Aonde Você Irá se Proteger da Chuva?

Por que a prudência pode te ajudar a manter os pés no chão na liderança?

O seu corpo não gosta de chuva.

Quando está chovendo e você busca abrigo em uma guarita, para em uma padaria, ou espera a chuva diminuir em algum lugar, o cérebro te premia com endorfina.

A proteção é uma maneira de resguardar a sua vida.

Nossa vida é mais importante do que o restante e, por isso, salvaguardar nossa saúde é mais importante.

Se hoje cair um temporal, aonde é que você vai se esconder para se proteger da chuva?

Ou você não vai se proteger?

Quando cai um temporal, todo mundo quer um local seguro.

E, os mais prudentes, sempre vão esperar a chuva passar antes de sair se molhando e se arriscando por aí.

Você sabe o que significa prudência?

Para começar a prudência é uma virtude. Uma das 4 virtudes (junto com a temperança, a justiça e a fortaleza). Mas, prudência nada mais é do que precaução e moderação.

Então, o que prudência, precaução ou moderação têm a ver com liderança?

John Wooden é um técnico amado nos Estados Unidos.

Dono de um comportamento e um espírito de liderança inigualável, em seu livro “Jogando Pra Vencer”, ele aponta um checklist da liderança, que diz ter sido presente do seu pai para que ele pudesse se tornar uma pessoa melhor.

Diferentemente da tábua dos 10 mandamentos, o checklist da liderança de John Wooden tem apenas 7 itens:

#1. Seja verdadeiro consigo mesmo;

#2. Ajude os outros;

#3. Faça de cada dia a sua obra-prima;

#4. Leia bons livros, sobretudo a bíblia;

#5. Transforme a amizade em uma arte;

#6. Construa um abrigo para os dias de chuva; e

#7. Ore todos os dias para pedir orientação e agradecer as bênçãos que recebeu.

Eu, livremente, interpretei que, a prudência é o 5º hábito necessário para a prática da liderança.

A Liderança é o seu Maior Abrigo | ThinkOutside - Marketing & Vendas, Empreendedorismo e Inovação

A liderança é o seu maior abrigo.

A prudência é a essência da liderança.

Por que uma mãe é prudente?

Porque ela não quer que nada de ruim aconteça com o seu filho e, para isso, muitas vezes começa a ser metódica até demais.

Por que, então, liderança tem a ver com prudência?

Prudência nada mais é do que ser precavido, considerar as possibilidades, prever as variáveis que podem ser resultado disso tudo.

Prudência é pensar antes de agir, por que liderança tem a ver com pensar em atos e em suas consequências.

Prudência é evitar tomar caminhos que sabemos que vão nos levar a maus resultados, por que liderança é saber por onde se pisa.

Prudência é ter um olhar 360º das coisas, por que liderança é sobre aprender com tudo que está ao nosso redor.

Prudência é pensar antes de agir, por que liderança tem a ver com exemplos.

Ser líder é saber guiar e, para ser um bom guia, precisamos nada mais, nada menos do que prudência para percorrermos o caminho que não conhecemos.

Liderança é dar o Exemplo | ThinkOutside - Marketing & Vendas, Empreendedorismo e Inovação

Liderança é sobre dar o exemplo.

O que é liderança para você?

Quando John Wooden fala sobre um abrigo para a chuva, ele não quer dizer apenas sobre prudência.

Ele quer dizer que nem todos os dias serão ensolarados e que, as dificuldades serão muito maiores do que você imagina. E, por esse motivo, você precisa construir um abrigo para que os dias de tempestade não lhe tirem tudo que você tem.

O dia de tempestade pode levar embora sua reputação, seus sonhos, suas vontades, seu dinheiro, sua família e muito mais, mas a tempestade não poderá levar embora aquilo que você já realizou.

A tempestade não pode levar embora o seu abrigo: tudo aquilo que você aprendeu e tudo aquilo que construiu; a tempestade não pode levar embora o desejo de fazer a diferença e não desistir nunca.

Isso é imprescindível na liderança.

