Hoje é o primeiro e o último dia.

Dias atrás eu iniciei uma série de  posts sobre liderança. O post foi inspirado no livro de John Wooden, “Jogando pra Vencer” e é um checklist de alguns comportamentos para despertar o espírito da liderança.

O checklist é composto de sete itens:

  1. Seja verdadeiro consigo mesmo;
  2. Ajude os outros;
  3. Faça de cada dia sua obra prima;
  4. Leia bons livros, sobretudo a bíblia;
  5. Transforme a amizade em uma arte;
  6. Construa um abrigo para os seus dias de chuva; e
  7. Ore todos os dias para pedir orientação e agradecer as bençãos que recebeu.

Estamos na segunda semana do ano. Ou seja, aquele furor de ano novo, das resoluções, promessas, paz e amor já perdeu o gás, a chama já deu aquela diminuída. Nós vivemos e acordamos, cada dia como se ele fosse apenas uma parte de uma coisa maior. E não como se cada dia fosse essa coisa maior.

Nós sempre achamos que teremos o dia de amanhã, mas na verdade, não temos nenhuma garantia de que estaremos de pé ao amanhecer. E, tentar fugir da morte não vai garantir vida eterna pra ninguém. Só vai fazer você ter uma vida sem nenhuma história pra contar. Por isso, melhor do que temer a morte, é se entregar à vida como se hoje fosse o último dia.

A verdade é que a morte está aí. Mais dia menos dia ninguém sai ileso do encontro com ela. Mas, muita gente só se da importância de não temer a morte e, aproveitar o dia como se fosse o último quando se depara com ela, ou quando quase morre.

Steve Jobs diz isso.

Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que querem chegar ao Paraíso não querem morrer pra estar lá. Mas, apesar disso, a morte é um destino de todos nós. Ninguém nunca escapou. E deve ser assim, porque a morte é provavelmente a maior invenção da vida. É o agente de transformação da vida. Ela elimina os antigos e abre caminho para os novos.

E ele, quando se deparou com a morte, viu que, mais cedo ou mais tarde vamos morrer e, depois disso, o que vai restar são as memórias. Nossas realizações, nossas ideias, nosso legado.

E é sobre isso que diz o terceiro item sobre o checklist da liderança: faça de cada dia a sua obra prima. Hoje é o primeiro e último dia da sua vida. O ontem já passou. O amanhã é incerto. Um bom líder sabe que, se quiser deixar o seu exemplo contagiar os seus liderados precisa fazer de todos os dias a sua obra prima.

Esqueça o ano que passou, se o mundo vai acabar em 2012 ou não. Concentre-se no dia de hoje. Porque ele é a oportunidade e fazermos coisas excelentes, de fazermos aquilo que será o nosso legado. Liderar é estar na frente. Quando um funcionário acorda na Segunda desanimado pra trabalhar, se ele ver o seu líder com o mesmo desânimo, ele não terá nenhum motivo pra dar o seu melhor e fazer o que tem que ser feito. Afinal, amanhã será terça, depois quarta e, aí sim eu faço o que tem pra fazer. Afinal, hoje é segunda, dia mundial da ressaca e, por que cargas d’água pra mim seria diferente?

Mas, quando o líder está animado e pronto para fazer desse dia a sua obra prima, a pessoa que está curtindo a sua segunda da ressaca se sente incomodada. A frase carpe diem é famosa hoje. Neguinho não sabe o que ela quer dizer, não sabe o que está por trás dela e, na verdade só fala isso porque é modinha.

Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibifinem di dederint, Leuconoe, nec Babyloniostemptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati.seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam,quae nunc oppositis debilitat pumicibus mareTyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevispem longam reseces. dum loquimur, fugerit invidaaetas: carpe diem quam minimum credula postero. [Tu não indagues (é ímpio saber) qual o fim que a mim e a ti os deuses tenham dado, Leuconoé, nem recorras aos números babilônicos. Tão melhor é suportar o que será! Quer Júpiter te haja concedido muitos invernos, quer seja o último o que agora debilita o mar Tirreno nas rochas contrapostas, que sejas sábia, coes os vinhos e, no espaço breve, cortes a longa esperança. Enquanto estamos falando, terá fugido o tempo invejoso; colhe o dia, quanto menos confiada no de amanhã].

Viva o dia de hoje como se fosse o último. Viva como se fosse a última hora. Viva e não guarde o melhor pra amanhã. Viva e, faça o melhor agora. Somente aproveitando momentos, aproveitando o tempo, e fazendo o seu melhor a cada dia é que conseguimos inspirar as pessoas a darem o melhor de si.

As pessoas dizem que os funcionários precisam ser motivados. BALELA! Ninguém motiva ninguém. O máximo que uma pessoa pode fazer pela outra é inspirá-la não com palavras, mas com ações. Fazer o melhor como se fosse o último dia. As pessoas só se sentem motivadas a fazer aquilo que você pede a elas, se verem que você está na linha de frente da batalha.

