Eu nunca trabalhei oito horas por dia!

O sonho de muitas pessoas é realmente não precisar trabalhar as malditas oito horas do dia. Mas, essa frase aí em cima não é minha. Não fui eu quem a disse e, o seu significado não tem nada a ver com o que algumas pessoas que podem estar lendo esse post estão pensando.

Eu tenho um grande presente em minha vida que é ter a minha família próxima. A relação que tenho com a minha mãe e irmã, que são incomuns e, a relação com todo mundo ao redor. O relacionamento que tenho com primos e tios, são muito mais estreitos do que a maioria, o que faz com que a minha pequena família, de certa maneira, possa-se dizer que é bem unida. E eu tenho por detrás de meu caráter e minha personalidade o exemplo de um grande homem, meu avô, que é o dono dessa frase aí.

Meu avô, hoje para completar seus setenta e nove anos é um senhor que casou muito jovem e, foi pai também muito jovem. E por circunstância do destino, foi pai de dois filhos, um atrás do outro. Digo circunstância do destino porque minha avó era muito inocente, havia sido criada em colégio interno de freiras e, naquele tempo, diferentemente de hoje, as meninas de dezessete anos não sabiam nada sobre educação sexual. Ela mesma me disse que só conseguiu entender, pela lógica e, ligando uma coisa à outra, como se engravidava, quando engravidou do seu terceiro filho.

E depois disso ela teve apenas mais um.

Acontece que, o meu avô em uma idade em que eu estava ainda estudando, e que hoje, 90% dos jovens também estão, já era pai, e pior, de dois filhos. A minha avó, nem bem tinha completado a maioridade e já tinha dois filhos para cuidar. Como ela mesma gosta de dizer hoje, ela era uma criança cuidando de outras duas. E por isso, meu avô nunca pode se dar ao luxo de trabalhar apenas oito horas por dia. E isso, em uma época em que ele trabalhava em turno de revezamento de seis horas, na ainda recente CSN.

Então, essa frase é do meu avô. Ele diz até hoje que, nunca trabalhou apenas oito horas. Depois que ele saia do seu trabalho ele sempre fazia alguma coisa. Construiu meio-fios em alguns bairros que ainda estavam em construção por aqui, foi motorista de taxi, vendedor de meias, relógios e etc. e, assim criou três filhos. Digo três porque o quarto filho só nasceu depois que os outros já estavam grandinhos.

E o mais legal é que meu avô foi vencendo. Em uma época em que curso superior era coisa pra poucos, meu avô com seu conhecimento, seu interesse e sua disposição foi ganhando espaço dentro da empresa em que trabalhava, fazendo contatos, criando seu networking e, sempre fazendo alguma coisa por fora, por aqui ou por ali para ajudar na renda e, assim poder ter um pouco mais de conforto.

Algumas pessoas diriam que a história do meu avô é uma exceção. Mas não é. Ela é muito comum, mais comum do que pensamos, pela época em que aconteceu, nos idos da década de 50. E meu avô não parou por aí. Ele, depois de aposentado, usou seu networking para abrir empresas de consultoria e representação, que duraram até eu ter nascido e já estar grandinho para poder me lembrar de algumas coisas. Mas, o mais importante é o valor que meu avô sabe que o trabalho tem nisso tudo.

Se perguntarmos pra ele a que ele atribui isso tudo, ele não dirá sorte, ou oportunismo, nem nada parecido. Ele responderá com a frase título desse post. Essa é a resposta. Essa é a resposta para grandes perguntas que as pessoas se fazem diariamente, mas que não conseguem enxergar.

Existe uma grande frase que, tem um pouco a ver com isso que é: “o que você faz em seu tempo assalariado determina o seu presente e, o que você faz no seu tempo não assalariado determina o seu futuro”. É mais ou menos isso mesmo. Hoje, estava conversando com um amigo, e ele me disse que o pai dele teve quatorze filhos. E que criou esses filhos com o dinheiro de um salário-mínimo.

Ele me dizia, que quando era moleque, ele e seus irmãos, no final de semana, trabalhavam ajudando a descarregar caminhões de cal, cimento, tijolo, em alguns materiais de construção para ter um trocado pra passar a semana, pra ajudar na merenda da escola, ou para sair com os amigos. E aqui não estou falando de trabalho infantil. Eles faziam porque precisavam, mas primeiro porque queriam. Queriam ter a autonomia e o prazer de ter um dinheiro pra si, para ajudar a desafogar as contas dos pais, e para poderem ter algo a mais do que os pais poderiam lhe dar.

E ele me disse que, nisso aí, ele e os irmãos pegaram gosto pelo trabalho. Que hoje, trinta anos depois, ele e os irmãos são trabalhadores, são esforçados e, têm consciência de que a única forma de conseguir algo para si e para a família que hoje têm é através do trabalho. Através das horas que têm para usar seus talentos e seus conhecimentos para produzirem algo.

Histórias como essa aconteciam antes, muito mais do que hoje. Como esse amigo mesmo me disse, hoje é mais fácil pedir mesada ao pai, pedir um dinheiro pra sair com os amigos, do que a pessoa querer fazer por merecer o dinheiro.

E realmente é mais ou menos isso aí. Eu vejo poucas pessoas, da minha idade, mais jovens ou até mais velhas, pensando que é o que a gente produz que nos transforma no que somos. Vemos poucos jovens pensando em trabalhar antes de terminar a pós-graduação. Vejo poucas pessoas querendo entrar no mercado de trabalho antes dos trinta anos. Vejo muito pouco sangue nos olhos dessas pessoas em trabalharem em construírem.

Muito pelo contrário, elas querem ter, para ostentar, mostrar e gastar. Não sei se falta paixão pelo trabalho, paixão pelo conhecimento, paixão pelos resultador, ou como já dizia o grande Jack Welch, paixão por vencer.

