O segredo para fazer seus e-mails serem lidos

Você se sente como se seus e-mails fossem enviados para o buraco negro? Vamos ao segredo: você precisa começar com a conclusão.

A indefinição é o oposto da utilidade. Quanto mais claro o objetivo, mais convincente seu e-mail será.

É por isso que Geoffrey James diz que você precisa se perguntar o que exatamente você está querendo antes mesmo que comece a escrever. Você está escrevendo o e-mail para provocar uma decisão no destinatário.

James tem uma ideia sobre isso:

Sua conclusão é uma declaração da decisão que você deseja do destinatário, baseado no que você escreveu.

Depois de descobrir qual é a sua conclusão, aí sim você pode começar a escrever – embora isso possa não ser o melhor conselho para todos. Uma vez que você tem a sua ideia na cabeça, você pode começar a corrigí-la.

Como fazer com que as pessoas leiam seus e-mails?

Como fazer com que as pessoas leiam seus e-mails?

Então vamos dissecar esse conselho em um processo que seja um pouco mais eficiente:

  • Comece por escrever o que você pensa que está tentando dizer.
  • Descubra que as primeiras linhas são inúteis.
  • Alegre-se pela sua determinação em escrever algo útil.
  • Mantenha as mãos no teclado, olhe para a conclusão.
  • Então mova a conclusão para o topo da mensagem.

Um esboço como esse é uma ideia para o seu inconsciente. Desta forma, você pode desenvolver a sua ideia enquanto digita, sem submeter o leitor aos detalhes da sua mensagem.

Escrever seus pensamentos, encontre a jóia que realmente importa e use-a. Seu leitor vai agradecer por isso. E pode até te responder.

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Este artigo foi adaptado do original, “The Surprising Secret To Getting Your Emails Read”, da FastCompany, e ainda faz uma menção ao que o inspirou, “How to Write a Convincing E-mail”, da Inc.

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3 Exemplos de Atendimento que Fazem o E-commerce Nacional Passar Vergonha

Algumas situações vergonhosas de atendimento protagonizadas por grandes empresas de e-commerce nacionais.

Eu estou longe de ser uma pessoa do tipo bajuladora de gringos, daqueles que aparecem muito pela internet e usam as terminologias gringas para tudo em sua vida, até na hora de ir ao banheiro.

É óbvio que, trabalhando com internet, muitas palavras acabam fazendo parte do meu vocabulário: inbound marketing, CRM, Storytelling e etc. Mas por aí. Eu nunca vou por exemplo, me referir ao Vale do Silício como Sylicon Valley só porque morei nos EUA.

Por isso, o título desse artigo nada tem a ver com usar outros países como exemplo a ser seguido pelo Brasil no e-commerce, mas sim em mostrar a decadência brasileira na hora de atender ao seu consumidor.

Eu sou um fã do e-commerce. Compro livros, camisas no Camiseteria, tênis, e tudo mais que posso pela internet. Por isso, acredito muito que precisamos de uma mudança radical.

A seguir eu vou citar 3 exemplos em ordem cronológica ao que aconteceram e a maneira com que eu fui extremamente mal tratado por essas “grandes empresas brasileiras”.

#1. A pontualidade Avianca.

Eu sei, a Avianca não é uma empresa de e-commerce como conhecemos, mas a partir do momento em que ela comercializa passagens pela internet, ela venda na web e, SIM, tá no bolo do e-commerce.

Eu fico impressionado porque há poucos dias atrás a empresa foi considerada a melhor companhia aérea pelos próprios passageiros. Isso, sem contar que a empresa é dona de quase todos os Fokker 100 que estão em circulação no Brasil.

Se for preciso fazer um adendo, o Fokker 100 é a aeronave que mais causou acidentes na história da aviação – principalmente na nacional.

Bem, acho difícil uma empresa ser referência mantendo uma frota dessa. Mas, fazer o que…

Mas não é sobre isso que eu vim falar. Em novembro de 2012 eu tinha uma entrevista marcada no Programa Cases em Florianópolis. O Cases é um programa exibido na Record News em Santa Catarina e minha entrevista era às 14h do dia 27/11.