Existem milhares de filmes que mostram a liderança pelo exemplo, pela inspiração. Filmes que o líder faz de cada dia, de cada ensinamento, de cada atitude a sua obra prima. Que ele está na frente, que ele é o primeiro e, assim, fazendo de cada dia a sua obra prima, de viver cada dia como se fosse o último, eles arrastam seus liderados, eles deixam um legado, eles escrevem seu nome na história.

O vídeo abaixo é só um pequeno exemplo de quando uma pessoa se coloca na frente dos outros, no lugar dos outros e faz  de cada dia a melhor obra prima que consegue. É um vídeo velho e, no início do blog, há alguns anos atrás ele já passou por aqui. É muito conhecido mas, explica muito bem sobre exemplo, inspiração e liderança.

Haja como se você só tivesse um dia pra mostrar a que veio. E, faça isso todos os dias. Porque, não sabemos quantos dias mais teremos pra mostrar a que viemos. Isso irá tocar as pessoas. Irá motivá-las e, irá certamente fazer que elas queiram te seguir pra qualquer lugar que você vá.

Quando Menos é Mais.

O meu avô costuma dizer, ao final de cada dia: “Menos um dia de vida pra mim, pra você e pra todo mundo”. 2010 acabou e isso significa menos 365 dias de vida pra todos nós, que ainda estamos aqui sangrando e lutando. Portanto, devemos pensar, com cuidado e carinho, o que vamos fazer com os 365 dias de vida que iremos perder em 2011.

Então é isso. 2010 foi embora e, não podemos fazer mais nada a respeito. Depois das perdas, das vitórias e dos problemas, ainda estamos aqui, vivos, lutando e, muitas vezes, olhando para o lado errado. Geralmente, não estamos acostumados a perder muita coisa e, a perda faz parte do aprendizado, faz parte da rotina e, é impossível sair ileso de todas as experiências que vivenciamos ao longo dos dias de 2010.

Para mim, 2010 foi um ano de derrotas. Algumas, não umazinha ou vivenciei alguém que perdeu alguma coisa. Eu perdi, eu aprendi com as perdas e, com algumas delas, venho tentando suportar até hoje. Algumas delas são momentâneas, outras delas nos arrastam, nos remoem por toda a nossa vida, por nossa existência.

Mas não é por causa das derrotas, das perdas, das pessoas, dos erros que 2010 foi um ano totalmente ruim. Ainda sim é possível aprender quando nos sentimos caindo em um precipício, ou quando olhamos para o lado e não enxergamos ninguém.

O mais interessante é que achamos que, algumas perdas são irreparáveis e, outras não. E daí vem a primeira lição que temos que aprender com elas.

Lição #1. Não se pode banhar duas vezes em um mesmo rio. Filosoficamente, isso significa que, um rio sempre é diferente e que, as águas que por ali passam, não voltam. Por isso, se você foi algum rio e se banhou, quando voltar lá, mesmo que, no mesmo lugar, as águas serão outras, o que farão com que você se banhe em um rio totalmente novo, em uma nova água, e talvez, por alguma ação da natureza, em um terreno modificado.

Isso também se aplicam as nossas perdas, as nossas derrotas. Não tem como as coisas voltarem ao que eram antigamente, mesmo quando aparentemente podemos resolver as coisas, podemos reaver nossas perdas. Uma perda financeira, acarretará inúmeras lições, mesmo que amanhã ou depois você consiga reverter essa situação. Como essa, qualquer perda nos força a aprendermos com ela e, mesmo que revertamos a situação, não poderemos apagar o tempo, nem as mudanças que aconteceram em nosso redor (incluindo nós mesmos), durante e após a perda, até o momento da re-conquista.

O que acontece é que, até as coisas que perdemos e, conseguimos reaver, não faz com que o tempo em que estiveram perdidas suma, nem que os aprendizados adquiridos durante aquele tempo seja diminuido e, muito menos ainda as transformações que essa perda causaram em nós mesmos.

Não quero aqui tratar de perdas, mas sim sobre a forma que podemos aprender com elas. E quando menciono a palavra perdas, podemos ainda encaixar em um mesmo contexto outras: derrotas, danos, morte, sofrimento, erros e etc. Todas são aplicáveis aqui quando eu digo perdas. Da mesma forma com que não podemos nos banhar em um mesmo rio duas vezes, não podemos esquecer que vivemos, aprendemos, conhecemos pessoas, e nossa vida muda no decorrer do tempo. Portanto, mesmo que perdemos alguma coisa e a recuperemos depois, muita coisa em nossa vida muda, muita coisa ao nosso redor muda. Não somos o mesmo. Aquilo que perdemos e recuperamos, também não.

A perda é um marco histórico, pois marca aqueles que perderam e aquilo que foi perdido.

Na verdade, mesmo que recuperemos aquilo que foi perdido, já não será aquela mesma coisa que perdemos. Portanto, é impossível recuperar a mesma coisa que perdemos. Da mesma maneira que, no rio, as águas que passam não voltam mais, na perda, aquilo que recuperamos NUNCA é a mesma coisa que perdemos. Nem nós somos. Os fatores temporais modificam tanto aqueles que perderam quanto aquilo que foi perdido.