Sei que falta ambição. Falta querer mais. Os jovens hoje não têm contato com o trabalho como uma forma de construir algo, mas sim de conseguir algo. E isso não tem nada a ver com a melhoria da condição financeira da família e à possibilidade de uma pessoa poder focar nos estudos para somente depois trabalhar não. Até porque, subentende-se que, as pessoas estudam para criar, para trabalhar, para contribuir e, a melhor maneira de fazer isso é conciliando, juntamente com o estudo, a prática e o trabalho.

Mas, será que é tão difícil de enxergar isso?

Será que essa falta de ambição, essa falta de prazer por um legado, essa sensação de poder deixar alguma não é resultado disso? Porque eu vejo aquelas pessoas que por necessidade, vontade, ou até mesmo prazer, começaram a trabalhar desde cedo, conseguem se destacar, conseguem criar mais, conseguem ir além daquelas que só trabalham quando realmente precisam?

Porque na maioria das vezes, em sua raiz familiar isso está impregnado. Assim como na minha família, pelo meu avô e pelo pai dele a história de trabalho, de esforço de força-de-vontade e de exemplo; pela família de meu amigo, que começaram trabalhando para ter o “gostinho” da responsabilidade; e pelo exemplo de tantas outras pessoas que criaram famílias trabalhando, construindo e criando as coisas, geralmente em um primeiro momento por necessidade, seja depois por hábito prazer ou gosto.

O exemplo precisa estar impregnado nas famílias. Da mesma maneira que uma empresa precisa de suas raízes para deixar uma mensagem, as pessoas precisam de raízes para se transformarem em pessoas excelentes, diferentes, incomuns.

Eu vou citar um exemplo, sobre o “exemplo” que um amigo deu e que eu achei deslumbrante, que é sobre você precisar ser o exemplo, ser coerente, fazer o que você fala, ter atitude conforme aquilo que você prega porque só assim você consegue contagiar as pessoas que estão ao seu redor e, muitas vezes, aquelas pessoas que são diretamente influenciadas por você.

Um pai que diz que o filho não pode comer a sobremesa antes do almoço (ou da janta), tem que agir da mesma maneira. Não adianta ele dizer que o filho não pode e ele achar que ele, por ser o pai, por ser o “chefe” pode. Se ele diz que o filho não pode comer a sobremesa antes do almoço, ele tem que AGIR dessa forma.

O mesmo é um chefe que exige que os funcionários cheguem no horário. Ele precisa dar o exemplo. Ele precisa estar ali no horário. Se um chefe exige de seus funcionários chegarem às oito, mas não consegue estar na empresa antes das dez significa que ele não tá dando exemplo e, se ele mesmo não consegue cumprir as regras que ele estabelece pra empresa, tem algo de errado.

Da mesma maneira temos o exemplo do trabalho. Se um filho cresce vendo o pai falando mal do trabalho, chegando estressado do trabalho, brigando no trabalho, ele vai achar que aquilo é ruim e, depois não adianta falar que é bom porque a experiência que ele vai ter daquilo é que é algo ruim. E eu acho que é justamente isso que faz toda a diferença.

Eu tenho certeza de que minha mãe e meus tios não cresceram vendo nem meu avô, nem minha avó falar mal do trabalho. Muito pelo contrário, eles cresceram ouvindo o meu avô falar que nunca trabalhou somente oito horas por dia e, que o trabalho não faz mal a ninguém. Da mesma maneira, ele mostrou que a úncia chance de você conseguir construir alguma coisa é por conta do seu trabalho, do seu esforço, dos seus conhecimentos, da sua vontade.

Será que é a falta de exemplo que faz essa apatia que eu vejo hoje por todos os lados. As pessoas enchendo a boca pra falar que não querem enriquecer, como se isso fosse algo proibido, ou um crime. Dizendo que querem apenas ter uma “vidinha tranquila” poder passear, sair e dar uma boa educação para os filhos. Será que alguém pode querer só isso mesmo da sua vida? Será que alguém pode querer apenas que não aconteça nada de ruim? Será que tá todo mundo querendo apenas esperar a vida passar, a aposentadoria e a morte chegar?

Será que tá todo mundo jogando a vida fora, perdendo a chance de criar, de errar, de acertar, de ter experiências, de contar uma história, de recomeçar do zero, de criar riqueza pro universo, de sempre produzir, se querer mais, de se exigir mais, de se cobrar, e de poder deixar um legado, apenas por falta de exemplo?

Qual exemplo essas crianças estão tendo?

Ah! Já sei. Dos pais que trabalham nos Correios e fazem greve. Nos concursados que ganham pra trabalhar pouco e colcocar a culpa na burocracia. Nos pais que trabalham no banco, fazem greve e, de repente, estão em casa enquanto deveriam trabalhar. Mas, o mundo, as pessoas não se lembram dos bancários, dos correios. Elas se lembram das pessoas que quiseram realmente contribuir.

E nesse time, concurseiros, concursados, concursandos e, conformados não fazem parte. São mau exemplo. Mostram que o que importa é você ter e não construir, que o que importa é você ganhar, não conquistar. Realmente é um péssimo exemplo. Um péssimo exemplo pra um país com um grande potencial, que precisa de empreendedores, de netos, bis-netos, tetranetos e filhos de pessoas que nunca trabalharam apenas oito horas por dia.

É uma pena! Estão perdendo uma vida, perdendo a oportunidade de construir uma história de avanço e progresso para construírem e trabalharem na burocracia e na mediocridade. Eu prefiro trabalhar na outra ponta. Eu tive exemplo pra isso e, me envergonharia se não estivesse nessa lado: no lado dos que produzem, dos que puxam pra frente, dos que constroem e, mesmo errando, não desistem!

