7 Dicas indispensáveis para a construção de uma página de produto matadora.

A página de detalhe de um produto dentro de uma loja virtual é a “landing page” oficial do produto na hora da compra.

Se a página não for rica em detalhes que ajudam e motivam o cliente a decidir a compra, ele vai cair fora.

Estudos indicam que o cliente não fica mais do que 5 segundos em uma página de detalhe de produto.

É nessa hora que você pode perder ou ganhar uma venda. Isso porque, no e-commerce, a sua loja virtual é o seu vendedor e, cabe à página de produtos ser uma boa vendedora para conseguir transformar visitantes em clientes.

A página de produtos é um dos seus maiores aliados na hora de aumentar a taxa de conversão do seu site. A página de produto precisa ser atrativa o suficiente para o cliente enxergar seriedade na sua empresa e, ao mesmo tempo se encantar com os seus produtos.

Pensando nisso, nós da Rakuten elaboramos uma série de dicas para que você transforme a sua página de produtos no estado da arte do e-commerce.

#1. Uma imagem fala mais do que mil palavras.

Na internet o texto de descrição do produto não é o suficiente para fechar uma venda. O produto precisa de fotos fantásticas para fechar a compra.

Imagens em alta resolução, imagens tratadas com software de tratamento de imagens, recursos de visualização de fotos em 360 graus, e possibilidade de dar zoom nas fotos são alguns dos recursos que você pode usar imediatamente incrementar o destaque das fotos na página de descrição dos produtos.

#2. Foco nos vídeos.

Os vídeos de produtos serão a próxima grande coisa no comércio eletrônico. É muito mais fácil para o cliente clicar em PLAY em um vídeo e  assistir a tudo que o produto tem a oferecer ao invés de sair lendo tudo que encontrar sobre o produto.

Além disso, ao trabalhar com vídeos a sua loja irá ganhar mais um canal de divulgação, o YouTube – uma vez que você pode armazenar ou promover o seu vídeo por lá.

Você não precisa fazer uma vídeo-aula sobre o produto, nem uma mega produção. Vídeos curtos que mostram as principais funcionalidades do produto, os diferenciais e uma pequena avaliação de pontos fortes e fracos já são muito interessante para ajudá-lo na decisão da compra.

#3. Vá além das descrições dos fornecedores.

Os fabricantes de produtos dificilmente conseguem escrever descrições de produtos realmente relevantes para o consumidor final. A grande maioria das descrições de produtos feitas por fabricantes falam de si mesmos como líderes de mercado, melhores do mundo etc. Uma vez que essas informações são muita parecidas entre todos os fabricantes, fica difícil para o consumidor perceber quem é realmente diferente.

Você pode agregar valor ao cliente e ao próprio forncedor ao reescrever as descrições de produtos usando a linguagem do consumidor. Se você estiver falando sobre um tênis para skate, diga como ele é, qual o melhor jeito de usá-lo e como mantê-lo conservado. Da mesma maneira, se estiver falando sobre um vinho de mil reais, diga sobre como ele se comporta, como VOCÊ – e não o fornecedor – recomenda que ele seja consumido e, como você avalia o produto.

#4. Diga a verdade.

Você precisa ser sincero. Se você disser que todos os tênis para skate que você vende são ótimos, duradouros, eficientes e que o cliente não pode deixar de comprá-los, o consumidor perceberá que você está mentindo. Mas, se você, na sua resenha, falar que o tênis X é bom para X modalidade de skate, o cliente vai perceber que você fala a verdade.

Use a sinceridade na hora de vender. Dizer a verdade é o primeiro passo para criar um vínculo de relacionamento entre sua loja e o cliente.

#5. Deixe seus clientes transmitirem a sua opinião.

Grande parte dos clientes da Rakuten em todo o mundo preferem ler a opinião de outros clientes antes de comprar. Por isso, incentive os seus clientes a produzirem resenhas de produtos em formato de texto ou vídeo. Premie os melhores clientes resenhistas, envie e-mails para incentivar os clientes a resenhar os produtos que compraram.