Sendo assim, não recuperamos o que foi perdido, mas sim conquistamos uma nova coisa. Dá-se o início a uma nova coisa, um novo relacionamento. Nada de duas vezes no mesmo rio, nem recuperarmos o que foi perdido.

Nem todos se lidam bem com as perdas. Perda, por si só tem um caráter negativo, uma concepção de derrota e, por isso, perdemos a oportunidade de aprender com eles, de interagir com eles e, de fazer com que essas coisas não se repitam pelo mesmo motivo.

Essa é a segunda lição das perdas.

Lição #2. As brigas que perdi, estas sim, eu nunca esqueci. As nossas vitórias são excelentes oportunidades para sermos fisgados pelo pecado da vaidade e colocarmos tudo a perder quando inflamos o nosso ego. Já, as nossas derrotas, os nossos deslizes, as nossas perdas, são excelentes oportunidades de aprendizado.

Eu não sei se isso é verdade ou não, mas dizem que, nos EUA, se um empreendedor já fracassou alguma vez em um empreendimento, as suas chances de conseguir um segundo financiamento para um próximo empreendimento não diminuem, mas sim aumentam. Para os venture capitalist, isso é um agravante na hora de conceder o financiamento. Isso porque eles acreditam que, um empreendedor aprende com os erros e a chance do erro que levou à falência o seu empreendimento não será repetido nesse próximo empreendimento.

Essa premissa, vem de que, verdadeiros empreendedores devem saber lidar com a perda e, tirar proveito dela. Não acredito que isso se aplique apenas a “verdadeiros empreendedores”, mas sim para todas as pessoas que querem crescer. Aprender com os erros, com as perdas, com as derrotas é agir em caminho totalmente diferente ao que, comumente utilizamos.

Geralmente, após uma perda, um erro, uma derrota, temos a péssima mania de escondê-los, de deixarmos ele de lado, de querer esquecer tudo. E aí está o nosso erro, a nossa derrocada. Fazemos uma coisa quando, na verdade, teríamos que seguir o caminho oposto.

O que temos que fazer?

Temos que dissecar a nossa derrota. Temos que fazer um retrospecto, ver o que erramos, porque erramos, estudar as nossas ações e reações. Pegar uma perda e devorá-la de modo que ela possa servir como degrau para uma próxima vitória. Temos que estudar os nossos passos, as nossas, reações, nossas ideias, nossos pensamentos e crenças e analisá-las se estavam corretamente alinhadas à época da derrocada. A melhor maneira de aprender não é apenas agindo, mas sim, analisando as nossas ações.

Mais do que os exemplos de sucesso, que devem ser estudados (e alguns viram livros), temos que estudar, um-a-um os nossos erros, as nossas perdas, as nossas derrotas.

Mas eu não tô falando pra vivermos errando, vivermos nos desapontando. Temos que aprender com os erros que por ventura cometemos, mas não viver provocando as nossas perdas. Talvez essa seja a terceira lição sobre perdas.

Lição #3. Vivendo e aprendendo a jogar. Nos temos, sim, que aprender com os eventuais erros, derrotas e perdas na nossa vida. Temos que analisá-los fria e tecnicamente a busca de qualquer ponto de aprendizado, qualquer ponto de lição que podemos tirar disso tudo.

Mas, de maneira nenhuma, temos que viver errando para apenas depois aprender com eles. Se tivermos a capacidade de aprender antes do erro acontecer, bem, isso é ótimo. Caso contrário, temos a obrigação de aprender na perda, durante a derrota.

Mas temos a obrigação, tão igual e honrada de aprender antes de errar. Tudo bem que o erro é a última oportunidade de aprendermos se não queremos errar novamente, ou perder mais ainda. Mas não é a primeira, e isso não é uma obrigação.

Não. Não somos obrigados a errar, a ser derrotados. Não temos que errar. Muito pelo contrário. Temos que seguir em busca da perfeição e, como ela não existe, aceitar as prováveis derrotas que estiverem pelo caminho. Mas isso não significa ACOSTUMAR com as derrotas e, nem gostar delas.

Mas sim, significa: ‘Ok! Errei. Vou aprender tudo sobre isso e não errar mais. E se der pra recuperar o que perdi, vou fazer o que é possível para recuperar isso’.

Não saboreie o erro. Debruce sobre ele e estude-o. Mas lute como um louco para não errar. Um erro não pode nunca cair no nosso gosto, nem ser o nosso parceiro de estudo e aprendizado. Temos que evitar ao máximo a perda, a derrota. Mas, se isso acontecer, temos que, ao invés de curtir o seu dissabor, crescer, entender o erro e, chegar a duas conclusões: 1. o aprendizado, sempre; e 2. a reconquista daquilo que perdemos, quando possível.

Em 2011 temos 365 dias de vida para perder. Podemos perder, perdendo, ou perder ganhando. Perder ganhando é a melhor escolha que podemos fazer.

Eu digo isso porque, talvez, em 2010, eu tenha perdido coisas como nunca em minha vida. E o pior, algumas dessas perdas foram definitivas: pela morte. Podemos aprender com ela, mas a situação não é reversível. Aqui, mais do que aprendizado, temos que praticar aceitação.

