Como Você Gerencia os Conflitos da sua Marca na Internet?

Criar um perfil nas redes sociais pode ser gratuito. Mas, se a sua marca não estiver disposta mergulhar nesses canais, o negócio pode acabar saindo bem caro…

Ainda existe muita gente na dúvida. Afinal de contas, pra que servem as redes sociais? Como isso pode impactar a minha marca – positivamente ou negativamente – ao longo do tempo?

A primeira verdade sobre a sua marca e as redes sociais é que o fato de você ter ou não a sua conta por lá não vai aumentar ou diminuir a quantidade de gente falando sobre você.

Falando mal, ou falando bem.

Ou seja, não é o fato de você estar por lá que vai fazer as pessoas se engajarem ou não com você. A sua presença por lá permite a sua marca monitorar o que andam falando de você e, além disso permite que você entre na conversa.

Ao longo do tempo – de 2009 até meados de 2011 – as redes sociais acabaram virando um canal de relacionamento da marca.

De SAC, até pós-vendas, passando por prospecção e etc., é possível, SIM, se relacionar com clientes, leads, prospects e suspects pelas redes.

Mas, muitas marcas acreditam que as redes sociais são um canal para você anunciar. E isso acaba colocando toda a estratégia online da marca por água abaixo.

Reputação das Marcas | ThinkOutside - Marketing & Vendas, Empreendedorismo e Inovação

Você sabe o que as pessoas estão falando sobre a sua marca nas redes sociais?

Preste atenção: a sua marca pode estar indo por água abaixo nas redes sociais.

E, por isso, podemos dizer que o que sentimos – e automaticamente falamos – nas redes sociais, influenciam nossos impulsos, inclusive o que compramos e o que recomendamos.

E agora, pode ser que venha a pergunta que não quer calar: mas afinal, como diabos monitorar a minha marca nas redes sociais e conseguir criar a reputação da minha marca?

A primeira resposta dessa pergunta é: qual é a reputação que você quer criar?

Se você quer criar uma reputação de uma marca atenciosa, prestativa, inovadora, disponível e que esteja preparada para fazer a diferença das pessoas, você não pode, nunca cagar pras redes sociais.

Se você quer criar uma reputação do tipo boa, você precisa não apenas estar presente. Mas, participar. A sua marca não pode apenas ficar vendo as pessoas dançarem na web, ela precisa levantar da cadeira e dançar.

Nas redes sócias você só tem como criar dois tipos de reputação: a boa reputação da sua marca e a péssima reputação da marca.

Em qual lado a sua marca está?

Eu arrisco dizer que: se você não tem perfil nas redes sociais; se você não interage nas redes sociais; se você não se interessa e participa da vida das pessoas, a sua marca está do lado da péssima reputação da marca.

Não participar da conversa nas redes sociais já coloca a sua marca com uma péssima reputação.

Não dialogar com as pessoas mesmo estando presente já coloca a sua marca com uma péssima reputação nas redes sociais.

Não responder as pessoas que interagem com você – pro bem e pro mau – já coloca a sua marca nas redes sociais com uma péssima reputação.

Utilizar as redes sociais como um canal de publicidade já coloca a sua marca nas redes sociais com uma péssima reputação.

A inércia coloca a sua marca nas redes sociais com uma péssima reputação.

O que eu quero dizer com isso?

Com quantos paus se faz uma marca na internet?

Apenas com um: a presença e a boa vontade.

O primeiro guia da sua marca online deve ser aceitar que nas redes sociais você está suscetível a acertos e falhas. Você vai errar e, assumir seus erros publicamente vai ajudar – e muito com que você se aproxime da boa reputação de marca nas redes sociais.

Ninguém é perfeito. Eu não sou, a sua marca não é. Por maior que ela seja, aprenda isso… não existe marcas, pessoas, produtos, empresas, filosofias e crenças perfeitas.

Não importa se você é a startup de garagem, ou se você é a Coca-Cola, a Nike ou a Converse que já utilizaram mão-de-obra semi-escrava para produzir mais barato.

Não… você não é perfeito. Os erros vão acontecer. E, tomara que eles aconteçam.

Por isso, assumir que não é perfeito é o primeiro passo para que a sua marca se distancie da má reputação.

Nem todo mundo vai gostar da sua marca.

As Melhores Marcas em Reputação nas Redes Sociais | ThinkOutside - Marketing & Vendas, Empreendedorismo e Inovação

As melhores marcas em reputação nas redes sociais.

A verdade é dolorosa, mas é a verdade. Nem todo mundo vai simpatizar com a sua marca. E, a diferença é que nas redes sociais, além das pessoas não simpatizarem com a sua marca, eles falam em alto e bom som.

Há aproximadamente um mês atrás eu coloquei um exemplo de como a Claro – sim, a operadora de celular – cometeu uma falha de atendimento comigo bem no dia em que eu fui na loja deles para mudar de operadora.

