Aonde Você Irá se Proteger da Chuva?

Por que a prudência pode te ajudar a manter os pés no chão na liderança?

O seu corpo não gosta de chuva.

Quando está chovendo e você busca abrigo em uma guarita, para em uma padaria, ou espera a chuva diminuir em algum lugar, o cérebro te premia com endorfina.

A proteção é uma maneira de resguardar a sua vida.

Nossa vida é mais importante do que o restante e, por isso, salvaguardar nossa saúde é mais importante.

Se hoje cair um temporal, aonde é que você vai se esconder para se proteger da chuva?

Ou você não vai se proteger?

Quando cai um temporal, todo mundo quer um local seguro.

E, os mais prudentes, sempre vão esperar a chuva passar antes de sair se molhando e se arriscando por aí.

Você sabe o que significa prudência?

Para começar a prudência é uma virtude. Uma das 4 virtudes (junto com a temperança, a justiça e a fortaleza). Mas, prudência nada mais é do que precaução e moderação.

Então, o que prudência, precaução ou moderação têm a ver com liderança?

John Wooden é um técnico amado nos Estados Unidos.

Dono de um comportamento e um espírito de liderança inigualável, em seu livro “Jogando Pra Vencer”, ele aponta um checklist da liderança, que diz ter sido presente do seu pai para que ele pudesse se tornar uma pessoa melhor.

Diferentemente da tábua dos 10 mandamentos, o checklist da liderança de John Wooden tem apenas 7 itens:

#1. Seja verdadeiro consigo mesmo;

#2. Ajude os outros;

#3. Faça de cada dia a sua obra-prima;

#4. Leia bons livros, sobretudo a bíblia;

#5. Transforme a amizade em uma arte;

#6. Construa um abrigo para os dias de chuva; e

#7. Ore todos os dias para pedir orientação e agradecer as bênçãos que recebeu.

Eu, livremente, interpretei que, a prudência é o 5º hábito necessário para a prática da liderança.

A Liderança é o seu Maior Abrigo | ThinkOutside - Marketing & Vendas, Empreendedorismo e Inovação

A liderança é o seu maior abrigo.

A prudência é a essência da liderança.

Por que uma mãe é prudente?

Porque ela não quer que nada de ruim aconteça com o seu filho e, para isso, muitas vezes começa a ser metódica até demais.

Por que, então, liderança tem a ver com prudência?

Prudência nada mais é do que ser precavido, considerar as possibilidades, prever as variáveis que podem ser resultado disso tudo.

Prudência é pensar antes de agir, por que liderança tem a ver com pensar em atos e em suas consequências.

Prudência é evitar tomar caminhos que sabemos que vão nos levar a maus resultados, por que liderança é saber por onde se pisa.

Prudência é ter um olhar 360º das coisas, por que liderança é sobre aprender com tudo que está ao nosso redor.

Prudência é pensar antes de agir, por que liderança tem a ver com exemplos.

Ser líder é saber guiar e, para ser um bom guia, precisamos nada mais, nada menos do que prudência para percorrermos o caminho que não conhecemos.

Liderança é dar o Exemplo | ThinkOutside - Marketing & Vendas, Empreendedorismo e Inovação

Liderança é sobre dar o exemplo.

O que é liderança para você?

Quando John Wooden fala sobre um abrigo para a chuva, ele não quer dizer apenas sobre prudência.

Ele quer dizer que nem todos os dias serão ensolarados e que, as dificuldades serão muito maiores do que você imagina. E, por esse motivo, você precisa construir um abrigo para que os dias de tempestade não lhe tirem tudo que você tem.

O dia de tempestade pode levar embora sua reputação, seus sonhos, suas vontades, seu dinheiro, sua família e muito mais, mas a tempestade não poderá levar embora aquilo que você já realizou.

A tempestade não pode levar embora o seu abrigo: tudo aquilo que você aprendeu e tudo aquilo que construiu; a tempestade não pode levar embora o desejo de fazer a diferença e não desistir nunca.