As resenhas dos clientes é uma das fontes de informação mais poderosa que o consumidor poderia ter.

#6. Dê destaque às informações relevantes.

Frete, prazo para entrega, disponibilidade do produto e formas de pagamento são informações ultra relevantes para quem vai comprar um produto.  Ao deixar uma dessas informações fora da página de detalhe do produto, você perderá clientes.

Muitos lojistas dão uma importância muito grande ao botão COMPRAR na página de detalhe do produto e esquecem de dar ênfase – em algum lugar visível e de destaque – para essas informações que têm grande poder na hora do cliente comprar.

Por isso, assegure que as principais informações sobre pagamento e entrega do produto estejam tão visíveis quanto o botão de compra.

Não adianta colocar essas informações no final da página e fazer o cliente ir até para se informar. Se elas não estiverem visíveis e, de fácil encontro, seus clientes vão abandonar a página do produto antes mesmo que ela termine de carregar.

#7. Link com as redes sociais.

A sua loja precisa interagir com as redes sociais. Se há três anos atrás, Twitter, LinkedIn e Facebook eram apenas um rumor, hoje elas são realidade.

Além disso, não são apenas essas três grandes redes que os clientes usam. Você pode, por exemplo, dar a possibilidade do cliente enviar a sua foto com o seu produto no site e, nessa hora tem muita gente que utiliza muitos aplicativos diferentes, como o Instagram. Algumas lojas já fazem isso. Você envia a sua foto e ganha um pequeno desconto (algo em torno de R$ 1,00 ou R$ 2,00) na sua próxima compra. Além de estimular a participação dos clientes, isso faz com que os clientes queiram divulgar a sua página de produto nas redes sociais para os amigos verem as fotos publicadas na loja virtual.

Essas pequenas dicas certamente farão os clientes olharem para a sua página de produto com outros olhos. Com isso, a sua página de produto será muito mais do que uma mera página de exposição.

Este post foi escrito por mim e pelo Ricardo Jordão Magalhães e publicado originalmente no Blog da Rakuten.

Independência (Marketing) ou Morte.

Um dos posts mais acessados do blog é, sem sombra de dúvidas o 30 Dicas Quentes para Atrair Clientes. Diariamente recebo alguns comentários de pessoas querendo saber mais informações sobre ele e, todo mundo querendo ajuda pra resolver os problemas.

Alguns dos comentários que eu recebo direto sobre ele são:

Ola, estamos precisando de orientaçao em relaçao a nossa loja.

Trabalhamos há 12 anos no ramo de Tapetes Persas e aproximadamete a 1,5ano começamos com tapetes modernos pois a demanda pedia, mas tem aproximandamente 6 meses nossas vendas cairam drasticamente, nao é preço pois temos preços competitivos, mas tem um porem nossa loja quando começou era o auge, pois eramos especializados em tapetes persas é uma loja imponente e começamos a perceber que ela acabou ficando marcada como loja careira, e que na verdade nao é.

Como poderiamo os reverter esse pensamento erroneo. Outra, expomos todos os dias tapetes na calçada com preços. Será que devo mudar o nome da empresa. O que vcs acham podem nos orientar.
Pensamos em ir ao Sebrae procurar uma consutoria. Aguardo.

Jussara.

Ou então:

Achei muito interessante esta matéria, estou precisando de umas estratégias de marketing agressivo para atrair clientes para uma loja de atacado em bijoux, fica na 25 de março, porém é no 8º andar. Tenho várias idéias, se puderem me ajudar com mais, ficarei muito agradecida.

Atenciosamente,

Élide.

E os comentários não param por aí…

Trabalho numa Editora de Livro infantil e Juvenil. Vamos ter um estande de vendas em uma feira de Livros, como posso otimizar minhas vendas em um espaço pequeno?

Obrigada pela atenção,

Joana.

