A Criatividade é o Único Caminho…

Seja lá qual for o ramo do seu negócio, em algum momento você terá que ser criativo. Ainda mais em períodos de recessão econômica, ter boas ideias pode representar a diferença entre o sucesso e a falência. Engana-se, no entanto, quem pensa que a criatividade é um dom reservado a poucos privilegiados. Segundo o empresário, escritor e consultor empresarial Roberto Menna Barreto, a criatividade é uma função natural do cérebro humano, que está ao alcance de todos que queiram conhecê-la e aplicá-la.

Autor do best seller Criatividade no trabalho e na vida (Ed. Summus, 512 p.) – eleito em 1998 como um dos dez melhores livros na área de Administração de Empresas –, Menna Barreto é considerado uma autoridade no assunto.

O senhor afirma que a criatividade é uma palavra “mistificadora, mirabolante”. Afinal, o que é criatividade?

Costumo dizer que criatividade nada mais é que uma palavra de 12 letras. E que muitas vezes só serve para atrapalhar, porque já se mistificou tanto sobre o assunto que acabou se transformando num bicho-de-sete-cabeças. Faço questão de deixar a arte fora desse papo porque a criatividade aplicada às artes é outra coisa. Na verdade, criatividade nada mais é do que um ato mental simples, trivial e intelectualmente primário, capaz de gerar uma solução inédita para um problema. Não é possível entender corretamente as manifestações criativas se elas não estiverem imbricadas a problemas. Sair por aí pintando flores pelos muros, só para dar um exemplo, pode até ser exemplo primário ou não de arte, mas não é de criatividade.

A criatividade só surge quando estamos diante de algum problema?

Sim, mas não é qualquer problema. Podemos considerar que 99,9% dos problemas não precisam de criatividade nenhuma para serem resolvidos. São questões já previstas racionalmente, que se resolvem com técnicas ou com o bom senso. A criatividade só é exigida quando você esgota todas as soluções racionais para uma questão e continua sem resposta. É neste momento que o profissional precisa ser criativo e partir para novos enfoques. Essa parcela mínima – o 0,01% dos problemas – é a única que pode levar uma pessoa a ganhar US$ 50 mil (ou outra quantia qualquer).

A criatividade é um talento?

Pode até ser um talento, mas ao afirmar isso corremos o risco de cair nesta simplificação: o que é talento? Porque o talento pode ser desenvolvido, estimulado. O que eu posso afirmar é que não há ninguém criativo ou ninguém não-criativo. Não existe uma coisa nem outra. O que existem são pessoas abertas à criatividade e outras não. A criatividade é um dado psicobiológico da personalidade que não depende de inteligência. Ela é originada de pressupostos ambientais e psicológicos, internos e externos. Trata-se de um pensamento mais primário, infantil e rudimentar do que qualquer elucubração teórica.

Como exercitar a criatividade no meio empresarial?

O primeiro passo é os empresários saberem o que é criatividade e qual a sua matéria-prima. De modo geral, os homens de negócio são pessoas com uma taxa de inteligência muito alta, que sabem perfeitamente reconhecer atos criativos. Não só os empresários, mas o público em geral sabe reconhecer sinais de criatividade. As pessoas reconhecem com exatidão a criatividade em uma decisão, num anúncio publicitário ou outdoor. Só que as pessoas desconhecem os pressupostos e as características imprescindíveis para o surgimento da criatividade. Tem empresário que acha que pode despertar a criatividade dos funcionários com discursos como: “vocês precisam ser criativos” ou “vamos criar, gente!”. Isso não leva a nada, é puro terrorismo! Ninguém vai se tornar criativo porque o chefe ordenou, pois a criatividade é quase sinônimo de espontaneidade. É um fenômeno advindo da espontaneidade individual de cada um perante determinado problema. Não pode ser algo forçado.

O que justifica a falta constante de criatividade em algumas empresas?