Sendo assim, eu concentro o meu foco no que perdi, por imprudência, infantilidade, incompetência ou burrice em 2010.

O que eu fiz sobre isso?

Debrucei-me sobre essa perda para aprender com ela e, como eu acredito que posso reconquistar o que perdi, estou totalmente comprometido com esse propósito. E assim, guiarei meu ano de 2011 nessa reconquista.

Infelizmente, em 2010 tive algumas perdas, o que não fizeram dele um bom ano. Mas, eu posso me remoer por isso, ou posso aprender com elas e mudar tudo isso em 2011.

A regra é simples. Podemos remoer ou aprender. E essa é a reflexão que eu quero que todos nós pratiquemos em 2011. Aprendizado acima de tudo.

Feliz 2011!!
Feliz menos 365 dias de vida!!

Há 1/4 de Século Atrás.

28 de fevereiro de 1985. Esta é a data em que nasci. Há exatos vinte e cinco anos atrás. Ou, como minha mãe passou a frisar, um quarto de século.

Ao nascer, fui presenteado com uma família linda. E hoje, de uma forma ou de outra, um ciclo se fecha. Há aquela crendice de que um novo ano só começa de verdade depois do carnaval. Mas, pra mim, um ano nunca termina de verdade. Eu não paro nas pausas de final de ano. Continuo trabalhando com o mesmo afinco e força de vontade. Acredito que esse negócio de trabalhar em ponto morto até depois do carnaval é uma arma de funcionários, empresários e pessoas mediocres. PONTO. Mas, para mim, um novo ciclo se inicia no último dia de fevereiro. É lá, se algo tem que terminar e outra precisa começar, que acontece. E nesse dia, minha energia se renova e a idade da lugar não a lamentações e a PORQUÊS. Isso não existe.

O dia do meu aniversário é, entre outras coisas, o dia em que eu faço reflexões e me pergunto “aonde eu quero chegar”. Essa é a meta mais importante na vida de qualquer pessoa. E, não há nada mais emocionante, nada mais excitante do que saber que o caminho que trilhamos para nós mesmos depende apenas de nosso esforço.

E o meu esforço está totalmente convergendo para o meu propósito de vida. Aos vinte e cinco anos, ou nesse 1/4 de século eu tive oportunidade de estar a cada dia mais me preparando para as coisas que eu quero que aconteçam comigo.

Eu tenho no sangue o espírito empreendedor, de pessoas que criam famílias, empresas e histórias do zero. Tenho avós, tios e parentes que venceram longe de casa. Tenho na história de minha família, desde meu bisavô, a garra e a determinação de colocar ideias em prática, custe o que custar.

Meu bisavô, pai do meu avô – que é pai de minha mãe -, veio fujido de Portugal ao Brasil, no porão de um navio, até porque avião naquela época era um luxo que poucos poderiam se dar. Ao desembarcar no Brasil, foi descoberto como clandestino e, mandado de volta.

Ele, que não era bobo nem nada, assim que chegou em Portugal deu um jeito de entrar no primeiro navio rumo ao Brasil para voltar à terra que ele havia escolhido para recomeçar a vida. E assim, começou a história do patriarca da minha família pela terra do pau-brasil.

A mãe desse meu mesmo avô era da Alemanhã e, meus bisavós protagonizaram uma coisa até então inaceitável para a época deles: a união estável.

Meus bisavós não eram casados. E mesmo assim fizeram uma família linda e, se amaram do mesmo jeito como se fossem casados. O preconceito, os problemas de meu bisavô – que sequer tinha passaporte nunca foram obstáculos para que minha bisavó constituisse com ele uma família.

A disposição, a garra, a determinação e a vontade de construir as coisas sempre estiveram no meu sangue. Desde o meu bisavô que veio de Portugal, passando por meu avô, que saiu do Rio para o interior, e meus tios, todos temos uma grande vontade de ir pra cima das coisas que nos realizam. Distâncias, dificuldade e problemas NUNCA foram motivos para fazer com que nós desistíssemos. Somos fieis a nosso propósito e, com afinco, determinação e uma certa dose de teimosia, vamos pra cima de nossos objetivos e realizamos nossos propósitos.

Talvez minha família não pudesse imaginar que, quando eu nasci, era mais uma ovelha negra no meio de todos. Eu sou incomodado, persistente, teimoso e chato por natureza.

Nos últimos vinte e cinco anos, eu venho juntando conhecimento, experiências, amigos e realizações por onde eu passo. Eu não tenho medo de dizer a verdade.

MAS, o tempo das loucuras ainda não terminou. Eu digo isso, porque muitas vezes, o que é loucura para os outros não é loucura pra mim. Por mais que os outros me chamem de maluco, de pirado, ou de qualquer coisa do tipo, as coisas fazem todo o sentido pra mim.

Por mais que alguns duvidem, eu sei exatamente o que venho fazendo. E, por causa dessa certeza, por causa dessa vontade de continuar fazendo, as coisas vão acontecendo. Para uns, como um lance de sorte, ou um milagre divino. Pra mim, não há milagres, nem sorte, nem nada. Apenas precisamos ir fazendo as coisas. E uma hora, tudo se encaixa.