Eu sou mais um desses loucos. E vou fazendo minha parte. Terei orgulho em, daqui a cinquenta anos dizer pro meu neto que eu nunca trabalhei apenas oito horas por dia, e completar dizendo que aquilo que eu fiz no meu tempo assalariado garantiu o meu presente, mas aquilo que fiz no meu tempo não assalariado garantiu o meu futuro. E eu estarei lá, com ambição, força de vontade e muita determinação para vê-lo.

E quando meus olhos se fecharem pela última vez, quero que meu legado fale por si só!

Acorda!! Tá na hora de mudar o mundo…

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O Círculo se Fecha.

Eu tive a sorte de crescer com uma proximidade muito grande com o meu tio mais novo. A nossa diferença de idade, por sorte, é muito mais parecida como de irmãos, do que de tio e sobrinho. Apenas sete anos separam nossos nascimentos. Assim, eu tive o grande prazer de ser influenciado por ele em algumas coisas.

Uma dessas coisas é a música. Eu comecei a ouvir rock pelas fitas dele e, logo depois pelos CD’s dele. E o primeiro CD de Rock que eu ouvi foi do Bon Jovi. E no momento em que ouvi Slippery When Wet, eu soube que o rock era a verdadeira música. Depois de Bon Jovi vieram Iron Maiden, Metallica e outros.

Quando eu tinha aproximadamente 15 anos, meu tio tinha uma banda, e foi através dessa banda que meu gosto pela música foi refinado nacionalmente, e vieram Capital Inicial, Biquine Cavadão, Plebe Rude, Paralamas do Sucesso e Engenheiros do Hawaii. De lá pra cá passaram exatamente nove anos. Outras bandas entraram no cenário nacional e internacional, como Nickelback que aprendi a gostar muito, e considero uma das melhores (novas) bandas do século XXI.

Mas, ao mesmo tempo, outras bandas sumiram. Uma dessas bandas foi Bon Jovi.

Bon Jovi ficou sumido por um tempo. Antes de desaparecer, mergulhou no mundo pop, com músicas mais comerciais do que aquelas que os lançaram, quando eram jovens em busca da boa e verdadeira música. Sumiram desde 2005, com o Lost Highway, que não fez tanto sucesso quanto os hits de antigamente e, desde então não ouvia mais falar muito do Bon Jovi.

Mas, há um certo tempo venho ouvindo falar sobre um novo CD. Uns cochichos de uma gravação de um novo CD onde a banda voltaria às origens dos nove anos atrás.  Nas palavras de Jon e Rchie,

será um álbum voltado ao Rock N’ Roll clássico da banda. Jon Bon Jovi diz que após vários álbuns com estilos diferentes, chegou a hora de voltar ao estilo que consagrou a banda. Como aquecimento, a banda lançou o single We Weren’t Born To Follow. Os fãs criticaram Richie Sambora pelo fato de não haver solo na música. Richie, à pedido dos fãs, gravou o novo solo. A nova versão da música poderá ser ouvida no clipe, ou em The Circle. Em outubro serão divulgadas as datas da turnê.

E foi isso que eu estava esperando quando fui conferir o novo CD – The Circle, lançado semana passada aqui no Brasil. Aquele som de Livin’ On a Prayer, que tanto tocava no final do século passado. E, incrivelmente eu fui surpreendido com o som do CD. Agora sim, podemos dizer que o verdadeiro Bon Jovi voltou. Ao começar a ouvir as trilhas do CD fui transferido em flash backs aos meus 15 anos, quando estudava e ouvia todas as músicas do Bon Jovi. Os bons tempos do rock estão de volta, com o retorno de Bon Jovi com toda a sua grandeza.

Eu altamente recomendo que todos aqueles que cantaram You Give Love a Bad Name, Social Disease, Some Day I’ll Be Saturday Night, Always, Wanted Dead Or Live, e outros hits de sucesso da banda americana, comprem o novo CD de Bon Jovi. Rock da melhor qualidade, como nunca deveria ter deixado de ser o repertório deles. A mesma música de 1998, o legítimo Rock’n Roll que marcou minha adolescência e me deixou cheio de saudade daquela época em que eu saía de noite para ouvir meu tio tocar com sua banda pela cidade.

Para quem quer mais informações sobre o The Circle,

The Circle é o décimo primeiro álbum de estúdio da banda estadunidense de rock Bon Jovi. Produzido por John Shanks e Dan Huff, o álbum foi lançado no dia 10 de novembro de 2009, com o novo single “We Weren’t Born To Follow” apresentado nas estações de rádio no dia 31 de agosto. O guitarrista Richie Sambora afirma que o álbum trará Bon Jovi de volta ao Rock ‘n’ Roll, e disse que “Haverá uns grandes refrões lá. Soa como Bon Jovi, mas soa fresco. Nós experimentamos com um monte de novos sons e gostamos muito de trabalhar com John Shanks, que também é um guitarrista muito bom, então ele e eu brincamos bastante com os sons de guitarra. Há vários sons de guitarra muito bons e novas atmosferas no novo álbum de Bon Jovi, que eu acho que o faz realmente moderno.

O álbum está a venda em todas as lojas de CD do Universo. Eu altamente recomendo que você corra para garantir o seu. Não curte Bon Jovi, acha que é uma bandinha balada que não tem nada de Rock? Compre mesmo assim e escute, porque provavelmente você não MANJA nada de rock.