Isso é imprescindível na liderança.

Em liderança as pessoas não querem que uma pessoa – com o sem chicote – mandem os “marujos” remarem. As pessoas esperam por uma pessoa que seja a primeira a pegar o remo, chame a responsabilidade para si e diga: “vamos remar”.

Liderança é sobre fazer o certo porque sabemos qual é o certo, e não apenas dizer para os outros qual o caminho se acha certo.

Prudência.

Realização.

Essas duas virtudes, quando combinadas, mostram que liderança é sobre fazer a diferença em seus liderados e subordinados através de ações, de exemplos, de resultados, e não apenas de reflexões.

Liderança é sobre tomar à frente.

As pessoas precisam de outras pessoas que tomem a frente: a frente dos problemas, para solucioná-los, a frente das empresas, para levá-las ao progresso, a frente dos problemas, para resolvê-los.

É isso que as pessoas querem.

Em liderança, tudo que as pessoas menos querem é um oráculo.

Por que cargas d’água um oráculo merecia ser obedecido.

Se ele liderava apenas com palavras, suposições, dogmas, preconceitos e teorias?

As pessoas precisam da liderança na prática.

Como você vai liderar ou comandar uma equipe se você não sabe como agir?

Construa um abrigo para os dias de chuva. A única coisa que não pode mudar é aquilo que você já realizou e tudo que conseguiu aprender durante essa jornada.

A única coisa que você terá, para sempre é o poder de realização e força de vontade. Mesmo sob o maior temporal do mundo, mesmo sob as maiores adversidades que existem, você sempre será lembrado pelo que entregou.

E, se você tiver entregado ótimos resultados e, tiver sido prudente, aprendendo a pensar antes de fazer e calcular riscos, consequências e tomar decisões de forma acertada, você tem, dentro de si o verdadeiro espírito da liderança vivo e forte.

E, sabendo que as realizações não podem ser tiradas de um líder prudente, que aprende com seus atos e com sua equipe, nenhuma tempestade poderá lhe atingir e você será impenetrável.

Impenetrável com o seu escudo chamado reputação.

Impenetrável com o seu escudo chamado realização.

Impenetrável com o seu escudo chamado legado.

Impenetrável com a virtude chamada prudência.

E esse será o seu escudo, o maior abrigo que qualquer pessoa pode construir para qualquer tempestade: a liderança.

A Liderança não Está em Cartas Marcadas | ThinkOutside - Marketing & Vendas, Empreendedorismo e Inovação

A liderança não está em cartas marcadas!

 

 

 

Quando a Paixão Acaba.

Um casamento sem paixão acaba. Mesmo que ainda exista amor, é o fogo da paixão que mantêm os noivos unidos e o relacionamento aceso. Um relacionamento sem paixão, apenas com amor MORRE. Morre porque o amor é um sentimento fraternal, sem desejos, sem libidos. Casamento sem paixão transforma noivos, maridos e esposas em irmãos. Paixão é um sentimento fraterno, é um sentimento sem fogo, sem raiva, meio morno. Bonito, mas totalmente desprezível.

Por que? Porque é a paixão a responsável por nos fazer acordar no meio da noite pensando na pessoa. Ou, de não conseguirmos dormir pensando no que vamos falar pra pessoa no dia seguinte, ou se vamos conseguir fazer com que tudo aquilo que planejamos aconteça.

O amor é o êxtase, é a obsessão e, muitos acham que é doença, porque, uma pessoa apaixonada, não descansa, não enjoa, não muda de ideia, não desiste. Uma pessoa apaixonada é obcecada e luta até conseguir. É um cachorro que, não larga o osso e, por isso, está sempre a postos pra cuidar do seu território.

A paixão é o combustível dos relacionamentos. Amor sem paixão é apego.