Essa foi uma frase que ouvi em um discurso de Steve Jobs. Ir fazendo, ir fazendo. Em algum momento, em alguma hora, por mais inexplicável que possa parecer para os outros, as coisas vão acontecendo. E, não tenha dúvidas de que elas realmente acontecem. Uma hora, a neblina que está tomando conta de nosso caminho da lugar à paisagem. Uma hora, aquele monte de peças de quebra-cabeças da lugar à solução. Uma hora, a interrogação transforma-se em exclamação e, o caminho abre-se na nossa frente como se as coisas sempre tivessem ali e nunca tivéssemos enxergado.

O caminho é construído não apenas com trabalho duro. MAS sim com dúvidas, com interrogações, com reflexão e com muita ajuda.

Eu, felizmente tenho apoio, mesmo que silencioso daqueles que estão ao meu redor. Uma cumplicidade. Uma torcida que, me faz me sentir mais forte, mais preparado e mais corajoso para encarar todos os desafios pela frente.

E completar vinte e cinco anos me faz estar mais forte. E essa força vem com as certezas. As certezas de que estou lutando no lado certo, de que estou vendo as coisas realmente acontecer.

Os anos que passaram levaram consigo as dúvidas. Um ano a mais de vida, menos dúvidas na cabeça. A regra tem sido essa, e os resultados têm sido agradáveis. Eu tenho trabalhado e tenho crescido, aprendido e ensinado.  Nesses vinte e cinco anos tenho tido oportunidades de aprender, de realizar e de mostrar pra que vim. E eu vim pra incomodar, pra ser chato e pra fazer as coisas, que para tantos outros é loucura. Pra mim? Pra mim é tudo perfeitamente normal.

Que venha o próximo quarto de século. O show não pode parar.

Uma Receita de Ano Novo.

“Somente existe o presente (…) e tudo o que eu tenho, eu seguro em minhas mãos.

Nós estamos fugindo da terra das promessas quebradas”.


E 2009 chega ao fim. Um ano de inúmeros desafios, erros, aprendizados, mais desafios e, oportunidades disfarçadas de problemas.

Eu comecei 2009 com um presente. Me mudei, em 08 de Dezembro de 2008, de mala e cuia para a maior cidade brasileira, São Paulo, a terra da garoa, onde as coisas acontecem, onde residem as oportunidades, os conhecimentos, as pessoas mais “diferentes” dessa país.

E eu tinha muitos desafios pela frente: iniciar uma jornada em um lugar desconhecido, onde eu não tinha amigos, não tinha parentes e, onde fui super bem recebido e, em pouquíssimo tempo já me sentia em casa. Felizmente, eu conheci pessoas geniais. Pessoas que se tornaram amigas, companheiras e, de uma certa maneira, substituíram um pouco minha família por lá.

Se os finais de semana eram curtos demais para estar com a família, a semana passava ainda mais rápido com tantas tarefas, com tantas metas, e muita, muita coisa pra aprender. Em pouco tempo, eu estava me sentindo como um legítimo paulistano. De um lado, a saudade. Do outro, a possibilidade de participar da criação de algo que fosse um pouco meu também.

Quando eu disse, por aqui no ano passado, que eu queria que 2009 fosse o ano de renascer, de construir das cinzas o nosso ovo, eu queria que pudéssemos aprender com os erros, que pudessemos construir alguma coisa fazendo sempre mais do que podemos. Eu queria um ano INCOMODADO. Que fosse um ano onde os erros fossem fontes de aprendizados e que as derrotas fossem a força que impulsionasse todos à vitória.

E aconteceu mais ou menos assim. Começamos o ano em meio à crise. Crise que, mesmo que estivéssemos lutando e trabalhando para ocultar, acabou com muitas empresas, com lares e famílias. MAS, que devido a muita luta, muita garra, muito aprendizado, conseguiu ser superada e, muitos, conseguiram encontrar, reinventar e aprimorar o que faziam para uma nova era: A Era do Conhecimento, onde informação vale mais do que trabalho braçal; a Era das Pessoas, onde boa vontade em aprender e a garra de vencer desafios vale mais do que diplomas e cursos; a Era do Eu Sozinho, onde livros, internet, mídia social e conversas, podem ensinar, MUITO MAIS DO QUE SALA DE AULA.

E, muita gente aprendeu isso e conseguiu sair vitorioso em 2009. É a vitória de uma nova maneira de aprender as coisas. Uma vitória de FAZER DIFERENTE, e não apenas fazer. FAZEJAMENTO sem reflexão é perda de tempo. REFLEXÃO sem FAZEJAMENTO é sonho. E eu não quero ninguém perdendo seu tempo com sonho. E foi assim que as pessoas sairam da crise.

Com força, com reflexão, com muita garra. Saíram da crise, de suas cinzas, com um novo aprendizado, uma nova consciência. Fizeram das cinzas o ovo para RENASCEREM. E conseguiram…

E assim, a fênix me acompanhou por todo 2009. Para aquele que tem muito a aprender, tem sede de inovação e está sempre procurando oportunidades, mesmo que disfarçadas, aprender com erros, com falhas, é uma GRANDE OPORTUNIDADE.