Em liderança as pessoas não querem que uma pessoa – com o sem chicote – mandem os “marujos” remarem. As pessoas esperam por uma pessoa que seja a primeira a pegar o remo, chame a responsabilidade para si e diga: “vamos remar”.

Liderança é sobre fazer o certo porque sabemos qual é o certo, e não apenas dizer para os outros qual o caminho se acha certo.

Prudência.

Realização.

Essas duas virtudes, quando combinadas, mostram que liderança é sobre fazer a diferença em seus liderados e subordinados através de ações, de exemplos, de resultados, e não apenas de reflexões.

Liderança é sobre tomar à frente.

As pessoas precisam de outras pessoas que tomem a frente: a frente dos problemas, para solucioná-los, a frente das empresas, para levá-las ao progresso, a frente dos problemas, para resolvê-los.

É isso que as pessoas querem.

Em liderança, tudo que as pessoas menos querem é um oráculo.

Por que cargas d’água um oráculo merecia ser obedecido.

Se ele liderava apenas com palavras, suposições, dogmas, preconceitos e teorias?

As pessoas precisam da liderança na prática.

Como você vai liderar ou comandar uma equipe se você não sabe como agir?

Construa um abrigo para os dias de chuva. A única coisa que não pode mudar é aquilo que você já realizou e tudo que conseguiu aprender durante essa jornada.

A única coisa que você terá, para sempre é o poder de realização e força de vontade. Mesmo sob o maior temporal do mundo, mesmo sob as maiores adversidades que existem, você sempre será lembrado pelo que entregou.

E, se você tiver entregado ótimos resultados e, tiver sido prudente, aprendendo a pensar antes de fazer e calcular riscos, consequências e tomar decisões de forma acertada, você tem, dentro de si o verdadeiro espírito da liderança vivo e forte.

E, sabendo que as realizações não podem ser tiradas de um líder prudente, que aprende com seus atos e com sua equipe, nenhuma tempestade poderá lhe atingir e você será impenetrável.

Impenetrável com o seu escudo chamado reputação.

Impenetrável com o seu escudo chamado realização.

Impenetrável com o seu escudo chamado legado.

Impenetrável com a virtude chamada prudência.

E esse será o seu escudo, o maior abrigo que qualquer pessoa pode construir para qualquer tempestade: a liderança.

A Liderança não Está em Cartas Marcadas | ThinkOutside - Marketing & Vendas, Empreendedorismo e Inovação

A liderança não está em cartas marcadas!

 

 

 

Eu nunca trabalhei oito horas por dia!

O sonho de muitas pessoas é realmente não precisar trabalhar as malditas oito horas do dia. Mas, essa frase aí em cima não é minha. Não fui eu quem a disse e, o seu significado não tem nada a ver com o que algumas pessoas que podem estar lendo esse post estão pensando.

Eu tenho um grande presente em minha vida que é ter a minha família próxima. A relação que tenho com a minha mãe e irmã, que são incomuns e, a relação com todo mundo ao redor. O relacionamento que tenho com primos e tios, são muito mais estreitos do que a maioria, o que faz com que a minha pequena família, de certa maneira, possa-se dizer que é bem unida. E eu tenho por detrás de meu caráter e minha personalidade o exemplo de um grande homem, meu avô, que é o dono dessa frase aí.

Meu avô, hoje para completar seus setenta e nove anos é um senhor que casou muito jovem e, foi pai também muito jovem. E por circunstância do destino, foi pai de dois filhos, um atrás do outro. Digo circunstância do destino porque minha avó era muito inocente, havia sido criada em colégio interno de freiras e, naquele tempo, diferentemente de hoje, as meninas de dezessete anos não sabiam nada sobre educação sexual. Ela mesma me disse que só conseguiu entender, pela lógica e, ligando uma coisa à outra, como se engravidava, quando engravidou do seu terceiro filho.

E depois disso ela teve apenas mais um.

Acontece que, o meu avô em uma idade em que eu estava ainda estudando, e que hoje, 90% dos jovens também estão, já era pai, e pior, de dois filhos. A minha avó, nem bem tinha completado a maioridade e já tinha dois filhos para cuidar. Como ela mesma gosta de dizer hoje, ela era uma criança cuidando de outras duas. E por isso, meu avô nunca pode se dar ao luxo de trabalhar apenas oito horas por dia. E isso, em uma época em que ele trabalhava em turno de revezamento de seis horas, na ainda recente CSN.