As faixas do novo disco são:

1. We Weren’t Born to Follow, (Bon Jovi e Richie Sambora) – 4:03

2. Wen We Were Beautiful, (Bon Jovi, Richie Sambora e Billy Falcon) – 5:18

3. Work for the Working Man, (Bon Jovi, Richie Sambora e Darrel Brown) – 4:03

4. Superman Tonight, (Bon Jovi, Richie Sambora e Falcon) – 5:12

5. Bullet, (Bon Jovi e Richie Sambora) – 3:50

6. Thorn in My Side, (Bon Jovi e Richie Sambora) – 4:05

7. Live Before You Die, (Bon Jovi e Richie Sambora) – 4:18

8. Brokenpromiseland, (Bon Jovi, Richie Sambora, John Shanks e Desmond Child) – 4:57

9. Love’s the Only Rule, (Bon Jovi, Richie Sambora e Falcon) – 4:38

10. Fast Cars, (Bon Jovi, Richie Sambora e Desmond Child) – 3:16

11. Happy Now, (Bon Jovi, Richie Sambora e Desmond Child) – 4:21

12. Learn to Love, (Bon Jovi, Richie Sambora e Desmond Child) – 4:39

Viva o Retorno de Bon Jovi!! Que o círculo nunca mais se feche!!

Jantando com o Empreendedor.

Eu conheci o Alexandre Viveiros quando vim pra São Paulo, trabalhar no projeto da ArmRebel. Uma pessoa totalmente calma e centrada, Viveiros já carregava com ele a inquietude do comportamento empreendedor. Sempre participando ativamente do mundo dos negócios com seus empreendimentos, Alexandre é um cara que, mesmo novo já tem algumas histórias pra contar. Afinal, eu acredito que é muito mais fácil aprender com os pequenos, que traçam a batalha do dia-a-dia para nadar entre os tubarões em um oceano azul, do que aprender com histórias fantasiosas atribuidas à sorte por grandes empresários brasileiros, que nem mais se lembram como chegaram aonde estão.

A idéia de entrevistar pessoas que são normais (pelo menos aparentemente), se deu quando eu vi que é possível aprender com qualquer pessoa. Ou seja, qualquer empreendedor tem uma história pra contar. Eu entrevistei o Alexandre em uma véspera de feriado, onde ficamos conversando várias horas sobre as perguntas que não querem calar, aspirando novos negócios e, varamos a madrugada falando sobre empreendedorismo, marketing, inovação e falta de planejamento. O papo foi super produtivo e, inaugura uma série de entrevistas que, talvez mensalmente eu comece a publicar por aqui.

Pra quem não conhece o Alexandre Viveiros, aqui vai uma pequena apresentação. Alexandre Viveiros, 27 anos, Gerente de Projetos de Desenvolvimento de Software, Vendedor por natureza e Empresário Digital. Viveiros atua no setor de Tecnologia há quase 10 anos, desenvolvendo sistemas corporativos para grandes empresas do setor de Utilities. Estuda Marketing e Vendas por conta própria e é fundador do MIBU, portal de conteúdo de 20 cidades da Região Bragantina. Apaixonado por Tecnologia, Marketing e Negócios, costuma compartilhar suas experiências práticas nestas áreas por meio de seus artigos no Blog do MIBU. Sua filosofia é: Fale menos, faça mais, seja simples e focado.

1. Eu acredito que empreendedorismo é um misto de ter idéias e executá-las, colocá-las em prática, afinal, boas idéias não sobrevivem no tempo sem ação. Qual dessas fases você acredita que seja a mais decisiva para o sucesso de uma empresa?

Tudo que você faz todos os dias é importante para o sucesso de uma empresa, principalmente quando falamos de pequenas empresas. Na minha opinião, para ser empreendedor a pessoa tem que ter o perfil de um “coringa”, tem que jogar em todas as posições. Isso não quer dizer que tem que ser assim o tempo todo, mas que se preciso for, ele estará lá para executar! Ter ideias é legal, mas é a sua execução e medição que contribui para o amadurecimento do negócio como um todo. A execução pra mim hoje é a fase mais importante.

2. As micro e pequenas empresas vivem sempre na necessidade de um controle muito grande do caixa. Afinal, qualquer pequeno deslize trás grandes consequências. A dependência excessiva do corte de custos prejudica em que grau a geração de inovações?

As grandes inovações surgem do caos, da falta de grana, da falta de prazo, da falta de tudo. Penso que o corte de custos mais contribui do que atrapalha a inovação! Sei que isso gera polêmica, mas quando você tem um time realmente comprometido, a inovação com baixo custo é uma constante.

3. Há quem diga que uma pessoa precisa se dedicar de cabeça a uma idéia, um empreendimento, um projeto, tendo que abrir mão de tudo que está ao redor para investiro seu dinheiro e o seu tempo. Porém, pesquisas e estudos já demonstraram que é sim possível conciliar a vida de patrão com a de empregado. Quais são os maiores desafios e as maiores barreiras para quem precisa conciliar a carreira de empresário e funcionário ao mesmo tempo?

Conciliar a vida de patrão e empregado ao mesmo tempo é fácil, difícil é conciliar a vida pessoal com tudo isso. Brincadeiras a parte, muitas revistas falam que é possível, que dá pra fazer, mas na prática a coisa é um pouco mais complexa. Se a pessoa não tiver apoio da família por exemplo, esquece! não vai dar certo por muito tempo. Em algum momento alguém ou alguma coisa terá que ser sacrificada, não encarar isso de frente é pura ingenuidade na minha opinião. O mais importante nesta situação é deixar claro a todos os envolvidos sobre a situação, pedir sua compreensão e trabalhar muito para aposentar o “lado funcionário” o mais rápido possível.

4. Em Setebro de 2008 tivemos o estopim da crise mundial. Uma crise inicialmente provocada pela crise de crédito americana, em pouquíssimo tempo atingiu todo mundo. No Brasil, onde os políticos – que não conseguem acertar um – disseram que ela seria uma “marolinha”, ela veio mais fraca, mas não impediu que sentíssemos o impacto da recessão na economia. Estamos há um mês de completarmos um ano do anúncio da crise e a economia da sinais de vida. Muitos especialistas acreditam que o mundo não será o mesmo depois dessa crise e que ela será um divisor de águas na economia. Outros já estão empolgados com o prenuncio da melhora e já sonham com o aumento das vendas, acreditando que o mercado voltará a ser como era antes. Na sua opinião, voltaremos a viver no país das maravilhas, ou as perdas dessa crise nunca serão recuperadas?

