O Empreendedorismo Não é Nada Sem Resiliência.

O melhor amigo do empreendedorismo é a resiliência. Nem tudo é festa quando o assunto é empreendedorismo e, muitas vezes, perguntas vazias habitam a mente de um empreendedor. Dúvidas, questões e perguntas que, muitas vezes NUNCA têm respostas habitam a mente de qualquer empreendedor.

Porque ontem vendeu mais do que hoje? Será que fizemos certo ao abrir este negócio? Onde tudo isso vai dar? Será que as previsões que fizemos e nossos objetivos serão atendidos? Ainda é tempo de voltar atrás? O que fazer pra aumentar as vendas? Como promover o meu negócio?

Quanto maior o conhecimento empreendedor, mais dúvidas habitam a mente de um empresário. E isso acontece com todo bom empreendedor. Empresário que não tem dúvidas, que não tem preocupações, que não é habitado por interrogações em sua cabeça não é empreendedor de verdade.

A verdade é que não conseguimos controlar fatos que ficam fora de nosso domínio. Não podemos obrigar cliente a comprar; não podemos obrigar-nos a fazer milagres e vender muito todo dia; não podemos desanimar quando as coisas fogem do controle; não podemos desanimar quando as coisas não são satisfatórias.

Não há milagres nos negócios. Não há regras. Não há verdades absolutas. Quando a teoria vai pra prática, TODOS os livros são rasgados e, o que vale é o jogo de cintura, é a observação, é a perseverança e, o mais importante, a resiliência. É ela, e somente ela, a responsável por manter a cabeça do empreendedor erguida. Por fazê-lo criar cada vez mais perguntas e, buscar incessantemente pelas respostas.

É a resiliência, o primeiro comportamento empreendedor. Mas o que diabos significa RESILIÊNCIA? Segundo a Wikipedia,

Resiliência é um conceito oriundo da física, que se refere à propriedade de que são dotados alguns materiais, de acumular energia quando exigidos ou submetidos a estresse sem ocorrer ruptura. Após a tensão cessar poderá ou não haver uma deformação residual causada pela histerese do material – como um elástico ou uma vara de salto em altura, que verga-se até um certo limite sem se quebrar e depois retorna à forma original dissipando a energia acumulada e lançando o atleta para o alto.

É medida em percentual da energia devolvida após a deformação. Onde 0% indica que o material sofre deformações exclusivamente plásticas (plasticidade) e 100% exclusivamente elásticas (elasticidade) .

O cientista inglês Thomas Young foi um dos primeiros a usar o termo. Tudo aconteceu quando estudava a relação entre a tensão e a deformação de barras metálicas, em 1807. Resiliência para a física é, portanto, a capacidade de um material voltar ao seu estado normal depois de ter sofrido tensão.

SIM. Resiliência é um termo da física, adaptado para os negócios porque um líder, um empreendedor, DEVE ser capaz de se manter, mesmo se submetido à ruptura, ao estresse. Resiliência é a capacidade de se manter intacto, de se manter firme, de se manter forte e sem se quebrar, mesmo diante das maiores pressões, das maiores dúvidas, dos maiores problemas, dos maiores dilemas.

É a certeza de que o trabalho está sendo feito corretamente, que está progredindo, que está firme nos princípios e propósitos de seu negócio. Sem a resiliência, as dúvidas dão lugar ao pessimismo e tudo é motivo pra achar que as coisas vão dar errado, que o negócio não vai pra frente, que a maré não tá pra peixe, e que tudo tá difícil e tende a pioras.

Resiliência, adaptando-se pela física, é a capacidade de manter-se frio diante do calor das preocupações, do calor das incertezas, do calor da dúvida, do calor da concorrência, do calor das frustrações, do calor do pessimismo. É a capacidade de manter-se frio, de manter-se firme, de manter-se dentro do negócio e buscar respostas para as perguntas e caminhar em frente, de cabeça erguida, trabalhando no crescimento de um negócio.

Resiliência é estar frio. Não se abalar pelo pessimismo ou por falsas desgraças. É estar 100% comprometido com o sucesso do negócio e, com isso, fazer o que for preciso para que ele dê certo, e por isso, não se abalar com os furacões da incerteza.

Supere o estresse. Supere as críticas. Supere o pessimismo e a incerteza. Esteja resiliente e, não deixe que estresse e um ambiente duvidoso acabe com a sua expectativa. Trabalhe para mudar o clima, seja rápido e esteja sempre atento.