Então, essa frase é do meu avô. Ele diz até hoje que, nunca trabalhou apenas oito horas. Depois que ele saia do seu trabalho ele sempre fazia alguma coisa. Construiu meio-fios em alguns bairros que ainda estavam em construção por aqui, foi motorista de taxi, vendedor de meias, relógios e etc. e, assim criou três filhos. Digo três porque o quarto filho só nasceu depois que os outros já estavam grandinhos.

E o mais legal é que meu avô foi vencendo. Em uma época em que curso superior era coisa pra poucos, meu avô com seu conhecimento, seu interesse e sua disposição foi ganhando espaço dentro da empresa em que trabalhava, fazendo contatos, criando seu networking e, sempre fazendo alguma coisa por fora, por aqui ou por ali para ajudar na renda e, assim poder ter um pouco mais de conforto.

Algumas pessoas diriam que a história do meu avô é uma exceção. Mas não é. Ela é muito comum, mais comum do que pensamos, pela época em que aconteceu, nos idos da década de 50. E meu avô não parou por aí. Ele, depois de aposentado, usou seu networking para abrir empresas de consultoria e representação, que duraram até eu ter nascido e já estar grandinho para poder me lembrar de algumas coisas. Mas, o mais importante é o valor que meu avô sabe que o trabalho tem nisso tudo.

Se perguntarmos pra ele a que ele atribui isso tudo, ele não dirá sorte, ou oportunismo, nem nada parecido. Ele responderá com a frase título desse post. Essa é a resposta. Essa é a resposta para grandes perguntas que as pessoas se fazem diariamente, mas que não conseguem enxergar.

Existe uma grande frase que, tem um pouco a ver com isso que é: “o que você faz em seu tempo assalariado determina o seu presente e, o que você faz no seu tempo não assalariado determina o seu futuro”. É mais ou menos isso mesmo. Hoje, estava conversando com um amigo, e ele me disse que o pai dele teve quatorze filhos. E que criou esses filhos com o dinheiro de um salário-mínimo.

Ele me dizia, que quando era moleque, ele e seus irmãos, no final de semana, trabalhavam ajudando a descarregar caminhões de cal, cimento, tijolo, em alguns materiais de construção para ter um trocado pra passar a semana, pra ajudar na merenda da escola, ou para sair com os amigos. E aqui não estou falando de trabalho infantil. Eles faziam porque precisavam, mas primeiro porque queriam. Queriam ter a autonomia e o prazer de ter um dinheiro pra si, para ajudar a desafogar as contas dos pais, e para poderem ter algo a mais do que os pais poderiam lhe dar.

E ele me disse que, nisso aí, ele e os irmãos pegaram gosto pelo trabalho. Que hoje, trinta anos depois, ele e os irmãos são trabalhadores, são esforçados e, têm consciência de que a única forma de conseguir algo para si e para a família que hoje têm é através do trabalho. Através das horas que têm para usar seus talentos e seus conhecimentos para produzirem algo.

Histórias como essa aconteciam antes, muito mais do que hoje. Como esse amigo mesmo me disse, hoje é mais fácil pedir mesada ao pai, pedir um dinheiro pra sair com os amigos, do que a pessoa querer fazer por merecer o dinheiro.

E realmente é mais ou menos isso aí. Eu vejo poucas pessoas, da minha idade, mais jovens ou até mais velhas, pensando que é o que a gente produz que nos transforma no que somos. Vemos poucos jovens pensando em trabalhar antes de terminar a pós-graduação. Vejo poucas pessoas querendo entrar no mercado de trabalho antes dos trinta anos. Vejo muito pouco sangue nos olhos dessas pessoas em trabalharem em construírem.

Muito pelo contrário, elas querem ter, para ostentar, mostrar e gastar. Não sei se falta paixão pelo trabalho, paixão pelo conhecimento, paixão pelos resultador, ou como já dizia o grande Jack Welch, paixão por vencer.

