque dela ser a verdade e, a teoria de seu cliente está equivocada. Ensine o que tem que ensinar. Deixe o decidir. O cliente pode errar. MAS, o vendedor tem a obrigação de ser sincero com a VERDADE. Não com achismo, com opiniões, com posicionamento. MAS, com a verdade. Com uma explicação objetiva. Com um ensinamento que o marque.

Depois, se ele escolher o outro caminho, você fez a sua parte. A verdade não ofende. Ela ensina. O que ofende são opiniões cheias de personalidade.

Diga a verdade, ensine o seu cliente, e deixe-o decidir. Essas são as coisas que vendedores profissionais fazem. Isso é vender de verdade. Mesmo que o caminho escolhido seja outro.

A verdade sempre!

Os Desafios de Vendas Para o Início de 2010.

Janeiro é um mês paradoxal em vendas. Se por um lado, saímos de um dezembro acalorado, onde festas, datas comemorativas e, a alegria de final de ano, das férias, instiga as pessoas a comprarem, por outro lado janeiro é um mês delicado.

Primeiro porque janeiro é o mês dos impostos, e por isso, muita gente já não gosta de janeiro. Logo no início do ano, somos bombardeados por IPVA, IPTU e quem tem filho, sabe que manter as crianças em casa é um gasto a mais, fora a viagenzinha de férias que não podem faltar senão as coisas ficam horríveis em casa.

Nessa brincadeira, já foi embora todo o salário e, muitas vezes, o décimo terceiro já acabou há muito tempo, no Natal mesmo.

Por outro lado, os gerentes e supervisores, alguns cabeça de porco, estão animados com a festança do final do ano, e querem que os vendedores façam chover e continuem com as vendas em crescimento. MAS, não é bem assim que funciona. E, nessa brincadeira, janeiro é um mês desafiante.

Vendedores tem de se esforçar mais. Tem de estar mais atentos às respostas dos clientes, mais atentos às reações, mais espertos para interagirem na hora da venda.

Se por um lado, no final do ano as pessoas saem comprando a torto a a direito, em janeiro, só sendo um vendedor empreendedor para conseguir atingir as metas de final de ano. Aí, entra a hora de fazer contato com os clientes dobrado, uma vez que ninguém ligou pra clientes em dezembro, agora vai ter que ligar pelo mês de janeiro, e por fevereiro que está chegando e é super curto.

Nessa brincadeira, vence o vendedor que tiver as vendas na cabeça, que se mantém atualizado, e que tem sangue empreendedor, porque além de simpatia, além de conhecer o que vende, além de ter que trabalhar muito mais pra conseguir venda, vai ter que ir pra cima dos clientes, vai ter que ouvir muito mais do que falar e, a velha historinha do “só tem esse”, não vai fazer tanto efeito quanto no final do ano.

Janeiro, Fevereiro e a primeira quinzena de Março é a prova de fogo dos vendedores e, o período idela para testá-los e saber quem é vendedor de verdade, e quem é tirador de pedidos. Quando a maré tá pra peixe, nas datas super procuradas, qualquer um vende. Quando é preciso mostrar ao que veio, aí a coisa fica mais difícil e, só quem é vendedor de verdade consegue bater metas e atingir os objetivos.

Portanto, se você quer manter as médias de venda do final do ano no início de 2010, aja como um vendedor profissional. Para isso, aqui vão algumas dicas para fazer com que você consiga sempre vender mais e aumentar a lucratividade da empresa em que trabalha:

1. Se você quer ter seguidores, tome uma atitude – Tomar atitudes implica correr riscos, é claro com ética, pois, caso contrário, você não chegará muito longe e perderá não só seguidores, mas a confiança e a credibilidade das pessoas.

2. Use a intuição e tenha coragem para decidir – A experiência do dia a dia e a intuição nos dá uma visão antecipada dos fatos. Isso, usado com técnicas de criatividade, proporciona a velocidade que o líder precisa.

3. Mantenha uma equipe vencedora – Para ter sucesso com nossa equipe, precisamos sempre estar atentos ao desenvolvimento pessoal e profissional deles, para isso, palestras motivacionais, workshops e outras fontes de informação e reflexão são extremamente importantes.

4. Venda a solução, e não o produto – Para uma boa abordagem, não venda o produto, pois não é isso que o cliente procura, ele compra o valor que o produto terá para ele, ou seja, a solução que isso resultará a ele.

5. Não fique de olho no bolso do cliente – Se, quando você vende, pensa apenas no bolso do cliente e quebra a qualidade da venda por preço mais baixo, pare! O cliente sente quando você está apenas interessado no dinheiro, e não na solução do problema dele. Pense da seguinte forma: o dinheiro é uma consequência de uma solução bem dada.

6. Use a abordagem, uma opção de estratégia – No decorrer de nossa vida profissional, com as experiências que adquirimos e os treinamentos e palestras que presenciamos, arrecadamos uma bagagem de informações que, se juntarmos, nos dão estratégias de abordagens e negociações, basta analisarmos o nosso cliente e ver qual estratégia devemos montar para determinada negociação.

Não há mágica em vendas. Apenas preparação e ação.

Todo dia é dia de Vender Mais.

Final de ano é a época em que todo mundo pensa em aumentar as vendas. É uma pena que somente no final de ano as pessoas tenham isso em mente. Tá certo que, no Natal, todo mundo quer aproveitar.