A resiliência é o único caminho para manter a serenidade no rumo de seu negócio. Exercitar o comportamento resiliente é a única chave para sermos líderes e empreendedores melhores:

1. Mentalize seu projeto de vida, mesmo que ele não possa ser colocado em prática imediatamente. Sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade;

2. Pratique esportes e métodos de relaxamento e meditação para aumentar o ânimo e a disposição. Os exercícios aumentam o nível de endorfinas, hormônios que proporcionam sensação de bem-estar;

3. Procure manter o lar em harmonia, pois este é o “ponto de apoio” para recuperar-se;

4. Aproveite parte do tempo para ampliar os conhecimentos, pois isso aumenta a autoconfiança;

5. Transforme-se em um otimista em potencial;

6. Assuma riscos (tenha coragem);

7. Apure o senso de humor (desarme os pessimistas);

8. Separe bem quem você é do que você faz;

9. Use a criatividade para quebrar a rotina;

10. Permita-se sentir dor, recuar e, às vezes, flexbilizar para em seguida retornar ao estado original.

A resiliência é a irmã gêmea do empreendedorismo. Se completam, se juntas. Sozinhos, sentem um, a falta do outro.

Resiliência em 10 Dicas.

1. Mentalize seu projeto de vida, mesmo que ele não possa ser colocado em prática imediatamente. Sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade;

2. Pratique esportes e métodos de relaxamento e meditação para aumentar o ânimo e a disposição. Os exercícios aumentam o nível de endorfinas, hormônios que proporcionam sensação de bem-estar;

3. Procure manter o lar em harmonia, pois este é o “ponto de apoio” para recuperar-se;

4. Aproveite parte do tempo para ampliar os conhecimentos, pois isso aumenta a autoconfiança;

5. Transforme-se em um otimista em potencial;

6. Assuma riscos (tenha coragem);

7. Apure o senso de humor (desarme os pessimistas);

8. Separe bem quem você é do que você faz;

9.Use a criatividade para quebrar a rotina;