Meu voo era às 09:14h e, eu acreditei que mesmo que ele atrasasse, na pior das hipóteses, até ás 12h, eu conseguiria tranquilamente gravar a minha participação.

Acontece que o meu voo não atrasou nem 1 ou 2 horas. Ele atrasou praticamente 6 horas e fez com que não somente eu perdesse o meu compromisso na Record News, como um passageiro perdesse o enterro da sua mãe.

Em nenhum momento, mesmo atrasando um voo de mais de 70 pessoas, os funcionários da Avianca foram educados ou solícitos.

Depois de mais de 2 horas de atraso sem nenhuma satisfação, foi preciso a presença da polícia federal para conseguirmos uma explicação decente da empresa, de que a aeronave estava com problemas e outra aeronave estava vindo para nos levar.

Além do mais, os funcionários da Avianca se recusaram a remanejar os clientes para voos de outras companhias alegando que não tinha nenhum voo com destino à Florianópolis.

Nessa brincadeira toda, em que um funcionário garantiu que eu chegaria até às 15h em Florianópolis (no limite do tempo para que eu pudesse gravar), eu fui chegar nos estúdios da Record News às 17:17h, sendo que o trajeto do aeroporto até o estúdio durou 15 minutos.

Resultado disso tudo: tempo perdido (meu e da emissora), 2 passagens (ida e volta) jogadas fora e mais prejuízo para remarcar a minha entrevista no Programa Cases (já que teria que ir e voltar novamente).

Por isso eu questiono: melhor companhia aérea brasileira? Fico com a Azul em que as aeronaves são novas (Embraer), possuem apenas 2 lugares e sempre fui bem atendido.

Se um quiser me fazer raiva, me chame para voar Avianca. Não pretendo voar novamente por essa empresa enquanto for vivo. E nem depois de morto.

Avianca: quase 6 horas de atraso por motivos técnicos.

Avianca: quase 6 horas de atraso por motivos técnicos.

#2. Americanas.com e os falsos descontos.

Eu e minha irmã decidimos comprar um fogão e dá-lo de presente à nossa mãe de Natal.

Depois de uma breve pesquisa nos comparadores de preço, eu fui levado ao site da Americanas.com para comprar o fogão. Acontece que a empresa não deu o desconto prometido no comparador de preços e o boleto gerado foi no valor cheio.

Ao entrar em contato com a empresa, eles me disseram que teria que pagar o boleto errado e depois solicitar o ressarcimento do valor. Eu não aceitei e meu protocolo foi anotado dizendo que eles entrariam em contato para fornecer um novo boleto.

Na véspera do vencimento do boleto entrei no site da Americanas e vi que o preço do fogão tinha aumentado em R$ 100,00. Depois disso, resolvi primeiro pagar o boleto para depois reclamar, antes que eu tivesse que comprar um produto mais caro.

Após efetuado o pagamento enviei o e-mail para o ressarcimento do meu valor e nunca obtive resposta a esse e-mail. Sendo assim, entrei novamente no chat da Americanas para reclamar o meu ressarcimento, com o print do valor anunciado em mãos para comprovar o meu direito.

Qual não foi a minha surpresa quando a atendente disse que o print que eu tinha não era válido porque eu o tinha editado?!

Sim, ela disse que o meu print tinha sido editado. E que sendo assim eu não poderia ter o ressarcimento do meu dinheiro.

Depois de muita reclamação, envolvendo Reclame Aqui, e muitas promessas não cumpridas, consegui um cupom de desconto para outras compras na Americanas.

Entre a dúvida se era seguro ou não comprar novamente na Americanas, cheguei à conclusão de que era melhor o cupom do que nada, já que eles foram claros que não devolveriam o meu dinheiro.

Mas, fica a pergunta, até aonde vai uma empresa que acusa seu cliente de fraudar o preço dos seus produtos?

Segundo a Americanas.com o meu print não tem validade.

Segundo a Americanas.com o meu print não tem validade.

#3. Compra Fácil ou compra difícil?