Sei que falta ambição. Falta querer mais. Os jovens hoje não têm contato com o trabalho como uma forma de construir algo, mas sim de conseguir algo. E isso não tem nada a ver com a melhoria da condição financeira da família e à possibilidade de uma pessoa poder focar nos estudos para somente depois trabalhar não. Até porque, subentende-se que, as pessoas estudam para criar, para trabalhar, para contribuir e, a melhor maneira de fazer isso é conciliando, juntamente com o estudo, a prática e o trabalho.

Mas, será que é tão difícil de enxergar isso?

Será que essa falta de ambição, essa falta de prazer por um legado, essa sensação de poder deixar alguma não é resultado disso? Porque eu vejo aquelas pessoas que por necessidade, vontade, ou até mesmo prazer, começaram a trabalhar desde cedo, conseguem se destacar, conseguem criar mais, conseguem ir além daquelas que só trabalham quando realmente precisam?

Porque na maioria das vezes, em sua raiz familiar isso está impregnado. Assim como na minha família, pelo meu avô e pelo pai dele a história de trabalho, de esforço de força-de-vontade e de exemplo; pela família de meu amigo, que começaram trabalhando para ter o “gostinho” da responsabilidade; e pelo exemplo de tantas outras pessoas que criaram famílias trabalhando, construindo e criando as coisas, geralmente em um primeiro momento por necessidade, seja depois por hábito prazer ou gosto.

O exemplo precisa estar impregnado nas famílias. Da mesma maneira que uma empresa precisa de suas raízes para deixar uma mensagem, as pessoas precisam de raízes para se transformarem em pessoas excelentes, diferentes, incomuns.

Eu vou citar um exemplo, sobre o “exemplo” que um amigo deu e que eu achei deslumbrante, que é sobre você precisar ser o exemplo, ser coerente, fazer o que você fala, ter atitude conforme aquilo que você prega porque só assim você consegue contagiar as pessoas que estão ao seu redor e, muitas vezes, aquelas pessoas que são diretamente influenciadas por você.

Um pai que diz que o filho não pode comer a sobremesa antes do almoço (ou da janta), tem que agir da mesma maneira. Não adianta ele dizer que o filho não pode e ele achar que ele, por ser o pai, por ser o “chefe” pode. Se ele diz que o filho não pode comer a sobremesa antes do almoço, ele tem que AGIR dessa forma.

O mesmo é um chefe que exige que os funcionários cheguem no horário. Ele precisa dar o exemplo. Ele precisa estar ali no horário. Se um chefe exige de seus funcionários chegarem às oito, mas não consegue estar na empresa antes das dez significa que ele não tá dando exemplo e, se ele mesmo não consegue cumprir as regras que ele estabelece pra empresa, tem algo de errado.

Da mesma maneira temos o exemplo do trabalho. Se um filho cresce vendo o pai falando mal do trabalho, chegando estressado do trabalho, brigando no trabalho, ele vai achar que aquilo é ruim e, depois não adianta falar que é bom porque a experiência que ele vai ter daquilo é que é algo ruim. E eu acho que é justamente isso que faz toda a diferença.

Eu tenho certeza de que minha mãe e meus tios não cresceram vendo nem meu avô, nem minha avó falar mal do trabalho. Muito pelo contrário, eles cresceram ouvindo o meu avô falar que nunca trabalhou somente oito horas por dia e, que o trabalho não faz mal a ninguém. Da mesma maneira, ele mostrou que a úncia chance de você conseguir construir alguma coisa é por conta do seu trabalho, do seu esforço, dos seus conhecimentos, da sua vontade.

Será que é a falta de exemplo que faz essa apatia que eu vejo hoje por todos os lados. As pessoas enchendo a boca pra falar que não querem enriquecer, como se isso fosse algo proibido, ou um crime. Dizendo que querem apenas ter uma “vidinha tranquila” poder passear, sair e dar uma boa educação para os filhos. Será que alguém pode querer só isso mesmo da sua vida? Será que alguém pode querer apenas que não aconteça nada de ruim? Será que tá todo mundo querendo apenas esperar a vida passar, a aposentadoria e a morte chegar?