O que acontece quando a paixão acaba? As coisas ficam monótonas, chatas, sem novidades, sem promessas, sem perspectivas, sem futuro, se tornam uma obrigação. E aí, a coisa anda para o precipício, para o fim. Mesmo que se tenha algum apego (que pode ser um misto de costume e de pena), as coisas começam a cambalear. Um casamento, quando a paixão acaba, fica sem diálogo, fica solitário, fica insuportável.

Um empreendedor e uma empresa são um casamento. E, como tal, precisa ter paixão, obsessão, vontade e, muito tesão. Sem isso, a paixão vira apego, vira hábito, fica chato e MORRE.

E é justamente isso que acontece com um empreendedor quando a sua empresa torna-se uma obrigação. Acabou a paixão e, as coisas vão perdendo o sentido, a razão de ser e vai morrendo aos poucos. Eu, infelizmente, já tive a oportunidade em ver um casamento desses no fim. Quando o negócio acabava se tornando uma obrigação; quando o negócio acabava se tornando chato; quando o negócio, que um dia foi sua grande paixão, acaba se transformando em um simples emprego.

A pessoa perde a personalidade. Além disso, é perceptível que, o negócio mais incomoda do que agrada. Torna-se uma obrigação e, como tal, sem prazer e, acaba ficando muito chato. No final, só restam horários a cumprir. E aí, as coisas começam a ficar muito ruins.

A minha experiência com isso deixou muito aprendizado. Ver uma pessoa que era pra ser a mais empolgada com o negócio apática não é nada legal. Ver uma pessoa que criou um negócio olhar para ele sem o mínimo de tesão é horrível. Ver um empreendedor se esconder atrás de tarefas ridículas é triste. E o pior. A coisa fica clara. A coisa aparece pra todo mundo. A coisa está na cara. Todos percebem que está chato.

E aí é que vem as reuniões. Diariamente, várias ao dia. Pra que? Pra acompanhar o andamento das coisas, que antigamente eram sabidas de cór e salteado. E, muitas vezes, essas reuniões duram alguns dias. E as respostas não chegam. E as pessoas ficam sem saber pra onde ir. E o empreendedor, se mostra tão perdido quanto todo mundo.

É aí que sugerem férias. Sugerem se afastar. Sugerem descanso. Sugerem isso pra ver se a paixão volta. É como a famosa “segunda lua de mel”. E as coisas só pioram. Nas férias, o empreendedor quer cada dia mais, continuar de férias e, volta pior ainda. Mais desanimado, mais desiludido, mais insatisfeito. Pior, do que funcionário mal reconhecido. E o problema aqui é que um funcionário pede demissão, é demitido e começa outra jornada. E o empreendedor desiludido, desanimado, faz o que?

SOFRE. Sofre quando o certo a fazer é CAIR FORA. Assim como no casamento, a melhor alternativa é o divórcio, nos negócios a melhor alternativa é PARTIR PRA OUTRA. Partir pra um projeto que faça novamente a paixão nascer. Faça novamente o prazer florescer. Somente o calor da paixão é forte o suficiente pra trazer a animação, a epolgação, o brilho nos olhos e a força de volta.

Quando o prazer torna-se uma obrigação, o melhor a fazer é partir pra um novo projeto. Partir pra uma nova oportunidade. Empreender do zero, novamente. Criar mais, arriscar mais e voltar ao jogo. Um empreendedor preso em uma empresa por obrigação mata o espírito empreendedor que possui.

Projetos são como a vida. Nascem, crescem, reproduzem-se e morrem. O segredo é sair enquanto se estar prestes a morrer, e não deixar o corpo apodrecendo e tentar ressucitá-lo, sem nenhuma chance ou alternativa.

Saiba sair de um negócio, se preciso, antes que seja tarde demais. Se sentir que a paixão tá perdendo o apego e tá virando obrigação, vire a mesa e parte pra próxima.

Saiba aproveitar oportunidades e, saiba quando abandonar o barco e, partir pra próxima. Paixão e TESÃO devem ser o motor do empreendedor. Nunca a obrigação e o marasmo devem tomar conta de ninguém. Caso isso aconteça, não pense duas vezes entre a chatice e a emoção.