Pra finalizar, o mais recente caso que tive de problemas com e-commerce: Eu comprei no final de janeiro uma cama no Compra Fácil.

Por algum motivo, minhas 2 primeiras transações foram recusadas pela administradora do cartão de crédito, e no segundo dia consegui efetuar a compra.

Qual não foi a minha surpresa quando eu recebi 3 e-mails de confirmação de compra, uma vez que o Compra Fácil processou novamente meus outros 2 pedidos de compra sem nenhuma autorização.

Ou seja, o Compra Fácil armazena o meu pedido de compra, meus dados financeiros e etc. e sem a minha autorização processa minha compra novamente junto à instituição financeira?

Isso é um crime! Uma fraude.

E quando entrei em contato com a empresa, o que me disseram era que isso era um procedimento padrão da empresa e que eles iriam estornar a 2 compras extras.

Procedimento padrão? Bem, acho isso um completo abuso por parte da empresa.

Ok. O problema foi superado e eu estava esperando chegar a minha cama, que estava prevista para ATÉ o dia 08/02. Além de pedir quase 10 dias úteis, a minha cama atrasou.

A justificativa do Compra Fácil foi que não tinha ninguém em casa. O engraçado é que EU estava em casa e o zelador estava no prédio, autorizado a receber.

Resultado? Fui receber o meu produto no dia 18/02, quase 1 mês após efetuar a compra e, quando eu abro a minha cama novinha, ela não foi a cama que eu comprei.

Esse meu maldito hábito de usar os comparadores de preço…

Quando fui comprar a cama que queria, pesquisei no Buscapé “Cama box integrada” e o resultado da cama foi o produto do Compra Fácil, com foto e tudo mais.

Acontece que o produto que eu comprei não é o mesmo que estava anunciado no Buscapé e, simplesmente veio outra cama box, que não foi em nenhum momento a cama que eu pensei estar comprando.

Agora, o problema é: já pedi o cancelamento da compra e a retirada do produto, minha reclamação no Reclame Aqui está sem resposta e, eu não vou ficar com esse produto. Ou eles retiram e devolvem o meu dinheiro o mais rápido possível, ou vou fazer uma pequena carta dizendo que não reconheço a cobrança para a administradora do meu cartão.

Bem, ou eu estou com azar, ou estamos carentes no quesito atendimento e serviços no e-commerce nacional.

Compra Fácil: anuncia um produto no Buscapé e vende outro.

Compra Fácil: anuncia um produto no Buscapé e vende outro.

Não sabemos nada sobre e-commerce.

A conclusão que eu chego é: não sabemos tratar os clientes online. As grandes empresas de e-commerce brasileiro duvidam de seus clientes e inventam milhares de artimanhas para que ele prove que está certo, enquanto o Código de Defesa do Consumidor assegura a inversão do ônus da prova.

É deplorável ser tratado com descaso por empresas que fazem parte dos maiores grupos varejistas brasileiros (B2W e Grupo Hermes) que visam apenas o lucro e, por isso tratam o consumidor apenas como uma estatística, um número e mais uma venda.

É por esse motivo que NENHUMA loja de e-commerce vai atingir o patamar de uma Zappos da vida, que foi adquirida pela Amazon por mais de 1 bilhão de dólares.

As grandes empresas de e-commerce nacional são powered by money, enquanto Zappos e companhia limitada são powered by service. Essa é toda a diferença na hora de tratar clientes com dignidade e lembrar que, sem eles nenhuma empresa existe.

Torço para que pequenas empresas surjam e façam esses dinossauros do varejo terem de se reinventar. Infelizmente o consumidor online brasileiro está à mercê desse lixo que fazem o que querem com o consumidor.

Como recuperar, depois de tantos traumas a confiança para comprar online novamente?

Ser Feliz ou Ter Razão, eis a Questão…

Somos forçados a escolher entre razão e felicidade. Mas, será que a verdadeira razão e a verdadeira felicidade andam realmente separadas?

