Deve Haver um Jeito Melhor.

“Foco significa dizer não a centenas de boas ideias”. Steve Jobs.

Bem, não é novidade mas, o estimado e REVOLUCIONÁRIO Steve Jobs se foi…

E este post não irá discutir para onde e nem porque.

Eu sempre achei Jobs um cara fantástico. Para mim, o seu discurso em Stanford, que os telejornais exibiram essa semana como algo inedito e triunfante, pode ser comparado, pelo legado deixado à história, ao consciente empreendedor como um presente tão importante e belo quanto o discurso de Martin Luther King Jr. Esse discurso, por si só já mostra o quanto estamos falando sobre um indivíduo fora do comum.

Eu me lembro do dia primeiro de maio de 1994 como se fosse hoje. Ao acordar, meus pais, ainda casados, me disseram, com uma voz que não sei se de tristeza ou de preocupação que, “dessa” vez, o acidentado da Fórmula 1 tinha sido Ayrton Senna. Eu ainda não tinha dez anos quando o grande Senna morreu. Mas me lembro muito bem daquele dia porque eu assistia Fórmula 1 apenas por causa dele. Porque ele era brasileiro, vencia, tinha personalidade e, era admirado até pelos concorrentes (ou seria melhor adversários?).

Acontece que, no dia da morte de Ayrton, em especial, eu não tinha acordado para ver à corrida. Acordei já estava na metade e, recebi essa notícia de meus pais, sem saber da gravidade do acidente. Eles apenas me disseram que ele havia se acidentado.  E, durante o resto da corrida, pude ver o quanto o negócio era sério.

Ayrton Senna morreu. Naquele mesmo dia. Naquele mesmo primeiro de Maio. Dia do trabalho aqui no Brasil. E, como uma criança que era, e ainda sou, me permiti chorar, me permiti ficar triste e me permiti perguntar: e agora?

Eu ainda não tinha noção da grandeza de tudo que estava por trás de Ayrton Senna. Depois, fui podendo ver o quanto esse cara era líder, visionário, trabalhador, inovador e persistente. Depois, crescendo, fui aprendendo, como todo e qualquer jovem brasileiro, a admirar e gostar ainda mais desse cara que, tinha o capacete verde e amarelo.

No esporte, na minha vida, na Fórmula 1, esse cara vai ter sempre o lugar dele.

Depois de tanto tempo, me vejo, nesse dia cinco de Outubro, como aquela criança que recebe dos pais aquela notícia estranha, fatídica, final. Perdemos Steve. Quando conjugo o verbo perder na segunda pessoa do plural não falo de mim e de todos aqueles que o admiram. Falo no coletivo, NÓS, porque Steve Jobs é cidadão do mundo e, patrimônio da humanidade. Todos que entendem, admiram, enxergam, gostam, vêm, sabem que, perdemos uma pessoa diferente. Não basta pensar diferente. Precisamos SER diferentes.

E Steve foi. Ou será que é. Não sei se aquilo que você continua representando muda, mesmo depois que a morte aparece. Ele não está mais aqui, mas continua sendo muita coisa ainda. Inclusive EXEMPLO. E isso, pode-se passar centenas de anos, ele continuará sendo.

Eu fico me perguntando se pessoas extraordinárias nascem com algum dom extraordinário. Mas, essa resposta, sempre me aparece de uma maneira fácil, quando eu vejo que pessoas extraordinárias sempre se preocuparam com coisas extraordinárias. Por extraordinário, vamos entender que é aquilo que não é conforme ao costume geral.

E aí eu vejo que, para ser extraodinário, excelente e, completamente diferente, você precisa pensar e agir de uma maneira que não seja da maneira costumeira, que não seja guiada pelos costumes gerais.

E isso, pessoas como Steve Jobs realmente nunca foram. Os costumes nunca se aplicam a essas pessoas e, por isso, por elas não se submeterem ao costume, ao consenso, às opiniões formadas, seu legado transcende o comum, transcende o que muitas pessoas enxergam como normal. E aí nasce o magnífico, o que faz a diferença, o que muda o mundo e inspira gerações.

Com a morte de Steve Jobs, eu me senti no mesmo direito de quando Ayrton Senna morreu. No direito de me sentir criança, de me sentir privado de um exemplo, de um gênio, de uma pessoa fora do comum e que que não age conforme o “normal”. E que, por isso, são extraordinárias, são inspiradoras, são líderes, são inovadores. E criam…

E por isso Steve Jobs mereceu minhas lágrimas, minha tristeza e meu luto. Porque ele era um cara diferente. Porque era O CARA.