Nós algum dia vivemos realmente no país das maravilhas? Bom, quanto as perdas penso que elas foram necessárias para aprendermos a desconfiar de dinheiro fácil, mas a questão é: Aprendemos? Não! Infelizmente a Lei de Gerson não é exclusiva dos brasileiros, tem muita gente querendo levar vantagem em tudo e isso que mata o progresso.

5. Até o nascimento do MIBU, você tentava lutar contra a pirataria dos filmes com a DVDSemGrilo, até que chegou um ponto em que você resolveu por um fim a essa idéia. Qual foi a maior lição que você pode aprender com os erros, acertos e os desafios de um primeiro empreendimento que não deu certo?

Olha, a grande lição que aprendi desta minha primeira experiência foi de que uma grande ideia não é suficiente. O modelo de negócio em si da DVDSEMGRILO é bom, visto que a Netmovies está crescendo e comprando outras empresas do mesmo segmento. Porém, eles tem algo que eu não tinha: Investidor! Com isso aprendi que só romantismo não aumenta o faturamento da sua empresa.

A outra grande lição foi que é muito complicado mudar uma cultura. As pessoas adoravam quando eu falava da forma como trabalhavamos, porém na prática, tinham receio de contratar o serviço. Junte isso a pirataria e vai entender o que estou falando. Infelizmente a pirataria hoje faz parte da cultura do brasileiro; até porque os altos impostos também não ajudam a reverter isso.

Mesmo dentro de todo este cenário, não me arrependo da experiência não. Perdi muito mais que dinheiro e isso foi muito ruim, porém, encaro o que aconteceu como um grande MBA. Quem quer ganhar tem que arriscar, tem que tentar!

6. De onde surgiu a idéia do MIBU? Em pouquíssimo tempo o MIBU já se tornou um portal e uma empresa bem conhecida. Qual foi o segredo para disseminar a idéia do MIBU e conseguir um retorno tão rápido? Quais são os próximos passos rumo ao crescimento em 2010? Enfim, o que significa MIBU e qual a história que ele veio pra contar?

O MIBU surgiu de uma necessidade pessoal de encontrar lugares para visitar nas cidades próximas da região bragantina. Enquanto a maioria das pessoas reclamam que “não tem o que fazer” em suas cidades, procurei encontrar lugares diferentes, empresas de serviços e tudo o que acredito possa ser útil para quem mora ou vem conhecer a região. Muitas vezes compramos “fora” produtos ou serviços simplesmente porque desconhecemos as empresas locais. Eu honestamente espero que o MIBU contribuia para o fomento do comércio local.

Quanto ao retorno rápido, acredito que isso se deve ao fato de focarmos em poucas cidades de uma determinada região. A maioria dos portais deste gênero querem atender o Brasil inteiro e com isso, acabam se tornando genéricos demais. Um frase que sempre uso e que acredito explica exatamente a filosofia do MIBU é: “O Google quer o mundo, queremos apenas um pedaço” É exatamente isso, apenas um pedaço! FOCO entende? Não se trata de pensar pequeno e sim de ter um foco bem definido!

Nosso próximo grande passo é torná-lo grátis! 2010 com certeza será o ano de torná-lo um serviço gratuito para as empresas da região, com fotos, vídeos e muito mais informações. Existe um modelo de negócio sendo construído para sustentar esta nossa decisão, mas o grande desafio aqui está em como fazer isso mantendo um padrão de qualidade. Não queremos ficar genéricos.

7. As teorias dos grandes livros de negócios mais-do-mesmo são lindas. São lindas até quando não funcionam, mesmo sendo ultrapassadas. Em grande parte do tempo, o desafio de um empreendedor de sucesso é buscar novas teorias, novas histórias e novos planos e tentar fazer com que na prática eles sejam tão bonitos quanto na teoria. Qual é a maior dificuldade em tentar transformar toda a teoria dos livros em prática empresarial?

Na prática a teoria é outra, sempre foi assim e sempre será. 90% dos livros são feitos para vender, não para ensinar ou ajudá-lo a resolver realmente os seus problemas. Ainda sim os livros são importantes, os 10% restantes realmente contribuem para uma boa formação, o difícil é achá-los. No meu caso, sempre manteho o mesmo processo: leio, filtro o que considero importante e mando bala! Deu certo? ótimo! Não deu? vamos para o próximo! Não tem muito o que inventar, é praticar e medir os resultados!

8. Existe um velho ditado que acabou se tornando uma quase-verdade incontestável dos negócios que diz que o verdadeiro empreendedor tem que quebrar. Que ele só amadurece depois que quebra, pelo menos uma vez. Qual o grau de verdade dessa afirmativa?

Eu encerrei o negócio da locadora mesmo com ela faturando, não esperei quebrar para “me tocar” que não ia dar certo. Tentei por anos, mas chegou um momento em que não compensava ficar investindo meu tempo naquilo. Então penso que não é preciso chegar “no fundo do poço” para amadurecer, o que você precisa aprender rápido é ter humildade e visão. Humildade para admitir que em algum momento algo deu errado e visão para enxergar novas possibilidades de negócio que estão a sua frente.

Foi o que eu disse! Quem disse que não era possível aprender com os pequenos. Quem tiver alguma dúvida e quiser falar direito com o Alexandre, manda um e-mail pra ele.

Loucuras Bem-Vindas.