Eu não tenho dúvida em dizer que o problema nesse caso é um erro crasso de liderança. Líderes eventualmente inteligentes, racionalmente competentes, que conhecem a fundo as metas e orçamentos, que são excelentes cobradores das tarefas, mas que não conhecem o processo da criatividade. Um grupo que esteja todo ele trivial e quadrado é problema de liderança. O bom líder não é aquele que só tem consciência das metas e que cobra o cumprimento de tarefas. O bom líder deve ser uma pessoa inspiradora. Ele tem que conhecer os processos de criatividade para ser uma pessoa inspiradora. As pessoas criam para impressionar, para ganhar o reconhecimento de alguém que admiram. Sem isso a equipe é medíocre. Seja uma revista em Florianópolis ou um restaurante em Paris, não há nenhuma empresa criativa que não seja dirigida por um sujeito formidável. O sujeito formidável é o cara que, de forma realista, levanta a motivação da equipe. Outro grande inimigo da criatividade é a preocupação com o status, o que é muito comum no meio empresarial. Principalmente entre presidentes e diretores, que passam a se levar muito a sério. Um bom presidente é o que tem 99% da responsabilidade do cargo e de objetividade, mas que conserva 1% do menino que ele já foi um dia, e que no fundo acha tudo uma molecagem.

Quais são os fatores imprescindíveis para estimular a criatividade?

São três os ingredientes da criatividade: bom humor, irreverência e pressão, que resumo com a sigla BIP. Tudo começa com o bom humor. Só é capaz de ter boas ideias quem está numa boa. E bem-humorada não é aquela pessoa que está sempre rindo e achando tudo maravilhoso, dizendo pelos corredores da empresa que “Deus é brasileiro”, etc. Esse excesso de otimismo não significa bom humor. Isso em alguns casos pode ser até sinal de doença mental, a chamada “euforia maníaca”. Esse tipo tende a ser chato e a brincar fora de hora. A pessoa bem-humorada não precisa necessariamente rir. É claro que ela sorri com facilidade. Mas o riso, em si, não é sinal absoluto de bom humor. Bom humor é “estar numa boa”. É um estado de espírito em que, independentemente do problema que lhe aflige – se é queda nas vendas, ou se é problema pessoal, etc. –, você permanece numa boa. O problema é o problema, mas a pessoa de bom humor continua numa boa.

E o que significa ser irreverente?

Muita gente que pensa que a letra I da sigla BIP quer dizer inspiração. Criatividade não tem nada de inspiração, mas sim de irreverência. E isso não significa rebeldia, oposição ou revolta. Ser irreverente é ter jogo de cintura, é conservar aquele leve ceticismo, sabendo que nada no mundo é 100% exato. É não levar nada demasiadamente a sério. Principalmente os problemas. Não leve os problemas tão a sério. É muito importante aprender, ler, voltar sempre para a universidade, mas não endeuse nenhum conhecimento, não o coloque como coisa sagrada. Saiba que 1% de tudo que você lê, ouve e vê, incluindo os melhores e mais honestos autores, sempre terá uma parcela mínima de besteira. Para criar, o pensamento tem que deixar de ser ativo, como é durante o raciocínio lógico, e passar a ser passivo. A criatividade é passiva. Você não conquista ideia nenhuma. Você é conquistado por elas. Por isso é um prazer enorme criar. Quem trabalha com criatividade tem que saber atrair as ideias. Não é correr atrás delas, mas atraí-las. É preciso estar receptivo às ideias, por isso o bom humor e a irreverência são fundamentais.

O senhor costuma gerar muita polêmica durante seus seminários ao afirmar que a pressão é um fator fundamental para a criatividade. De que forma a pressão pode ser benéfica ao processo criativo?