Será que tá todo mundo jogando a vida fora, perdendo a chance de criar, de errar, de acertar, de ter experiências, de contar uma história, de recomeçar do zero, de criar riqueza pro universo, de sempre produzir, se querer mais, de se exigir mais, de se cobrar, e de poder deixar um legado, apenas por falta de exemplo?

Qual exemplo essas crianças estão tendo?

Ah! Já sei. Dos pais que trabalham nos Correios e fazem greve. Nos concursados que ganham pra trabalhar pouco e colcocar a culpa na burocracia. Nos pais que trabalham no banco, fazem greve e, de repente, estão em casa enquanto deveriam trabalhar. Mas, o mundo, as pessoas não se lembram dos bancários, dos correios. Elas se lembram das pessoas que quiseram realmente contribuir.

E nesse time, concurseiros, concursados, concursandos e, conformados não fazem parte. São mau exemplo. Mostram que o que importa é você ter e não construir, que o que importa é você ganhar, não conquistar. Realmente é um péssimo exemplo. Um péssimo exemplo pra um país com um grande potencial, que precisa de empreendedores, de netos, bis-netos, tetranetos e filhos de pessoas que nunca trabalharam apenas oito horas por dia.

É uma pena! Estão perdendo uma vida, perdendo a oportunidade de construir uma história de avanço e progresso para construírem e trabalharem na burocracia e na mediocridade. Eu prefiro trabalhar na outra ponta. Eu tive exemplo pra isso e, me envergonharia se não estivesse nessa lado: no lado dos que produzem, dos que puxam pra frente, dos que constroem e, mesmo errando, não desistem!

Eu sou mais um desses loucos. E vou fazendo minha parte. Terei orgulho em, daqui a cinquenta anos dizer pro meu neto que eu nunca trabalhei apenas oito horas por dia, e completar dizendo que aquilo que eu fiz no meu tempo assalariado garantiu o meu presente, mas aquilo que fiz no meu tempo não assalariado garantiu o meu futuro. E eu estarei lá, com ambição, força de vontade e muita determinação para vê-lo.

E quando meus olhos se fecharem pela última vez, quero que meu legado fale por si só!

Acorda!! Tá na hora de mudar o mundo…

Há 1/4 de Século Atrás.

28 de fevereiro de 1985. Esta é a data em que nasci. Há exatos vinte e cinco anos atrás. Ou, como minha mãe passou a frisar, um quarto de século.

Ao nascer, fui presenteado com uma família linda. E hoje, de uma forma ou de outra, um ciclo se fecha. Há aquela crendice de que um novo ano só começa de verdade depois do carnaval. Mas, pra mim, um ano nunca termina de verdade. Eu não paro nas pausas de final de ano. Continuo trabalhando com o mesmo afinco e força de vontade. Acredito que esse negócio de trabalhar em ponto morto até depois do carnaval é uma arma de funcionários, empresários e pessoas mediocres. PONTO. Mas, para mim, um novo ciclo se inicia no último dia de fevereiro. É lá, se algo tem que terminar e outra precisa começar, que acontece. E nesse dia, minha energia se renova e a idade da lugar não a lamentações e a PORQUÊS. Isso não existe.

O dia do meu aniversário é, entre outras coisas, o dia em que eu faço reflexões e me pergunto “aonde eu quero chegar”. Essa é a meta mais importante na vida de qualquer pessoa. E, não há nada mais emocionante, nada mais excitante do que saber que o caminho que trilhamos para nós mesmos depende apenas de nosso esforço.

E o meu esforço está totalmente convergendo para o meu propósito de vida. Aos vinte e cinco anos, ou nesse 1/4 de século eu tive oportunidade de estar a cada dia mais me preparando para as coisas que eu quero que aconteçam comigo.

Eu tenho no sangue o espírito empreendedor, de pessoas que criam famílias, empresas e histórias do zero. Tenho avós, tios e parentes que venceram longe de casa. Tenho na história de minha família, desde meu bisavô, a garra e a determinação de colocar ideias em prática, custe o que custar.

Meu bisavô, pai do meu avô – que é pai de minha mãe -, veio fujido de Portugal ao Brasil, no porão de um navio, até porque avião naquela época era um luxo que poucos poderiam se dar. Ao desembarcar no Brasil, foi descoberto como clandestino e, mandado de volta.