Nós somos bombardeados com essa frase durante toda a nossa vida, como se a felicidade e a razão não caminhassem nunca juntas e, ao fazer uma coisa, estivéssemos abrindo mão da outra.

O que você prefere, ser feliz ou ter razão?

Por muito tempo na minha vida eu respondi a essa pergunta, colocando a razão acima de todas as coisas. Afinal de contas, a razão é o certo, não é mesmo?

1. Mente ou uma função usada para pensar. Por exemplo, pedimos a alguém que use sua razão e não suas emoções.
2. Prova para uma crença, opinião ou juízo. Exemplificando, exigimos a razão para que uma pessoa creia que alguém é um ladrão.
3. Faculdade que permite o processo para se chegar a uma decisão ou conclusão, o raciocínio. Como exemplo, dizemos que o júri estava raciocinando corretamente quando decidiu que o réu era culpado – fonte: dicionário Dicico.

Acontece que a razão é relativa. Você muda as razões e, de acordo com o ponto de vista, a razão muda de dono.

Eu passei o meu curso de ciência política ouvindo meu professor falando sobre razão, principalmente a crítica da razão pura. E aí criamos uma quebra no conceito de razão: a razão pura, como verdade absoluta das coisas, versus a razão subjetiva, aquela que cada um defende e acredita ser o certo.

Felicidade e Razão: é impossível ter as duas coisas?

Felicidade e Razão: é impossível ter as duas coisas?

Mas aí precisamos fazer uma pequena pausa.

Aquilo que as pessoas tomam como a sua razão está envolto em suas percepções, em cultura, em personalidade. Portanto, não somos capazes de nos ater apenas à razão de modo positivista – sem envolvimento pessoa e sentimentos.

Entramos aí no mundo da razão filosófica. A razão, como filosofia é o certo, a pureza, o reconhecimento.

Mas então, toda a razão está infectada de sujeiras e percepções pessoais sobre qualquer assunto.

Por isso, uma discussão sobre Deus nunca vai levar à razão alguma, em uma discussão sobre futebol, ninguém tem a completa razão das coisas e, a discussão política – bem, essa aí, o povo nunca tem razão.

Eu nunca tinha parado para refletir sobre razão e sobre os impactos sobre traçar um plano de vida baseado na razão, ou baseado na felicidade. Eu nunca me conformei em fazer uma escolha e afetar meu comportamento sobre tudo com base nisso.

Você prefere ser feliz ou ter razão? Eu sempre quis ter razão, porque acreditava que esse era o primeiro passo para estar feliz consigo mesmo e, assim, ser feliz.

Eu sempre enxerguei uma coisa como complemento da outra. Mas, há pouco tempo atrás comecei a fazer uma pequena reflexão sobre isso, e sobre a maneira com que a nossa razão muitas vezes não fazem nenhum sentido para as outras pessoas.

Por isso, é importante ter razão para sermos felizes conosco, mas é importante, muitas vezes não impô-la aos outros para não estragar a maneira com que convivemos em sociedade.

E é assim que eu cheguei à conclusão de que razão é algo relativo, completamente relativo.

A razão é relativa.

Para apimentar mais ainda a discussão, eu ganhei de natal um precioso livro de Schopenhauer, “A Arte de Ter Razão”, livro que só foi editado e publicado após a morte do filósofo e sociólogo alemão.

A arte de ter razão: livro de Schopenhauer discute a conduta humana em busca da razão

A arte de ter razão: livro de Schopenhauer discute a conduta humana em busca da razão.

Diz a lenda que quando Schopenhauer terminou de escrever um livro, se deu conta que ele poderia ser utilizado para submeter pessoas às vontades de terceiros. Isso fez com que ele resolvesse não publicar a obra, que foi descoberta apenas após a sua morte e então publicada.

Por esse motivo este pequeno tratado sobre razão tem vários títulos e versões publicados pelo mundo e, sinceramente é preciso relê-lo algumas vezes para entender o verdadeiro significado de algumas lições ali apresentadas.

Arthur Schopenhauer conseguiu fazer acender uma pequena lâmpada em minha cabeça sobre razão, felicidade e comportamento.