Somente a paixão e a emoção faz o sangue correr nas veias e proporciona o frio na barriga.

Qual o Significado da Palavra Sucesso?

O sucesso é uma palavra subjetiva. Existem milhares de definições para essa palavrinha. Desde dinheiro, saúde, família, até ser dono do seu próprio negócio, empreendedor, viajar para um local que se tem vontade.

Não há, uma única palavra ou sentimento que defina melhor, ou mais precisamente o sucesso. Cada um tem a sua ideia do que isso seja e, cada um busca isso de um jeito único.

O sucesso é individual. Cada um tem a definição do que é o seu. Em uma reportagem feita pela Revista Época, diversos leitores apontaram o que é o sucesso para eles. Vejam como uma simples palavra pode despertar inúmeros tipos de interpretações e desejos:

E você? O que é sucesso pra você? Qual é o seu tipo de sucesso? O meu já não é segredo

Uma Receita de Ano Novo.

“Somente existe o presente (…) e tudo o que eu tenho, eu seguro em minhas mãos.

Nós estamos fugindo da terra das promessas quebradas”.


E 2009 chega ao fim. Um ano de inúmeros desafios, erros, aprendizados, mais desafios e, oportunidades disfarçadas de problemas.

Eu comecei 2009 com um presente. Me mudei, em 08 de Dezembro de 2008, de mala e cuia para a maior cidade brasileira, São Paulo, a terra da garoa, onde as coisas acontecem, onde residem as oportunidades, os conhecimentos, as pessoas mais “diferentes” dessa país.

E eu tinha muitos desafios pela frente: iniciar uma jornada em um lugar desconhecido, onde eu não tinha amigos, não tinha parentes e, onde fui super bem recebido e, em pouquíssimo tempo já me sentia em casa. Felizmente, eu conheci pessoas geniais. Pessoas que se tornaram amigas, companheiras e, de uma certa maneira, substituíram um pouco minha família por lá.

Se os finais de semana eram curtos demais para estar com a família, a semana passava ainda mais rápido com tantas tarefas, com tantas metas, e muita, muita coisa pra aprender. Em pouco tempo, eu estava me sentindo como um legítimo paulistano. De um lado, a saudade. Do outro, a possibilidade de participar da criação de algo que fosse um pouco meu também.

Quando eu disse, por aqui no ano passado, que eu queria que 2009 fosse o ano de renascer, de construir das cinzas o nosso ovo, eu queria que pudéssemos aprender com os erros, que pudessemos construir alguma coisa fazendo sempre mais do que podemos. Eu queria um ano INCOMODADO. Que fosse um ano onde os erros fossem fontes de aprendizados e que as derrotas fossem a força que impulsionasse todos à vitória.

E aconteceu mais ou menos assim. Começamos o ano em meio à crise. Crise que, mesmo que estivéssemos lutando e trabalhando para ocultar, acabou com muitas empresas, com lares e famílias. MAS, que devido a muita luta, muita garra, muito aprendizado, conseguiu ser superada e, muitos, conseguiram encontrar, reinventar e aprimorar o que faziam para uma nova era: A Era do Conhecimento, onde informação vale mais do que trabalho braçal; a Era das Pessoas, onde boa vontade em aprender e a garra de vencer desafios vale mais do que diplomas e cursos; a Era do Eu Sozinho, onde livros, internet, mídia social e conversas, podem ensinar, MUITO MAIS DO QUE SALA DE AULA.

E, muita gente aprendeu isso e conseguiu sair vitorioso em 2009. É a vitória de uma nova maneira de aprender as coisas. Uma vitória de FAZER DIFERENTE, e não apenas fazer. FAZEJAMENTO sem reflexão é perda de tempo. REFLEXÃO sem FAZEJAMENTO é sonho. E eu não quero ninguém perdendo seu tempo com sonho. E foi assim que as pessoas sairam da crise.