Trabalho em Um Barzinho e restaurante super conseituado em campo grande MS. Mas, ultimamente ele vem caindo o nivel de publico e o movimento tem caido muito. Poderia me ajudar em algumas dicas para que volte a ter o movimento de antes??? O que fazer para chamar a atenção do publico? Este estabelecimento tem musica ao vivo de Terça a Domingo.

Thiago.

Esses são apenas alguns dos comentários que recebo pedindo ajuda, ou querendo desvendar o mistério do porque as vendas caíram, ou como fazer para melhorar o movimento.

A verdade é que essas empresas não posicionaram seu produto na cabeça do consumidor. No exemplo da loja de tapetes o consumidor já vê esta loja como cara, a marca já foi posicionada na cabeça do cliente como cara. E o pior não é ser caro, porque quando o cliente enxerga o valor do produto, mesmo ele sendo caro, isso não impede que ele compre.

Quem tem dinheiro pra comprar uma Ferrari, um Rolex, uma Mont Blanc, não reclamam de seus preços. Da mesma maneira, não vemos nenhum cliente dentro de uma Apple Store chorando desconto. As empresas não vendem porque não fazem marketing. Não vencem porque não investem em marketing.

Os empreendedores acreditam que, o simples fato de abrir uma loja, de vender um produto, por sí só já irá atrair clientes para sua empresa. BALELA! E o único marketing que existe é o boca-a-boca. As outras maneiras de fazer marketing servem apenas para gerar o boca-a-boca positivo.

No caso da loja de tapetes, o marketing boca-a-boca dos clientes deve ser que a loja vende os produtos caros, por um preço em que o cliente não vê valor. No caso do movimento do barzinho, se durante o período de inauguração não foi feito nada para prender o cliente no local, se o boca-a-boca dos clientes não foi positivo ou, se não houve boca-a-boca, a experiência não foi agradável.

Porque quando um cliente vai a uma inauguração, seja de loja, seja de bar, restaurante, ou qualquer que seja a empresa, ele comenta bem, ou comenta mal. O simples fato de ele não dizer nada já é suficiente para ele não ter gostado. E a música ao vivo, você tem que colocar esse serviço de acordo com o seu público-alvo. Não adianta colocar rock em um lugar onde o pessoal que frequenta curte sertanejo. O contrário também não funciona.

O que essas empresas têm em comum?

Ambas estão sem rumo no marketing. E, pra quem tá sem rumo, qualquer lugar serve, porque o mar, chamado mercado, leva a nau a deriva a se perder no oceano da concorrência.

No caso da loja de tapetes, quais foram as iniciativas que foram feitas para reposicionar a loja junto ao consumidor? Quais foram os eventos, quais foram as ações de marketing que a empresa organizou para mudar a ideia do consumidor sobre a marca.

Isso é branding. Isso é a CULTURA que todos falam hoje em dia que precisa existir na empresa.

Se a abordagem da empresa, os funcionários da empresa, os produtos da empresa, a garantia da empresa, os valores agregados do produto da empresa, a divulgação da empresa, as formas de pagamento da empresa,o show room da empresa, não PASSAM para o cliente como sendo uma coisa EXCEPCIONAL, o cliente não vai ver valor nessa empresa, não vai acreditar na excelência dos serviços dessa empresa, e vai passar pra próxima empresa. O oceano vermelho está cheio de tubarões e concorrência por todos os lados. O que toda marca precisa fazer é navegar no oceano azul e, se diferenciar em meio aos concorrentes.

A dica que todo mundo precisa entender é, o VENDEDOR, a MARCA precisa ser um educador de clientes, precisa educar os clientes para entender o diferencial da empresa, precisa ensinar ao cliente sobre o seu produto, sobre a concorrência, sobre o mercado. Em uma empresa, da faxineira ao dono, todo mundo precisa saber vender, atender os clientes com espírito de vendedor porque é nos mínimos detalhes que se faz a diferença.

ISSO sim gera uma boa percepção do cliente. Isso faz com que a empresa qualifique e crie laços com a comunidade de clientes do seu ramo.