Ricardo Bellino é atualmente presidente da Trump Reality Brazil. Aos 21 anos, pensou em trazer a megaagência de modelos americana Elite Models para o Brasil, sem falar inglês nem ter um tostão no bolso. Bellino apostou nessa idéia mirabolante, abandonou a faculdade de economia, mudou-se para São Paulo e teve sucesso, a ponto de se tornar amigo pessoal de John Casablancas, dono da Elite. Bellino trouxe também para o País a campanha das camisetas do câncer de mama, colocando o famoso símbolo do alvo no peito de milhares de brasileiras. Atualmente, aos 38 anos, o empresário encara o seu maior desafio, que é construir o primeiro empreendimento imobiliário do bilionário americano Donald Trump no Brasil. O Villa Trump, que será erguido em Itatiba, é um projeto de US$ 40 milhões. Vai ter um campo de golfe desenvolvido por Jack Nicklaus, considerado o maior golfista de todos os tempos, hotel de alto padrão, spa e tudo o mais de luxo que o dinheiro pode oferecer para 500 sócios escolhidos a dedo.

Abaixo, segue a entrevista que Bellino concedeu à Revista IstoÉ falando de seus projetos e dá dicas de como transformar uma idéia num empreendimento de sucesso e de como usá-la nas empresas. A entrevista é de 2004, mas a leitura é obrigatória para termos uma noção dO Poder das Idéias, titulo de seu livro publicado pela editora Campus.

ISTOÉ – Qual foi o seu primeiro projeto de sucesso?
Ricardo Bellino –
Quando tinha 12 anos percebi que meus colegas de escola traziam dos EUA videogames Atari e videocassetes. Eram aparelhos adaptados ao sistema americano de vídeo, o NTSC, incompatível com o sistema brasileiro, o Palm-m. Fiz um acordo com uma oficina próxima à escola que se dedicava à transcodificação. Eu achava clientes, levava os aparelhos para a loja de ônibus e ficava com parte do lucro.

ISTOÉ – O que o sr. fez com o dinheiro?
Bellino –
Troquei tudo em dólares por causa da inflação. Quando tinha 15 anos, usei esse dinheiro para comprar equipamentos de som. Como eu era muito tímido, ia às festas e, em vez de tirar as meninas para dançar, ficava conversando com o DJ. Com isso, acabei participando de uma equipe de som. Meu negócio era alugar equipamento para festas, mas fazia também o papel de animador e relações-públicas. Isso me fez ter a idéia de lançar camisetas temáticas e vendê-las. Foi um sucesso. Num GP Brasil de Fórmula 1 que o Piquet venceu, eu e meus amigos vendemos até as camisetas do corpo.

ISTOÉ – Como veio a idéia de trazer a Elite Models para o Brasil?
Bellino –
Eu frequentava bailes e desfiles e fiquei encantado com esse negócio. Na casa de um amigo, li uma revista de moda francesa e lá estava a história da Elite. Fiquei extasiado. Li nas entrelinhas da matéria que havia um concurso de modelos. Fiquei alucinado com a possibilidade de trazer um negócio daqueles para o Brasil. Tinha 21 anos. Percebi que a agência poderia aproveitar os talentos nacionais.

ISTOÉ – Qual foi a reação de seus parentes e amigos quando
o sr. falou da Elite?
Bellino –
Acharam a idéia completamente maluca, uma loucura total. Achavam que não tinha lógica eu tentar estabelecer uma base no Brasil para um negócio enorme, que faturava US$ 100 milhões por ano, apenas por ter tido uma vontade.

ISTOÉ – E o sr. não desistiu?
Bellino –
Não. Escrevi uma carta ao John Casablancas, fundador da empresa, pedi para um amigo traduzir para mim e mandei por telex. No terceiro telex, a secretária confirmou o recebimento da carta e disse que o John responderia na volta de uma viagem de negócios. Propus então uma reunião, mesmo sem ter um tostão no bolso.

ISTOÉ – Como o sr. foi para Nova York?
Bellino –
Um amigo havia lido um artigo sobre uma empresa de entregas, a DHL, que oferecia a jovens estudantes a oportunidade de viajar para os EUA desde que levassem só a mala de mão. No dia seguinte, consegui a passagem. Montei um kit que continha um vídeo com as garotas do Fantástico e até uma carta de opção para a compra de um prédio onde eu imaginava implantar a Elite. Fui recebido em Nova York pelo irmão do John Casablancas, o Fernando, que presidia a empresa que cuidava da venda de franquias e licenciamento. Ele queria me vender uma franquia. Eu dizia que buscava uma parceria. Na sexta reunião, ele chamou o John para ver se chegávamos a um entendimento. Aí abri o jogo. Disse “John, deixa eu explicar: eu venho aqui como carteiro da DHL, fico no albergue da juventude e como hambúrguer. Não tenho um tostão para comprar franquia nenhuma. Quero arranjar um patrocinador, levar o concurso da Elite para o Brasil, me capitalizar e montar a empresa.” Ele gostou da idéia. Depois de dois meses, me enviou material de apoio e uma carta em que me autorizava a falar em nome da empresa. Era um sonho se tornando realidade.

ISTOÉ – E o que aconteceu de volta ao Brasil?
Bellino –
Depois de quatro ou cinco meses percorrendo as mais diversas empresas, encontrei o Nelson Alvarenga, dono da Ellus, e houve uma empatia imediata. Sua rede de lojas estava crescendo muito e ele buscava uma estratégia diferente, saindo da mídia convencional e procurando algo que falasse mais ao público-alvo da marca, o jovem. Fizemos o primeiro concurso em 1988. Foi um enorme sucesso. Renovamos o contrato por mais dois anos, o Alvarenga se tornou meu sócio financeiro e lançamos a Elite no Brasil.

ISTOÉ – O que o faz persistir nas idéias que tem?
Bellino –
Eu sempre fui muito determinado nos desafios. Para mim, todas as tentativas de me desencorajar se transformavam em motivação. Se tinham tanta convicção em tentar me desmotivar, era porque o assunto era tão bom que merecia meu engajamento. Eu já sabia que era difícil e complicado. Ninguém estava contando nada de novo. Tentava encarar as tentativas de me desencorajar de uma forma positiva, numa motivação que me dava mais força e determinação para continuar.