Nós muitas vezes nos comportamos e agimos para com as outras pessoas de maneira a sempre conservarmos a nossa razão porque ela é a medida daquilo que acreditamos e, se aquilo for contestado, sentimo-nos contestado em nosso íntimo.

Fui ofendido. É o que pensamos quando alguém questiona a nossa razão, nos chamam de errado ou colocam a nossa opinião como algo inútil e sem valor.

Para Schopenhauer existem maneiras de manipular o adversário em uma discussão quando a nossa razão é colocada em dúvida.

Mas, quando utilizamos subterfúgios para manter a nossa razão sobre determinado assunto, perdemos a nossa razão, porque muitas vezes acabamos ofendendo, ridicularizando e manipulando as pessoas.

Para manter uma razão, perdemos a nossa razão de ser e de agir com as outras pessoas.

Mas, voltemos ao cerne da questão, Schopenhauer era completamente pessimista e, como tal, não acreditava na felicidade e seu posicionamento sobre o amor era uma rebeldia para a época, uma vez que não estava relacionado com a felicidade.

Para Schopenhauer, era possível sem ser feliz, uma vez que o amor nos faz mais mal do que bem, no final das contas.

Mas, o amor não é o motivo deste artigo.

Estávamos falando de razão, felicidade e conduta humana.

Como uma pessoa quer ser respeitada e ter reconhecida a sua opinião sobre determinado tema, e aí atingindo o reconhecimento público sobre aquilo que domina, pode utilizar técnicas e estratagemas vulgares para defender seus pontos de vista e rebaixar o adversário?

O verdadeiro sábio sabe elevar o seu adversário ao céu, já que ninguém quer duelar ou debater com pessoas sem reputação, sem conhecimento e sem entendimento.

Por isso, quanto maior o grau daqueles que contestam nosso pensamento, mais alto será o reconhecimento e virtude de nossas ideias.

O que Schopenhauer, afinal, queria dizer sobre a arte da razão?

Não se trata apenas sobre uma maneira de lidar com o adversário e lidar com acusações ou debater alguma coisa com outras pessoas, valendo para isso ridicularizar ideias e até mesmo o interlocutor.

Trata-se de mostrar que o ser humano quando não tem sobriedade e certeza sobre suas opiniões, lança mão de qualquer artifício para

Schopenhauer: vale tudo para ter razão?

Schopenhauer: vale tudo para ter razão?

ser reconhecido publicamente como dono da razão.

E esse cara, que precisa disso, nunca conseguirá combinar a razão com a felicidade, como Schopenhauer não conseguiu relacionar o amor com ela. Por isso ele sempre vai preferir a razão, assim como eu preferia há pouco tempo atrás.

O verdadeiro sábio precisa entender que o importante é ser feliz, independente do modo em que julgam as suas razões – ou a completa falta dela.

Afinal, os donos das maiores razões que conhecemos hoje sobre a vida, a matemática, a tecnologia, a astrofísica e ciências foram, durante muito tempo ridicularizados em suas razões.

Dane-se a razão. Permita que as experiências comprovem a verdade. No final, se tudo der errado, aprendemos, assim como Thomas Edison, apenas mais uma maneira de não fazer a lâmpada.

É esse o verdadeiro sentido da expressão “falem mal, mas falem de mim”. Apedrejado ou elogiado o importante é que as pessoas estejam vendo o que estamos fazendo.

A razão (e a verdade) são relativas. A felicidade não.

Qual a diferença entre coaching e consultoria?

A venda de serviços é muito difícil de ser mensurada pelo cliente. E quando ele nem sabe diferenciar os tipos de serviços oferecidos no mercado, a coisa fica mais difícil ainda.

Diferença entre Coaching e Consultoria  - ThinkOutside | Marketing & Vendas, Empreendedorismo e InovaçãoDia desses, eu fui surpreendido por um e-mail me perguntando a diferença entre coaching e consultoria.

Sei que na prática existe, ou pelo menos deveria existir muita diferença entre coaching e consultoria. Mas, os clientes desses serviços realmente conseguem enxergar essa diferença?