O que essas empresas precisam fazer no curto prazo?

Eles precisam saber quem é o seu público-alvo e trabalhar pra eles. Precisa saber qual é o seu cliente e ir pra cima deles. E esse é o ínicio não apenas de um plano de marketing, mas deveria ser o início de um business plan, que deveria ter sido feito no início do negócio.

QUEM é o cara que você quer vender, COMO ele se comporta, AONDE ele está, O QUE ele espera de uma empresa como a sua?

O que eu estou dizendo não é lenga-lenga nem embromation. É que se você não sabe PRA QUEM quer vender, não adianta planejar marketing, propaganda, eventos, porque não vai dar certo. E, aquela desculpa de fazer tudo pra todos não cola. Porque nenhuma empresa consegue agradar a todo mundo. Nem todo mundo gosta das empresas que eu gosto e, nem eu gosto das empresas que os outros adoram.

Faça apenas para o seu público-alvo. Mas, saiba primeiro quem é o seu público-alvo.

E depois?

Depois que você souber TUDO sobre o seu alvo, vá pra cima dele. Vá pra cima dele com eventos, com ligações, com conteúdo. Você, depois que souber qual é o alvo, precisa se infiltrar na comunidade que seus clientes estão inseridos e influênciá-los.

No caso do tapete persa, ligue pros antigos clientes que estão sem comprar, faça uma lista de e-mail e envie conteúdo para esses clientes. Vocês não estão inseridos no mercado de tapetes, vocês estão inseridos no mercado de decoração, precisam saber as tendências, as diretrizes, a moda do mundo da decoração para mostrar isso pros clientes. Vocês não estão com a loja aberta apenas para mostrar e vender tapetes. Vocês estão no ramo de decoração e, precisam mostrar para os clientes que caminho eles devem seguir, porque vocês sabem tudo de decoração e eles não sabem tanto quanto vocês.

Ligue para os clientes antigos, faça eventos de lançamento de produtos, faça eventos com decoradores com palestras para os melhores clientes, faça ativo, peça indicações aos clientes antigos, faça barulho, gere buz. Isso vai despertar interesse sobre a sua empresa, vai fazer vocês serem vistos como uma empresa que MANJA tudo de decoração, que mostra pros clientes quais serão a tendência antes mesmo dela chegar aqui, que mude o aspecto de empresa cara, para de empresa especialista, conhecedora do mercado. É esse o tipo de empresa que os consumidores até pagariam mais para fazer negócios.

No caso da Élide, uma loja no oitavo andar pode parecer estratégicamente mal colocada. Mas, cace todas as distribuidoras de jóias e bijuterias de São Paulo e trabalhe esses revendedores. Panflete e faça mídia de som na própria 25 de Março. Faça telemarketing ativo, mande catálogo para os clientes ativos da empresa para que ele não se limite a vender apenas o que ele comprou, mas sim tudo o que a sua empresa oferece, mesmo que ele não tenha a pronta entrega.

Dê certificado de garantia, tenha uma política de trocas facilitada, mostre credibilidade. Porque muitas empresas que estão na 25 de Março não têm credibilidade. Mostre-se confiável para quem revende. Você não precisa estar no melhor ponto da rua para vender bem. Você pode estar “escondida” e fazer um trabalho de campo bom. Concentre-se em ir pra cima dos revendedores, de educar os revendedores que vocês já possuem. Ofereça para os revendedores treinamentos de vendas, de metas, de apresentação de produtos. Incentive que os seus revendedores façam eventos com os amigos, com os vizinhos, com os parentes para demonstrarem as jóias. Crie desfiles em parceria com alguma marca de roupas para expor fora do seu ponto de venda os seus produtos para mais pessoas. É isso, e não estar estratégicamente bem localizado que vai fazer com que a sua empresa se destaque.

Já o que eu tenho que dizer pra Joana é: a sua participação no evento não termina quando o evento acaba. O tamanho de um stand em um evento não significa que a sua empresa é melhor ou pior do que as outras que têm um stand maior.