Costumo dizer que as pessoas são mais criativas quanto maior a pressão. É uma frase provocadora. Mas isso acontece porque a maioria da pressão que o pessoal sofre hoje no chamado “turbo capitalismo” é uma pressão desvalorizadora. É uma pressão que implica o risco da demissão. Se o cara está ameaçado a ser demitido, ele não vai criar nada. Agora, imagine só: se houver bom humor e irreverência num ambiente, mas não houver pressão, nada acontece, vira um clima de clube. No ambiente empresarial, as pessoas precisam de alguma pressão para funcionar. Quando eu falo em pressão, não quero dizer ameaça ou coação. E sim a pressão proveniente de um problema. Há muita diferença entre uma e outra. Costumo dar o seguinte exemplo: uma equipe trabalha o ano inteiro resolvendo problemas. Chega o fim do ano e acontece aquela festa de confraternização, todo mundo se reúne numa boa, tomando cerveja, etc. Ou seja, estão todos de bom humor e irreverentes, achando graça de tudo, etc. Que boa ideia essa equipe vai ter durante a festa? Nenhuma, porque não tem um problema em jogo. Se não há problema, não há ideias, mas sim divagações. Vamos imaginar então que, de repente, chega a secretária com um e-mail urgente, que é entregue ao chefe. Está todo mundo lá superbem-humorado e eis que surge o problema. O primeiro pensamento do líder provavelmente será “que azar, vamos fazer uma reunião de emergência, agora é sério, vamos buscar uma solução”. Ninguém vai dar uma boa ideia porque entrou o problema e saiu o bom humor e a irreverência pulou fora. É isso que normalmente acontece.

Como é possível criar um ambiente de “pressão criativa”?

O desafio dos líderes é fazer com que o bom humor e a irreverência resistam às diferentes pressões. A criatividade não funciona se falhar algum destes itens. Um bom líder, que conheça o processo de criatividade, é um líder que valora sua equipe. Não se trata de bajular ou enganar. Mas sim de valorar. Também não se trata de ameaçar ou acuar, mas valorar. É importante que o líder ou diretor de uma empresa saiba reconhecer de forma sincera o trabalho de seus colaboradores. Em seguida, ele deve pressionar, mas pressionar pra valer. Ou seja: reconheça, valorize e pressione, sempre mantendo o bom humor, o entusiasmo e a irreverência.

Mas a pressão – ainda que não configure uma ameaça – não favorece o clima de estresse na equipe?

As pressões têm que ser realmente exercidas, mas num quadro de gente valorada, entusiasmada, que não perca sua motivação. O que leva ao estresse não é a pressão em si, mas sim a atitude da liderança. A criatividade está ligada ao entusiasmo. As pessoas não se entusiasmam porque você fez um discurso dizendo “gente, temos que ser criativos, temos que resolver problemas”. Se uma pessoa diz “eu estou espontânea”, é porque não está. Impossível alguém falar isso. Porque a espontaneidade requer inclusive certo grau de inconsciência. Quando a pessoa finge que está entusiasmada, ela está num estado de espírito terrível para a criatividade, que a análise transacional define como “impulsor”. É este tipo de líder impulsor que leva a equipe ao estresse. São pessoas que sufocam. Ninguém se estressa pelo número de problemas que tem que enfrentar ou pelo excesso de trabalho, ou porque o chefe é implicante. A pessoa se estressa porque foi lidar com impulsores.

Como encarar a pressão e os problemas com bom humor?

Isso depende da estrutura psicológica das pessoas. A princípio, nada no mundo deve retirar o seu bom humor, nem problema empresarial. Muito menos queda nas vendas, crise ou recessão. Nenhuma crise deve te impedir de estar numa boa. Claro, existem casos de falecimento, por exemplo, que a pessoa vai se deprimir. Mas isso não é problema, é uma fatalidade, que deve ser administrada de forma humana e sincera. O bom humor na hora do trabalho – eu insisto, não se trata de ficar rindo –, você se conservar numa boa, isso vale ouro no ambiente profissional.

É possível conciliar a “lógica quadrada dos manuais de gestão” com a criatividade no contexto organizacional?

É possível, se a pessoa não levar estes conceitos demasiadamente a sério. É preciso também entender como surgem as boas ideias, porque não dá para enquadrá-las em nenhuma regra. No meu último livro, eu cito duas obras sobre gestão de ideias. Uma delas sugere um fluxograma explicando o surgimento da ideia. Tem lá um quadradinho que representa o “eureka” seguido da análise, custos, riscos, etc. Ou seja, eles colocam esse esquema como se fosse algo infalível, mecânico. Ninguém chega e diz “daqui a 15 minutos temos que ter uma ideia”. Não é assim que funciona, ninguém cria dessa forma. A ideia vem quando quiser, se ela quiser. E você tem que anotar tudo depressa, ou vai perdê-las.