E foi na prática, através de muita reflexão após dias de fazejamento que eu descobri que trabalhamos e guiamos nossa vida conforme aquilo que desejamos, aquilo que escrevemos, e aquilo em que acreditamos. E por isso, 2009 não poderia ter sido melhor.

Eu descobri, na prática, que quando disse que 2009 era o ano da fênix, não sabia que esta seria a mais bela representante de toda revolução que estaria para acontecer por todo o ano. Aprender, fazer, refletir. Essas foram as ações indispensáveis para que um simples ano fosse representado por inúmeras oportunidades de crescimento.

E eu não as desperdicei. Sabendo que, em cada oportunidade, em cada desafio, em cada circunstância, eu mergulhei, em Dezembro de 2008, em um projeto que, ou MUDARIA a minha vida, ou MUDARIA a minha vida.

E a primeira parte de 2009 foi pautada pura e simplesmente nisso. Em aprender, em me atualizar, em fazer o que era preciso, em exercer a liderança. Essa foi a mensagem do primeiro trimestre de 2009. Trabalhar pra APRIMORAR minhas habilidades.

E eu cresci. Cresci porque estava morando sozinho. Cresci, por que estava longe e precisava me virar. Cresci porque estava totalmente apaixonado por aquilo que estava fazendo. Tão apaixonado que fiquei muito triste ao saber que tudo aquilo acabaria.

E essa foi a grande segunda lição que aprendi em 2009. Não importa o quanto você está envolvido, está comprometido com as coisas, quando algo sai errado, quando alguma coisa acontece, sempre sobrará um pouco de responsabilidade para você.

Mas… ainda tinhamos mais oportunidades. MAIS desafios pela frente. MAS, descobri que, se você não estiver interagindo em total sinergia com o que está fazendo, as coisas podem se sair péssimas.

Fazer uma coisa com paixão, entusiasmo; e fazer essa mesma coisa, por obrigação, sem vontade, FAZ TODA A DIFERENÇA. E, infelizmente, foi na prática que pude aprender isso. Fazendo de corpo, mas com a cabeça em outro lugar.

Quando o projeto que me levou para São Paulo acabou, eu achei que ainda poderia me encontrar em outro lugar. E assim, me enganei por um bom tempo nisso, achando que apenas o fato de estar em uma grande cidade já bastava. Mas isso não era verdade. E as coisas estavam péssimas.

Foi quando eu percebi que não valia mais a pena. Não valia me sacrificar por uma coisa que não estava me fazendo bem. Uma coisa pela qual eu não acreditava. Uma coisa pela qual eu não estava em sinergia. Não estava comprometido. E da mesma maneira, não me sentia tão necessário.

Daí vem mais um aprendizado. TESÃO e RECONHECIMENTO. Só vale a pena fazer uma coisa pela qual você tem tesão em fazer, e pela qual as pessoas lhe reconheçam. Caso contrário, trabalho será apenas trabalho.

E quando tudo estava ficando escuro, eu voltei. Voltei pra minha cidade.

Voltei com inúmeros amigos, com inúmeras pessoas que transformaram minha vida, me ensinaram alguma coisa. Voltei com inúmeros aprendizados, inúmeras lições de vida que, só vivendo para aprender. Voltei com gás, com energia e cheio de propósito para criar alguma coisa, e injetar ali, tudo que consegui aprender com o que deu certo e com o que deu errado em 2010.

Se por um lado, deixei amigos para trás, há alguns quilômetros de distância, por outro reavi os que aqui havia abandonado. Se por um lado a carreira na grande cidade ficou de lado, por outro, ter a família e os entes queridos por perto me deixou cheio de energia.

E assim, colocando em prática tudo que eu aprendi, eu fui crescendo, fui aprimorando e, em várias vezes durante 2009, tive oportunidade de renascer das cinzas.

Voltei para ajudar e trabalhar no escritório que sou sócio. Trabalhar na estratégia, no planejamento, traçando metas e objetivos para o crescimento.

Voltei, com uma decisão, pelo menos temporária, que eu teria que trabalhar naquilo que fosse meu. Em uma coisa que dependesse TOTALMENTE do meu esforço e força de vontade. Que fosse o reflexo da minha garra, da minha disposição e da minha vontade de fazer diferente. E assim, em meados de Dezembro, já no finalzinho do ano, nasce a R4 Refeições e Fast Food.

A R4 é a oportunidade de colocar na prática, coisas que aprendi na teoria e, tem sido, de certa forma, uma maneira de realizar, de construir alguma coisa. Agradeço a tudo que eu vivi, aos meus amigos e familiares, que sempre me apoiaram, que foram o motivo de tudo isso ter dado certo. No momento certo, irei falar mais sobre esse projeto, que já se tornou realidade.