Eu indico a você o vídeo abaixo sobre como uma empresa deve se portar em uma feira ou evento. Tenho certeza que a sua empresa tem muito a aprender com essas dicas do Ricardo Jordão Magalhaes.

Já pro Thiago, o que o bar dele precisa fazer é estudar o público que está ao redor dele. Porque não adianta oferecer um serviço para um público que possui uma característica totalmente diferente do que ele quer oferecer. Estude os seus vizinhos. E divulgue, um cardápio, um serviço, uma experiência diferenciada de tudo que tem ao redor. Seja diferente de todos os concorrentes. Tenha os melhores garçons, a melhor música ao vivo de acordo com o perfil da vizinhança e, gere audiência. Nesse ramo, as pessoas acreditam que uma empresa só vai bem se ela está na mídia. Portanto, feche parceria com uma rádio, faça panfletagem semanalmente, e constantemente, carro de som, patrocine shows e eventos. Fique na mídia para que as pessoas vejam o seu nome relacionado a coisas boas, a eventos, a novidades. E ofereça EXPERIÊNCIA. Entregue a melhor experiência da região, da cidade. Treine os seus garçons, cozinheiros, ajudantes, caixa, TODO MUNDO a ser o MELHOR DO MUNDO naquilo que eles fazem.

Esse é o caminho pra fazer a diferença.

O bê-a-bá do marketing começa aí. Nos próximos dias eu vou oferecer um webseminário sobre o bê-a-bá do marketing e as estratégias que as pequenas empresas precisam traçar para fazerem a diferença. Mas, eu preciso de uma turma de, no mínimo 50 pessoas. Se você tem interesse, comente nesse artigo e coloque seu e-mail. Com 50 pessoas interessadas agente fecha uma turma.

Portanto, se você se interessa pelo tema e/ou conhece alguém que precisa de um curso assim, coloca seus dados no comentário que assim que tivermos 50 pessoas interessadas agente vai abrir a turma.

Marketing não é um evento, mas um processo. Ele tem um começo, um meio, mas nunca um final, pois ele é um processo. Você melhora, aperfeiçoa, e até interrompe, mas nunca para o processo completamente“. Jay Conrad Levinson.

O Verdadeiro Segredo da Inovação.

A cobrança para a inovação dentro de micro, pequenas e grandes empresas têm sufocado, muitas vezes o que realmente importa.

Líderes e executivos tentam, a todo custo criar uma cultura de inovação dentro de uma empresa que, muitas vezes esquecem do básico, como entregar o que promete dentro do prazo. Isso, foi uma das grandes coisas que aconteceram nesse final de ano. Inúmeras empresas de e-commerce de sucesso, reconhecidas por sua inovação, por buscarem sempre novos processos, novas formas de distribuição acabaram esquecendo do principal e do primordial para toda empresa existir, o CLIENTE. Com isso, todo esse processo de inovação e bla, bla, bla, acabaram interferindo diretamente no feijão com arroz da empresa e, eu pude ver inúmeros protestos contra essas empresas que INVESTEM com tanta força na INOVAÇÃO que esquecem do resto.

A inovação tem que ser um recurso a mais dentro de uma empresa. Uma empresa não pode deixar nenhum detalhe de fora, apenas por que está investindo em inovação. Como esquecer dos clientes, esquecer de reabastecer os estoques, esquecer de liderar, esquecer da cultura da empresa, esquecer de quem realmente é em prol apenas de uma coisa chamada inovação?

A verdade é que, as pessoas têm ficado tão obcecadas com essa palavra, que muitas vezes esquecem o seu significado e, concentram forças demais para fazer o extraordinário e esquecem do básico.