Força de Vontade e Resiliência São o Caminho…

ÉPOCA – Há dez anos, o senhor se dedica à questão da inovação. As empresas estão inovando
mais hoje?
Clayton Christensen – Uma série de empresas de vários setores vem incorporando a inovação
em seus processos de gestão. No ramo de tecnologia, a Cisco é um bom exemplo. Ela é uma
das maiores fabricantes de roteadores – uma peça que permite a ligação de vários
computadores entre si em forma de rede. Mas, de repente, uma pequena empresa americana,
a Linksys, criou um sistema de roteadores de internet sem fio para residências que preocupou
a Cisco. Era um produto menos sofisticado que o da Cisco, mas que poderia ser aprimorado
rapidamente e dominar o mercado. É isso o que eu chamo de tecnologia de ruptura. O que a
Cisco fez? Comprou a Linksys, manteve a empresa separada da principal e continuou
investindo no aperfeiçoamento dos roteadores sem fio, para que eles dominem o mercado no
futuro. A One Minute Clinic (Clínica de Um Minuto), do setor de higiene pessoal, é um caso
semelhante. Ela passou a oferecer atendimento rápido ao público em farmácias, por meio de s
uma enfermeira. Ela faz diagnóstico de doenças comuns, como bronquite e alergias, em 15
minutos. O problema é que as empresas só conseguem fazer isso uma vez. Talvez duas. Mas
não conseguem aplicar esse método de inovação por um período longo de tempo.
ÉPOCA – Por quê?
Christensen – No princípio, as tecnologias que revolucionam os mercados surgem em empresas
pequenas e trazem um retorno financeiro menor que os produtos das grandes companhias,
que são líderes de mercado. Nenhuma empresa investe numa inovação que não trará
resultados financeiros tão atraentes quanto seus produtos atuais. Isso explica por que a Boeing
e a Airbus, por exemplo, não desenvolveram os modelos de aviões de médio porte que a
Embraer conseguiu fazer. Elas têm estruturas grandes, sofisticadas e rentáveis. A Embraer,
com seus pequenos jatos, consegue crescer rapidamente e poderá até chegar à liderança de
mercado. A Boeing e a Airbus não podem competir com a Embraer, porque o preço do jato
pequeno é muito baixo para cobrir os custos das estruturas sofisticadas que possuem. A única
saída para elas é criar uma unidade de negócios e fabricar produtos concorrentes aos da
Embraer. O importante é que o dilema é de modelo de negócios, e não de tecnologia. Tanto a
Boeing como a Airbus têm tecnologia para competir com a Embraer.
ÉPOCA – O senhor pode dar um exemplo de uma empresa que foi vítima de uma revolução do
gênero?
Christensen – Um exemplo clássico e triste é a Dell. No fim dos anos 90, a Dell era uma
empresa de muito sucesso. Eles tinham um modelo de negócios em que o cliente entrava no
site e montava um computador pessoal de mesa de acordo com suas preferências. Mas os
notebooks perturbaram o mercado de computadores de mesa. Em 1999, os notebooks não
faziam tudo o que um computador de mesa fazia. Mas a tecnologia foi se aprimorando. Hoje,
eles exercem as mesmas funções e têm a vantagem de ser portáteis. Depois disso, os
blackberries (celulares de última geração com múltiplas funções) e outros computadores de
mão romperam com o mercado de notebooks. E a Dell perdeu negócios porque esses
aparelhos menores têm componentes internos mais dependentes entre si e não podem ser
vendidos separadamente, ao gosto do cliente.
“Quando esperamos que a necessidade de inovar venha até nós, acabamos morrendo “
ÉPOCA – Como surge essa tecnologia que revoluciona o mercado, de ruptura, como o senhor
diz?
Christensen – Podemos identificá-la por um padrão. Em sua primeira aparição, o produto ou
serviço costuma ser caro e difícil de usar. Além disso, exige que o consumidor tenha tempo e
algumas habilidades para lidar com ele. A ruptura surge quando há uma oportunidade de
transformar esse produto ou serviço, que é limitado, em algo acessível para um número
grande de pessoas.
ÉPOCA – Depois de assistir a uma palestra sua, Andy Grove, fundador da Intel, criou a teoria de
que no mundo atual só os paranóicos sobrevivem. O senhor concorda?
Christensen – Sim. Quando esperamos que a necessidade de inovar venha até nós, acabamos
morrendo. O problema é que toda a informação que temos para saber qual é a hora certa de
inovar, do modo como Deus desenhou o mundo, vem do passado. Ainda hoje, a única maneira
de inovar a tempo de não morrer é ser paranóico. Mas as pessoas não precisam ser paranóicas
em relação a tudo. Se tivermos boa base científica, uma metodologia para atingir a inovação,
saberemos sobre o que precisamos ser paranóicos.
ÉPOCA – Como transformar a inovação num sistema que pode ser reproduzido e permite gerar
novas rupturas?
Christensen – Atualmente, a inovação parece uma coisa muito aleatória. A grande maioria dos
novos produtos lançados no mercado fracassa. Isso acontece porque os pesquisadores não
fazem um bom trabalho ao definir os motivos do fracasso. Parte de minha ambição é trazer a
ciência para a inovação e torná-la mais previsível. É preciso criar a ciência da inovação. Ao
lançar um produto ou serviço, as empresas devem almejar um público que chamamos de nãoconsumidores.
São pessoas que, historicamente, não tinham dinheiro, habilidades ou tempo
disponível para gastar. Outro ponto é que, se as empresas segmentarem o mercado de acordo
com as características do produto, o resultado da inovação será duvidoso. Em geral, os clientes
compram os produtos como se contratassem o serviço que ele lhes presta. A segmentação do
mercado deve ser feita de acordo com esses serviços. Aí, a probabilidade de criar um produto
conectado com os clientes é muito maior.
ÉPOCA – Como países que investem pouco em pesquisa, como o Brasil, podem crescer e
alcançar a liderança no mercado global?
Christensen – O ponto crítico para ter sucesso com uma inovação é perseguir um modelo de
negócios que possa competir globalmente. Países como o Brasil têm o melhor mercado para
criar as inovações de ruptura, especialmente pela baixa renda da população. Não tem nada a
ver com tecnologia, é uma oportunidade de criar um modelo de negócios.
ÉPOCA – O que mudou em seu pensamento sobre a inovação nos últimos anos?
Christensen – Uma das coisas que não antecipei foi a flexibilidade com que as empresas
adotam novas tecnologias e a facilidade que têm para implementá-las. Acreditava que a
ruptura se daria apenas com o surgimento de novas tecnologias. Na verdade, ela está mais
relacionada à mudança do modelo de negócios.