MAS, e quando as coisas estão ruins. E fora do período de festas (Natal, dia das mães, páscoa, dia dos namorados, dia dos pais e dia das crianças), por que não VENDER MAIS. As pessoas, os gerentes, os líderes esquecem que o que sustenta uma empresa não é o estouro de vendas no final do ano, mas sim a regularidade de vender durante todo o ano. Métricas de comportamento de vendas é provocativo. Se não houver desafios, os vendedores desistem. Eles vão conversar com o vendedor de outra loja, eles vão marcar visitas que não existem, eles vão ler fofoca no computador. Eles não vão ligar para o cliente que fez orçamento e AINDA não comprou; eles não vão estudar sobre as novidades do mercado; eles não vão contar o estoque, para CONHECER os produtos da empresa, raras exceções.

Vender mais quando o tempo ajuda, é fácil. Fazer vender em pleno Carnaval, é estudo, esforço, força de vontade e disposição pra fazer o trabalho sujo, que ninguém quer fazer e foje.

Se você tá pensando em começar 2010 fazendo isso, a Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios, da algumas dicas pra aumentar vendas. As dicas são pra Website. MAS, valem muito bem pra qualquer loja não virtual.

1. Defina o Público Alvo. Não adianta atrair para o site visitantes que não sejam qualificados. É importante ter em mente quem representa o público-alvo da empresa na hora de traçar a estratégia de marketing e divulgação da loja virtual. “Independentemente da mídia, faça campanha dentro do nicho adequado”, afirma Henrique Pechman, diretor da consultoria Online. Um alvo, UM TIRO.

2. Faça Promoções Sazonais. O Ambient Air, portal de vendas de condicionadores de ar, ofereceu em setembro descontos de 10% para os consumidores que pagassem à vista. O resultado surpreendeu. “As vendas à vista cresceram 32% em relação a agosto, chegando a 64 pedidos”, diz Felipe Fernandes, coordenador do portal. Promoções devem ter motivo, data de estreia e data de término. Senão os clientes desconfiam.

3. Crie uma linha para receber os comentários. Pesquisa da consultoria e-Bit indica que 70% dos usuários da web consideram a opinião de outros clientes de uma loja virtual muito importante na hora de definir onde comprar. “Apesar de a internet ser um ambiente com muitas opções, não existe contato pessoal e, por isso, as pessoas ficam inseguras. Então, nada melhor que disponibilizar o depoimento dos consumidores no seu site”, afirma André Fernandes, sócio da Samba Business, agência especializada em desenvolvimento de sites. Escute, escute, escute, escute.

4. Direcione os Clientes. Sua empresa investe em links patrocinados? Então deixe de direcionar os visitantes para a home principal. Para transformar a visita em venda, o ideal é remeter o usuário para a página do site onde o produto está disponível para compra. “Em alguns casos, as pessoas procuram por até quatro minutos o que querem comprar e não encontram”, diz Joe Campos Costa, consultor da Online. Mostre o caminho sempre.

5. Utilize a Comparação de Preços. Os sites de comparação de preço são uma alternativa interessante aos links patrocinados. “Nosso portal recebe, por dia, 4 mil visitas e entre 50 e 100 pedidos. Do total de compras, 40% vêm de sites como Buscapé e Bondfaro, onde os preços podem ser vistos e comparados. A taxa de conversão dos consumidores que chegam até nós por meio desses sites normalmente é maior”, afirma João Cleyber, diretor comercial da Import Cosmetics. Faça o trabalho do seu cliente. Mesmo que ele não pareça ser favorável a você.

6. Tenha um Chat Online. Um chat online pode ajudar a aumentar as vendas. “Faz diferença para alguém que está do outro lado do Brasil receber uma resposta personalizada. Conseguimos cativar o consumidor e isso resulta em conversão”, diz Márcio Albino, do site Amercantil. O chat da empresa responde, em média, a mil perguntas por mês. Esteja disponível em todos os canais.

7. Faça Vídeos. Se os consumidores não sabem como sua empresa trabalha, demonstre. Grave um vídeo detalhando o processo de entrega de uma mercadoria. “Nós chamamos isso de video unpacking. É muito usado fora do Brasil, mas pouco difundido por aqui. Mostre ao consumidor como o produto vai chegar à casa dele, como será embalado. Isso passa credibilidade”, afirma Fernandes, da Samba. Faça vídeos, ensine seu cliente, eduque-o. Com vídeos, palestras ou uma boa conversa. MAS FAÇA!

8. Amplie as Formas de Pagamento. Ter um preço compatível com a concorrência é fundamental para fazer sucesso na internet, assim como oferecer diferentes formas de pagamento. “Apesar de 80% das vendas on-line serem pagas com cartões de crédito, as chances de fechar um negócio aumentam com uma oferta maior de opções”, diz Guasti, do e-Bit. Depósito bancário, transferências e boletos são alternativas valorizadas pelos consumidores. Ande na mão da evolução.

9. Seja Buscável. Apesar de eficiente, a divulgação por links patrocinados — sistema de publicidade das ferramentas de busca em que o site da empresa é divulgado de acordo com a pesquisa do usuário — exige atenção na escolha das palavras. Fernandes, do Ambient Air, notou que a taxa de conversão aumentava quando a empresa apostava nos nomes das marcas e em modelos específicos, em vez de termos como ‘ar condicionado’ e ‘condicionadores de ar’. “A palavra ar condicionado, por exemplo, é muito disputada e nem sempre quem procura por ela quer comprar”, explica. Esteja ao mínimo de cliques possível de seu cliente.

10. Seja Simples e Direto. As páginas de compra devem ser fáceis de usar. Por isso, evite pedir informações desnecessárias na hora do cadastro. “Nos EUA, pesquisas indicam que mais de metade das compras são abandonadas durante o processo de finalização”, diz Guasti, do e-Bit. Deixe claro ao consumidor a duração do processo, desde a finalização do pedido até a entrega. NADA DE FRESCURAS.