E o básico, quando bem feito é o que faz a diferença. Inovação não é apenas criar um produto dos sonhos. Muitas vezes, é muito mais inovador entregar um produto antes do prazo, com uma carta de agradecimento da empresa, junto com selos para o caso de devoluções, ou problemas técnicos. É muito mais inovador entregar antes do prazo e facilitar a devolução, em caso de desistência ou problemas, do que investir alguns milhares de reais em um processo e, atrasar o produto de uma compra pra depois do natal.

Imagine comprar um produto antes do natal pra presentear uma pessoa e ele chegar apenas em janeiro do ano seguinte?

Fatos como este acontecem porque as prioridades estão invertidas. Por trás de todo programa de inovação, por trás de todo programa de contratação, por trás de toda campanha de vendas, por trás de toda campanha de marketing, por trás de toda campanha de lançamento deve estar apenas uma pessoa, o CLIENTE.

Quando as coisas se invertem, quando o cliente não está dentro do centro das atenções, quando as bolas se invertem e as pessoas começam a achar que é a inovação que vai levar aos clientes e não o contrário, tá tudo errado.

O que acontece com as empresas quando o foco de clientes muda para o mistério da inovação é que elas começam a perder clientes, perder vendas, entregar atrasado e, começa a ter menos fãs, menos clientes satisfeitos, menos pessoas promovendo a sua marca e, não há inovação que faça a coisa mudar, se executivos e empresas não perceberem que a inovação está nas pequenas coisas, nos detalhes, em fazer o básico com extrema competência e com extrema eficácia. O resto, é perfumaria. Sempre haverá uma maneira de aperfeiçoar o básico fazendo um pouco melhor e entregando mais para o cliente, sem perdê-lo de vista.

E quando isso acontecer, essa sim será a verdadeira e única inovação. Uma inovação que alia o cliente junto da empresa aumentando o valor percebido, aumentando os fãs, aumentando o valor da marca, aumentando o número de clientes, o faturamento e, entregando pontualmente.

A chave da inovação está nos detalhes do básico, e não nas coisas ilusionistas e extraordinárias. Cinco são as chaves para unir inovação, clientes e obter sucesso nessa brincadeira toda:

1. Associar. A capacidade de conectar-se à questões aparentemente não relacionadas, problemas ou ideias de campos diferentes;

2. Questionamento. Inovadores constantemente fazem perguntas que desafiam o senso comum. Eles perguntam “porquê?”, “porque não?” e “e se?”;

3. Observando. Descobertas muitas vezes surgem ao examinar fenômenos comum,  o comportamento dos clientes em potencial, concorrência, e tudo o que acontece ao nosso redor;

4. Experiências. Empresários inovadores experimentam ativamente novas ideias, criando protótipos e lançamento de pilotos;

5. Networking. Inovadores saem de seu caminho para encontrar pessoas com idéias e perspectivas diferentes.

Essas devem ser as diretrizes de qualquer processo de inovação. Obviamente que, antes disso tudo, é imprescindível fazer o dever de casa e dar conta, incialmente do básico, pra depois nevagar pelas novidades.

Obviamente, que tudo ao mesmo tempo. O segredo está em inovar no básico, sem deixar o básico de lado. O resto, é tentativa e erro. Beber, cair e levantar. Ou seja, fazer, se der errado, refazer. O resto? O resto é perfumaria, romance e historinhas bonitas que todo mundo conta…

Tipos de Marketing nos Produtos Brasileiros

Eu digo desde que era pivete e comecei a me interessar pelos negócios, e até hoje não me canso de dizer, PREÇO NÃO DECIDE NADA. Não decide mesmo. Muitas vezes um preço (muito) baixo pode na verdade ATRAPALHAR  a venda de um produto. Exemplo?? Como as pessoas adoram exemplos aí vai. Você chega em uma cidade que não conhece nem um pouquinho e precisa ir a um restaurante para almoçar. Daí, você desce na rodoviária e se depara com dois restaurantes na sua frente, praticamente. Num desses restaurantes a refeição custa R$: 2,50 por pessoa, e você olha o ambiente com mesas de bar, umas pessoas sem uniforme, e resolve dar uma olhada no outro restaurante, só pra ver o aspecto e o “preço”. Chega lá, a refeição é R$: 5,50 por pessoa, os funcionários estão uniformizados, as mesas são colonais, com toalha e o ambiente é claro e arejado. Qual você escolheria?? POIS É!! Quem disse que preço define alguma coisa?? HÁ MUITO TEMPO O PREÇO NÃO É O DESCISOR.