ISTOÉ – Como identificar uma boa idéia?
Bellino –
Não tenho um manual para fazer essa avaliação. Percebo as oportunidades que determinado assunto tem naquele momento. Uma boa idéia é contextualizada. No caso da Elite, via algumas
coisas acontecerem e percebi uma oportunidade. Se vejo que a melhor alternativa é um projeto muito ousado e grande, não me inibo.

ISTOÉ – Que conselhos o sr. tenta passar ao leitor de seu livro?
Bellino –
Quero dividir minhas experiências e provocar uma reflexão nas pessoas. Elas precisam estar prontas para eventualmente identificar uma oportunidade e se lançar num processo de transformar aquela idéia num negócio. Fiz questão de abrir um espaço no livro para que meus parceiros, sócios e outras pessoas de sucesso expressassem suas idéias e contassem como as transformaram em realidade. Não quero estabelecer uma teoria. Quero mostrar que as idéias têm aplicação prática. Isso só depende de como você se posiciona diante das situações. A principal mensagem do livro é que a pessoa tem primeiro que encontrar um equilíbrio emocional para que, a partir desse equilíbrio, minimize suas deficiências e potencialize suas virtudes.

ISTOÉ – A pessoa tem que estar apaixonada pela idéia ou tem que manter uma certa distância e racionalidade em relação a ela?
Bellino –
Se o dono da idéia não estiver apaixonado, não vai passar do primeiro estágio. O primeiro impulso tem que ser algo que transcende a questão cartesiana ou pragmática da idéia. Mas isso tem que ser contraposto com uma visão de viabilidade na hora de concretizar esses projetos.

ISTOÉ – O sr. é monogâmico no campo das idéias?
Bellino –
Não. Posso me dividir entre várias. O mesmo projeto pode estar baseado em diversas idéias. Consigo também criar uma relação com elas de não posse. Não me sinto o dono da idéia. Um dos segredos para o sucesso dos meus projetos foi identificar pessoas que acreditavam que aquela idéia era possível e se sentissem co-autoras dela. É importantíssimo que se construa durante o desenvolvimento de uma idéia essa equipe de sócios ou parceiros que vibrem na mesma sintonia e acreditem que ela é possível e que cada um traga um componente para aperfeiçoar o plano de ação. Ninguém é capaz de jogar bem nas 11 posições.

ISTOÉ – Como expor uma boa idéia?
Bellino –
No livro, faço uma provocação ao sistema que existe hoje nas empresas. Há diversas tentativas dos departamentos de recursos humanos de buscar a interação dos funcionários e fazê-los se expressar. Mas criam um constrangimento a partir do momento que estabelecem um formato para se transmitir a idéia, normalmente escrito num formulário ou num e-mail. Nem todo mundo tem facilidade para escrever. Às vezes a idéia é tão simples que não tem nem como colocá-la no papel. Uma conversa de cinco minutos funciona melhor para explicá-la. A solução dos problemas de sua empresa pode estar na mão do faxineiro.

ISTOÉ – Como melhorar essa comunicação?
Bellino –
Minha sugestão é a criação do cargo de Diretor de Idéias, o DI, que pode assumir o papel de ouvido da empresa. As pessoas têm que ter com ele uma relação de cumplicidade para que se sintam à vontade para contar as coisas sem constrangimento e sem medo de perder o emprego.

ISTOÉ – Como nasceu a Webbie Tookay, primeira modelo
virtual do mundo?
Bellino –
A idéia veio de um artigo que li na revista Time sobre o mercado de publicidade, que estava ficando saturado das caras das top models tradicionais. No final da matéria a pergunta era: quem seria a cara do ano 2000? Aí eu vi uma oportunidade de criar uma cara que fosse uma representação daquela virada. Fiz uma pesquisa nos principais estúdios de computação gráfica do mundo e me indicaram o site de um artista sueco. Em duas semanas, nascia a Webbie Tookay. O John Casablancas ficou como porta-voz dela. Em menos de 30 dias, assinou contrato de US$ 60 mil com a Nokia para estrelar uma campanha de celular. A Webbie foi assunto nos principais jornais e revistas do mundo todo. Foi a prova de que uma boa idéia não tem fronteiras.

ISTOÉ – O que é mais difícil: ter uma idéia ou executá-la?
Bellino –
Ter idéias todo mundo tem. Agora, acreditar que se pode transformar aquilo em algo concreto é o maior desafio e o que faz a diferença. Uma grande parte das pessoas desiste já na idéia. Vê
que é algo grande e imagina que é impossível e não se sente capaz de fazer e desiste. Tem outro grupo que acredita um pouco mais, mas na primeira negativa que ouve encontra um conforto e desiste também. Se deixam levar por terceiros.

ISTOÉ – Qual é o maior inimigo de uma boa idéia?
Bellino –
As influências de pessoas que não conseguem ter a mesma visão que você e tratam de detonar sua idéia. Quando alguém diz que você está louco, está questionando sua capacidade. Mas quem tem que colocar limites é a própria pessoa. Ouço com mais atenção as críticas que os elogios, para repensar alguns movimentos. Não dou a menor atenção para aquela crítica que tem a intenção de inibir alguma iniciativa. No meu livro, agradeço a todos que tentaram me desmotivar de alguma idéia. Não tem prazer melhor do que escutar daquela mesma pessoa um cumprimento depois de alcançar o sucesso.

ISTOÉ – Qual é sua fonte de inspiração?
Bellino –
A grande maioria das minhas idéias veio da mídia, algo que está à disposição de qualquer um. Não tenho nenhuma fonte especial. Você não precisa necessariamente ser um entendido no assunto de sua idéia, mas precisa se assegurar de que tem um time de especialistas a sua volta na hora da implementação do projeto.