Com força, com reflexão, com muita garra. Saíram da crise, de suas cinzas, com um novo aprendizado, uma nova consciência. Fizeram das cinzas o ovo para RENASCEREM. E conseguiram…

E assim, a fênix me acompanhou por todo 2009. Para aquele que tem muito a aprender, tem sede de inovação e está sempre procurando oportunidades, mesmo que disfarçadas, aprender com erros, com falhas, é uma GRANDE OPORTUNIDADE.

E foi na prática, através de muita reflexão após dias de fazejamento que eu descobri que trabalhamos e guiamos nossa vida conforme aquilo que desejamos, aquilo que escrevemos, e aquilo em que acreditamos. E por isso, 2009 não poderia ter sido melhor.

Eu descobri, na prática, que quando disse que 2009 era o ano da fênix, não sabia que esta seria a mais bela representante de toda revolução que estaria para acontecer por todo o ano. Aprender, fazer, refletir. Essas foram as ações indispensáveis para que um simples ano fosse representado por inúmeras oportunidades de crescimento.

E eu não as desperdicei. Sabendo que, em cada oportunidade, em cada desafio, em cada circunstância, eu mergulhei, em Dezembro de 2008, em um projeto que, ou MUDARIA a minha vida, ou MUDARIA a minha vida.

E a primeira parte de 2009 foi pautada pura e simplesmente nisso. Em aprender, em me atualizar, em fazer o que era preciso, em exercer a liderança. Essa foi a mensagem do primeiro trimestre de 2009. Trabalhar pra APRIMORAR minhas habilidades.

E eu cresci. Cresci porque estava morando sozinho. Cresci, por que estava longe e precisava me virar. Cresci porque estava totalmente apaixonado por aquilo que estava fazendo. Tão apaixonado que fiquei muito triste ao saber que tudo aquilo acabaria.

E essa foi a grande segunda lição que aprendi em 2009. Não importa o quanto você está envolvido, está comprometido com as coisas, quando algo sai errado, quando alguma coisa acontece, sempre sobrará um pouco de responsabilidade para você.

Mas… ainda tinhamos mais oportunidades. MAIS desafios pela frente. MAS, descobri que, se você não estiver interagindo em total sinergia com o que está fazendo, as coisas podem se sair péssimas.

Fazer uma coisa com paixão, entusiasmo; e fazer essa mesma coisa, por obrigação, sem vontade, FAZ TODA A DIFERENÇA. E, infelizmente, foi na prática que pude aprender isso. Fazendo de corpo, mas com a cabeça em outro lugar.

Quando o projeto que me levou para São Paulo acabou, eu achei que ainda poderia me encontrar em outro lugar. E assim, me enganei por um bom tempo nisso, achando que apenas o fato de estar em uma grande cidade já bastava. Mas isso não era verdade. E as coisas estavam péssimas.

Foi quando eu percebi que não valia mais a pena. Não valia me sacrificar por uma coisa que não estava me fazendo bem. Uma coisa pela qual eu não acreditava. Uma coisa pela qual eu não estava em sinergia. Não estava comprometido. E da mesma maneira, não me sentia tão necessário.

Daí vem mais um aprendizado. TESÃO e RECONHECIMENTO. Só vale a pena fazer uma coisa pela qual você tem tesão em fazer, e pela qual as pessoas lhe reconheçam. Caso contrário, trabalho será apenas trabalho.

E quando tudo estava ficando escuro, eu voltei. Voltei pra minha cidade.

Voltei com inúmeros amigos, com inúmeras pessoas que transformaram minha vida, me ensinaram alguma coisa. Voltei com inúmeros aprendizados, inúmeras lições de vida que, só vivendo para aprender. Voltei com gás, com energia e cheio de propósito para criar alguma coisa, e injetar ali, tudo que consegui aprender com o que deu certo e com o que deu errado em 2010.

Se por um lado, deixei amigos para trás, há alguns quilômetros de distância, por outro reavi os que aqui havia abandonado. Se por um lado a carreira na grande cidade ficou de lado, por outro, ter a família e os entes queridos por perto me deixou cheio de energia.