O principal motivo que uma pessoa compra (ou deixa de comprar) em uma empresa é a CONFIANÇA. Confiança no venderdor ou na empresa. Tê-la ou não pode ser decisivo para fechar aquela venda que tanto queremos. Esqueça o preço. Parta para os outros diferenciais. Aqui eu vou citar somente três:

1. Confiança. Tenha a confiança do cliente em você ou na sua empresa. Mostre, não apenas fale, o por que de você ser confiável. No final das contas essa é a pergunta que todo comprador quer ter respondida, mas nunca fazem a nenhum vendedor;

2. Comprometimento. Conheça o cliente. Conheça as limitações do negócio do cliente. Conheça as forças e os diferenciais do seu cliente. Conheça “a fundo” o seu cliente, para que ele veja que você é um ESPECIALISTA NELE;

3. Informação. Conheça o mercado. Estude tendências, mesmo que seja para nadar ao contrário delas. Conheça as novas tecnologias, seja 2.0, produza conteúdo e conhecimento par os outros. AJUDE PRIMEIRO, VENDA DEPOIS!

Se você não qusier ficar atento a isso, vai ter que jogar no outro time, o time do PREÇO, à la Ricardo Eletro, Habibs e Companhia Limitada:

A rede de lanchonete Habib’s irá reduzir o preço, em todo o país, de seu principal produto de vendas, a Bib’sfiha que passará de R$ 0,79 para R$ 0,49, uma queda de cerca de 40%. A iniciativa, que faz parte da campanha “Não é promoção, é uma revolução”, quer elevar as vendas da Bib’sfiha de carne em 30% pelos próximos cinco meses. 

Para conseguir oferecer essa redução de preço ao consumidor e dar sustentação à campanha, as centrais de produção da marca no país irão bonificar as lojas da rede em 20% sobre o total de carne utilizado, além de o Habib’s ter negociado com seus principais fornecedores dos ingredientes da Bib’sfiha de carne. 

A redução no preço além de aumentar o fluxo de clientes na loja, faz parte de um processo de valorização do consumidor Habib’s, apoiado no compromisso da rede em vender produtos de qualidade pelos menores preços possíveis. 

Para se comunicar com o consumidor, o Habib’s utiliza o tom da comédia, com filmes e peças que fazem uma alusão bem-humorada a políticos que revolucionaram a história. Além dos filmes o tema se estende para o ponto de venda através das boinas e bonés, símbolos da Revolução Cubana e que agora se tornam acessórios indispensáveis no uniforme dos funcionários das lojas durante a campanha. 

O diretor de marketing da empresa, Luiz Trielli, frisou que a campanha é um grande desafio. 

– As pessoas estão sem dinheiro, gastaram no natal, nas férias, estão gastando com matrícula e tributos e uma iniciativa de redução de preço no nosso produto carro-chefe, sempre é bem vinda. Tudo indica que a campanha será uma revolução nas vendas da rede – analisa. 

Com venda anual de 600 milhões de unidades que movimentam 66 mil toneladas de farinha e 54 mil toneladas de carne, a Bib’sfiha se popularizou no país. É o produto estratégico no cardápio da rede e o item mais vendido entre os fast-foods em operação no país“. 

Do outro lado do (mesmo) mundo, temos o Arabia, um restaurante Árabe finíssimo que vende esfihas a mais de R$: 10,00 cada, vem bem (vendendo), obrigada. De uma coisa pode ter certeza, se você se posicionar por preço, os clientes irão sempre ver preços e forçá-lo sempre a diminuí-lo, pois preço é diferente de VALOR.

Pense, pense nisso!!