ISTOÉ – De onde surgiu a idéia do Villa Trump?
Bellino –
Não jogo golfe, eu nunca havia participado de um projeto imobiliário. O que aconteceu foi uma coincidência. Um dia, meu vizinho em Itatiba me propôs vender uma área rural ao John Casablancas. Tive dois impulsos. Um, dizer que o John não tinha interesse. O segundo foi dizer na mesma hora “vamos fazer aqui o primeiro empreendimento do Trump no Brasil”. Já tinha ouvido falar de um empreendimento de golfe
em Itu. Sabia também que o Trump fazia negócio fora dos EUA e pensei então em fincar a bandeira do Trump no Brasil. Na hora, meu amigo pensou que eu estivesse louco, mas topou participar do negócio.
O golfe é pequeno ainda no Brasil, mas demonstra sinais de que tem
um potencial muito importante.

ISTOÉ – E como essa idéia começou a virar realidade?
Bellino –
Um mês depois daquela conversa, contando com a ajuda do John Casablancas, marquei uma reunião com o Trump e fechamos o negócio. Jack Nicklaus já está fazendo o projeto do campo. Teremos investimentos de US$ 40 milhões.

Vence Quem Contar a Melhor História…

Já não é segredo que eu estive lendo nos últimos dias a biografia de um dos fundadores da AmWay, como eu já disse. O negócio foi é ainda levanta polêmica por onde passa, devido ao seu modelo de vendas diretas que por muitos é chamado de Marketing de Pirâmide.

Pra quem não conhece a AmWay, ela é uma empresa que fabrica mais de duzentos produtos, entre eles vitaminas, sabonetes e primeiro socorros (anti-sépticos no estilo mertiolate) que são revendidos por seus milhares de distribuidores mundo a fora, onde a empresa tem bases instaladas e pontos de distribuição. E é justamente o fato de ter distribuidores (e não funcionários) que faz da AmWay uma empresa amada por uns e odiada por outros. Odiada por um lado por que os críticos alegam que o “distribuidor” é que acaba sendo o cliente da empresa. Isso por que ele tem que comprar os produtos e depois revender, correndo o risco de deixar encalhado algum e ter prejuízo, pois é necessário um valor mínimo de “faturamento”. Por outro lado, isso é chamado por espírito empreendedor pelos seguidores da AmWay e, segundo eles, isso que faz a empresa ser tão excelente, por que proporciona a possibilidade de pessoas “comuns” terem o próprio negócio com um pequeno investimento. Ou seja, entre a cruz e a espada.

O que fica muito claro no livro é que a AmWay por esse motivo foi alvo de inúmeros processos que qeustionavam o seu modus operandi e acreditavam que o Marketing Multinível é algum tipo de trapaça piramidal. Porém, segundo o próprio autor e co-fundador da AmWay, em todos os processos, todos os inquéritos e investigações sobre a empresa que aconteceram na sua história a AmWay conseguiu provar que não utiliza nenhuma estratégia piramidal e que o seu Plano de Marketing e Vendas é totalmente realista e verdadeiro, tanto é que todos os órgãos que investigaram a empresa ao longo dos anos, nos relatórios finais reconheciam a idoneidade da empresa.

Mas, o que me levou ao livro não foi a história contraditória da empresa. Foi a vontade empreendedora e o a falta de medo. Falta de medo em não errar, em não ter medo de FAZER, mesmo sem saber muito bem qual a direção a seguir. A primeira grande lição que eu tiro desse livro é que empreendedores não têm medo de arriscar quando o assunto é criar uma empresa para mudar o mundo. O medo afasta as idéias, a criatividade e a inovação das pessoas. O medo é uma maldição que acompanha os indíviduos e os impedem de enxergar oportunidades e desafios à frente. Jay Van Andel, junto com Rich DeVos, antes de fundarem a AmWay passearam por muitas outras empresas que fundaram. Em umas tiveram sucesso extraordinário, em outras histórias para contar. Mas, em todos os casos lições foram tiradas, e idéias colocadas em prática. Quem PLANEJA não tem história pra contar, nem liçõespara ensinar. Quem FAZ tem dúzias delas para distribuir a quem quiser saber.

A segunda grande lição que o livro transmite é que VENCE QUEM CONTA UMA HISTÓRIA e consegue envolver as pessoas em torno de uma CULTURA. A história da AmWay (American Way) era possibilitar a todas as pessoas que queriam ter o próprio negócio, a possibilidade de realizá-lo ao “estilo americano”, uma empresa sediada em um país livre, onde para crescer o indivíduo só depende dele e dos esforços que está disposto a realizar para que o sucesso chegue. A AmericanWay Companio quer espalhar pelo mundo o “American Way of Life”, onde não é impossível conquistar o sucesso, muito pelo contrário, ele é questão de esforço pessoal. A dupla fundadora da AmWay empreendeu já na década de trinta, onde cem dólares era uma fortuna e todo mundo queria ser empregado de grandes indústrias. Sempre com desejo de mudar o mundo e o comportamento das pessoas, eles estavam sempre trilhando um caminho diferente daqueles que estavam ao seu redor e, em 1959 fundaram a AmWay, uma empresa feita baseada no ideal americano de liberdade e trabalho árduo, como força motriz para o capitalismo, o único e verdadeiro sistema capaz de colocar as diretrizes do sucesso na mão do indivíduo. Confusos e contraditórios ou não, Van Andel e DeVos, realmente estavam à frente de seu tempo.

Jay agradece à Deus, a Esposa e aos Amigos por tudo que construiu. Religioso fervoroso, jogava todos os méritos de seu sucesso nas mãos de Deus e passou a vida servindo-o em retribuição ao sucesso alcançado. Infelizmente, soube por pesquisas pela internet, que Van Andel faleceu em 2004, cinco anos após a publicação de sua auto-biografia, provavelmente por algum problema que agravara seu mal de Parkinson.

Qual é a história que a sua empresa quer contar??

amway

A História da Coca-Cola.

 

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