Como Atrair e Reter Funcionários Excepcionais.

Dicas para ter os melhores funcionários segundo o diretor do Centro Avançado de Negócios da Universidade de Dallas,  Bob Prosen.

1. Faça da sua empresa um lugar onde as pessoas queiram trabalhar. Oferecer um bom equipamento de trabalho, com a melhor tecnologia possível, e trabalhar paralelamente por uma causa social e/ou verde podem ser bons atrativos para seu empreendimento.

2. Encontrar profissionais talentosos é uma coisa, mantê-los é outra. Segundo estudo feito  pela empresa AchieveGlobal em setembro do ano passado, 23% dos trabalhadores dos Estados Unidos acreditam que deixarão seus empregos dentro de um ano. As estatísticas são mais relavantes quando tratam de pessoas jovens. Para evitar o chamado “turnover”, a sugestão é estreitar o relacionamento profissional rapidamente. Isso pode ser feito por meio de um programa de mentores, em que funcionários sêniors acompanhem de perto os mais novos.

3. Outra medida é desafiar seus empregados com novas atividades e procurar lhes dar oportunidades de crescimento, sempre – é claro – preocupando-se com o equilíbrio entre a vida dentro e fora do ambiente de trabalho.

4. Não dê pouca importância para os benefícios. Se sua empresa puder fornecer auxílio previdênciário e plano de saúde, já ganha vantagens competitivas em relação às demais pequenas, que têm cortado esse tipo de gasto.

Bob

O Corpo Fala? Dane-se!!