Eu continuo sendo apaixonado pelas mudanças. Por isso, estou sempre trabalhando junto com elas. Serei sempre incomodado, mas nunca arrogante. A humildade está marcada em mim e, eu tenho plena consciência de que, sou o único responsável por construir o caminho que quero percorrer.

Sou grato aos erros, aos desafios, às pessoas e as falhas de 2009. Foram graças a elas que fui capaz de aprender com os erros e, por inúmeras vezes, ressurgir das cinzas.

E assim, surge 2010.

2010 é o último ano da primeira década do segundo milênio. E pra fechar com chave de ouro, será o ano em que as expectativas serão superadas pelo sangue nos olhos. Através de muito trabalho, dedicação, estudo, força de vontade, sentido de urgência, vontade de fazer o que precisa ser feito e muita garra, será o ano em que todas as expectativas serão alcançadas e superadas, com muita paixão e sangue nos olhos.

Sangue nos olhos de garra, determinação, incomodismo para realizar e transformar objetivos em realidade. Paixão, compaixão, solideriedade e humildade, para não deixarmos, DE FORMA ALGUMA, as oportundiades passarem, para não deixarmos de realizar um trabalho extraordinário, para transformar as pessoas que estão ao nosso redor em pessoas melhores, para assim, com muita humildade e determinação, consigamos mudar o mundo para melhor, consigamos dar nossa contribuição para um país mais igual, mais trabalhador, mais correto, e menos corrupto, menos ladrão, menos vigarista.

Compaixão, para que sejamos capazes transformar o país da lavagem de dinheiro, do dinheiro na cueca, na meia, no país dos guerreiros, no país das pessoas de bem, no país dos jovens empreendedores, no país da inovação, no país do resultado e no país do agora, não no país do futuro.

Que em 2010 sejamos brilhantes para receber 2011. Que tenhamos serenidade, sobriedade e MUITO empreendedorismo para celebrar vencedores.

Que o Brasil seja um país melhor, para fazer jus a sede de Copa do Mundo e Olimpíadas. Que todos os guerreiros desse país de inspirem nas criancinhas que nada têm, mas mantêm vivas o sonho de ser alguém, quando crescer.

E que cada criança saiba que, o futuro é delas e, cabe apenas a elas colocar os sonhos no papel para que eles se transformem objetivos e assim em metas que possam ser cumpridas.

Que sigamos os exemplos dos guerreiros. Que tenhamos brilho nos olhos e energia suficiente para fazer com que o país do futuro possa adiantar o futuro para o presente. Que possamos trabalhar para acabar com a roubalheira, com o dinheiro na cueca, na meia, com a lavagem de dinheiro, com o caixa dois.

Que a juventude tenha o exemplo de um Brasil que trabalha por uma causa, por um propósito. Que em 2010, o brilho nos olhos, a força de trabalhar, a vontade de vencer, o incomodismo e o sentido de urgência guie nossas mentes empreendedoras para, que com sangue nos olhos, nossas expectativas possam ser superadas. E assim, iniciarmos uma nova década de realização.

Esse será meu norte a partir de algumas horas. FAZER, APRENDER, REFLETIR. CRIAR, INVENTAR, DESTRUIR. Essas serão as palavras que terão o poder de transformar, através de atitudes, o ano de 2010 em um ano que seja possível mudarmos o mundo para melhor.

Que venha 2010 com toda sua beleza! Que as lições de 2009 possam ser eternizadas por toda a nossa jornada, para que como a fênix possamos sempre que preciso renascer e transformarmos nossas vidas. Que em 2010 sejamos fortes para trabalhar e arrombar as portas que, por algum acaso, não se abram para nós.

Que com saúde, humildade, retidão e muita vontade de fazer o que precisa ser feito, sejamos a geração da realização.

Nos vemos em 2010! Que 2010 seja o ano em que expectativas sejam superadas por sangue nos olhos!!

Um fraternal abraço a todos,
Saudações Empreendedoras.
Enrico Cardoso.

O Exemplo é seu único legado.

O texto abaixo é de minha mãe. A minha mãe pra quem não sabe é uma dessas guerreiras que nunca morrem, nunca desistem, nunca admitem a derrota, nunca aceitam o fracasso e estão sempre olhando com cara de brava para os novos desafios.  Guerreiros estão sempre prontos pra batalha.

Se tem uma coisa que eu herdei da minha mãe é a força de vontade, a invencibilidade e o não derrotismo. Minha determinação é tão grande quanto a de minha mãe, que é tão forte e determinada que consegue marcar a vida de todos que a rodeiam. 

Como eu já disse por outras vezes aqui, ela é educadora. Não uma educadora, mas sim A educadora. Eu me atrevo a dizer, com minúsculas margens de erro que é a maior educadora e pedagoga de seu tempo, de sua geração. Pessoas são reconhecidamente espetaculares quando suas figuras são inseparáveis. Quando não conseguimos separar uma guerreira de uma mãe e de uma educadora, temos uma pessoa EXTRAORDINARIAMENTE diferente, fazendo a diferença. De que servem mestrados, doutorados, PHDs, MBAs, faculdades e títulos se não conseguimos aprender com a própria vida? RASGUE seus diplomas, aprenda com a vida, depois volte aos estudos. O seu único legado é o exemplo. Exemplo vem de berço. 