Ele, que não era bobo nem nada, assim que chegou em Portugal deu um jeito de entrar no primeiro navio rumo ao Brasil para voltar à terra que ele havia escolhido para recomeçar a vida. E assim, começou a história do patriarca da minha família pela terra do pau-brasil.

A mãe desse meu mesmo avô era da Alemanhã e, meus bisavós protagonizaram uma coisa até então inaceitável para a época deles: a união estável.

Meus bisavós não eram casados. E mesmo assim fizeram uma família linda e, se amaram do mesmo jeito como se fossem casados. O preconceito, os problemas de meu bisavô – que sequer tinha passaporte nunca foram obstáculos para que minha bisavó constituisse com ele uma família.

A disposição, a garra, a determinação e a vontade de construir as coisas sempre estiveram no meu sangue. Desde o meu bisavô que veio de Portugal, passando por meu avô, que saiu do Rio para o interior, e meus tios, todos temos uma grande vontade de ir pra cima das coisas que nos realizam. Distâncias, dificuldade e problemas NUNCA foram motivos para fazer com que nós desistíssemos. Somos fieis a nosso propósito e, com afinco, determinação e uma certa dose de teimosia, vamos pra cima de nossos objetivos e realizamos nossos propósitos.

Talvez minha família não pudesse imaginar que, quando eu nasci, era mais uma ovelha negra no meio de todos. Eu sou incomodado, persistente, teimoso e chato por natureza.

Nos últimos vinte e cinco anos, eu venho juntando conhecimento, experiências, amigos e realizações por onde eu passo. Eu não tenho medo de dizer a verdade.

MAS, o tempo das loucuras ainda não terminou. Eu digo isso, porque muitas vezes, o que é loucura para os outros não é loucura pra mim. Por mais que os outros me chamem de maluco, de pirado, ou de qualquer coisa do tipo, as coisas fazem todo o sentido pra mim.

Por mais que alguns duvidem, eu sei exatamente o que venho fazendo. E, por causa dessa certeza, por causa dessa vontade de continuar fazendo, as coisas vão acontecendo. Para uns, como um lance de sorte, ou um milagre divino. Pra mim, não há milagres, nem sorte, nem nada. Apenas precisamos ir fazendo as coisas. E uma hora, tudo se encaixa.

Essa foi uma frase que ouvi em um discurso de Steve Jobs. Ir fazendo, ir fazendo. Em algum momento, em alguma hora, por mais inexplicável que possa parecer para os outros, as coisas vão acontecendo. E, não tenha dúvidas de que elas realmente acontecem. Uma hora, a neblina que está tomando conta de nosso caminho da lugar à paisagem. Uma hora, aquele monte de peças de quebra-cabeças da lugar à solução. Uma hora, a interrogação transforma-se em exclamação e, o caminho abre-se na nossa frente como se as coisas sempre tivessem ali e nunca tivéssemos enxergado.

O caminho é construído não apenas com trabalho duro. MAS sim com dúvidas, com interrogações, com reflexão e com muita ajuda.

Eu, felizmente tenho apoio, mesmo que silencioso daqueles que estão ao meu redor. Uma cumplicidade. Uma torcida que, me faz me sentir mais forte, mais preparado e mais corajoso para encarar todos os desafios pela frente.

E completar vinte e cinco anos me faz estar mais forte. E essa força vem com as certezas. As certezas de que estou lutando no lado certo, de que estou vendo as coisas realmente acontecer.

Os anos que passaram levaram consigo as dúvidas. Um ano a mais de vida, menos dúvidas na cabeça. A regra tem sido essa, e os resultados têm sido agradáveis. Eu tenho trabalhado e tenho crescido, aprendido e ensinado.  Nesses vinte e cinco anos tenho tido oportunidades de aprender, de realizar e de mostrar pra que vim. E eu vim pra incomodar, pra ser chato e pra fazer as coisas, que para tantos outros é loucura. Pra mim? Pra mim é tudo perfeitamente normal.

Que venha o próximo quarto de século. O show não pode parar.