Eu admiro Steve Jobs como empreendedor. Nada mais interessa. Steve fez muito mais do que qualquer um no campo empreendedorismo, tecnologia, inovação, computadores, música, telefonia, filmes de animação, tablets, publicação digital e lojas de varejo. Bem, se isso não é ser um ser humano extraordinário, não sei o que é.

Vida pessoal, vida social, causas humanitárias? Diante de tantas realizações, acho que isso é apenas um detalhe. Acredito que, quando uma pessoa foca 100% em algo, ela se destaca 100% nisso. Quando ela se concentra 80%, 60%, 40% ou menos, ela se destaca o proporcional. No caso de Steve temos um cara 100% destaque naquilo que ele propôs se concentrar.

Pai e marido ausente? Talvez. Mas Steve sempre fez questão de agradecer a esposa compreensiva e companheira que tinha. Acredito que, nessa parte, ele conseguiu algo que muitos empreendedores não conseguem: uma cúmplice. Caso contrário ele teria se divorciado, teria ficado como dezenas de empreendedores: sozinho. Mas não foi esse o caso. Acredito que todos nós temos uma chance de encontrarmos a companhia certa para aquilo que somos. E Steve Jobs soube que Laurene seria a pessoa certa para estar presente enquanto ele estivesse ausente e, que seria madura, amável e amorosa o suficiente para entender toda a sua ausência.

No seu livro “Fora de Série”, Malcolm Gladwell estuda e analisa as condições temporais, sociais, tecnológicas, familiares, psicológicas e etc., que “transformam” pessoas normais em pessoas fora de série. No livro ele cita ainda o exemplo de Bill Gates e do nascimento e sucesso da Microsoft. Parece que esse fato é oculto e não sabido para muitas pessoas e empreendedores. Mas, por algum motivo, Jobs sabia que o contexto, que o cenário era muito importante na sua carreira para ter lhe transformado na pessoa que ele se tornou.

Você não consegue ligar os pontos olhando pra frente; você só consegue ligá-los olhando pra trás. Então você tem que confiar que os pontos se ligarão algum dia no futuro. Você tem que confiar em algo – seu instinto, destino, vida, carma, o que for. Esta abordagem nunca me desapontou, e fez toda diferença na minha vida.

Essa é a prova de que Steve Jobs sabia que o contexto influencia naquilo que somos. Ele sabia que, seus conhecimentos de eletrônica, em sua grande maioria, só eram possíveis por causa da profissão de seu pai adotivo. Ele conhecia esses fatores e foi capaz de usá-los para que, no futuro, pudesse “ligar os pontos”.

Infelizmente, perdemos um cara que, escolheu concentrar 100% de seus esforços em mudar o mundo e, conseguiu.  Viva Steve Jobs, aonde quer que ele esteja!

É claro que, por todos os lados vemos pessoas ressaltando o quanto Steve era um mau líder, uma pessoa egoísta e sei lá o que. Mas, eu acredito que ele era muito mais. Vejo pessoas chamando-o de egoísta e autoritário. Mas, acho que todos nós temos a obrigação de sermos egoístas.

Nossas realizações são feitas para nós mesmos. Se as outras pessoas gostam, que ótimo. Mas, em um primeiro momento, elas são feitas para nos agradar. E não agradar aos outros. E, talvez esse tenha sido um grande segredo de Steve. Ele criou pensando nele, ignorando a opinião dos “consumidores” e, com isso, fez coisas que nem os consumidores sabiam que precisavam.

Aí está a “magia” da inovação e da personalidade de Steve Jobs.

Aonde pessoas enxergam um cara durão, ignorante e egoísta, eu vejo uma pessoa autêntica e revolucionária. Para quem acredita que o egoísmo é uma doença, tenho apenas um argumento.

A verdade é que Steve Jobs deixa um legado infinito. De produtos, de lições de negócios, de inovação, de concorrência e de empreendedorismo. Sem ele, até que algum outro revolucionário à altura apareça, o mundo está um tanto quanto órfão, mais pobre e carente.

Thank you Steve!

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Nós não Nascemos Para Seguir.

