Os Princípios do Pensamento Criativo.

1. Atitude. Atitude é um componente chave de todo empreendimento vitorioso. Como disse Henry Ford: Se você acredita que pode, você está certo. Se acredita que não pode, você  também está certo. Atitudes positivas são fortes catalisadoras de energia criativa e agregadoras de habilidades e talentos. Ver-se como uma pessoa criativa é um passo importante para liberar sua imaginação e aproveitar plenamente suas habilidades e conhecimentos.

2. Desafie as suposições. Conscientemente ou inconscientemente, nós temos crenças que nos impedem de usar a imaginação e resolver os problemas criativamente. Também somos afetados pelas crenças de outras pessoas que nos pressionam para sempre seguir os caminhos convencionais e não fugir da mesmice. Na solução um problema, é importante identificar e listar as suposições, convenções e crenças que afetam a sua compreensão, análise e solução. Examine-as criticamente e se livre das que não são verdadeiras ou que se tornaram obsoletas.

3. Quebre as regras. Certamente não podemos quebrar todas as regras, mas na solução de problemas e na inovação é importante questionar as regras, especialmente quando elas aprisionam nossa mente a velhos hábitos e modos de pensar. Muitas vezes, para seguir adiante é necessário abandonar a estrada principal e tentar caminhos nunca percorridos.

4. Não tenha medo de errar. Quem não se arrisca, não petisca – nos ensina o velho ditado. As grandes invenções raramente resultam de um golpe da sorte, mas usualmente de uma sucessão de tentativas frustradas até se chegar ao resultado desejado. O antiferrugem WD 40 tem este nome por que a solução somente foi atingida na quadragésima tentativa. Ela foi precedida de 39 tentativas sem resultados satisfatórios.

5. Há sempre mais de uma solução certa. Na escola somos ensinados que há uma única solução certa. Na realidade, com muita frequência há mais do que uma e, muitas vezes, a primeira resposta que nos ocorre é a menos criativa. Esforce-se para procurar outras soluções de forma que você tenha várias opções para comparar e escolher a melhor.

6. Suspenda o julgamento. O julgamento prematuro é o caminho certo para bloquear a criatividade. É essencial separar a fase de geração de ideias da fase de julgamento, pois não se pode dirigir com um pé no acelerador e outro no freio. No trabalho em equipe, deve-se ficar atento para os comportamentos que desencorajam as contribuições dos participantes, bloqueiam suas mentes e minam o espírito de equipe.

7. Persistência. Experimentar e ter alguns fracassos faz parte do processo de geração de ideias e inovação. O segredo do sucesso está na constância de propósito, em manter-se firme apesar dos percalços no caminho. É oportuno lembrar as palavras do historiador grego Herodoto que viveu no século 5 AC:Alguns desistem de seus projetos quando estão quase atingindo seus objetivos; enquanto outros, pelo contrário, obtêm a vitória empregando, no último momento, esforços mais vigorosos do que antes.

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Pensar Dentro ou Fora da Caixa?

Eu vou reproduzir aqui uma entrevista feita com Judy Layzer, co-dirigente do MIT. Judy é a professora de políticas ambientais no departamento de estudos e planejamento urbano do MIT, associada ao Linde Career Development, Judy Layzer, co-dirige o Projeto Social, Ambiental e Financeiro do grupo de Planejamento e Políticas Ambientais do MIT. Sua pesquisa e ensino têm foco no papel que ciência, valores e comunicação exercem sobre as políticas ambientais, bem como a efetividade de diferentes abordagens sobre o planejamento e gerenciamento ambiental. 

A entrevista foi realizada pela Agenda Sustentável, com Judy, que acredita que pressões podem tornar algumas “mudanças e oportunidades saudáveis” mais possíveis que nunca. Let’s go!

Agenda Sustentável (AS): Qual você acha que é a definição para o público geral de Sustentabilidade?