SIM. O corpo fala. Agora pegue essa verdade, compre o livro e vai treinar com as meninas na balada. Lá esse tipo de coisa dá certo. Se ao você falar a menina inclinar o corpo em sua direção, ela está interessada, se a direção de seus pés estiverem ao lado oposto do seu, já era! Braços cruzados então, CORRA! Se a menina colocar a bolsa na sua frente, está com vergonha, medo, retraída e pode estar incomodada. Se tiver sentada de perna aberta, vai que é sua! Agora, pare por aí por favor. Por que se a linguagem do corpo fosse realmente tão importante assim, tirariam as nossas bocas.

A linguagem corporal é IMPORTANTE? NÃO! A postura é importante? SIM. Mas, acima de tudo vem as pessoas, as mensagens diretas, o talento, a força de vontade, a garra e a determinação. Por que se fosse pra julgar uma pessoa pela camisa preta ou rosa, o resto não importa. Julgar o contexto pelo detalhe é ignorância e burrice. Julgar idéias pela idade, pela forma é preconceito é acreditar que por que nossa camisa é mais engomada somos superiores. Pelo que eu saiba, a inteligência ainda é medida pelo cérebro e pelas atitutes, não pela marca do sapato. Ou vai me dizer que o homem que voltou a ser o mais rico do mundo, Bill Gates é um exemplo de elegância? Nem se tentasse. Com tamanha feiura, IMPOSSÍVEL. Imagine se alguém ficasse reparando em seus cagoetes? Hoje, talvez não estaria escrevendo nesse blog. Sabe-se lá!

Wou.. homens bregas e mulheres têm aos montes. Quer uma prova? Ande por São Paulo, em qualquer lugar às 18:00h. Querer que todos sejam chiques, bonitos, elegantes, sensuais e ótimos alunos de etiqueta é a mesma coisa que querer um mudo igual, com pessoas iguais, niveladas pela APARÊNCIA, o que eu acho um absurdo. As modelos miss universo são lindas, deslumbrantes, chiques e um exemplo de como se vestir, se comportar e bla, bla, bla. Mas diabos, elas sonham com a paz mundial até hoje! Falam errado, não completam os estudos e são as grandes culpadas por grande parte do preconceito contra as mulheres.

MAS, chega uma hora em que as pessoas caem de suas cadeiras, onde o talento vence o preconceito, o cinismo, a antipatia e a arrogancia. SIM… o que importa é o talento, o treino, a capacidade, a luta e a vontade. Uma das poucas lições que meu pai me deu foi que NINGUÉM é obrigado a ter a melhor roupa, a mais cara, a mais nova. Sua roupa pode estar remendada, pode estar velha, pode ser apertada ou larga. Só precisa estar LIMPA!  A única coisa que precisa estar a todo vapor é você, sua cabeça, seu cérebro e sua vontade.

E pra fazer eu me regojizar existem pessoas como Susan Boile e Paul Potts. Sim. Pessoas diferentes, talvez um pouco esquisitas, mas que no quesito que mais importa tiram a nota dez: talento e dedicação. Ninguém nasce bom, nosso treino e nossa vontade nos torna bons. Susan é uma senhora de 47 anos, gordinha, totalmente ao avesso dos padrões de beleza norte-americanos. Paul então, nem se fala. Além disso tudo, é super tímido. MAS, FELIZMENTE calaram a boca de todo mundo do pior jeito possível, COMPROVANDO que por mais que o corpo fale, quem grita é a voz. E a ALMA, e o CORAÇÃO.

Eu conhecia os vídeos há muito tempo. São grandes cases de sucesso de virais. Mas o que importa por trás disso tudo são as histórias. As histórias e lições que podemos tirar. A Susan continua sendo uma senhora de 47 anos espalhafatosa e um pouco acima do peso, mas se você não ouví-la cantar, quem sai perdendo é você. O Paul continua sendo simples e tímido, com nenhuma auto-confiança, mas ouví-lo nos traz uma paz incrivel. Eu, continuarei usando minha camisa cor-de-rosa. Será que algum cliente não vai me receber por conta disso?? É uma pena!

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

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