E assim, colocando em prática tudo que eu aprendi, eu fui crescendo, fui aprimorando e, em várias vezes durante 2009, tive oportunidade de renascer das cinzas.

Voltei para ajudar e trabalhar no escritório que sou sócio. Trabalhar na estratégia, no planejamento, traçando metas e objetivos para o crescimento.

Voltei, com uma decisão, pelo menos temporária, que eu teria que trabalhar naquilo que fosse meu. Em uma coisa que dependesse TOTALMENTE do meu esforço e força de vontade. Que fosse o reflexo da minha garra, da minha disposição e da minha vontade de fazer diferente. E assim, em meados de Dezembro, já no finalzinho do ano, nasce a R4 Refeições e Fast Food.

A R4 é a oportunidade de colocar na prática, coisas que aprendi na teoria e, tem sido, de certa forma, uma maneira de realizar, de construir alguma coisa. Agradeço a tudo que eu vivi, aos meus amigos e familiares, que sempre me apoiaram, que foram o motivo de tudo isso ter dado certo. No momento certo, irei falar mais sobre esse projeto, que já se tornou realidade.

Eu continuo sendo apaixonado pelas mudanças. Por isso, estou sempre trabalhando junto com elas. Serei sempre incomodado, mas nunca arrogante. A humildade está marcada em mim e, eu tenho plena consciência de que, sou o único responsável por construir o caminho que quero percorrer.

Sou grato aos erros, aos desafios, às pessoas e as falhas de 2009. Foram graças a elas que fui capaz de aprender com os erros e, por inúmeras vezes, ressurgir das cinzas.

E assim, surge 2010.

2010 é o último ano da primeira década do segundo milênio. E pra fechar com chave de ouro, será o ano em que as expectativas serão superadas pelo sangue nos olhos. Através de muito trabalho, dedicação, estudo, força de vontade, sentido de urgência, vontade de fazer o que precisa ser feito e muita garra, será o ano em que todas as expectativas serão alcançadas e superadas, com muita paixão e sangue nos olhos.

Sangue nos olhos de garra, determinação, incomodismo para realizar e transformar objetivos em realidade. Paixão, compaixão, solideriedade e humildade, para não deixarmos, DE FORMA ALGUMA, as oportundiades passarem, para não deixarmos de realizar um trabalho extraordinário, para transformar as pessoas que estão ao nosso redor em pessoas melhores, para assim, com muita humildade e determinação, consigamos mudar o mundo para melhor, consigamos dar nossa contribuição para um país mais igual, mais trabalhador, mais correto, e menos corrupto, menos ladrão, menos vigarista.

Compaixão, para que sejamos capazes transformar o país da lavagem de dinheiro, do dinheiro na cueca, na meia, no país dos guerreiros, no país das pessoas de bem, no país dos jovens empreendedores, no país da inovação, no país do resultado e no país do agora, não no país do futuro.

Que em 2010 sejamos brilhantes para receber 2011. Que tenhamos serenidade, sobriedade e MUITO empreendedorismo para celebrar vencedores.

Que o Brasil seja um país melhor, para fazer jus a sede de Copa do Mundo e Olimpíadas. Que todos os guerreiros desse país de inspirem nas criancinhas que nada têm, mas mantêm vivas o sonho de ser alguém, quando crescer.

E que cada criança saiba que, o futuro é delas e, cabe apenas a elas colocar os sonhos no papel para que eles se transformem objetivos e assim em metas que possam ser cumpridas.

Que sigamos os exemplos dos guerreiros. Que tenhamos brilho nos olhos e energia suficiente para fazer com que o país do futuro possa adiantar o futuro para o presente. Que possamos trabalhar para acabar com a roubalheira, com o dinheiro na cueca, na meia, com a lavagem de dinheiro, com o caixa dois.