Ou será que é tudo uma grande balela e enganação de empresas de serviços?

Afinal de contas, coaching ou consultoria?

Todo mundo tá cansado de saber que, a venda de serviços não é mensurável.

Mesmo que a sua empresa apresente o melhor case do mundo – seja de coaching ou consultoria – na melhor empresa do mundo, no final da reunião o cliente ainda terá a mesma dúvida.

O que sua empresa pode fazer por mim?

Sim! É isso que você, fazendo coaching ou consultoria vai ter que responder pra ele. Sim. É isso que interessa.

O resto é balela.

Então, se o cliente não consegue medir o serviço, como ele vai saber se a sua consultoria ou se o serviço de coaching do concorrente serão melhor para ele?

A princípio eu achei que não tinha como saber.

Diferença entre Coaching e Consultoria  - ThinkOutside | Marketing & Vendas, Empreendedorismo e Inovação

As etapas de um processo de coaching.

Na verdade, coaching ou consultoria, é tudo uma questão de PERCEPÇÃO.

Infelizmente uma coisa é certa. Não importa se você diz que faz coaching ou consultoria. Importa o que o cliente enxerga e percebe do que você faz.

Se ele acha que é coaching, mesmo que você vendeu serviço de consultoria, pra ele é coaching.

Se ele acha que é consultoria, bem… então não é coaching.

Isso se o cliente tiver a percepção de alguma coisa. Isso se ele realmente já tiver ouvido falar em coaching e não achar que tudo é prestação de serviços do mesmo jeito.

Aí, cabe a sua empresa, mostrar a diferença.

Eu acredito que a diferença entre coaching e consultoria é filosófica e estrutural.

Filosófica por que tem tudo a ver com a filosofia de trabalho da empresa de coaching e do coach.

Estrutural por que se o cliente não sabe a diferença entre consultoria e coaching esse deve ser o primeiro passo na hora da venda.

Vender gato por lebre não funciona. Vender coaching como consultoria não vai fazer você conseguir renovar o contrato no final do ano.

A diferença básica entre coaching e consultoria está no resultado.

Os especialistas em coaching e consultoria que me perdoem. Mas se a diferença não é o resultado a culpa é deles.

Sim! Para o resultado de um coaching ser diferente do de uma consultoria,obviamente o processo todo é diferente.

Então não venha me dizer que o processo da consultoria é que é totalmente diferente do de coaching, porque o que importa é o resultado final. Se o resultado for o mesmo, o serviço é o mesmo, mas com nome diferente.

Coaching desenvolve pessoas para fazer por si mesmo.

Sim. Coaching desenvolve para que você faça. Se você quer pronto, coaching não é o serviço de que você precisa.

O coaching vai fazer com que você busque desenvolver e aprimorar o seu comportamento para, por si só realizar as mudanças.

Sim, o coaching é muito mais voltado para desenvolver e fazer com que a própria pessoa pense na solução e busque caminhos para que ela aconteça.

Algo como ensinar a pescar, ao invés de dar o peixe.

O resultado – e não o processo – do coaching é formar indivíduos – e não empresas, soluções e etc. – capazes de pensar e buscar soluções para o desenvolvimento.

Essas soluções são desenvolvidas através de competências complementares que são trabalhados nos profissionais de forma com que ele consigam enxergar problemas e buscar soluções.

Como eu disse, um trabalho de coaching ensina as pessoas a pensarem e buscarem soluções sozinha.

O coaching não vai te mostrar o que tá errado e sugerir a solução e a implementação. O coaching vai mostrar e auxiliar a busca pela solução e fazer com que pessoas cheguem a solução de maneira independente de apontamentos de processos inefetivos.

Consultoria é o serviço que soluciona determinado problema.

É mais ou menos isso.

A consultoria vai te dar o peixe. Mas, muitas vezes, você nem vai saber como ela fez isso. A consultoria não vai te ajudar a pensar na solução, nem no que está errado.

Ela vai dizer o que não funciona, através de um estudo elaborado, e trazer para a sua empresa o que ela precisa para que o problema seja resolvido.