Olha só que tiro no pé: eu tava puto da vida com a TIM, que sempre cagou pra mim, roubou meus créditos (que sumiam inexplicavelmente sem serem utilizados), e é uma merda de serviço, que perde o sinal de minuto em minuto.

Aí eu fiz uma pequena pesquisa e optei pela Claro.

Chego na Claro e passo raiva.

Pensei comigo que o mundo tava de cabeça pra baixo: ou eu era muito azarado, ou realmente todas as operadores estão uma porcaria.

No artigo, “O que Você Está Fazendo Para Vender Mais Hoje?”, eu falo sobre o probleminha com a Claro.

O artigo foi publicado em uma quinta-feira. Na segunda-feira a galera do marketing da Claro já tava me seguindo no Twitter e pediu, via mensagem direta, o meu telefone celular e e-mail.

No mesmo dia – uma segunda – os caras me ligaram querendo saber o que tinha acontecido e se poderiam fazer alguma coisa pra me ajudar, ou se tinha algo que podiam fazer pra melhorar a minha primeira impressão com a marca.

Eu, educadamente agradeci a atenção e, disse que estava tudo bem. Dito isso, eles inclusive elogiaram a maneira que eu critiquei a marca, sabendo utilizar o exemplo negativo e que fariam o possível para reverter minha primeira impressão.

Dois dias depois eu recebo a ligação da Gerente da Loja da Claro em que eu fui atendido, deixando o número dela pessoal e se colocando à disposição para ajudar no que fosse preciso.

Pronto! Em uma semana a minha percepção da marca da Claro se distanciou quilômetros luz da da TIM.

Eu continuo achando a TIM horrível. Semana passada um amigo foi contratar uma linha e eu aconselhei a não fazer. Dois dias depois já presenciei a sua revolta com o serviço da operadora.

A verdade é que, a Claro reconheceu seu erro. Em momento algum me disseram que a marca estava certa e eu errado. Em momento algum eles empurraram a culpa pra debaixo do tapete. Em momento algum eles me ignoraram, ou fingiram não se importar com o que eu penso.

Eles, desde o primeiro momento se desculparam e quiseram reverter a minha impressão inicial.

Bem, esse é um belo começo para uma empresa. Principalmente de telefonia celular.

Na semana passada, a Claro, a TIM e a Oi foram proibidas de vender seus chips. Só a Vivo ficou a salvo da decisão que condenou as operadoras ao castigo – apesar de, nas esquinas da Avenida Paulista estarem sendo vendidos, aos berros, “chip da TIM, só 5 reais”.

A verdade é que ser autêntico, reconhecer o erro, pedir desculpas e se colocar à disposição é o quadrado perfeito do atendimento padrão. Pode não transformar a empresa na melhor do mundo em atendimento, mas pelo menos ela faz o mínimo necessário.

Em um mar aonde ninguém faz nada, fazer o mínimo é muito e, ajuda no resultado final da equação percepção da marca nas redes sociais.

O problema é que, sempre eu menciono alguma marca online, principalmente pelo Twitter, e nunca – ou quase nunca – recebi nenhum feedback por lá. Principalmente da Flores Online que, na minha humilde opinião é a pior empresa de e-commerce do Brasil.

Você tem apenas uma chance de criar a reputação positiva da sua marca nas redes sociais: participando!

Sendo assim, eu aconselho que você comece agora. Intermediar conflitos entre marcas e consumidores nas redes sociais está longe de ser tarefa fácil.

Pra terminar, eu sugiro que você escute ao podcasting do Leandro Branquinho do RadioVendas sobre o que fazer quando a culpa é da empresa.

 

 

 

7 Dicas indispensáveis para a construção de uma página de produto matadora.

A página de detalhe de um produto dentro de uma loja virtual é a “landing page” oficial do produto na hora da compra.

Se a página não for rica em detalhes que ajudam e motivam o cliente a decidir a compra, ele vai cair fora.

Estudos indicam que o cliente não fica mais do que 5 segundos em uma página de detalhe de produto.

É nessa hora que você pode perder ou ganhar uma venda. Isso porque, no e-commerce, a sua loja virtual é o seu vendedor e, cabe à página de produtos ser uma boa vendedora para conseguir transformar visitantes em clientes.

A página de produtos é um dos seus maiores aliados na hora de aumentar a taxa de conversão do seu site. A página de produto precisa ser atrativa o suficiente para o cliente enxergar seriedade na sua empresa e, ao mesmo tempo se encantar com os seus produtos.

Pensando nisso, nós da Rakuten elaboramos uma série de dicas para que você transforme a sua página de produtos no estado da arte do e-commerce.

#1. Uma imagem fala mais do que mil palavras.

Na internet o texto de descrição do produto não é o suficiente para fechar uma venda. O produto precisa de fotos fantásticas para fechar a compra.