10. Permita-se sentir dor, recuar e, às vezes, flexbilizar para em seguida retornar ao estado original.

Força de Vontade e Resiliência São o Caminho…

ÉPOCA – Há dez anos, o senhor se dedica à questão da inovação. As empresas estão inovando
mais hoje?
Clayton Christensen – Uma série de empresas de vários setores vem incorporando a inovação
em seus processos de gestão. No ramo de tecnologia, a Cisco é um bom exemplo. Ela é uma
das maiores fabricantes de roteadores – uma peça que permite a ligação de vários
computadores entre si em forma de rede. Mas, de repente, uma pequena empresa americana,
a Linksys, criou um sistema de roteadores de internet sem fio para residências que preocupou
a Cisco. Era um produto menos sofisticado que o da Cisco, mas que poderia ser aprimorado
rapidamente e dominar o mercado. É isso o que eu chamo de tecnologia de ruptura. O que a
Cisco fez? Comprou a Linksys, manteve a empresa separada da principal e continuou
investindo no aperfeiçoamento dos roteadores sem fio, para que eles dominem o mercado no
futuro. A One Minute Clinic (Clínica de Um Minuto), do setor de higiene pessoal, é um caso
semelhante. Ela passou a oferecer atendimento rápido ao público em farmácias, por meio de s
uma enfermeira. Ela faz diagnóstico de doenças comuns, como bronquite e alergias, em 15
minutos. O problema é que as empresas só conseguem fazer isso uma vez. Talvez duas. Mas
não conseguem aplicar esse método de inovação por um período longo de tempo.
ÉPOCA – Por quê?
Christensen – No princípio, as tecnologias que revolucionam os mercados surgem em empresas
pequenas e trazem um retorno financeiro menor que os produtos das grandes companhias,
que são líderes de mercado. Nenhuma empresa investe numa inovação que não trará
resultados financeiros tão atraentes quanto seus produtos atuais. Isso explica por que a Boeing
e a Airbus, por exemplo, não desenvolveram os modelos de aviões de médio porte que a
Embraer conseguiu fazer. Elas têm estruturas grandes, sofisticadas e rentáveis. A Embraer,
com seus pequenos jatos, consegue crescer rapidamente e poderá até chegar à liderança de
mercado. A Boeing e a Airbus não podem competir com a Embraer, porque o preço do jato
pequeno é muito baixo para cobrir os custos das estruturas sofisticadas que possuem. A única
saída para elas é criar uma unidade de negócios e fabricar produtos concorrentes aos da
Embraer. O importante é que o dilema é de modelo de negócios, e não de tecnologia. Tanto a
Boeing como a Airbus têm tecnologia para competir com a Embraer.
ÉPOCA – O senhor pode dar um exemplo de uma empresa que foi vítima de uma revolução do
gênero?
Christensen – Um exemplo clássico e triste é a Dell. No fim dos anos 90, a Dell era uma
empresa de muito sucesso. Eles tinham um modelo de negócios em que o cliente entrava no
site e montava um computador pessoal de mesa de acordo com suas preferências. Mas os
notebooks perturbaram o mercado de computadores de mesa. Em 1999, os notebooks não
faziam tudo o que um computador de mesa fazia. Mas a tecnologia foi se aprimorando. Hoje,
eles exercem as mesmas funções e têm a vantagem de ser portáteis. Depois disso, os
blackberries (celulares de última geração com múltiplas funções) e outros computadores de
mão romperam com o mercado de notebooks. E a Dell perdeu negócios porque esses
aparelhos menores têm componentes internos mais dependentes entre si e não podem ser
vendidos separadamente, ao gosto do cliente.
“Quando esperamos que a necessidade de inovar venha até nós, acabamos morrendo “
ÉPOCA – Como surge essa tecnologia que revoluciona o mercado, de ruptura, como o senhor
diz?
Christensen – Podemos identificá-la por um padrão. Em sua primeira aparição, o produto ou
serviço costuma ser caro e difícil de usar. Além disso, exige que o consumidor tenha tempo e
algumas habilidades para lidar com ele. A ruptura surge quando há uma oportunidade de
transformar esse produto ou serviço, que é limitado, em algo acessível para um número
grande de pessoas.
ÉPOCA – Depois de assistir a uma palestra sua, Andy Grove, fundador da Intel, criou a teoria de
que no mundo atual só os paranóicos sobrevivem. O senhor concorda?
Christensen – Sim. Quando esperamos que a necessidade de inovar venha até nós, acabamos
morrendo. O problema é que toda a informação que temos para saber qual é a hora certa de
inovar, do modo como Deus desenhou o mundo, vem do passado. Ainda hoje, a única maneira
de inovar a tempo de não morrer é ser paranóico. Mas as pessoas não precisam ser paranóicas
em relação a tudo. Se tivermos boa base científica, uma metodologia para atingir a inovação,
saberemos sobre o que precisamos ser paranóicos.
ÉPOCA – Como transformar a inovação num sistema que pode ser reproduzido e permite gerar
novas rupturas?
Christensen – Atualmente, a inovação parece uma coisa muito aleatória. A grande maioria dos
novos produtos lançados no mercado fracassa. Isso acontece porque os pesquisadores não
fazem um bom trabalho ao definir os motivos do fracasso. Parte de minha ambição é trazer a
ciência para a inovação e torná-la mais previsível. É preciso criar a ciência da inovação. Ao
lançar um produto ou serviço, as empresas devem almejar um público que chamamos de nãoconsumidores.
São pessoas que, historicamente, não tinham dinheiro, habilidades ou tempo
disponível para gastar. Outro ponto é que, se as empresas segmentarem o mercado de acordo
com as características do produto, o resultado da inovação será duvidoso. Em geral, os clientes
compram os produtos como se contratassem o serviço que ele lhes presta. A segmentação do
mercado deve ser feita de acordo com esses serviços. Aí, a probabilidade de criar um produto
conectado com os clientes é muito maior.
ÉPOCA – Como países que investem pouco em pesquisa, como o Brasil, podem crescer e
alcançar a liderança no mercado global?
Christensen – O ponto crítico para ter sucesso com uma inovação é perseguir um modelo de
negócios que possa competir globalmente. Países como o Brasil têm o melhor mercado para
criar as inovações de ruptura, especialmente pela baixa renda da população. Não tem nada a
ver com tecnologia, é uma oportunidade de criar um modelo de negócios.
ÉPOCA – O que mudou em seu pensamento sobre a inovação nos últimos anos?
Christensen – Uma das coisas que não antecipei foi a flexibilidade com que as empresas
adotam novas tecnologias e a facilidade que têm para implementá-las. Acreditava que a
ruptura se daria apenas com o surgimento de novas tecnologias. Na verdade, ela está mais
relacionada à mudança do modelo de negócios.