A Prática da Liderança.

Uma pesquisa do Centro da Liderança Criativa (Center for Creative Leadership) que entrevistou  2.200 líderes de 15 organizações, em três países entre 2006 e 2008 produziu alguns resultados interessantes. O projeto de pesquisa foi concebido para responder às seguintes perguntas:

1. Quais as habilidades de liderança são essenciais para o sucesso?

2. Quão forte são atuais líderes nessas habilidades críticas e perspectivas?

3. Como esta alinhada a força de hoje e a liderança com as habilidades mais importantes para o futuro?

A pesquisa identificou os seguintes sete competências como mais críticos para o sucesso, agora e no futuro

1. Liderar pessoas: dirigir e motivar as pessoas;

2. Planejamento estratégico: traduzir a visão em estratégias de negócios realista, incluindo os objectivos a longo prazo;

3.Gerir a mudança: utilização de estratégias eficazes para facilitar a mudança organizacional;

4. Compromisso na Inspiração: reconhecer e recompensar as realizações dos trabalhadores;

5. Desenvoltura: trabalhar efetivamente com a gestão de excelência;

6. Fazendo o que for preciso: a perseverança em condições adversas;

7. Tendo um rápido aprendizado: aprender rapidamente novos conhecimentos técnicos ou de negócios.

A conclusão da pesquisa?

Os líderes não estão preparados adequadamente para o futuro. A capacidade de liderança de hoje é insuficiente para atender às exigências de liderança no futuro. Este achado é consistente em todos os países e organizações de quaisquer níveis.

Depois destes resultados, resta-nos apenas a seguinte reflexão:

1. O que estamos fazendo pessoalmente para melhorar nossas habilidades de liderança?

2. O que estamos fazendo para ajudar os outros a melhorar suas habilidades de liderança?

3. Se estamos agindo, estamos fazendo o suficiente?

Dez Questões Para Saber se Sua Empresa Está no Caminho da Inovação.

1. Estamos convencidos de que essa é a nossa escolha? Estamos abertos a abraçar as mudanças?

2. Temos uma estratégia de inovação? Sabemos como nos posicionar nesse campo para nos diferenciar e vencer?

3. A estratégia serve de base para o nosso Programa Integrado de Gestão de Inovação? Abrangendo todas as iniciativas, um “projeto do projeto”?

4. Como estão nossos processos de inovação? Podemos assegurar que a inovação e as idéias são gerenciadas para dar resultados e virar negócio?

5. Como é o nosso ambiente? É por si só um gerador de inovação?

6. Temos acesso à tecnologia necessária para inovar? As ferramentas de trabalho e pesquisa estão disponíveis?

7. E as pessoas, estão integradas? Existe paixão e dedicação no que fazem? Valorizamos os que “fazem diferença” nesse campo? E os que não têm este perfil?

8. Nossos valores e crenças têm clara orientação para uma cultura da inovação?

9. Esses pontos (perguntas anteriores) têm propiciado um clima favorável à inovação e à mudança?

10. Medimos em diferentes dimensões a inovação? Recompensamos os times e indivíduos que a fazem acontecer?

Encontrando a Verdadeira Novidade…

1. Pesquisas antes da criatividade – Em vez de usar todos seus recursos e sortear casas e carros entre seus clientes, destine parte desse dinheiro às pesquisas. Existe distância entre o que as pessoas querem e o que as empresas do segmento realmente oferecem? Como você pode preencher esse espaço? Quais são as oportunidades de posicionamento e imagem de marca? Você só descobrirá isso se pesquisar.

2. Bem-vindo ao clube – Você tem um fã de sua marca, um grupo de pessoas apaixonado por sua empresa e o que ela faz? Vá descobrir quem são os membros de seu fã-clube, aqueles que já utilizam seus serviços ou produtos e os que gostariam de usar. São eles que vão lhe dizer o que é relevante e importante, quais são seus interesses, o que você deveria estar fazendo, etc.

3. Tendências – Qualquer um pode observar tendências, mas poucos podem transformá-las em algo útil. Junte-se a um grupo de consumidores de sua marca. Comecem discutindo as mudanças no mundo e dia-a-dia das pessoas. A seguir, pergunte como essas transformações afetam o que necessitam e seus sonhos? Como eles percebem sua marca atendendo a essas necessidades nascentes? E a marca dos concorrentes?