Imagens em alta resolução, imagens tratadas com software de tratamento de imagens, recursos de visualização de fotos em 360 graus, e possibilidade de dar zoom nas fotos são alguns dos recursos que você pode usar imediatamente incrementar o destaque das fotos na página de descrição dos produtos.

#2. Foco nos vídeos.

Os vídeos de produtos serão a próxima grande coisa no comércio eletrônico. É muito mais fácil para o cliente clicar em PLAY em um vídeo e  assistir a tudo que o produto tem a oferecer ao invés de sair lendo tudo que encontrar sobre o produto.

Além disso, ao trabalhar com vídeos a sua loja irá ganhar mais um canal de divulgação, o YouTube – uma vez que você pode armazenar ou promover o seu vídeo por lá.

Você não precisa fazer uma vídeo-aula sobre o produto, nem uma mega produção. Vídeos curtos que mostram as principais funcionalidades do produto, os diferenciais e uma pequena avaliação de pontos fortes e fracos já são muito interessante para ajudá-lo na decisão da compra.

#3. Vá além das descrições dos fornecedores.

Os fabricantes de produtos dificilmente conseguem escrever descrições de produtos realmente relevantes para o consumidor final. A grande maioria das descrições de produtos feitas por fabricantes falam de si mesmos como líderes de mercado, melhores do mundo etc. Uma vez que essas informações são muita parecidas entre todos os fabricantes, fica difícil para o consumidor perceber quem é realmente diferente.

Você pode agregar valor ao cliente e ao próprio forncedor ao reescrever as descrições de produtos usando a linguagem do consumidor. Se você estiver falando sobre um tênis para skate, diga como ele é, qual o melhor jeito de usá-lo e como mantê-lo conservado. Da mesma maneira, se estiver falando sobre um vinho de mil reais, diga sobre como ele se comporta, como VOCÊ – e não o fornecedor – recomenda que ele seja consumido e, como você avalia o produto.

#4. Diga a verdade.

Você precisa ser sincero. Se você disser que todos os tênis para skate que você vende são ótimos, duradouros, eficientes e que o cliente não pode deixar de comprá-los, o consumidor perceberá que você está mentindo. Mas, se você, na sua resenha, falar que o tênis X é bom para X modalidade de skate, o cliente vai perceber que você fala a verdade.

Use a sinceridade na hora de vender. Dizer a verdade é o primeiro passo para criar um vínculo de relacionamento entre sua loja e o cliente.

#5. Deixe seus clientes transmitirem a sua opinião.

Grande parte dos clientes da Rakuten em todo o mundo preferem ler a opinião de outros clientes antes de comprar. Por isso, incentive os seus clientes a produzirem resenhas de produtos em formato de texto ou vídeo. Premie os melhores clientes resenhistas, envie e-mails para incentivar os clientes a resenhar os produtos que compraram.

As resenhas dos clientes é uma das fontes de informação mais poderosa que o consumidor poderia ter.

#6. Dê destaque às informações relevantes.

Frete, prazo para entrega, disponibilidade do produto e formas de pagamento são informações ultra relevantes para quem vai comprar um produto.  Ao deixar uma dessas informações fora da página de detalhe do produto, você perderá clientes.

Muitos lojistas dão uma importância muito grande ao botão COMPRAR na página de detalhe do produto e esquecem de dar ênfase – em algum lugar visível e de destaque – para essas informações que têm grande poder na hora do cliente comprar.

Por isso, assegure que as principais informações sobre pagamento e entrega do produto estejam tão visíveis quanto o botão de compra.

Não adianta colocar essas informações no final da página e fazer o cliente ir até para se informar. Se elas não estiverem visíveis e, de fácil encontro, seus clientes vão abandonar a página do produto antes mesmo que ela termine de carregar.

#7. Link com as redes sociais.

A sua loja precisa interagir com as redes sociais. Se há três anos atrás, Twitter, LinkedIn e Facebook eram apenas um rumor, hoje elas são realidade.

Além disso, não são apenas essas três grandes redes que os clientes usam. Você pode, por exemplo, dar a possibilidade do cliente enviar a sua foto com o seu produto no site e, nessa hora tem muita gente que utiliza muitos aplicativos diferentes, como o Instagram. Algumas lojas já fazem isso. Você envia a sua foto e ganha um pequeno desconto (algo em torno de R$ 1,00 ou R$ 2,00) na sua próxima compra. Além de estimular a participação dos clientes, isso faz com que os clientes queiram divulgar a sua página de produto nas redes sociais para os amigos verem as fotos publicadas na loja virtual.

Essas pequenas dicas certamente farão os clientes olharem para a sua página de produto com outros olhos. Com isso, a sua página de produto será muito mais do que uma mera página de exposição.

Este post foi escrito por mim e pelo Ricardo Jordão Magalhães e publicado originalmente no Blog da Rakuten.