Judy Layzer: A definição convencional é a da base tripla – a integridade social, desenvolvimento econômico e a renovação ambiental – todos como elementos essenciais e há um sweet spot no centro em que todos se reúnem. Eu não uso o tripé, pois não o acho eficaz.  Minha metáfora preferida é o “Recipiente”. Ou seja, nossos sistemas econômico e social precisam operar dentro das barreiras de um sistema naturalmente flexível e saudável; o sistema natural é o recipiente para os sistemas social e econômico.

Mas essa definição não só é controversa, mas também anti-ética, pela forma que as palavras estão organizadas, atualmente, nos termos como coordenamos nossa economia global.

Minha visão é de que precisamos consumir muitíssimo menos que agora.

AS: Quais pressões originadas pela sustentabilidade você acha que terão o maior impacto? O que influenciará as pessoas a mudarem seu comportamento mais rapidamente?

JL: Eu acho que nos Estados Unidos, serão os preços da energia. Isto é bem óbvio.

Há muitas mudanças saudáveis e oportunidades que surgirão com a alta dos preços da energia, claro. Em cidades, haverá uma mudança massiva da matriz automotiva. Haverá mais ênfase no caminhar, ciclismo, trânsito coletivo. O antigo trajeto de carro está em declínio e deveria estar.

Tudo isto é, de alguma forma, o sonho de um urbanista. Esta é a maneira como achamos que as pessoas deveriam viver.

AS: Quais você acha que serão os obstáculos para resolver os problemas em sustentabilidade?

JL: O único grande obstáculo é o fato de que nenhum dos limitantes em nosso sistema natural tem preço. Não precificamos o carbono, tanpouco os serviços Ecossistêmicos. Se vamos fazer isto – digo, se realmente vamos fazer isso – etão precisamos por um preço no que é raro.

AS: Começando com preços para os Recursos Naturais finitos.

JL: É necessário começar por aí. Diga-me, o que é escasso no mundo? E não são os seres humanos ou o capital humano. Mas o que é ainda mais, assustadoramente, escasso é o capital natural. E mal começamos a falar sobre precificar isto.

Se eu fosse ditadora do mundo, a primeira coisa que faria seria reduzir drásticamente os impostos sobre mão-de-obra e elevar o preço dos recursos e capital natural.  Esta seria a coisa mais importante que poderíamos fazer para colocar-nos no caminho para a sustentabilidade.

AS: Há maneiras pelas quais as empresas podem começar a captalizar-se nesta direção e contabilizá-las em seus planos estratégicos?

JL: Há grandes oportnidades em inovações que simplificam produtos. Muitos estudos mostram que adicionar acessórios aos produtos não aumenta efetivamente a experiência de uso. As pessoas acabam ignorando-as. Sou a prova disto… Uma das poucas coisas que comprei este ano foi um varal fantástico. Alguém realmente descobriu como fabricá-los com materiais tão bons que podem durar para sempre, então, este é um objeto de qualidade realmente alta. E agora, não preciso usar minha secadora. Este produto simplificou verdadeiramente minha vida.

Empresa que entendem como fazer as coisas de maneira que leve em conta tanto o lado biológico como o tecnológico – uma maneira que leve em consideração o ciclo de vida do produto – serão bem sucedidas.

Uma economia sustentável não será pautada por um ímpeto de consumo do máximo de porcarias possível. Será pautada pelo ímpeto de menos coisas, mas realmente boas. Bom alimento, bons produtos, coisas assim.

Este é um modelo realmente diferente. E, como você sabe, as pessoas não ficarão ricas. Mas, mais pessoas viveram moderadamente bem e quanto melhor isso será? Quem precisa ser rico?

AS: Você sabe o quão idealista está soando agora, não?

Sim. Mas o mais engraçado é você me encarar, e eu não poderia ser menos idealista. Não me encaixo ao modelo, não vivo em uma redoma, como insistem. E a maioria das pessoas que se sentem como eu também não se encaixa nesse modelo. É uma caricatura ridícula que foi muito eficaz em marginalizar a preocupação ambiental. Funcionou muito bem por um tempo, mas você sabe, já estamos cheios disto.