Que a juventude tenha o exemplo de um Brasil que trabalha por uma causa, por um propósito. Que em 2010, o brilho nos olhos, a força de trabalhar, a vontade de vencer, o incomodismo e o sentido de urgência guie nossas mentes empreendedoras para, que com sangue nos olhos, nossas expectativas possam ser superadas. E assim, iniciarmos uma nova década de realização.

Esse será meu norte a partir de algumas horas. FAZER, APRENDER, REFLETIR. CRIAR, INVENTAR, DESTRUIR. Essas serão as palavras que terão o poder de transformar, através de atitudes, o ano de 2010 em um ano que seja possível mudarmos o mundo para melhor.

Que venha 2010 com toda sua beleza! Que as lições de 2009 possam ser eternizadas por toda a nossa jornada, para que como a fênix possamos sempre que preciso renascer e transformarmos nossas vidas. Que em 2010 sejamos fortes para trabalhar e arrombar as portas que, por algum acaso, não se abram para nós.

Que com saúde, humildade, retidão e muita vontade de fazer o que precisa ser feito, sejamos a geração da realização.

Nos vemos em 2010! Que 2010 seja o ano em que expectativas sejam superadas por sangue nos olhos!!

Um fraternal abraço a todos,
Saudações Empreendedoras.
Enrico Cardoso.