Educação com Letra Maiuscula.

O comercial abaixo marcou a minha vida. Eu sempre tive certeza de que Educação é coisa séria, que faz a DIFERENÇA no final das contas e que, muitas vezes é por causa dela que temos sucesso em nossas vidas. A minha família é de educadores e eu tenho uma coisa muito certa sobre isso, que me foi dado como exemplo desde pequeno: CADA UM PODE FAZER A DIFERENÇA. Ser brasileiro e não desistir nunca é o tema dessas propagandas, mas a lição que podemos tirar disso tudo é muito mais do que isso. Com certeza todo mundo já a conhece, mas eu não me canso de me emocionar com histórias de pessoas que se comprometeram em mudar o mundo. Ainda mais quando essa mudança é feita COM e PELA EDUCAÇÃO.

O melhor de tudo é o EXEMPLO.  A história de Roberto Carlos é tão bonita, que “o contador de histórias” vai virar filme. Ser pobre, miserável, e ter um passado ruim não é disculpa para a amargura. O afeto pode transformar as pessoas. Sejam bem-vindos à PEDAGOGIA DO AMOR.

Existem Três Formas de Aprendizado…

Eu vejo pessoas aprendendo o tempo todo. Mais do que aprendendo, eu vejo pessoar ensinando e outras querendo ensinar. O que faz com que uma pessoa aprenda mais do que a outra, e o que faz com que uma pessoa tenha capacidade de ensinar mais do que a outra? Além disso, o que faz uma pessoa aprender mais sozinha do que todas as outras?

Existem três formas de aprendizado e, somente uma delas é pode ser aplicada a transferência do conhecimento. Três formas que em apenas UMA delas é possível aprender com os OUTROS. Ou seja, temos uma grande possibilidade de aprender sozinho se soubermos interpretar as coisas que estão ao nosso redor.

A primeira é o exemplo. Professores que ensinam mais contam mais histórias. Isso é fato. Um professor de matemática que apenas ensina como calcular a hipotenusa e bla, bla, bla, ensina muito menos do que aqele que conta a sua horigem, sua história, sua aplicabilidade e, se tiver bom humor então, melhor ainda. E o líder que lidera pelo exemplo, FAZ o que FALA e FALA o que FAZ mostra a seus funcionários que, realmente pratica aquilo que exige de todos eles, ou seja DÁ O EXEMPLO. O exemplo é a ÚNICA FORMA eficaz de se aprender de uma outra pessoa e jamais esquecer, sem decorar, sem se forçar a fingir que sabe algo que você não gosta. Quem ensina pelo exemplo, por maneiras diferenciadas do comum faz a diferença. Quem foge disso, nem de longe ensina alguma coisa. 

O EXEMPLO é a única maneira de se aprender de verdade com os outros. As outras são sozinhos. O susto é a segunda maneira. Isso mesmo SUSTO, por que não? Tomar um susto é sempre bom de vez em quando. Uma quase batida de carro ao avançar o sinal, um quase acidente depois de dirigir embreagado, um quse atropelamento por atravessar fora da caixa, uma quase demissão, todos esses acontecimentos tem uma OPORTUNIDADE enorme de aprendizado. E as coisas não ficam só nos exemplos acima. Tomar um susto verdadeiro faz com que reflitamos sobre conduta, sobre princípios e PRINCIPALMENTE sobre ATITUDE. É uma ótima maneira de aprendizado e uma ótima forma de EVOLUIR.

O último jeito de aprender alguma coisa é o ERRO. Errar é humano, persistir no erro, burrice, mas aprender é PRECISO. Aprender com o erro é reconhecer falhas e EVOLUIR. O grande problema do erro é que ele é irreversível, e muitas vezes ensina com crueldade, mas somente quando erramos aprendemos a ouvir os outros e repensar atitudes.

Salve as três formas de aprendizado. Aprenda em todos os momentos. Você aprende com as suas atitudes, ou ainda prefre fingir que ouve os outros?