Obviamente que, a consultoria não vai fazer com que você consiga resolver o problema sozinho depois. Nem pensar no problema para buscar a solução.

Consultoria é aquela coisa. Apareceu o problema. Contratou a consultoria pra resolver, melhorar ou aprimorar. A consultoria identificou os pontos críticos, elaborou o plano de ação, resolveu o problema, gerenciou tudo e acompanha os resultados.

Ok. Mas e se a consultoria for embora e der problema de novo?

Obviamente que coaching não pode te ensinar a resolver todos os problemas do mundo. Uma hora ou outra, o que você precisa mesmo é de uma consultoria.

Sim. Não adianta querer fazer um coaching 360º e saber de tudo para nunca precisar de consultoria e etc. Isso será praticamente impossível.

Nem sempre será possível identificar pontos críticos e propor soluções, sozinho. Muitas vezes será preciso o olhar de alguém de fora, com mais experiência e expertise no assunto para visualizar uma coisa que você ainda não viu.

Afinal de contas, é pra isso que existem coaching e consultoria. Caso contrário um já teria extinguido o outro há muito tempo.

Diferença entre Coaching e Consultoria  - ThinkOutside | Marketing & Vendas, Empreendedorismo e Inovação

Etapas do processo de consultoria empresarial.

Concluindo…

O que as empresas precisam é de um processo que misture coaching e consultoria na hora de identificar problemas e propor soluções para que as empresas entendam a importância na implementação de processos para resolver os problemas.

A consultoria precisa ser um misto de coaching. Precisa ajudar e influenciar empresas a pensarem soluções e refletirem o seu desempenho.

Esse já o primeiro grande passo para a evolução. O resto acaba sendo uma união de detalhes. Detalhes que, claro, fazem toda a diferença. Mas, sem o primeiro passo, muitas vezes nem são observados.

Nós Somos Responsáveis Por Cuidar da Casa.

Nós vivemos em uma sociedade onde lembramos de nossas origens? Nós cuidamos de quem cuidou da gente? NÃO. Se realmente fizéssemos o dever de casa, o filho que viu o pai se tornar alcoólatra, não iria transformar-se em um quando a maturidade chegasse. Caso realmente estivéssemos preocupados com origens, mães não perderiam todos os filhos no tráfico. O filho mais novo é influenciado pelo mais velho, e assim vai. Se realmente nos preocupassemos com nossa obrigação junto de nossos familiares, seriamos um povo mais humilde, mais consciente e mais SOLIDÁRIO.

Mas, como não é isso que vejo por ruas e esquinas, infelizmente não cuidamos do que é nosso. O filho que cresce, vendo o pai policial corrupto, cresce e transforma-se em bandido. O filho que vê, diariamente a mãe gastando o pouco dinheiro que tem com cola, com crack, com ópio, com sei lá mais o que, antes de saber escrever o seu nome todo, estará indo pro mesmo caminho.

Da mesma maneira, filhos que crescem com a imagem dos pais lendo, dos pais ativamente na comunidade, de pais honestos, de pais idealistas, assim crescem e ajudam a semear a sociedade. Do mesmo modo, filho que vê o pai criar, realizar e trabalhar duro, seguirá o seu exemplo para ser também um grande realizador.

Os modos, os costumes e a postura é uma herança mais do que genética. É transmitida no dia-a-dia, nas pequenas coisas. No carinho, na felicidade, nas boas horas e nas ruins. E cabe a nós, somente a nós, cuidar dos nossos. Cuidar de quem seremos sempre responsáveis por cativar: nossos pais, que desde cedo nos levantaram de qualquer tombo, nos mostrando o melhor caminho e nos dando opotunidade de sermos melhores e maiores; e nossos filhos, que deverão ser sempre versões melhoradas e aprimoradas de tudo aquilo que fomos. É preciso saber cuidar da casa, da família. Somente assim saberemos cuidar da equipe, da empresa, dos amigos e do dinheiro.

Se você não sabe administrar o pouco, nunca conseguirá administrar muito.