Esse é o clipe da música de trabalho do novo CD do Bon Jovi, We Weren’t Born to Follow. Essa música é um hino à realidade, à submissão e, acima de tudo, aos consolos emocionais e espirituais que buscamos diariamente nos rendendo aos outros.

A esperança, Deus, a verdade e a força-de-vontade está dentro de nós. Portanto, vamos todos dizer, “yeah, yeah, yeah, oh yeah”.

Nós não nascemos para seguir
Venha, não fique de joelhos e levante-se
Quando a vida é um remédio amargo para engolir
Você tem que se agarrar no que você acredita!!

Esqueçamos os nossos consolos e partamos para a briga com a faca entre os dentes. Assim nascem as GRANDES REVOLUÇÕES.

Nós só Precisamos Ir..

Na vida, não precisamos de propósito para fazer as coisas. Não precisa de motivos, de explicações, nem de inspirações de pessoas, parentes e amigos.  Na maioria das vezes agimos somente pra entender aonde essa ação vai nos levar.

Eu vim pra São Paulo sem nenhum planejamento, fiz minha mudança de um dia pro outro, procurei e encontrei moradia em menos de uma semana e fiz burrada. A primeira burrada foi acreditar que as pessoas são apenas boas. Na primeira casa que morei, por menos de um mês, a promessa nos e-mails era de uma suite, com cama de casa, guarda roupa e banheiro. O que encontrei? Um quarto minúsculo, sem banheiro e apenas a cama. Perdi dinheiro, ganhei experiência. 

Outra coisa.. largar tudo e vir pra São Paulo. Pra que? Pra me colocar à prova, pra ser testado e PRINCIPALMENTE pra mostrar que nem todo carioca quer ir à praia no horário de almoço e por essas bandas tem gente que gosta de trabalhar sim. Pra aprender, pra errar, pra fracassar se for o caso, foi pra isso que eu vim. Tem dado certo, mas não sabemos o que nos espera o futuro. Mas eu não posso voltar. Não sem fazer com que as pessoas vejam eu fazendo a diferença e contribuindo; não sem antes deixar os meus familiares que se viram, de repente longe de mim, orgulhosos. Não, antes de concluir se sou realmente burro, ou se há uma brexinha de inteligência nisso tudo.

Se eu penso nisso todo dia? Não… eu só preciso ir até lá e fazer o que eu sei. Uma coisa de cada vez. Eu apenas estou aqui… PARA O QUE DER E VIER. Eu preciso fazer o PRESENTE bem feito, para poder PENSAR no FUTURO.

Me perguntar por que?? Não sei ao certo. Cada dia encontro um motivo diferente pra levantar da cama!! E no final de tudo, estamos apenas em uma estrada que o destino todos já conhecemos.

As Gravadoras Têm Futuro?

Os sucessos de hoje não vendem mais quanto há vinte ou quinze anos atrás. Alguém tem dúvida disso? Mas isso não significa que os músicos de hoje fazem menos sucesso do que antigamente, muito pelo contrário. Porém, hoje, com o advento da pirataria, softwares P2P para download de músicas e etc., as vendas de CDs diminuem e as gravadoras não vendem tanto quanto antigamente. Mas isso não quer dizer que os artistas não são ouvidos, admirados ou assistidos. Muito pelo contrário. Existem artistas que surgiram pela internet, YouTube, Napsters e coisas do gênero, e como as bandas nunca ganharam muito dinheiro com vendas de CD (apenas alguns centavos), isso acaba não fazendo grande diferença pra eles. Afinal, o que importa é que o trabalho seja ouvido. Nesse sentido, o Lobão foi o primeiro a falar alguma coisa fora do script sobre isso, e começou a criar um projeto independente que vendia o seu CD a menos de R$: 9,00. Na verdade, os artistas fazem esse jogo todo de “apoiar o original” e pedir para não baixarem músicas da internet, por que em seus contratos com as gravadoras, elas “pedem”. MAS.. quem é que não quer ser conhecido, seja pelo CD original ou pelo MP3?!?! Todo artista.

A luta contra os downloads, pirataria e etc., é das gravadoras, não dos artistas. Nesse sentido, a iniciativa da Nokia com o seu recém-lançado Nokia 5800 Comes With Music é bem legal para continuar fazendo com que os artistas sejam ouvidos com o apoio das gravadoras. Dá uma olhada no vídeo que a Nokia soltou pra divulgar o serviço que eles “acordaram” desde as grandes gravadoras até as independentes.