Força de Vontade e Resiliência São o Caminho…

ÉPOCA – Há dez anos, o senhor se dedica à questão da inovação. As empresas estão inovando
mais hoje?
Clayton Christensen – Uma série de empresas de vários setores vem incorporando a inovação
em seus processos de gestão. No ramo de tecnologia, a Cisco é um bom exemplo. Ela é uma
das maiores fabricantes de roteadores – uma peça que permite a ligação de vários
computadores entre si em forma de rede. Mas, de repente, uma pequena empresa americana,
a Linksys, criou um sistema de roteadores de internet sem fio para residências que preocupou
a Cisco. Era um produto menos sofisticado que o da Cisco, mas que poderia ser aprimorado
rapidamente e dominar o mercado. É isso o que eu chamo de tecnologia de ruptura. O que a
Cisco fez? Comprou a Linksys, manteve a empresa separada da principal e continuou
investindo no aperfeiçoamento dos roteadores sem fio, para que eles dominem o mercado no
futuro. A One Minute Clinic (Clínica de Um Minuto), do setor de higiene pessoal, é um caso
semelhante. Ela passou a oferecer atendimento rápido ao público em farmácias, por meio de s
uma enfermeira. Ela faz diagnóstico de doenças comuns, como bronquite e alergias, em 15
minutos. O problema é que as empresas só conseguem fazer isso uma vez. Talvez duas. Mas
não conseguem aplicar esse método de inovação por um período longo de tempo.
ÉPOCA – Por quê?
Christensen – No princípio, as tecnologias que revolucionam os mercados surgem em empresas
pequenas e trazem um retorno financeiro menor que os produtos das grandes companhias,
que são líderes de mercado. Nenhuma empresa investe numa inovação que não trará
resultados financeiros tão atraentes quanto seus produtos atuais. Isso explica por que a Boeing
e a Airbus, por exemplo, não desenvolveram os modelos de aviões de médio porte que a
Embraer conseguiu fazer. Elas têm estruturas grandes, sofisticadas e rentáveis. A Embraer,
com seus pequenos jatos, consegue crescer rapidamente e poderá até chegar à liderança de
mercado. A Boeing e a Airbus não podem competir com a Embraer, porque o preço do jato
pequeno é muito baixo para cobrir os custos das estruturas sofisticadas que possuem. A única
saída para elas é criar uma unidade de negócios e fabricar produtos concorrentes aos da
Embraer. O importante é que o dilema é de modelo de negócios, e não de tecnologia. Tanto a
Boeing como a Airbus têm tecnologia para competir com a Embraer.
ÉPOCA – O senhor pode dar um exemplo de uma empresa que foi vítima de uma revolução do
gênero?
Christensen – Um exemplo clássico e triste é a Dell. No fim dos anos 90, a Dell era uma
empresa de muito sucesso. Eles tinham um modelo de negócios em que o cliente entrava no
site e montava um computador pessoal de mesa de acordo com suas preferências. Mas os
notebooks perturbaram o mercado de computadores de mesa. Em 1999, os notebooks não
faziam tudo o que um computador de mesa fazia. Mas a tecnologia foi se aprimorando. Hoje,
eles exercem as mesmas funções e têm a vantagem de ser portáteis. Depois disso, os
blackberries (celulares de última geração com múltiplas funções) e outros computadores de
mão romperam com o mercado de notebooks. E a Dell perdeu negócios porque esses
aparelhos menores têm componentes internos mais dependentes entre si e não podem ser
vendidos separadamente, ao gosto do cliente.
“Quando esperamos que a necessidade de inovar venha até nós, acabamos morrendo “
ÉPOCA – Como surge essa tecnologia que revoluciona o mercado, de ruptura, como o senhor
diz?
Christensen – Podemos identificá-la por um padrão. Em sua primeira aparição, o produto ou
serviço costuma ser caro e difícil de usar. Além disso, exige que o consumidor tenha tempo e
algumas habilidades para lidar com ele. A ruptura surge quando há uma oportunidade de
transformar esse produto ou serviço, que é limitado, em algo acessível para um número
grande de pessoas.
ÉPOCA – Depois de assistir a uma palestra sua, Andy Grove, fundador da Intel, criou a teoria de
que no mundo atual só os paranóicos sobrevivem. O senhor concorda?
Christensen – Sim. Quando esperamos que a necessidade de inovar venha até nós, acabamos
morrendo. O problema é que toda a informação que temos para saber qual é a hora certa de
inovar, do modo como Deus desenhou o mundo, vem do passado. Ainda hoje, a única maneira
de inovar a tempo de não morrer é ser paranóico. Mas as pessoas não precisam ser paranóicas
em relação a tudo. Se tivermos boa base científica, uma metodologia para atingir a inovação,
saberemos sobre o que precisamos ser paranóicos.
ÉPOCA – Como transformar a inovação num sistema que pode ser reproduzido e permite gerar
novas rupturas?
Christensen – Atualmente, a inovação parece uma coisa muito aleatória. A grande maioria dos
novos produtos lançados no mercado fracassa. Isso acontece porque os pesquisadores não
fazem um bom trabalho ao definir os motivos do fracasso. Parte de minha ambição é trazer a
ciência para a inovação e torná-la mais previsível. É preciso criar a ciência da inovação. Ao
lançar um produto ou serviço, as empresas devem almejar um público que chamamos de nãoconsumidores.
São pessoas que, historicamente, não tinham dinheiro, habilidades ou tempo
disponível para gastar. Outro ponto é que, se as empresas segmentarem o mercado de acordo
com as características do produto, o resultado da inovação será duvidoso. Em geral, os clientes
compram os produtos como se contratassem o serviço que ele lhes presta. A segmentação do
mercado deve ser feita de acordo com esses serviços. Aí, a probabilidade de criar um produto
conectado com os clientes é muito maior.
ÉPOCA – Como países que investem pouco em pesquisa, como o Brasil, podem crescer e
alcançar a liderança no mercado global?
Christensen – O ponto crítico para ter sucesso com uma inovação é perseguir um modelo de
negócios que possa competir globalmente. Países como o Brasil têm o melhor mercado para
criar as inovações de ruptura, especialmente pela baixa renda da população. Não tem nada a
ver com tecnologia, é uma oportunidade de criar um modelo de negócios.
ÉPOCA – O que mudou em seu pensamento sobre a inovação nos últimos anos?
Christensen – Uma das coisas que não antecipei foi a flexibilidade com que as empresas
adotam novas tecnologias e a facilidade que têm para implementá-las. Acreditava que a
ruptura se daria apenas com o surgimento de novas tecnologias. Na verdade, ela está mais
relacionada à mudança do modelo de negócios.