Acompanhe o texto da Regina Angelica Cardoso.

MEMORIAL DE LEITURA

Minha prática como leitora não vem de muito não.

Filha de pai operário , mãe exímia educadora dos filhos ,não tivemos algumas “regalias” como a aquisição de um acervo de livros.

Sempre conversamos muito ,em família contávamos e ouvíamos muitos casos e sempre tivemos a liberdade de emitir opiniões. As histórias e os Contos de Fadas ficavam por conta de alguns exemplares que por vezes comprávamos ou ganhávamos de presente. Me lembro de um livro grande com bonita encadernação com várias histórias que eram lidas para os filhos , por minha mãe e mais tarde já alfabetizada eu lia e relia infinitas vezes as mesmas histórias.Lembro-me também de um disco LP com as histórias atrapalhadas de dois palhaços “Fuzarca e Torresmo”, que ficava na casa de minha avó já que não tínhamos “Toca discos”, mas nada foi mais marcante e prazeroso  que ouvir as narradas por meu pai: “O macaco e o rabo” e “A canequinha do Rei” repetidas incansavelmente, mas sempre com o gostinho de primeira vez.

Quando ingressei na 5ª série o acesso a Literatura ficou por conta da lista dos Clássicos exigidos: A Moreninha, Dom Casmurro, Helena, Senhora, O Cortiço, e outros dos quais éramos solicitados a fazer fichas de resumos, alguns foram gostosos de ler, outros porém nem mesmo eram bem entendidos. Ainda tiveram O Pequeno Príncipe e Polliana .

Com o passar do tempo o gosto pelo estudo ,a curiosidade e vontade de aprender mais, já na faculdade, vieram : Paulo Freire , Piaget. Vigostsky,Pedro Demo, Celso Vasconcelos, Dermeval Saviani, Moacir Gadotti, Regina Leite Garcia, Jussara Roffmann e muitos outros ao mesmo tempo que trabalhando com a Educação Infantil toda a magia  da literatura infantil reascenderam em mim o prazer da infância e fez de mim uma formadora de leitores. Lia para eles várias histórias diariamente, fazíamos “O Clube do Livro”, confeccionamos livros a partir de história lidas ou criadas por eles…

Em família não foi diferente,ao longo da infância de meus filhos adiquiri uma grande variedades de livros lidos diariamente o que despertou neles, gradativamente, o gosto e necessidade de ler o que, para mim, é motivo de grande orgulho; são hoje grandes leitores. O exemplo é o único legado que deixamos…

Viva para que você seja lembrado pelas suas ações, pelos seus exemplos e pelas batalhas vencidas. Não perca tempo!

Faça o Futuro no Presente.

Vivemos querendo acreditar que estamos trabalhando, estamos agindo, estamos aprendendo para transformar nossas vidas no futuro. Vivemos para o futuro, e sacrificamos o agora, sem muitas vezes nos darmos conta de que estamos perdendo o passado, o presente e o futuro que tanto cultivamos. Felicidade, riqueza, paixão, amor vão embora muitas vezes quando menos esperamos e vimos que é simplesmente tarde demais.

Temos o poder de fazer a nossa vida dar certo. Porém, mais do que isso, temos a grande chance de fazê-la dar errado com nosso ego, expectativas, ambições e egoísmo. Viva a vida que você quer hoje. Esqueça o futuro pelo menos uma vez.

Se a Porta não se Abrir, Arrombe-a!

Se surgir um muro na sua frente, se você achar que as possibilidades e a matemática está remando contra o seu barco e te puxando de volta pra areia; se você achar que esse muro tá aumentando, CHUTE TUDO! Arrebenta essa porta e não perdoe os obstáculos. Estude, leia, crie, invente, opine e ajude. MOSTRE-SE para o mundo que certamente ele se MOSTRARÁ A VOCÊ!

Quem Quase Vive, já Morreu

A pior dúvida que pode restar ao ser humano é o quase. Quase passei no vestibular, mais uma questão e passava; quase bati a meta, mais uma venda e batia. O quase é irmão do talvez, e acaba atrasando e atrapalhando a nossa vida. A vida é feita de sim e não, e não de QUASE sim, ou QUASE não. Ou foi ou não foi. O que QUASE FOI, não foi e vice-versa.

A minha vida, especificamente é feita de poucos QUASES. Nós só temos a oportunidade de mergulhar em uma coisa, uma única vez, e cabe a nós, eliminarmos as variáveis dos QUASE de nossas ações. O meu pensamento sobre o significado do quase, dele ser uma oportunidade perdida, se deu através de uma crônica de Sarah Westphal Batista da Silva, que por algum motivo torpe ou inexplicável foi creditada a Luiz Fernando Veríssimo

Do poema abaixo, diversas partes são conhecidíssimas, mas aí vai a versão completa. O que esse poema tem a ver com BUSINESS?? Elimine os QUASE e depois me diga!!

Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga,

quem quase passou ainda estuda,

quem quase morreu está vivo,

quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.

A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.

De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.

Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você.

Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.